segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O LEÃO DA ESTRELA deseja ao SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, aos leitores deste blog e a todos os SPORTINGUISTAS um Ano Novo repleto de sucessos!

OS NOSSOS CAMPEÕES (6) Manoel

Antes de Liedson, Manoel foi o último avançado a vir directamente do Brasil para o Sporting e a ter sucesso. Manoel da Silva Costa, nascido em 14-02-1953, no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, foi um dos temíveis pontas-de-lança do Sporting, entre 1976 e 1981, tendo sido parceiro de avançados de eleição como Manuel Fernandes, Rui Jordão, Salif Keita ou mesmo Freire, então uma jovem promessa do Sporting e do futebol português. Contratado ao América do Rio de Janeiro, chegou a Alvalade em Março de 1976, com a temporada 75-76 a caminhar para o fim, fazendo o primeiro jogo em Braga, onde o Sporting perdeu por 2-1, em 11 de Abril. Tinha 23 anos. Em cinco temporadas e alguns meses, Manoel marcou um total de 47 golos em todas as competições (campeonato, Taça de Portugal e Taça UEFA). Uma boa marca, sobretudo tendo em conta que não tinha lugar garantido no “onze” titular, caso Manuel Fernandes, Jordão e Keita estivessem operacionais. Os 15 golos que marcou em 77-78 (ano em que venceu a Taça de Portugal) e os 17 golos que marcou em 79-80 (ano em que foi campeão nacional) foram o seu melhor registo por temporada, e, mesmo assim, nesses anos, não foi mais do que o terceiro melhor marcador do Sporting, tendo sido superado por Manuel Fernandes e Jordão. Não muito dotado tecnicamente, ao contrário da maioria dos brasileiros, Manoel era, no entanto, um avançado muito possante, daqueles que desgastavam qualquer defesa e abriam espaços para os companheiros. A sua “coroa de glória” foi um “hat-trick” na vitória de 3-0 sobre o Benfica, num jogo para a Taça de Portugal, em Março de 1977. Uma proeza que repetiria em 1980, na vitória do Sporting sobre o Marítimo por 4-1. Em 1981, com 28 anos, deixou Alvalade e foi desaparecendo. Andou pelo Portimonense (81-82; 1 golo) e pelo Sp. Braga (82-83; 5 golos), representou clubes secundários do Algarve e da zona de Lisboa. Terá jogado até perto dos 40 anos. Actualmente, com 54 anos, consta que é funcionário da distribuidora de jornais e revistas VASP.

domingo, 30 de dezembro de 2007

RECORTES LEONINOS Rui Meireles

ERROS DE CÁLCULO
(…) Rui Meireles foi uma figura cinzenta escura ao longo dos doze anos que serviu o Sporting, numa área administrativa, mas com salário de futebolista mediano, beneficiando de uma posição estratégica ao serviço do presidente José Roquette, o homem que introduziu no Sporting o conceito de clube empresa em que, num quadro de autêntico caos orgânico, acabaram por florescer os conceitos administrativos e multiplicar-se as empresas e serviços, um prometido paraíso de gestão que redundou no agravamento do quadro geral das finanças do clube, em consequência dos resultados negativos acumulados por toda essa actividade improdutiva, parasita do futebol.
Conhecido como o ‘homem do BES’ nos ‘mentideros’ do clube, cultivou o “low profile” característico da rapaziada das finanças, mas não deixou de sentir o apelo do futebol, já na gestão de Dias da Cunha, quando a equipa leonina ficou nas mãos da linha burocrática. Sem sensibilidade desportiva, cometeu o erro fatal de abandonar um jogo marcante, quando a equipa perdia copiosamente, em Paços de Ferreira, deixando os jogadores e o treinador José Peseiro à mercê da fúria dos adeptos.
Esse erro de cálculo foi-lhe fatal, bem como o alinhamento com o candidato Abrantes Mendes, derrotado nas eleições que se seguiram à demissão de Dias da Cunha. O seu profundo conhecimento da crítica condição financeira do clube permitiu-lhe manter o emprego durante mais dois anos e agora ameaça prolongar-se como uma sombra da reestruturação empreendida por Soares Franco.
O presidente do Sporting veio anunciar uma redução do défice na ordem dos 28,5 milhões de euros, mas o ex-director financeiro desmente-o e ainda levanta suspeitas sobre o destino de mais 24 milhões resultantes da venda do património imobiliário.
Sem as consequências dramáticas, inclusive para a estabilidade económica do clube, de um possível confronto entre Liedson e Paulo Bento, as alegações de Rui Meireles lançam uma nuvem de descrédito sobre uma instituição cotada em bolsa, com custos irreparáveis sobre a sua imagem, aos olhos dos investidores.
Quando Meireles foi afastado, embora negando a indemnização milionária que tanto indispusera os membros do Conselho Leonino, o presidente Soares Franco elogiou o profissional e desmentiu a ideia de um confronto entre as partes, resultante do alinhamento declarado dele com uma lista opositora, no processo eleitoral. Percebe-se agora a fragilidade dessa cordialidade, em contraste com as ameaças de procedimento cível e de expulsão de sócio. Outro clamoroso erro de cálculo, com um lesado único: o Sporting.
João Querido Manha, “Correio da Manhã”, 29-12-2007

FOTO: Pedro Ferreira, "Record"

sábado, 29 de dezembro de 2007

SPORTING NO PAÍS Castelo de Vide

Estas são imagens do jantar natalício do Núcleo Sportinguista de Castelo de Vide. Segundo relata o jornal "Notícias de Castelo de Vide", cerca de meia centena de sócios daquele núcleo leonino celebraram o Natal na sua sede, naquela que foi descrita como “uma noite bem animada, que contou com o já tradicional Bacalhau à Sousa Cintra” - especialidade cuja existência o LEÃO DA ESTRELA desconhecia. O convívio dos sportinguistas de Castelo de Vide terminou com uma troca de prendas. São acontecimentos como este que provam a grandeza e a popularidade do Sporting Clube de Portugal. Se o Benfica tem seis milhões de adeptos no Continente e nas Ilhas, então, no território nacional, haverá muito mais do que dez milhões de portugueses... FOTOS: "Notícias de Castelo de Vide"

Os empresários é que mandam...

Infelizmente, o Sporting continua a revelar-se um alfobre de casos e histórias que denunciam um enorme amadorismo na gestão do futebol profissional e do grupo de jogadores, com reflexos negativos para o clube, nomeadamente no que concerne ao seu poder de negociação no mercado. Dois exemplos de hoje: o jornal online “Mais Futebol” revelou nesta madrugada que o Sporting vai contratar o defesa-esquerdo paraguaio Lourenzo Silva. O jogador ainda não assinou contrato, mas já anda a dar entrevistas como eventual futuro jogador do Sporting. Guillermo Vera, vice-presidente do Tacuary, também conta todos os pormenores do interesse do Sporting. Ora, não aparece ninguém do Sporting a confirmar a novidade, mas é evidente que o “Mais Futebol”, por muito boa que seja a sua redacção, não chegaria até ela se não houvesse quem informasse. Mesmo que seja o empresário que esteja atrás desta história, o problema revela também incompetência por parte dos dirigentes do Sporting. Seria muito simples: se o empresário se antecipa e dá a novidade à comunicação social, o que o Sporting teria a fazer seria acabar com o negócio imediatamente. Na próxima não haveria nenhum empresário a vender o seu “peixe” antes do tempo. É assim que faz Pinto da Costa no FC Porto, que, nestas matérias, continua a ser um paradigma.
Entretanto, Paulo Barbosa, um empresário que há dias também ficou conhecido por levar Miguel Veloso para uma esplanada de Lisboa, deixando-se fotografar ao longe por um fotógrafo do “24 Horas”, para registar o momento em que o jogador assinava um contrato de publicidade com um banco (é curioso como o jornal obteve a informação para legendar uma fotografia aparentemente indesejada…), aparece hoje a dizer que Izmailov “não é negociável" no mercado de Inverno, apesar de, segundo a imprensa, estar a ser "muito cobiçado por emblemas estrangeiros”. É mais um momento de propaganda de um empresário que controla os passes de grande parte dos jogadores do Sporting. Segundo Paulo Barbosa, não faltam clubes interessados no russo: ele é o Dínamo Kiev, ele é o Manchester City, ele é o Inter de Milão, ele é o Spartak Moscovo. Não falta mercado a Izmailov, apesar da sua irregularidade! E, mesmo assim, apesar de estar apenas emprestado ao Sporting, o jogador é inegociável! Grande Paulo Barbosa, que tão bem defendes os interesses do Sporting!...
O mesmo Barbosa que, curiosamente, vai avisando que se o Sporting quiser accionar o direito de opção na compra do passe de Izmailov, poderá fazê-lo até 31 de Março de 2008. Por uma verba que ronda os cinco milhões de dólares. Enfim, só não vai agora para o Inter de Milão porque os coitados dos italianos devem estar sem dinheiro…
Isto para dizer que os empresários mandam no Sporting e utilizam o clube como bem lhes apetece em favor dos seus negócios. Neste caso concreto, é evidente que teria de ser Filipe Soares Franco ou alguém em nome do Sporting – visto que, afinal, são outros que decidem… – a dizer se Izmailov é negociável ou inegociável. Mas isso seria num clube em que o presidente fosse um líder a tempo inteiro que entendesse de futebol...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Um goleador chamado Vukcevic

