quinta-feira, 31 de julho de 2008

FRASES LEONINAS Rodrigo Tiuí

"O João Moutinho é um excelente jogador, uma grande pessoa, e gostava que continuasse no clube. Ele sabe lidar com todos. (...) As pessoas têm de saber lidar com isto. Os jogadores nascidos nos clubes às vezes têm de se ir embora. O melhor é (...) esperar pelo que acontecer."
Rodrigo Tiuí, Agência Lusa, 31-07-2008

Dispensados e sem destino

Stojkovic, Purovic, Fábio Paim, André Marques, João Martins, Varela... e 1,5 milhões de euros realizados pela venda ao Benfica dos 50 por cento do passe de Carlos Martins. O mês de Agosto está aí e o Sporting, que soube comprar o que pôde a tempo e horas, continua com muitos jogadores excedentes por colocar. De quem será a responsabilidade?...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Tello tinha ordenados em atraso

Mais de um ano depois, porque em Portugal as decisões são tomadas muito devagar, ficamos a saber que o lateral-esquerdo chileno Rodrigo Tello tinha, afinal, razões de queixa da SAD do Sporting quando estava em curso o processo de renovação do seu contrato, nos últimos meses da temporada 2006-2007. Com efeito, o Sporting acaba de ser condenado pela Comissão Arbitral Paritária da Liga a pagar ao atleta, actualmente nos turcos do Beziktas, uma quantia a rondar os 150 mil euros. Um montante correspondente a três meses de salários em atraso (Abril, Maio e Junho) e a prémios relativos à conquista da Taça de Portugal e à qualificação para a Liga dos Campeões 2007-2008.
Segundo o jornal “A Bola”, a decisão não é passível de recurso. O Sporting ainda interpôs uma acção em que reclamava do atleta 800 mil euros, por alegada falta de responsabilidade pré-contratual, pedindo ainda uma indemnização por danos de imagem, morais e desportivos. Mas a Comissão Arbitral Paritária entendeu que a SAD leonina não tinha razão.
A saída de Rodrigo Tello, que foi considerado “persona non grata” por Filipe Soares Franco, por ter abandonado da mesa das negociações, quando seria esperado para renovar o seu contrato após a final da Taça de Portugal 2006-2007, revelou-se num processo bastante oneroso para os cofres de Alvalade e para o futebol do Sporting, uma vez que o seu substituto, Marian Had, revelou-se um fiasco, acabando por abandonar Alvalade a meio da última época, até que foi contratado Grimi, que, cuja continuidade no clube implicou um investimento de mais 2,5 milhões de euros na aquisição de 70 por cento do seu passe. E Rodrigo Tello – que ficara marcado por ter sido o jogador mais caro da história do Sporting, em 2001 –, era, no entanto dos jogadores mais mal pagos do plantel, auferindo apenas 25 mil euros mensais, e pretenderia um ordenado entre os 40 e os 50 mil euros. O Beziktas triplicou-lhe o que auferia em Portugal.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Em força nos Jogos Olímpicos

Porque há mais Sporting para além de João Moutinho e das trapalhadas inerentes às negociatas do futebol de alta competição da actualidade, o LEÃO DA ESTRELA felicita o clube português com mais atletas no maior evento desportivo do mundo. Mesmo sem o apuramento do futebol de Portugal - como reflexo do mau trabalho da FPF, nos últimos anos, ao nível dos escalões de formação -, o Sporting é o clube que terá mais atletas portugueses em prova nos Jogos Olímpicos de Pequim, num total de oito, todos do atletismo, em várias especialidades. São eles: Clarisse Cruz (3000m Obstáculos), Francis Obikwelu (100 e 200m), Arnaldo Abrantes (200m), Edivaldo Monteiro (400m Barreiras), Marco Fortes (Peso), Naide Gomes (Comprimento), Maria do Carmo Tavares (800m) e Sílvia Cruz (Dardo). Que este facto motive os dirigentes leoninos para a preservação e a dinamização do ecletismo no clube, que é a maior força desportiva nacional. A representação portuguesa nos Jogos da China é formada por 78 atletas de 44 colectividades portuguesas e estrangeiras.

Não acabem com o Moutinho

Há muita poeira em torno do “caso” João Moutinho. Os jornais de hoje procuram explicar que os “problemas pessoais” invocados pelo jogador estarão relacionados com desavenças familiares e dívidas decorrentes do investimento numa escola de futebol, gerida pelo pai, Nelson Moutinho, no Algarve.
Desde que subiu à equipa principal do Sporting, Moutinho já mudou de empresário várias vezes. Quando passou a ser representado pelo pai, acabou em tribunal pelo anterior agente. Agora, é representado pelo gigante Pini Zahavi, que entrou no Sporting colocando um miúdo seu familiar na Academia de Alcochete. Ora, Zahavi é um negociante do futebol moderno. Em Portugal tanto tem negócios com o Sporting, como com o FC Porto ou o Benfica. Só lhe interessa o dinheiro. Neste caso, o empresário israelita consegue ser representante do jogador e do Everton ao mesmo tempo. É a lei da selva de que gosta o senhor presidente da FIFA, Joseph Blatter.
Entretanto, segundo notícias que chegam do balneário leonino, João Moutinho começa a deixar de ter ambiente para continuar como “capitão” do Sporting. A esta história rocambolesca também não será alheio Pinto da Costa – que antes também minara o Benfica com a contratação de Cristiano Rodriguez. No Sporting, também parece ter arranjado instabilidade, depois de uma preparação do plantel metódica e tranquila.
O Sporting prejudica-se, mas João Moutinho também. Em certos casos, os jogadores, que dão de comer a muitos oportunistas de ocasião, muitas vezes improváveis, são os elos fracos da história. Parece ser o caso, não obstante as palavras surpreendentes e injustas do atleta no Algarve, no momento em que revelou que queria sair de Alvalade. É importante que alguém consiga parar para pensar no que fazer. Moutinho ainda pode ter futuro no Sporting. Seria o melhor para ambas as partes. Mas para que isso se concretize é preciso diplomacia e muita paciência.
É extraordinária a facilidade com que casos bicudos como este germinam no Sporting. E, aparentemente, a SAD leonina tem agido como deve ser. Curiosamente, o “caso” Moutinho tem algumas semelhanças com o “caso” do supergoleador Mário Jardel, em 2002, quando o Sporting se preparava para ganhar o segundo campeonato seguido pela primeira vez em 50 anos. Agora, voltamos a ter um jogador - e logo o jogador-modelo, que até dá o rosto às campanhas de marketing do futebol do Sporting -, que tem a carreira em perigo. Desde logo pela forma generalizada como tem sido criticado pelos sócios e adeptos leoninos. E há uma equipa com a estratégia desportiva comprometida antes de iniciar um campeonato que quer vencer.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

