domingo, 28 de junho de 2009

Os vândalos do Benfica, a FPF e a justiça

Estranhamente, José Eduardo Bettencourt não disse nada sobre a onda de violência que interrompeu o Sporting-Benfica em juniores

As imagens televisivas não deixam dúvidas: o jogo Sporting-Benfica foi interrompido por um grupo de vândalos do Benfica, que só foram a Alcochete para agredir quem estava a assistir a um espectáculo de futebol, que, por sinal, decidiria o título de campeão nacional de juniores 2008-2009.
Quando Rui Costa afirma que não havia condições de segurança na Academia do Sporting, está a confirmar que os adeptos do Benfica da claque “No Name Boys” são vândalos à solta, capazes de agredir sem motivo aparente quem lhes aparecer no caminho, ao ponto de interromperem um jogo de futebol. Rui Costa, aliás, revelou-se portador do cinismo mais refinado, ao atirar responsabilidades para o Sporting e ao não ter uma palavra de censura para os vândalos do seu clube.
Perante a gravidade das imagens televisivas, a Procuradora-Geral da República tem de abrir um inquérito e tem de apurar a identidade dos malfeitores. Porque estamos perante um crime público, que dispensa relatórios da polícia. As imagens são claras. Os agressores estão lá. Só não os identifica quem não quiser. E eles só não não punidos se a justiça portuguesa não quiser. O que os “adeptos benfiquistas” fizeram foi uma sabotagem a um jogo de futebol traduzida num ataque brutal às pessoas que estavam a assistir. Não houve mortos, mas poderia ter havido.
O Sporting deve pugnar, portanto, pela intervenção enérgica da justiça portuguesa, doa a quem doer. E deve pugnar pela repetição do jogo em causa. Os rumores que já circulam não são nada animadores. Dizem que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol vai analisar o que se passou e que, provavelmente, não vai atribuir o título de campeão nacional de juniores 2008-2009. É o trabalho dos preguiçosos, daqueles que são tão incompetentes que preferem não decidir.
Ora, se a FPF não atribuir o título de campeão de juniores está a fazer uma cedência perigosa aos energúmenos que vão ao futebol (e há energúmenos em todos os clubes). Neste caso, aos do Benfica. O futebol português não pode capitular perante os vândalos. Por isso, o jogo tem de ser repetido, independentemente dos prazos da temporada futebolística. É isto que o Sporting Clube de Portugal, através do seu presidente, José Eduardo Bettencourt (até agora, estranhamente, calado), tem de defender.
Perante a gravidade do que aconteceu, o presidente da FPF, Gilberto Madaíl, não pode continuar escondido atrás de um fim-de-semana em qualquer lugar paradisíaco. Tem de vir a público dizer o que pensa. E dizer o que pensa da violência nos estádios. E o que pensa que deve ser feito neste caso. Esconder-se nos regulamentos seria meter a cabeça na areia como as avestruzes. Perante casos excepcionais, é preciso decisões excepcionais.
Entretanto, a Sporting SAD divulgou, na tarde deste domingo, um comunicado defensivo e repleto de justificações perante as acusações do Benfica. Eis o documento na íntegra:

"Relativamente ao comunicado emitido pelo Sport Lisboa e Benfica (SLB), acerca do jogo disputado na tarde de sábado, entre o Sporting e o Benfica a contar para o Campeonato Nacional de Juniores, na Academia Sporting, a Sporting, SAD esclarece o seguinte:
1 – Não recebeu, em circunstância alguma, nenhuma comunicação do SLB manifestando qualquer preocupação sobre as condições da Academia Sporting, para a realização deste jogo;
2 – Desconhece, em absoluto, que o SLB o tenha feito junto da Federação Portuguesa de Futebol. Se o fez, a FPF nunca o referiu junto da Sporting, SAD;
3 – Todos os dirigentes do SLB presentes encontravam-se no local mais seguro para assistir ao jogo já que se tratava de um local fechado, com janelas de vidro e de fácil acesso a uma zona sem visibilidade do exterior;
4 – Lamenta que o SLB não se demarque de adeptos do seu Clube quando estes próprios declararam às forças policiais terem ido à Academia apenas para “acabar com o jogo”;
5 – Aguarda que as instituições reguladoras do Futebol analisem os factos com isenção que se lhes exige e que, depois dos períodos negros que o Futebol tem passado, não entremos na era dos campeonatos ganhos à “pedrada”."

sábado, 27 de junho de 2009

Polícia portuguesa muito distraída

A batalha campal que interrompeu o “jogo do título” do campeonato nacional de juniores 2008-2009, entre o Sporting e o Benfica, na Academia de Alcochete, que registava lotação esgotada, significa, em primeiro lugar, que a polícia portuguesa anda muito distraída. A segurança de um jogo que era de alto risco foi entregue a um número insuficiente de militares da GNR, que foram impotentes para travar os desacatos... Afinal, e ao contrário do que nos dizem, as forças de segurança (que nos jogos mediáticos estão sempre à frente dos microfones para falar sobre as medidas preventivas tomadas...) não dispõem de um serviço de informações que lhes permita acompanhar os passos das "claques organizadas" (um eufemismo que esconde muitos energúmenos) de modo a antever um caso destes, nomeadamente num jogo dos escalões jovens.
O encontro deverá ser reatado no prazo de 72 horas, não se sabendo se decorrerá novamente no campo do Sporting ou se, por causa da confusão, terá de ser realizado em terreno neutro, como convém aos benfiquistas. FOTO: "Record Online"

Matías Fernández, enfim, no Sporting!...

Custou, mas veio. O chileno de origem argentina Matías Fernández (ex-Villarreal) junta-se ao grupo de reforços do Sporting 2009-2010, que até agora era formado apenas por André Marques e Carlos Saleiro. O jogador passa a integrar os quadros do Sporting. Para que não restem dúvidas, aqui fica a comunicação da Sporting SAD à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Segredos dos jogadores do Sporting

RUI PATRÍCIO – Filho de um antigo defesa-central, começou a jogar como ponta-de-lança. Defendeu um penálti no seu primeiro jogo ao serviço da equipa principal do Sporting.

TIAGO – Gosta de fazer “bodyboard”. Chamam-lhe “Polícia”. É o tesoureiro das multas.

RICARDO BAPTISTA – É especialista a marcar lances de bola parada. Teve a alcunha de “Régua”.

ABEL – É o “Professor”. Tem licenciatura em Educação Física e adora ler.

PEDRO SILVA – Passou de desconhecido a herói, após a peitada sobre o árbitro Lucílio Baptista e a expulsão na final da Taça da Liga 2008-2009.

ANDERSON POLGA – Tem mais autogolos do que golos em seis anos de permanência no Sporting e em Portugal.

DANIEL CARRIÇO – Foi “capitão” de todas as equipas jovens do Sporting. É fã de Terry e Ricardo Carvalho.

MARCO CANEIRA – Passou férias com Simão Sabrosa em Ibiza. Vai ter casas de leitões em Negrais.

GRIMI – Tem mais de mil filmes, mas já fez o seu na noite de Lisboa: foi apanhado pela polícia com álcool.

ANDRÉ MARQUES – Foi o primeiro júnior que Paulo Bento estreou nos seniores.

MIGUEL VELOSO – É do Real Madrid. Começou com o pé direito, a avançado, no Benfica. Mas os treinadores da formação do clube da Luz não o quiseram porque “era gordo”.

ADRIEN SILVA – Nasceu em França, mas é português. Tem como hóbi passear a cavalo. Já fugiu do Sporting para treinar no Chelsea no tempo de José Mourinho. Acabou por regressar a Alvalade.

ROCHEMBACK – Tem uma equipa de futsal. Como bom gaúcho, dá tudo por um churrasco. Casou com uma nutricionista que lhe controla o peso. Adora ir à pesca e toca cavaquinho.

PEREIRINHA – Um exemplo de humildade. Tinha um Corsa e comprou o BMW de Grimi. Ouve Pearl Jam e Red Hot.

IZMAILOV – Começa a arranhar o português. Usa sempre as mesmas chuteiras em jogo.

JOÃO MOUTINHO – Segundo “capitão” mais novo de sempre no Sporting. Joga ténis e voleibol de praia.

ROMAGNOLI – Ganhou 500 euros quando foi ao casino de Lisboa. Tem 15 tatuagens.

VUKCEVIC – Não gosta de ver jogos de futebol. Praticou karaté. É religioso e benze-se sempre antes de treinos e jogos.

