O Sporting venceu hoje a Supertaça 2007-2008 em futsal, ao derrotar o Benfica, no Entroncamento, por 5-3. Tal como no futebol, também no futsal o Sporting ganhou a Taça de Portugal e a Supertaça. De resto, a equipa leonina domina o futsal nacional em número de títulos conquistados. Detém oito campeonatos nacionais (contra apenas quatro do Benfica, o segundo clube com mais vitórias), duas taças de Portugal (o Benfica tem três vitórias) e três supertaças (tendo este ano igualado o clube da Luz em vitórias neste troféu). No total, o futsal do Sporting já conquistou 13 títulos nacionais, sendo seguido pelo Benfica com dez. FOTO: www.sporting.ptDomingo, 31 de Agosto de 2008
Mais uma Supertaça para Alvalade
O Sporting venceu hoje a Supertaça 2007-2008 em futsal, ao derrotar o Benfica, no Entroncamento, por 5-3. Tal como no futebol, também no futsal o Sporting ganhou a Taça de Portugal e a Supertaça. De resto, a equipa leonina domina o futsal nacional em número de títulos conquistados. Detém oito campeonatos nacionais (contra apenas quatro do Benfica, o segundo clube com mais vitórias), duas taças de Portugal (o Benfica tem três vitórias) e três supertaças (tendo este ano igualado o clube da Luz em vitórias neste troféu). No total, o futsal do Sporting já conquistou 13 títulos nacionais, sendo seguido pelo Benfica com dez. FOTO: www.sporting.ptBenfica: da interdição à porta fechada
Se a justiça da Liga for rápida, o castigo poderá ser aplicado já no próximo Benfica-Sporting – para tristeza dos sportinguistas que gostariam de aplaudir ao vivo a sua equipa. Há um mês pela frente, pelo que não haverá desculpas.
DAS INFRACÇÕES DISCIPLINARES MUITO GRAVES
Artigo 138.º
Das agressões graves em geral
1. O Clube cujo sócio ou simpatizante agrida fisicamente elementos da equipa de arbitragem, agentes de autoridade em serviço, delegados e observadores da Liga, dirigentes, jogadores e treinadores e demais agentes desportivos ou pessoa autorizada por lei ou regulamento a permanecer no terreno de jogo, de forma a determinar justificadamente o árbitro a não dar início ou reinício ao jogo ou dá-lo por findo antes do termo regulamentar, é punido com derrota, interdição do recinto desportivo por 2 a 4 jogos ou realização de 1 a 2 jogos à porta fechada e multa de € 12.500 (doze mil e quinhentos euros) a € 25.000 (vinte e cinco mil euros).
2. Em igual pena incorre o Clube cujo sócio ou simpatizante agrida fisicamente qualquer das pessoas referidas no número anterior, antes, durante ou depois da realização do jogo, de forma a causar-lhe lesão de especial gravidade.
3. Os limites das penas de interdição do recinto desportivo e de multa são reduzidos a metade se a agressão, muito embora não determinando lesão de especial gravidade, tiver sido realizada por meio susceptível de a determinar.
Artigo 139.º
Das invasões e distúrbios colectivos com reflexo grave no jogo
1. O Clube cujos sócios ou simpatizantes invadam o terreno de jogo com o propósito de protestar, agredir ou ameaçar qualquer das pessoas referidas no artigo 138.º, n.º 1, ou provoquem distúrbios que determinem justificadamente o árbitro a não dar início ou reinício ao jogo ou a dá-lo por findo antes do tempo regulamentar, é punido com interdição do recinto desportivo por 1 a 3 jogos ou realização de 1 ou 2 jogos à porta fechada e multa de € 10.000 (dez mil euros) a € 20.000 (vinte mil euros).
Sábado, 30 de Agosto de 2008
Invasão de campo e pérolas verbais na Luz
Alta intensidade competitiva na Luz entre o Benfica e o FC Porto, num jogo que terminou empatado 1-1, que teve uma excelente arbitragem apesar das dificuldades colocadas pela partida. Uma equipa de Jesualdo Ferreira incapaz de ganhar mesmo contra dez, e outra equipa, a de Quique Flores, a acabar de rastos fisicamente, levando-nos a perguntar quem é o preparador físico das “águias”.Mas também precisamos de saber como é que é possível que, com tantos polícias à volta do relvado, haja um indivíduo que abra uma portilhola e invada o relvado para apertar o pescoço a um árbitro assistente. Um caso que tem de merecer a atenção da Liga, com a urgência devida, não escapando o Benfica à interdição do Estádio da Luz, por um ou dois jogos.