RECORTES LEONINOS

MOUTINHO
João Moutinho marcou o fim-de-semana desportivo com a inesperada declaração de que pretende deixar o Sporting. Acrescentou já ter dado conhecimento de tal intenção à SAD. Acontece que em vez de resolver o problema em sede própria, exactamente negociando a eventual saída com a administração, como começou por fazer, optou posteriormente pelo recurso à via mais fácil: tornou pública a intenção de sair. Durante anos e anos deve ter ouvido os treinadores dizerem-lhe que o caminho mais rápido para a baliza é a direito. Na vida também é assim e escolher a pressão pública como forma de atingir o objectivo é perder-se em rodriguinhos.
Ao publicitar uma ameaça de rotura, João Moutinho hipotecou parte significativa do prestígio que angariara nos últimos anos em Alvalade, ele que desde que chegou ao plantel sénior só ficou de fora por impedimento físico ou disciplinar, sendo o jogador mais utilizado dos leões nas últimas épocas. Aos 21 anos, era o capitão unânime do Sporting, aquele que tanto seria escolhido para o cargo pelo treinador, como pela administração da SAD, pelo balneário ou por referendo de associados feito à porta do estádio.
Num futebol minado pelas leis de mercado, ainda selvagens mas existentes, por mais que tenha havido movimentos internacionais para a criação de orçamentos regulamentados e auditados, e os inerentes tectos salariais tendentes a impedir que os grandes dizimem os pequenos, João Moutinho tem todo o direito de querer ganhar mais do que aquilo que ganha, mas aos 21 anos deixar-se inebriar pela primeira proposta tentadora que lhe aparece em termos financeiros pode até envolver riscos em termos desportivos. O Everton é um emblema do meio da tabela e aceitá-lo como aposta poderá até pôr em causa a ambição de mais altos voos.
A declaração de João Moutinho marca também o fim de uma figura que o jovem leão, por muitos já comparado a Francisco Stromp, figura maior do Sporting, estava a recriar, a do jogador-porta-bandeira. Mesmo que continue em Alvalade, e Paulo Bento garante que tem condições para ficar se o Everton não voltar à carga com mais dinheiro, João Moutinho terá novo estatuto: ser um entre iguais.
AUTOR: Carlos Machado, "O Jogo", 27-07-2008

domingo, 27 de julho de 2008

O primeiro troféu da época

Num dérbi centenário muito fraquinho, o Sporting venceu o Benfica por 2-0 porque foi melhor, ainda que o seu futebol esteja longe dos níveis que são exigidos pelas competições oficiais que se avizinham. A equipa de Alvalade, que marcou os golos durante a segunda parte, por Yannick e Derlei, conquistou o Torneio do Guadiana 2008, esperando-se que este seja o primeiro de outros troféus que durante a época que agora começa vão integrar o museu leonino.
Como diz Paulo Bento, “falta muito trabalho”. E isso foi notório numa equipa leonina que parece estar a ser construída de trás para a frente, como mandam os teóricos. Bem mal pareceu o “novo” Benfica de Quique Flores, que entregou o jogo ao adversário com erros defensivos clamorosos.
Sem João Moutinho (afastado por Paulo Bento na sequência da expressão pública do seu infeliz desejo de sair) e com Rochemback distante do protagonismo que costuma assumir, o jogo do Sporting, embora chegando para as "encomendas" defensivas, não teve dinâmica do meio-campo para a frente. De resto, foi quando recorreu às faixas laterais, o que aconteceu raramente, que o jogo leonino alargou e demonstrou que pode provocar desequilíbrios e perigo para as balizas contrárias. Mas numa equipa sem extremos a largura do jogo ofensivo torna-se mais escassa. O que é pena, porque o futebol ofensivo é um desígnio histórico do Sporting Clube de Portugal.

O MELHOR
Mais uma vitória sobre o Benfica, que é sempre moralizadora para o Sporting; a técnica de Romagnoli; a eficácia e o trabalho da dupla atacante Derlei-Yannick.

O PIOR
A falta uma referência no jogo colectivo do Sporting e, principalmente, a ausência de uma liderança no meio-campo; o escasso recurso ao jogo pelas faixas laterais, impedindo largura ao futebol leonino; o cartão amarelo, em vez do vermelho, mostrado a Luisão, que derrubou Yannick Djaló, quando o avançado leonino, isolado, corria em direcção à baliza de Quim.

A saída de Moutinho

Se João Moutinho, que é capitão do Sporting e rosto da campanha de marketing da venda dos lugares do Estádio José Alvalade, já manifestou vontade de sair, por que é que assinou um contrato que lhe dá um dos vencimentos mais altos do plantel? Por que é que aceitou ser o rosto do Sporting em campanhas de promoção do clube para a época 2008-2009?
A confirmar-se que o jogador-modelo vai embora porque se sente tentado pela proposta do Everton - e se não for poderá ficar contrariado, coitadinho... -, podemos concluir que no futebol vigora a lei da selva e que já não podemos confiar no capitão da equipa. E que essa lei da selva é altamente patrocinada pelo presidente da FIFA, Joseph Blatter, que acha que os meninos que jogam à bola devem trair os clubes que representam, quando lhes dá na cabeça.
Moutinho, que está num clube que vai jogar na Liga dos Campeões - a mais prestigiada competição de clubes do planeta - mas está interessado em jogar por outro que vai lutar por um lugar na Taça UEFA, tem todo o direito de querer ganhar dinheiro, mas deveria ter resolvido o seu problema antes de a temporada começar. Porque um clube como o Sporting não pode estar dependente destas alterações de última hora.
Numa outra actividade profissional qualquer, o que se poderá passar com Moutinho pode ser considerado como "falta de carácter" do trabalhador. No futebol, é capaz de ser um bom negócio para muita gente. É preciso acabar com esta porcaria.


