MARCAR GOLOS AO MARÍTIMO
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Mesmo com 35 anos, feitos precisamente hoje, o avançado Pedro Pauleta, que acaba de marcar o 200º golo ao serviço de clubes franceses, seria um bom reforço para o ataque do Sporting. É experiente, é internacional, pelo que seria um exemplo capaz de ensinar e motivar os mais jovens. Conhece o futebol português e o papel que o Sporting nele desempenha. Conhece vários jogadores leoninos da selecção nacional. E, mesmo em final de carreira, teria toda a motivação para fazer... a sua estreia na I Liga Portuguesa. Sim, o ponta-de-lança açoriano regista a particularidade de nunca ter jogado na I Liga Portuguesa, uma vez que, quando emigrou, estava no Estoril, então na II Divisão de Honra. Não tenho conhecimento de outro jogador da selecção portuguesa que jamais tenha actuado no principal campeonato português. Se o seu futuro imediato passasse pelo Sporting, estaríamos perante um bom acto de gestão de Filipe Soares Franco. Já é tempo de não olhar para o bilhete de identidade antes de avaliar um jogador. Manuel Fernandes (que tinha 35 anos quando marcou quatro golos ao Benfica) e Jordão (que sofreu três lesões gravíssimas), grandes pontas-de-lança leoninos dos anos setenta e oitenta, também jogaram em alto rendimento até aos 35-36 anos.
Luís Filipe Vieira e o Benfica têm um problema grave: no ano em que o clube da Luz gastou 30 milhões de euros só em contratações, e numa altura em que estamos a duas jornadas do fim da I Liga Portuguesa, a verdade é que a equipa vermelha já vai no terceiro treinador da temporada, falhou todos os objectivos e ainda não conseguiu sequer garantir o terceiro lugar na classificação. Ou seja, o Benfica está muito pior do que o Sporting. É este o drama de Luís Filipe Vieira, que, nos últimos tempos e numa fuga para a frente, se lançou numa cruzada contra a arbitragem, defendendo aquilo que ele considera ser “a verdade desportiva”, e anunciou uma participação na Liga de Clubes por causa daquilo que considera terem sido “erros graves” do árbitro Lucílio Baptista no último Sporting-Marítimo (onde, registe-se, antes de uma grande penalidade que só as imagens televisivas confirmariam que não existiu, o árbitro fez vista grossa a uma grande penalidade indiscutível sobre Tonel, agarrado por todos os braços de um defesa madeirense…).
Aos 34 anos, dificilmente voltará a ser um campeão do futebol, mas ainda pode ser um campeão da vida se não voltar a cair na tentação do uso de drogas. Mário Jardel foi um dos melhores pontas-de-lança de sempre que passaram pelo futebol português. | Reacções: |
O brasileiro Derlei, que se atirou ao árbitro como um touro enraivecido, pensando que ainda estava a jogar no FC Porto, foi bem expulso no vergonhoso jogo de Leiria e foi bem castigado pela Liga, com três jogos de castigo. A sua atitude foi o símbolo do desnorte leonino nesse jogo de má memória. Que deveria merecer um castigo exemplar também por parte do Sporting. Mas aconteceu o contrário. Aliás, na linha de uma cultura de falta de exigência profissional e de desresponsabilização, que tem afectado o Sporting. Ao recorrer da decisão da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, talvez sob a douta argumentação jurídica da administradora da SAD Rita Figueira, o Sporting está a legitimar comportamentos anti-desportivos por parte dos seus jogadores, que só prejudicam a equipa de futebol. Até parece que Derlei fez tudo bem e que a justiça da Liga de Clubes é que falhou. Incompreensível numa gestão desportiva que é tida como muito profissional. FOTO: "Record Online"
A reintegração de Ricardo Sá Pinto no Sporting, promovida por Filipe Soares Franco, é uma excelente notícia para o clube. Um regresso que parece resultar da iniciativa do presidente, o que se saúda. Generoso, Sá Pinto disse ao “Record” que, nesta "segunda vida" em Alvalade, pretende "unir o Sporting" - o que é revelador... -, estando "disponível para ajudar em tudo". O que falta saber é o que Ricardo Sá Pinto, que está a fazer a sua formação em marketing desportivo e como treinador, vai fazer exactamente no Sporting. Estamos a falar de uma figura do futebol e do balneário, que, ao que parece, vai trabalhar nas relações externas e internacionais, na dependência do director de comunicação, Miguel Salema Garção. Uma coisa é certa: Filipe Soares Franco ganhou um aliado de peso no universo sportinguista. Só foi pena que não tivesse demovido o ex-jogador de ter terminado a carreira na Bélgica...| Reacções: |
O antigo futebolista leonino Luís Figo ainda joga futebol, ao serviço do Inter de Milão, mas já é o preferido dos leitores do LEÃO DA ESTRELA para próximo presidente do Sporting Clube de Portugal, segundo indica um inquérito lançado por este blog, que esteve disponível entre 30 de Março e 21 de Abril. De um total de 712 votos registados pelo site www.freepolls.com, Luís Figo recebeu 296 votos (42 por cento), seguido pelo novo proprietário do Estoril-Praia, o sportinguista João Lagos, que recolheu 170 votos, correspondentes a 24 por cento das preferências dos leitores do LEÃO DA ESTRELA.