Ainda deste jogo fica a certeza de que o Sporting pode ser o único dos chamados três “grandes” a concluir a 2ª jornada da Liga só com vitórias. E o Benfica das estrelas milionárias já perdeu quatro pontos!...
Haja fé numa grande noite do Sporting na próxima segunda-feira. Que os jogadores digam em campo que querem mesmo ser campeões!...
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O prenúncio da violência
Na antevisão dos grandes jogos, mais do que o futebol, sobressai a informação sobre as medidas de segurança e o número de polícias que estarão no "jogo de alto risco" para cuidar de nós. As televisões, então, aproveitam a ocasião para recuperar imagens de violência anterior. É o que tem sucedido antes do Benfica-Porto deste sábado, com a SIC Notícias, todo o dia, a passar as imagens do ataque a um autocarro do clube nortenho, na época passada, por ocasião de um jogo de hóquei-em-patins, alegadamente praticado por adeptos benfiquistas. O veterano Cartaxana
No “Record”, desenvolveu uma tese obtusa em defesa da equipa de arbitragem do último Sporting-Trofense, defendendo a ideia de que houve motivo para a marcação da polémica grande penalidade. Foi a única alma do futebol português a defender tamanha grosseria, quando até o árbitro e o próprio assistente vieram depois dar conta do erro que cometeram.
Neste sábado, no “Correio da Manhã”, desenvolve uma teoria da conspiração, neste caso a propósito da RTP e do seu renovado programa sobre futebol, que regressou para as noites de domingo. Diz Cartaxana que a televisão pública “foi buscar o ‘Domingo Desportivo’ ao baú, mas mandou-o para o Norte, onde está quem manda (Carlos Daniel, adepto portista e homem forte da TV do Estado é o pivô)”…
Só por esta referência à simpatia clubística do excelente jornalista Carlos Daniel – e um jornalista pode ter simpatia clubística, o que só depende do coração, e ser competente ao mesmo tempo –, o “velho” Rui Cartaxana mostra que não está nada bem informado. Por isso, somos levados a concluir que já não deve regular bem da cabeça.
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
A Europa que ruge como um leão
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
O objectivo histórico do Sporting
Já era tempo de o Sporting ter alguma sorte num sorteio da Liga dos Campeões. Tendo pela frente o Barcelona, o Basileia e o Shaktar Donetsk, o Sporting só pode ter um objectivo histórico: ultrapassar a fase de grupos de modo a tentar ir o mais longe possível na competição - coisa que nunca conseguiu. É assim que Paulo Bento tem de encarar a empreitada europeia: como um objectivo histórico do Sporting. Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
A vergonha de Madrid

Estavam reunidas as condições para uma grande noite de futebol europeu ao mais alto nível, para orgulho da nação sportinguista. O Sporting Clube de Portugal, vice-campeão português e vencedor da Supertaça nacional, era o convidado de honra do Real Madrid para disputar o prestigiado Troféu Santiago Barnabéu, figura maior da história do clube madrileno. Porém, não foi nada disto que sucedeu. Paulo Bento, que até jogou em Espanha e deveria saber do rigor e seriedade com que o Real Madrid encara qualquer jogo, mais a mais internacional e em memória de uma grande referência da sua história, escolheu uma equipa secundária e estragou o espectáculo. Ao intervalo, a equipa leonina perdia por 5-1 depois de um jogo irreconhecível, onde ficámos a saber que jogadores como Pedro Silva, Ronny e Tiuí são grandes candidatos a deixar Alvalade numa próxima remodelação do plantel, uma vez que, manifestamente, não têm categoria para vestir a camisola do Sporting.
Na segunda parte, tudo mudou com a remoção das nulidades (Rochemback incluído) e a entrada dos habituais titulares. Sem se livrar do vexame, o Sporting começou, então, a jogar, perante um Real Madrid relaxado, e até fez dois golos, reduzindo para o 5-3, que foi o resultado final. O problema é que estava em jogo o Troféu Santiago Barnabéu, prova que jamais deve ser encarada como se de um treino se tratasse.
Obs. – Uma nota final sobre Vukcevic. Se não iria jogar por que é que foi convocado?!...
LEÃO DA ESTRELA na imprensa
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
Reconhecer o erro é muito pouco
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Domingo, 24 de Agosto de 2008
RECORTES LEONINOS Fábio Rochemback
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Ainda criança, rapidamente deu nas vistas e conquistou a atenção de um dos colossos de Porto Alegre: integrou os escalões de formação do Internacional, desde os infantis, e impôs-se na equipa principal com apenas 19 anos. Fã de Dunga, pela origem gaúcha, estilo e fama de duro, não raras vezes foi comparado ao actual seleccionador brasileiro.
