Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Sporting fora da agressão a Rui Santos
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
RECORTES LEONINOS Sporting-Benfica
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
O milagre de Purovic
Já lá vai o tempo em que a equipa do Sporting começava um jogo e sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, os golos acabariam por aparecer. Um... dois... três..., os que fossem possíveis. E também sabíamos que havia futebol agradável para ver e que, se a bola não entrasse, seria por falta de sorte, porque o adversário era melhor ou por uma ocasional falta de inspiração. Agora não é assim. Os jogos começam e, mesmo contra adversários teoricamente mais fracos, não sabemos o que vai acontecer dentro do campo, muito menos aquilo que o Sporting vai fazer. E não sabemos porque os jogadores, alguns sem classe para vestir a camisola verde e branca, são os primeiros a mostrar que não sabem muito bem o que fazer para ganhar os jogos. Arrastam-se em campo, deixam-se ultrapassar, não impõem o seu ritmo, perdem bolas em movimentos ofensivos com uma facilidade tremenda, até parece que não estão em competição. Por isso, não vemos futebol agradável, virado para a baliza adversária como compete a uma equipa considerada "grande", um futebol que mobilize os sportinguistas, incentivando-os a ir ao estádio ou a assinar a ficha de inscrição como sócios, como pretende Filipe Soares Franco. Por isso, Alvalade continua a receber assistências que não chegam aos dez mil espectadores, sportinguistas corajosos que passam o tempo a roer as unhas para iludir a depressão - eles que pagaram para ver um espectáculo... Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
Violência gratuita
Um dos meios mais eficazes de incentivar e promover a violência no futebol é fazer primeiras páginas como esta, do jornal “A Bola”, desta terça-feira, mais a mais na semana que antecede um Sporting-Benfica, que, infelizmente, só servirá para saber quem pode alimentar a esperança de chegar ao segundo lugar na I Liga Portuguesa. LEÃO DA ESTRELA na imprensa
A barreira de quase 350 quilómetros que o separam de Alvalade deixa de existir quando se senta em frente ao computador. É n' "O Leão da Estrela", blogue inaugurado em Agosto de 2006, que Luís Paulo Rodrigues, natural de Vila Nova de Famalicão, usa as palavras que não pode soltar na bancada. Sejam elas de elogio ou carregadas de crítica, como muitas vezes utiliza.| Reacções: |
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Rui Santos agredido por encapuzados na SIC
Ter uma voz livre e independente é cada vez mais caro nos tempos que correm. O jornalista Rui Santos, autor do programa “Tempo Extra”, da SIC Notícias, foi agredido por desconhecidos no interior do parque de estacionamento da estação de televisão de Pinto Balsemão, ao princípio da madrugada de hoje, após mais uma edição do programa. Rui Santos, que tinha acabado de entrar no seu automóvel, acabou por não ser molestado durante a emboscada, em que participaram três indivíduos encapuzados e munidos de barrotes, o que se deveu ao facto de a cena ter sido avistada pelo jornalista Luís Branco, que entretanto se aproximou do local, e por um segurança, afugentando os agressores, que se puseram em fuga, num carro que estaria no exterior das instalações da SIC. Durante o ataque a Rui Santos, os três encapuzados não falaram, pelo que o jornalista desconhece as suas motivações e de que clube são adeptos. É o regresso das agressões a jornalistas no futebol português. Absolutamente lamentável.
Não matem Rui Patrício!
Implacável como nunca se viu em relação a outros casos, a imprensa desportiva portuguesa desta segunda-feira crucifica o jovem internacional português Rui Patrício, responsabilizando o seu “frango” pela quinta derrota do Sporting na I Liga Portuguesa, desta vez em Setúbal. A mesma imprensa que dias antes elogiou a grande exibição de Patrício em Basileia atribui-lhe agora toda a responsabilidade por mais um fracasso leonino. É uma tremenda injustiça. E uma injustiça que pode matar um guarda-redes.O Sporting perdeu em Setúbal por várias razões. A saber: porque o árbitro anulou um golo que deveria ter sido validado, logo aos 5 minutos; porque Rui Patrício ofereceu o tal “frango”, num lance de que nenhum guarda-redes do mundo, seja jovem ou experiente, está livre; e, sobretudo, porque o Sporting não jogou o suficiente para ganhar. Esta última razão é a mais forte. Mas todos batem agora no guarda-redes, que cometeu um erro que qualquer guarda-redes comete em qualquer idade.
O problema é que um falhanço de Rui Patrício, por ser um guarda-redes, dá mais nas vistas. Mais a mais, o guarda-redes do Sporting tem esse pecado enorme que é ser jovem, muito jovem. Logo, é mais fácil atacá-lo. O guarda-redes é o elo mais fraco de uma equipa. E um “frango” até dá um título jeitoso…
Voltando a Rui Patrício. Era importante que o Sporting, através de Paulo Bento, de Pedro Barbosa – já é tempo de dizer alguma coisa –, de Miguel Ribeiro Teles ou de Soares Franco, viesse hoje a público defender o seu jovem guarda-redes. Porque, repito, o Sporting perdeu porque jogou mal e não soube responder tacticamente a um Vitória de Setúbal forte e motivado. FOTO: "Record"
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Não há duas sem três...