CORREIO LEONINO

O SPORTING TEM QUE SER FIRME...
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Caro Leão da Estrela,
Após a última "bomba" que pairou sobre o Sporting, escrevo-lhe, revelando a minha versão da mesma. Desde já agradeço a sua atenção. (...)
A operação está bem montada. Moutinho, símbolo da garra e humildade leonina, como capitão e ídolo de milhares de jovens, assumiu a ruptura com o clube e pede para sair. Aquilo que Quaresma e Ronaldo já fizeram nos seus respectivos clubes. O que fazer agora, Sporting?
Para muitas mentes, isto é o melhor que pode acontecer aos dirigentes leoninos. Têm, publicamente, a intenção de ver um jogador a querer sair, logo, podem inverter o seu discurso e "terem" que o vender. Assim, afirmam que era inevitável... Fazem o encaixe e a vida continua.
Por outro lado, há a pressão do jogador, que vem de quem? Do pai, assumidamente benfiquista? Do empresário, que ainda não vendeu ninguém? De Pinto da Costa? De alguém será, e todos com os seus interesses... E os administradores da SAD leonina também estarão entre os que fazem pressão? Terá sido este discurso para a direcção, ou para os adeptos e sócios leoninos?
Mas o pior, ou melhor, depende da perspectiva, ainda estará para vir. Será o Everton o único clube interessado? Será este o clube que ambiciona Moutinho? Ou será uma ponte para outro (que ajuda ao financiamento desta operação)? Qual? Inglês? Português?
E é aqui que o Sporting tem que ser firme e defender os interesses dos seus associados. Vai para o Everton, ok. Dá cá dinheiro (mais de 22 milhões, pelo menos), mais 2 milhões por cada vez que for à Champions (o que eu duvido), mas, acima de tudo, dá cá mais 5 milhões se o jogador for transferido para Portugal até completar o contrato que o ligará ao Everton. E se saír após a primeira época, para outro clube qualquer, o Sporting recebe mais dinheiro. Se assim não for, como eu digo, o melhor estará para vir... Moutinho corre o risco de ser como Viana, Manuel Fernandes, Hugo Leal, entre outros, porque escolheu mal na idade errada. Esse é o seu risco. Parecia-me mais maduro. Ou será que isto também não fará parte da estratégia?
Se afinal ele (...) só quer o dinheiro, então vai-se arrepender. Várias razões:
a) 25 milhões para o Everton é muito. Se João Moutinho for bom, o Everton nunca o venderá para um clube maior por menos de 30 milhões. Quem dará esse dinheiro? E o ordenado? A sair teria que sair para ganhar mais, mas não ganhará muito no Everton que o torne menos apetecível a quem o quererá comprar?
b) O Everton é um clube pequeno e esta "pequena" fortuna irá pressionar um jogador com 21 anos, junto dos adeptos e colegas; aguentará a pressão? Viana não aguentou...;
c) Com esta contratação, Everton e Moutinho terão a ilusão que o clube vai crescer muito. Ilusão... Nunca serão como o Arsenal, o Liverpool, o Manchester ou o Chelsea.
Fora disto, és um excelente jogador, mas o Sporting não te deve nada. És o que és porque o Sporting (clube, direcção, treinadores, colegas, sócios e adeptos) assim o quis. Sinceramente, muito obrigado por tudo, e espero que nunca te arrependas disto (sei que não). Força! Viva o Sporting! Os jogadores passam, mas o Sporting viverá, no topo, sempre!
Autor: Cantinho do Morais (pseudónimo), enviado por e-mail
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sábado, 26 de julho de 2008

Uma equipa em crescimento

Tonel decidiu a vitória do Sporting sobre o Blackburn Rovers.
FOTO: "Record Online"
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Devagar, devagarinho, o Sporting 2008-2009 vai crescendo, como se viu na vitória sobre os ingleses do Blackburn Rovers (2-1), em jogo a contar para o Torneio Internacional do Guadiana. Um resultado importante que, compaginado com a derrota do Benfica com os ingleses, na primeira jornada, dá ao Sporting a possibilidade de conquistar, de novo, o troféu algarvio.
O Sporting revelou mais consistência do que no jogo de preparação anterior, há uma semana, frente ao Sunderland, na Taça Cidade de Albufeira, tendo, desta vez, tido necessidade de virar o resultado a seu favor, uma vez que foi o Blackburn a marcar primeiro, ainda nos primeiros 20 minutos, na marcação de uma grande penalidade, cometida por Daniel Carriço – um jovem da academia leonina que jogou os 90 minutos e que se confirma como alternativa válida para o eixo da defesa. A vantagem dos ingleses não durou muito, pois Pedro Silva, quase de imediato, empatou a partida, com um remate de longe, forte e colocado, que traiu o guardião britânico.
No segundo tempo, João Moutinho, ainda com poucos dias de trabalho, que fazia dupla com Adrien Silva no eixo do meio-campo, cedeu o lugar a Rochemback. E o médio brasileiro estaria na origem da reviravolta, ao executar um cruzamento primoroso, concluído por Tonel. O Sporting colocava-se a vencer e justificava a vantagem, pois já dominava a partida em todos os índices.