As boas prestações despertaram o interesse do Barcelona e, em 2001, rumou à Catalunha. Apesar de ter apreciado a estadia na cidade condal, onde aprofundou os laços de cumplicidade com os amigos e compatriotas Thiago Motta e Geovanni (que jogou no Benfica), não se deu bem com Van Gaal, que raramente lhe deu oportunidades de jogar.
Insatisfeito, aceitou vir para o Sporting, envolvido na transferência de Quaresma para Barcelona, e conquistou desde logo os adeptos. Em Alvalade, não demorou muito para ser carinhosamente rebaptizado de “Roca”, ou não fosse muito comprido o seu apelido, de ascendência germânica. As três épocas em Alvalade confirmaram os seus atributos, mas também revelaram o gosto pelas saídas nocturnas e a falta de paciência com algumas decisões do treinador – ficou famosa uma discussão com José Peseiro, em pleno relvado.
É comum dizer-se que a passagem pelo futebol inglês tornou “Roca” mais maduro. Mas tal evolução é passível de uma explicação mais profunda: Giancarla. Depois de alguns meses de namoro, esta nutricionista de profissão casou-se com o jogador, numa cerimónia privada realizada na fazenda de Rochemback, em Soledade, e já anunciou estar à espera do primeiro rebento, que nascerá lá para Março. A profissão da sua mulher até parece ter sido escolhida de propósito… (...)
FONTE: “Diário de Notícias” – Guia Liga 2008-2009
Sábado, 23 de Agosto de 2008
Quando treinador e "capitão" divergem...
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Vitória manchada pela arbitragem


Mesmo quando se ganha é importante destacar os erros grosseiros das equipas de arbitragem, sobretudo quando eles são decisivos para o resultado final, como foi o caso, na estreia do Sporting na Liga Portuguesa 2008-2009. A equipa leonina começou bem, com uma vitória por 3-1 sobre o primodivisionário Trofense, mas passou ao lado de uma goleada e acabou por sofrer um golo graças a uma grande penalidade inexistente.Os golos leoninos foram marcados dentro da primeira meia hora, por Tonel (4’), Izmailov (24’) e Yannick Djaló (um bonito golo de calcanhar, imitando Madjer, aos 28’). O jogo parecia destinado a uma goleada à moda antiga, uma vez que o Trofense, desorientado e nervoso e muito curto, mais parecia a selecção das Ilhas Feroé. Só que a equipa leonina tirou o pé do acelerador e o adversário foi ganhando confiança e subindo no terreno, tendo obrigado Rui Patrício a mostrar as suas qualidades. No seu melhor período, o Sporting mostrou que, com Rochemback, ganhou um autêntico abre-cápsulas, sobretudo em lances de bola parada. O médio brasileiro marcou o pontapé-de-canto que proporcionou a Tonel o primeiro golo leonino na Liga e o livre que daria o segundo golo, por Izmailov, na recarga a um primeiro remate de Yannick à barra.
A segunda parte ficou marcada pelo lance da grande penalidade inexistente (59'). Anderson Polga tinha sido ultrapassado e derrubou Edu Souza, quando este estava isolado. O árbitro auxiliar de Paulo Baptista considerou que era grande penalidade, só que a falta tinha sido cometida bem fora da área. Um erro de arbitragem grave. Polga foi expulso, o que não se discute, e Pinheiro enganou Patrício, marcando o golo solitário da equipa da Trofa que, diga-se, pelo que fez a longo da partida, até fez por merecer.
A jogar com dez, o Sporting manifestou algumas dificuldades e limitou-se a gerir a vantagem. Daí resultou uma segunda parte pachorrenta, a fazer lembrar os piores jogos da temporada passada. A diferença é que a vitória estava assegurada. Até ao fim, ainda houve uma ou duas oportunidades de golo para cada lado. FOTOS: Hugo Correia (Reuters)
As revelações de Octávio Machado
"Ter saído do Sporting foi o maior erro da minha carreira. Sinceramente, não devia ter abandonado o clube naquela altura, devia ter denunciado as manobras do Norton de Matos. Em termos de gestão da minha carreira, eu devia ter enfrentado pessoas como o Norton.”Octávio Machado foi contratado pelo então presidente Pedro Santana Lopes - o primeiro da era-Roquette -, a meio da época 95-96, para substituir Carlos Queirós e um interinato de Fernando Mendes. A ideia era contratar um treinador que pusesse ordem no balneário do Sporting. Mas Octávio ficaria a meio do seu trabalho. Ganhou uma Supertaça de Portugal ao FC Porto – numa altura em que os portistas eram praticamente invencíveis e caminhavam rumo ao pentacampeonato –, mas o treinador nunca teve vida fácil em Alvalade.
