segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A maldição da braçadeira

O “caso” João Moutinho, por estar em causa o “capitão” do Sporting, é irónico e preocupante para o clube. Por uma razão: é mais um “capitão” da equipa de futebol que se encontra numa situação desconfortável dentro do Sporting. Neste caso, porém, por um motivo inédito, sem que possam ser atribuídas responsabilidades pelo imbróglio aos dirigentes leoninos. Foi Moutinho quem disse o que não deveria ter dito, apagando por completo os efeitos positivos da vitória de um torneio de pré-temporada e criando um problema no grupo de trabalho...
Independentemente de a questão poder ser resolvida a contento das duas partes, a verdade é que Moutinho – caso não continue no plantel – poderá ser o próximo “capitão” do Sporting a deixar Alvalade pela porta pequena. O que não deixa de ser motivo de grande reflexão para os dirigentes sportinguistas, pois tem a ver com a relação directa entre o clube a as suas referências desportivas mais queridas.
Ao longo dos últimos anos da história do Sporting, houve erros e omissões de todas as partes. O objectivo desta nota não é encontrar responsáveis. Trata-se de apontar factos que são indesmentíveis, para que os sportinguistas e os dirigentes do clube reflictam e encontrem as raízes dos problemas criados. A verdade é que, nos últimos anos, são abundantes os exemplos de capitães que deixaram Alvalade pela porta dos fundos. Vejamos os casos de que me lembro:
Manuel Fernandes, o nosso grande ídolo dos anos setenta e oitenta, não teve lugar em Alvalade até ao fim da carreira e teve que se refugiar em Setúbal, onde continuou a marcar golos ao lado de Rui Jordão.
Oceano Cruz, grande referência do meio-campo leonino e da selecção nacional nos anos oitenta e noventa, teve de ir para França provar que poderia jogar mais tempo.
Yordanov, exemplo de raça e profissionalismo, acabou doente e a dirimir um processo em tribunal contra o clube por causa de um jogo em sua homenagem que não se realizou.
Pedro Barbosa, que entre meados da década de noventa e a primeira metade desta década foi um dos futebolistas leoninos mais talentosos, também rompeu com os dirigentes responsáveis pelo futebol, em 2005, abandonando o clube em litígio com Paulo Andrade e Rui Meireles, então administradores da SAD. Acabou por regressar posteriormente, como director desportivo, quando os dirigentes que o afastaram já não estavam em funções.
Beto, um dos símbolos da formação leonina dos anos noventa, sucedeu a Barbosa como “capitão”, mas o seu reinado durou pouco tempo. Em Janeiro de 2006 saiu em ruptura com Paulo Bento, depois de se incompatibilizar com Custódio. Foi para França.
Ricardo Sá Pinto, outro exemplo de raça, conhecido pelo seu "coração de leão", que sucedeu a Beto como “capitão”, em 2005-2006, não geriu muito bem a sua carreira, anunciando a retirada para o final desse ano, mas acabando por voltar atrás. A SAD não achou piada à mudança de opinião e Sá Pinto, em ruptura com o Sporting, foi pendurar as botas ao serviço do Standard de Liège.
– Recuando uns bons anos, percebemos que a maldição da braçadeira de capitão do Sporting tem raízes históricas. João Laranjeira, histórico “capitão” e campeão leonino nos anos setenta, acabou a sua carreira no rival Benfica...
Por estes casos, a função de “capitão” do Sporting parece talhada à medida para gerar os casos mais complicados. O protagonista do momento é João Moutinho.

29 comentários:

Anónimo disse...

http://clubedesportivotrofense.blogspot.com/

Anónimo disse...

O Grande Oceano, referência para a minha geração de adeptos (os "sofredores") ainda me dói.

Ainda não voltei a ser sócio.

Desta vez é diferentes, com este capitão (assim mesmo, com letra pequena, a ilustrar a desilusão.

O único caminho agora é a saída ou o pedido de desculpas.

E, claro, a braçadeira para outro.
Uma chatice.

Anónimo disse...