O MELHOR
O facto de os defesas marcarem os golos, o que mostra alternativas face à inoperância dos avançados; A vitória do Sporting na marcação de grandes penalidades (5-4), afastando fantasmas da época passada, pois até Anderson Polga não falhou; a apetência ofensiva de Ronny; a confirmação de Daniel Carriço e Adrien Silva como alternativas válidas para o centro da defesa e para o meio-campo, respectivamente; o golo de Pedro Silva.

O PIOR
A falta de velocidade do Sporting nas transições defesa-ataque, em particular na primeira parte, tornando o seu jogo muito previsível; o discreto rendimento de Bruno Pereirinha na ala direita e de Vukcevic na ala esquerda, transformando a dupla de avançados em presas fáceis; o cartão amarelo injusto mostrado a Carriço.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

As fantasias do "sistema"

Por obra intelectual de um agente improvável chamado Freitas do Amaral (ler aqui), o "sistema" que manda no futebol português está a perder o controlo da situação. No seu parecer jurídico encomendado pela FPF, Freitas do Amaral confere legitimidade às ratificações dos castigos aplicados ao Boavista (descida à II Liga) e ao presidente do FC Porto, Pinto da Costa (suspensão por dois anos), ocorridas numa reunião do Conselho de Justiça da FPF que tinha sido abandonada pelo seu presidente, o vereador de Gondomar Gonçalves Pereira. Alguns, confessando-se admirados, espantados ou surpreendidos, ainda dão uns berros. Como Guilherme Aguiar, jurista do FC Porto, que conseguiu a proeza extraordinária de classificar como "fantasiosa" uma obra que ainda não tinha lido. Deve ser por estar demasiado habituado às fantasias que têm feito a história do futebol português.

Na sombra de Pinto da Costa

O encontro secreto de Pinto da Costa com João Moutinho e o seu empresário, o israelita Pini Zahavi, ocorrido num hotel do Porto no derradeiro dia de férias do atleta, provocou um “incómodo inesperado” nos responsáveis do Sporting. O episódio não tem nada de casual, ao contrário do que se procura fazer crer. De outro modo, não se entenderia o sobressalto gerado em Alvalade…
Pini Zahavi, que é tudo menos um empresário desprevenido, não iria marcar um encontro com o "jogador à FC Porto" para o mesmo local e para a mesma hora de um encontro com Pinto da Costa. A não ser que Moutinho não seja importante para ele. Daí que ganhe consistência o verdadeiro interesse de Pinto da Costa em contratar a referência do futebol do Sporting. Com o novo campeonato à porta, seria um tiro no porta-aviões adversário que faria esquecer a saída de Ricardo Quaresma…
Este caso diz-nos também que a aliança entre o Sporting e o FC Porto, que neste defeso foi carimbada com mais uma troca de jogadores – com o Sporting a dar um talento dos juniores e a desembolsar 2,5 milhões de euros por 50 por cento do passe de Hélder Postiga –, não passa de uma falácia destinada a almofadar negócios de rendibilidade duvidosa e a manter o clube leonino dependente da estratégia portista.
Pinto da Costa não dá ponto sem nó. E na primeira curva é o primeiro a esquecer as alianças, ainda que fictícias, para defender o clube que ele próprio construiu. Enquanto Filipe Soares Franco e Miguel Ribeiro Teles não perceberem isto, ou enquanto não quiserem perceber, não vale a pena anunciarem que querem ser campeões.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O Sporting e os jornalistas

Quando a comunicação social fala daquilo que uma pessoa ou uma organização não querem que seja falado, a responsabilidade nem sempre é dos jornalistas. Vem isto a propósito das últimas notícias sobre a eventual saída de João Moutinho. Os dirigentes do Sporting não têm assumido publicamente o possível negócio. Moutinho também não. O que é correcto. O problema é que não faltam jogadores a comentar a situação. Ontem foi Tonel. Hoje foi Romagnoli. Como há tempos apareceu Anderson Polga a comentar o interesse do Manchester United em Paulo Bento.
Como é evidente, a culpa não é destes jogadores, que assumiram o papel de analistas de balneário, que não é um papel deles. Isto acontece porque a comunicação do Sporting Clube de Portugal - não confundir com marketing... - não é dirigida como deveria ser. Porque basta um "lapsus linguae" involuntário para anular um negócio que era pretendido ou para apressar um acordo indesejado, prejudicando, assim, os interesses do clube. Além disso, o facto de os jogadores comentarem eventuais saídas de colegas dá a ideia de uma dependência do grupo em relação a um caso individual, quando o grupo deveria estar acima de qualquer caso individual deste género.

domingo, 20 de julho de 2008

Muito trabalho pela frente

Para ganhar um jogo, pode não ser preciso treinador, nem ter onze jogadores em campo. Pelo menos, foi isso que os ingleses do Sunderland – que jogam para lutar pela permanência na Liga Inglesa – provaram em Albufeira, vencendo o Sporting por 3-1, com os dois golos decisivos marcados já na parte final do jogo, numa altura em que o seu treinador, Roy Keane, e um dos jogadores (Chopra) tinham acabado de ser expulsos.
Deste modo, o Sporting deixou Albufeira pelo segundo ano consecutivo sem vencer a Taça da cidade, uma vez que, há um ano, também perdera com o Vitória de Guimarães, numa decisão tomada na marcação de grandes penalidades.
Com apenas quinze dias de preparação, o mais importante para o Sporting até não seria conquistar a taça, muito embora saibamos da importância psicológica de uma vitória, nem que seja a feijões. O Sporting apresentou-se com os princípios tácticos já conhecidos, embora num 4X4X2 tradicional, com um meio-campo formado por Pereirinha, à direita e Izmailov, à esquerda, sendo a zona central pautada por Adrien Silva e, sobretudo, por Rochemback, que se assume já como “patrão” do futebol leonino. A grande dúvida será saber como Paulo Bento irá encaixar Miguel Veloso e João Moutinho, que chegam de férias nesta segunda-feira.
Na defesa, começaram por jogar Abel, à direita, Ronny, à esquerda, ficando o eixo a cargo da dupla Daniel Carriço-Anderson Polga. O ataque ficou entregue a Derlei e Yannick Djaló.
A equipa começou por apresentar alguma consistência, tendo em conta o curto período de trabalho. Em resultado disso, chegou ao intervalo a ganhar por 1-0, graças a um livre directo marcado por Ronny. O problema foi na segunda parte, com as substituições. A começar na defesa, com Pedro Silva, Caneira, Tonel e Grimi desastrados, continuando no meio-campo, agora com Romagnoli e Vukcevic nos lugares de Adrien e Pereirinha, lento, sem ideias e inconsequente, restando um ataque nulo, onde Rodrigo Tiuí substituiu Derlei. Foi na segunda parte que se viu mais o pior Sporting da época passada, desde logo pela forma como sofreu os três golos. Paulo Bento tem muito trabalho pela frente. Mas não lhe falta matéria-prima.