Para além da curiosidade de ter sido o treinador do Sporting três temporadas consecutivas incompletas, Octávio fica na história dos três grandes do futebol português como o único treinador que, depois de ter assumido o comando técnico principal da equipa, passou, na época seguinte, a treinador-adjunto. Aconteceu em 1996-97, em que começou como colaborador do belga Robert Waseige. Mas poucos meses depois, aquele que ficou conhecido como o “eterno adjunto” do FC Porto, acabou por ocupar o lugar de Waseige, terminou em 2º lugar no campeonato, garantindo ao Sporting, pela primeira vez, o acesso à Liga dos Campeões.
Pouco mais de dez anos depois, Octávio Machado, que deixou o futebol e é vereador do PSD na Câmara Municipal de Palmela, resolve contar em livro aquilo que ele dizia que nós sabíamos que ele estava a dizer. Segundo uma pré-publicação do livro, reproduzida pelo semanário “Expresso” deste sábado, Octávio, para além de dar conta dos meandros do futebol potuguês, revela pormenores do balneário do Sporting que ajudam a explicar o insucesso da equipa durante muitos anos. E confessa que não devia ter abandonado o clube e que deveria ter enfrentado “pessoas como Norton de Matos”, então director desportivo do Sporting, e as suas “monobras”. Eis o excerto do livro, sobre a passagem de Octávio pelo Sporting:
“Havia ainda certos jogadores que só pensavam nos prémios de jogo. O Sporting era, aliás, a equipa que recebia mais prémios sem ganhar absolutamente nada. (…) Quando comecei a trabalhar em Alvalade, o Sporting parecia um clube social, todos os dias o chão daquele balneário ficava ladrilhado de convites para inaugurações disto e inaugurações daquilo. E alertei-os para o facto de o Sporting não poder continuar a proceder daquela maneira: ‘Desculpem lá, não pode ser. Eu fico com a sensação de que vocês vêm treinar para depois irem à inauguração de qualquer coisa, parece que o treino é onde vocês vêm passar um bocado, só para preparar a noite e ver onde é que se vai à inauguração da discoteca tal, à festa do bar tal, à passagem de modelos tal… Não, não pode ser! Porque as sobremesas nesses sítios são ácidas. Vocês não podem passar por um clube desta dimensão e não ficarem na história do Sporting. Vocês têm de ganhar coisas.’
Havia dirigentes que não compreendiam que ter um balneário a receber dez convites por noite não pode ser o objectivo de uma equipa de futebol profissional, mais a mais num clube como o Sporting. É admissível, por exemplo, que nas reuniões entre a equipa técnica e os jogadores apareça um alto funcionário do clube a entregar convites para a inauguração disto e daquilo? (…)
Hoje, reflectindo sobre tudo isto, chego à conclusão que ter saído do Sporting foi o maior erro da minha carreira. Sinceramente, não devia ter abandonado o clube naquela altura, devia ter denunciado as manobras do Norton de Matos. Em termos de gestão da minha carreira, eu devia ter enfrentado pessoas como o Norton.”
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
Cláusulas para inglês ver
"Duas finais" para começar...
O Sporting faz a sua estreia da I Liga Portuguesa 2008-2009 neste sábado, em Alvalade, frente ao recém-promovido Trofense. Na segunda jornada, desloca-se a Braga, naquele que será o primeiro dos jogos teoricamente mais difíceis. Depois, a Liga vai parar durante três semanas, por causa dos primeiros compromissos da selecção de Portugal relativos à campanha de apuramento para o Mundial 2010.No ano em que o Sporting quer ser campeão – e em que dispõe de todas as condições para concretizar esse objectivo –, é importante começar bem, ou seja, com duas vitórias nos dois primeiros jogos. A soma de seis pontos colocará os adversários directos sob pressão, nomeadamente da comunicação social, mais a mais quando teremos um Benfica-FC Porto logo na segunda jornada. Ou seja, após a segunda jornada será impossível que todos os três tradicionais candidatos ao título nacional tenham seis pontos. E o Sporting até poderá ser o único tê-los.