O Natal do Sporting revelou o montenegrino Simon Vukcevic como goleador e salvador da equipa em duas vitórias sofridas: na Madeira, sobre o Marítimo, e em Alvalade, frente ao Paços de Ferreira. Curiosamente, dois jogos em que o Sporting ganhou por 2-1 e teve necessidade de recuperar de uma desvantagem no marcador.
Em resultado do seu bom desempenho nestes dois jogos, depois de prestações irregulares à imagem da equipa, Vukcevic tornou-se no melhor marcador leonino, com 5 golos – embora a Liga de Clubes, por indicação do árbitro portuense Jorge Sousa, contrariando as indicações da FIFA, considere apenas quatro, não lhe atribuindo o segundo golo leonino na Madeira, facto que deveria merecer o mais vivo protesto da SAD do Sporting junto do organismo liderado por Hermínio Loureiro...
Importante é que a veia goleadora do jovem Vukcevic – que no último defeso escolheu o Sporting e recusou o FC Porto, porque em Alvalade teria mais oportunidades para jogar – acaba por constituir uma nova opção atacante para o treinador Paulo Bento. Se houver bom senso, o internacional montenegrino poderá ser o tão procurado “reforço de Inverno” para o ataque…
Vukcevic, que como "peça" do lado esquerdo do losango tem sido um jogador à procura de um registo que ainda não encontrou, acaba por se evidenciar em arrancadas individuais ou quando joga na área adversária, valendo-se de um poder físico impressionante. Está, por isso, encontrado o parceiro ideal para Liedson, logo o brasileiro, com quem o montenegrino protagonizou uma desavença em pleno jogo, justamente na Madeira – um caso, aparentemente, sanado.
Se Paulo Bento fizer essa experiência – e, muito a propósito, o jogador revela hoje, em entrevista ao jornal “A Bola”, que “se jogasse na frente talvez fosse o melhor marcador” – resolverá o problema de Izmailov, que tem jogado no lado direito, para compatibilizar a integração de Vukcevic no “onze”. Paulo Bento transformaria Vukcevic numa espécie de “Lizandro Lopez do Sporting”. E abriria uma vaga para Adrien Silva no meio-campo... FOTO: www.sporting.pt

VUKCEVIC NO ARQUIVO DO "LEÃO DA ESTRELA":

RECORTES LEONINOS Filipe Soares Franco

O SPORTING NÃO É PRIORITÁRIO...
Soares Franco conseguiu o que muitos líderes mundiais nunca terão logrado nas suas mediáticas carreiras: ser entrevistado por sete jornalistas. Todos do mesmo jornal, entenda-se. Mais: o resultado dessa conversa foi antecipadamente publicitado de uma forma que raramente (ou nunca?) terá ocorrido neste País. Excessivo ou não, a verdade é que o resultado foram oito páginas publicadas no “Record” de anteontem. Isto apesar de o presidente do Sporting não ter feito grandes revelações ou produzido declarações polémicas. Pelo contrário, o que sobressai é um discurso com muita tranquilidade (onde já ouvimos isto?), quase nada contestatário e até surpreendentemente sincero. Para o bem e para o mal. O próprio Soares Franco, a propósito do atraso da Câmara de Lisboa na questão do loteamento dos terrenos do Sporting, defende que o seu feitio moderado não ajudou o clube. “Acho que faço mal ao Sporting”, chega mesmo a dizer a propósito de uma questão que, revela, já fez o Sporting perder cerca de 12 milhões de euros. Por isso é que o Sporting não pôde comprar Cardozo, acrescenta, não se percebendo se o exemplo é para ser tomado a sério. Mas a única verdadeira novidade foi a de que o Sporting terá sempre o direito de preferência sobre Nani. Esqueceu-se foi de dizer que também o tinha sobre Simão e foi o que se viu… Pior ainda foi ter dito que apanhou um choque e que lhe ia caindo o cabelo quando lhe disseram que era preciso contratar o Derlei “do Benfica”. O avançado só não irá desanimar porque, mais à frente, o presidente do Sporting assume não ser “um especialista na área do futebol”. E que só precisa de saber o que se passa quando o objectivo já está traçado, eventualmente (dizemos nós), na hora de passar o cheque. No resto, sobressaiu a mensagem de que os cortes no orçamento no futebol acabaram e que vai haver uns dinheiritos para um ou outro reforço em Janeiro. À maior despesa terá de corresponder um aumento de receitas, defende, porque “o Sporting terá de ser campeão a curto prazo”. Mas será isso possível com um presidente que assume não ser o Sporting a sua primeira prioridade?
Bruno Prata, “Público”, 28-12-2007

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Perguntas que sete jornalistas do "Record" não fizeram a Soares Franco, mas poderiam ter feito...

- Em que ano é que o Sporting poderá investir tanto dinheiro como o FC Porto na equipa de futebol?

- O sucesso do FC Porto, que é indiscutível nas últimas duas décadas, deve-se ao controlo do “sistema” do futebol português, ao facto de investir mais dinheiro que o Sporting no futebol ou tem apenas a ver com questões de organização dos dois clubes e das respectivas SAD?

- Estando o Sporting sem dinheiro para investir em jogadores de reconhecida qualidade internacional (gastando no futebol pouco mais de metade do FC Porto), a maioria dos jogadores estrangeiros contratados registam problemas no seu percurso profissional, chegando a Lisboa à procura do relançamento das suas carreiras. A qualidade do futebol do Sporting ressente-se deste facto?

- Tendo o Sporting mais património imobiliário, tendo o Sporting definido um caminho novo, muito antes do FC Porto e do Benfica, com a construção de um novo estádio e de uma academia, e sendo o Sporting o maior exportador de jovens talentos portugueses, como explica que, dez anos depois de implementado o actual modelo de gestão, o clube continue a ser, entre os três grandes, aquele que tem menos dinheiro para investir no futebol, que é o seu negócio principal?

- O facto de tanto o Sporting como o Benfica terem necessidade de ir ao mercado em Janeiro deve-se à incompetência dos responsáveis dos dois clubes de Lisboa pela contratação dos jogadores?

- O plantel leonino é assim tão fraco para que a mera ausência Derlei seja tão importante na estratégia colectiva do Sporting?

- Como é possível ser presidente de um clube tão grande como o Sporting, dedicando-lhe apenas uma hora por dia?

- Como é que pode exigir qualidade e rigor nas decisões da sua equipa na administração da SAD e dos responsáveis técnicos do Sporting, se o senhor presidente é o primeiro a dizer que não é especialista em futebol?

- Se o dr. Filipe Soares Franco só entra no processo de decisão quando tudo está decidido pelos seus colaboradores, não teme ficar para a história do clube como a “rainha de Inglaterra do Sporting”?

- Não acha que a grandeza do Sporting justificaria que o seu presidente tivesse o clube como a sua primeira prioridade profissional de todos os dias?

- Se Paulo Bento ainda não lhe disse nada sobre a necessidade de contratar jogadores em Janeiro, por que é que se fala em reforços para o Sporting na reabertura do mercado? Serão os empresários a movimentarem-se para que sejam feitos novos negócios?

- Entre contratar novos jogadores ou contratar um psicólogo para a equipa de futebol que decisão tomaria?

- No último defeso o Sporting contratou três jogadores (Marian Had, Izmailov e Celsinho) a um único clube russo (Lokomotiv de Moscovo), que chegaram a Alvalade através do mesmo empresário (Paulo Barbosa). A contratação desses três jogadores obedeceu a critérios técnicos definidos pelo treinador Paulo Bento ou resultou de uma mera oportunidade de negócio proporcionada pelo empresário?

- Como é que explica que, no final da época passada, tenha dito que gostaria de ver o plantel do Sporting formado maioritariamente por jogadores da formação, tendo o número de jogadores formados no clube baixado no plantel principal, dando lugar a estrangeiros de duvidosa qualidade em função dos activos formados pelo Sporting que entretanto foram emprestados ou dispensados?

Um problema chamado Liedson

Poucos dias após ter recebido o Prémio Francisco Stromp, por ter sido considerado o melhor jogador do Sporting em 2007, Liedson partiu de férias para o Brasil, mas deixou uma pequena bomba que rebentou sob a forma de entrevista exclusiva no “Jornal de Notícias”. Nessa entrevista, o jogador brasileiro, cuja saída de Alvalade volta a ser falada, apesar de o seu contrato ter sido prolongado (e o atleta pode mesmo sair antes do fim do contrato por uns meros cinco milhões de euros, dado ter mais de 28 anos…), aborda o problema das fugas de informação do interior do balneário leonino com um elefante numa loja de porcelanas, comprometendo os colegas de equipa e a equipa técnica. "Não sei porque é que sai tanta coisa aqui do Sporting para a Imprensa. Quando acontece algum episódio em que só estão jogadores e técnicos, não só este como outros, e passam duas ou três horas e toda a gente já sabe. O Sporting tem de ter cuidado com isso, porque estas coisas não podem ser divulgadas desta maneira, porque pode prejudicar um plantel. Tem de haver mais defesa do grupo, estas coisas resolvem-se com o grupo. Se alguém fizer alguma coisa tem de ser chamado e tem de se conversar com o grupo. Tem de ser entre a direcção, os técnicos e os jogadores”, afirmou Liedson ao “Jornal de Notícias”.
O jogador, cujo feitio especial já lhe custou outros problemas disciplinares nos cinco anos em que veste a camisola do Sporting, contestou ainda o recente castigo imposto por Paulo Bento, por se recusar a treinar grandes penalidades. Para além ter sido a primeira pessoa a confirmar publicamente que foi alvo de um castigo por parte do treinador, Liedson considera que ao ter recusado treinar as grandes penalidades não manifestou indisciplina, a não ser que o Sporting seja “uma ditadura ou um quartel-general”. E deixou uma ameaça: “Não quero atrapalhar o trabalho de ninguém e, se um dia achar que o estou a fazer, peço para ir embora.”
Depois desta entrevista, o Sporting entra no novo ano com mais um problema. Aparentemente, o jogador leonino foi longe demais. Entre esta entrevista e o facto de se ter recusado a marcar uma grande penalidade num treino, parece-me muito mais grave a entrevista. Ainda que o problema das fugas de informação seja uma realidade no Sporting, fazendo do clube um espaço de transparência para gáudio da imprensa e dos adversários, a verdade é que Liedson fez eco desse problema justamente na praça pública, ou seja, utilizando o método que ele próprio estava a criticar. Com uma diferença: dando a cara. Porém, deixa muito mal na fotografia os colegas e a equipa técnica. Porque se estamos a falar de assuntos que ocorrem apenas na presença dos jogadores e da equipa técnica, então as fugas de informação saem do próprio grupo de trabalho. É uma enorme batata quente no prato de Paulo Bento. E também no prato de Soares Franco, que declarou ao “Record” não querer que Liedson saia. A verdade é que o brasileiro parece ter arranjado espaço para sair já em Janeiro.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um "Record" de desilusões