O MELHOR
A preponderância de Rochemback no jogo do Sporting; a segurança e a maturidade do estreante Daniel Carriço no eixo da defesa; o golo de Ronny; a decisão de Bruno Paixão de expulsar Chopra por jogo perigoso sobre Caneira; a exibição de Tiago, apesar dos três golos sofridos, querendo dizer que vai discutir a titularidade; a presença de muito público, tanto do Sporting como do Sunderland, enchendo o Estádio de Albufeira; o pólo verde e branco em listas horizontais de Filipe Soares Franco.

O PIOR
O desacerto defensivo do Sporting na segunda parte; o fraco desempenho de Pedro Silva como lateral-direito ao ser facilmente ultrapassado por Stokes no lance que provocou o primeiro golo dos ingleses; a indisciplina britânica que originou as expulsões de Chopra e do treinador Roy Keane.

sábado, 19 de julho de 2008

Liedson já dá uns toques

Nesta sexta-feira, houve mais notícias para além das condenações sem prisão de Valentim Loureiro e de outros implicados no processo "Apito Dourado"... O brasileiro Liedson, por exemplo, subiu ao relvado da Academia de Alcochete e tomou contacto com a nova bola da Liga Portuguesa. A avaliar pela imagem, o ponta-de-lança brasileiro já dá uns toques. O LEÃO DA ESTRELA deseja-lhe uma rápida recuperação! FOTO: "Record"

RECORTES LEONINOS

O INVESTIMENTO LEONINO
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Sem revoluções ou convulsões, o Sporting preparou com calma e tranquilidade o plantel para atacar a temporada que se aproxima. Os leões resgataram dois jogadores que conhecem bem a casa, Marco Caneira e Fábio Rochemback. À partida, são dois reforços de peso para a defesa e o meio-campo, respectivamente. Pela experiência, pela capacidade técnica e por encontrarem em Alvalade um ambiente que lhes é claramente favorável. Para o ataque, a escolha recaiu em Hélder Postiga, internacional português que esteve ao serviço da Selecção no Europeu realizado na Suíça e na Áustria. Outra grande aposta foi a manutenção de jogadores com preponderância na equipa comandada por Paulo Bento (Grimi, Izmailov e Derlei), contrariando o que sucedera há um ano, quando não evitou a saída de jogadores da “coluna vertebral” do leão.
O Sporting tem razões para se assumir como candidato, mas ainda tem de uma prova de fogo para passar: a manutenção das jóias Miguel Veloso e João Moutinho. Falta um mês e meio para o mercado de transferências chegar ao fim - muito tempo, por tanto. Por isso, resta saber até que ponto conseguirão os verde e brancos ter argumentos para este grande investimento.
AUTOR: Nuno Martins, "Record", 15-07-2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Há quanto tempo um reforço não falava assim?...

"Foi uma grande surpresa, não estava à espera do Sporting. É o meu clube, sou do Sporting desde pequenino. Assinei por três épocas."
Ricardo Baptista, ex-guarda-redes do Fulham, internacional português Sub-21, contratado pelo Sporting para as próximas três temporadas, onde vai preencher a vaga deixada pela saída de Stojkovic

Sessão de cumprimentos

Carlos Queirós foi apresentado como o novo treinador de Portugal, com responsabilidade sobre o futebol de todas as selecções nacionais. É possível que não lhe tenham feito todas as perguntas. Uma delas seria esta: quando é que o prof. Carlos Queirós vai a Alvalade apresentar cumprimentos ao Conselho Directivo liderado por Filipe Soares Franco?...

terça-feira, 15 de julho de 2008

A vingança de Queirós

Mais do que as eventuais saídas de João Moutinho e Miguel Veloso, o que complicaria seriamente a estratégia de Filipe Soares Franco para o Sporting da nova temporada seria a transferência de Paulo Bento para o Manchester United. Não tanto pela saída em si mesma, mas pelo simbolismo decorrente do facto de o jovem treinador leonino substituir precisamente Carlos Queirós, que, como sabemos, é "persona non grata" em Alvalade.
É evidente que Queirós aprovaria ser substituído por Bento. Seria uma vingança gelada. E evidenciaria as fragilidades do projecto desportivo de Soares Franco, nada aconselhável em ano de eleições. O Sporting estaria para o Manchester United como o Boavista para o FC Porto, nomeadamente quando o clube "inventado" por Valentim Loureiro nos anos setenta do século XX perdeu o treinador Jesualdo Ferreira, no Verão de 2006, com a época já em andamento.
Paulo Bento, que aufere 700 mil euros por ano em Alvalade, e estará agora perante uma oferta de 1,8 milhões de euros por ano, é capaz de aproveitar a situação para reforçar a sua posição em Alvalade. Por várias razões. É muito novo, foi protegido como nenhum outro treinador na história do clube em horas difíceis e está à beira de conseguir um recorde de permanência como treinador do Sporting.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Seis reforços pelo preço de Aimar...