MATÍAS FERNÁNDEZ – Inspira-se na série japonesa de animação “Supercampeões”.

POSTIGA – Natural das Caxinas (Vila do Conde), queria ser pescador. Nasceu benfiquista e revelou-se para o futebol no FC Porto. Tem um irmão mais novo goleador.

CARLOS SALEIRO – Foi o primeiro bebé-proveta português. É sócio do Sporting e da Juventude Leonina desde que nasceu.

LIEDSON – Há 10 anos, era repositor de supermercado no Brasil. É o grande goleador do Sporting depois de Mário Jardel. Em Setembro será português.

YANNICK – Sonhava ser astronauta. Trouxe a mãe da Irlanda para Portugal em 2007.

Obs. - Pesquisa elaborada com base num trabalho do jornal "i", de 26-06-2009.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sporting discute título de juniores

Neste sábado, na Academia de Alcochete, a equipa de futebol de juniores do Sporting recebe o Benfica naquele que é o "jogo do título". É o único título que o futebol leonino pode festejar em 2009, dado que o FC Porto foi campeão em senhiores e juvenis e o Benfica em iniciados.
Perante lotação já esgotada, ao Sporting só a vitória interessa para revalidar o título de campeão nacional de juniores e, assim, fazer regressar o futebol leonino aos títulos nacionais, depois da conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, em seniores, ao FC Porto, em Agosto de 2008. Um empate ou uma vitória benfiquista deixarão o Sporting de fora dos títulos jovens, sete anos depois.
A título de curiosidade, registe-se que a temporada 2001-2002 foi a última em que o Sporting não ganhou nenhum dos campeonatos jovens, mas também foi a última em que ganhou o título nacional em seniores. Se o Sporting vencer o Benfica será campeão de juniores e concluirá a sétima temporada consecutiva a vencer títulos no futebol de formação.

Balanço e expectativas de Pereirinha

"[A temporada que passou] não foi positiva para nós, na medida em que não atingimos o principal objectivo, ou seja, a conquista do título de campeão, logo não há motivos para satisfação. (…) Chegámos aos oitavos-de-final da Champions, outra meta traçada, mas depois o desempenho não foi o desejado.”

“Uma equipa que joga sempre pelo título, como o Sporting, não pode estar tantos anos sem ser campeã. A verdade é que não tem sido suficientemente bom para o conseguir. Mas está na hora!”

“O FC Porto teve grande regularidade – é o que nos falta. Cedemos pontos aos adversários e não mantivemos um ritmo contínuo. Pagámos por isso.”

"Sigo uma linha natural. Ainda não consegui a titularidade, é um facto, mas espero que assim aconteça esta época. Continuo a sentir-me útil, como sempre, fui quase sempre opção, mas estou satisfeito. Tenho de mostrar ainda mais para ser opção como titular."

“Como amigo e colega do Miguel [Veloso], tenho a dizer que ele saberá o que é melhor. Quero é que ele seja feliz e que tudo lhe corra pelo melhor, mas, se quiser sair, que saia. Se for essa a melhor solução para todos, está satisfeito o interesse comum. Ele manifestava algum desconforto, mas, se ficar, que nos ajude a conquistar títulos."

“Gostei muito de trabalhar com [Derlei]. Ajudava os mais jovens em tudo o que podia, dando conselhos bastante úteis. Era de facto um jogador muito respeitado por todos. Não o tentei convencer a ficar, mas, quando falámos durante aquela indefinição, pareceu-me que ele ficaria. Fui surpreendido, quando a saída foi o desfecho. São coisas do futebol."

“[Carlos Saleiro e André Marques] estão a ser justamente premiados, pois nunca deixaram de trabalhar seriamente. Joguei com os dois no Olivais e Moscavide e nas Selecções e fui companheiro do André nos juniores. Têm muita qualidade, e espero que lhes corra tudo bem. Que fiquem e encontrem o seu espaço."

“Fiquei satisfeito [com a continuidade do treinador], pois o Paulo Bento é o treinador com que me identifico. Aliás, toda a equipa se identifica com ele. Estaríamos a dar passos atrás sem ele ao comando da equipa. O Paulo Bento conhece bem os jogadores, o que é altamente positivo. Esta continuidade pode ser benéfica.”

“[José Eduardo Bettencourt] está a tentar trazer algumas novas ideias, mas creio que dentro do que já tinha vindo a ser feito. Tenho boa impressão, mas não uma opinião formada, como é natural nesta fase.”

Bruno Pereirinha, “O Jogo”, 25-06-3009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Negócios leoninos

Afinal, Miguel Veloso já não é do Sporting. É do BES... Enquanto isso, o israelita Pini Zahavi, agente FIFA conhecido por estar por dentro de negócios duvidosos através do fundo de investimento MSI no Brasil (Corinthians) e na Inglaterra (Portsmouth), ganha espaço no Sporting a cada dia que passa... Esperemos que não seja nada de grave.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Os casos bizarros de Stojkovic e Purovic

Casos de jogadores proscritos, pelos mais diferentes motivos, não são virgens no futebol do Sporting. Já na década de 1990, o Sporting registou a particularidade inédita de pagar ordenados a um jogador (Afonso Martins) para que ele treinasse sozinho. Agora, persistem os casos do guarda-redes Stoykovic (comprado ao Nantes por 1 milhão de euros) e do avançado Purovic (comprado ao Estrela Vermelha por 2 milhões de euros!).
O Sporting que tem sido representado em alguns negócios pelo agente FIFA Pini Zahavi, que tem uma carteira de contactos enorme, não consegue colocar no mercado jogadores que considera dispensados. Até o empresário de Ronny, Gilmar Veloz, veio para a praça pública dizer que a colocação do jogador brasileiro “é um problema do Sporting”. E em banho-maria parece continuar o futuro do argentino Romagnoli. E os anunciados reforços tardam em ficar definidos.
Quanto a Stojkovic e Purovic, o director desportivo Pedro Barbosa já deu um sinal de que quer vê-los longe de Alvalade, ao ter indicado ao seu empresário, Zoran Stojadinovic, o dia 15 de Julho como data de apresentação em Alvalade. Em vez do dia 26 de Junho, em que se apresentam todos os jogadores. Ou seja, ao contrário do que seria de esperar, aqueles atletas, que continuam a ser pagos pelo Sporting, com quem têm contrato, não vão fazer trabalho de pré-temporada, de modo a estarem bem fisicamente quando tiverem uma solução fora de Alvalade. Logo, arriscam-se a perder o comboio da temporada. À custa do Sporting. Será assim tão difícil arranjar clube para estes atletas?...

Obs. - Quanto a Stojkovic, se o seu problema com Paulo Bento e Pedro Barbosa teve origem em graves faltas de ordem disciplinar, por que é que não lhe foi aplicado o despedimento por justa causa?...

domingo, 21 de junho de 2009

Os sonhos de Carlos Saleiro

“Fisicamente estou mais robusto, aguento muito melhor o choque e amadureci bastante. Estou também com muito mais confiança em mim e elevou-se a minha auto-estima. Sinto que posso triunfar no Sporting.”

“[Paulo Bento] disse-me que fiz o caminho certo, depois de ter passado quatro épocas a rodar fora do Sporting e em todos os escalões: no Olivais e Moscavide, na 2.ª divisão B, no Fátima, na Honra, e na Liga, pelo V. Setúbal e Académica. O Paulo Bento disse-me que estava no caminho certo e que ia a tempo de triunfar no Sporting.”

“Sinto-me preparado para o Sporting. Depois de muitos anos fora, aprendi bastante e com a experiência na Liga creio que se dissiparam as dúvidas quanto à minha qualidade.”

“[Os seis meses na Académica] foram muito importantes. Domingos apostou em mim, confiou no meu valor. (…) O Domingos corrigia-me, fazíamos trabalho específico e melhorei em situações de movimentação. Amadureci muito nestes seis meses.”

“Não vou para o Sporting para [fazer esquecer Derlei]. Quero ser reconhecido pelo meu trabalho e sem colagens a outros jogadores. Vou para ser mais um e ajudar a equipa, de preferência com golos.”

“Paulo Bento já disse que tanto eu, como Postiga e Yannick podíamos fazer dupla com Liedson.”

“O Sporting tem equipa para ser campeão. Já tinha no ano passado. Sei que vamos lutar pelo título. Haverá mais força. Vamos conseguir.”

