UM EXEMPLO DE PROFISSIONALISMO
João Moutinho continua a ser a expressão máxima da regularidade num Sporting de contrastes. O capitão dos "leões" cumpre, na próxima jornada, 100 jogos na Liga portuguesa e continua a ser, aos 21 anos, um exemplo de profissionalismo.
Sporting-Pampilhosa, Taça de Portugal, 4 de Janeiro de 2005, minuto 71": José Peseiro chama um jovem franzino, de 18 anos, para refrescar a equipa, numa altura em que os "leões" tinham o encontro resolvido (4-1). João Moutinho corria os primeiros 20 minutos em Alvalade em partidas oficiais.
Sporting-Benfica, Liga, 38 meses mais tarde. Com a braçadeira de capitão, Moutinho disputa a sua 150.ª partida, em apenas quatro temporadas com a camisola sportinguista. Assinala a efeméride com uma grande exibição, plena de precoce maturidade e brilhantismo.
A comandar o meio-campo leonino, o "jovem veterano" provou mais uma vez que é no centro do terreno que se revelam todas as suas qualidades. Está encontrada a melhor solução para a ausência de Romagnoli. Os argumentos convenceram: passes rasgados para os sprintes de Vukcevic e Tiuí; recuperações cirúrgicas e rápidas transições atacantes. Acima de tudo, incansável.
Na próxima jornada, o polivalente jogador (que domina todas as posições do meio-campo) cumprirá o seu 100.º encontro numa Liga portuguesa que poderá perder em breve o talento de mais esta jóia da mina inesgotável da Academia de Alcochete – basta que um clube estrangeiro repare nas qualidades deste internacional. Com contrato até 2013 em Alvalade, Moutinho mantém níveis estatísticos insuperáveis: é o único jogador do plantel que participou em todos os encontros disputados esta época, tendo perdido apenas os primeiros 45" da eliminatória da Taça da Liga, com o Fátima, no Restelo (1-2). Apontou seis golos esta temporada (tantos como o avançado Purovic), mais dois do que em cada uma das épocas anteriores, sendo ainda responsável por três assistências para golos dos seus companheiros. João Moutinho é a expressão máxima da regularidade neste Sporting de tão vincados contrastes.
AUTOR: Paulo Curado, “Público”, 04-03-2008
Sporting-Pampilhosa, Taça de Portugal, 4 de Janeiro de 2005, minuto 71": José Peseiro chama um jovem franzino, de 18 anos, para refrescar a equipa, numa altura em que os "leões" tinham o encontro resolvido (4-1). João Moutinho corria os primeiros 20 minutos em Alvalade em partidas oficiais.
Sporting-Benfica, Liga, 38 meses mais tarde. Com a braçadeira de capitão, Moutinho disputa a sua 150.ª partida, em apenas quatro temporadas com a camisola sportinguista. Assinala a efeméride com uma grande exibição, plena de precoce maturidade e brilhantismo.
A comandar o meio-campo leonino, o "jovem veterano" provou mais uma vez que é no centro do terreno que se revelam todas as suas qualidades. Está encontrada a melhor solução para a ausência de Romagnoli. Os argumentos convenceram: passes rasgados para os sprintes de Vukcevic e Tiuí; recuperações cirúrgicas e rápidas transições atacantes. Acima de tudo, incansável.
Na próxima jornada, o polivalente jogador (que domina todas as posições do meio-campo) cumprirá o seu 100.º encontro numa Liga portuguesa que poderá perder em breve o talento de mais esta jóia da mina inesgotável da Academia de Alcochete – basta que um clube estrangeiro repare nas qualidades deste internacional. Com contrato até 2013 em Alvalade, Moutinho mantém níveis estatísticos insuperáveis: é o único jogador do plantel que participou em todos os encontros disputados esta época, tendo perdido apenas os primeiros 45" da eliminatória da Taça da Liga, com o Fátima, no Restelo (1-2). Apontou seis golos esta temporada (tantos como o avançado Purovic), mais dois do que em cada uma das épocas anteriores, sendo ainda responsável por três assistências para golos dos seus companheiros. João Moutinho é a expressão máxima da regularidade neste Sporting de tão vincados contrastes.
AUTOR: Paulo Curado, “Público”, 04-03-2008

4 comentários:
Assino por baixo o apontamento do Paulo Curado, bem oportuno porque todos sabemos que quem manda no futebol do Sporting, ao que parece incluindo o treinador, prefere os estrangeiros de quinta que foram buscar só eles sabem onde aos jovens criados no clube.
Meu caro Leão da Estrela peço-lhe desculpa por mudar de tema mas acabo de saber de mais uma vergonha cometida pela arbitragem da Liga. Depois do Paraty no jogo com o Benfica agora é o Lucílio Batista em Guimãrães. Estão a gozar comnosco porque para além da comprida história de trafulhices do Lucílio contra o Sporting ainda por cima o homem tem-se farto de dar barracas.
É muito importante neste momento que todos fiquemos de olho no que vão fazer os mandões do futebol do Sporting. No Paraty comeram primeiro e berraram depois como se não fosse de esperar o que aconteceu. E agora? Vão ficar calados para não irritar o Lucílio ou vão mostrar que o Sporting ainda está vivo a lutar pelos seus interesses? Desta gente não há que esperar muito mas se não piarem agora escusam de vir gritar depois.
A alcunha deste árbitro é Lucídio verde.O que dizer de tudo isto?Querem o Mário Luís?Acho que já cá não está.Melhor seria o Alfredo Basílio ou o Campos.
Espero e desejo que o percurso de João Moutinho no Sporting seja igual ao de Maldini no Milan!
O João Moutinho no ano passado, com exibições monumentais em quase todos os jogos, levou a equipa às costas durante toda a época e disfarçou a mediocridade já então evidente das escolhas e opções técnicas de Paulo Bento. Esta época começou mal, teve muitos jogos na vulgaridade, e só nos últimos meses, ainda que com intermitências, começou a carburar ao seu nível. Como consequência, Paulo Bento viu muito mais expostas as deficiências do plantel, o mais pobre desde que me lembro no Sporting, mas também as suas próprias lacunas, que me parecem demasiadas para um treinador do Sporting. Com um peso menor, mas com uma evolução semelhante, o mesmo se poderia dizer em relação a Miguel Veloso que, na época passada, esteve muito bem e que nesta fez uma 1ª volta muito modesta e só ultimamente começou a subir a um nível próximo do ano passado. Estas são, parece-me, muito mais que as saídas de Ricardo, Caneira, Telo ou Nani, as grandes razões para a diferença entre a 2ª volta de 2006/7 e a miserável campanha desta época. João Moutinho principalmente, ajuda a disfarçar muita mediocridade quando joga ao seu nível. Esta época, infelizmente para nós, Paulo Bento não teve essa almofada durante muitos jogos e tudo ficou muito mais exposto...
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