Enquanto os adversários directos do Sporting andam em guerra – o FC Porto a procurar, desesperadamente, manter o seu lugar na Liga dos Campeões e o Benfica a tentar obter na “secretaria” aquilo que não conseguiu em campo –, a verdade é que Filipe Soares Franco, apostando na sua recandidatura à presidência, continua a formar um plantel forte sem gastar muito dinheiro. É bom que se diga que só o argentino Pablo Aimar, que dizem tratar-se de um dos melhores “playmakers” da actualidade, vai custar aos cofres do Benfica quase tanto (cerca de 8 milhões de euros, se for esse o montante...) como os seis jogadores já garantidos pelo Sporting (9,5 milhões de euros), que são Izmailov, Rochemback, Hélder Postiga, Marco Caneira e Grimi, além do regressado Daniel Carriço.
Se contarmos que o Sporting recebeu do Benfica 1,5 milhões de euros pela venda de metade do passe de Carlos Martins, então o investimento leonino é mesmo de oito milhões... Portanto, até agora, no que concerne às aquisições, a presença do Sporting no mercado deste Verão tem sido irrepreensível. O mesmo não se poderá dizer da capacidade de gerer receitas (embora o mercado ainda não esteja fechado...) e de colocar jogadores excedentários, onde a SAD leonina tem falhado redondamente.
O último jogador confirmado em Alvalade, o lateral-esquerdo Leandro Grimi, implica um investimento leonino de 2,5 milhões de euros – um preço bem mais razoável do que os 4 milhões de euros inicialmente pedidos ao Sporting, que seriam um exagero, tal como o LEÃO DA ESTRELA, oportunamente, considerou. Pelo preço anunciado, a continuidade de Grimi é mais uma boa opção para o “novo” Sporting. Só se estranha por que motivo o AC Milan não tenha querido vender o jogador a “um clube inglês” que, segundo notícias vindas a público nas últimas semanas, por indicação do empresário de Grimi, estaria disponível para pagar 4,2 milhões pelo passe do defesa argentino se o Sporting não tomasse uma decisão até determinado dia…

Mais opções defensivas

Com Grimi, Paulo Bento fica com muito mais opções defensivas, podendo, agora, voltar a exibir aquela defesa de “betão” de há dois anos. Na prática, Daniel Carriço substituiu o "inexistente" Paulo Renato e o irrelevante Gladstone cedeu o lugar a Marco Caneira. Poucas mudanças que poderão fazer toda a diferença.
Jogadores como Abel, Pedro Silva, Carriço ou Ronny terão que suar muitas camisolas para conseguir um lugar na equipa principal. Porque, se não houver surpresas, o quarteto defensivo parece reservado a Caneira, na direita, Tonel e Polga no meio e Grimi na esquerda. Mas, num clima de grande concorrência, tudo pode acontecer. Que essa concorrência seja em favor de uma equipa que se pretende forte, a começar pelo sector defensivo. Um campeão começa a ser construído na defesa… FOTO: www.sporting.pt

domingo, 13 de julho de 2008

O Sporting a uma só voz

Finalmente, temos o Sporting a uma só voz quanto aos objectivos desportivos. Do presidente aos jogadores, passando pelo treinador Paulo Bento, todos querem ser campeões de Portugal em 2009. Até o marketing do clube faz passar a mensagem nos painéis que decoram as cerimónias de apresentação dos jogadores à comunicação social. É um bom sinal. Quanto a Paulo Bento, já é tempo de o jovem timoneiro leonino conquistar algo mais do que o segundo lugar na Liga Portuguesa. Nesta fase de arranque da temporada, tudo seria perfeito em Alvalade se o treinador não tivesse entre as suas preocupações o que fazer de jogadores proscritos como Stojkovic, Celsinho e Purovic.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Carlos Queirós, a porcaria e Soares Franco...

Na primeira metade dos anos noventa, e depois de ter conquistado diversos títulos nas selecções nacionais jovens, Carlos Queirós foi promovido a seleccionador principal de Portugal. Na altura foi um passo em falso, pois nem com o "professor das selecções" Portugal conseguiria o apuramento para o Mundial dos Estados Unidos. Carlos Queirós acabou por deixar a selecção afirmando que era preciso limpar a porcaria que havia na Federação Portuguesa de Futebol.
Dali foi para o Sporting, na sua primeira experiência como treinador de clubes, tendo conquistado uma Taça de Portugal (1995) e ajudado a ganhar uma Supertaça ao FC Porto, no ano seguinte, ao forçar os portistas a um terceiro jogo, então já com Octávio Machado a erguer o troféu, em Paris.
Quase 15 anos depois, e reabilitado no Manchester United, Queirós regressa à selecção portuguesa pela porta grande. Não sabemos se a porcaria já foi removida da FPF. Aparentemente continua por lá. Seria bom que Carlos Queirós dissesse alguma coisa sobre o assunto.
Entretanto, o LEÃO DA ESTRELA dá as boas-vindas ao professor Queirós, independentemente de ter sido decretado "persona non grata" pelo actual Conselho Directivo do Sporting. Como é lembrado pelo antigo dirigente federativo António Boronha, com grande sentido de oportunidade, Filipe Soares Franco (e o mesmo vale para Carlos Queirós...) tem uns trabalhinhos diplomáticos para desenvolver nos próximos dias. Em nome do Sporting e em nome do BES, banco que também controla os sócios da selecção portuguesa...