O que é de relevar na entrevista de Filipe Soares Franco ao diário desportivo "Record", publicada nesta quarta-feira, depois de muita publicidade, é que o jornal da Cofina tenha mobilizado um total de sete jornalistas para questionar o presidente do Sporting e que, mesmo assim, nada de extraordinário tenha sido revelado pelo entrevistado. Nem o Presidente da República ou o Primeiro-Ministro já tiveram a honra de serem entrevistados ao mesmo tempo por sete jornalistas de um único órgão de informação!...
Entre os sete jornalistas, mais o fotógrafo, foi notória a ausência do subdirector Bernardo Ribeiro, ele que é um especialista nos bastidores de Alvalade e Alcochete. Mas para que não houvesse dúvidas, o director de comunicação do Sporting, Miguel Salema Garção, também protagonizou a mega-entrevista, sentando-se entre os jornalistas do "Record", certamente para, desse modo, impedir a intromissão do "rival" Bernardo Ribeiro. Pelos vistos, o almoço, servido em Alvalade, dava para toda a gente. Ah! Também foi pública e notória a ausência de Rui Santos. Ok!, esse já não pergunta. Só comenta. Tudo tem uma explicação.
O único enigma que persiste desta grande entrevista, ou desta entrevista grande, conforme as perspectivas, é que os sete jornalistas não tenham arrancado uma única grande novidade ao presidente leonino. Uma desilusão. Quem perguntou e quem respondeu. FOTO: Luís Manuel Neves

Uma capa muito bonita

O director do jornal "Sporting", Miguel Salema Garção, está de parabéns. Escolher para capa da edição desta semana a "leoa" Vanessa Oliveira revela bom gosto.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Prendas do LEÃO DA ESTRELA

Neste Natal, o LEÃO DA ESTRELA andou pelas livrarias à procura de livros para oferecer a várias figuras do futebol do Sporting. São ofertas singelas, mas oportunas e bem humoradas. Eis a lista completa:

FILIPE SOARES FRANCO – “O Poder de Uma Hora”, de Dave Lakhani.
MIGUEL RIBEIRO TELES – “O Nosso Iceberg Está a Derreter”, de John Kotter e Holger Rathgebe.
CARLOS FREITAS – “A Rússia de Putin”, de Anna Politkovskaia.
MIGUEL SALEMA GARÇÃO – “Estratégias da Comunicação”, de Adriano Duarte Rodrigues.
PEDRO BARBOSA – “O Anjo Mudo”, de Heinrich Böll.
AURÉLIO PEREIRA - "Perto dos Portugueses", de Rui Ochoa e Luís Filipe Catarino.
PAULO BENTO – “Você não precisa de um Título para ser um Líder”, de Mark Sanborn.
CARLOS PEREIRA - "O Ajudante", de Robert Walser.
RUI PATRÍCIO – “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.
STOJKOVIC – “Nada do Outro Mundo”, de António Muñoz Molina.
TIAGO – “O Homem que Via Passar os Comboios”, de Georges Simenon.
ABEL - "Lado Direito das Coisas, Vol I", de João de Castro e Mendia.
PEDRO SILVA - "Sonho de uma Noite de Verão", de William Shakespeare.
GLADSTONE - "Ao Encontro do Brasil" de Margarida Fonseca Santos.
ADRIEN SILVA – “O Jogador”, de Fiódor Dostoievski.
PAULO RENATO – “A Idade da Inocência”, de Edith Wharton.
CELSINHO – “Saber Trabalhar Melhor”, de Mark Goulston.
YANNICK DJALÓ – “Bebé – Livro de Instruções”, de Borgenicht, Louis e Joe Borgen.
LIEDSON – “Manual da Leveza”, de Vitorino de Sousa.
MIGUEL VELOSO – “Vida Pessoal e Profissional”, de Anselm Grun.
DERLEI - "El Rei Sebastião", de José Régio.
CARLOS PAREDES - "Os Prazeres do Ócio", de Tom Hodgkinson.
RONNY - "Como Vencer o Medo de Fracassar", de Hans Morschitky.
JOÃO MOUTINHO - "Bom Dia e Bom Trabalho", de José Irineu Neneve.
BRUNO PEREIRINHA - "Motivos de Esperança" de Diogo Maria Morais Barbosa.
ANDERSON POLGA - "O Pêndulo de Foucault", de Umberto Eco.
ROMAGNOLI - "Do Fado ao Tango", de J. de Moura.
LUIZ PAEZ - "A Audácia da Esperança", de Barack Obama.
FARNERUD - "Mistérios Nórdicos", de Mirella Faur.
TONEL - "O Voo do Dragão", de Anne Mccaffrey.
CARLOS PAREDES - "Decoração de Paredes", de David Sanmiguel.
IZMAILOV - "Dicionário Prático Russo-Português", de Alexandre Zditovetski.
VUCKCEVIC - "Andar Feliz em Lisboa", de José Pedro e Francisco Barreto.
MILAN PUROVIC - "Utopia", de Thomas More.
MARIAN HAD - "Momentos de Uma Aventura", de Pierre Rognon.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Com será depois do Natal?...

Na época passada, à 20ª jornada, o Sporting empatava em Leiria, perdia o sexto ponto consecutivo (em resultado de três empates seguidos) e via aumentada para nove pontos a distância em relação ao líder FC Porto. Foi a maior diferença pontual em relação à equipa nortenha, que, dez jornadas depois, seria campeã nacional com apenas mais um ponto que o Sporting. Nesta época, a um jogo do fim da primeira volta, o atraso leonino, que já foi de 12 pontos, foi agora reduzido para nove, em função da derrota portista no terreno do Nacional da Madeira e da vitória sofrida (mais uma…) do Sporting, em Alvalade, sobre o Paços de Ferreira. Isto para dizer que continua tudo em aberto na luta pelo título nacional, embora o Sporting precise de melhorar muito para encetar uma série de vitórias consecutivas, que são imprescindíveis de modo a recuperar o terreno perdido.
No fundo, este é o grande desafio que se coloca a Paulo Bento depois da paragem natalícia: conseguirá o Sporting estabilizar o seu jogo em níveis aceitáveis, sem tremideiras, e obter os resultados que lhe permitam disputar o título nacional com o FC Porto?
Apesar das quatro vitórias nos últimos quatro jogos, a verdade é que a equipa leonina continua sem convencer, pautando o seu futebol com doses enormes de intranquilidade que são difíceis de entender. O Paços de Ferreira, que é das equipas mais fracas da Liga, que ainda só tinha marcado três golos fora de casa, e o dobro no seu estádio, ocupando o penúltimo lugar, com nove pontos, o que é muito pouco, deslocou-se a Alvalade e discutiu o jogo, não tendo deitado a toalha ao chão mesmo depois de ter ficado reduzido a dez jogadores. E se os pacenses estenderam a sua manta foi porque a equipa do Sporting, lenta e macia, permitiu tal ousadia. É certo que o golo do Paços, logo nos minutos iniciais, nasceu de um lance irregular, uma vez que o autor da assistência beneficiou de uma posição de fora-de-jogo, mas também é certo que a defesa leonina, que deve pensar sempre na possibilidade de o árbitro errar, poderia e deveria ter feito mais.
Tal como oito dias antes na Madeira, o Sporting voltou a correr atrás do prejuízo, conseguindo a reviravolta igualmente graças à inspiração do montenegrino Vukcevic, falhando outros golos, mas deixando os adeptos com o coração nas mãos até ao apito final do árbitro. Assim, é difícil acreditar… FOTO: Hugo Correia (Reuters)

Obs. - Não percebi o cartão amarelo mostrado a Pedrinha. O jogador pacense não fez uma festinha em Liedson. Agrediu-o mesmo com uma cotovelada. E o Paços ainda estava com onze em campo... Será que há cotoveladas para amarelo e cotoveladas para vermelho? Ou isso depende da cor das camisolas? Os árbitros deveriam ser obrigados a explicar as suas decisões à comunicação social. Se a comunicação social estivesse interessada em fazer as perguntas que interessam, evidentemente.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Um castigo insustentável

O castigo de 12 dias de suspensão e de 1250 euros de multa aplicado pela Comissão Disciplinar da Liga de Clubes de Futebol Profissional ao treinador do Sporting, Paulo Bento, por declarações proferidas após o célebre Benfica-Sporting dos penáltis que ficaram por marcar é insustentável e só prova que o futebol português continua mergulhado num regime hipócrita e fascistóide.
Paulo Bento acaba por ser castigado por ter a ousadia de ter opinião, o que, em bom rigor, significa que, para a Liga de Clubes (tal como no passado para a Federação Portuguesa de Futebol), os agentes do futebol, sejam jogadores, dirigentes ou árbitros devem ser burros mansos sem direito a pensar e a dizer o que pensam. Com estas decisões, jamais o futebol português será positivo, ao contrário do que diz o “slogan” da Liga de Clubes.
O curioso é que Paulo Bento foi castigado por falar em voz alta daquilo que, no fundo, correspondeu a uma realidade: houve más arbitragens que prejudicaram o Sporting. O que, aliás, foi confirmado pela própria Liga de Clubes. Vejamos os factos:
No jogo Porto-Sporting, em 26 de Agosto, a equipa leonina sofreu a primeira derrota na Liga na sequência de um livre indirecto dentro da área, a favor dos “dragões”, pelo facto de o árbitro Pedro Proença ter “transformado” um corte de Anderson Polga num atraso deliberado ao guarda-redes Stoykovic. O Sporting foi ainda prejudicado no plano disciplinar, sendo permissivo em relação ao jogo físico dos atletas do FC Porto. Num caso, até Ricardo Quaresma sentiu necessidade de pedir desculpa a Miguel Veloso… O observador do jogo nomeado pela Liga de Clubes, Manuel Faria, avaliou o trabalho de Pedro Proença como positivo, atribuindo-lhe uma nota de 3,6 numa escala de zero a cinco. Dias depois, a Comissão de Avaliação da Liga decidiu penalizar o árbitro, corrigindo a sua nota para 2,4, ou seja, uma prestação negativa.
No dia 29 de Setembro, o Sporting jogou com o Benfica na Luz, onde deixou dois pontos e foi também prejudicado pela arbitragem de Pedro Henriques, que foi colocado na “jarra” durante um mês. O observador deste jogo, Fernando Mateus, considerou, no entanto, que o árbitro fez um bom trabalho e deu-lhe uma nota de 3,4. Também neste caso, a Comissão de Avaliação da Liga, após analisar o vídeo do encontro, corrigiu a generosidade do observador e castigou Pedro Henriques com uma nota negativa (2,1).
Foi justamente neste quadro de sucessivas situações em prejuízo do Sporting – e numa altura em que o Benfica era salvo na Taça da Liga com um penálti nascido de um corte de cabeça que foi transformado num corte com a mão, no jogo com o Estrela da Amadora – que o treinador Paulo Bento, à falta de um discurso que deveria ser liderado pelo Conselho de Administração da SAD, resolveu dar o peito às balas, saindo em defesa do clube leonino. Não insultou, nem injuriou ninguém. Vejamos o que disse Paulo Bento, após o Benfica-Sporting, e comparemos esse “crime” com os erros grosseiros dos árbitros à vista de toda a gente:

"Houve lances polémicos, mas o mais preocupante é a total falta de critérios que os árbitros adoptam de jogo para jogo e a protecção que têm de quem os dirige."

"Em 24 horas, interrompeu-se um jogo, por indicação do árbitro-assistente e marcou-se a infracção assinalada, noutro pára-se o desafio e não se liga à indicação."

"O árbitro-assistente disse a um jogador do Sporting que ia marcar penálti, mas o árbitro diz que não marcou porque não viu: podia ter vindo apitar sozinho."

"Há falta de vergonha dos árbitros e de quem dirige a arbitragem."

"Parece que os auriculares servem apenas para enfeitar. Aquilo é para colocar nos ouvidos e comunicar."

"Muito mal estaria o nosso futebol e o País se fosse castigado por emitir a minha opinião."

"Se for castigado é sinal que continuamos a proteger a classe que mais desprestigia o futebol português."

Se um treinador ou outro agente do futebol não pode manifestar as suas opiniões, o futebol português nunca conseguirá dar a salto de qualidade de que tanto precisa. Em face disto, o Conselho de Administração do Sporting – que em devido tempo deveria ter liderado a contestação a este “sistema”, que prejudica primeiro para beneficiar depois, para dar uma ideia errada de que todos os grandes do nosso futebol são ajudados –, tem de apresentar recurso desta decisão e arranjar uma forma de evitar que Paulo Bento seja impedido de se sentar no banco no jogo deste sábado com o Paços de Ferreira. Porque este castigo é insustentável e envergonha o Sporting e o futebol português.

domingo, 16 de dezembro de 2007

As duas caras do Sporting na Madeira

MARÍTIMO-SPORTING, 1-2 (I Liga Portuguesa, 13ª Jornada) - O Sporting regressou às vitórias na I Liga e evitou cair no sétimo lugar da classificação, o que é bom. Somou a terceira vitória consecutiva nas várias competições em que está envolvido, o que é muito importante, tendo em conta a conjuntura leonina, mas é preciso que sejamos justos e digamos que este foi também um regresso às vitórias intranquilas. Ou, por outras palavras, a equipa continua a revelar as insuficiências de sempre. Em bom rigor, o Sporting mostrou as duas caras que temos conhecido ao longo desta época, as quais traduzem a irregularidade da equipa, só revelando que queria ganhar o jogo depois de estar a perder, já a meio da segunda parte.
Na marcação de um livre a favor dos madeirenses (este ano é raro o jogo em que um livre contra o Sporting que não dê golo…), a forma displicente e incompetente como Miguel Veloso, de costas para o adversário, abordou Bruno Fogaça, o autor do golo do Marítimo, saltando nitidamente à toa, sem olhar o adversário e a bola, é bem a imagem do pior Sporting da temporada: lento, previsível, desconcentrado, sem capacidade de surpreender ou de aplicar mudanças de velocidade que gerem desequilíbrios. Até ao golo madeirense (59’), o Sporting pouco ou nada tinha feito para ganhar, num jogo muito fraco, que se arrastava sem interesse desde o minuto inicial, porque o Marítimo também não se mostrou capaz de jogar para vencer.
A partir de então, a equipa leonina, sob a ameaça de cair para o sétimo lugar da classificação, passou a correr um pouco mais, mas só melhorou o seu jogo depois de conseguir o golo do empate (71'), o que também diz muito da falta de confiança que reina em Alvalade. O mesmo Vukcevic, que antes tinha beneficiado de uma tabela num defesa madeirense que traiu o guarda-redes, acabou por concluir a viragem do resultado num lance típico da sua vontade e do seu querer.
Sem entusiasmar, o Sporting chegava, pela primeira vez, à vantagem no marcador, muito à custa da transpiração da última meia hora da partida. Foi então que vimos outra imagem da época: ainda os jogadores festejavam o segundo golo e Paulo Bento, nada tranquilo, chamava por Gladstone para terceiro defesa-central! É claro que a equipa leonina deixou de rematar à baliza contrária. A sorte é que nos três minutos que restavam, mais quatro do período de descontos, o Marítimo não teve tempo nem capacidade para se instalar devidamente no meio-campo contrário… FOTOS: Duarte Sá (Reuters)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O Prémio Francisco Stromp

O Prémio Francisco Stromp, criado pelo Sporting Clube de Portugal para distinguir as figuras que mais se destacaram ao longo do ano, a todos os níveis do clube, desde atletas, dirigentes ou funcionários, é atribuído antes do Natal, ou seja, com a época desportiva praticamente a meio. Penso, no entanto, que seria melhor que este prémio fosse atribuído em Julho, nomeadamente no dia de aniversário do clube. Por uma razão essencial: este ano, por exemplo, Paulo Bento foi distinguido com o prémio “Treinador do Ano”. Dada a conjuntura desportiva, a escolha soa um pouco estranha. Na segunda metade deste ano civil, a equipa de futebol do Sporting não tem dado as alegrias que os sportinguistas merecem. Está a fazer um mau campeonato, foi eliminado da Liga dos Campeões, passando à Taça UEFA, que era “o segundo objectivo” em termos internacionais, está na Taça de Portugal e na Taça da Liga. Mas se Paulo Bento tivesse sido escolhido como “Treinador do Ano” no final da época 2006-2007, logo após o segundo lugar na I Liga, ombro a ombro com o FC Porto, e a conquista da Taça de Portugal, talvez o seu prémio tivesse outro sabor e outro significado, em particular para o próprio Paulo Bento. De resto, as palavras de Paulo Abreu, presidente do Grupo Stromp, sobre a noite de atribuição do Prémio Stromp, que decorre hoje em Lisboa, confirmam isto mesmo: "Esperamos estar à altura da boa performance desportiva do Sporting na época passada e acredito que será um grande evento...", disse Abreu, ao "site" do clube.
Se a memória não me atraiçoa, também José Peseiro foi escolhido como treinador do ano depois de ter sido despedido. Aliás, como o Sporting não ganha dois campeonatos seguidos há mais de 50 anos, nunca o treinador campeão foi agraciado com o Prémio Stromp quando o seu trabalho estava em alta, ou seja, logo após a conquista do título. Por isso, o ideal seria transferir a gala do Prémio Stromp para o dia de aniversário do Sporting, a 1 de Julho, data que, curiosamente, é mais ou menos coincidente com o dia de regresso ao trabalho da equipa de futebol. É uma sugestão do LEÃO DA ESTRELA, em favor do Prémio Stromp, que já vai na 45ª edição, e dos próprios galardoados.

IMAGENS COM HISTÓRIA Sporting-Benfica, 7-1

Em 14 de Dezembro de 1986, faz hoje 21 anos, Sporting goleou o Benfica por 7-1, em jogo a contar para o campeonato nacional. O mítico jogo, disputado numa tarde de domingo chuvosa, ficou na história dos confrontos entre os dois clubes. No Estádio José Alvalade, perante 70 mil espectadores, o Sporting alinhou com: Damas; Gabriel, Venâncio, Virgílio e Fernando Mendes (Duílio, 78 m); Oceano, Litos (Silvinho, 78 m), e Zinho; Mário Jorge, Manuel Fernandes (cap.) e Meade. Manuel José era o treinador e os golos leoninos foram marcados por Manuel Fernandes (4), Mário Jorge (2) e Meade. Na imagem, Manuel Fernandes aponta um dos golos.