No Estádio do Dragão, o FC Porto chegou ao 2-0 sobre o Paços de Ferreira através de um lance ilegal, ultrapassando, assim, mais uma etapa rumo ao título nacional. Em Setúbal, o Sporting marcou logo aos cinco minutos, mas a equipa de arbitragem liderada por Olegário Benquerença – ao que nos dizem, um árbitro da “elite internacional”… – anulou o golo por alegado fora-de-jogo que não existiu. Pouco depois, Miguel Veloso virava a bunda à bola e ao adversário, e este não se fez rogado: rematou forte e traiçoeiro para Rui Patrício ceder um “frango” monumental que dá a vantagem no marcador ao Vitória de Setúbal. E o Sporting, fustigado por esses dois golpes, chegou ao intervalo a perder e a gatinhar em campo. Assim, não há equipa que resista... Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
As notícias de Izmailov
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O tempo de Rui Patrício
Depois da excelente exibição em Basileira - a melhor ao serviço da primeira equipa do Sporting -, Rui Patrício bem merece esta primeira página. Como diz o antigo guarda-redes leonino Sérgio Louro, no jornal "A Bola" deste sábado, "agora é uma questão de tempo" para o jovem guardião. "Ele é muito novo e tem grande qualidade. Vai progredir imenso. É deixá-lo errar o que tem de errar, porque é jovem e vai aprendendo", preconiza Sérgio Louro.| Reacções: |
FRASES LEONINAS
Luís Freitas Lobo, “Expresso”, 23-02-2008
“Liedson já entrou na minha galeria com um dos grandes futebolistas da história do Sporting.”
Manuel Fernandes, antigo jogador e treinador do Sporting, “Diário de Notícias”, 23-02-2008
“Quando Izmailov decidiu abraçar a aventura leonina percebeu que tinha de se concentrar no projecto verde e branco com todas as suas forças. Para tal, fez saber ao seleccionador do seu país, o holandês Guus Hiddink, que preferia não ser convocado para os próximos compromissos da equipa nacional do seu país.”
Notícia assinada pelo jornalista Bruno Pires, segundo a qual o russo Izmailov pode gerar lucro de sete milhões ao Sporting, se for comprado até 31 de Maio e vendido após o “Euro 2008”, “Diário de Notícias”, 23-02-2008
“Rui Patrício – Guardião do futuro”
Manchete de “A Bola”, 23-02-2008
“Com jovens portugueses, o Sporting é melhor.”
Rui Santos, “Correio da Manhã”, 23-02-2008
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
O Leão mostra a sua raça!...

O propósito de Paulo Bento – ganhar em Basileia para passar aos oitavos-de-final da Taça UEFA sem sobressaltos – foi cumprido à risca. Actuando sem nenhum dos sete jogadores contratados no mercado de Leste, e apresentando uma equipa cujos pilares principais foram atletas formados em Alvalade, como Rui Patrício, Bruno Pereirinha, Miguel Veloso e João Moutinho, e o brasileiro Liedson, o Sporting entrou no jogo a marcar, por intermédio de Pereirinha, culminando uma excelente jogada colectiva. Com atitude, com dinâmica e com raça, e tendo como boa almofada uma vantagem de dois golos que tinha sido conquistada no jogo de Lisboa, a equipa portuguesa ficou, desde logo, a mandar na partida. E mandou até ao fim.No entanto, o Basileia não baixou os braços e só não empatou, em duas ou três ocasiões, porque Rui Patrício fez hoje a sua melhor exibição ao serviço do Sporting. Mas a história da eliminatória acabou por ficar escrita em definitivo ainda antes do intervalo, com Liedson a elevar para 2-0 e a dar tradução ao domínio sportinguista. Ainda assim, Paulo Bento parecia imperturbável, no banco, tendo sido o roupeiro Paulo Gama a procurar dividir com ele o momento de alegria, dando-lhe umas palmadas nas costas. Mas nem assim o treinador esboçou sinais exteriores de contentamento…
O Basileia, que já se tinha revelado um conjunto inferior ao Sporting, caiu completamente, regressando para a segunda parte sem qualquer motivação para jogar. A equipa leonina ainda chegou ao 3-0, entrando depois numa série de golos falhados, alguns de forma incrível, que dariam para justificar uma goleada à moda antiga. O importante, no entanto, foi a vitória clara conseguida e a excelente promoção do futebol leonino no centro da Europa, onde o Sporting é seguido com paixão por milhares de portugueses, que há muito não festejavam uma vitória tão gorda nas competições europeias. Agora seguem-se os ingleses do Bolton - 15º classificado na I Liga Inglesa. Se o Sporting jogar o que pode e sabe, como tem feito em todos os jogos internacionais, seguirá em frente sem grandes problemas. FOTOS: Reuters e Associated Press
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
A irregularidade de Izmailov
Que o médio russo Izmailov é um jogador com valor acrescentado para jogar no Sporting é mais ou menos pacífico. A questão é saber se Izmailov será um valor seguro capaz de justificar a aquisição do seu passe por parte do clube leonino, avaliado em cerca de 3,5 milhões de euros.Embora tecnicamente dotado, Izmailov continua a ser uma promessa adiada do futebol russo que está a confirmar em Alvalade a irregularidade demonstrada no Lokomotiv de Moscovo, ao que parece motivada por lesões de índole muscular demasiado frequentes. Esta semana, em Basileia, o Sporting precisava de Izmailov ao seu melhor nível, mas o atleta está ausente por causa de mais uma lesão. A verdade é que o jogador russo está mesmo longe de João Moutinho ou Miguel Veloso, por exemplo, em termos de tempo de jogo. Enquanto Moutinho e Veloso já participaram em 36 jogos na época em curso e já ultrapassaram os três mil minutos de jogo, Izmailov, embora tenha estado presente em 30 jogos, não foi além dos 2.035 minutos em campo. E acima do jogador russo estão nove jogadores com mais tempo de utilização. Só nos jogos da I Liga, João Moutinho e Liedson, com 1710 minutos de jogo, têm o dobro do tempo de futebol nas pernas que Izmailov (apenas 884 minutos em 14 dos 19 jogos já disputados).