Filmes de Verão

"Miguel Veloso a Caminho do AC Milan" e "Grimi a caminho do Sporting" são os títulos de dois dos filmes leoninos mais vistos neste defeso futebolístico. Filmes em que os maus da fita são os mesmos de sempre: jornalistas recadeiros, empresários sem escrúpulos e um clube, o Sporting, sem peso suficiente, ou sem vontade, para acabar com o regabofe. Mas também é verdade que, com o presidente da FIFA que temos, o senhor Joseph Blater, que agora apelou ao caos em nome da abolição daquilo que ele considera tratar-se de uma escravatura, não há clube que resista.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A vitória de Freitas do Amaral

Se havia dúvidas sobre se o futebol português tinha mesmo batido no fundo, elas agora foram totalmente dissipadas pelo próprio presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), ao ter chamado Freitas do Amaral para dar um parecer. Não um parecer sobre o que leva uma bola a saltar sobre um relvado, mas um parecer jurídico sobre as trapalhadas que se passaram na célebre reunião do Conselho de Justiça da FPF. No final das contas o grande vencedor deste processo será o ex-ministro de Sócrates. Não tenham dúvidas. Mas, se tiverem, perguntem a Gilberto Madaíl quanto custa a empreitada.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O perigoso destino de Luiz Paez

O ponta-de-lança paraguaio Luiz Paez foi emprestado pelo Sporting ao Clube Desportivo de Fátima. Luiz Paez, que até tem "pinta" de ponta-de-lança, mas precisa de oportunidades para se afirmar e melhorar, é só mais um dos jovens estrangeiros que nos últimos anos foram contratados para as camadas jovens do Sporting. Agora, acaba emprestado a um clube do terceiro escalão nacional. Sim, o Fátima, que disputou a II Liga, desceu à II Divisão Nacional, um eufemismo que significa... terceira divisão, que nem nacional é, uma vez que a série é regional. Não haveria um clube de outro campeonato para Paez mostrar o que vale e evoluir? O que é que um jovem de 18 anos como Luiz Paez vai aprender no Fátima e nos campos à volta?... Volto a perguntar: vale a pena ir buscar jovens a África ou à América do Sul, tidos como talentosos, para dar-lhes este perigoso destino?...

A formação estrangeira

O Sporting, mas também o Benfica e o FC Porto, andam pelo mundo à procura de talentos para as suas equipas da formação. Mas dá a impressão que andam a perder tempo, a gastar dinheiro mal gasto e, sobretudo, a tapar os lugares de muitos jovens portugueses, comprometendo, assim, o futuro do nosso futebol.
É escandaloso assistir a um jogo dos campeoantos nacionais de juvenis ou de juniores e constatar que metade ou mais de metade dos jogadores não são portugueses. É por isso que as selecções jovens de Portugal já não sabem o que é ganhar um título internacional. E os clubes, claro, ressentem-se disso.
Vou ficar-me pelo Sporting e por dois ou três casos muito concretos, que ficaram para a história do futebol jovem do clube como os primeiros jovens estrangeiros recrutados nos torneios internacionais, que chegaram a Lisboa rotulados de talentos prontos a serem espremidos para darem milhões de euros.
Falemos então de Ronny, de Yannick Pupo, de Alison Almeida, três jovens brasileiros que chegaram a Lisboa para a formação do Sporting e que, nos últimos dois anos, atingiram o futebol sénior sem se afirmarem no plantel principal... Onde estão estes três jovens, dados a conhecer pelos "vendedores do costume" como grandes craques prontos a pegar de estaca no futebol do Sporting? Quanto é que o Sporting investiu na sua formação? Quantos jovens jogadores portugueses ficaram pelo caminho? O que é que esses jovens estrangeiros deram ao futebol leonino que outros jovens portugueses, porventura mais baratos, não poderiam ter dado? O que é que o futebol do Sporting ganhou com isso? E o futebol português ficou mais rico? Vale a pena continuar com esta política? Ou seria melhor apostar a sério nos jovens portugueses - de onde saíram todos os craques que deram fama mundial à escola de futebol do Sporting - e fazer uma prospecção como deve ser de Norte a Sul de Portugal?...

terça-feira, 8 de julho de 2008

O pântano da FPF

Para que não digam que o LEÃO DA ESTRELA passa ao lado das trapalhadas em que está mergulhado o futebol português e a respectiva Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na sequência do processo de corrupção desportiva denominado "Apito Dourado", que depois se transformou em "Apito Final", por designação da Liga de Clubes, aqui fica a minha opinião: a FPF, Gilberto Madaíl, o Conselho de Justiça da FPF, Gonçalves Pereira, os outros Conselhos que por lá existem e toda essa comandita que há mais de duas décadas, por dentro e por fora, controla os corredores bafientos do futebol português, prejudicando uns e beneficiando outros, são peças de um pântano de água muito podre, que cheira muito mal e que tem de ser removida rapidamente.
Uma nota sobre Dias Ferreira: de um sportinguista que tem acesso a diversos fóruns de opinião e de debate sobre o futebol português em representação do clube não esperamos opiniões jurídicas. Esperamos opiniões políticas em defesa do Sporting Clube de Portugal. É, por isso, errático o seu desempenho mediático, mais parecendo que quer disputar com Guilherme Aguiar o lugar de defensor das teses do FC Porto e de outros acossados do "sistema".

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A ambição leonina

Apesar de alguns problemas, que decorrem da falta de colocação de jogadores excedentários e de algumas dúvidas quanto a jogadores com quem Paulo Bento conta mas que ainda poderão sair, tudo dependendo do mercado, há uma nota muito positiva que paira sobre a nova temporada do Sporting, que tem a ver com um discurso muito mais ambicioso, que parece estar a contagiar os jogadores. Dos atletas que têm a sua permanência garantida em Alvalade, quase todos falam no título nacional como o grande objectivo da temporada. Yannick Djaló, Izmailov, Rochemback e outros já disseram claramente que querem ser campeões. Mas o exemplo veio de cima. Antes deles, já o presidente Filipe Soares Franco fixara o título nacional como o principal objectivo do Sporting na temporada 2008-2009. Os títulos também se conquistam pelas palavras. Há muito tempo que a ambição leonina não era não evidente.

A época passada ainda não acabou...