Vanessa leonina



Vanessa Oliveira, uma das apresentadoras mais bonitas e sensuais da televisão portuguesa, mostrou outras das suas grandes qualidades ao posar na revista GQ de Dezembro. A miúda é sportinguista ferrenha. Olhando para ela nesta fotografia ficamos sem dúvidas quanto ao seu fervor leonino...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Uma boa despedida da Liga dos Campeões

Os números não deixam dúvidas: um ano depois, o Sporting, embora não cumprindo o objectivo traçado, melhorou o seu desempenho nas provas europeias, desde logo ao ter garantido a passagem à Taça UEFA, que é uma espécie de prémio de consolação para aquelas equipas que não conseguem apurar-se para a segunda fase da Liga dos Campeões. É certo que a melhoria leonina foi feita à custa da pior equipa na prova, o Dínamo de Kiev (a única equipa que não pontuou), a quem ganhou seis pontos e a quem marcou cinco golos. Mas o que fica para a história é que o Sporting foi o melhor dos terceiros classificados, obtendo os mesmos sete pontos de Marselha, Glasgow Rangers, PSV, Rosenborg e Benfica, mas sendo a única equipa com vantagem dos golos marcados sobre os golos sofridos (9-8). Relativamente a 2006-2007, o Sporting conquistou mais uma vitória, marcou mais cinco golos, sofreu mais dois e amealhou mais dois pontos.
Depois de uma vitória clara sobre o Dínamo de Kiev e do empate entre Manchester United e Roma, ganha importância decisiva aquele golo sofrido no último minuto em Alvalade que impediu a vitória sobre os italianos. É que, desse golo dependeu o apuramento da Roma para a segunda fase da Liga dos Campeões e o consequente afastamento do Sporting. Isto para não falar de um outro golo, sofrido também nos últimos minutos, que ditou a derrota leonina em Manchester.
Tudo isto numa conjuntura complicada para o futebol leonino, a contas com más exibições no plano interno, que têm resultado num dos piores campeonatos das últimas duas décadas, registando um atraso de 12 pontos em relação ao líder da classificação - facto que está na origem da quebra de assistências que se verifica em Alvalade e dos focos de contestação à SAD leonina. Tudo por conta de uma política de gestão do plantel que dizimou o sector defensivo (que na época passada tivera um dos melhores desempenhos da história do Sporting) e mudou as características dos principais jogadores (como declarou Paulo Bento após o jogo), sem que o modelo de jogo tenha sido alterado.
O encontro com os ucranianos marcou uma boa despedida da Liga dos Campeões e serviu para confirmar as qualidades do guardião Rui Patrício e mostrou-nos Adrien Silva como forte candidato a agarrar um lugar que tem sido de Miguel Veloso (nitidamente em baixo de forma). João Moutinho regressou à posição mais avançada do losango e esteve em grande. Farnerud, no lado direito, esteve igual a si próprio: escorreito e sem deslumbrar. Izmailov actuou na esquerda, certinho mas também sem desequilibrar. Os laterais Abel e Ronny, por muito que se esforcem, jamais farão esquecer dois laterais que estiveram nos últimos dois títulos do Sporting: César Prates e Rui Jorge.
Liedson e Purovic é que não funcionam, porque são muito diferentes. Purovic pode ter marcado cinco golos com a cabeça. Mas a verdade é que nem de cabeça o montenegrino é bom tecnicamente. Muito esforçado, é capaz de desgastar uma defesa. Mas pouco mais. Para marcar o golo tem de estar virado para a baliza e não pode ter ninguém a marcar em cima. A diferença entre Jardel e Purovic é que o brasileiro sabia iludir a falta de técnica com a bola nos pés com um jogo posicional e uma técnica de cabeceamento impressionantes e Purovic não sabe. Talvez valha a pena testar Liedson e Luiz Paez. O miúdo sul-americano parece que é ponta-de-lança.
Em resumo, é tempo de olhar para a I Liga com atitude ganhadora e tentar recuperar algum atraso face ao FC Porto nas próximas jornadas. Se isso acontecer, se Paulo Bento alargar o leque de escolhas, como fez hoje, e se a Juventude Leonina não voltar a devolver a camisola do “capitão” João Moutinho, talvez o Sporting consiga relançar a temporada. FOTOS: Marcos Borga e Nacho Doce (Reuters)

Pedro Barbosa falou...

O dia de hoje ficará na história da época 2007-2008 do futebol do Sporting. Não por a equipa realizar o seu último jogo na Liga dos Campeões, mas pelo facto de o director desportivo, Pedro Barbosa, ter prestado declarações públicas. Foi na Federação Portuguesa de Futebol, onde Barbosa representou, e bem, o Sporting no sorteio da quinta eliminatória da Taça de Portugal. Falou de um “sorteio favorável”. O Sporting receberá os algarvios do Lagoa (II Divisão B) em Alvalade. É claro que é favorável.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Yordanov e o mercantilismo

É uma vergonha para o Sporting Clube de Portugal saber que o antigo "capitão" Yordanov, um dos jogadores que melhor interpretaram a mística sportinguista, nos anos noventa e também neste século, esteja agora a mendigar um jogo de homenagem, levando como resposta um processo em tribunal. Depis de ouvidas as testemunhas do atleta, nomeadamente os antigos atletas Oceano e Ricardo, no Tribunal de Trabalho de Lisboa, falaram, nesta terça-feira, as testemunhas indicadas pelo clube. Esperemos que Eurico Gomes, uma das testemunhas leoninas, não tenha confundido o búlgaro Yordanov com o sueco Eskilsson…
Estive a ler o comunicado da SAD do Sporting. Parece-me que, formalmente, o Sporting tem a sua razão. Mas a formalidade é a almofada que está sempre pronta a servir a incompetência. Neste caso há outros factores que chocam com o mercantilismo patente no comunicado da SAD leonina, mercantilismo esse que deveria envergonhar Filipe Soares Franco. Neste caso há emoção, há memória, há solidariedade, há alegria, há tristeza, há dor, há magia, há sentimentos... Ora, tudo isso não combina com a frieza dos números dos engravatados da gestão. Aquele ponto do comunicado que refere expressamente que o Sporting pretende obter receitas televisivas para ser ressarcido de uma verba a pagar a Yordanov – e que só não há jogo de homenagem agora porque não daria o lucro necessário ao "negócio" – é qualquer coisa de pôr os cabelos em pé, sobretudo quando a mesma SAD, em outras situações, se revela tão generosa...
É bom lembrar que foram os golos de Yordanov que deram ao Sporting os únicos títulos conquistados em toda a década de noventa. A Taça de Portugal (1995), que permitiu o apuramento para a Supertaça relativa a esse ano, que se jogou em Paris, em 1996, tendo o Sporting sido vencedor ao cabo de três jogos com o FC Porto.
É bom lembrar que, entretanto, Yordanov foi vítima de uma doença crónica incapacitante, tendo, apesar disso, lutado como um leão e conseguido resistir ao mal físico enquanto pôde.
É bom lembrar que Yordanov, contratado no consulado de Sousa Cintra, juntamente com outros búlgaros, então estrelas da respectiva selecção - Balakov e Guentchev-, chegou a “capitão” do Sporting, tornando-se um dos líderes do balneário.
É bom lembrar que Yordanov, actualmente com 39 anos, actuou durante 10 temporadas no Sporting – entre 1991/92 e 2000/01 – e esteve ligado ao penúltimo título leonino, em 1999/00, que pôs fim a um jejum de 18 anos sem títulos nacionais.
O problema do Sporting – que não é exclusivo da SAD que actualmente gere o futebol do clube – é que estas memórias não contam para nada. Basta olhar para os últimos 25 anos e pegar num par de binóculos para ver quais são as antigas glórias deste período de tempo que continuam a ter luz verde para trabalhar pelo engrandecimento do clube.

Obs. – Querem um jogo lucrativo? Marquem um Sporting-Benfica em Paris, com bilhetes a um preço mais alto que tenha em conta a sua missão solidária, e dividam a receita entre o sportinguista Yordanov e o benfiquista José Torres (outro proscrito, este por parte do Benfica). Mas acabem com o "caso" Yordanov que só envergonha o Sporting.

As desculpas da Juventude Leonina

A Juventude Leonina, que ao distribuir insultos a jogadores e dirigentes deu um tiro no pé no jogo com o Louletano, prejudicando ainda mais a desacreditada imagem das claques dos clubes de futebol, fez bem em pedir desculpas ao presidente Filipe Soares Franco, sanando, aparentemente, o seu diferendo com o Sporting. De resto, a possibilidade de alguns dos membros da claque serem expulsos do clube, como preconizavam (ou preconizam...) alguns responsáveis leoninos, abriria caminho a problemas muito complicados. O que é curioso é ler, nesta terça-feira, duas das “canetas” do administrador da SAD Carlos Freitas na imprensa desportiva. “A Juve Leo fez um pedido de desculpas público ao presidente Soares Franco, mas ‘esqueceu-se’ de fazer o mesmo em relação ao administrador Carlos Freitas”, escreve João Sanches, em “O Jogo”. “A Juventude Leonina pediu ontem desculpas a Soares Franco, mas não à equipa e a Carlos Freitas”, escrevinhou, por seu lado, Bernardo Ribeiro, subdirector do “Record”. É curioso que dois articulistas de jornais diferentes escrevam a mesma coisa no mesmo dia. Muito preocupados com o "senhor gestor de activos", não lhes ocorreu, por exemplo, que Filipe Soares Franco, como presidente da direcção e da SAD, representa todo o Sporting.

O LEÃO DA ESTRELA HÁ UM ANO...

CARLOS MARTINS: UM ENIGMA
O mais recente ocaso do médio Carlos Martins no Sporting, que não chegou a sentar-se no banco dos suplentes nos últimos dois jogos, apesar de ter sido convocado pelo treinador Paulo Bento, é objecto de uma “análise de secretária” nas edições desta segunda-feira de “A Bola” e do “Record”. Sem treino para contar como foi, uma vez que Paulo Bento concedeu dois dias de folga após a vitória em Setúbal, é natural que os jornais procurem vasculhar os temas de actualidade que envolvem a equipa do Sporting, de modo a encher as páginas destinadas ao clube. E o “caso” Carlos Martins até daria tema para um bom trabalho jornalístico... O que é no mínimo curioso é que tanto “A Bola” como o “Record” tenham pensado no mesmo dia tratar o mesmo assunto: a “explosão adiada” de Martins, no primeiro caso, e “o fado de Martins”, no segundo. Em ambos os casos, não ficámos a saber mais do que aquilo que já sabíamos. O jornalista José Manuel Freitas, em “A Bola”, até faz um artigo de opinião sobre a enigmática “carreira do dez” de Alvalade. Pode ter sido mera coincidência, mas até somos levados a pensar que tudo isto é preparado noutros gabinetes que não as redacções dos jornais... Tanto mais que os dois jornais fazem o trabalho pelo mesmo ângulo de abordagem, preenchem o espaço com dados estatísticos e também com especulações, e não recolhem a versão do próprio jogador sobre a sua intermitência, nem sequer nos informam se tentaram falar com ele. Nem questionam o treinador. O “Record” até começa o seu trabalho a perguntar: “O que se passa com Carlos Martins?” Mas não responde porque “a resposta não é fácil de obter”, esclarece o jornal da Cofina Media. Apenas nos são dadas “pistas”, onde vale tudo para justificar o problema: a “questão física” do jogador, a alegada falta de “disciplina táctica” e até “o evidente choque de personalidades” entre o jogador e o treinador.
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Obs. – Sobre Carlos Martins acho que se trata de um jogador capaz de fazer coisas fabulosas dentro do campo e que demonstra uma entrega ao jogo que seduz a plateia leonina, mas também é capaz de misturar essas qualidades com as quezílias mais infantis, com adversários ou com árbitros, que o diminuem como atleta.
LEÃO DA ESTRELA, 11-12-2006

