quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Taça da Liga: apuramento depressivo

Quando o Sporting chegar à final da primeira edição da Taça da Liga e conquistar o troféu – agora que Benfica e FC Porto estão fora da corrida –, ninguém vai lembrar-se que a equipa de Paulo Bento precisou de 173 minutos para conseguir decidir a seu favor o apuramento para a fase de grupos da prova e deixar para trás o Desportivo de Fátima, mero décimo classificado da II Liga, ainda assim marcando quatro golos e sofrendo outros quatro. Por isso, para os sportinguistas, foi um apuramento deprimente, aliás reflectido no olhar enjoado de Paulo Bento para dentro do campo, encostado ao banco de suplentes.
Na soma dos dois jogos, o Sporting jogou pouco e mal, nunca conseguiu marcar mais golos que o Fátima e só gozou a vantagem do apuramento a sete minutos do fim porque o regulamento, em caso de empate em golos, beneficia a equipa que mais golos marca fora de casa, à semelhança do que acontece nas provas europeias.
O golo decisivo, apontado pouco depois de o Fátima ter estado à beira de resolver a eliminatória, nasceu de uma "invenção" de Liedson, ele que foi decisivo com três golos nos dois jogos. Refira-se ainda que, no segundo golo leonino, Purovic pareceu ter beneficiado de uma posição irregular, pelo que deveria ter sido assinalado fora-de-jogo. Finalmente, registe-se a curiosidade de o primeiro golo do Fátima ter sido marcado por Carlos Saleiro, um ponta-de-lança emprestado pelo Sporting, que se sentiu constrangido e não festejou o tento apontado.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Oliveira e Costa elogia FC Porto...

O “Trio de Ataque” é um programa da RTPN, onde representantes do Sporting, do Benfica e do FC Porto falam sobre futebol, com a moderação do excelente jornalista Carlos Daniel. Nesse programa, que se realiza nos estúdios da RTP em Vila Nova de Gaia, a defesa dos pontos de vista do Sporting está a cargo do técnico de sondagens Rui Oliveira e Costa. Pelo FC Porto alinha o empresário Rui Moreira e, pelo Benfica, o cineasta António-Pedro Vasconcelos. No programa desta terça-feira vi Rui Moreira muito incomodado com uma pergunta de um telespectador, por sinal editor do blog O Inferno da Luz, que lhe perguntou o que pensava de um alegado branqueamento da comunicação social face a erros dos árbitros em benefício do FC Porto, lembrando-lhe, por exemplo, o primeiro golo de Lizandro Lopes ao Leixões, marcado com a ajuda da mão, sem que rádios, jornais ou televisões ousassem contestar a legalidade do lance. Outra coisa que eu vi foi Rui Oliveira e Costa calado sobre esta matéria para, logo a seguir, garantir a pés juntos que o FC Porto é líder destacado da I Liga porque joga muito melhor que os outros e não porque tenha recolhido qualquer benefício das arbitragens. Só mesmo um Oliveira e Costa travestido de independente para tirar estas conclusões. Para isso, seria melhor ter continuado lá o Sérgio Godinho, que, pelo menos, cantava muito melhor.

As declarações de Miguel Veloso

“Claro que consideraria a hipótese de me mudar para o Manchester United. Trata-se de uma grande equipa e é o sonho de qualquer futebolista jogar em grandes clubes." Estas declarações, que pertencem ao futebolista do Sporting Miguel Veloso, foram reproduzidas hoje no "Correio da Manhã" e na restante imprensa. Confesso que, como sportinguista, fiquei chocado. O que as declarações de Miguel Veloso significam, mais palavra menos palavra, é que o Sporting é um bom clube para ser usado como trampolim e deitar fora quando melhor interessar e que o Manchester United é que é um grande clube. Continuo em estado de choque. Sobretudo quando Miguel Veloso representa um clube que é adversário directo do Manchester United na Liga dos Campeões. Continuo em estado de choque. Se Miguel Veloso jogar amanhã em Fátima é porque ninguém do Sporting percebeu o que ele disse. Por muito menos, Stojkovic foi afastado da equipa antes de um importante compromisso europeu...
Sejamos claros: é totalmente legítimo e natural que Miguel Veloso tenha como ambição jogar no Manchester United ou em qualquer clube do mundo. Mas já não é legítimo que, com uma temporada ainda a começar, o jogador use o tempo em que é pago pelo Sporting para falar dos clubes onde gostaria de jogar. Tanto mais que, como já disse o presidente Filipe Soares Franco, “é impossível” que o jogador saia em Janeiro.
Miguel Veloso é do Sporting e é pago para defender os interesses do Sporting, mesmo quando dá entrevistas. É esta falta de respeito pelo clube que paga o seu ordenado que abre caminho ao regabofe que tem sido a multiplicação de notícias dando conta de jogadores leoninos alegadamente cobiçados pelos chamados “colossos” internacionais. E nenhum responsável do Sporting parece preocupado com situações deste género.
Enquanto isso, o FC Porto vai construindo vitórias robustas com golos marcados com a ajuda das mãos, como aconteceu ontem com Lizandro Lopez, no primeiro golo ao Leixões. Mas ninguém fala disso porque é capaz de ser “chato”... E apesar de ser o melhor marcador da I Liga, não consta que haja colossos interessados em Lizandro Lopes. Muito menos não consta que, alguma vez, Lizandro venha dizer que determinado clube, que não o FC Porto, “é o sonho de qualquer futebolista”. Porque ele sabe que está num clube de topo. Ou, pelo menos, tem de se comportar como se estivesse num clube do topo. É uma questão de atitude, que é essencial para um clube ganhador. FOTO: "Record Online"

A importância de Anderson Polga

As dificuldades que o Sporting tem demonstrado na defesa são o melhor atestado da qualidade de Anderson Polga, um defesa-central ágil, elegante, forte no jogo aéreo, disciplinado e com grande sentido posicional. São estas qualidades que fazem do campeão do mundo pelo Brasil, em 2002, um defesa quase intransponível e que raramente recorre ao jogo faltoso, facto que se reflecte numa folha disciplinar irrepreensível. Em termos da I Liga Portuguesa, Polga, que está a iniciar a sua quinta temporada em Portugal, viu até hoje um total de apenas 24 cartões amarelos e três vermelhos, sendo que nenhum dos cartões vermelhos foi “directo”, ou seja, foi sempre na sequência de um segundo cartão amarelo. Mas o atleta brasileiro destaca-se ainda por ser um dos defesas que actuam em Portugal com mais cortes de bola por jogo e também com menos necessidade de recorrer à falta, conseguindo mesmo uma média entre uma a duas faltas por jogo, o que é notável. Por tudo isso, não admira que Polga integre, com Liedson, Miguel Veloso e João Moutinho, o “núcleo duro” da estratégia táctica de Paulo Bento. É um núcleo de jogadores que é essencial à manobra colectiva do Sporting. Tão essencial que, faltando um deles, a equipa não parece ser a mesma. Quando a defesa do Sporting tremeu em Roma ou andou aos papéis frente ao Fátima ou ao Nacional, era a ausência da “serenidade activa” de Anderson Polga a manifestar-se. Se há jogadores no plantel que estão a marcar um ciclo no Sporting, eles são, sem dúvida, os brasileiros Liedson e… Anderson Polga, cada um deles a caminho dos cinco anos de casa. São dos tais estrangeiros que trouxeram um suplemento de qualidade à equipa e ao clube. Merecem ser bem tratados.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Alvalade e os "abutres"...

Os jogadores do Sporting continuam a ser o alvo preferido dos traficantes de pseudonotícias destinadas a desestabilizar a equipa de futebol, a animar o mercado e a fomentar os negócios. É por isso que diversos atletas leoninos são dados como possíveis reforços de clubes estrangeiros, mesmo com o mercado encerrado.
Miguel Veloso tem sido um desses jogadores. Já foram nomeados tantos possíveis futuros clubes como o número de milhões de euros da cláusula de rescisão do seu contrato. Yannick, o tal que é assobiado por não valer nada (o que é extraordinário...), também tem sido nomeado como eventual reforço de clubes espanhóis. Hoje, é o “Diário de Notícias” a lembrar que “a cláusula de 20 milhões de euros não impede assédio a Liedson”. Com base neste cenário é construída uma “estória” sem nenhum facto novo ou noticiável. Até que, a dada frase da pseudonotícia, fica a ideia de que tudo não passa de uma "brincadeira" de alguém interessado em mais confusão no Sporting: “Para já, contudo, nenhuma abordagem oficial aconteceu, nem junto da SAD leonina, nem sequer de Gilmar Veloz, representante do brasileiro, mas o DN sabe que há já muitas movimentações em torno do goleador”, esclarece o jornal dirigido por João Marcelino. Então, onde é que está a notícia?...
Se o senhor Gilmar Veloz não desmentir esta pseudonotícia do "DN" sobre o assédio a Liedson (o que deveria ser uma imposição da SAD do Sporting, dado estarmos a falar do jogador mais bem pago do clube), então ficaremos todos esclarecidos. O que é lamentável é que o Sporting seja um clube tão permeável ao apetite dos “abutres"... Que normalmente circulam impunes nos altos corredores de Alvalade…