Uma noite histórica a Homenagem aos Capitães do Centenário, feita pela Ofensiva 1906, não foi feita ao acaso. Veja-se agora os capitães deste novo centenário, entre eles Custódio e Moutinho, e os seus comentários. ICS -Independentes Cuva Sul

JC disse...

Continua a falar-se no "caso Moutinho" como se se tratasse do caso mais grave já visto no futebol!

A imprensa afecta ao inimigo, perante a pré-época irrepreensível do SCP, viu aqui um meio para fragilizar a equipa.
E conseguiu-o, pois que os sócios e adeptos, sem a união e consistência psicológica dos adeptos e sócios do FCP e SLB, imediatamente se lançaram contra o jovem e talentoso capitão do SCP, num ataque cego que atinge não só o jogador mas também toda a equipa.

Todos se esquecem, porém, é que Luisão, o sub-capitão do SLB, já disse esta época que estava na hora de dar o salto.
Que Katsouranis disse mais do que uma vez que queria sair.
Que Leo andou a época toda a dizer que queria voltar ao Brasil.
E esquecem-se também do folhetim Quaresma no FCP e de que Lucho, "El Comandante", o capitão do FCP, também disse este ano que queria sair.

Porque é que o que tais jogadores disseram não teve o eco e as consequências das declarações do Moutinho, sendo certo que os jogadores do SLB e do FCP não atravessam o grave problema financeiro e familiar do jovem capitão do SCP?

Vamos pois, nós, sportinguistas, arrumar o assunto, não mais assobiar o Moutinho, e deixar os outros a falarem sózinhos sobre o tema.
Se assim procedermos, o assunto morrerá de podre.

Anónimo disse...

Vamos é pensar numa atitude para fazer tremer a imprensa desportiva reinante em portugal que de desportiva nada tem. Só dizer que não se compra jornais não chega, aceitam-se propostas.

gavazzo disse...

O melhor, agora, para todos - Clube, Jogador e Sócios - é encerrar este assunto de uma vez por todas!

Acábe-se com esta novela Moutinho que não serve, em nada, os superiores interesses e objectivos do Sporting!

Venha é mais uma Supertaça!!!

JC disse...

Caro Anónimo:
Se todos os adeptos do SCP fizerem como eu - que deixei de comprar a Bola há muito tempo e o Record há uns dois anos - são umas dezenas de milhares de exemplares que aqueles pasquins deixam de vender.
Pode não fazer tremer a imprensa desportiva reinante, mas que lhes dava um abalo, lá isso dava!

Anónimo disse...

Então lancemos uma petição na blogosfera para os deixarmos de comprar. Eu não sou a pessoa mais indicada, nem computador em casa tenho, se houvesse alguém na disposição de o fazer seria óptimo.
Como óptimo seria a A Bola e o Record terem conhecimento dessa mesma petição devidamente fundamentada...

leão do sul disse...

Tantos capitães escorraçados!... É assim que o Sporting vai perdendo influência no futebol português...

CORREIO LEONINO disse...

E o grande Manuel Fernandes, quando é que regressa? Aquela entrevista que ele deu recentemente, dizendo que iria regressar, nunca a percebi muito bem.

Manuel Carvalho disse...

Excelente post, LdE! Sou Sportinguista desde que me conheço, há mais de duas décadas, e nunca tinha pensado nisto desta maneira. Talvez isto ajude os dirigentes do SCP a pensar.

Saudações Leoninas!

M. Carvalho - Faro

Anónimo disse...

Sportinguista: Eu deixei de comprar a Bola e o Record, e tu quando deixas?

Viva o Sporting.

Anónimo disse...

Permitem-me que faça só uma pequena correcção ao post. O Pedro Barbosa sucedeu ao Beto e não o contrário como vem mencionado, da mesma forma que o Sá Pinto sucedeu ao Custódio depois deste ter recebido a braçadeira o Pedro Barbosa.

Desculpem a minha ousadia.

Cumprimentos Leoninos a todos os verdadeiros Sportinguistas.

Polo disse...