“Somos jovens, mas mesmo esses têm quatro ou cinco anos de futebol profissional. A juventude não é desculpa para não lutar pelo título.”

“Paulo Bento já me treinou nos juniores e sabe como é que as minhas características podem servir nos sistemas dele.”

“[O meu grande sonho é] jogar pelos seniores, ganhar títulos e jogar na Liga dos Campeões pelo Sporting. Só de ouvir o hino no sofá arrepio-me.”

“[Paulo Bento] é muito directo, diz o que tem para dizer aos jogadores e nós sabemos que podemos contar com ele para tudo. Gostei muito de trabalhar com ele nos juniores e já nessa altura achava que ele ia treinar os seniores do Sporting.”

Carlos Saleiro, avançado formado no Sporting que integra o plantel 2009-2010, "Correio da Manhã", 20-06-2009

sábado, 20 de junho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Negócios que teriam mudado a história do SCP


Sabia que Eusébio, Coluna, Bento e Fernando Chalana, jogadores que foram decisivos no Benfica vitorioso das décadas de 1960 e 1970, estiveram com um pé no Sporting? E que Rui Costa, alegando que não poderia trair o Benfica, recusou ganhar cinco vezes mais no Sporting de Sousa Cintra? E que o “violino” Vasques esteve à beira de assinar pelo Benfica? E sabia que glórias do Sporting como Travassos, Vitória Damas e Manuel Fernandes estiveram quase a vestir a camisola do FC Porto? O jornal diário “I” fez um levantamento aos negócios que teriam mudado a história do futebol português, num trabalho assinado pelo jornalista Filipe Duarte Santos. No LEÃO DA ESTRELA destacamos os negócios que teriam mudado a história do Sporting. A fotografia rara de Eusébio com a camisola do Sporting de Lourenço Marques, filial sportinguista em Moçambique, é da ASF.


1954 – COLUNA NO SPORTING
Proposta leonina: 100 contos por duas épocas. Podia ter assinado mas, por números semelhantes, foi para o Benfica. Tornou-se no médio mais importante da história do clube (dez títulos de campeão e duas Taças dos Campeões).

1956 – GERMANO NO SPORTING
Seriam 400 contos para o Atlético, outros 100 para Germano. O negócio estava fechado mas o Sporting acabou por adiá-lo e perdê-lo. O defesa continuou em Alcântara e foi com 27 anos, em 1959, já internacional, que se transferiu para o Benfica. Para ser bi-campeão europeu.

1942 – ROGÉRIO “PIPI” NO SPORTING
Era amigo de Peyroteo e foi com o goleador do Sporting a um treino não impressionou, apesar das boas referências. O Benfica caçou-o com uma proposta de 16 contos (mais 10 para o Chelas). Foi com a camisola encarnada que "Pipi" (pela imagem cuidada) ganhou lugar na história, ao vencer a Taça Latina.

1946 – VASQUES NO BENFICA
Chegou a ter em sua casa Joaquim Bogalho, então director do futebol do Benfica. Tinha estabelecido um compromisso com o tio, Soeiro, que jogava no Sporting, de nunca se comprometer com ninguém sem antes o avisar. Mas 18 contos de luvas e um ordenado de 600 escudos resolveram a transferência para os leões, deixando a CUF. Com Travassos, abriu uma loja de frigoríficos, com o apoio do Sporting.

1946 – TRAVASSOS NO FC PORTO
Futebolista na CUF atleta no Sporting, teve em mãos uma proposta do FC Porto (20 contos e casa) quase aceite. Os dirigentes do Sporting souberam e esconderam-no em Torres Vedras; os portistas responderam e isolaram-no, primeiro num hotel, depois na casa de um sócio. Voltou a Lisboa convencido de que teria de cumprir inspecção militar e acabou por assinar pelo clube do coração - 20 contos mais 700 escudos/mês. O Zé da Europa é um dos ídolos leoninos.

1960 – EUSÉBIO NO SPORTING
Eusébio foi recusado no Desportivo (filial do Benfica) e ganhou fama no Sporting de Lourenço Marques, ainda antes dos 18. O Sporting tentou trazê-lo mas não seduziu a mãe do jogador - Elisa queria contrato e não promessa de treino à experiência. Foi o Benfica que o fez embarcar mas o negócio só se concluiu cinco meses depois: a filial leonina não enviava a documentação necessária e, em Lisboa, Direcção-Geral dos Desportos e Federação Portuguesa de Futebol, contrariavam-se quanto ao destino do jogador. O negócio acabou desbloqueado e A Pantera custou 400 contos ao Benfica.

1969 – BENTO NO SPORTING
A baliza do Goleganense deu-lhe trabalho e mérito suficientes para o Sporting tentar a contratação. Esteve três meses em Alvalade, vivia no lar leonino, não teve dificuldades em ser titular nos juniores mas acabou por não chegar a acordo com os dirigentes, que não queriam pagar a desvinculação. Acabou por mudar-se para o Barreirense, onde em três épocas chegou a participar nas competições europeias - era já um guarda-redes com reputação quando o Benfica assegurou o seu concurso, em 1972, para com ele ganhar oito campeonatos e seis taças.

1975 – MANUEL FERNANDES NO FC PORTO
A carreira na CUF abriu-lhe caminho para os grandes. Foi recusando propostas até que chegou ao ponto em que só podia escolher entre FC Porto e Sporting. Lisboa era mais próxima e o apelo do coração também o inclinava para Alvalade. Acabou por substituir Yazalde e confirmar-se como um dos mais importantes goleadores do Sporting.

1976 – DAMAS NO FC PORTO
Depois de dez épocas no Sporting, tinha apalavrada transferência para o FC Porto de Pedroto e desgastou-se em Alvalade até deixar os leões em ruptura. Contudo, assinou pelo Santander, para surpresa geral. O "Eusébio do Sporting" voltaria a casa, após a passagem por Espanha, Guimarães e Portimonense.

1993 – RUI COSTA NO SPORTING
Podia assinar, em 1993, durante o famoso Verão quente: o rival de Alvalade oferecia-lhe 120 mil contos por ano, bem mais do que os 25 mil que ganhava na Luz. Recusou, argumentando que não podia trair o clube que o acolheu aos 10 anos. Tornou-se campeão em 93/94 e no final da época transferiu-se para a Fiorentina, fazendo entrar 1,2 milhões de contos nos cofres de um Benfica em crise. É o maior símbolo da história recente do clube, como ficou provado quando regressou de Itália, em 2006.

2003 – PEPE NO SPORTING
Treinou uma semana à experiência no Sporting de Bölöni mas o clube não conseguiu chegar a acordo com o Marítimo. O FC Porto entrou em cena e contratou-o. Em 2005/06 tornar-se-ia o bombeiro de uma equipa campeã que jogava apenas com três defesas. Foi parar ao Real Madrid. Por trinta milhões de euros.

FONTE: Filipe Duarte Santos, “I”, 18-06-2009

O futebol português está perigoso

O novo presidente da assembleia geral do Sporting, Dias Ferreira, foi agredido durante o processo pré-eleitoral, numa altura em que o próprio ponderava avançar com uma candidatura à presidência do clube. De candidato a candidato à presidência, Dias Ferreira acabou como candidato à presidência da assembleia geral da lista do "consenso", para surpresa de muitos, a começar por Rogério Alves...
Agora, no Benfica, o candidato a candidato José Eduardo Moniz - que desistiu de se candidatar - foi ameaçado quando também ponderava avançar contra Luís Filipe Vieira. Isto acontece em Lisboa. Já no Porto, ninguém ousa enfrentar Pinto da Costa... É caso para dizer que o futebol português está perigoso.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Benfica e as televisões

Não sei o motivo, mas calculo que tenha algo a ver com o "efeito-Benfica TV": dois dos candidatos à presidência do Benfica são directores de duas televisões. Bruno Carvalho é director e accionista do Porto Canal e José Eduardo Moniz, candidato a candidato que tem o apoio de José Veiga, é director da TVI. E Luís Filipe Vieira também tem a sua televisão, pois, como se sabe, é o patrão do Benfica TV, talvez o único canal em que os benfiquistas, neste período pré-eleitoral, podem acreditar.
Sobre os candidatos, como sportinguista, tenho a dizer que o melhor é deixar o Benfica como está, ou seja, nas mãos de Luís Filipe Vieira. Quem, em dois anos, gasta 60 milhões de euros na compra de grandes craques e só consegue ganhar uma Taça da Liga roubada ao Sporting pela equipa de arbitragem, só pode ser um grande presidente do Benfica na perspectiva de um sportinguista que se preze. Sobre José Eduardo Moniz, não obstante a sua força mediática, não tenho opinião formada, uma vez que não sei que efeito é que é os "Morangos Com Açúcar" teriam no Estádio da Luz, apesar das cores dos dois ingredientes.
Quanto a Bruno Carvalho, não tenho dúvidas em afirmar que não queria vê-lo na presidência do Benfica. O rapaz respira Benfica por todos os poros, é um bom gestor e, caso fosse eleito presidente do Benfica, seria uma grande ameaça para o Sporting. Por isso, contas feitas, o melhor é apoiarmos todos o Luís Filipe Vieira. Nada melhor do que ter um adversário com os pneus gastos... FOTOMONTAGEM: www.vermelhices.com

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Clubes de Lisboa rendidos ao FC Porto

"Focus", 17-06-2009

Matías Fernandez, o "10" de quem se fala...