RECORTES LEONINOS Rogério Alves

CRÍTICAS LEGÍTIMAS
“Todos nós, que gostamos de ver o nosso Sporting ganhar, ficamos tristes e, em maior ou menor grau, desferimos as nossas críticas e fazemos as nossas apreciações aos jogadores e às opções técnicas, ao melhor estilo dos chamados treinadores de bancada. Nada mais natural. Eu também desferi umas e fiz outras. Mas essas críticas, ainda que legítimas e compreensíveis, devem ser capazes de auxiliar à correcção e não de contribuir para a instabilidade. A equipa precisa de estabilidade.”
Rogério Alves, presidente da Assembleia Geral do Sporting na "Coluna do Senador", espaço de opinião que assina em "A Bola”, 26-10-2007

sábado, 27 de outubro de 2007

A crise do Sporting

NACIONAL-SPORTING, 0-0 (I Liga Portuguesa, 8ª jornada) - Não é fácil de entender. Ou o treinador Paulo Bento estuda mal os adversários e precisa de muito tempo para ler o jogo e tomar decisões ou os jogadores do Sporting estão a fazer-lhe a cama. A verdade é que não é aceitável que uma equipa de futebol profissional, que compete ao mais alto nível na Europa, insista várias vezes no mesmo erro: entrar em campo não para jogar futebol e procurar ganhar, mas apenas para ver como é que as modas vão parar, reagindo tarde e a desoras. Foi assim também com o Nacional da Madeira, equipa que trabalhou para vencer, enquanto o Sporting, triste, lento e permeável, esteve mais de uma hora a ver jogar. Literalmente.
Só nos últimos dez ou quinze minutos é que ficámos a saber que havia Pereirinha para jogar na ala direita; que havia Miguel Veloso para jogar no meio-campo e não no centro da defesa como até então; e que havia gente com pé quente no remate de longe, como Abel, Ronny, João Moutinho e Yannick Djaló (um dos melhores da equipa leonina).
O grande problema é que o plantel do Sporting está transformado numa manta demasiado curta. Uma manta que fica ainda mais curta quando o treinador não confia no plantel que diz ter escolhido. Com a lesão de Anderson Polga, o Sporting ficou privado daquele que é talvez o seu jogador mais importante. É o que percebemos agora. Sem Polga, a defesa do Sporting perde eficácia, segurança e tranquilidade. Para colmatar a ausência do defesa-central brasileiro, Paulo Bento não fez o que seria normal, ou seja, não escolheu entre as duas opções para o eixo da defesa: os “reforços” Gladstone e Paulo Renato. Bento preferiu desestabilizar também o meio-campo e fez recuar Miguel Veloso para defesa-central, ele que desde o ano passado tem sido o pêndulo do meio-campo leonino com larga influência na equipa. Ora, com a defesa e o meio-campo a sofrerem duas baixas tão importantes (tendo em conta que Miguel Veloso a central jamais faz esquecer Anderson Polga, pelo que o Sporting, com o “internacional” português, não ganha um bom central e perde um bom médio), é natural que o resto da equipa também não funcione.
Agora, a propósito da manta cada vez mais curta, pergunta-se: o que estão a fazer no plantel os defesas-centrais Gladstone e Paulo Renato? Se não servem nesta fase difícil, quando é que serão utilizados? Se não são utilizados, por que é que não são dispensados desde já? Será que Paulo Bento não vê que, com a lesão de Anderson Polga poderia ter ganho um novo valor para o eixo da defesa caso fosse corajoso e tivesse lançado Paulo Renato? Ou os atletas estão no plantel só para fazer número?
Em conclusão, e no que à I Liga diz respeito, em apenas um mês, o Sporting perdeu seis pontos (empates com Setúbal, Benfica e Nacional), atrasando-se perigosamente na luta pelo título nacional. Os mais optimistas dirão que, no ano passado, o Sporting entrou no Estádio do Dragão, em Março, com nove pontos de atraso e ainda lutou pelo título até aos últimos minutos da prova. É verdade. Só que nessa altura entrou no Dragão com nove pontos de atraso e saiu de lá com uma equipa e apenas seis pontos de atraso. E mais: Paulo Bento não tinha os problemas que hoje tem para resolver na plantel, entre jogadores lesionados e outros sem fé nenhuma naquilo que valem. O futebol do Sporting está em crise. É tempo de os responsáveis falarem...

Obs. - O LEÃO DA ESTRELA saúda a exibição de Yannick Djaló na Madeira que, a somar à excelente entrevista que concedeu ao jornal "SPORTING", na semana finda, pode significar a reabilitação do grande atleta sportinguista, depois de uma fase menos boa.

RECORTES LEONINOS Formação

O MODELO DE PAULO BENTO
"Um jogador que tenha os automatismos e rotinas de um 4x3x3 pode perder essas mesmas rotinas se, quando for integrado na equipa principal, tiver que actuar numa posição diferente. Um exemplo disso mesmo é o Pereirinha, um futebolista veloz, que necessita de espaço para mostrar qualidade no confronto directo. O Pereirinha adoraria jogar como extremo direito, porque não tem apetência para alinhar numa posição interior. Não deixo de elogiar o modelo de jogo do Paulo Bento, mas penso que o Sporting devia ter no seu plantel jogadores para as alas, para poder mudar o sistema a qualquer momento, assim que se entenda necessário. Não se pode descurar o lançamento de desequilibradores porque são esses futebolistas, como se sabe, que geram mais dinheiro a um clube formador como é o Sporting."
Litos, antigo futebolista do Sporting, formado no clube, "Diário de Notícias", 26-10-2007

RECORTES LEONINOS Sporting

DISCUTIR O SPORTING
Já ninguém, dentro do Sporting, é capaz de dizer seja o que for a Paulo Bento. E isso é muito mau. Vamos lá discutir o Sporting, sem que para isso seja necessário tirar uma licença.

[A PRESIDÊNCIA] Filipe Soares Franco é um presidente que está um bom par de metros acima do nível médio do dirigismo desportivo. Não é ironia face à sua estatura: é assim mesmo. Soares Franco talvez seja um presidente mais plural, em certo sentido, do que alguns dos seus antecessores, porque toda a vida conviveu com benfiquistas, sem o mais pequeno problema. Às vezes até passa a imagem de pouco sportinguismo mas isso resulta apenas da sua forma de estar na vida. Resiste, contudo, ao ‘pato-bravismo’ que se acha, facilmente, entre muitos dos presidentes que compõem o universo clubístico do futebol nacional. Devia ser mais consequente na abordagem do ‘Apito Dourado’.

[A ADMINISTRAÇÃO] A SAD fecha-se numa ideia muito unilateral sobre as questões do futebol. A ditadura da intolerância, associada à ditadura de um único saber, faz com que o efeito positivo da blindagem do balneário se perca na dificuldade de se alargar os horizontes. Também do pensamento.

[O TREINADOR] O endeusamento em torno de Paulo Bento – endeusamento que começou dentro do Sporting e se espalhou pelos corredores de um certo facilitismo lusitano – está a conhecer o lado negativo que esses fenómenos acabam sempre por revelar. A criação de mitos também é uma característica das sociedades modernas, cada vez mais mediatizadas. O cabelo do treinador e os sketches dos ‘Gatos’ ajudaram a criar uma aura de simpatia e popularidade junto de Paulo Bento, com a qual ele próprio soube conviver. É fácil lidar com os momentos bons. Mais difícil é lidar com as situações menos positivas. E, para alguns, o reconhecimento do erro é uma tortura, quando já não é possível questionar o mito. Saber conviver com a crítica, como defende Rogério Alves, é fundamental para o crescimento do Sporting. Tenho muitas dúvidas de que esta SAD e este treinador possuam essa capacidade. Colocando as coisas no plano do treinador dos leões: beneficiou de uma conjuntura interna favorável, agarrou a oportunidade, exibiu algumas qualidades, mas está longe – muito longe – de ser um grande treinador. Ninguém, dentro do Sporting, é capaz de dizer seja o que for a Paulo Bento. E isso é muito mau.

[OS JOGADORES] Na baliza, Stojkovic não fez esquecer Ricardo. Se fosse um grande guarda-redes, Tiago não teria passado tanto tempo no banco. Rui Patrício? Era preciso ter coragem para o lançar e dar-lhe confiança. Na defesa, Abel ataca bem e defende mal. Polga é muito bom. Tonel, a imagem da eficácia. Ronny tem um problema de autoconfiança para resolver. É um jogador incompleto e perder-se-á com facilidade. Gladstone? A SAD tem de justificar a sua aquisição. Paulo Bento não pode pensar que os jogadores, depois de ‘mortos’, são facilmente recuperáveis. Não são. Had? Pois há-de. Quando? Ninguém sabe. No meio-campo, o Sporting recusa-se a jogar com um bloco compacto, que defende quando perde a bola e ataca quando está na posse dela. Miguel "Fashion" Veloso já provou que, se não perder aviões, pode passar da relva para as passerelles da moda. Um jogador de alto rendimento que vai ficar pouco tempo em Alvalade. Moutinho é também um poço de energia, mas deveria ter nesta equipa um papel que não lhe é atribuído por mera teimosia. Os médios interiores têm de fazer mais jogo exterior (ir à linha e cruzar), mas talvez o Sporting não tenha, afinal, esse tipo de jogadores. Futebolistas para ocupar as posições do losango, tem-nos. Mas para protagonizar um futebol rápido, assente nas compensações, não os tem. É pena ver Adrien ser relegado. Claramente, no caso de Romagnoli, a SAD está a tentar justificar o investimento na sua compra. É um jogador de futebol curto, interessante no último passe e nas assistências laterais mas não é um número 10. Paredes e Farnerud, zero. No ataque, Liedson, Liedson e Liedson. Yannick Djaló é vítima do sistema táctico e do facto de não se ter arranjado o avançado certo para jogar ao lado de Liedson. De Purovic já se viu tudo. Isto é: muito pouco. Último aspecto: a filosofia de jogo. O Sporting tem de tornar-se numa equipa de ataque. Para recuperar uma tradição perdida.
Autor: Rui Santos, "Correio da Manhã", 27-10-2007

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A vida difícil de Gladstone

A imprensa, tanto no Brasil como em Portugal, já fala no regresso do defesa-central Gladstone ao Cruzeiro. O site de informação desportiva LANCENET revela que o defesa-central brasileiro está insatisfeito no Sporting por só ter alinhado uma vez ou duas vezes como titular. Por isso, a sua permanência em Lisboa é considerada difícil. "O compromisso do jogador vai ser encerrado no meio do ano que vem e os direitos económicos estão fixados em 3,2 milhões de euros", adianta o LANCENET, lembrando o facto de, no jogo da Liga dos Campeões, entre o Roma e o Sporting, o técnico Paulo Bento, que não pôde contar com Anderson Polga, ter improvisado Miguel Veloso, meio-campista, na defesa, mesmo tendo Gladstone à disposição. Uma decisão que no Brasil é vista como um sinal de falta de confiança no defesa-central emprestado pelo Cruzeiro. A ser assim, talvez seja melhor resolver o problema de Gladstone já em Janeiro. E arranjar um substituto à altura das necessidades do Sporting. Não há nada pior do que um jogador contrariado ou marcado pelo estigma da inutilidade.