Para isso, e apesar de serem os dois primeiros jogos da prova, é importante que Paulo Bento e os jogadores assumam os dois primeiros jogos como se estivéssemos perante “duas finais”. E, exceptuando o que aconteceu na Taça da Liga 2007-2008, o Sporting até tem sido muito bom em jogos de finais…
Rever o vídeo da goleada de 3-0 sofrida em Braga, na temporada passada, em resultado de uma exibição humilhante, também seria capaz de não fazer mal nenhum, até como forma de espicaçar os jogadores leoninos…
A história recente da Liga portuguesa tem provado que os campeonatos se conquistam nas primeiras jornadas. Tem sido aí que o FC Porto, campeão nas últimas três temporadas, tem ganho o balanço de que necessita para as suas conquistas.
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
SPORTINGUISTAS Carla Matadinho
O ouro que veio de África
Nélson Évora, um atleta de classe mundial que nasceu na Costa do Marfim e é de origem caboverdiana, salvou a honra do convento português nos Jogos Olímpicos de Pequim, ao conquistar a medalha de ouro no triplo salto em comprimento, que se junta à medalha de prata de Vanessa Fernandes no triatlo. É bom para Portugal, e, sobretudo, para a comunidade de imigrantes africanos, uma vez que, muitos deles, como sabemos, são tratados abaixo de cão na sociedade portuguesa. E, já agora, é bom para a propaganda do presumível ecletismo do Benfica. É a primeira medalha de ouro de um atleta benfiquista nas olimpíadas. A primeira medalha de ouro de Portugal nos jogos mundiais fora conquistada em 1984 pelo viseense do Sporting Carlos Lopes, vencedor da maratona, em Los Angeles. FOTO: Kevin Frayer - AP PhotoQuarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Fábio Paim, o novo filho de Scolari
Daí que o Chelsea possa representar uma segunda vida para o jogador – ainda que esta transferência tenha tudo a ver com as boas relações entre o agente do jogador, Jorge Mendes, e o ex-seleccionador nacional Luiz Filipe Scolari. Aos 20 anos, Fábio Paim é uma “vedeta” que vai trabalhar com outras vedetas. Pode ser que o seu vedetismo se esbata entre muitos outros, dando lugar a um trabalho sério, rigoroso e, sobretudo, muito sereno. Há miúdos que precisam de serenidade e de um grande ambiente. Pode ser que Luiz Filipe Scolari trate dele como um filho. E aí, o futebol de Fábio Paim poderá explodir, fazendo o Sporting encaixar uns milhões e valorizar ainda mais os produtos da sua academia de futebol no exigente mercado inglês…
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Vanessa e a miséria nacional
Como Vanessa, já tivemos, entre outros, Joaquim Agostinho, no ciclismo, Carlos Lopes e Rosa Mota, no atletismo. Atletas completos. O que é triste para Portugal é que, apesar de milhões e milhões de euros vindos da União Europeia, nos últimos 20 anos, para a construção de equipamentos desportivos em todo o País, melhorando as condições de treino e criando condições para o fomento de modalidades mais técnicas, a verdade é que a dignificação da nossa presença numa edição dos Jogos Olímpicos continua, como há 30 anos, dependente de um ou outro atleta de eleição. Como agora, de Vanessa Fernandes. E isto deveria preocupar as federações desportivas e o Governo, que pagou 15 milhões de euros pela representação portuguesa em Pequim.
Donde, a excitação que estamos a assistir nas televisões, para quem o mundo se resume a uma medalha de prata da atleta portuguesa, é a face visível da miséria desportiva nacional. Que alguns atletas, diga-se, fazem questão de publicitar da forma mais desabrida, como aquela do judo que se queixou da arbitragem ou aquele de outra modalidade que agora não me ocorre que, depois de ter sido eliminado, não teve pejo em revelar que as suas manhãs são para dormir.
Domingo, 17 de Agosto de 2008
FRASES LEONINAS Paulo Bento
Sábado, 16 de Agosto de 2008
Uma vitória da formação do Sporting
Até agora, todas as crónicas dos especialistas nos tinham dito que o FC Porto está tão forte como na temporada passada e que parte para o novo ano futebolístico à frente da concorrência, e que o Sporting, assim como o Benfica, melhoraram em relação ao ano anterior, mas só terão conseguido diminuir o fosso de qualidade em relação ao todo-poderoso tri-campeão nacional. Porém, por aquilo que se viu no excelente jogo do Estádio do Algarve, para a Supertaça Cândido de Oliveira 2007-2008, com uma vitória claríssima do Sporting sobre o FC Porto, por 2-0, com dois golos de Yannick Djaló, “assistido” por defesas contrários, é bom que os analistas revejam os seus comentários e coloquem a equipa leonina pelo menos em pé de igualdade face à concorrência portista, nomeadamente no que concerne a uma candidatura ao próximo título nacional.Com uma exibição plena de concentração, de força, de garra e de sentido colectivo, o Sporting conquistou a sétima Supertaça Portuguesa da sua história – e, pela primeira vez, a segunda consecutiva –, num jogo em que toda a equipa jogou bem, embora o destaque exibicional tenha de ser entregue a Yannick Djaló, pelos dois golos e pela constância do seu futebol, demonstrando que cresceu muito como jogador, e a Rui Patrício, que defendeu um penálti num momento decisivo e assinou uma mão cheia de outras boas defesas, tendo realizado talvez a sua melhor exibição ao serviço da equipa de Alvalade.