Há uns dias, o brasileiro Gilmar Veloz, empresário de alguns jogadores do Sporting, teve o descaramento de dizer que "Liedson gostaria muito de ir para Sevilha". E que via com bons olhos essa transferência. Ora, se o jogador em causa trabalhasse num clube a sério, esse senhor empresário ou mudaria para uma atitude mais recatada ou jamais poderia lá entrar. Lamentavelmente, o episódio foi considerado normal no Sporting, pois não há conhecimento de qualquer opinião de desagrado, nomeadamente da parte de Miguel Ribeiro Teles, que é o chefe do futebol leonino. Um dos problemas graves que afectam o Sporting é que, quanto mais esses empresários usam e abusam do nome do clube, mais os negócios lhes correm bem.
O AMADORISMO DO SPORTING| Reacções: |

A camisola que já foi de Francisco Stromp, Jesus Correia, Travassos, Vítor Damas, Yazalde, Manuel Fernandes, Jordão, Luís Figo, Balacov, Peter Schmeichel, Cristiano Ronaldo, Ricardo Sá Pinto, João Vieira Pinto e muitos outros foi ultrajada pelos jogadores que representaram o Sporting na derrota por 4-1, no terreno da União de Leiria, equipa praticamente condenada à descida de divisão. Uma derrota que baralha as contas para o acesso ao segundo lugar nesta Liga, e que mantém a equipa leonina dependente de terceiros. Mas, e sobretudo, uma derrota que confirma uma realidade preocupante: o futebol do Sporting continua assente em pés de barro.
Após uma série de quatro vitórias consecutivas na I Liga, e de um conjunto de resultados negativos dos adversários directos, o Sporting amenizou o pesadelo que tem sido a sua prestação na prova maior do futebol português nesta temporada e depende, finalmente, de si próprio para chegar ao “desejado” segundo lugar, que dá acesso directo à Liga dos Campeões. Para isso, basta dar sequência à excelente exibição na última meia-hora do jogo com o Benfica e vencer em Leiria.| Reacções: |
Sensacional
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Quando há um jogo entre os chamados "grandes", a imprensa portuguesa, em vez de falar do jogo em si, dos jogadores e das tácticas, enfim, em vez de falar sobre futebol, desvia as atenções para aspectos laterais. Talvez seja mais fácil. Há uma senhora subcomissária da polícia de Lisboa, por exemplo, chamada Paula Monteiro, que já é conhecida no País inteiro à custa das entrevistas que dá antes, durante e depois dos jogos entre o Sporting e o Benfica ou entre o Benfica e o FC Porto... Agora sabemos que há 600 polícias mobilizados para o Sporting-Benfica desta quarta-feira. E depois? Isso tem algum interesse noticioso ou é apenas uma medida de segurança pública absolutamente normal para um espectáculo de futebol que será presenciado por 40 ou 50 mil pessoas? O problema é quando a coisa dá para o torto, como aconteceu num recente Benfica-Porto. Aí já ninguém estará disponível para assumir responsabilidades aos microfones... FOTO: www.rtp.pt
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Quando diz que o Sporting “não joga sozinho”, Paulo Bento agarra-se a um lugar-comum verdadeiro para procurar esconder debilidades próprias que não conseguirá ou não quererá explicar de outro modo. Em cada jogo, além da equipa do Sporting, há, de facto, uma bola – o elemento mais puro de um jogo de futebol – e onze jogadores da equipa contrária. Teoricamente, são as duas equipas que se defrontam que têm influência directa no resultado final. Digo teoricamente, porque, às vezes, não é assim.