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
RECORTES LEONINOS João Moutinho
À quarta época, João Moutinho é o mais regular e bem pago do Sporting. As saídas, há um ano, de Ricardo, Marco Caneira e Custódio abriram caminho a um sucessor: João Moutinho recebeu a braçadeira de "capitão" do Sporting com 20 anos. E tornou-se o mais jovem "capitão" da história do clube desde Francisco Stromp, um dos fundadores do Sporting em 1906. A maturidade de Moutinho depressa ganhou espaço na equipa - ele que começou a pré-temporada de 2004/05 mas foi dispensado devido ao excesso de jogadores no meio-campo. Mas a saída do brasileiro Tinga voltou a abrir uma vaga nos seniores e Peseiro não hesitou em ir buscá-lo aos juniores. Quando foi lançado, jogava na equipa o "capitão" Pedro Barbosa, actual director do futebol leonino e um dos jogadores que Moutinho diz mais admirar, juntamente com Rui Costa e João Pinto. Desde essa partida para a Taça com o Pampilhosa, em que entrou a render Hugo Viana, o camisola 28 raras vezes voltou a sair da equipa. Em três épocas e meia, Moutinho fez 132 jogos (84 consecutivos) repartidos entre campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga, Champions e Taça UEFA. Agora, leva 19 jogos consecutivos na Liga. Marcou anteontem o quarto golo da época, um arco perfeito. Embalou o Sporting para o triunfo sobre o Estrela e justifica ser o mais bem pago do plantel, à frente de Liedson.
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
OS NOSSOS CAMPEÕES (9) Moniz Pereira
Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
Tranquilidade, muita tranquilidade...
Um grande golo de João Moutinho foi a chave que abriu a vitória do Sporting sobre o Estrela da Amadora, por 2-0, num jogo que decorreu sob chuva intensa e que a equipa leonina controlou com tranquilidade. Aliás, com muita tranquilidade, como tem acontecido nesta I Liga. Talvez por isso, o conjunto leonino – inicialmente formado por seis portugueses e cinco brasileiros, com Paulo Bento a gerir o plantel em função do compromisso europeu desta semana –, entrou frouxo na partida, pois só aos 17 minutos conseguiu rematar, pela primeira vez, à baliza de Nélson. Só que o remate foi tão bem executado por João Moutinho que se tornou indefensável para o guarda-redes do Estrela.Foi o suficiente para serenar o Sporting. Só que serenou talvez em demasia, porquanto, passando a jogar contra dez, aos 41’, e contra nove aos 55’, por expulsão do guardião Nélson, a equipa leonina continuou a jogar nas calmas, parecendo que continuava frente a um Estrela da Amadora formado por onze, e nem sequer aproveitou uma grande penalidade (novo falhanço de Anderson Polga). Até que Liedson, já no último quarto de hora, num lance em que foi rápido a aproveitar um erro do guarda-redes contrário, regressou aos golos na I Liga e fixou o resultado, com sabor a pouco tendo em conta as circunstâncias.
No fundo, e não obstante o Sporting ter somado a terceira vitória consecutiva em todas as competições, que é importante para aumentar os índices de confiança, a verdade é que este foi mais um jogo em que a equipa leonina fez apenas o mínimo indispensável para ganhar, voltando a não cativar os adeptos.
Quanto ao árbitro Artur Soares Dias, do Porto, dois erros a registar: na primeira parte, Abel foi derrubado dentro da área num lance que, quanto a mim, seria merecedor da marcação de grande penalidade; na segunda parte, Nélson não derrubou Tiuí, pelo que não deveria ter sido expulso, nem deveria ter sido assinalada grande penalidade. Mas aqui o “mérito” foi do avançado brasileiro, que se projectou sobre o guarda-redes, aproveitando o estado escorregadio do relvado para iludir a equipa de arbitragem. Finalmente, realce para o regresso do brasileiro Pedro Silva, após longa paragem por lesão. Por aquilo que mostrou, é capaz de ser um reforço importante para o que falta da temporada. FOTO: Hugo Correia (Reuters)
FORAM LEÕES Alfredo Di Stéfano
Considerado por muitos o maior futebolista nascido na Argentina, o antigo avançado Alfredo Di Stéfano, de 81 anos, é hoje alvo de uma homenagem mundial promovida pelo Real Madrid. Ora, esta antiga grande estrela de toda a história do futebol também passou pelo Sporting, em 1974-1975, como treinador, onde esteve menos de um mês (ainda menos tempo do que o chileno Vicente Cantatore, há uma década). Foi num período agitado em Portugal, por causa da revolução de 25 de Abril de 1974. Só por essa curta passagem por Lisboa é que o Real Madrid convidou o Sporting a estar presente na cerimónia. O clube faz-se representar muito discretamente, através do director de comunicação, Miguel Salema Garção, mas a notícia redigida no sítio oficial do Sporting nem sequer menciona os motivos da presença do clube nesta homenagem a Di Stéfano. De resto, a generalidade da imprensa portuguesa, em particular a desportiva, também poderia trabalhar um pouco melhor e dar-nos a conhecer essa história da curtíssima passagem de Di Stéfano por Alvalade. Uma falha imperdoável. | Reacções: |
OS NOSSOS CAMPEÕES (8) Nélson
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Reflexos de uma gestão errática
Sporting, Leiria e Freamunde: o trajecto descendente de André Marques em apenas seis meses, após ter sido preterido em favor do falhado HadCom pouco mais de metade da época decorrida, os exemplos falam por si: Rui Patrício na baliza e Stojkovic no banco; o falhanço de Marían Had; Gladstone no banco e Daniel Carriço “perdido” no Chipre; Purovic sem qualidade e Carlos Saleiro emprestado ao Fátima, etc.