Eu desde que tenho Internet, deixei completamente de comprar jornais desportivos. Agora lei-os aqui na internet mas só as modalidades ditas amadoras, de futebol nada porque não sustento vícios clubísticos.

CORREIO LEONINO disse...

Eu sigo diariamente o LEÃO DA ESTRELA, que me dá a informação de que preciso e uma opinião de qualidade, embora, às vezes, não concorde.

Anónimo disse...

Caro Polo, até nas modalidades ditas amadoras a dualidade de critérios a nível informativo é gritante.
Que tal passar a braçadeira de capitão a Francisco Stromp, sendo este o eterno capitão. Todos os outros capitães vivos deverima seguir-lhe o exemplo.

LEÃO DO SUL disse...

O Sporting tem uma blogosfera riquíssima. Muito melhor do que toda a imprensa desportiva! Mas todos são precisos!

at ento disse...

Olá Leão.
pelas memórias que nos avivas uma conclusão se pode tirar, ser capitão é uma responsabilidade e um peso que a história julgará. Por tal não ser+a na braçadeira que esta o enguiço mas sim nos homens que a ambicionam. Uns terão moral e e coragem para a exibir com lealdade rumo à glória outros terão ou não.
Quando as "pequenas" crises caseiras se impõem à responsabilidade do estatuto de capitão...todos lamentaremos.
Que a escola de Sporting continue a ser uma escola de cidadania e desporto e que os melhores se imponham pelas suas qualidades e capacidades, pois "dos fracos não rezará a história".
Saudações com a verde amizade cá da aldeia mais sportinguista de Portugal, PARAMBOS.
At Ento

Anónimo disse...

Eu voto nessa de não comprar esses jornais...mas teria de ter algo melhor que o LdE para ler todos os dias.
Segundo o LdE o Rochemback nunca devia ter voltado , o Postiga tinha uma lesão grave ( até teve direito a cirurgia) e não devia ter sido contratado e o Gr titular do Sporting devia ser um tal de Jehle que neste momento deve jogar em alguma 2ª ou 3ª liga de um pais tipo Liechenstein!!!!!

escumalha roquetista disse...

CORREIO LEONINO disse...

"E o grande Manuel Fernandes, quando é que regressa? Aquela entrevista que ele deu recentemente, dizendo que iria regressar, nunca a percebi muito bem."

Pois é. Ao que parece, o Manuel Fernandes foi usado pela corja roquetista, ao dar aquela conveniente entrevista em vésperas de assembleia geral...

Eles não olham a meios para o objectivo final: ficarem com o Sporting.

Renata A. disse...

Infelizmente a história do Sporting é marcada por várias ocasiões em que o capitão da equipa saiu de Alvalade pela porta pequena, como diz e bem. E é de facto estranho que tal situação se repita tantas vezes no clube, com as culpas repartidas por dirigentes e jogadores.

É inacreditável que tantos símbolos do Sporting que foram capitães sairam em litígio do clube. Contra factos não há argumentos. Mas tal acontecimento fragiliza o clube e coloca sob análise cerrada cada acto dos capitães escolhidos.
Lembro-me que após a nomeação de Moutinho para capitão, muitas falavam que era desta que a "maldição da braçadeira" iria ser quebrada. A novela ainda não acabou mas parece que ainda não é desta.

SL

Borges disse...

O Sporting nunca tratou bem os filhos da casa. Onde estão a trabalhar Oceano, Manel Fernandes entre outras grandes referências do clube, aqueles que sabem incutir a mistica do clube aos mais novos, nomeadamanete à formação?

Tite disse...

Moral da história... a tradição já não é o que era!
SL

Anónimo disse...

O 2º comentador e o Borges têm toda a razão....

Outros aproveitam joões pintos e aloísios. Nós que temos Oceano, MF, entre outros, porque não os usamos?

Casos destes, com eles por lá com real influência, não se poderiam evitar? Com tanta malta nova, a experiência não teria algum benefício? Pelo menos com esses, com os melhores....

E os adeptos, será que estes e os anteriores dirigentes não se apercebem que muitos de nós gostaríamos de ver as tais referências perdurarem no clube, ao invés de o ver esvaziado de qualquer ponta de mística?
Não seria também mobilizador dos adeptos a presença desses grandes senhores no relvado, junto dos actuais craques?

