sexta-feira, 8 de junho de 2007

O papel dos empresários

Enquanto os clubes não se libertarem do poder perverso dos empresários (agora conhecidos por "agentes FIFA") e não profissionalizarem os seus departamentos de futebol com pessoas devidamente capacitadas para dirigirem os negócios da compra e venda de jogadores, vão continuar a acontecer episódios como o da estranha saída de Rodrigo Tello do Sporting.
E este episódio levanta uma questão incómoda: os empresários devem ser parceiros dos clubes ou meros agenciadores do melhor contrato possível independentemente de esse contrato prejudicar ou não o clube com quem esses empresários continuam a trabalhar na representação de outros atletas? Por outras palavras: os empresários devem ser homens sérios e defensores do clube que lhes paga a comissão pelas transferências que negoceiam, ou devem agir como se fossem uns mercenários da pior espécie com o beneplácito dos clubes?
Tudo isto a propósito de Rodrigo Tello. É que a empresa de Jorge Mendes, a Gestifute, ao mesmo tempo que negociava a transferência de Nani para o Manchester United, tratava de colocar Rodrigo Tello nos turcos do Besiktas. E ninguém sabia de nada, muito menos onde estava o jogador no dia em que ele não apareceu em Alvalade para renovar. Mais extraordinário não poderia ter sido!... Soares Franco veio a público lamentar a postura de Tello, dizendo que ele tinha passado a ser uma pessoa não grata no Sporting. E Jorge Mendes, continua a ser uma pessoa grata?... NA FOTO: Joseph Blatter, presidente da FIFA

3 comentários:

joaquim agostinho disse...

São bons quando dão dinheiro a ganhar. Porque que será que primeiro era o Veiga o maior e depois quando este entrou em rota de colisão com o Papa passou a ser o Jorge Mendes. E as ligações deles a Itália?

Joao disse...

Eu creio que esta a ver mal a questao dos empresarios.

Os empresarios aparecem porque os jogadores percebem que nao teem a capacidade de se representar convenientemente junto dos clubes no que toca a negociar a sua relacao contratual. Ou porque nao teem tempo, conhecimentos legais, ou o que for. Pode ser o Jorge Mendes ou o tio, nao interessa.

Asa relacoes com os empresarios veem dai. Os empresarios olham os interesses dos jogadores (e os seus) e apenas dos clubes na circunstancia que estes afectam os interesses dos jogadores.

O facto de um empresario ao mesmo tempo representa um jogador que tem uma boa relacao com o clube e outro que tem uma ma relacao com o mesmo clube (como o caso do Nani e do Tello) deve ser perfeitamente separavel. Os intervenientes neste processo (clube, jogador e empresario) devem ter isso bem presente. E como se fosse outro empresario, Jorge mendes/empresario de Nani e' uma pessoa, Jorge Mendes/empresario de Tello e' outra.

A relacao porque determinados clubes teem uma relacao mais ou menos proxima com um empresario deriva apenas do facto de por um lado este representar um conjunto importante de jogadores do clube (por isso nem que seja apenas para manter uma relacao profissional com os jogadores) e para poder aceder ao conjunto de outros jogadores que ele representa.

Joao disse...

So para terminar, o que propoe? que se proibam empresarios? Proibir pessoaas de livremente nomearem representantes legais? E' como se houvesse uma lei que proibisse a mim ou a si de contratar advogados se tivessemos um problema legal. Acha isso acertado?

Os jogadores podem nomear quem bem lhes interessar para os representar. Os clubes nao teem mais que aceitar esse facto.

Fala-se muito que os empresarios aproveitam-se dos jogadores e clubes, mas esta tambem a esquecer-se que antes de haver empresarios e os jogadores terem alguem que os representasse e que soubesse alguma coisa sobre leis e contratos, eram completamente explorados e enganados pelos clubes. Isso tambem nao esta certo e foi o que motivou a existencia de representantes dos jogaodores.

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