O QUE ESCREVEU O "LEÃO DA ESTRELA" A PROPÓSITO DE GLADSTONE:

O SPORTING E A FORMAÇÃO
Por vezes, a aposta da SAD do futebol do Sporting nos jogadores da sua formação para a equipa principal parece mais uma consequência das circunstâncias do que a tradução prática de uma política. Esta conclusão surge a propósito da contratação, por empréstimo, do jovem brasileiro Gladstone (ex-Cruzeiro). Estamos a falar de um jogador com 22 anos, que chegou a ser emprestado à Juventus sem nunca ter jogado pelo emblema de Turim e que foi chamado à selecção principal do Brasil, para um jogo particular com a Suíça, sem que tenha sido utilizado. E, no Brasil, conforme podem confirmar no blog Páginas Heróicas Digitais, da autoria do sociólogo e escritor Jorge Santana, adepto do Cruzeiro, Gladstone divide opiniões, com os adeptos do clube brasileiro a focarem a falta de experiência e as más prestações nos últimos tempos. Ou seja, Gladstone estará para o Cruzeiro como Custódio e Carlos Martins, já dispensados, estiveram para o Sporting...
Ora, possuindo o Sporting, na equipa de juniores, um defesa-central chamado Daniel Carriço, que é internacional português, não se entende como é que o Sporting vai ao mercado brasileiro buscar um atleta que, do lado de lá, dizem que precisa de experiência. Mas há outros exemplos, justamente da temporada 2006-2007, que confirmam uma ideia que parece estranha, sobretudo num clube que tem sido um bom exemplo mundial ao nível da formação: parece que o facto de os jovens formados no Sporting se afirmarem na equipa principal se deve mais às circunstâncias e à qualidade própria dos jogadores do que a qualquer estratégia definida em favor dos atletas formados em Alcochete.
Dois exemplos: Miguel Veloso, que foi a revelação do último campeonato, não foi uma aposta do treinador do Sporting. Paulo Bento sempre disse que via Miguel Veloso como defesa-central, acabando por colocá-lo no meio-campo porque num determinado jogo internacional, o primeiro da Liga dos Campeões contra o Inter de Milão (vitória leonina por 1-0), não havia mais ninguém para o seu lugar, pois estavam todos lesionados: Custódio, Farnerud e Carlos Paredes. Sobrava Miguel Veloso, e o rapaz lá foi lançado às feras. Como se trata de um futebolista de qualidade, passou no teste de fogo. Ainda assim, Paulo Bento só o colocaria na equipa principal durante a segunda volta, afastando Custódio. É curioso lembrar que o meio-campo e o ataque do jogo da vitória do Sporting sobre os italianos, em 12 de Setembro de 2006, foram formados pelos mesmos jogadores que terminaram a temporada em grande: João Moutinho, Miguel Veloso, Nani, Romagnoli, Yannick e Liedson. Na altura, é bom lembrar, era uma equipa de recurso!
O caso de Yannick acaba por ser mais ou menos igual. Acabou por ser o seu bom jogo com o Benfica, na pré-temporada, em que marcou dois golos e se entendeu muito bem com Liedson, que fez dele uma opção válida para Paulo Bento. Porque, até então, Yannick era mais um rapaz, acabado de chegar do Casa Pia, a quem tinham dado "autorização" para fazer a pré-temporada no plantel principal do Sporting.
Pode não ser intenção dos responsáveis do Sporting, mas a ideia que ressalta para o exterior destes dois casos é que o valor dos atletas acabou por ser mais forte para a sua fixação na equipa principal, indo os responsáveis técnicos a reboque da situação. E tem sido esta aparente falta de coragem para apostar claramente nos jovens, sem que eles tenham prestado provas cabais por circunstâncias mais ou menos imprevistas, que não tem permitido ao Sporting aproveitar para a equipa principal alguns valores da sua formação. E tem originado contratações de valor muito duvidoso. Basta recordar os casos de Paulo Futre, Luís Boa-Morte (que saiu dos juniores directamente para Inglaterra) ou Semedo (actualmente na primeira liga italiana) – e de muitos outros que não chegam a afirmar-se e acabam por ser dispensados.
Em relação à próxima temporada está a acontecer a mesma excessiva prudência em relação aos jovens que saem da Academia. Porque todas as notícias que vão surgindo na imprensa sobre os ex-juniores que poderão integrar o plantel principal do Sporting 2007-2008 vão no sentido de que os atletas em causa terão "uma oportunidade de participar nos trabalhos da pré-temporada". Ou seja, parece que vão ser sujeitos a mais um exame. Ora, os jornais não podem ser responsabilizados por esse "discurso", porque os jornalistas escrevem mediante as informações a que têm acesso.
Na última segunda-feira, por exemplo, a “A Bola” anunciava que o médio Adrien Silva tinha sido informado no dia anterior que “integrará pré-época com plantel principal”, juntando-se a Yannick Pupo e Paulo Renato. “É uma recompensa para mim”, dizia Adrien Silva, com uma humildade que só o valoriza. No entanto, integrar a pré-época “com plantel principal” é ligeiramente diferente de integrar o plantel principal na próxima época…
LEÃO DA ESTRELA, 13-06-2007

RECORTES LEONINOS Guarda-redes

"O Sporting não conseguiu colmatar a saída de Ricardo? É essa a sensação que se colhe. O atraso na viagem de Stojkovic talvez tenha sido o "álibi" para lhe tirar a titularidade que, na verdade e até agora, ainda não justificou. Olha-se para as alternativas e o que se vê? Tiago, com muito "banco", e Rui Patrício, com muito potencial. É só escolher. Uma coisa é certa: por mais competente que seja, ninguém conseguirá ocupar o espaço de Vítor Damas. Ele será sempre o número 1."
Rui Santos, "Record", 25-10-2005

HÁ UM ANO NO "LEÃO DA ESTRELA"...

O FILÃO DA FORMAÇÃO
O Sporting não é o clube português com mais títulos conquistados, mas regista o "título", talvez inédito, de ver jogadores que passaram pelos escalões de formação de Alvalade nas 16 equipas da I Liga Portuguesa 2006-2007. Para além dos nove jogadores que este ano integram o plantel principal leonino, são 21 os jogadores que passaram por Alvalade nos escalões de formação e que estão distribuídos por todos os adversários do Sporting da I Liga. Também no escalão secundário são muitos os atletas formados em Alvalade. Até nos plantéis dos rivais FC Porto e Benfica há antigos leõezinhos: Simão e Nuno Assis (Benfica) e Quaresma (FC Porto). No escalão secundário, o Sporting também deixa a sua marca, com jogadores espalhados por diversos clubes, como por exemplo Edgar Marcelino e Nuno Santos (Guimarães), André Marques, Saleiro e Celestino (Olivais e Moscavide), ou Zezinando e David Caiado (Estoril). Além daqueles que integram o plantel leonino, eis os 21 jogadores e respectivos clubes da I Liga que passaram pelo filão da formação do Sporting: Quaresma (FC Porto); Nuno Assis e Simão (Benfica); Patacas (Nacional); Hélder Rosário e Fernando Dinis (Boavista) Alemão e Alhandra (Leiria); Varela e Lourenço (Setúbal); José Fonte e Paulo Sérgio (Estrela); Paulo Santos e Carlos Fernandes (Braga); Christopher (Marítimo); Mangualde (P. Ferreira); Valdir (Naval); Nuno Luís (Académica); Vasco Faísca (Belenenses) Vasco Matos (Beira-Mar) e Artur Futre (Aves). Apetece dizer que o Sporting não é um clube, é uma Liga...
LEÃO DA ESTRELA, 24-10-2006

IMAGENS COM HISTÓRIA Manuel Fernandes

Um estádio cheio e um goleador sobre a relva natural. É o “nosso” Manuel Fernandes! Provavelmente, numa tarde de domingo. Esta imagem, que nos mostra um dia de futebol como já não há, é um ícone de Portugal nos anos setenta do século XX. E um ícone do Sporting, evidentemente. IMAGEM: Blog Super Sporting

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A guerra judicial com Yordanov

Para os sportinguistas, já não interessa saber o que está em causa no conflito judicial entre o búlgaro Yordanov e os burocratas do Sporting Clube de Portugal. Digo burocratas, porque não acredito que Filipe Soares Franco – que foi vice-presidente do Sporting nos tempos em que Yordanov era um dos símbolos do clube – esteja consciente do espectáculo deprimente e desprestigiante que esta história constitui para o clube fundado pelo Visconde de Alvalade. Uma história digna de um clube sem memória e, portanto, sem história. Ora, não é o caso do Sporting. Portanto, vai sendo tempo de recolocar Yordanov no lugar a que tem direito na família do Sporting Clube de Portugal. Yordanov foi um exemplo de trabalho e de dedicação ao clube durante uma década. Respeitado pelo balneário, foi “capitão” sem se colocar em bicos de pés. Chegou da Bulgária muito jovem, no início dos anos noventa, contratado por Sousa Cintra, e marcou uma geração. Foi talvez dos últimos estrangeiros cujo nome ficará para sempre na nossa memória à conta de tantos anos que vestiu a camisola do Sporting. Por isso, merece o respeito e admiração de todos os sportinguistas. Sobretudo agora que são contratados jogadores de outros países que não sabem honrar as camisolas que envergam e que passam pelos clubes como autênticos meteoritos…

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ir a Roma e perder outra vez