A APRENDIZAGEM DO SPORTING
Em 2006-2007, o lateral-esquerdo Rodrigo Tello, que custava ao Sporting 25 mil euros mensais, era um dos jogadores mais mal pagos do plantel, apesar da sua importância na estratégia da equipa. Era menos de metade do que ganhavam Carlos Bueno ou Carlos Paredes e era praticamente metade do que ganhava Farnerud. Na hora de renovar o contrato, aos 28 anos, o internacional chileno, que era o jogador mais antigo da equipa e fora o jogador mais caro comprado pelo Sporting, em meados da época 2000-2001, pretendia ganhar 50 mil euros por mês. Era legítimo, tendo em conta uma comparação com outros vencimentos e o rendimento dos respectivos beneficiários. Mas o Sporting não aceitou, pois não estava disposto a dar muito mais do que 50 por cento daquilo que o atleta já ganhava. E Rodrigo Tello acabou por parar no Beziktas, da Turquia, onde foi ganhar o triplo.
O “Record” de hoje anuncia que o Sporting está a seguir o brasileiro Renatinho (na foto), que é apresentado como um “novo Robinho” – facto que dá para desconfiar, ou não tivesse já o Sporting, no seu plantel, um “novo Ronaldinho Gaúcho”... E para desconfiar basta ler alguma imprensa brasileira, ao referir-se ao jovem jogador, afastado das opções do treinador do Santos, Emerson Leão: “Renatinho foi revelado pelo Santos com o status de “novo Robinho”, porém nunca fez valer as aparências.”…

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Ao empatar a zero no terreno do Glasgow Rangers, o Sporting manteve-se invencível na presente edição da Taça UEFA (onde, em cinco jogos, marcou sete e sofreu apenas um) e trouxe para Lisboa a resolução de uma eliminatória que parece estar ao seu alcance. O Ibrox Park estava cheio, mas a exibição personalizada da equipa portuguesa silenciou os adeptos do Rangers, que provavelmente estariam à espera de outro Sporting.
Paulo Bento tinha pedido paciência, equilíbrio e algum risco, quando fosse possível. E o Sporting foi paciente, equilibrado, demonstrou personalidade, jogou à bola como os britânicos não gostam e arriscou aqui e ali. Para que a noite fosse perfeita, faltou apenas um golo. Que poderia ter saído dos pés de Liedson, Miguel Veloso ou Vukcevic ou da cabeça de Tonel. Acabou por não sair. Mas o empate a zero golos também é aceitável. De resto, não foi um jogo de muitas oportunidades de golo.
Os temíveis minutos iniciais dos escoceses, afinal, não existiram. Mas o Sporting também fez por isso. De forma atípica, Liedson e João Moutinho precisaram de assistência médica nos primeiros minutos. Foram duas pausas preciosas, pois fizeram passar os minutos, afectando o ritmo inicial do Rangers, que assim demorou muito tempo a chutar à baliza de Rui Patrício. E quando o fez, já o Sporting estava “encaixado” no sistema adversário e a controlar as operações…
No segundo tempo, houve um período em que o Rangers arriscou e pressionou mais, mas nunca conseguiu massacrar. A noite parecia talhada para o Sporting brilhar, pois a equipa leonina chegou à parte final do jogo à procura do golo da vitória, empurrada pela qualidade irreverente de meia equipa “made in Alvalade”: Rui Patrício, Bruno Pereirinha, João Moutinho, Miguel Veloso e Yannick Djaló.
Revelando uma atitude competitiva nos jogos nacionais e outra, completamente diferente, para melhor, nos jogos europeus, o Sporting, que agora é a única equipa portuguesa nas competições da UEFA (quem diria!...), está de novo à beira de fazer história. Não fosse o Bayern de Munique e não faltaria quem falasse em vingar a final da Taça UEFA perdida de 2005. Mas tudo pode acontecer. FOTO: Scott Heppell (AP Photo)
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A ideia de uma Taça Ibérica, lançada por Filipe Soares Franco, na Escócia, e já comunicada ao presidente da Liga, Hermínio Loureiro, é capaz de ser boa e exequível, merecendo ser discutida e avaliada no futebol português. Mas o facto de ter sido anunciada fora do País e na véspera de um compromisso europeu demasiado importante para o Sporting, leva-nos a concluir que o "timing" para o seu anúncio não foi o melhor. E a prova é que a ideia de Soares Franco é ignorada nas primeiras páginas da imprensa desportiva de hoje. Porque hoje é dia de um grande jogo para o Sporting (o único representante nacional na Europa...) e não dia de apresentar ideias para aumentar a competitividade do futebol português. De qualquer modo, aguardemos pelo que pensam os clubes e a Liga Portuguesa. E, claro, pelo que pensam os espanhóis...