Nascido em Buenos Aires - terra do ídolo sportinguista Hector Yazalde, melhor marcador de sempre numa Liga europeia numa só temporada, ao serviço do Sporting, em 1973-1974, com 46 golos -, Matías Fernandez, de nacionalidade chilena, é, de todos os nomes avançados para reforçar o Sporting, aquele que reúne melhores condições para, efectivamente, se transferir para Alvalade. Com 23 anos, joga no Villarreal, é internacional pelo Chile, em cuja selecção tem sido decisivo nesta fase de apuramento para o Mundial da África do Sul. Fala-se na possibilidade de um empréstimo ou na compra ao clube espanhol, que terá recebido uma proposta de 5,2 milhões de euros. Se entrar para o lugar de Romagnoli, a equipa leonina ficará, obviamente, a ganhar. Aguardemos. FOTO: Getty Images

terça-feira, 16 de junho de 2009

Paulo Bento e os empates leoninos

Segundo Paulo Bento, em entrevista ao programa “O Dia Seguinte”, na SIC Notícias, para que o Sporting ultrapasse o desempenho pontual do FC Porto e seja campeão nacional “falta ganhar com maior regularidade e empatar menos”. Menos dois empates – e se um deles fosse o registado no Estádio do Dragão – seriam suficientes para que o Sporting tivesse sido campeão nacional na Liga deste ano. Estamos de acordo.
O que é preciso saber é o que é que vai mudar na equipa do Sporting 2009-2010 de modo a que empate menos jogos. À partida, sabemos por que é que empata muito: a equipa de Paulo Bento manifesta falta de ambição e contentamento pelo resultado mínimo, o que é contraditório com a imagem de coragem e frontalidade que está associada à personalidade do treinador Paulo Bento. E sabemos o que é preciso para passar a ganhar mais e a empatar menos vezes: ambição de ganhar por mais do que um golo de diferença e procurar resolver os jogos antes que o tempo passe.
Uma equipa que privilegia segurar uma vantagem mínima em vez de lutar pelo segundo golo como se o jogo ainda estivesse empatado a zero é uma equipa que se candidata a empatar ou a perder o jogo. Foi o que aconteceu na final da Taça da Liga, por exemplo, onde o roubo da equipa de arbitragem não teria nenhum efeito caso a equipa do Sporting não tivesse abusado do "controlo do jogo" e tivesse procurado o segundo golo como quem procura o primeiro. Já uma equipa que procura o segundo golo depois de garantir o primeiro, corre o risco de poder sofrer o golo do empate, mas tem muito mais probabilidades de marcar o segundo e até o terceiro. E o público que vai ao estádio fica satisfeito com o espectáculo. FOTO: Getty Images

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tonel e a actualidade leonina

“Ficar quatro anos em segundo é um mal menor, mas o Sporting não quer ser o eterno segundo. O Sporting quer ser primeiro e que nos dêem condições para isso.”

“Quatro vezes campeão seguido dá uma embalagem e uma confiança muito grande e, se mantiver o treinador e a maior parte dos jogadores, [o FC Porto] parte um pouquinho em vantagem.”

“Manter o treinador dá estabilidade ao balneário e dá a Paulo Bento vantagem na luta pelo título.”

“Essas situações [os atritos de Paulo Bento com jogadores como Vukcevic, Stojkovic, Miguel Veloso] não são boas nem para ele nem para o clube, mas não o diminuem como líder do grupo. Tenho a certeza que decidiu todas as situações em plena consciência do que era melhor para o grupo.”

“Ninguém melhor do que os adeptos sabem o que é melhor e se José Eduardo Bettencourt teve cerca de 90% dos votos é porque os sócios acham que ele pode fazer mais e melhor pelo Sporting. Isso dá-lhe muita força para gerir o clube.”

“Somos três os centrais e há mais dois que podem fazer essa posição, mas só podem jogar dois. A concorrência faz parte do futebol e no Sporting é maior ainda. Quando voltei, não ter a oportunidade de entrar foi triste, mas também sei que naquela altura tirar o Carriço, que até estava bem, seria uma injustiça para ele. Compreendo isso. (…). O que quer que o Paulo Bento fizesse na altura, vendo agora, seria sempre injusto.”

“Acredito no meu trabalho e respeito o trabalho dos meus colegas, mas tenho a ambição de voltar a jogar e ser aquilo que era antes da lesão...”

“Os quatro anos que já levo de Sporting já me permitem dizer aquilo que sinto e aquilo que penso, sem pensar em possíveis consequências. Mas sem dizer nada que possa prejudicar o grupo ou a equipa, isso acho que nunca o farei enquanto representar o Sporting. Devo respeito ao clube, e principalmente aos adeptos, e, por isso, jamais vou dizer algo que prejudique o clube. Agora isso não quer dizer que eu não diga o que penso.”

“Numa equipa de 24 ou 25 jogadores vai haver sempre alguns que não estejam satisfeitos. Por vezes devia haver mais contenção quando manifestam o desagrado por esta ou aquela situação. Mas também não vejo isso como um entrave para o clube conseguir bons resultados. O facto de um jogador falar não significa que depois, no dia do jogo, a equipa vá pensar nas declarações do Miguel Veloso ou de quem quer que seja. Quando se entra no jogo é para jogar, nada mais.”

“Não quero estar a comentar palavras de colegas meus. O Romagnoli disse isso [que para ser campeão o Sporting tem de ter um balneário mais unido] e eu só tenho de respeitar. Tenho a perfeita noção de que um balneário forte é importante para se conquistar um campeonato.”

“Para mim não há um líder no balneário, há vários. Uns com mais perfil, outros com mais anos de clube, isso sim. Há uma estabilidade que é preciso conseguir e no Sporting há vários jogadores com perfil e com vontade de ajudar nas situações mais difíceis. Agora dizer que este ou aquele é líder de balneário, no Sporting isso não existe. O líder do grupo é o Paulo Bento, que é o treinador, e o líder do clube é o presidente.”

“O que eu gostava de dizer é que não estou à procura de clube. Eu estou bem no Sporting. Já ganhei alguma coisa e só tenho de estar grato ao clube, mas ainda falta o principal que é ser campeão. Mas, com 29 anos, não posso fechar portas a uma possível saída. Eu gostava de ter mais dez anos de carreira, mas se calhar só vou ter quatro ou cinco. É diferente estar à procura e não fechar a porta. Se surgisse uma boa oportunidade para mim de conhecer outro campeonato, mais competitivo, seria uma coisa a falar. Um jogador na minha posição só não admite isso se estiver a mentir.”

“Quando eu era miúdo gostava de ver os meus ídolos ao pé de mim... ficava a olhar, a sonhar um dia mais tarde pode estar ali e, agora, estou. Por isso sei que quando vou a acções com eles, ficam todos contentes e isso deixa-me feliz. Gosto de sentir que posso dar alguma alegria aos mais jovens. Eu vejo o meu filho quando vai ao balneário e fica a olhar para os jogadores, admirado.”

Tonel, em entrevista ao “Diário de Notícias”, 14-06-2009

A confidencialidade caiu cedo...