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O regresso à prata da casa

Multiplicam-se as notícias dando conta do possível regresso do Sporting de vários jovens formados no clube que se encontram emprestados a equipas do futebol secundário. O defesa-central Daniel Carriço (Olhanense), o lateral-esquerdo Tiago Pinto (Olivais e Moscavide), o médio Celestino (Estoril) e o ponta-de-lança Carlos Saleiro (Fátima) são alguns dos nomes cujo ingresso na equipa principal do Sporting estará a ser equacionado. A confirmar-se este regresso em força da SAD leonina à prata da casa (ou ao ouro, em muitos casos...), podemos estar a assistir ao cumprimento, finalmente, do desejo do presidente Filipe Soares Franco, que no final da época passada preconizava um plantel formado com base na escola de detecção e formação de talentos de Alcochete. O que se saúda. Resta saber se esta não será mais uma inflexão conjuntural forçada por alegadas dificuldades de tesouraria que, conforme já se diz aqui e aqui, ameaçam a liquidez da SAD no futuro próximo.

Soares Franco e o desvio das atenções

Nada como o tempo para fazer luz sobre os factos. Decorridos alguns dias sobre a azeda troca de palavras entre Filipe Soares Franco e Carlos Queirós, é evidente que o presidente do Sporting cometeu um erro de comunicação de consequências ainda por determinar, nomeadamente ao nível das relações entre o clube de Alvalade e o Manchester United. Acossado por problemas oriundos dos mais variados lados, parte dos quais provocados por uma série de maus resultados, Soares Franco, deliberadamente ou a partir de informações erradas, procurou desviar as atenções. E viu em Carlos Queirós um objecto aparentemente fácil para concretizar esse desvio. O problema é que, em momentos de crise, a técnica de desvio de atenções nem sempre resulta, sobretudo quando há muita informação nas mãos de muita gente. Queirós limitou-se a promover o produto leonino no mercado internacional. E, que se saiba, o produto leonino são jogadores de futebol, de cuja qualidade depende a saúde das finanças da SAD do Sporting. Ora, promover esse produto não deveria ser considerado um pecado. De resto, não foi Carlos Queirós quem mandou Miguel Veloso dizer que precisava de ser aumentado, exigindo ao clube que o agarre, se quiser continuar a contar com ele, quando o seu contrato, afinal, tem uma duração de vários anos. Nem foi Carlos Queirós que meteu o jogador no mundo da moda e nas páginas das revistas e dos jornais do coração. A partir deste caso, talvez Soares Franco fizesse mais pelo Sporting se tivesse promovido a criação de um manual de conduta interna e externa para todos os quadros do clube, sejam jogadores, técnicos, dirigentes ou outros funcionários. E talvez fosse mais útil para o próprio presidente e para o clube que guardasse a “voz grossa” para batalhas que valham a pena. FOTO: "Record Online"

CORREIO LEONINO

DE LIEDSON À JUVE LEO
Hoje podíamos falar de: a) goleada ao Louletano 4-0; b) 2 golos do Purovic e mais 2 da turma do Leste; c) de um bom jogo do Ronny, pois o ritmo foi de treino; d) do Adrien e do Paez terem jogado; e) da espectacular vitória do andebol 26-19 sobre o Benfica para a Taça da Liga ou da sofrida vitória do futsal 4-3 sobre o Fundão; f) etc...
Mas o que se fala é do comportamento do Liedson e da Juve Leo (topo sul). Vamos por partes.
O Liedson recusou-se treinar penalty na quinta-feira. É um problema que temos e que o temos de saber resolver. Eu até compreendo que ele achasse que devia ser o "marcador" ou que se não marca não devia treinar... Mas não é assim. Até nisto o Derley faz falta.
Ele é um "elo mais forte da equipa", mas faz parte do grupo e tem de cumprir as regras. Se o treinador achar que a partir de agora ele é um possível marcador de cantos ou livres, tem de treinar. Depois do que se passou com o Stojkovic, o Paulo Bento fez o correcto, mesmo sabendo que era contra o Louletano. Mas assim sabem que se até o "31" é castigado qualquer um é. Tenho sido crítico e muito do Paulo Bento, mas neste caso 100% de acordo.
Sobre o que se passou no topo sul: estou de acordo que todos nos insurjamos, que critiquemos as exibições da equipa, a falta de atitude e as opções da equipa técnica, administração, etc. As claques do topo norte (Directivo e Torcida) apresentaram tarjas de protesto durante todo o jogo, mas não deixaram de apoiar.
A tarja inicial da Juve Leo diz o que nos vai na alma e estou 100% de acordo: "Se a vossa ambição fosse como na Paixão!"
Mas fazer um protesto de não entrar e depois só aparecer aos 50', para chamar nomes ao FSF e ao Carlos Freitas... Mais valia terem colocado as tarjas e ter estado 90' em silêncio como sinal de "protesto".
O protesto é essencial, a forma foi incorrecta!!! Hoje o vice-presidente (Mário Patrício) para as modalidades e juventude recebe as claques e vai ter de "falar" isoladamente com a Juve Leo, ele que é veterano da Juve Leo.....
Em frente SPORTING, todos a "remar para o mesmo lado". Um abraço! Sempre SPORTING!!!
João Joaquim (enviado por e-mail)

LEÃO DA ESTRELA de Norte a Sul

Neste dia 9 de Dezembro, apesar de ter sido domingo, o blog LEÃO DA ESTRELA foi visitado por 572 leitores - número que não constitui recorde -, que consultaram um total de 692 páginas. Dos 572 cibernautas que entraram no LEÃO DA ESTRELA, 503 fizeram-no a partir de 127 localidades do território continental português, numa distribuição geográfica homogénea, que se estende de Norte a Sul do País, como a imagem da ShinySat documenta - embora a larga maioria dos leitores seja residente na Grande Lisboa e no Grande Porto. É também um sinal da dimensão nacional do Sporting Clube de Portugal e do interesse que a informação sobre o clube suscita em todo o País.

domingo, 9 de dezembro de 2007

RECORTES LEONINOS Organização

A PROTECÇÃO DE PAULO BENTO
Independentemente dos jogadores, das tácticas, do que se quiser, o que continua a marcar a diferença entre o FC Porto e os monstros da Segunda Circular resume-se a uma única palavra: organização. Uma coisa é resolver todas as querelas lá dentro e passar cá para fora a mensagem que mais jeito dá, outra é abrir portas à bisbilhotice e dar-lhes asas para sobrevoar todos os pólos de maledicência. Repare-se: Bosingwa excedeu-se no discurso a seguir ao empate com o Estrela da Amadora, mas fez marcha-atrás em velocidade e o treinador transformou o problema em devaneio jornalístico. Conclusão: Jesualdo Ferreira sente que está protegido. Em Alvalade inventa-se despropositado incidente com Carlos Queirós e ninguém repara que um jogador defender o treinador, além de mau aspecto, coloca a cadeia hierárquica de pernas para o ar. Além disto, ainda será preciso reparar eventuais estragos provocados pelos disparos de outro Carlos, este Martins. Sem contar com o Liedson… Conclusão: Paulo Bento sente que está tramado. Já agora: qual é o papel de Pedro Barbosa?
TEXTO: Fernando Guerra, “A Bola”, 08-12-2007
FOTO: "Record Online"

RECORTES LEONINOS Paulo Barbosa

DE MARTINS A QUEIRÓS
Nenhuma realidade é de uma só cor e a entrevista de Carlos Martins ao “Record” serviu para dar a conhecer a visão dos acontecimentos que levaram à dispensa de um talento subaproveitado pelo Sporting. De uma primeira leitura, conclui-se que o jogador nunca terá sido um anjo, mas que também o clube não fez tudo o que estava ao seu alcance para tirar dele o que ele tinha para dar. Mas a segunda leitura é muito mais interessante – tem a ver com o “timing” da entrevista que, ao contrário do que pode parecer, não tem a ver com o aproveitamento cobarde do momento de fragilidade vivido por Paulo Bento, mas sim com o antagonismo vivido entre o Sporting e Carlos Queirós.
Cedo se percebeu que, no momento em que atacou Carlos Queirós, Filipe Soares Franco vivia um misto de emoções, entre a frustração de ter voltado a perder um jogo nos últimos segundos, com mais um golo de um génio formado no Sporting e vendido de forma claramente precipitada, e a irritação por estar a perder o controlo sobre os talentos que despontam e com os quais o Sporting espera fazer melhores negócios do que fez com Ronaldo. Ficou então claro, para quem quis perceber, que a irritação acerca das declarações vazias de Queirós sobre Veloso não tinha a ver com o potencial interesse do Manchester United no jogador, mas sim com a agenda social que este começava a ter, por obra e graça do seu talento natural e do trabalho do seu representante, Paulo Barbosa.
Queirós terá comido por tabela, porque Barbosa tinha a defendê-lo um escudo protector, fruto de ser também agente de Had, Izmailov, Celsinho e Yannick. Ah! E Barbosa é também agente de Carlos Martins, que seis meses depois de ter sido dispensado, apareceu subitamente a dar a sua versão dos acontecimentos. É preciso dizer mais alguma coisa?
António Tadeia, “Diário de Notícias”, 08-12-2007