Yannick Djaló e Rui Patrício foram as estrelas mais cintilantes da grande noite algarvia, pelo que a conquista desta Supertaça Cândido de Oliveira é também uma grande vitória da escola de formação do Sporting Clube de Portugal, cuja equipa é, este ano, a mais portuguesa dos históricos três grandes.
É certo que o FC Porto também procurou o golo. Só que o Sporting foi mais feliz, mas não ficou à espera da sorte. Lutou por ela. É verdade que no melhor período do Porto, Lucho Gonzalez rematou com estrondo ao poste de Rui Patrício. Mas o poste estava lá para alguma coisa. E, de resto, essa jogada até contou com a colaboração do árbitro Carlos Xistra, já que o seu corpo cortou um passe de Rochemback que iria rasgar a defesa contrária, permitindo uma contra-ataque portista... E também é verdade que o Sporting fez o primeiro golo a poucos segundos do intervalo. Mas se os avançados leoninos não pressionassem e não procurassem a bola com a intensidade competitiva que se exigia, provavelmente não recuperariam os ressaltos que vieram dos pés dos defesas portistas e resultaram nos dois golos que, aos 44’ e 58’, decidiram a conquista de mais um troféu para o museu leonino.
O Sporting ganhou também porque mexeu muito menos na estrutura da equipa em relação à época passada. E lançou no jogo nove jogadores portugueses (seis deles formados em Alvalade), contra apenas quatro do FC Porto. Talvez isso também ajude a explicar a estranha desorganização da equipa demasiado sul-americanizada de Jesualdo Ferreira quando ficou em desvantagem no resultado, ou seja, em praticamente toda a segunda parte.
A equipa leonina começa a temporada novamente com uma vitória sobre o FC Porto. Mas há diferenças evidentes em relação à época passada. Este ano, a Supertaça foi conquistada através de uma exibição muito superior e num jogo vivo e muito dinâmico, a demonstrar que os jogadores leoninos querem mesmo ser campeões. E ao contrário de Jesualdo Ferreira – que tem agora um problema chamado Ricardo Quaresma para resolver com urgência… –, Paulo Bento tem agora um banco de suplentes à altura. Por muito menos dinheiro…
FRASES LEONINAS Francis Obikwelu
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
O jornal do Benfica





Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
MEMÓRIAS LEONINAS
O leão da serra

Carlos Xistra, o árbitro do Sporting-FC Porto na Supertaça Cândido de Oliveira, é apresentado pelo diário “O Jogo” como “um leão da serra”. A “brincadeira” do jornal de Joaquim Oliveira na semana em que será decidido mais um título do futebol português resulta do facto de Xistra ter sido futebolista das camadas jovens do Sporting da Covilhã onde terá jogado com “ímpetos de leão”... Lendo todo o texto, assinado por uma jornalista experiente da redacção do Porto, somos levados a concluir que Carlos Xistra será mais um sportinguista que anda por aí a apitar jogos de futebol, “já que toda a família deste pacato funcionário público é ou foi adepta do Sporting”. Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
RECORTES LEONINOS
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AUTOR: João Almeida Moreira, “Record”, 12-08-2008
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Quando a boca foge para a verdade...
Propaganda & engenharia...