Nesta segunda-feira, os jornais "A Bola" e "Record" confirmam o interesse do Sporting no avançado equatoriano Felipe Caicedo, actualmente a jogar no Manchester City – onde está, ironicamente, por recomendação de… Sven-Göran Eriksson. Inclusive, o jogador aparece a prestar declarações, revelando que “o Sporting é muito grande” e que “Liedson é muito bom”. E os jornais até contam que o jogador equatoriano terá sido contactado por Pedro Barbosa por telefone.
Sendo improvável que os jornalistas andem a gravar escutas telefónicas – o que, além do mais, seria ilegal… –, e caso o interesse leonino no avançado centro-americano seja real (para preencher a vaga deixada por Derlei), o presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, precisa, urgentemente, de pôr na ordem o pessoal dirigente do futebol leonino, pois não é isto que está na cartilha que levou o FC Porto aos títulos nacionais, europeus e mundiais nos últimos 25 anos. Aliás, para Pinto da Costa, um jogador que seja notícia antes de assinar contrato deixa de ter qualquer interesse.
Ora, quando se candidatou a presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt prometeu aos sportinguistas que o futebol ficaria circunscrito apenas a quatro pessoas (Bettencourt, Ribeiro Teles, Pedro Barbosa e Paulo Bento) e que as fugas de informação estariam proibidas....
Por isso, se o interesse do Sporting em Felipe Caicedo for efectivo, estaremos perante um caso de quebra de confidencialidade, a partir do qual Bettencourt terá toda a legitimidade para dar um murro na mesa. Neste caso, não podemos falar numa “invenção dos jornais”, porque o jogador até aparece a prestar declarações…

domingo, 14 de junho de 2009

A importância dos problemas laterais

Está em curso a preparação do plantel do Sporting 2009-2010, não estando prevista nenhuma revolução, o que é muito positivo, pois é sintoma de estabilidade no futebol leonino. As notícias que chegam de Alvalade apontam para a contratação de dois médios e um avançado. Com a saída de Derlei, abre-se uma vaga no sector ofensivo, saudando-se também a previsível inclusão de Carlos Saleiro, talvez no lugar de Rodrigo Tiuí, que deverá sair.
Já no meio-campo, tudo dependerá do mercado, isto é, de quem sair, uma vez que os problemas do Sporting não estão aí. Estão, em minha opinião, nos lados direito e esquerdo da defesa, onde Paulo Bento não dispõe de soluções de classe indiscutível (como acontece com Liedson no ataque ou com João Moutinho no meio-campo). Mesmo o eixo da defesa leonina necessitaria de melhores alternativas – e o mercado até é rico em jogadores acessíveis para esta posição. Afinal, uma equipa forte e competitiva começa no sector recuado.
A verdade é que, nas linhas laterais, Abel, Pedro Silva, Ronny, Grimi e o "polivalente" Caneira – vamos ver como André Marques se adapta – são jogadores medianos, que podem chegar para o segundo lugar na Liga Portuguesa e para a conquista da Taça de Portugal, mas cujas debilidades são postas à vista de toda a gente em jogos de maior exigência, como acontece na Liga dos Campeões, onde o Sporting quer voltar a participar.
Ora, o sistema táctico de Paulo Bento apela precisamente a uma grande qualidade dos defesas laterais, para que a equipa tenha maior equilíbrio. O reforço desses lugares com jogadores de qualidade inquestionável seria também importante para dar confiança não só a toda a equipa, mas também ao jovem guarda-redes Rui Patrício, que irá, naturalmente, continuar a crescer na baliza leonina, sendo um trunfo garantido para o presente e para o futuro. Em suma, na equipa do Sporting, os problemas laterais são os mais importantes.

Hugo Viana e o Sporting

EM 13 DE AGOSTO DE 2008:
"Não quero falar muito mais sobre a minha situação. Tenho contrato com o Valência e com o Sporting não há nada nem nunca haverá."
Declarações ao “Correio da Manhã”

EM 14 DE JUNHO DE 2009:
“O Sporting é um grande clube, mas não vou falar nada sobre o meu futuro, porque nem sei qual vai ser. Quero jogar mais, porque no último ano e meio fui muito pouco utilizado e claro que todos os jogadores ambicionam clubes que lutam por títulos. Mas o meu futuro é o Valência e não há nada de concreto com nenhum outro clube. Não conheço equipas interessadas em mim nesta altura.”
Declarações ao “Correio da Manhã”

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Os segredos do FC Porto

José Eduardo Bettencourt anunciou que iria aplicar no Sporting Clube de Portugal um modelo de gestão do futebol inspirado no FC Porto. E o presidente leonino não é o único rendido à organização do clube nortenho. Ainda há dias, Toni, treinador que já foi campeão pelo Benfica e que é um símbolo do clube da Luz, apontou o FC Porto como um exemplo a seguir. Então, o que é que está atrás das vitórias portistas nos últimos anos, para além daquilo que vemos nos estádios? Pois bem, o “Diário de Notícias” mergulha hoje na realidade portista criada por Pinto da Costa no início da década de 1980. O trabalho é assinado por Francisco J. Marques, um jornalista conhecedor dos meandros portistas. Siga os links abaixo para conhecer os bastidores do FC Porto. Leia e deixe o seu comentário. FOTO: Getty Images

A máquina de ganhar do FC Porto

Os homens do presidente que também dão vitórias

Jogadores só pensam em futebol

Uma revolução chamada Visão 611

Sofia Arruda e a confiança portista

"Para mim, é o Sporting que precisa de se reforçar sempre. Não me interesso pelos outros clubes. Contudo, acho que o Sporting precisava de ter a confiança que os jogadores do FC Porto têm."
Sofia Arruda, actriz, "Record", 11-06-2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Cristiano Ronaldo e a loucura

Os números (94 milhões de euros) não deixam margem para dúvidas: grosso modo, Cristiano Ronaldo custou ao Real Madrid tanto como os últimos quatro anos do futebol do Sporting, clube que formou o jogador. E o Sporting, neste período de tempo, foi segundo classificado na Liga Portuguesa e concorrente do mesmo Real Madrid na Liga dos Campeões, a prova maior de clubes do futebol europeu e mundial.
Eu escrevi que o Sporting é concorrente do Real Madrid?!... Foi por engano. A verdade é que não se pode falar em concorrência na Liga dos Campeões quando um simples jogador de uma das equipas custa tanto como quatro anos de investimento no futebol de outra. A transferência de Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid significa que a indústria do futebol está louca e que os clubes portuguesas já não podem alinhar nessa loucura.

"The Guardian" coloca Nani na rota do Sporting

O jornal inglês "The Guardian" coloca Nani na rota do Sporting Clube de Portugal. Ao contrário do que veicula hoje o jornal "A Bola", o vice-presidente leonino Miguel Ribeiro Teles esteve em Inglaterra não para vender Miguel Veloso ao Bolton, mas para tentar o regresso de Nani a Alvalade, por empréstimo ou por aquisição, podendo estar João Moutinho envolvido na operação. O próprio sítio do Manchester United faz eco da notícia. Porém, reagindo à transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, pela verba astronómica de 94 milhões de euros (que vai render ao Sporting uma verba próxima dos 2,5 milhões de euros pelos direitos de formação do jogador madeirense), Nani, que não tem sido primeira escolha no Manchester United, afirmou: "Pode ser uma grande oportunidade para mim." Entretanto, o "Diário de Notícias" revela que José Eduardo Bettencourt tenta cativar Ricardo Quaresma, outro jogador formado em Alvalade.