O barril leonino

Jogadores e dirigentes do Sporting foram insultados por adeptos do próprio clube no final da goleada sobre o Louletano. O jogo foi assistido por escassas sete mil pessoas, pelo que não foram muitos os adeptos envolvidos nessas cenas lamentáveis – que a agência Lusa identificou como sendo da claque Juventude Leonina. Actos condenáveis deste género não são virgens em Alvalade. E o problema está precisamente aí. Já esta época o "gestor de activos" Carlos Freitas também foi alvo de contestação pela madrugada, à chegada da Madeira. Como num passado não muito longínquo houve outros dirigentes e outros jogadores e treinadores atingidos por ataques igualmente grotescos, alguns deles em pleno estádio, prejudicando a equipa do Sporting. Há um ditado que diz: quem com ferros mata, com ferros morre. Não sei se é o caso. Mas a pólvora está a aumentar no barril leonino…

sábado, 8 de dezembro de 2007

O dia de Milan Purovic

Depois de cinco jogos sem vencer, naquele que foi o pior registo de resultados no consulado de Paulo Bento como treinador, o Louletano, da II Divisão, foi o adversário ideal para que o Sporting pudesse regressar às vitórias rápidas e tranquilas. Sem Liedson, não convocado por castigo de Paulo Bento, brilhou o montenegrino Milan Purovic, no seu primeiro jogo de glória em Alvalade, com dois golos marcados que decidiram a passagem do Sporting à eliminatória seguinte da Taça de Portugal. O montenegrino Vukcevic e o russo Izmailov marcaram os restantes golos. Depois da vitória sobre o FC Porto, no Verão, para a Supertaça, com um golo solitário de Izmailov, esta foi a segunda vitória leonina da época assinada em exclusivo por jogadores do Leste na marcação dos golos. Foi, portanto, uma vitória das contratações de Carlos Freitas e do mercado da Europa de Leste, ainda que a partida tenha servido também para confirmar Rui Patrício na baliza, que, pela primeira vez este ano, não sofreu golos, e para lançar Adrien Silva. E até Ronny fez duas assistências para golo. Fácil, portanto. Mas bom para moralizar uma equipa que há muito não sabia o que era ganhar. FOTO: "Record Online"

O afastamento de Liedson

Paulo Bento afastou Liedson do jogo de hoje com o Louletano, para a Taça de Portugal, por alegado mau comportamento durante um treino. O brasileiro não quis treinar a marcação de penáltis e foi alertado pelo treinador. A decisão de Bento é boa para o treinador impor a sua autoridade no balneário. Mas é má para o Sporting, que fica privado dos serviços do seu atleta, que, curiosamente, é o mais bem pago. Não têm outra forma de castigar a indisciplina?... De resto, logo se verá se o castigo a Liedson foi bom ou mau para o Sporting e para Paulo Bento...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

As explicações de Carlos Martins

Lendo o "Record" de hoje percebe-se o incómodo que causou em alguns sectores do Sporting o facto de o LEÃO DA ESTRELA ter lembrado o bom momento de Carlos Martins no campeonato espanhol. Depois dos maus resultados, a entrevista de Carlos Martins é mais um golo sofrido pelo Sporting. Mas, desta vez, não podem apontar o dedo a Rui Patrício. Lá terá Soares Franco de ir outra vez ao balneário. E também ao departamento médico. Mas há sempre uma alternativa. Como, por exemplo, declarar Carlos Martins como "persona non grata".

Comunicado da "Curva Sul" do Estádio de Alvalade

"Terminada a semana e após as reuniões da cúpula do Sporting Clube de Portugal, no que ao futebol profissional diz respeito e sobre os pseudo resultados da mesma, divulgamos o seguinte comunicado, denominado Sem Pudor, dividido pelos seguintes nove pontos:
1. Porque, sem pudor, o tão propalado ataque ao “mercado de Inverno” será feito pelas mesmas pessoas que foram ao “mercado de Verão”. Um mau prenúncio, infelizmente;
2. Porque, sem pudor, continua a reinar a desresponsabilização e a incompetência no Sporting Clube de Portugal, que é regiamente paga;
3. Porque, os apelidados de “notáveis” continuam todos, sem pudor, a apoiar-se mutuamente e a estes junta-se o ineficaz Conselho Leonino;
4. Porque, sem pudor, o Presidente do Clube assume que dedica apenas uma hora ao Clube;
5. Porque, com a complacência do Presidente do Clube e da SAD sportinguista, o actual capitão de equipa regozijou-se, sem pudor, pelo facto de ter sido benfiquista e de ter festejado, inclusivamente, os 3-6;
6. Porque, a equipa, sem pudor, nas raríssimas vezes que cumprimenta o público fá-lo, somente, por obrigação e não com o coração;
7. Mas…, porque todos nós assumimos, sem pudor, que os nossos olhos se enchem de emoção quando erguemos as nossas Bandeiras;
8. E, porque todos nós assumimos, sem pudor, que mudou o Centenário. Mas não a História do Sporting Clube de Portugal;
9. Amanhã, em vez de dez dias de reflexão no Brasil será efectuada uma hora de silêncio
na CURVA SUL do Estádio José Alvalade, para que todos, sócios e adeptos inclusive, possam reflectir em quietude. E que cumpram, após isso, diariamente e em definitivo o sonho de 1 de Julho de 1906.”
A Concentração da Curva Sul está marcada às 17hr. junto às escadas de acesso às bilheteiras do Estádio José Alvalade.
Comunicado enviado por e-mail

RECORTES LEONINOS Erros e burrices

OS REFORÇOS DO SPORTING
Mais do que os anunciados reforços, o Sporting precisa de aprender a não desperdiçar energias com questiúnculas como as que o presidente Filipe Soares Franco originou nos últimos dias, com a troca de palavras com Carlos Queiroz. Independentemente de as duas partes terem, a certa altura, perdido a razão, salta à vista que o Sporting é quem pode sair mais prejudicado.
Mais do que contratações, o Sporting precisa de um psicólogo, ou de alguém suficientemente maduro, capaz, por exemplo, de explicar a Miguel Veloso o significado da palavra gratidão. Foi um disparate e uma burrice ter vindo reclamar aumento (mesmo que de forma dissimulada) instantes após o frustrante empate com o Leiria. Isto depois de ter renovado o seu contrato até 2013 e de o Sporting, de moto próprio, o ter aumentado. Veloso tem um talento raro. Mas também Dani o tinha antes de achar que as passerelles e outros holofotes eram suficientes para lhe satisfazer o ego.
Mais do que reforços garantidos à pressa, o Sporting precisa de passar a mensagem de que continua a acreditar verdadeiramente em Paulo Bento e nas recuperações de Derlei e Pedro Silva. Mais do que procurar reforços no catálogo, o Sporting devia aprender a não repetir erros como os de Farnerud, Paredes, etc. Quando o Sporting o conseguir, então sim, que venham lá os reforços.
Bruno Prata, "Público", 07-12-2007

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O prémio de Carlos Freitas

O administrador Carlos Freitas, responsável pela compra e venda de jogadores do Sporting, recebeu um prémio de 86 mil euros pela conquista da Taça de Portugal 2007. O prémio foi tornado público porque a SAD do Sporting estava obrigada a comunicá-lo à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), dado contemplar um administrador. De resto, a equipa técnica e os jogadores também receberam um prémio e ninguém soube, nem teria que saber. Num contexto de falhanço das contratações do último defeso, o prémio de Freitas suscitou, no entanto, duras críticas em vários quadrantes no universo sportinguista. Críticas que nunca foram partilhadas pelo blog LEÃO DA ESTRELA. Por uma razão muito simples: o prémio é legítimo, pois resulta de uma negociação entre Carlos Freitas e a administração da SAD, que o contratou há vários anos, antes da sua promoção a administrador. De resto, Freitas pode e deve ser criticado pelas suas decisões e nunca por aquilo que ganha. Porque aquilo que ele ganha, muito ou pouco, foi aprovado pelo Sporting.

O maior "borrego" da história do Sporting

Segundo a tradição dos últimos 54 anos, o Sporting não ganha campeonatos em anos ímpares. O último foi conquistado na longínqua temporada de 1952-1953, numa altura de ouro para o futebol sportinguista. De então para cá, e já passaram exactamente 53 anos, nunca o Sporting foi campeão em ano ímpar, o que também quer dizer que jamais foi campeão dois anos consecutivos. É talvez o maior “borrego” da história do Sporting.
Com a Europa em reconstrução após a II Guerra Mundial, de 1946-47 a 1953-54, o Sporting venceu sete dos oito campeonatos em disputa, juntando um tricampeonato e um tetracampeonato. Só escapou o título de 1949-50. Foram os anos dos “Cinco Violinos”, de grandes e históricas equipas que conquistaram enorme fama nacional e internacional, de técnicos como José Szabo, Kelly, Galloway, Cândido de Oliveira, Armando Ferreira, Enrique Fernandez e outros. A designação “Cinco Violinos” foi atribuída pelo jornalista e treinador Tavares da Silva a uma linha avançada formada por Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. Eles e os seus companheiros formavam uma “orquestra” a jogar à bola, tal o espírito colectivo e a eficácia em campo. Em 1946-47, o Sporting chegou a marcar 123 golos – quase cinco por jogo! – num campeonato que tinha então 26 jornadas, menos quatro que actualmente.
Em 1953, quando conquistou o último título em ano ímpar, o presidente do Sporting era Carlos Nunes Cecílio Góis Mota. O treinador era o inglês Randolph Galloway, que chegara a Lisboa em 1950, então com 51 anos, vindo de Zurique. Trazia como cartão de visita um trabalho notável na América do Sul, como treinador do Peñarol de Montevideo. Jogara no Tottenham e treinara algumas equipas espanholas, como o Gijon e o Santander.