Estes casos provam-nos que seria possível, na pior das hipóteses, fazer o mesmo, sem investir em novos contratos com jogadores desenraizados do futebol português e da mística sportinguista e aproveitando os valores nacionais, valorizando, deste modo, o trabalho do Sporting como grande escola de formação de jogadores e, por consequência, os seus activos. Porque Stojkovic, Gladstone, Marían Had e Purovic, por exemplo, não trouxeram experiência nem valor acrescentado! Antes pelo contrário. Isto num plantel que já tinha Carlos Paredes em fim de carreira e acomodado por um dos melhores salários do grupo e o mediano Pontus Farnerud.
Quanto a Marían Had, falhou em Alvalade e acaba de rescindir o contrato. Foram seis meses perdidos, que poderiam ter ficado mais baratos à SAD do Sporting e poderiam (ou não) ter confirmado André Marques como possível lateral-esquerdo para o futuro. Agora chegou o argentino Leandro Grimi – uma excelente opção, se confirmar e melhorar os indicadores já fornecidos. Depois de seis meses perdidos. FOTO: André Figueiredo
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Manuel Fernandes, o sportinguista
Ídolo da minha infância e juventude, Manuel Fernandes é uma das grandes figuras da história do Sporting Clube de Portugal. Sem espaço no seu clube de sempre e no futebol português, o que só é possível em Portugal, Manuel Fernandes trabalha hoje no estrangeiro. É treinador do ASA de Luanda - um clube sem dinheiro para ser campeão e que recorre a jovens angolanos lançados pelo treinador português para ficar na primeira metade da tabela. Nesta quinta-feira, Manuel Fernandes apareceu no programa “Pontapé-de-Saída”, na RTPN. Como faço sempre que passa algo de muito importante pelo ecrã, suspendi o "zapping" pelos canais da TV Cabo ao ver o "grande capitão" a falar em directo, a partir de Luanda. E valeu a pena. Para além de ter revisto o "cantinho de Morais", que, em 1964, dera ao Sporting e a Portugal a única Taça das Taças da EUFA, foi tocante ouvir Manuel Fernandes, ao comentar a actualidade do futebol leonino, dizer que, “como sportinguista”, quer o melhor para o seu clube. Aquele “como sportinguista” soou a algo de outros tempos. Algo que, normalmente, um treinador no activo dificilmente assume em público sem lhe pedirem. Nunca ouvi Álvaro Magalhães dizer o que pensava disto ou daquilo "como benfiquista". Nem Jorge Costa "como portista"... Manuel Fernandes foi um jogador de outros tempos e continua a ser um homem de outros tempos. Tempos que não voltam mais. Se calhar, é por isso que está em Angola. Infelizmente.RECORTES LEONINOS Vukcevic
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008
O regresso das grandes noites europeias
O clube dos dinossauros
Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
A fruta de Valentim
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
O SCP e a protecção aos clubes formadores
O futebol é uma indústria que movimenta muito dinheiro. Produz futebolistas para o espectáculo de um jogo que apaixona multidões, sempre ávidas de festejar golos, vitórias e títulos. O Sporting Clube de Portugal é uma das empresas dessa indústria planetária. Uma empresa com infra-estruturas adequadas e reconhecida em todo o mundo pela sua qualidade na formação de jovens talentos. Não é hoje, porém, reconhecida como uma máquina de produzir títulos. Mas essa é outra conversa...Num mundo globalizado, os ricos tornam-se facilmente mais ricos e os pobres têm tendência a ficar mais pobres. É que o que está a acontecer hoje em Portugal, com o atrofiamento financeiro da chamada classe média e com os salários e lucros cada vez mais altos dos quadros de topo e das empresas que dominam a economia, designadamente as do sector bancário. O mesmo fenómeno está a verificar-se no futebol mundial, com os jovens talentos de vários pontos do mundo a serem adquiridos pelos maiores clubes europeus, onde estão os mais ricos e melhor preparados para rendibilizar devidamente esses talentos. Arsenal, Barcelona e Manchester United são três exemplos desses clubes ricos que atraem miúdos de todo o mundo, geralmente em prejuízo dos clubes de origem.