A propaganda já está a colocar o Benfica nos píncaros. Ainda sem ganhar nada de oficial, Quique Flores é o novo herói nacional, o rosto da "chama imensa", como diz "A Bola", esse farol de letras e imagens da nação benfiquista... É Portugal a fazer ídolos com pés de barro. Talvez uns jogos da I Liga desfaçam o entusiasmo e façam com que eles desçam à terra...Por falar em propaganda, também o FC Porto é colocado no mais alto pedestal da bola lusitana. É certo que o histórico de vitórias da I Liga nos últimos anos legitimam as melhores expectativas. Assim como é certo que essas certezas do sucesso portista vendidas pela nossa imprensa são uma preciosa ajuda para o grupo de trabalho nortenho. Até o facto de um irritado Jesualdo Ferreira, em pleno jogo, ter prometido dar uma sova em Fucile, quando o jogador sul-americano marcou um penálti mais em arte do que em força, num torneio de Braga, passa como momento humorístico. Em outros clubes seria um sinal de grande indisciplina no balneário…
E as notícias sobre o Sporting?... Mesmo com João Moutinho a receber palmas da larga maioria dos escassos 18 mil adeptos que foram a Alvalade ver a vitória sobre a Sampdoria, com alguma imprensa, também a exagerar, dizendo que o jogador “só ouviu aplausos”, ainda há quem garanta, como revela “A Bola”, que o Everton insiste em estudar uma engenharia financeira que leve o médio leonino para Inglaterra. Confirmando, assim, que não há dia sem engenharias… jornalísticas.
Domingo, 10 de Agosto de 2008
FRASES LEONINAS Miguel Veloso
Sábado, 9 de Agosto de 2008
Uma equipa cada vez mais sólida
Um golo de grande penalidade foi a cereja no bolo no processo de reconciliação de João MoutinhoCom um “onze” inicial que, em relação à época passada, só tinha Rochemback como novidade, o Sporting começou por mostrar o melhor que já sabe fazer: defender com personalidade e segurança. De tal modo que a Sampdoria, nos primeiros 20 minutos, que foram o seu melhor período, não conseguiu rematar à baliza então ocupada por Rui Patrício. Quando Derlei, aos 25 minutos, fez o primeiro golo, num dos escassos lances rápidos de contra-ataque, em entendimento com Yannick Djaló, o conjunto leonino assinava o primeiro remate da partida. Um sinal das dificuldades no último terço do campo, compensadas, no entanto, pela eficácia. Neste caso, curiosamente, à italiana...
Na segunda parte, a Sampdoria passou a jogar com dez e o seu jogo perdeu comprimento. A saída de Rochemback por troca com Miguel Veloso acabou por ser benéfica para o Sporting, com o médio português a fazer girar a bola com mais amplitude, alargando o jogo leonino e o seu caudal ofensivo. O segundo golo acabaria por acontecer através da marcação de uma grande penalidade, convertida por João Moutinho - pouco depois de o árbitro não ter assinalado outro penálti, porque Rodrigo Tiuí, ansioso ou inexperiente, não desistiu da jogada...
Uma nota final para a indisciplina que alguns jogadores do Sporting têm demonstrado nesta pré-temporada. Já com o PSV, Pedro Silva fora expulso de uma forma estúpida. Desta vez, foi Derlei que parecia andar a pedir o cartão vermelho. E também Rochemback arriscou a expulsão numa entrada muito dura às pernas de um adversário. É evidente que todos os jogos de preparação devem ser encarados como jogos oficiais. Porém, quando a SAD do Sporting optou por contratar jogadores experientes estava justamente a tentar prevenir assomos de imaturidade dentro do campo. Se Paulo Bento não tem mais baixas por indisciplina para o confronto com o FC Porto fica a dever essa a Pedro Proença... FOTO: "Record Online"
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Um caso "fechado" mas pouco...
É de elogiar a firmeza e a tenacidade com que o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, tem enfrentado o “caso” João Moutinho. Para o presidente, o “caso” é “puramente interno” e “está fechado”. Ora, não é bem assim.Ponto um: não é puramente interno, porque Moutinho colocou-o na praça pública de forma estrondosa e requintada. Até só quis falar para os órgãos de comunicação escrita, não havendo imagens televisivas do jogador a dizer que quer sair. Se as houvesse, nos últimos dias, teriam sido transmitidas até à exaustão...
Ponto dois: Moutinho ainda não pediu desculpa aos associados, dirigentes, jogadores e outros funcionários do Sporting. Pelo contrário, afirmou que não estava arrependido do que tinha dito: “O que disse, disse, e fico por aqui. São coisas que disse e que sentia, a minha vontade, mas não me arrependo.”