Se não querem que os adeptos se esvaiam da mesma forma como exoneram os nossos grandes nomes do passado, do NOSSO passado, mudem de atitude. Seria bom começarem desde já a repescar, e a usar, a bem do Sporting, esses valores ainda desperdiçados.

Mas isto somos só nós, os sportinguistas, que o pensamos.... Será que uma SAD sabe ouvir? E será que uma SAD sabe que convinha mesmo começar a ouvir?

Coração de Leão

polo disse...

Eu sou apologista que se aproveite algumas das referências que passaram pelo clube nas extruturas do futebol.
Mas atenção, o Sporting não é a Santa Casa da Mesericórdia.

Anónimo disse...

e um clube difrente ate no pior!!

Anónimo disse...

os k mais gostam do clube sao os mais escorraçados, eoutros k sao benfikistas permitem tudo.ex paulo bento,joao moutinhoetc. sa pinto,beto,martins,iordanov,oceano,barbosa tudo pela porta pekena. rtudo pk!!? pk o clube e gerido por gente sem paixao,so kerem o seu posto renomerado e nem sabem o k e futebol. ah e espero bem k nao deixem escorraçar um grande jogador -vuksevic

Anónimo disse...

A seguir um post sobre o aniversário do novo Estádio de Alvalade. Campeonatos - 0; Lotação esgotada - 0, Taças de Portugal - 2Supertaças - , Roubos - muitos, Direcções incompetentes - muitas.

Pedro Pita disse...

Antes de mais parabéns pelo blog.

Ultimamente parece que há uma lei no Sporting para condenar quem assobia. Quer-se dizer o senhor Capitão do Sporting Clube de Portugal atreve-se a dizer o que disse, e nós adeptos temos que comer e calar!... Esta regra, alicerçada num pragmatismo saloio e serôdio, merece ser devidamente condenada. Eu assobiei e assobiarei nem que seja o único a fazê-lo! E defendo que o vendam já, porque o caracter dele ficou à vista. E porque ameaça tornar-se um problema insolúvel.

Moutinho firmou este ano um contrato de trabalho desportivo com o Sporting Clube de Portugal, tendo visto o seu salário substancialmente aumentado. Segundo rezam as crónicas é um dos atletas mais bem pagos do clube, o que no caso é natural visto se tratar de um jogador de qualidade, ainda por cima o Capitão. Diga-se que na raiz do problema, a meu ver, esteve esta designação como Capitão, braçadeira que deveria sempre ter estado no braço de Anderson Polga. Adiante. Veio o Euro 2008 e o puto faz um joguito razoável com a Turquia. Logo surgiram, a acreditar nos jornais, os colossos do futebol mundial a chorar pelo Moutinho. De resto o atleta mostrou bem como isso o afectou. Depois deste primeiro jogo não fez mais nada de jeito, a não ser falhar um golo de baliza aberta que nos teria dado o 1-0 contra a Alemanha... Nesse mesmo jogo lesiona-se. Vem o defeso. As dúzias de clubes interessadas no Moutinho, no fim da época balnear, resumem-se ao Everton, esse colosso do futebol inglês... Porém o Everton, usando da astúcia própria das aves de rapina, não está disposto a pagar os 25 milhões da clausula de rescisão do contrato de Moutinho. Ao invés decide abordar o jogador acenando-lhe com umas recompensadoras libras, manobra completamente ilegal à luz dos estatutos da UEFA, que estranhamente não revela o zelo que põem noutras situações a defender princípios que são elementares. Até aqui tudo bem na atitude do jogador. Conduziu o assunto através do seu empresário e parecia tranquilo e sossegado.