O Sporting é um clube com excelentes condições para a formação, e com provas dadas, mas é um clube limitado por pesados compromissos financeiros com a banca e, portanto, sem capacidade para investir na contratação de futebolistas de qualidade indiscutível, que no auge das suas carreiras têm propostas mais tentadoras em outras latitudes. E está num país pobre, cujo futebol não conta para o “totobola” europeu, não obstante o excelente nível alcançado pelas selecções nacionais nos últimos anos – mercê, também, do trabalho leonino na formação. Só que, essa formação não tem trazido para o clube os dividendos desportivos e financeiros que seriam de esperar: o Sporting não é a máquina de fabricar títulos que é, por exemplo, o FC Porto, e está mergulhado em dívidas, apesar de ter formado e vendido futebolistas como Luís Figo, Simão Sabrosa, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Emílio Peixe, Nani e muitos outros.
Conforme o cenário está montado, e de acordo com o modo como este mercado selvagem funciona à escala global, os miúdos tanto aterram hoje no Sporting como, no ano seguinte, saem de Alcochete e são desviados para Espanha, Itália ou Inglaterra. Sem que o clube formador, atrofiado pela absoluta necessidade de dinheiro, seja devidamente compensado.
Ainda há relativamente pouco tempo, os jogadores Adrien Silva, Fábio Ferreira e Ricardo Fernandes, então nos Juniores B do Sporting, “fugiram” para Londres, seduzidos pelo Chelsea. Adrien Silva, que acabou por prolongar o seu vínculo com o clube, com a intervenção da família, reflectiu e voltou a Alcochete. Os outros dois não voltaram.
Neste quadro, e tendo em vista dar protecção aos clubes formadores, o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, poderia encetar um caminho inovador, tanto mais agora que as cláusulas milionárias parecem também estar comprometidas. Como acontece em qualquer indústria, há produtos que obtêm a chamada certificação de qualidade, a qual obedece a diversos critérios. Ora, também no futebol faria todo o sentido criar a certificação internacional de qualidade para distinguir os clubes que investem na formação daqueles que apenas aproveitam o trabalho formativo feito por outros.
Neste sentido, o Sporting – que até formou Cristiano Ronaldo, que é considerado o mais completo jogador da actualidade – poderia emergir como defensor dos clubes formadores, lançando uma campanha mundial junto da FIFA pela criação de mecanismos legais que possibilitem esta certificação, que também poderia ser justificada pela globalização da economia e pelo imperativo de sobrevivência dos clubes mais pequenos, sem os quais continuará a aumentar o fosso entre os mais pobres e os mais ricos, prejudicando a indústria do futebol.
Se o Sporting Clube de Portugal é uma empresa da indústria futebolística que cria talentos para o futebol (e eles têm de ser criados sob pena de o futebol acabar como indústria lucrativa) e se o Sporting teve de investir em determinada estratégia, construindo uma Academia de Futebol, para ser uma empresa formadora de qualidade, então, a FIFA tem obrigação de defender as empresas que lhe dão a matéria-prima, ou seja, os jogadores, sem os quais não existe a indústria do futebol, concedendo certificações internacionais aos clubes que tenham determinadas condições consideradas essenciais para serem considerados “clubes formadores”.
O que é que o Sporting Clube de Portugal ou outros clubes formadores ganhariam com isso? É muito simples: um jogador que fizesse a sua formação num clube certificado internacionalmente como formador não poderia ser transferido antes dos 23 anos de idade, a não ser por acordo mútuo, mediante determinadas contrapartidas, nomeadamente cláusulas de rescisão mais altas, aumentando o peso negocial dos pequenos clubes, dando efeitos práticos às cláusulas de rescisão. Uma protecção deste género seria uma forma de compensar os clubes vocacionados para a formação, pois não só teriam a possibilidade de obter rendimento desportivo dos seus talentos na equipa principal durante, pelo menos, cinco anos, como afastaria dos clubes e dos jogadores as tentações inflacionistas dos empresários, assim como permitiria um amadurecimento programado e coerente de cada jogador formado. Por outro lado, ao serem compensados devidamente pela venda de jovens talentos, os clubes formadores teriam meios financeiros para ir ao mercado.
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"Apito Encarnado" empurra Benfica
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Os serviços mínimos leoninos
Creio que Paulo Bento, parafraseando José Maria Pedroto, disse há tempos que, quem quiser ver espectáculo deverá ir à ópera e não ao futebol. Não é bem assim. Os sportinguistas e os adeptos de futebol gostam de bons espectáculos nos relvados. E cada um gosta, em primeiro lugar, de um bom espectáculo da sua equipa, revelador da qualidade e da solidez do seu futebol. A verdade, porém, é que o povo leonino tem seguido o “conselho” de Paulo Bento e não tem ido a Alvalade. Esta noite, estiveram no estádio menos de dez mil pessoas, talvez a mais baixa assistência de sempre em jogos entre equipas da I Liga. Um dado para reflectir.
Antes de mais, isso resulta justamente da pobreza franciscana que é o futebol leonino desta temporada. A equipa do Sporting, a jogar em Alvalade, contra o Marítimo, não pode estar dez ou quinze minutos que sejam sem fazer um remate à baliza contrária. Pois bem, neste jogo, o Sporting esteve os 45 minutos da segunda parte sem chutar à baliza do Marítimo e sem criar uma oportunidade para marcar, conseguindo apenas dois remates com selo de golo, por Moutinho e Romagnoli, só no período de descontos. Ou seja, um remate por cada 22,5 minutos de jogo. Fraco rendimento.