Se compararmos os resultados do Sporting nos primeiros 19 jogos particulares e oficiais da temporada 2006-2007 com os resultados obtidos nos primeiros 19 jogos desta temporada, verificamos que a equipa de Paulo Bento está a perder mais vezes este ano. Esta curiosidade vale o que vale, mas a verdade é que o Sporting 2006-2007 só perdeu duas vezes ao fim dos primeiros 19 jogos da época, enquanto o Sporting 2007-2008, ao perder em Roma, averbou a sexta derrota da temporada, sendo a quarta em jogos oficiais.
Na verdade, esta época, que foi preparada com tempo de sobra para que o clube contratasse “aquisições cirúrgicas” que dessem à equipa a necessária “experiência internacional”, está a revelar um Sporting de qualidade inferior, cujas fragilidades seriam mais fáceis de suportar e, sobretudo, de explicar, se a maioria dos protagonistas fossem os jogadores formados na Academia de Alcochete, como acontecia há um ano.
A questão é que, um ano depois, e após alterações operadas na gestão do futebol, com uma viragem ao mercado de Leste sem resultados, o futebol do Sporting não melhorou: no plano internacional continua uma equipa inexperiente, mas com a agravante de agora não ter bom futebol para mostrar; no plano interno ganhou a Supertaça, vai tentar ganhar a Taça da Liga e a Taça de Portugal (neste caso, se o calendário ajudar) e está condenado a seguir na peugada do FC Porto que já se destaca na liderança da I Liga.
Pelo andar da carruagem, Paulo Bento, que ainda reúne a simpatia dos sportinguistas, e cujo trabalho é positivo, não vai poder dar muito mais do que aquilo que deu na temporada anterior: dificilmente o Sporting será apurado para a segunda fase da Liga dos Campeões e muito dificilmente o FC Porto cederá o terreno suficiente para ser ultrapassado na I Liga.
Uma Taça da Liga por alturas da Páscoa talvez anime as hostes leoninas. Mas, lá está, é preciso marcar mais dois golos do que o Fátima no jogo da segunda mão da Taça da Liga…Porque o pior que poderia acontecer a Paulo Bento seria voltar a ganhar apenas a Taça de Portugal. Os sportinguistas começam a ficar fartos de segundos lugares no campeonato e de taças portuguesas. Sobretudo quando o clube apresenta um quadro de jogadores cada vez mais internacionalizado. O que não significa que seja cada vez mais "internacional"...

Obs. – Uma palavra para Romagnoli, Liedson e João Moutinho, três grandes jogadores que não mereciam perder em Roma. Anderson Polga esteve ausente e os colegas da defesa, de forma inexplicável, tremeram como varas verdes.

Voltar às alegrias

A deslocação teoricamente mais fácil do Sporting, nesta primeira fase da Liga dos Campeões, transformou-se numa aventura repleta de contrariedades inesperadas. Tudo por causa de uma greve no aeroporto italiano, que fez atrasar o voo sportinguista em três horas, impedindo a realização de um treino de adaptação ao Estádio Olímpico de Roma no final da tarde de segunda-feira. Antes destes obstáculos, o Sporting já tinha perdido com o Desportivo de Fátima, naquilo que foi um milagre da incompetência, e Paulo Bento já tinha aplicado um “castigo” ao guarda-redes Stojkovic. Depois disto tudo, impõe-se que a equipa do Sporting, em Roma, seja romana. Já é tempo de chutar para longe esta onda negativa e de voltar às alegrias, que têm mais sabor quando são inesperadas. Temos fé e muita esperança!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O desfile de Miguel Veloso

Que Miguel Veloso, nesta terça-feira, jogue tão bem contra o Roma como desfilou na tarde de domingo, trajando modelos de Fátima Lopes, no Portugal Fashion, em Vila Nova de Gaia. Se a sua exibição frente aos italianos estiver ao nível do melhor que tem dado ao Sporting, isso será sinal que o facto de ter feito mais 600 quilómetros que os colegas, a cerca de 48 horas do jogo da Liga dos Campeões, acabou por não ter influência da condição física e mental do atleta.

O castigo de Stojkovic

Desde que Paulo Bento assumiu o comando técnico do Sporting, faz amanhã dois anos, os casos de indisciplina profissional passaram a ser tratados de outra maneira. E impunha-se uma mão disciplinadora no balneário leonino, sobretudo depois de a autoridade do ex-treinador José Peseiro ter ficado de rastos quando o brasileiro Rochemback, em pleno Estádio do Dragão, mandou o seu chefe “tomar no cu”, ao vivo e a cores, como toda a gente viu pela televisão. Polga e Liedson já experimentaram a “disciplina” de Paulo Bento. Agora, foi a vez de Stojkovic, que, depois de ter representado a selecção da Sérvia, deveria ter-se apresentado no treino da manhã de sexta-feira, mas terá tido dificuldades na obtenção do visto e só apareceu em Alcochete no sábado, já depois de ter sido feita a convocatória para o jogo com o Fátima. Ficámos a saber que Stojkovic não foi convocado para o jogo com a Roma, da Liga dos Campeões, ficando em Lisboa “de castigo”. A verdade é que este castigo é igual a um pau de dois bicos: castiga o jogador, que não se mostra na montra internacional, mas castiga também o clube que lhe paga, que fica privado do seu trabalho. Não seria mais correcto e justo para as duas partes aplicar uma multa pecuniária que correspondesse a uma percentagem do vencimento do atleta? Talvez assim diminuíssem os problemas com os vistos ou com os voos… Outra questão tem a ver com a necessidade de uma maior transparência: quando um jogador é castigado pelo seu clube, a informação relativa ao seu castigo deveria ser tornada pública oficialmente, da mesma forma que são divulgados os castigos da Liga ou da Federação de Futebol. FOTO: "Record Online"

sábado, 20 de outubro de 2007

A derrota de Paulo Bento

SPORTING-FÁTIMA, 1-2 (Taça da Liga Portuguesa, 1ª Mão) - “É chato”, como diria o “gestor de activos” Carlos Freitas, mas o Sporting ficou com a vida muito complicada na Taça da Liga, ao perder com o Fátima, da II Liga, por 1-2. O Sporting perdeu e perdeu bem, face a uma equipa que foi isso mesmo: uma equipa. Que integra no seu plantel seis jogadores que vestiram a camisola do Sporting nos escalões de formação e quatro que vestiram a camisola do Benfica. Não sei se Paulo Bento estudou devidamente o conjunto de Vila Nova de Ourém, mas deu a ideia de ter sido surpreendido ao ver que a equipa leonina não pegava no jogo. E ao intervalo, o treinador leonino teve de recorrer, sem êxito, às primeiras escolhas (João Moutinho, Miguel Veloso, Romagnoli…) que tinham ficado no banco a descansar. Aqui residiu o problema, que é um problema do futebol português e um problema da Taça da Liga.
A Taça da Liga foi lançada com o objectivo de aumentar a competitividade das equipas portuguesas e dos seus jogadores. Ora, em nome do prestígio da prova e da verdade desportiva no futebol português, seria lógico termos os melhores jogadores de cada equipa em cada eliminatória da Taça da Liga. Mas o que vimos até agora foi o Sporting, o FC Porto e o Benfica a desprezarem os adeptos do futebol e a contribuírem para o insucesso da prova criada por Hermínio Loureiro, apresentando equipas de “reservas”, sob o pretexto de uma coisa chamada “gestão do esforço”. Por falar em adeptos do futebol, é bom lembrar que não estiveram no Restelo mais do seis mil pessoas a assistir ao Sporting-Fátima!...
Com isto, o FC Porto já foi à vida, o Benfica só ainda não foi porque a arbitragem não quis e o Sporting, se quiser passar à fase seguinte, terá que arregaçar as mangas e vencer em Fátima. É por isso que a derrota do Restelo foi uma derrota de Paulo Bento. Porque Paulo Bento é o treinador principal do Sporting. Porque ele tinha dito, na véspera, que os jogadores “têm consciência de que foram preparados para jogar única e exclusivamente contra o Fátima”. O que aconteceu é que Paulo Bento escolheu uma equipa dominada por reservistas contratados por Carlos Freitas que enfrentaram o Fátima em ritmo de treino, o que disse muito da falta de qualidade dos jogadores em causa e tambem da forma pouco exigente como se treina em Portugal. Ora, Paulo Bento já deveria saber que não tem dois bons jogadores para cada lugar, portanto, não pode fazer mudanças tão amplas e radicais na equipa.
Por outro lado, a questão da rotatividade ou da gestão do esforço, que a comunicação social desportiva introduziu nos últimos anos, não é mais do que uma desculpa pelo mau trabalho das equipas portuguesas ao nível físico. Um atleta de alta competição de 20 ou 25 anos tem de estar capacitado para fazer entre 40 a 50 jogos por temporada. Isso implica jogar duas vezes por semana em várias semanas do ano. E a gestão do esforço é um trabalho que os técnicos deveriam fazer ao longo do ano, mediante um acompanhamento de cada atleta. Mas a regra deveria ser uma: apresentar sempre a melhor equipa. Não foi isso que fez Paulo Bento. Ao levar para o banco João Moutinho, Miguel Veloso e Romagnoli é porque estaria à espera de que algo pudesse correr mal. Logo, o “onze” inicial que ele escolheu não era o que mais garantias lhe dava para vencer o jogo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

IMAGENS COM HISTÓRIA Sporting 1984-1985

Uma das melhores equipas do Sporting nos anos oitenta. Depois do excelente Europeu de 1984 da selecção portuguesa, em França, o então presidente do Sporting, João Rocha, perdia Paulo Futre para o FC Porto, mas respondia à altura, contratando os médios portistas António Sousa e Jaime Pacheco, que em Alvalade se juntavam ao trintões Manuel Fernandes, Oliveira e Jordão. No meio-campo revelava-se o jovem Oceano, vindo do Nacional da Madeira. O treinador era o galês John Toshack, então um jovem desconhecido em início de carreira, que deixou muito boa impressão no futebol português. Tinha Pedro Gomes, actual comentador da TSF, como adjunto. Apesar do forte investimento, o Sporting chegava ao final da temporada sem ganhar nada. Era o terceiro ano consecutivo sem qualquer título, depois da “dobradinha” de Malcolm Allison, em 1982, e respectiva Supertaça Cândido Oliveira. João Rocha enfrentava problemas de saúde e deixava o clube. O Sporting entrava em declínio e só seria campeão nacional no ano 2000. Na imagem, em pé, vemos Zezinho, Rui Jordão, Pedro Venâncio, Oceano Cruz, António Oliveira e Vítor Damas. Em baixo: Mário Jorge, António Sousa, Manuel Fernandes, Jaime Pacheco e Carlos Xavier.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