Ponto três: o “caso” não está fechado, porque, tendo em conta a sua natureza e a conjuntura em que foi criado, dificilmente acaba por decreto. Basta ouvir os associados e reflectir nas palavras azedas de Moutinho depois de umas declarações de Caneira…
RECORTES LEONINOS
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O director-geral do Sporting, Pedro Afra, anunciou ontem o objectivo de vender 33 mil “gameboxes” [nota do LEÃO DA ESTRELA: lugares de época no Estádio José Alvalade]. Para combater a crise, dizem. A meta anunciada é, de facto, pobrezinha. A época passada os “leões” venderam 32 mil. Este ano, apontam ao mesmo. Curioso assistir à falta de ambição da máquina de um clube que diz querer ser campeão, que o exige a técnicos e jogadores e depois o resto da estrutura contenta-se em fazer o mesmo da temporada passada. Lembro-me de um grande sportinguista que me dizia que, em Alvalade, apenas à equipa eram apresentadas exigências. Sou obrigado a concordar. Para dar a volta à crise, [Filipe Soares] Franco tem de instalar outra cultura de exigência, transversal a todo o clube. Urgente. (…)
Bernardo Ribeiro, "Record", 08-08-2008
Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Milhões de explicações
SPORTINGUISTAS Pedro Pires
RECORTES LEONINOS
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AUTOR: José Carlos Freitas, "Record Online", 06-08-2008
Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
SPORTINGUISTAS Sofia Costa
FORAM LEÕES Jardel marca na estreia
Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
A maldição da braçadeira
O “caso” João Moutinho, por estar em causa o “capitão” do Sporting, é irónico e preocupante para o clube. Por uma razão: é mais um “capitão” da equipa de futebol que se encontra numa situação desconfortável dentro do Sporting. Neste caso, porém, por um motivo inédito, sem que possam ser atribuídas responsabilidades pelo imbróglio aos dirigentes leoninos. Foi Moutinho quem disse o que não deveria ter dito, apagando por completo os efeitos positivos da vitória de um torneio de pré-temporada e criando um problema no grupo de trabalho...
Independentemente de a questão poder ser resolvida a contento das duas partes, a verdade é que Moutinho – caso não continue no plantel – poderá ser o próximo “capitão” do Sporting a deixar Alvalade pela porta pequena. O que não deixa de ser motivo de grande reflexão para os dirigentes sportinguistas, pois tem a ver com a relação directa entre o clube a as suas referências desportivas mais queridas.
Ao longo dos últimos anos da história do Sporting, houve erros e omissões de todas as partes. O objectivo desta nota não é encontrar responsáveis. Trata-se de apontar factos que são indesmentíveis, para que os sportinguistas e os dirigentes do clube reflictam e encontrem as raízes dos problemas criados. A verdade é que, nos últimos anos, são abundantes os exemplos de capitães que deixaram Alvalade pela porta dos fundos. Vejamos os casos de que me lembro:
– Manuel Fernandes, o nosso grande ídolo dos anos setenta e oitenta, não teve lugar em Alvalade até ao fim da carreira e teve que se refugiar em Setúbal, onde continuou a marcar golos ao lado de Rui Jordão.
– Oceano Cruz, grande referência do meio-campo leonino e da selecção nacional nos anos oitenta e noventa, teve de ir para França provar que poderia jogar mais tempo.
– Yordanov, exemplo de raça e profissionalismo, acabou doente e a dirimir um processo em tribunal contra o clube por causa de um jogo em sua homenagem que não se realizou.
– Pedro Barbosa, que entre meados da década de noventa e a primeira metade desta década foi um dos futebolistas leoninos mais talentosos, também rompeu com os dirigentes responsáveis pelo futebol, em 2005, abandonando o clube em litígio com Paulo Andrade e Rui Meireles, então administradores da SAD. Acabou por regressar posteriormente, como director desportivo, quando os dirigentes que o afastaram já não estavam em funções.
– Beto, um dos símbolos da formação leonina dos anos noventa, sucedeu a Barbosa como “capitão”, mas o seu reinado durou pouco tempo. Em Janeiro de 2006 saiu em ruptura com Paulo Bento, depois de se incompatibilizar com Custódio. Foi para França.
– Ricardo Sá Pinto, outro exemplo de raça, conhecido pelo seu "coração de leão", que sucedeu a Beto como “capitão”, em 2005-2006, não geriu muito bem a sua carreira, anunciando a retirada para o final desse ano, mas acabando por voltar atrás. A SAD não achou piada à mudança de opinião e Sá Pinto, em ruptura com o Sporting, foi pendurar as botas ao serviço do Standard de Liège.
– Recuando uns bons anos, percebemos que a maldição da braçadeira de capitão do Sporting tem raízes históricas. João Laranjeira, histórico “capitão” e campeão leonino nos anos setenta, acabou a sua carreira no rival Benfica...
Por estes casos, a função de “capitão” do Sporting parece talhada à medida para gerar os casos mais complicados. O protagonista do momento é João Moutinho.
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