Eis senão quando estamos na véspera do primeiro Derby da época e, já depois da hora reservada às conferências de imprensa, o nosso Capitão chamou a imprensa escrita para lhes dizer que quer sair do Sporting “por motivos pessoais”!... Reparem no cinismo da coisa: Nem homem sabe ser, não dá a cara, limita-se a falar pelos jornais. Mais: Não diz a verdade, não diz que se quer ir embora por causa do vigor das libras, diz que está descontente “por motivos pessoais”... Mas que motivos? O facto de não ter jogado ponta de um corno durante metade da época passada e de, ainda assim, continuar a ser levado ao colo como um deus pelos nossos adeptos?! O facto de ser um dos atletas mais bem pagos do clube? O facto de ser o Capitão da equipa com a idade que tem?!

Aqui chegados como se diz em bom português estava o caldo entornado. Paulo Bento a meu ver reagiu mal. Devia ter imediatamente retirado a braçadeira de Capitão a quem demonstrou não ter a mínima estatura moral para o ser. E acresce que o clube deveria ter aberto o devido processo disciplinar para quem não cumpriu as regras. A reacção dos adeptos foi dividirem-se: uns assobiam( como eu), outros aplaudem. Aplaudem não sei bem o quê, mas digo eu que se calhar aplaudem quem maltrata o Sporting e quem não tem nível para representá-lo. E são seguidistas de uma direcção que não mostrou os dentes quando devia em relação a um caso claro de indisciplina. Vejamos pois as razões porque assobiamos.

Assobiamos um ingrato. Assobiamos quem muito amámos. Assobiamos um Capitão que não pode sê-lo. Assobiamos a indecência com que nos tratou. O Sporting não precisa de Moutinho nenhum desta vida para continuar ser um clube grande. O Sporting não é, não pode ser, não deve ser, nenhum Everton de trazer por casa. Por isso também assobiamos o modo como o caso foi conduzido pela direcção, e o modo como se tentou branquear o que aconteceu como se fosse tudo normal, e como se fosse correcto o procedimento do jogador.

Aqui chegados vem a estreia com o PSV, e Moutinho afirma no final que está “de corpo e alma” no Sporting”. A frase foi agora repetida por Ronaldo( eles aprendem todos da mesma cartilha...). Além de cínico é mentiroso. Quem está de corpo e alma num clube não diz que se quer ir embora. Eu diria que foi pior a emenda que o soneto. Quer-se dizer, e uma vez que parece frustada a contratação, o jogador fez de conta que não disse nada, o clube fez de conta que não era nada com ele, os adeptos é que são uma cambada de intolerantes. Assim sendo a culpa não é de Moutinho, é dos adeptos que assobiam!...

Que estranha conclusão. Portanto em vez de pedido de desculpas, mais que devido neste caso, temos a vitimização como estratégia para resolver o problema. A culpa é claro que é dos que assobiam, esses malandros. E dizem eles que o tempo vai curar as feridas... No meu caso, e creio que no caso de muitos mais adeptos, não vai curar ferida nenhuma. Moutinho não pode ser o Capitão do Sporting sem nos pedir desculpa. Por isso o assobiámos e o continuaremos a assobiar. Assobiar à a única forma que temos de punir Moutinho, coisa que o nosso clube não fez. Assobiar é a única forma que temos de demonstrarmos a Moutinho, a Paulo Bento e à direcção do clube que ainda não somos o Everton!

Digo-o com a legitimidade que tem quem nunca assobiou um atleta do Sporting Clube de Portugal, mas neste caso, facto assaz insólito, estou totalmente ao lado das claques. Espero aliás que não desistam de assobiar porque a situação não pode ficar impune. O futebol não pode ser só dinheiro e capital, tem que ser um desporto de valores. É em nome deles, e do que significa ser o Capitão do Sporting, que assobiamos Moutinho.

E já agora convém pedir que ninguém nos dê lições de moral e de sportinguismo. Respeito imenso quem aplaude, muito embora não perceba, por mais voltas que se dê ao texto, porque o faz ou sequer o que aplaudem. Respeitem igualmente quem assobia porque a culpa, por mais que o tentem fazer crer, não é nossa. A culpa é neste caso do abjecto Moutinho, pela entrevista que deu, e da direcção do Sporting Clube de Portugal, pela incompetência que revelou a tratar do caso.

Um grande abraço

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...