IMAGENS COM HISTÓRIA Sporting 1972-1973

Eis uma equipa do Sporting da época de 1972-1973, ano em que o clube de Alvalade conquistou apenas a Taça de Portugal. De pé, só não reconheço o quarto a contar da esquerda. Alguém sabe?... Os restantes são Bastos, Carlos Pereira (actual adjunto de Paulo Bento e irmão de Aurélio Pereira), Carlos Alhinho, Vítor Damas e José Carlos. Em baixo, Manaca, Chico Faria, Yazalde, Marinho e Nélson. Deste grupo, e que eu saiba, Bastos, Vítor Damas e Yazalde já faleceram. Mas o seu legado permanece. É por influência destes e de outros craques que existe o blog LEÃO DA ESTRELA.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A "caneta" de Carlos Freitas

O “Record” tem um jornalista que escreve os maiores disparates sobre o Sporting. Basicamente, o homem “forte” das páginas leoninas do jornal da Cofina defende com unhas e dentes a política da SAD ao nível de contratações e dispensas de jogadores, o que resulta sempre num grande elogio ao “gestor de activos” Carlos Freitas, e seus amigos internos Miguel Ribeiro Teles e Pedro Barbosa, e critica tudo o que não tenha o dedo do homem dos activos. Eis algumas das pérolas assinadas nos últimos dias por Bernardo Ribeiro, autêntica “caneta” de Carlos Freitas no “Record”:

“A máquina empresarial do Sporting continua aquém do esperado. E não são apenas as ‘gameboxes’ a mostrá-lo.”

“A verdade é que continua a sentir-se uma certa letargia, quase inexplicável para um clube que vive ‘entalado’ entre a grandeza do Benfica e os títulos ganhos pelo FC Porto.”

“Sem dinheiro para ser o melhor, o Sporting tem de ser mais criativo, mais comunicativo, mais vivo. Enfim, demonstrar a tal diferença de que o próprio clube gosta de fazer alarde. A SAD vai fazendo a sua parte, com uma equipa competitiva. Falta o resto.”

“Purovic forma com Liedson a dupla mais goleadora do Sporting. Jovem, a arriscar a primeira experiência longe do seu País, o montenegrino é uma das mais fortes apostas dos responsáveis leoninos. Não para cobrar já. A um jogador deste estilo é preciso dar tempo.”

“E existe a convicção generalizada de que este foi um ano de boas colheitas. Menos apostas na Academia e mais lá fora. Mas os “leões” entendem que só assim poderão chegar a um equilíbrio saudável. Tanto em termos de contas, como competitivos.”

Estes nacos de prosa são de deixar os cabelos em pé. O senhor Bernardo Ribeiro não pode ser mais claro: mostra que não gosta de Filipe Soares Franco, nem de Miguel Salema Garção, e parece utilizar o jornal para vender o peixe de Freitas, que, como sabemos, é um velho amigo de Luciano D’Onofrio – o vice-presidente do Standard de Liège que está a contas com a justiça por causa de transferências. Ora, será também em nome dessa velha amizade internacional que Carlos Freitas se virou para o complexo mercado de Leste, mudando radicalmente a estrutura da equipa de futebol do Sporting. Só não vê quem não quer.
Nas entrelinhas da prosa de Bernardo Ribeiro está toda a estratégia que tem minado a estabilidade do futebol do Sporting nos últimos anos, transformando o clube numa "clínica de reabilitação", com as célebres compras de jogadores estrangeiros a “falso custo zero”, sem ritmo competitivo e à procura de um relançamento na carreira, gastando dinheiro mal gasto e prejudicando a afirmação e o crescimento dos jovens portugueses da Academia.
É por isso que há assobios para Yannick e muita paciência para Purovic. É por isso que os defesas-esquerdos André Marques e Ronny só deixaram de defender tão mal quando foi contratado um lateral-esquerdo ao Lokomotiv de Moscovo (Marian Had), tendo o defesa português sido emprestado ao União de Leiria e o brasileiro, finalmente, aprendido a defender. Curioso, não é? É também por isso que há Farnerud de vez em quando e que Adrien Silva continua de fora das opções de Paulo Bento. Dizem que Adrien precisa de crescer. Eles têm justificações para tudo.

LEÃO DA ESTRELA na imprensa

["Jornal de Notícias", 17-10-2007]

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Em defesa de Yannick Djaló

Diz o povo que santos da casa não fazem milagres. E é verdade. Que o diga o jovem guineense Yannick Djaló, que, no ano passado, foi titular na maioria dos jogos do Sporting. Não sendo um finalizador, Yannick, agora com 21 anos, participou em 24 jogos da Liga Portuguesa 2006-2007, fazendo dupla com Liedson no ataque, e marcou cinco golos, um terço dos golos do ponta-de-lança brasileiro. Um balanço muito bom do jovem formado no Sporting, sobretudo quando outros avançados, como Alecsandro e Carlos Bueno, que eram dos jogadores mais bem pagos do Sporting, não marcaram na Liga mais do que oito e quatro golos, respectivamente.
Depois de dois anos no Casa Pia, onde estava a rodar, Yannick só passou a entrar no leque das opções de Paulo Bento depois de ter marcado dois golos ao Benfica, num jogo da pré-temporada de 2006-2007, no Algarve. Porque o lugar estaria reservado a Deivid, que saiu para a Turquia depois de marcar dois golos na jornada inaugural da Liga. Carlos Bueno não acertava com as balizas e Alecsandro revelava-se intermitente. Foi neste quadro que Yannick se impôs, naturalmente. Pelo meio marcou ao FC Porto e afirmou-se como um jogador talhado para os grandes jogos.
Este ano, e depois da sua participação na selecção nacional de sub-21, Yannick retomou os trabalhos mais tarde, encontrando o seu lugar ocupado por Derlei, surpreendentemente contratado no defeso. Deus escreve direito por linhas tortas e, ao fim de pouco tempo, Yannick voltava a encontrar o seu lugar na equipa principal, desta vez devido a uma lesão grave do avançado brasileiro.
Aos olhos dos adeptos, o jogador parece não estar a aproveitar a oportunidade. Haverá razões fortes para o rendimento menos conseguido do atleta. A má relva, insisto, é uma delas, e tem reflexos em todos os jogadores. Alguma falta de sorte na finalização, também. Mas a razão principal tem a ver com o futebol colectivo do Sporting, que ainda não apanhou o comboio alegre e dinâmico da temporada passada. Também não sabemos se vai apanhar. O que dá para ver é que, em consequência da viragem a Leste operada no defeso, o Sporting de agora é mais “físico” e menos fantasioso e surpreendente do que o Sporting da época passada. E aí o futebol alegre de Yannick sai a perder. E como sai a perder na maior parte do tempo de jogo, até o último remate que parece fácil acaba por sair desastrado.
Yannick tem sido assobiado e criticado em Alvalade, o que é lamentável, e já começa a ser notícia como possível reforço de outros clubes, nomeadamente espanhóis. É assim que germinam ambientes insustentáveis para os jogadores. Por isso, o presidente Filipe Soares Franco já deveria ter vindo a público condenar os assobios e colocar um ponto final nas dúvidas que pairam sobre o futuro de Yannick em Alvalade.
A verdade é que não seria nada bom para o Sporting que Yannick saísse no final da temporada, por muitos milhões que a sua venda rendesse. Mas o que é estranho é que, para Yannick, talvez a saída até fosse a oportunidade de crescer e de se afirmar em definitivo. É pena que o Sporting não saiba proporcionar o que falta a um jogador como Yannick.

TEXTO PUBLICADO PELO "LEÃO DA ESTRELA", EM 16-11-2006:

O CARÁCTER DE YANNICK
Num tempo em que o carácter, a ética, a gratidão e a memória, nomeadamente no futebol, são, cada vez mais, palavras vãs, o gesto de Yannick Djaló, ao ter regressado por um dia à Associação Desportiva da Estação, na Covilhã, uma terra de "leões" em plena Serra da Estrela, merece uma referência.
Foi uma atitude contra a corrente, que não estamos habituados a ver, mas que diz muito das qualidades humanas e da atitude cívica e profissional do jovem avançado do Sporting. Para além de um jogador com largo futuro, Yannick – como ela gosta de ser conhecido, sendo, por isso, esse o nome que aparece na sua camisola – demonstra ter arcaboiço mental e pessoal para aguentar as grandes exigências do futebol de alta competição. É que não faltam por aí “vedetas” de 20 anos – a idade de Yannick – que, nas mesmas circunstâncias, talvez preferissem gozar a folga semanal exibindo o seu carro de alta cilindrada junto das fãs, esquecendo aqueles que lhes deram a rampa de lançamento de que precisaram para afirmar o seu valor como futebolistas.
Nascido na Guiné-Bissau, Yannick “desceu” à Associação Desportiva da Estação para entregar ao clube que o acolheu no futebol português a camisola que envergou num jogo da
última pré-temporada e no qual marcou dois golos ao Benfica. Conviveu com antigos colegas e dirigentes e entusiasmou os jovens que agora estão no clube.
Só com a sua presença na Covilhã fez mais pela Associação Desportiva da Estação e pela promoção do futebol juvenil do que muitos milhares de euros em marketing e publicidade poderiam fazer. E deixou-lhes a camisola, o tal símbolo do carácter, da gratidão e da memória.
Se continuar fiel ao que tem demonstrado, Yannick tem tudo para ser um símbolo do Sporting no futuro, tanto mais que se trata de um atleta que, por razões diversas, foi recusado pelo Benfica e pelo FC Porto...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Um arguido chamado Dias da Cunha

Não deixa de ser irónico e... vergonhoso. O ex-presidente do Sporting, António Dias da Cunha, que marcou o seu consulado ao ter denunciado os rostos de um sistema alegadamente corrupto que domina o futebol português, acaba de ser constituído arguido no “caso” da transferência de João Pinto do Benfica para o clube de Alvalade por motivos considerados "laterais" ao processo. Parece que o problema tem a ver com umas trapalhadas formais nos papéis que suportaram o último pagamento ao actual jogador do Braga, em 2005. Poderá não ser nada de especial, mas já deu para borrar o nome de uma figura do Sporting, à falta de gente do clube leonino envolvida na corrupção do "Apito Dourado". Não deixa de ser o sistema judicial português no seu melhor. Salvo as devidas diferenças, aconteceu precisamente o mesmo a Carolina Salgado: denunciou a corrupção no futebol e foi apanhada na "organização" de uma tareia a um político, tendo sido constituída arguida.

