sexta-feira, 11 de abril de 2008

Núcleos e filiais: a mudança necessária

Embora não pareça, o Sporting Clube de Portugal tem 246 núcleos, 23 delegações e 186 filiais. É um total de 455 extensões do clube espalhadas pelo País e pelo Mundo. Umas mais activas do que outras e outras eventualmente inactivas ou com uma actividade intermitente. Apesar das mudanças verificadas na gestão do clube na última década, na sequência da criação da sociedade anónima desportiva para a gestão do futebol profissional, a verdade é que, ao nível das suas extensões no País e no Mundo, o Sporting não mudou nada. E, contudo, o mundo mudou e muito. Daí que seja necessário e urgente que o clube faça um balanço à actividade dos seus núcleos, das suas delegações e das suas filiais, em particular quanto ao papel que desempenham na projecção do Sporting Clube de Portugal. E, claro, impõe-se também um balanço sobre aquilo que o Sporting tem feito pelas suas extensões em Portugal e no estrangeiro.
Independentemente disso, é imperioso fazer uma reestruturação nesta área. E uma reestruturação implica mudar. Mudar radicalmente, adequando o clube aos novos tempos. A verdade é que o papel de uma delegação, de um núcleo e de uma filial na promoção do clube e do sportinguismo poderia ser muito maior, designadamente nas cidades mais afastadas de Lisboa ou em grupos de sportinguistas inseridos em comunidades de portugueses nos vários pontos da Europa e do Mundo. E uma extensão do Sporting também deveria ser vista pelo clube como uma oportunidade geradora de receitas, através do "merchandising", do aumento do número de associados, da venda de bilhetes para os jogos, etc..
Uma das hipóteses poderia passar pela conversão das delegações, dos núcleos e das filiais em "Casas do Sporting". Nos casos em que isso fosse possível, evidentemente. A Casa do Sporting seria a única forma de representação do clube numa determinada cidade. O Sporting Clube de Portugal registaria a marca CASA DO SPORTING e criaria uma rede de “franchising” – mediante um conceito comercial uniforme e inovador – para os associados sportinguistas que estivessem interessados em assumir o negócio. Que negócio? Seria um espaço de convívio, um bar, um restaurante, um café-bar, um espaço Internet, onde seria possível assistir aos jogos do Sporting, onde seria possível a inscrição como sócio ou o pagamento da quota anual, onde seria possível comprar a camisola do Liedson ou do João Moutinho, onde seria possível comprar o bilhete para o próximo jogo, onde seria possível receber a visita do presidente do clube ou dos jogadores, enfim, um espaço de sportinguistas e para sportinguistas, que, evidentemente, estaria aberto a todo o público. Muitos destes espaços poderiam, inclusive, ter uma dimensão ainda maior, se estivessem, por exemplo, associados ao negócio das escolinhas de futebol, que poderiam funcionar em todos os distritos do País, incluindo as ilhas dos Açores e da Madeira. O LEÃO DA ESTRELA lança o debate.

7 comentários:

NMB disse...

LdE,

A sua proposta não faz qualquer sentido (leia-se, é desprovida de viabilidade económica) em função da realidade de qualquer núcleo por esse país fora.

O equilíbrio financeiro de um Núcleo é necessariamente precário: ver nisto um negócio é afastamento da realidade.

SL,

nmb

LEÃO DA ESTRELA disse...

Amigo Leão NMB: Pense nas capitais de distrito, pense nas cidades grandes e médias do litoral norte ao litoral sul... É evidente que o conceito teria que obedecer a níveis diversos, consoante o mercado.

NMB disse...

Estou a falar-lhe de um desses casos...

Os Núcleos vivem de:
1. subsídio da câmara: cada vez mais estreito e insuficiente para pagar funcionários e renda;
2. quotizações: necessariamente baixas, porque cumulam com as do Clube;
3. Eventos por eles organizados, para os quais são difíceis os patrocínios. Os mais rentáveis são os jantares, os tais para os quais dificil assegurar a presença de atletas e dirigentes do Sporting...

Anónimo disse...

Os poucos comentários demonstram que a realidade que são esses braços leoninos e que, efectivamente, podiam ser fontes de receita e de grande expansão sportinguista, passa completamente ao lado de quem dirige o Sporting, logo ao lado da grande massa adepta. LdE, a ideia das casas e sua função é bem pensada, mas podia designar-se por Núcleos porque casas é a designação dada por Benfica e Porto para o seus núcleos. Mas para os Núcleos funcionarem e serem uma mais valia como parceiros, era preciso que aos dirigentes tivessem uma política onde a ida de jogadores às iniciativas fosse um compromisso, apoiados por material de merchandising. Mas não é. Por isso, aquilo que podia ser uma estratégia de sucesso
como é com o FCP, é algo que reflecte o que é a incapacidade destes dirigentes para fazerem algo que seja do interesse do Sporting. Nos Núcleos como no Futebol, Modalidades e Merchandising o desastre é total. Os pipis da Linha já mostraram a sua "raça". Rua com eles.

Anónimo disse...

Caro nmb,

É dificil assegurar a presença de atletas porque não ha vontade dos dirigentes...

Uma das coisas que fizeram realçar o meu Sportinguismo foi, eu com 12 anos, almoçar na mesma mesa com Luis Figo e Emilio Peixe, e hoje não há essa cultura.

Gouveia disse...

Leão,

A sua ideia relativamente aos núcleos é pro-activa, com potencial e acima de tudo Sportinguista!

Agora com esta vergonha de gente que está no clube obviamente que é um projecto para ficar na gaveta!

Por enquanto...

Saudações Leoninas

joaquim agostinho disse...

Leão
Não lhe chame casas.
A sua idéia é boa mas fale com os responsáveis dos núcleos, veja o seu estado de espírito e motivação que têm actualmente. Não pense que é pela falta dos resultados que existe uma desmotivação geral porque a época de maior expansão até foi na altura em que estivemos 18 anos sem ganhar o campeonato.

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