Entretanto, Paulo Bento alterou o meio-campo, fazendo entrar Adrien Silva e Celsinho em detrimento de Miguel Veloso e Romagnoli, que ficaram no banco. O primeiro lesionou-se ainda na primeira parte e o segundo não deu sequência aos bons sinais revelados em jogos anteriores.
Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
O "streap-tease" leonino
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RECORTES LEONINOS
Os partidos políticos e os clubes de futebol não acertam o passo em relação às estratégias de comunicação. Pululam por aí as agências que se propõem minimizar os efeitos da aleatoriedade e da desorganização. Nos partidos, como nos clubes, pretende-se que haja disciplina no âmbito da dialéctica, mesmo que isso condicione o livre pensamento. Felizmente, e sem fazer, como é óbvio, a apologia da desordem ou do caos, há cada vez mais independentes, que são, afinal, filhos de um desalinhamento ideológico muito difícil de sustentar. O Mundo não se pode ver a preto e branco – e é da troca e mesmo do confronto de ideias que nascem as soluções. Se, na política, são os “outsiders” a oferecer os melhores tópicos de discussão, no futebol não há tolerância para dois pontos de vista diferentes.
Autor: Rui Santos, "Record", 08-02-2008
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CORREIO LEONINO
Era um “elefante branco”, dizia-se, que só tinha movimento de 15 em 15 dias. O novo complexo permitiria, através de várias estruturas comerciais, outro nível de receitas que poderiam sustentar outro tipo de investimento nas áreas desportivas (…). O advento do Euro e a miragem de participações públicas várias – directas e indirectas – fechou o círculo virtuoso das boas razões.
Resultado: venderam-se os terrenos que o Clube tinha na zona do antigo estádio e o património do Sporting passou a ser, em exclusivo, o estádio e os edifícios circundantes que compõem a sua estrutura (tirando o centro de estágio, que merecerá outro parágrafo). É pois com grande espanto que se assiste agora ao anúncio do novo objectivo da actual direcção do clube: vender tudo o que não é estádio e centro de estágio. Estaremos a falar, portanto, do edifício sede, da estrutura Alvaláxia e do ‘health club’.
Tudo aquilo, portanto, que era suposto gerar novas receitas capazes de colocar o Sporting a ombrear com os grandes clubes europeus. Pretexto: o serviço da dívida bancária está a estrangular o clube. Resultado: o Sporting voltará ao que tinha antes – um estádio que produz rendimento de 15 em 15 dias, com a agravante de já não ter os valiosos terrenos contíguos à zona do estádio e de manter, mesmo após essas pretendidas vendas, um passivo monstruoso.
O que falhou? O “11 de Setembro”, como defende caricatamente o nóvel presidente, ou afinal tudo não passou de um conjunto de operações imobiliárias: venderam-se os terrenos e construiu-se o estádio, uma magnífica e apelativa empreitada de mais de 100 milhões de euros, cuja gestão os drs. José Roquete e Dias da Cunha entregaram nas experientes mãos do dr. Godinho Lopes.
Curiosamente, feito o serviço, o dr. Godinho Lopes desapareceu miraculosamente do circuito e neste momento não é visível em nada: orgãos sociais, administrações de empresas do grupo Sporting ou, sequer, na concorrida comissão do centenário.
2. Mas o chamado projecto Roquette também trouxe coisas boas. Por um lado, a academia, numa aposta na continuação do Sporting como grande clube formador do futebol português e uma das referências de formação na Europa. A única coisa que nunca se chegou a perceber foi a razão pela qual o terreno onde a academia foi construída teve de ser adquirido pelo Clube, quando era público que existiam na altura pelo menos duas autarquias (Torres Vedras e Loures) que disponibilizavam gratuitamente terrenos para esse efeito. E os bons jogadores que a formação continua a produzir, na esteira dos Futres e Figos do passado, renderam nos últimos anos muitas dezenas de milhões de euros aos cofres do clube, mas que infelizmente foram alegremente dissipados no enorme défice de exploração do Grupo Sporting.
Outro aspecto positivo foi o modelo de SAD que foi implementado, onde o clube detém uma maioria confortável. Ora, segundo o actual presidente – e pelos vistos candidato contra a sua própria palavra – o objectivo agora é reduzir a participação do clube na SAD de modo a permitir a captação de investidores. Segundo as suas declarações, a participação do clube deveria ser reduzida a 51% “numa primeira fase”. O que quer dizer, obviamente, que numa segunda fase passaria a minoritário.
Preto no branco, tal significa que o Sporting – ou seja, os sócios – deixarão de mandar no futebol do clube. Isto a troco de tornar o clube mais atractivo para potenciais investidores. E quem serão esses investidores que irão mandar no futebol do clube?
Naturalmente que, numa primeira fase, gente escolhida pela direcção do clube; mas, depois, esses, um dia venderão a quem lhes pagar mais e daí em diante tudo pode acontecer. Até uma falência, se surgir um novo episódio Jorge Gonçalves, por exemplo. Olhe-se para o Estoril, onde uma dupla aparentemente credível – Manuel Damásio/José Veiga – deu no que deu.
3. Se é verdade que o Sporting precisa de empresários e, em geral, de pessoas com capacidade e valor, não é menos verdade que isso só por si não chega. Fazem falta desportistas, no sentido literal da palavra, de pessoas que gostem e se dediquem ao desporto e que encarem uma experiência na direcção de um clube como um acto de sacerdócio por uma causa bonita e que vale a pena.