A velocidade de Izmailov

O russo Marat Izmailov foi apanhado por um radar, em Cascais, a conduzir a 97 quilómetros por hora, quase o dobro da velocidade permitida. À luz do Código da Estrada é uma infracção muito grave. Pela aventura ao volante do seu jipe, na tarde de sexta-feira, Izmailov pagou 300 euros. É bom que aprenda e que não se esqueça que foi nas estradas de Lisboa que o seu compatriota Cherbakov perdeu a vida para o futebol. FOTO: "Record Online"

"Caso" da Luz chega à Liga de Futebol

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Hermínio Loureiro, tomou conhecimento, através do LEÃO DA ESTRELA, do caso dos três espectadores que compraram bilhete para entrar no Estádio da Luz e não conseguiram ver o último Benfica-Sporting porque o sector do estádio relativo aos ingressos que tinham adquirido estava, afinal, interdito ao público. Os três espectadores, que também se queixam de ter sido maltratados pelos seguranças, acabaram por ficar acantonados na zona das claques do Sporting, tendo permanecido, no final do jogo, retidos mais de uma hora.
Surpreendido com a situação, Hermínio Loureiro revelou ao LEÃO DA ESTRELA que é justamente para situações como esta que a Liga de Futebol vai criar “o provedor do adepto de futebol”, o qual estará vocacionado para receber as queixas que os adeptos de futebol possam ter, nomeadamente face aos serviços que lhes são prestados nos estádios. Quanto a este caso em concreto, Hermínio Loureiro prometeu analisá-lo, embora não tenha revelado o que irá fazer. Considerou, no entanto, lamentável o episódio ocorrido no Estádio da Luz.
Num e-mail enviado ao LEÃO DA ESTRELA, Manuel Parente, que é director executivo do Den of Lions Sports Academy, Delegação do Sporting em New Jersey, nos Estados Unidos, e que foi uma das pessoas prejudicadas pela situação, confessa que jamais vivera algo semelhante num estádio de futebol: “Consegui abandonar o estádio no final do jogo porque consegui contactar um oficial da PSP e exigi a presença do Cônsul dos Estados Unidos, pois sou naturalizado americano e, como cidadão e ser humano, foram violados os meus direitos. Nunca na minha vida me aconteceu uma coisa destas num campo de futebol. Uma autêntica vergonha. Agora compreendo porque é que os portugueses estão cada vez menos a ir ver futebol aos estádios!”

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Pagaram e não viram o Benfica-Sporting...

ESCÂNDALO NO ESTÁDIO DA LUZ
É um caso para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional tomar medidas. Um emigrante português nos Estados Unidos e dois amigos gastaram 105 euros para entrar no Estádio da Luz e não conseguiram ver o último Benfica-Sporting. Pior: compraram bilhetes para três lugares que, no estádio, não estavam disponíveis. Acabaram por ficar acantonados junto a uma claque e, no final, estiveram retidos no estádio mais de uma hora. Um escândalo que o LEÃO DA ESTRELA revela, em primeira mão, publicando a carta onde Manuel Parente, que é director executivo do DEN of LIONS SPORTS ACADEMY, Delegação do Sporting em New Jersey, nos Estados Unidos, relata o pesadelo que viveu no Estádio do Benfica no recente dérbi do centenário.

“Sobre o Benfica-Sporting, estive lá, mas não vi o jogo... Apanhei uma molha e, quando cheguei ao meu lugar, o sector estava anulado e interdito ao público, por motivos de segurança! Parece que os benfiquistas e os sportinguistas são uns animais... Exigi um lugar para ver o jogo e disseram-me para ir reclamar ao Benfica ou ao Sporting!
Acabaram por me colocar num sector que estava reservado às claques que mais parecia uma jaula. Barafustei e nada! Nem sequer me deixaram sair para ir para casa. Só no final do jogo e depois de estar já vazio, ou seja cerca de 1 hora depois!
Foi um autêntico atentado à inteligência e aos direitos de um ser humano. Quem foram os responsáveis? Não sei. Comprei três bilhetes por 105 Euros e limitei-me a espreitar por uma nesga de uma grade de ferro.
Consegui abandonar o estádio no final do jogo porque consegui contactar um oficial da PSP e exigi a presença do Cônsul dos Estados Unidos, pois sou naturalizado americano e, como cidadão e ser humano, foram violados os meus direitos. Nunca na minha vida me aconteceu uma coisa destas num campo de futebol. Uma autêntica vergonha. Agora compreendo porque é que os portugueses estão cada vez menos a ir ver futebol aos estádios!
Responsabilidades? De quem?
Comprei três bilhetes emitidos pela Liga Profissional de Futebol no Estádio da Luz para ver um jogo de futebol. Não o vi nem os meus acompanhantes e ainda fui tratado como um cão daninho. Seria por sermos do Sporting? Afinal verifico que há racismo pelos emigrantes no futebol português e principalmente por aquele grupo denominado Prossegur, um grupo sem o mínimo de preparação e educação para lidar com o público. Pedimos a presença de responsáveis do Benfica ou da Liga. Procurámos comprar outros bilhetes noutros sectores e a resposta deles era apenas esta: “Este sector está fechado ao público! Estamos a seguir ordens!” E diziam isto com um certo ar de gozo, incluindo um a quem chamavam “chefe”! Nunca patentearam um pouco de parte humana nem procuraram ajudar quem se deslocolou de Newark, N.J. para assistir a um jogo de futebol. Um autêntico grupo de pessoas sem qualquer nível de educação ou preparação a quem chamam seguranças.
Assim, não! Nunca mais porei os meus pés no Estádio da Luz! Entendo que, se houvesse necessidade de anular um sector, deveria ser imediatamente providenciados lugares para as pessoas que já tinham comprado os bilhetes. O Estádio não estava esgotado. Haviam grandes clareiras em vários sectores. Porque não fomos transportados para lá? Para mim basta!"
Manuel Parente, Estados Unidos, enviado por e-mail

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

OS NOSSOS CAMPEÕES (4) Juca

Juca com Bobby Robson, nos anos noventa, quando era director-técnico do Sporting, na presidência de Sousa Sintra. FOTO: "Record Online"

Juca, o primeiro de pé a contar da esquerda, integrando a equipa do Sporting que disputou o primeiro jogo da Taça dos Campeões Europeus, com o Partizan de Belgrado (3-3), em 4 de Setembro de 1955, no Estádio Nacional. Neste "onze" destacam-se craques como Carlos Gomes (guarda-redes), Vasques, Martins e Travassos (os três do meio que estão em baixo)

Sempre que morre um antigo atleta, um antigo técnico ou um antigo funcionário ou dirigente é sempre um bocadinho de um clube que também acaba por morrer. Mas com o desaparecimento, aos 78 anos, de Júlio Cernadas Pereira, popularmente celebrizado com o diminuitivo "Juca", foi um pedaço da história do Sporting Clube de Portugal e do futebol português que também morreu.
Nascido em Moçambique em 13 de Janeiro de 1929, Juca inscreveu algumas curiosidades na história do Sporting e do futebol português. Foi o primeiro jogador do Sporting a marcar no velho Estádio José de Alvalade, em 10 de Junho de 1956, num jogo que o Vasco da Gama venceu por 3-2; integrou a equipa do Sporting entre o apogeu e o fim dos "Cinco Violinos"; foi um dos jogadores do Sporting que conquistaram o primeiro tetracampeonato do clube e do futebol português (1951-1954); fez parte da equipa do Sporting que fez o primeiro jogo da Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1955, ano de estreia da competição; foi o treinador campeão mais novo (33 anos) da história do Sporting, em 1961-1962; e foi o primeiro seleccionador português a dirigir Portugal num total de 40 jogos internacionais, sendo suplantado apenas por Luiz Felipe Scolari e António Oliveira.
Juca, que começou a carreira como futebolista como guarda-redes no Sporting de Lourenço Marques, tornou-se conhecido a jogar a meio-campo. Notabilizou-se como um médio-centro de grande capacidade física e técnica, com excelente jogo aéreo. Em Portugal iniciou a carreira em 1949, com a camisola do Sporting, clube que representou até 1958, totalizando 178 jogos e nove golos. Ao serviço dos "leões", onde terminou subitamente a carreira devido a uma lesão, Juca conquistou como jogador cinco títulos de campeão nacional e uma Taça de Portugal.
Quatro anos depois de ter abandonado a carreira de futebolista assumiu o comando técnico do Sporting, em 1961/62, tendo levado os "leões" à conquista do título nacional e tornando-se no mais jovem treinador a vencer o campeonato, então com 33 anos. Voltou a treinar os "leões" nas épocas de 1964/65 e 1975/76.
Enquanto jogador vestiu oito vezes a camisola da selecção portuguesa e, em 1968, ingressou na equipa técnica assumindo o cargo de técnico de campo. Em 1977, com a saída de José Maria Pedroto, foi convidado para seleccionador nacional, comandando Portugal nos últimos jogos de qualificação para o Mundial de 1978.
Depois da saída de Mário Wilson, que falhou o apuramento para o Europeu de 1980, voltou ao comando técnico da selecção em Setembro de 1980 para tentar, sem sucesso, conquistar um lugar na fase final do Mundial Espanha'82. Juca voltou à selecção nacional em 1987, numa fase em que ainda se sentiam os efeitos do caso Saltillo, com muitos jogadores indisponíveis para serem internacionais.

