sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A crítica de Abrantes Mendes

Sérgio Abrantes Mendes, ex-adversário eleitoral de Filipe Soares Franco na corrida à presidência do Sporting e antigo presidente da Assembleia Geral do clube e, naquele tempo, em finais da década de 1980, uma espécie de reserva moral do agitado consulado de Jorge Gonçalves, veio a público contestar o "timing" da renúncia do actual presidente leonino a uma recandidatura.
A crítica de Sérgio Abrantes Mendes não tem razão de ser, porque o processo eleitoral teria de acontecer em qualquer altura do ano. Ironicamente, o período menos indicado para a realização de eleições é justamente aquele que coincide com o fim de uma temporada desportiva e a preparação da temporada seguinte.
Soares Franco, ao anunciar que não é candidato com seis meses de antecedência em relação à data das eleições, prestou um grande serviço ao Sporting, porque permite criar condições para um debate profundo sobre o futuro de clube dividido, mais a mais com um congresso agendado para dentro de poucas semanas. O que não seria possível caso esse anúncio tivesse ocorrido a um ou dois meses das eleições, numa altura igualmente decisiva para a equipa de futebol na luta pelo título nacional. Ao mesmo tempo, é preciso ter em conta que o sucesso da equipa de futebol na Taça da Liga, na Liga Portuguesa e na Liga dos Campeões será sempre o sucesso do projecto de Soares Franco, que terá, certamente, um candidato a defendê-lo.
O que teria sentido Abrantes Mendes fazer seria recomendar a Filipe Soares Franco que recorra a todos os meios no sentido de defender a máxima tranquilidade no grupo de trabalho do Sporting, de modo a que os objectivos desportivos da temporada não sejam postos em causa. De resto, todos os profissionais do Sporting continuam a receber no final do mês pelas funções para as quais foram contratados. Uns para dirigir, outros para treinar, outros para jogar e outros, ainda, para ajudar a máquina a funcionar. E o âmbito dessas funções específicas de cada profissional leonino não passa, ou não pode passar, por alinhamentos pré-eleitorais que prejudiquem o futebol do Sporting.

3 comentários:

Sociedade Leonina disse...

LdE,

Estou tão de acordo com o seu post que, quase há mesma hora, publicava este post na SL...:

O mau timming do anúncio da saída - A Hipocrisia!

(Não) Fiquei supreendido ao ouvir as declarações do potencial candidato às eleições do Sporting Abrantes Mendes, dizendo que foi um «mau timming».

A justificação então ainda é melhor: a Direcção do Sporting estava ligada por um «cordão umbilical» à equipa de futebol por isso este anúncio de não recandidatura (atenção, "não recandidatura"... o que é muito diferente de abandono ou saída...) causa desestabilidade na equipa de futebol.

Isto tudo é uma grande hipocrisia:

- Antes de mais, nota-se aqui aguma inovação ao criticar-se uma Direcção por estar "muito próxima" da equipa futebol. Principalmente por quem já criticou esta Direcção por não dedicar muito tempo ao clube e por deixar ao abandono a equipa de futebol.

- Por outro lado, porque este timming é sério e é perfeito, e Abrantes Mendes bem o saberá. Estamos a alguns meses de eleições, o presidente eleito continua em funções e os potenciais candidatos têm todo o tempo do mundo para preparar convenientemente a sua candidatura, sabendo com o que podem contar quanto ao presidente em funções.

- Finalmente, porque se o anúncio de não recandidatura de FSF fosse em Abril ou Maio, em cima das eleições, muito provavelmente a crítica de Abrantes Mendes seria a mesma - o "mau timming" porque FSF já sabia que não se recandidatava e esteve 3 ou 4 meses sem avisar os sócios.

Que Hipocrisia!

Quem está preocupado com a desestabilização pode bem começar por...não desestabilizar! Estaremos atentos...

AD

Gouveia disse...

É só tiros ao lado!

Em vez de elogios indirectos a FSF você devia era fazer-lhe fortissimas criticas por causa do escândalo que é esta pré agendada A.G. dos VMOCs!

Mas não! Vai buscar uma observação remota dum Sportinguista com S grande como SAM para criticar a única pessoa que fez frente ao sinistro Roquettismo/Continuismo e que conseguiu nas ultimas eleeições, perante circunstancias vergonhosas, 25% dos votos !

É como eu dizia: É só tiros ao lado!

Anónimo disse...

Confesso que custa-me ter um futuro Presidente que olha para o pastel de nata e, ao mesmo tempo, olha para o bolo de arroz, dizendo:"eu quero aquele bolo ali!".

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