O adeus anunciado de Derlei

O luso-brasileiro Derlei, que completa 34 anos no próximo dia 14 de Julho, não aceitou a proposta salarial apresentada pelo Sporting para renovar por mais um ano e abandona Alvalade, depois de duas épocas em que, não obstante a grave lesão que lhe comprometeu quase a totalidade da temporada 2007-2008, conseguiu apagar a má imagem deixada pela passagem fugaz pelo Benfica.
A saída de Derlei acaba por ser um adeus anunciado, uma vez que o próprio atleta, sensatamente, já tinha ponderado colocar um ponto final da carreira. E não é drama nenhum para Paulo Bento, que agora pode refrescar o sector atacante, anunciando-se a inclusão de Carlos Saleiro (na linha de uma aposta necessária na formação) e de um craque capaz de vender a marca Sporting, que José Eduardo Bettencourt procura no mercado.
Contratado em 2007, numa operação tão surpreendente que até fez Filipe Soares Franco ficar com os cabelos em pé, Derlei teve o seu momento de glória numa grande vitória sobre o Benfica, por 5-3, nas meias-finais da Taça de Portugal 2007-2008, que o Sporting acabaria por conquistar ao FC Porto. Foi também um exemplo de dedicação e profissionalismo. Tendo sido importante nas conquistas do FC Porto em 2003 e 2004, tendo jogado no Benfica (onde desiludiu), depois de ter passado por Moscovo onde foi ganhar dinheiro, Derlei acabou por conquistar os adeptos do Sporting, acabando o contrato a marcar golos, como aconteceu na última jornada frente ao Nacional. E está na história do futebol português ao integrar o restrito grupo de três futebolistas que marcaram golos com as camisolas do Sporting, FC Porto e Benfica, igualando os feitos de Eurico Gomes e Paulo Futre. A este propósito, refira-se que Fernando Mendes, Alhinho, Peixe e Romeu foram outros jogadores que também representaram os três "grandes", mas não apontaram golos pelas três equipas.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O regresso de Nani

Nani, o jogador formado em Alvalade que mais lucro deu ao Sporting numa transferência, poderá estar de regresso a Lisboa. Foi também o último bom negócio do Sporting… Vendido ao Manchester United no final da temporada 2006-2007, por 25,5 milhões de euros, Nani foi lançado por Paulo Bento, quando assumiu o comando técnico da equipa, já com a época em 2005-2006 em andamento, estando ligado ao melhor da era de Paulo Bento como treinador do Sporting: a temporada 2006-2007, em que a equipa leonina disputou o título nacional com o FC Porto até aos últimos minutos da Liga e venceu a Taça de Portugal. Ainda são desconhecidos os contornos desse eventual regresso – aventando-se a hipótese de João Moutinho ou Miguel Veloso estarem envolvidos no negócio – mas não deixa de ser curioso que Nani seja um dos rostos da campanha promocional das Férias Desportivas da Academia do Sporting… Caso se concretize, a equipa leonina ficará, sem dúvida, mais forte.

Livro sobre Academia boicotado em Alvalade

Os jornalistas Fernando Correia e Vasco Resende, por sinal dois antigos directores do jornal “Sporting”, que apresentaram há dias o livro “Academia Sporting – Do Sonho à Realidade”, acusam o director de Comunicação do Sporting, Miguel Salema Garção, de boicotar a divulgação da obra em dois dos principais suportes informativos do clube: o sítio oficial na Internet e o jornal. O livro, da Editora Calçada das Letras, foi apresentado no dia 2 de Junho, no Auditório do Estádio José Alvalade, por Ernesto Ferreira da Silva, novo provedor dos sócios do Sporting. O evento, porém, parece ter escapado à atenção de Miguel Salema Garção. Em e-mail enviado ao LEÃO DA ESTRELA, Vasco Resende, um dos autores do livro, escreveu o seguinte:
“Depois da recusa do director do Jornal "Sporting" em ceder a dois antigos directores do Jornal do nosso Clube, as fotos oportunamente solicitadas para serem inseridas como complemento do texto elaborado por mim e pelo meu colega Fernando Correia, de acordo com as orientações (naturais) dos dirigentes da Academia Sporting que completaram a obra com uma parte institucional que a valorizou, já devem ter reparado que um livro de promoção da maior iniciativa do Sporting Clube de Portugal neste século, a Academia, não mereceu uma única linha no órgão de comunicação que eu considerava ter a responsabilidade de ultrapassar todos os outros em termos de volume de promoção e divulgação de algo que é um orgulho de todos nós, portanto, do Sporting Clube de Portugal.
Como não entendo este boicote (só cabe no Site e no Jornal a promoção pessoal do respectivo director) solicito [ao LEÃO DA ESTRELA] que, no vosso sítio tão divulgado em todo o mundo (enviam-me sempre dos EUA), divulguem a existência da memória do futebol leonino que é "Academia Sporting – Do Sonho à Realidade", da qual estão autorizados a extrair e publicar, se assim pretenderem, trechos que possam despertar o interesse dos sportinguistas. Saudações Leoninas!”
Vasco Resende

terça-feira, 9 de junho de 2009

O marketing de Bettencourt

Se a ideia de apresentar publicamente os novos sócios do Sporting é uma forma diferente de o clube comunicar para o exterior – e, obviamente, para o interior da nação sportinguista… –, como preconizou José Eduardo Bettencourt na sua campanha, podemos concluir que estamos perante uma acção de comunicação e, também, de marketing que é simples, tremendamente eficaz e sem custos para o clube. Tão simples, tão eficaz e tão barata que até escapou ao director-geral do grupo Sporting, Pedro Afra, pai da "game box" leonina (uma estranha designação para os lugares de época no Estádio José Alvalade) e de quem dizem ter apetência para estas coisas do marketing...
Apresentar semanalmente 11 novos associados (ainda que por associação ao número de jogadores de uma equipa de futebol), talvez seja um exagero susceptível de banalizar a iniciativa. Mais a mais, o Sporting não é só futebol...
Por outro lado, haverá semanas em que os novos sócios leoninos serão mais, ou menos, do que 11. Uma apresentação mensal, independentemente do número de adesões, teria muito mais sentido e até seria mais forte como acção de promoção de uma campanha de angariação de sócios que deve ser permanente.
O mais importante é que, comunicando deste modo, o Sporting poupa muitos milhares de euros em campanhas de publicidade de eficácia duvidosa e dá um sinal de grande proximidade aos novos membros da família sportinguista. O princípio é simples: trata-se de pegar na realidade e colocá-la ao serviço do marketing de uma instituição, em vez de uma utilização do marketing para promover uma realidade que ainda não existe. No fundo, o marketing só funciona quando o produto já existe. Neste caso, existem os sócios...
Deste modo, o Sporting vai ultrapassar rapidamente a barreira psicológica dos 100 mil sócios. Esta pequena mudança é um sinal muito bom da gestão de José Eduardo Bettencourt. FOTO: "Diário de Notícias"

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O novo ciclo de Paulo Bento

Paulo Bento prepara-se para assinar um novo contrato com o Sporting, com a duração de dois anos e um vencimento mensal de 75 mil euros. Depois de ter alcançado quatro segundos lugares nos últimos quatro anos (o que não deixa de ser um tetra inédito em Alvalade), o novo presidente, José Eduardo Bettencourt, aposta no "Alex Ferguson" do clube para conquistar o título nacional em 2009-2010, travando, ao mesmo tempo, a possibilidade de o FC Porto repetir a conquista de um pentacampeonato.
Neste novo ciclo, o futebol do Sporting deve manter-se como até aqui ou deve mudar alguma coisa? O que é que o treinador Paulo Bento deve mudar neste segundo ciclo em Alvalade? O que é que de bom o treinador deve manter? E o que é que de mau deve eliminar? Será possível alterar muita coisa juntando apenas um novo presidente às mesmas pessoas há muito têm responsabilidade pela gestão do futebol leonino?... FOTO: "Record Online"