Obs. - O LEÃO DA ESTRELA aceita e agradece outros dados e histórias sobre a carreira de Juca, assim como imagens do antigo jogador e treinador. Podem enviar para o e-mail leaodaestrela@gmail.com

O desígnio da formação

Em 16 de Setembro de 2006, o LEÃO DA ESTRELA escrevia: “É excelente a ideia de ligar a Academia Sporting - Centro de Futebol do Sporting Clube de Portugal a outras estruturas de formação espalhadas pelo país, de modo a acompanhar mais de perto os novos talentos que despontam de Norte a Sul do País. É mais um passo em frente e à frente de todos os clubes de futebol em Portugal. É o abono de família para um crescimento sustentado do futebol do Sporting. É o caminho certo para um futuro sólido. Desta é que Pinto da Costa não se lembrou...”
Pois bem, um ano depois começam a ser conhecidos os bons resultados dessa grande medida estratégica da gestão de Filipe Soares Franco à frente do Sporting. Amanhã, abre oficialmente a academia leonina de Vila Nova de Gaia, no Colégio Internacional dos Carvalhos. É uma lança do Sporting no Norte do País, onde há mais sportinguistas do que o que se julga.
Entretanto, o Sporting acaba de contratar mais um talento infantil detectado em Braga. Miguel Almeida, de oito anos, é comparado a André Cruz, tal é a precisão com que marca livres directos. Nasceu em 15 de Janeiro de 1999, dez dias antes de Bruno Silva, outro talento infantil bracarense também já contratado pelo Sporting.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O fracasso da "gamebox"

A venda de lugares de época no Estádio José Alvalade não está a correr tão bem como seria de esperar. Curiosamente, as vendas de lugares desceram no ano em que o marketing promocional melhor funcionou, com aquele filme interactivo do telefonema de Paulo Bento a cada um de nós, visto por muitos milhares de pessoas na Internet. Em 2006-2007, o Sporting conseguiu vender 34.129 lugares de época. Pouco mais do que meio estádio. Ainda assim, foi um recorde! Este ano foram vendidos 33.500 lugares (que renderam 7,2 milhões de euros), menos 1500 lugares vendidos do que há um ano. Há várias razões para o fracasso das vendas (tendo em conta a excelente campanha de marketing e o objectivo fixado na venda de 40 mil lugares). Mas há duas razões que são muito fortes. A primeira tem a ver com a falta de dinheiro. Cada vez mais a maioria das pessoas tem menos dinheiro para gastar em prazeres dispensáveis e não se vê uma pequena luz ao fundo do túnel, em que estamos metidos há muito tempo, que possa mudar o panorama. A segunda razão tem a ver com a qualidade do futebol em Portugal. Sem um futebol espectacular (as primeiras partes do Sporting com o Setúbal e o Guimarães, em Alvalade, não seduzem ninguém), com má relva, com maus árbitros, com jogos à noite ao sabor da programação televisiva (que afastam o nicho de público que mora mais longe dos estádios), dificilmente haverá marketing que leve as pessoas ao estádio. Por muito sportinguistas que sejam. Ignorar estas questões é meter a cabeça na areia.

Do vinho tinto ao Estádio do Restelo...

Sinceramente, não se entende muito bem que o Sporting, caso venha a precisar de um estádio alternativo ao de Alvalade, por um ou dois jogos, até que a nova relva ganhe raízes – se vier algum dia a ganhar… –, peça o Estádio do Restelo ao Belenenses, quando existe na cidade de Lisboa um estádio com muito melhores condições a todos os níveis e que, por sinal, também foi pago com a ajuda dos impostos dos sportinguistas: o Estádio da Luz. O estádio é do Benfica, o nosso eterno rival? E qual é o problema? Uma coisa é certa: tem uma relva muito melhor do que a do Estádio do Sporting… Além disso, se o Sporting jogasse no Estádio da Luz, seria uma excelente oportunidade de encher aquele estádio de sportinguistas. Algo que irritaria muitos benfiquistas, embora sem motivo...
A questão, também aqui, é de falta de coerência por parte dos dirigentes do Sporting. O presidente Filipe Soares Franco não pode andar a fazer brindes de vinho tinto com o seu homólogo do Benfica para a capa do jornal “A Bola”, em nome do “fair play”, e depois pedir um estádio emprestado ao Belenenses. E não ocorreu a Soares Franco o problema de predominar a cor azul no Estádio do Restelo?...
Se Soares Franco tivesse pedido o Estádio da Luz para o jogo com o Fátima, provavelmente, teria feito mais pelo "fair play" do que qualquer dirigente da história do futebol português. Em Itália, num exemplo que infelizmente não vingou na cidade de Lisboa (porque Portugal é um país rico...), o AC Milan e o Inter partilham o mesmo estádio e não é por isso que deixam de ser saudavelmente rivais. FOTO: "Record Online"

LEÃO DA ESTRELA na imprensa

["Jornal de Notícias", 10-10-2007]

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A importância das selecções

Há dias, comentando a convocatória de Luís Felipe Scolari para os próximos embates da selecção portuguesa na fase de apuramento para o Europeu’ 2008, o treinador do Sporting, Paulo Bento, mostrou-se satisfeito pelo aumento do número de jogadores leoninos chamados. Ao já habitual João Moutinho, Scolari juntou agora Tonel e Miguel Veloso.
“Como treinador do Sporting, digo que quantos mais jogadores estiverem na Selecção mais satisfeito fica o treinador e devem ficar os sportinguistas, porque é sinal do valor dos jogadores”, afirmou, e muito bem, Paulo Bento. Faltou apenas dizer que isso também é sinal do valor do clube.
Vem isto a propósito do defesa brasileiro Anderson Polga e da sua não convocação para a selecção brasileira. Muitos sportinguistas não querem que Polga seja convocado por Dunga, para que o atleta mantenha os níveis de concentração e dedicação ao Sporting em alta, não se desgastando com mais jogos nas pernas e mais viagens. A verdade, porém, é que seria factor de grande prestígio e de valor acrescentado para o clube que se soubesse à escala planetária que o Sporting Clube de Portugal fornece jogadores à selecção brasileira.
E aqui reside a importância de um clube fornecer jogadores às selecções dos vários países. É certo que isso prejudica o grupo de trabalho (nomeadamente quando há provas de selecções noutros continentes enquanto na Europa decorrem as ligas nacionais), mas o facto de um clube acolher jogadores internacionais no plantel significa que é um clube competitivo e que actua em Ligas que dão visibilidade a qualquer jogador com mercado. Logo, no momento de esse clube ir ao mercado contratar reforços, esse dado pode ser um trunfo decisivo para a escolha de muitos jogadores. O que é preciso é que os clubes saibam aproveitar as oportunidades. FOTO: "Record Online"

Os negociantes já trabalham...

O russo Marat Izmailov é um futebolista de grande qualidade, que tem revelado grande irregularidade, faltando saber se consegue estabilizar o seu desempenho de modo a transformar-se num valor seguro do futebol europeu. Está no Sporting por empréstimo do Lokomotiv de Moscovo. Por aquilo que já se viu, Izmailov é como aqueles carros que atingem facilmente os 200 quilómetros por hora, mas cujo motor não dá garantias, deixando o piloto sempre à espera de uma falha. Ora, como os russos preferiam um carro que desse cem quilómetros por hora mas que tivesse um motor fiável, aceitaram emprestar Izmailov ao Sporting por 150 mil euros.
Em 11 jogos oficiais, o atleta participou em oito, nos quais cumpriu um total de 454 minutos em campo, o que dá uma média de uma hora por cada jogo. Curiosamente, foi decisivo em dois dos jogos: deu a Supertaça ao Sporting com um golo portentoso ao FC Porto que inventou do nada e abriu o caminho para a vitória leonina sobre o Guimarães. E, não obstante estar ainda no período de adaptação a um novo País, pouco mais fez que tivesse ficado na memória dos sportinguistas.
No entanto, “A Bola” desta terça-feira, à falta de um brinde com vinho tinto pelo regresso do Benfica às vitórias, já começa a dar grande eco dos interesses dos empresários, avançando com uma espécie de chantagem: se o Sporting quiser Izmailov que o compre! Para saber isso bastou ao jornal da Travessa da Queimada citar “uma fonte próxima” do Lokomotiv de Moscovo – quem será ela?...
E “A Bola” afiança que só procurou saber isso junto da tal fonte próxima do clube de Moscovo porque “os sportinguistas querem saber o que precisa a SAD de fazer para poder continuar com o jogador para lá do tempo de cedência acordado”. Que sportinguistas são esses a quem “A Bola”, tão diligentemente, responde na primeira página de hoje?...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Dunga ignora Anderson Polga

O golo marcado por Anderson Polga na Liga dos Campeões foi profusamente noticiado e mostrado no Brasil. Depois da vitória leonina em Kiev, a notícia, na imprensa desportiva brasileira, era: "Anderson Polga marca na vitória do Sporting". Mas nem assim o defesa-central do Sporting conseguiu convencer o seleccionador Dunga, que, num acerto da última convocatória, face à ausência, por lesão, de Alex (Chelsea), chamou Naldo (Werder Bremen). O Brasil vai iniciar a qualificação para o Mundial' 2010, com jogos frente à Colômbia, a 14 de Outubro, e Equador, a 17 de Outubro. Quanto a Polga, talvez precise que o seu empresário Gilmar seja mais "veloz" junto de Dunga...

Estão a brincar com o Sporting...

