segunda-feira, 6 de abril de 2009

A dor de Manuel António Pina

"A selecção nacional diz-me pouco. A pátria do adepto é o seu clube e, por isso, Paulo Bento dói-me mais (ou antes, o Sporting, pois tenho alguma simpatia pelo trabalho que ele tem feito no clube) que o tal Queiroz."
Manuel António Pina, poeta, escritor e jornalista, "Jornal de Notícias", 05-04-2009

10 comentários:

Lionheart disse...

Penso exactamento o mesmo.

francis disse...

estou para ver quem vem a seguir.
paulo bento isto, paulo bento aquilo, quem nos dera que venha um gajo com a mesma seriedade que paulo bento.

Rafael disse...

Como Sócio aceito a continuidade de Paulo Bento, mas com outro (Duro-Inteligente) Chefe do departamento do futebol.
Este (malandro) do Pedro Barbosa não tem moral para pedir sacrificios.
Não estou esquecido dos DEZ anos que ele viveu à custa do SCP como Jogador e vejo Grandes Nomes da história do clube ao abandono.Viva óh Sporting

Vila Franca disse...

O Paulo Bento ganhou pontos no universo sportinguista no rescaldo da roubalheira de que fomos alvo no jogo contra o Benfica. Eu, que tenho sido um crítico de algumas posturas do Paulo Bento ao longo da época (casos Vukcevic, Stoikovic, rotação de jogadores ao longo das épocas) e um apreciador da sua frontalidade, creio que se o Paulo Bento perdesse a parte que está a mais na sua obstinação (a teimosia cega) e desse atenção a algumas críticas pertinentes, teríamos nele um verdadeiro símbolo do Sporting para um longo futuro.

Rafael disse...

Acrescento ao nosso confrade Vila Franca que no que toca a Vuckevic a afinal este menino acabou por dar razão a Paulo Bento, mas no que respeita ao Stoikovic, era bom dizer que este GR não jogava no Vitessse da Holanda e Nantes da França antes de vir para o SCP, bem como agora nem joga no Getafe de Espanha. Porque razão ele não jogava e não joga???!!!
Se era tão bom (Como ele dizia) esteve livre pelo SCP no final da última época e ninguém pegou nele?! Cumpts.

Sara disse...

De um tipo que é a cara chapada do Fernando Seara nos tempos em que usava bigode que é que se esperava!

el matador disse...

100% de acordo com este senhor. sofro mais pelo sporting do que pela selecção

Soylent Green disse...

É um Fernando Seara com ares de Fernando Pessoa porque é do Sporting.
Eu como sou Fernando e também pessoa concordo com ele.

Pedro Pita disse...

Desculpem lá destoar do tom geral mas eu sofro pela selecção, tanto ou mais que pelo Sporting ou pelo Atleti. Sofro porque é o meu país. Sofro com a sua falta de sorte, com as suas desgraças e os seus abismos. E não deixei de sofrer por Portugal pelo facto do selecionador se chamar Carlos Queiroz. Nem que o selecionador se chamasse Zé Manel dos Anzóis e selecionasse vinte e dois atletas do carcavelinhos eu sofreria pela selecção na mesma! E não deixo de sofrer pelo facto de perder ou empatar. É que há uma coisa que me chateia imenso em Portugal: Nos tempos de Scolari não jogávamos ponta de um corno e à base de muita fé na senhora do Caravaggio lá iamos ganhando os jogos; Hoje em dia estamos a jogar muito bem( repito-o: MUITO BEM), como há muito não o faziamos( se calhar desde os tempos de Humberto Coelho e da melhor selecção portuguesa de sempre, a do Euro 2000), e perdemos e empatamos. E perante isto vejo as pessoas virarem as costas à selecção. Não é nos momentos em que estamos por cima que necessitamos de apoio, é nos momentos em que estamos na fossa. Ora em Portugal há uma mentalidade terrível e mesquinha segundo a qual ou bem que somos os maiores ou bem que é tudo uma merda pegada. Não acho que sejamos nem uma coisa nem outra, o que precisamos é de realismo. Querem um exemplo? Espanha euro 2008. Uma selecção marcada por anos e anos de insucesso. Um treinador polémico, o nosso Luís Aragonéz( digo nosso porque o Luís do Atleti, o sábio de Hortalenza, jogou 13 anos no Atleti e treinou o clube durante outros 11 anos!), deixa de fora as figuras. E que figuras! Raúl, à cabeça, mas também Guti, Valdez, Reys e Joaquim( sobre a não convocação de Reys e Joaquim, disse Aragonéz: "se tivesse os extremos de Portugal jogava com extremos..."). Não olhou a nomes, não se deteve nas primas donas do costume. Lema da selecção antes do euro? "Passe lo que passe España siempre!". Lema fatalista e derrotista dizia-se em Espanha. "Realista", repetia o velho mago do futebol espanhol. Quando partiram de Barajas os jogadores tinham um país que os olhava de soslaio e pensava que nem da primeira fase passariamos. Pois bem a Espanha não só ganhou o Euro como foi, de muito longe, a melhor equipa da competição, jogando um futebol prático e brilhante. O que convém que seja dito é que os alicerces da mais brilhante vitória da história do futebol espanhol, até à data( porque suspeito que a Espanha por este andar seja a futura campeã do mundo), foram construídos muito antes, na base da coragem para assumir rupturas. Não vejo essa capacidade na nossa selecção actual, mas nem por isso deixo de assumir o lema da selecção espanhola no que diz respeito a Portugal( e também a Espanha, mas isso é outra coisa): Aconteça o que acontecer Portugal sempre!

Um grande abraço

Vila Franca disse...

Quando cito os casos de Vukcevic e Stoikovic refiro-me ao tempo que duraram esses episódios e à dimensão que atingiram, com o prejuízo que o afastamento dos jogadores causou ao clube, nomeadamente o Vukcevic e com a desvalorização pública do Stoikovic e nesses casos penso que o treinador alimentou guerrinhas e contribuiu muito para o prolongar de uma situação que se resolvia rapidamente e sem o barulho que houve multando-os fortemente, já que matéria para isso havia. Paulo Bento tem uma coisa que me parece indispensável em qualquer grupo, que é a exigência de disciplina, mas a disciplina não pode ser cega, tem de se saber impô-la e nesses casos creio que lhe faltou o bom senso e aquilo a que os franceses chamam o savoir-faire... Coisas que a experiência poderá resolver, se ele quiser...

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