Soares Franco foi aos treinos

O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, e os restantes gestores da SAD do clube foram ao treino da equipa de futebol. Numa atitude inédita, o presidente foi mesmo ao balneário falar aos jogadores. Levou um discurso de motivação e exigência, o que é sempre de saudar. O que é grave para o Sporting é que um episódio destes seja notícia e objecto de análises e comentários na imprensa. É grave porque evidencia o distanciamento do presidente em relação ao grupo de trabalho, pois delega o seu papel de líder em gestores que não foram eleitos. Como se um clube de futebol fosse uma empresa de um ramo industrial qualquer. É grave também porque, depois de o clube ter dito durante muito tempo que não era preciso ir ao mercado no próximo mês de Janeiro, essa acaba por ser a solução encontrada para resolver a crise. O que revela desorientação estratégica. Esperemos que esta decisão de dispensar e contratar mais jogadores não seja mais um salto de crise em crise até à crise final. Ou seja, que Carlos Freitas, desta vez, acerte. FOTO: André Figueiredo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Os livres de Rodrigo Tello

Um dos motivos do mau rendimento do Sporting nesta época tem a ver com a ausência de Rodrigo Tello, o internacional chileno - curiosamente outra "persona non grata" em Alvalade... - que marcava golos de livre directo e cruzava como deve ser para dentro da área. Há quanto tempo é que o Sporting não marca um golo de livre directo? E de grande penalidade?... O processo de renovação de Rodrigo Tello - um jogador representado pelo empresário Jorge Mendes - arrastou-se por muito tempo. O jogador considerava-se mal pago, pois auferia um vencimento mensal de 25 mil euros - que era menos de metade do vencimento de Carlos Paredes e quase metade do vencimento de Farnerud!... - e pretenderia duplicar esse montante. Era muito dinheiro para os cofres da SAD do Sporting, segundo alegavam os responsáveis leoninos. Até que apareceu o Besiktas, da Turquia, o oferecer cerca do triplo do que o jogador ganhava em Lisboa. O jogador desapareceu de circulação logo após o jogo da vitória da Taça de Portugal e só apareceu em público já na Turquia. Foi declarado "persona non grata" no Sporting. No entanto, este caso revelou, mais uma vez, que o barato sai caro: o Sporting foi buscar o esloveno Marian Had, ao Lokomotiv de Moscovo, e agora está de novo no mercado à procura de outro lateral-esquerdo, porque concluiu que, afinal, também Ronny não serve. Ah! Quanto a Rodrigo Tello, continua a marcar golos de livre directo. Foi o que aconteceu no último jogo do Besiktas com o Marselha, para a Liga dos Campeões, em que os turcos venceram por 2-1. FOTO: Fatih Saribas (Reuters)

RECORTES LEONINOS Carlos Martins

EM ALTA
O ex-médio do Sporting atravessa o seu melhor momento desde que chegou ao futebol espanhol. Marcou os dois golos na vitória suada (2-1) do Recreativo sobre o Saragoça. Isto depois de também ter oferecido três pontos ao clube de Huelva duas jornadas antes, no 1-0 ao Osasuna. E os adeptos começam a conhecer o verdadeiro Carlos Martins. Olé!
"Record", 04-12-2007
FOTO: Stuart Franklin (Getty Images)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Os homens do mercado

O tempo vai passando e o Sporting teima em não mudar de vida, entretendo-se com um campeonato e uma Taça de Portugal de vez em quando. Esse horror à organização, ao planeamento e ao sucesso é visível depois da conquista de um título nacional. Desde 1953 que o Sporting não consegue ganhar dois campeonatos seguidos. Entretanto, veio o Projecto Roquette, uma tábua de salvação já abominada pelos seus próprios apoiantes ou mentores, veio a SAD, vieram os gestores profissionais e a vida continua igual, agora com um passivo enorme. Nos anos oitenta e noventa, as crises da equipa de futebol eram (mal) resolvidas com a substituição inopinada dos treinadores. Sousa Cintra que o diga! Agora, tempo da SAD, da cotação na Bolsa, da alienação do património imobiliário e dos gestores de activos, a receita é igual, tendo apenas mudado o medicamento. Agora, com um título perdido muito antes de chegarmos ao Natal, o Sporting não muda o treinador, mas vai ao mercado à procura de jogadores. Os homens do mercado agradecem. FOTO: "Record Online"

EXCLUSIVO A crise do futebol do Sporting

UMA REUNIÃO IMAGINÁRIA

O estado-maior do Sporting reuniu na tarde desta segunda-feira para analisar os maus resultados da equipa de futebol e encontrar uma solução. Como dessa reunião não saiu nada de extraordinário, o LEÃO DA ESTRELA procura dar conta de tudo o que se passou, transcrevendo as declarações proferidas no encontro que juntou Filipe Soares Franco, Miguel Ribeiro Teles, Carlos Freitas, Pedro Barbosa e Paulo Bento.


SOARES FRANCO – Meus amigos, o futebol do Sporting está em crise. A Liga dos Campeões já foi à vida e já estamos a 12 pontos do FC Porto na I Liga. Não estou a gostar…
CARLOS FREITAS – Senhor presidente, esta época já ganhámos a Supertaça. Como vê, já tenho direito a mais um prémio de produtividade. O golo que nos deu esse título até foi marcado pelo Izmailov, que andava aos altos e baixos no Lokomotiv de Moscovo e veio para cá para ver se o seu rendimento se torna mais regular... Portanto, o Sporting é o único clube português que já ganhou um título esta época. E estamos apurados para a Taça UEFA. O Fátima não conseguiu eliminar-nos da Taça da Liga, onde o Benfica e o meu FC Porto já foram à vida… Portanto, estamos muito melhor do que no ano passado por esta altura. O que é chato é a merda que estamos a fazer na I Liga… O que é chato é o meu FC Porto ganhar sempre… O que é chato é aturar o Carlos Queirós... O que é chato é aturar os gajos dos blogues que escrevem as verdades…
SOARES FRANCO – Blogues? O que é isso?...
MIGUEL RIBEIRO TELES – São diários que qualquer um pode escrever na Internet.
SOARES FRANCO – Uma vez escrevi para o “Record” para responder ao Rui Santos. Se calhar o melhor é abrir um blogue. O Salema Garção faz os textos e é sempre a dar-lhes na cabeça…
PAULO BENTO – Voltando ao que é chato… O que é chato é ter de escolher entre os jogadores que o nosso amigo Carlos Freitas contratou…
SOARES FRANCO – A propósito, lembro-me agora de ter dito, no final da época passada, que queria uma equipa do Sporting a brilhar na Europa que fosse baseada nos jogadores da formação. Não foi, Pedro Barbosa?...
PEDRO BARBOSA – Acho que li isso em qualquer lado. Mas para já não quero dizer nada.
SOARES FRANCO – Então, Carlos Freitas, por que é que foste buscar um camião de jogadores do Leste?...
MIGUEL RIBEIRO TELES – Caro presidente, já é a segunda vez que ouço ataques dissimulados a pessoas que estão no mesmo barco. Se isto continuar assim, abandono a reunião e vou dar uma entrevista ao “Diário de Notícias”…
CARLOS FREITAS – A Rússia é um mercado emergente, senhor presidente. Eu sei que o senhor desconhece essa realidade, porque, infelizmente, não pode dar mais do que uma hora por dia ao Sporting, mas na Rússia e na generalidade dos países de Leste estão os jogadores capazes de proporcionar os negócios mais apetecíveis… Para o Sporting, claro…
SOARES FRANCO – Estou a ver… Três jogadores contratados ao Lokomotiv de Moscovo… Os tipos devem ter ficado desfalcados. É capaz de ser uma boa estratégia… Pelo menos esses dificilmente nos eliminam nas provas europeias… Que achas Pedro?...
PEDRO BARBOSA – Para já não digo nada.
SOARES FRANCO – Acabei de experimentar o GPS do Sporting. É uma máquina fabulosa… Agora só me falta um GPS para o título… Não é, Paulo Bento?...
PAULO BENTO – Temos que encarar as coisas com tranquilidade. Eu já estou como diz o Liedson. Tanto posso continuar como ir embora.
SOARES FRANCO – Mas o que falta para a equipa ganhar os jogos?
PAULO BENTO – Falta ganhar os jogos, presidente! Temos que ser pragmáticos...
CARLOS FREITAS – Estive a falar com o Paulo Barbosa…
PAULO BENTO – Freitas, mais gajos do Leste, não!
CARLOS FREITAS – Agora é mais fácil ir a Moscovo, pois também já tenho o GPS do Sporting.
SOARES FRANCO – Meus amigos, a minha hora já passou. Vejam lá o que é preciso para que a equipa volte a ganhar os jogos. Tenho de ir ali à sala da OPCA. Façam um comunicado a reiterar a confiança no Paulo Bento. Podem mesmo dizer que temos no Sporting o Alex Ferguson português…
MIGUEL RIBEIRO TELES – Mas qual é a solução para a crise, presidente?
SOARES FRANCO – Descubra aí com o Carlos Freitas. Até logo.
CARLOS FREITAS – Estive a falar com o Paulo Barbosa… Vamos vender o Miguel Veloso. São 30 milhões. É pegar ou largar.
MIGUEL RIBEIRO TELES – É um bom negócio. É um verdadeiro negócio da moda. Para o Sporting, claro.
PAULO BENTO – Vocês dão-me cabo da equipa. Ò Freitas, quando eu sair daqui tens de me arranjar um clube que pague muito bem. Nem que seja em Moscovo. Já estou farto de dar o peito às balas pelas tuas decisões.
MIGUEL RIBEIRO TELES – Força, Paulo Bento! Estamos contigo!
CARLOS FREITAS – Com a imprensa controlada pelo Joaquim Oliveira e pelos meus amigos, isto estava perfeito. O problema são os gajos que agora escrevem nos blogues.
PAULO BENTO - O Guimarães ganhou. Acabámos de descer para o quarto lugar.
MIGUEL RIBEIRO TELES - Não se preocupe. A confiança em si está reiterada.
PAULO BENTO - Já sabem. É como diz o Liedson. Tanto posso continuar como ir embora.

Obs. - Estes diálogos são imaginários. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
FOTO: Gonçalo Borges Dias
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