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
O fantasma da perseguição
O Gabinete de Comunicação do Sporting, dirigido por Miguel Salema Garção, deu mais uma prova de que percebe muito pouco de como é que funcionam os jornais e os jornalistas. Incomodado com a manchete do jornal “A Bola” de ontem, sobre a crise no Sporting, Salema Garção reagiu redigindo um comunicado em que acusa “o comportamento do jornal”, e adianta que a Sporting, SAD se considera “legitimada a tomar as medidas que julgue convenientes à defesa dos seus interesses”. É caso para dizer que a jurista da SAD Rita Figueira não tem mãos a medir com tanto trabalho…Cá para nós, o trabalho dito jornalístico, assinado por Eduardo Marques e Nuno Raposo, merecia ter sido ignorado. Porque não acrescenta quase nada de novo. A única novidade, em três páginas da “Radiografia de uma época de sobressaltos”, vem lá no meio, em letras miudinhas, e diz respeito a um alegado “sururu” entre Anderson Polga e Romagnoli, no intervalo do Manchester-Sporting, que terá surpreendido os ingleses... Tudo o resto é requentado e não acrescenta nada ao que toda a gente já sabe. Mas Salema Garção deu muita importância ao assunto, classificando o alegado trabalho jornalístico como inserido nas “campanhas orquestradas e com objectivos de desestabilização e divisão interna perfeitamente claros e identificáveis”, sob o alto patrocínio do jornal “A Bola”. O mesmo jornal, curiosamente, que, ainda há poucos meses, juntou Filipe Soares Franco e Luís Filipe Vieira para um brinde ao “fair play” regado com vinho tinto. Enfim…
De resto, este trabalho de “A Bola” sobre o Sporting até foi escrito num registo minimamente sério e cuidado, talvez para não ferir susceptibilidades... Só lhe faltou informação nova dos bastidores, como prometia a primeira página. Foi, portanto, um trabalho que ficou aquém das expectativas e dos pergaminhos de "A Bola". Por outro lado, o director, os editores e os jornalistas da Travessa da Queimada revelaram que são pouco competentes e facciosos, porque, se o Sporting está em crise, o Benfica não está nada melhor, sobretudo numa temporada em que gastou milhões e milhões em contratações.
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Uma solução para o "caso" Yordanov
SPORTINGUISTAS Artur Agostinho
Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
A ausência do Sporting
A selecção de Portugal preparou-se para o próximo Europeu e, a avaliar pelo resultado (derrota por 1-3), deve ter aprendido alguma coisa com a grande Itália. Mas ao olhar para a selecção de Luiz Filipe Scolari, um sportinguista tem de ficar incomodado ao ver muitas das estrelas portuguesas em campo. Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Nani, Marco Caneira... São apenas quatro jogadores de grande qualidade, que frequentaram os escalões de formação do Sporting, mas que não têm hoje qualquer ligação ao clube. O incómodo sente-se quando surge a pergunta: será que o Sporting ganhou com esses grandes jogadores o que deveria ter ganho, em termos desportivos e financeiros? E o desconforto aumenta quando olhamos para dentro do campo e o único representante de Alvalade na selecção principal é o terceiro guarda-redes... É só uma consequência da internacionalização barata e sem critério do plantel do Sporting, que é uma das causas da crise por que passa o futebol leonino. FOTO: Luca Bruno (Associated Press)O LEÃO DA ESTRELA na imprensa
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Yordanov e a derrota de Soares Franco
É neste contexto que a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa assume contornos algo preocupantes para a gestão de Filipe Soares Franco e para o seu projecto. Estamos perante uma decisão judicial de foro laboral que terá consequências políticas no Sporting. Basta que um eventual candidato à presidência do clube, nas eleições do próximo ano, saiba interpretar o que está em causa. Por isso, o jogo de homenagem a Yordanov tem tudo para ser um evento muito interessante... FOTO: "Record"
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
As artes de Rui Jordão
O antigo internacional português Rui Jordão, quinto maior goleador de sempre da história do Sporting, com 187 golos marcados, mudou de vida desde que abandonou o futebol. No último sábado, Jordão, que é natural de Angola, onde nasceu em 09-08-1952, foi capa do suplemento "DN Gente", do "Diário de Notícias", que nos mostrou a faceta de pintor do antigo futebolista leonino - que, em 1989, terminou a sua carreira no Vitória de Setúbal, depois de ter sido mal dispensado pelo Sporting, cuja camisola vestiu durante nove temporadas. Revelado ao serviço do Benfica, a partir de 1970, e depois de uma aventura de um ano no futebol espanhol, Jordão foi uma das apostas da presidência de João Rocha, na segunda metade dos anos setenta, entrando em Alvalade para fazer com Manuel Fernandes uma das duplas mais temíveis da história do futebol português. A presença no Europeu de França, em 1984, foi o seu grande momento internacional, tendo os seus golos proporcionado emoções muito fortes naquela mítica meia-final entre Portugal e França, que seria decidida por Michele Platini nos minutos finais de um prolongamento dramático.Hoje, Rui Jordão está afastado do futebol. Aliás, detesta que lhe falem de futebol. E também evita jornalistas. Tornou-se pintor, manifestando "uma apetência pelas artes" que confessa ter existido desde que se conhece. Fez o curso de Pintura e Desenho na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa e frequentou o curso de Modelagem, ministrado pelo escultor Sebastião Quintino, e o atelier livre do pintor Jaime Silva. Actualmente, as suas artes plásticas estão expostas no Museu do Vinho da Bairrada, na Anadia, até 9 de Março.