O quarto relvado do Estádio José Alvalade já está a ser removido para dar lugar a novo tapete. E com o arranque da remoção daquela espécie de relvado vieram as primeiras desculpas públicas do presidente do Sporting. Reconhecer o erro ou pedir desculpa é algo que, no futebol português, não existe ou é deixado para o fim. Soares Franco deixou para o fim do último jogo o pedido de desculpas pela má relva de Alvalade. Mais vale tarde do que nunca. Porém, nada nos garante que o problema seja resolvido com mais esta mudança. O “Record” de hoje já anuncia nova mudança de relvado para daqui a sete meses, então sim, com uma intervenção “mais profunda”. Se esta informação for verdadeira, não podemos dizer que estejam a brincar aos relvados. O que podemos dizer é que estão a brincar com o futebol do Sporting. FOTO: "Record Online"

sábado, 6 de outubro de 2007

A eficácia com marca russa

SPORTING-V. GUIMARÃES 3-0 (I Liga Portuguesa, 7ª Jornada) - As mais de 30 mil pessoas que se deslocaram ao Estádio José Alvalade assistiram a mais um fraco espectáculo de futebol, não porque as equipas do Sporting e do Vitória de Guimarães não fossem capazes de oferecer um bom jogo, mas porque o clube leonino ainda não conseguiu resolver o problema da sua relva. É evidente que o “batatal” está lá para as duas equipas. Mas é também evidente que o conjunto leonino tem sido muito mais prejudicado por um campo tão mau, em particular os seus jogadores mais tecnicistas.
O Sporting foi terrivelmente eficaz e ganhou com justiça por 3-0. A primeira parte foi equilibrada, com a equipa de Alvalade a não conseguir agarrar o jogo e a deixar o tempo correr. Uma pasmaceira. Até que o primeiro golo lá apareceu, no início do segundo tempo, por obra e graça de Izmailov, acabado de entrar. Um golo muito bonito, manchado pelo facto de ter sido obtido a partir de um lance faltoso no meio-campo defensivo do Sporting, que o árbitro não sancionou. O segundo e o terceiro golos resultaram de lances de bola parada. Assistidos por Romagnoli num pontapé-de-canto e num livre, respectivamente, Izmailov e Tonel carimbaram uma noite eficaz do Sporting. E o jogo não deu mais nada para contar.
Agora que a I Liga vai parar, está na hora de mudar a relva. É situação curiosa: no Sporting muda-se de relva como nos outros clubes mudam de jogadores, ou seja, sempre a pensar que a próxima relva será melhor. FOTOS: Armando França (AP Photo)

Obs. - No terceiro golo do Sporting (Tonel, de cabeça, 86'), saltaram também o montenegrino Purovic e o brasileiro Liedson. Purovic mais parecia um defesa vimaranense, tal o vigor com que se atirou ao pescoço de Liedson, não o deixando saltar mais alto. Alguém tem de lembrar a Purovic que Liedson é da mesma equipa...

O inferno da Luz

O Benfica transformou-se num inferno para qualquer treinador. Há pouco mais de um mês, o espanhol José António Camacho era recebido como um herói. E as imagens que a televisão projectava dos treinos do “Benfica de Camacho” eram a antítese do ar sorumbático ou indiferente que passava nos tempos de Fernando Santos. Afinal, é tudo uma questão de estilo. A verdade é que o problema do Benfica, como se confirma, é muito mais amplo e não estava unicamente concentrado no treinador. É curiosa uma imagem que hoje passou na televisão, a propósito do anúncio de Rui Costa de que vai pendurar as botas no final da época. A imagem era a da apresentação de Rui Costa à comunicação social, em 2006. Quem estava na imagem? José Veiga, Fernando Santos, Rui Costa e Luís Filipe Vieira. Os dois primeiros já foram à vida; o terceiro anunciou que vai embora mas que não quer ser treinador; o último não disse que ia embora, mas já anunciou que Rui Costa seria um bom presidente. É um clube à deriva. É a visão do inferno. Um inferno que seria ainda mais quente se a arbitragem portuguesa não confundisse cabeças com braços e braços com cabeças... FOTO: "Record Online"

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Miguel Veloso e o assédio feminino

As derrotas dão visibilidade aos problemas. As vitórias escondem os problemas. Na vitória de Kiev, o problema do Sporting foi a desconcentrada e comprometedora exibição de Miguel Veloso. De que não se fala muito porque o Sporting ganhou. A que se deve o sub-rendimento do jovem internacional português? Será da sobrecarga de jogos? Será por não ter realizado toda a pré-época, por ter representado a selecção nacional enquanto os colegas descansavam em férias? Será dos milhões de euros prometidos pelo assédio de alguns grandes clubes do mundo? Ou será de outro tipo de assédio? A verdade é que o jogador, que é essencial na manobra colectiva do Sporting, também tem sido notícia não pelas suas grandes exibições, como aquelas que realizou na época passada, mas pelo assédio feminino de que tem sido alvo. Como se pode ler aqui, ainda há dias, a sua namorada, Bruna Duarte, pegou no telefone para dizer das boas à modelo Diana Chaves, que tem sido uma das presenças mais mediáticas nos jogos do Sporting. Diana, que é sportinguista, nem queria acreditar no que ouvia, ao ser acusada de “destruidora de lares”... Pelo meio, a imprensa do coração revela que o facto de Diana Chaves aparecer associada a futebolistas mediáticos (e já foi dada como namorada ocasional de Cristiano Ronaldo) acaba por ser decisivo para aumentar o seu mercado como modelo, assim como o da agência Glam, onde trabalha. Independentemente desta história, não seria má ideia que os dirigentes e técnicos do Sporting pedissem uns conselhos a Octávio Machado sobre a forma como o clube deve actuar nestas e noutras situações, de modo a preservar a estabilidade dos jogadores e da equipa. Antes de trabalhar no Sporting, Octávio esteve muitos anos no FC Porto, onde estes casos costumam ser muito bem tratados. É também por isso que os clubes de Lisboa perdem mais vezes. Ou ganham menos vezes... FOTO: Luís Coelho (Caras)

A aventura de Carlos Sabja

Depois de ser apontado como hipótese para o Ajax e para o Benfica, o internacional boliviano Carlos Sabja, um médio criativo nascido em 14 de Janeiro de 1990, tendo, portanto, 17 anos, vai passar o mês de Outubro à experiência na Academia de Alcochete com o objectivo de ingressar no Sporting. O compatriota do conhecido Erwin Sánchez, que é o actual seleccionador da Bolívia, foi dado como certo no Benfica, há alguns meses. Agora, chega a Portugal com vontade de mostrar o melhor de si e convencer Paulo Bento, de modo a integrar o plantel principal do Sporting 2008-2009, altura em que terá 18 anos. Até lá, Sabja regressaria à Bolívia, onde actua no Calleja. “Desde pequeno que sonho com esta oportunidade. Quero fazer o meu melhor e ficar”, dizia o atleta, em Maio, quando era anunciado como futuro jogador do Benfica. Cinco meses depois, o discurso não mudou: "O sonho de todos os jogadores é sair para o exterior, por isso, vou dar o meu máximo", diz agora, citado pelo jornal boliviano "El Mundo".

terça-feira, 2 de outubro de 2007

O fim de três "borregos" na noite de Stojkovic

Numa única noite, ao vencer o Dínamo de Kiev na Ucrânia, o Sporting matou três “borregos”. Primeiro “borrego”: ganhou fora de casa, pela primeira vez, na Liga dos Campeões; segundo “borrego”: Anderson Polga marcou o primeiro golo ao serviço do Sporting, que foi decisivo; terceiro “borrego”: ao fim de quatro jogos, o Sporting regressou às vitórias.
Foi um regresso em grande às vitórias nas competições europeias, mais de um ano depois da única vitória na época passada, então em Alvalade, sobre o poderoso Inter de Milão. Um Dínamo de Kiev em crise foi o adversário ideal para a grande noite europeia da equipa de Alvalade, cujo resultado, aliado ao factor suplementar de ter sido alcançado no terreno do adversário, terá, certamente, efeitos muito positivos no rendimento da equipa nos próximos jogos, sobretudo por anular, desde já, o mal-estar inevitável que a falta de vitórias estava a provocar nos últimos tempos. Aliás, o vigor com que Paulo Bento pontapeou a garrafa de água que estava aos seus pés ao comemorar o segundo golo demonstra bem que precisava desta vitória como de pão para a boca...
Foi uma noite histórica e perfeita para o Sporting, e também para Paulo Bento, num jogo em que as grandes estrelas leoninas foram os jogadores do sector defensivo. Stojkovic, com uma excelente exibição, poderá ter apagado do subconsciente as marcas da derrota no Dragão e recuperado a sua confiança e a dos sportinguistas, uma vez que, com o naipe de defesas que realizou, acaba por ser um dos grandes responsáveis pela vitória. As outras estrelas foram Tonel e Anderson Polga (os dois marcadores dos golos do Sporting) e Ronny, seguro na asa esquerda. João Moutinho também esteve em bom plano e a dupla Liedson-Yannick trabalhou muito na frente.
O estranho do jogo é que, não obstante o trabalho positivo dos referidos jogadores, foi precisamente a defender que o Sporting revelou insuficiências na primeira parte, em especial no período que mediou entre os seus dois golos, ao permitir que os ucranianos, sempre muito velozes, aparecessem a rematar com facilidade. Isso aconteceu porque, para além da irregularidade de Miguel Veloso, o Sporting não estava a actuar em bloco, situação que Paulo Bento corrigiu no segundo tempo, em que a equipa de Alvalade foi pressionada sem ter sido massacrada, porque estava sempre disponível para contra-atacar com perigo. E Yannick Djaló, por exemplo, até teve uma garnde oportunidade para "matar o borrego" em definitivo muito antes do apito final do árbitro. Um árbitro que apitou sem problemas. Não admira. Era francês... FOTOS: Ivan Sekretarev (AP Photo), Vasily Fedosenko (Reuters), Efrem Lukatsky (AP Photo), Konstantin Chernichkin (Reuters)
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