terça-feira, 16 de setembro de 2008

A realidade global

Deixei Portugal para um período de férias bem longe, também na esperança de deixar de ouvir más notícias, assim como políticos e analistas de trazer por casa mergulhados na mercearia do PSD e nos seus produtos que estão fora do prazo de validade.
Porém, aqui onde estou, do outro lado do Atlântico, é praticamente a mesma coisa. É certo que não há jornalistas intrigados com o silêncio da oposição, ou das oposições, que, por aqui, são os governos que têm de prestar contas, mas há os mesmos assaltos e a mesma criminalidade que tem assolado Lisboa. Desde a inocente camareira que morre atropelada na sua bicicleta pelo carro roubado de uns assaltantes em fuga que se piraram sem deixar rasto que se veja até ao caso do pai e da filha (acabada de se formar em jornalismo e que estava a conhecer o trajecto para o seu novo emprego como estagiária) que são baleados por dois bandidos encapuzados que lhes apareceram quando tiveram que parar para respeitar o sinal vermelho de um semáforo.
A juntar a isso, temos o perigoso Hugo Chávez, conhecido amigo de José Sócrates, que agora ameaça morrer em defesa do vizinho povo boliviano... Para além da criminalidade e da ameaça venezuelana que paira sobre a América do Sul, por aqui, também não falta a violência da crise económica, agora arrastada pela falência do Lehman Brothers, o quarto maior banco norte-americano.
Uma grande diferença para melhor ainda vai sendo o camarão, que é sempre fresco e ainda está barato, ou a temperatura agradável da água do mar. É aproveitar enquanto é tempo, porque a globalização ameaça acabar com tudo.

5 comentários:

Sporting na Família desde 1907 disse...

Antes de mais, gostaria de lhe desejar umas boas férias.

Após as boas-vindas aproveito para lhe dizer que fiquei muito surpreendido com o teor deste seu post. Pensava que aqui se falava Sporting, e embora este e outros espaços possam enquadrar tudo o que a nossa imaginação, ou realidade quiserem, e apesar de algumas tentativas mais ou menos veladas de algumas aves raras, perdão Leões Raros, de abordar este tema, parece-me que, temos conseguido ficar “ilesos” (cortesia Chico Anísio) de chafurdar em textos relacionados com a maldita política.

Maldita, porque desde 1975 (ano em que nasci) que tem dado cabo do meu País.
Maldita, porque desde 1951 (ano em que nasceu o meu Pai) deu cabo do Pais.
Maldita, porque desde 1923 (ano em que nasceu o meu avô) deu cabo do País.
Maldita, porque desde 1907 (ano em que nasceu o Sporting nesta família) tem vindo a dar cabo do País.

Surpreende-me este seu texto, de um pseudo-jornalismo pretensioso por várias razões,

Em primeiro lugar, porque refere que jornalistas e analistas de trazer por casa (aí acertou em cheio, mas não o seremos nós também?) mergulham nos produtos fora de prazo do PSD. Mais que fora de prazo diria eu. Esqueceu-se foi de acrescentar que no resto do hipermercado está tudo fora de prazo desde a utopia do PCP relativa a algo que já não existe (se é que alguma vez existiu) passando pelos pisa-milho transgénico do BE (pisa-milho para os peões, porque os intelectuais esses reservam-se para a filosofia, o caviar e a vergonha de dizer que gostavam de ser comunistas, mas agora parece mal), lambendo o CDS dos almofadinhas II, mais ultrapassado que eu numa corrida de 100 metros com o Bolt.

Quem não está fora de prazo é o partido Socialista e o seu governo, isto porque a sua ideologia é tão recente que ainda nem sequer pode ser registada a patente. De nome socialista, com patologia social-democrata, visão de 180º, por vezes 360º estilo pescadinha de rabo na boca, com figuras notáveis dignas de uma comédia trágico-medíocre, o que tudo resumido dá na merda que temos vivido nos últimos, já nem sei quantos, anos.

Depois vem a pérola da globalização.
Desde logo, o facto de que se na América Latrina (ou Central. ou do Norte, tanto faz) existe violência, crime, etc…, então não estamos nada mal, porque se os outros têm, quem somos nós para não ter também. A dos jornalistas intrigados com o silêncio da oposição é muito boa. Há países aí nessa zona que nem jornalistas têm, quanto mais oposição.
Resumindo, a globalização é culpada de todos os males e mais alguns. Até das ferramentas globais de comunicação, uma das quais serve de suporte ao LdE.
E fazendo nós parte de uma média bolha global (Europa) além de receber pastel desta, não corremos também o perigo de importar as maleitas de todas as bolhinhas participantes?

Finalmente quanto à violência económica, ela manifesta-se na falência de bancos, e na falência de tudo o que não tem pernas para andar. Compete, ou devia competir ao Estado, perdão, à Nação representada por pessoas sérias e competentes (História da Carochinha, pág. 27) intervir sempre que o interesse público o justificasse. Por exemplo como o governo de Brusho fez no caso da Federal National Mortgage Association (FNMA, a.k.a Fannie Mae) e Federal Home Loan Mortgage Corporation (FHLMC, a.k.a. Freddie Mac).

Restam dois lamentos,

1- Desisto do LdE.

2- Não ter tido a oportunidade de conhecer melhor Soylent Green (do melhor que tenho encontrado nos blogs Sportinguistas), um verdadeiro herói nesta distopia.

Resta um orgulho,

Sporting na família desde 1907

Anónimo disse...

Vai e não voltes q não fazes falta nenhuma...


Ao falares de pretensiosismos, mais pareces o roto a falar para o esfarrapado!

Baza!

Allez Sporting disse...

Estou com grande fé para logo.
1-0 para nós com golo de Moutinho num pontapé de ressaca de fora da área.

Viram o acordão do TAS ? grande vitória dos gajos

Tite disse...

Uma boa resposta do "allez sporting".
porque trata um assunto da actualidade e foge absolutamente ao assunto do post.
A globalização é, infelizmente o que está a dar. Para o bem mas essencialmente para o mal.
Por essas e por outras é que eu navego em blogs sobre futebol.
A alienação total.
VIVA O SPORTING!
FORÇA SPORTING!

Anónimo disse...

VIVA O HUGO CHAVEZ! O único homem que os tem no sítio para enfrentar a corja que sempre explorou essa mesma América Latina.

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