A cada dia que passa há menos dúvidas: os jogadores contratados pelo Sporting na época passada, sob a direcção de compras de Miguel Ribeiro Teles e Carlos Freitas, parece que foram escolhidos a dedo. No dia do arranque para uma temporada em que Filipe Soares Franco, finalmente com um discurso ambicioso, promete um Sporting campeão, as notícias não podiam ser mais desanimadoras. Desafiando o treinador, Vukcevic diz que não está no Sporting para se sentar no banco dos suplentes e que também tem direito a jogar mal. Já o lateral-direito Pedro Silva, que passou a maior parte da época passada no estaleiro, regressa do Brasil doente no joelho. Além disso, Stojkovic, Celsinho, Farnerud e Purovic estão na lista de dispensas e ninguém os quer. Mas a SAD leonina já falou com Paulo Bento, que terá de "engolir" o guarda-redes... É caso para dizer que, no Sporting, os problemas da época passada ainda não acabaram… FOTO: Marcos Borga ("Reuters")

sábado, 5 de julho de 2008

A nódoa da Sporting SAD

É opinião corrente que o futebol do Sporting está a fazer uma boa abordagem ao mercado deste Verão. Por duas razões fundamentais. Primeira: por pouco dinheiro, foram contratados jogadores que são conhecidos e que, na sua maioria, conhecem o clube. Segunda: ainda não saiu nenhum dos jogadores considerados indispensáveis na estrutura da equipa de Paulo Bento.
Bem vistas as coisas, Miguel Ribeiro Teles, Pedro Barbosa e Rita Figueira nem precisaram de trabalhar muito. Até agora, trataram da troca de um talento dos juniores (Diogo Viana) por Hélder Postiga, mais 2,5 milhões de euros (e uma intervenção cirúrgica...), pagaram 4,5 milhões por Izmailov, aceitaram a oferta de Rochemback, esperaram que Marco Caneira saísse de Valência a custo zero e resistiram a dar 4 milhões por Leandro Grimi ou a vender Vukcevic por pouco mais de 6 milhões.
Porém, até os melhores panos não conseguem evitar o desprazer de uma nódoa, muitas vezes difícil de apagar. Se a formação do plantel leonino tem andado sem grandes sobressaltos quanto à reunião dos jogadores que estarão às ordens de Paulo Bento, o mesmo não sucede em relação à venda ou dispensa daqueles com quem o treinador não conta.
Stojkovic, Farnerud, Purovic e Celsinho continuam com destino indefinido, o que não abona nada a favor da eficácia da SAD do Sporting, pois confirma uma tendência de há muito tempo: são raros os jogadores que saem de Alvalade valorizados. O que revela lacunas ao nível da gestão desportiva. E o caso do guarda-redes sérvio, que se dá ao luxo de desafiar o seu treinador mesmo durante as férias, ao dizer que estará em Alcochete para trabalhar porque faz parte do grupo, é particularmente grave, uma vez que Paulo Bento já afirmou que não teria Stojkovic no plantel.
Será que, dez anos depois, teremos outro Afonso Martins a treinar sozinho em Alvalade?... E se a Sporting SAD aproveitasse o dia do regresso ao trabalho para a nova temporada para explicar o que de facto provocou a ruptura aparentemente insanável entre Stojkovic e Paulo Bento?... FOTO: Jorge Monteiro ("Record")

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A camisola branca

Com a preciosa ajuda do leitor "Cantinho de Morais", o LEÃO DA ESTRELA apresenta a camisola alternativa do Sporting 2008-2009. Quando não usar a camisola listada, a equipa leonina jogará toda de branco, em vez do preto, que só terá servido para viver o luto pelo fracasso da última época na Liga e Taça da Liga. Não há nada como a simplicidade. Depois do amarelo e do preto, é caso para dizer que o Sporting tem, finalmente, um equipamento alternativo como deve ser. Agora só pedimos que a camisola alternativa seja usada só quando for necessário.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

As ilusões do Benfica

Carlos Martins, que o Sporting vendeu parcialmente ao Benfica, está transformado no herói nacional dos benfiquistas à custa de páginas de imensa propaganda, de que é exemplo esta capa de "A Bola". Onde nem sequer falta a famosa Águia Vitória. Se Rui Costa tivesse contratado Cristiano Ronaldo os responsáveis editoriais de "A Bola" teriam um problema gigantesco para fazer a primeira página, pois não haveria espaço suficiente para dar o devido destaque a essa grande notícia. Engraçado é também o facto de Carlos Martins revelar que Rui Costa foi o seu ídolo de criança. E que Rui Costa aposte em Carlos Martins como seu sucessor no Benfica. Enquanto o Benfica viver de ilusões não há perigo...

terça-feira, 1 de julho de 2008

A proposta da Juventus

Não há dia sem notícias ou pseudonotícias sobre Miguel Veloso, um ex-defesa-central proscrito nas camadas jovens do Benfica que se fixou como médio defensivo da equipa principal do Sporting, no decorrer da temporada 2006-2007, mesmo contra a ideia de Paulo Bento, que via nele um jogador ideal para vingar no eixo defensivo. Acabou por vingar no meio-campo. E até foi com Luiz Filipe Scolari ao Euro 2008 - embora apenas para ser humilhado pela Suíça e para falar aos jornalistas sobre o seu futuro dourado, ainda que as propostas concretas não tenham dado entrada em Alvalade...
Agora, Miguel Veloso continua a ser notícia por querer sair do Sporting. De todos os cenários conhecidos, o mais interessante parece ser aquele que é oferecido pela Juventus, que dá à troca o português Tiago, mais uma verba em dinheiro. Seria um cenário quase perfeito nos planos desportivo e financeiro: o Sporting trocava um jogador promissor por um jogador maduro e já exprimentado no estrangeiro, que, aos 27 anos, está no "prime time" da sua carreira profissional. E trocava a agitação permanente, que decorre de informações constantes sobre a saída do atleta, pela acalmia e tranquilidade necessárias a um grupo de trabalho que precisa de ser campeão na próxima época.
A Juventus está disposta a dar 15 milhões de euros e o antigo médio do Sp. Braga, do Benfica, do Chelsea, do Lyon e da selecção portuguesa. Pelo menos é o que dizem os jornais. Mas de Alvalade vem uma surpresa muito agradável: a SAD do Sporting só está disposta a negociar se a Juventus pagar 20 milhões, mais Tiago. Cem por cento de acordo. Em dia de aniversário do Sporting Clube de Portugal, os parabéns são a dobrar! FOTO: Francisco Leong (AFP Photo)
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