segunda-feira, 2 de junho de 2008

OS NOSSOS CAMPEÕES (11) Carlos Alhinho

Carlos Alhinho, que foi um dos poucos jogadores internacionais portugueses que representaram o Sporting, o FC Porto e o Benfica, morreu no último sábado, aos 59 anos, ao cair no fosso do elevador de um hotel, de uma altura de seis pisos, ao que parece, enganado pela luz do elevador, que o levou a entrar sem o ascensor estar lá. Foi em Benguela, Angola. Uma morte estúpida e brutal.
Fica a memória de um português nascido em Cabo Verde que deu muito de si ao futebol português. No Sporting, o defesa-central que jogava com as meias em baixo contribuiu para a conquista do título nacional em 1973-1974 e da Taça de Portugal em 1973 e 1974. No Benfica, foi duas vezes campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal.
Carlos Alhinho nasceu em São Vicente, Cabo Verde, a 10 de Janeiro de 1949, tendo-se estreado como internacional A de Portugal em 1973 (28 de Março), frente à Irlanda do Norte, pela mão de José Augusto. Iniciou a sua carreira na Académica do Mindelo (1963-1965) ingressando, com o intuito de prosseguir os estudos, na Académica de Coimbra (1965-1972). Entre 1972 e 1975 jogou no Sporting, de onde se transferiu para o FC Porto (75-76) e, depois, para o Benfica (76-77), onde também foi campeão nacional. Saiu para os belgas do Moellenbek, hoje FC Brussels, em 77-78, regressando ao Benfica (78-82) onde venceu mais um campeonato e 1 Taça de Portugal. Foi 20 vezes internacional por Portugal: 15 pela Selecção “A”, 3 pela Selecção “B” e 2 pela selecção de “Esperanças”. Terminou a sua carreira no Portimonense e no Farense. Foi considerado o futebolista caboverdeano do século XX pelo Comité Olímpico Internacional.
Como treinador deixou uma folha de serviços variada e vitoriosa. No Académico de Viseu, foi campeão nacional da II divisão e considerado treinador do ano; na Selecção de Angola, levou a equipa à final do Campeonato de África (1996), tendo sido considerado treinador do ano; No Qatar, treinou as melhores e maiores equipas do país; No Barhein, a sua equipa venceu a Supertaça e foi finalista da Taça da Ásia; Em Marrocos, treinou a equipa do Rei de Marrocos. E era o único instrutor dos PALOP credenciado pela Confederação Africana de Futebol. Em termos académicos cursou Engenharia Técnica Agrária e Educação Física e Desporto na Faculdade de Motricidade Humana. Alhinho, que era responsável por uma escola de futebol na ilha de S. Vicente, preparava-se agora para trabalhar no 1º de Maio, de Benguela. FOTOGRAFIA: http://www.cromodoscromos.com

3 comentários:

João Brites disse...

Conheço esse cromo de algum lado ;)

O Blogue "O Cromo dos Cromos" que no passado dia 17 realizou em Coimbra o seu II Encontro, ia ter como um dos homenageados, exactamente Carlos Alhinho, que já tinha confirmado a sua presença. Pela sua deslocação a África com o Benfica, acabou por não poder fazer, mas despediu-se de nós com um "outras oportunidades haverão", infelizmente e com muita tristeza isso não irá acontecer.

O nosso blogue presta-lhe na nossa página principal e através de um vídeo a nossa simples - comparada com a usa imensidão como homem e atleta - homenagem.

Quem quiser pode deixar mensagens no nosso Fórum ou no cromo que já em Março de 2007 tínhamos "colado" no nosso blogue, que a família do Carlos Alhinho já foi contactada e irá ler todas elas.

Até sempre, campeão!

[João Brites]
[BLOGUE] [O CROMO DOS CROMOS]

12Setembro disse...

ate sempre campeao

ogirdoR disse...

No Académico de Viseu construiu aquela a que muitos chamam a equipa maravilha da história do Académico de Viseu. Com Leal e João Luís que viriam a tornar-se leões.

Obrigado Carlos Alinho

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