sábado, 6 de junho de 2009

O Sporting de Bettencourt

José Eduardo Bettencourt tem o Sporting na palma de uma mão. A sua vitória esmagadora (89,43 por cento em resultado de 65.540 votos, contra 10,57 por cento de Paulo Pereira Cristóvão, que recolheu apenas 6.926 votos) transforma-o no presidente leonino com a maior legitimidade política de sempre. E teve uma consequência imediata que é boa para a vida do Sporting: dizimou por completo a chamada “oposição”. Isto é, a partir de agora deixa de ter sentido falar em “minoria do bloqueio” porque ela, simplesmente, desapareceu nestas eleições. Nesse sentido, a enorme vitória de Bettencourt contribuiu para a pacificação das hostes leoninas.
Isto também significa que, doravante, não haverá desculpas para falhanços. Nos próximos quatro anos, os sportinguistas querem ver a equipa de futebol mais competitiva e a ganhar a Liga Portuguesa e outros troféus, querem ver o passivo a inverter a escalada de subida, querem um pavilhão para as modalidades que dignifique o Sporting como a maior potência desportiva portuguesa, querem um clube mais virado para os sócios. Para isso contam com José Eduardo Bettencourt, que terá todas as horas do dia para pensar no Sporting.
Paulo Pereira Cristóvão também preconizava aquelas ideias centrais. A sua campanha andou longe das primeiras páginas dos jornais e quando apareceu em destaque foi quase sempre pelos piores motivos. Acossado por um processo judicial decorrente da sua antiga actividade profissional como inspector da PJ, do qual, entretanto, saiu ilibado, desconhecido da larga maioria dos sportinguistas e sem tempo de afirmação pública, Cristóvão não conseguiu alargar a base de apoio, nem conseguiu captar eventuais descontentes do processo eleitoral. Pedro Souto, por exemplo, veio revelar-se traído por Bettencourt, mas nem por isso deu o voto a Cristóvão. Não me lembro de rigorosamente ninguém, exterior à sua candidatura, que tivesse vindo a público apoiá-lo. Até Dias da Cunha, o único “notável” que estivera na apresentação da candidatura, acabaria por deixá-lo quando apareceu Bettencourt. De resto, o presidente eleito conseguiu a proeza inédita de reunir o apoio de todos os presidentes vivos desde João Rocha, incluindo Jorge Gonçalves. Isto não quer dizer que Cristóvão não tenha sido escutado. Pelo contrário. Bettencourt até foi dos que mais o escutaram...
Cristóvão “despenhou-se” quando, ao anunciar Sven-Göran Eriksson como treinador substituto de Paulo Bento, revelou que iria apresentar o técnico publicamente. É evidente que não poderia. Depois disso, o seu discurso de rigor e exigência foi engolido por uma sucessão de notícias e desmentidos sobre potenciais reforços estrangeiros. Paulo Pereira Cristóvão, que até aí tinha sido o paradigma do rigor, da exigência e da ambição, acabou por direccionar as atenções para “trunfos” que não poderia garantir de forma nenhuma e os sportinguistas, que tinham ouvido falar num passivo astronómico e num clube pré-falido, assustaram-se. Daí, talvez, a grande mobilização dos sócios no dia das eleições. Cristóvão, que acabou mais ou menos sozinho, tal como tinha começado, foi importante para pôr os sportinguistas a debater o clube, o que há muito não acontecia. E soube sair de cena como um grande “leão”: “A partir de agora, José Eduardo Bettencourt é o meu presidente.” FOTO: "Diário de Notícias"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O FC Porto e as eleições no Sporting

"O Sporting resigna-se a ficar em 2º lugar e fica muito contente... Eu fico contentíssimo pelos últimos 8 anos do Sporting terem agradado aos sportinguistas... Como adepto do FC Porto, considero este discurso de Paulo Pereira Cristóvão muito mais perigoso para o FCP do que parece, um discurso de não resignação... Eu prefiro que ganhem os mesmos..."
Rui Moreira, comentador do FC Porto no programa "Trio de Ataque", RTP

Os "punhos de renda" de Bettencourt

"Há muita gente que anda preocupada com querelas e mariquices, autênticos patetas com punhos de renda, que até ao dia das eleições vão inventar 50 mil coisas. Carta de ligeiros não dá para conduzir camiões. Comecem pelos iniciados e deixem os seniores para quem sabe."
José Eduardo Bettencourt falando aos sportinguistas de Leiria sobre a candidatura de Paulo Cristóvão, "A Bola", 04-06-2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Eriksson com Cristóvão: as imagens

Imagens retiradas daqui

O erro de Paulo Cristóvão

O “episódio Eriksson” provou a todos os sportinguistas uma coisa normalíssima: Paulo Pereira Cristóvão ainda não domina os meandros da política desportiva e da gestão de expectativas. Pode não ser um candidato infalível, mas será, seguramente, um bom presidente para o Sporting Clube de Portugal.
O que seria anormal é que um homem que não tem experiência como dirigente desportivo ao mais alto nível aparecesse aos olhos da nação sportinguista como um “guru” da gestão de expectativas. Isso sim, seria de desconfiar.
Sejamos claros: Cristóvão foi traído pelo entusiasmo e pelo voluntarismo ao revelar que iria apresentar publicamente Eriksson antes das eleições. Esse lapso, contudo, não me incomoda. Esse lapso humaniza um candidato que, acossado por ataques de todos os lados (a começar por uma imprensa pornograficamente “roquettista” e “bettencourtiana”, salvo honrosas excepções), acabou por dar um passo maior do que a perna, ao ter dado a ideia de que o consagrado treinador iria aparecer ao seu lado antes de os sportinguistas decidirem quem será o presidente. Não apareceu, não vai aparecer (apenas veio a público dizer que não tinha dito "não" ao Sporting), assim como, em Espanha, também não apareceram os trunfos eleitorais de dirigentes como Florentino Perez ou Juan Laporta.
Num País que vive de muita hipocrisia e num clube que tem vivido sob o comando de gente que se farta de dar palmadinhas nas costas para trair na primeira curva (Dias da Cunha, Rogério Alves e até Soares Franco que o digam…), Paulo Pereira Cristóvão – perante um adversário que já tinha dito qual seria o seu treinador – fez o que tinha a fazer: dizer aos sócios leoninos que tinha um treinador e que esse treinador era o credenciado Sven-Göran Eriksson. Deveria ter acrescentado que o acordo só seria oficialmente formalizado depois das eleições. Munido de um acordo com Eriksson, com quem resolveu tudo pessoalmente, não resistiu a revelar que iria apresentá-lo. Foi o seu erro. Um erro de principiante, que, estando de boa-fé, somos capazes de compreender. Terá sido um erro suficiente para mudar uma intenção de voto? Não acredito. Porque acredito na inteligência dos sportinguistas que amam o clube.

Eriksson não desmente acordo

O treinador sueco Sven-Göran Eriksson, indicado como futuro treinador do Sporting, não desmentiu o seu acordo com o candidato Paulo Pereira Cristóvão. A razão é simples: o acordo existe, foi assumido por dois homens de palavra. De outro modo, é evidente que o categorizado treinador, mais a mais com o estatuto internacional que tem, não iria tolerar ver o seu nome utilizado abusivamente por um dos candidatos à presidência do Sporting.
Não obstante isso, o jornal “A Bola” de hoje, num dos múltiplos atentados ao jornalismo em que esta campanha eleitoral leonina tem sido pródiga, lança mais uma “bomba” com o propósito claro de procurar enfraquecer a candidatura de Paulo Cristóvão, colocando um alegado “não” de Eriksson em letras garrafais, na primeira página, relatando que “Eriksson não aceita ser trunfo eleitoral de ninguém”. Pela pena benfiquista de José Manuel Delgado foi, deste modo, encenado mais um ataque à candidatura de Paulo Cristóvão, tanto mais que a pseudonotícia, construída ao estilo dos mais dedicados moços de recados do País, não é suportada em afirmações de ninguém, nem do próprio Eriksson. Curiosamente, não ocorreu ao senhor Delgado fazer a seguinte pergunta: “Por que é que Eriksson não desmentiu nem desmente a possibilidade de ser treinador do Sporting de Paulo Cristóvão?”
Agora pergunto eu: não há por aí tanta gente interessada em que Eriksson diga publicamente que não há acordo, só para que o Sporting continue "com os que lá estão"?...
A verdade é que, se Paulo Cristóvão for eleito presidente do Sporting, Sven-Göran Eriksson já sabe que o seu salário mensal irá rondar os 100 mil euros por mês e que será contemplado com um prémio chorudo caso o Sporting seja campeão nacional na próxima época. Eriksson não será, deste modo, muito mais caro do que Paulo Bento, cujo salário mensal será de 75 mil euros. Outra verdade é que, um ou outro, serão os treinadores mais bem pagos da história do Sporting.