Enquanto futebolista, Jordão era um avançado felino e elegante. Driblava, assistia e finalizava. Ele e Manuel Fernandes completavam-se. Comemorava os golos a correr sem sair do lugar, elevando o braço com o dedo indicador bem levantado. O antigo treinador Fernando Mendes, campeão pelo Sporting em 1980, considera que Jordão “é um jogador de sempre”.
No Saragoça, não foi feliz, por más relações com o argentino Arrua, então vedeta da equipa espanhola. Voltaria à glória no Sporting, onde só não foi mais vezes o melhor marcador devido a três lesões gravíssimas: rotura de ligamentos no joelho e duas pernas partidas. Acabou a jogar pelo V. Setúbal, ao serviço do qual ainda voltou à Selecção, tornando-se no segundo jogador português com a mais longa carreira de quinas ao peito (16 anos entre a primeira e a última de 43 internacionalizações). Ao todo, ganhou seis campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e uma Supertaça, marcando um total de 215 golos na I Divisão e 15 na Selecção, pela qual foi terceiro classificado no Europeu de 1984.
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Pistas para os mistérios do Sporting
O blog LEÃO DA ESTRELA considera que é da discussão civilizada que nasce a luz. Por isso, tem procurado defender o Sporting Clube de Portugal expondo, analisando e discutindo abertamente os problemas mais visíveis da gestão do futebol profissional. Uns aplaudem ou incentivam, outros criticam ou insultam. Normalíssimo. Como também é normal haver sportinguistas que se indignam com a quarta derrota na I Liga, no Restelo, enquanto outros, resignados, consideram que não é possível fazer mais, nem é possível fazer melhor, porque há uma dívida enorme a pagar aos bancos.
No início da segunda volta da I Liga, chega a ser deprimente ouvir Paulo Bento dizer que continua a lutar pelo segundo lugar, isto no dia em que o Sporting caiu do terceiro para o quarto lugar. Um discurso na linha do exercício de masoquismo do administrador para o futebol, Miguel Ribeiro Teles, chefe máximo da desgraça leonina, para quem, “o segundo lugar claro que é motivante”. Na senda da falta de exigência e da desresponsabilização que reinam em Alvalade, Ribeiro Teles adensa o mistério: “Temos de aceitar todas as críticas e acreditar que a nossa estratégia está correcta.” Se a estratégia está correcta, por que é que os responsáveis pelo futebol leonino têm de aceitar todas as críticas? E por que é que o futebol do Sporting está como está?...
Segundo informações que chegam ao LEÃO DA ESTRELA, e porque já se fala em "desunião no balneário", é possível que algumas respostas tenham de ser dadas pelos próprios responsáveis. Nesse sentido, ficam aqui algumas pistas.
SPORTING NO MUNDO Paris
Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
O regresso à normalidade...
O Sporting voltou a revelar os problemas de sempre frente a um Belenenses bem organizado. Na primeira parte, vimos a falta de agressividade e a falta de concentração que têm sido imagens de marca da equipa leonina, face a um Belenenses seguro e rigoroso. No segundo tempo, o Sporting não deixou o Belenenses sair para o ataque como antes, mas também foi incapaz de dar a volta ao jogo. Paulo Bento ainda lançou o novo avançado brasileiro Rodrigo Tiuí, mas bastou ver a rapaz a tocar na bola para percebermos por que é que tinha sido dispensado pelo Fluminense há dois meses. Depois, o treinador leonino ainda chamou Bruno Pereirinha, que foi para o lugar do "titular" Abel (onde é que estava o lateral-direito no momento do golo do Belenenses, numa jogada que nasceu numa falha de marcação de Gladstone na zona de meio-campo?). Pereirinha que tinha sido um dos melhores no último Sporting-Porto. Por que é que Paulo Bento “premiou” essa excelente exibição de Pereirinha com o regresso do jogador ao banco dos suplentes? Será com surpresas destas que um jogador jovem ganha espaço na equipa? Será que há jogadores com lugar cativo no “onze” principal? Abel estava com ritmo necessário para este jogo?...
No final, Paulo Bento fez, como sempre, a sua leitura do jogo. Mas não precisaria de ter ido falar aos jornalistas. Bastaria mandar-lhes uma cassete com as declarações que prestou depois da última derrota ou do último empate. Se o treinador repete pela enésima vez que os jogadores revelaram “falta de agressividade”, então estamos perante um caso de divórcio entre o treinador e a equipa, sobre o qual a administração da SAD do Sporting já deveria ter tomado decisões. O mais curioso é que o treinador assume a responsabilidade pelas asneiras da equipa. Ora, se Paulo Bento é responsável, por que é que insiste em continuar como treinador do Sporting, transformando o discurso da responsabilidade pelo que está a acontecer num “blá-blá-bla” inconsequente e prejudicando a sua imagem de homem sério, frontal e rigoroso? Que prazer é que Paulo Bento tem hoje no seu trabalho? Será que vai aguentar o calvário até ao fim?...
A questão é muito séria: os “cacos” da equipa de futebol do Sporting estão outra vez espalhados pelo chão. Nem o empate do Benfica deu motivação suplementar a um conjunto de jogadores que não conseguem formar uma equipa. FOTO: Hugo Correia (Reuters)