Bettencourt e a fuga ao debate

"Jornal de Notícias", 03-06-2009

Bettencourt e a gestão desportiva

José Eduardo Bettencourt é apenas mais um entre os vários dirigentes da chamada “linha de Roquette” que nos últimos anos não conseguiram evitar que o Sporting fosse atirado para a pré-falência, ao terem partido de um défice de 30 milhões de euros, em 1995, que já disparou até 360 milhões (na versão conhecedora de Bettencourt).
Neste tempo, o “Projecto Roquette” construiu um estádio, mas hoje o Sporting deve quase três. Fez a Alvaláxia – prometida como um centro comercial moderno que seria a grande alavanca potenciadora de uma gestão de sucesso do estádio – mas acabou por vendê-la ao desbarato por não ter sabido geri-la. Prometeu um pavilhão e não o fez. Vendeu património imobiliário. Teve uma fábrica de talentos que produziu e vendeu, umas vezes bem, outras vezes mal, atletas como Simão Sabrosa, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Nani… Para além de ter negociado saídas de jogadores como Naybet, Amunike, Sá Pinto, Delfim, Aldo Duscher, Custódio, Joseph Enakarhire, Deivid…
Nestes 14 anos, o Sporting não soube rendibilizar devidamente jogadores como Nuno Valente, Caneira, Peixe, Dani, Beto, Porfírio, José Dominguez, Paíto, Toñito, Rodrigo Tello, Danny, Lourenço, Silvestre Varela, Tinga, Beto (guarda-redes), entre outros. Isto sem falar das caríssimas estrelas sul-americanas que enganaram tudo e todos nos loucos tempos de Norton de Matos. Foi por essa altura que Dias Ferreira – agora candidato a presidir à assembleia geral – patrocinou uma acção judicial contra o Sporting, em representação de Carlos Queirós, que rendeu uma verba considerável ao actual seleccionador nacional. E sem falar na frustrada aposta na prospecção internacional de jovens talentos, mais actual, que só resultou em fracassos: Yannick Pupo, Alison Almeida, Luiz Paez e Ronny, que não se afirma na equipa principal…
É a má gestão dos recursos humanos de que fala Jorge Sampaio, sendo motivo de profunda reflexão o facto de o Sporting não saber explorar ao máximo as suas potencialidades próprias, não obstante ter sido servido por tanta gente ilustre e conhecida da banca e da gestão. Tudo isto, deu resultados desportivos abaixo das expectativas. Dois campeonatos (um em cada sete anos), 3 Taças de Portugal e 5 Supertaças.
Agora, Bettencourt, que até já berra frases como “Até os comemos!”, fala em implantar em Alvalade “o modelo do FC Porto”, sem calcular como isso representa uma crítica forte ao que tem sido feito até agora no futebol do Sporting, pondo em causa o próprio Paulo Bento como treinador da equipa, não se percebendo, portanto, porque escolhe o mesmo treinador para um ciclo que apresenta como totalmente novo em relação ao passado recente. Por outro lado, está a dizer aos sportinguistas que, com Bettencourt na presidência, a subserviência face ao poder do Norte vai continuar. E a prová-lo até já disse que Pinto da Costa daria um bom presidente da Liga de Clubes.
Lá entre as duas margens do rio Douro, de onde em tempos passava a ponte rumo ao Sul e já estava a perder (enquanto hoje passa a ponte para trabalhar para os títulos em Vila Nova de Gaia), Pinto da Costa deve dar gargalhadas de contentamento, só em pensar na hipótese de o Sporting continuar a ser dirigido pelos bons rapazes do costume que, incapazes de derrotá-lo por qualquer dos meios disponíveis, querem agora imitá-lo, como quem se junta aos bons para ser como eles. Só que isso significa vender o esforço, a dedicação, a devoção e glória do Sporting a um preço muito abaixo do seu valor no mercado. Como tem acontecido nos últimos anos. A troco de umas taças e do crónico segundo lugar.
Um Sporting como está é o que interessa ao FC Porto, como esclareceu o portista Rui Moreira no programa "Trio de Ataque" (RTP) e é também o que interessa ao Benfica, como demonstra a azia do benfiquista José Manuel Delgado, de "A Bola", ao dissertar sobre um alegado "não" de Eriksson ao candidato Paulo Cristóvão. Como se Eriksson pudesse andar por aí a dizer que vai para o Sporting sem saber quem vai ganhar as eleições...

Razões para um tempo novo em Alvalade

Os sportinguistas que defendem um tempo novo em Alvalade, um tempo de esforço, dedicação, devoção e glória, já sabem qual será a sua opção no próximo dia 5. Paulo Pereira Cristóvão é o único candidato que pode fazer do Sporting um clube melhor e mais competitivo, para alegria da nação sportinguista. O seu único problema é que é um homem que fala verdade e que fala com o coração. Por alguma razão, os portistas e benfiquistas mais mediáticos que conhecemos querem que em Alvalade continuem “os que lá estão”. Eles lá sabem o que dizem…
Não conhecia Paulo Pereira Cristóvão de lado nenhum antes de ser apresentado como candidato à presidência do Sporting. Já aqui escrevi que ele apresenta um discurso completamente novo no Sporting – claro, mobilizador e com ideias. Até Eduardo Barroso, que tem tanto de sportinguista como, afinal, de intolerante, afirma que também Bettencourt diria o que Cristóvão diz. E apesar da desigualdade com que Cristóvão tem sido tratado pela comunicação social desportiva – que é aquela que chega ao maior número de potenciais votantes –, a verdade é que o seu discurso incomoda. Incomoda a gente que está instalada num clube que perdeu a ambição de ser primeiro e incomoda os adversários directos do Sporting.
Como sportinguista, acredito em Paulo Cristóvão e na sua equipa. Quem assume o papel que a candidatura “Ser Sporting” está a assumir só pode ser boa gente. Gente de confiança, para bem do grande Sporting Clube de Portugal por quem me apaixonei quando era criança!...
Não tenho nenhum compromisso com a candidatura “Ser Sporting”. O apoio a Paulo Pereira Cristóvão que agora manifesto – e que tem sido notório nesta campanha – é tão genuíno como a razão de ser do blog LEÃO DA ESTRELA, que é o mais lido da blogosfera sportinguista: pugnar por um Sporting Clube de Portugal tão grande como os maiores da Europa, acima dos interesses individuais ou de grupo, transmitindo à nação sportinguista a visão de alguém que está a mais de 300 quilómetros de Lisboa.
Com isto não quero dizer que José Eduardo Bettencourt seja um demónio. O seu problema é que foi escolhido pela banca que é credora do Sporting e representa mais do mesmo: um clube que, em 14 anos, caminhou para as portas da falência, um clube que desperdiça oportunidades imensas e que, em vez de dois campeonatos em cada três anos, como prometeu José Roquette, só tem ganho um campeonato em cada 7 anos e é humilhado na Europa do futebol.
Por isso, Paulo Pereira Cristóvão é o melhor candidato à presidência do Sporting, pois só ele mostra ser capaz de fazer com que a grande nação sportinguista determine o seu próprio destino. E se não gostarmos do seu trabalho, daqui a quatro anos há mais eleições. Por uma razão: a dinastia de Paulo Pereira Cristóvão começa e acaba nele próprio.

Nené pode reforçar ataque do Sporting

Nené em acção contra o Benfica
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Não é a reconstituição do Benfica dos anos oitenta, mas, pelos nomes, até parece… Depois de Sven-Göran Eriksson (cuja apresentação pública está prometida…), o candidato Paulo Pereira Cristóvão está a negociar com o Nacional da Madeira a contratação do avançado brasileiro Nené, melhor arcador da Liga, com 20 golos. Segundo informações avançadas pelo “Diário de Notícias”, Cristóvão esteve reunido com o presidente do clube madeirense, Rui Alves, com um objectivo específico: garantir o ponta-de-lança Nené como parceiro de Liedson no ataque do Sporting da próxima temporada. Seria um reforço de peso: Liedson e Nené valeram 37 golos na Liga que terminou há dias. O eventual negócio teria também o condão de pacificar as relações entre os dois clubes. Recorde-se que também José Eduardo Bettencourt já afirmou que, caso seja eleito presidente, as relaçõs entre o Sporting e o Nacional começarão do zero.
Segundo revela o “Diário de Notícias”, o passe de Nené é detido pelo próprio jogador (45%) e pelo Nacional (55%). Pela percentagem do clube, Rui Alves pede 5 milhões de euros. Confirmando-se estes números, o passe de Nené estará avaliado em 9 milhões de euros, valorização resultante da excelente temporada realizada em Portugal.
Lutando com armas desiguais no espaço mediático, Paulo Pereira Cristóvão mostra trabalho de casa ao nível da preparação daquele que poderá ser o Sporting 2009-2010. Por muito que as hostes leoninas estejam divididas, a verdade é que Eriksson e Nené são apostas com valor acrescentado para o futebol de Alvalade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Goleadas

"Dizem que é falta de respeito para com os sócios não haver debate, mas, nessa matéria, estou a perder por 14-1 para o outro candidato!"
José Eduardo Bettencourt, sobre o debate que inviabilizou, "SIC Notícias, 01-06-2009

COMENTÁRIO "LEÃO DA ESTRELA": Tendo em conta essa goleada, Paulo Bento até não esteve tão mal com o Bayern de Munique...

Bettencourt e a fuga ao debate

Ninguém consegue enganar toda a gente durante o tempo todo. E uma das maneiras de um eleitor definir o seu voto, numa decisão que vai além da simpatia e da concordância com as ideias de determinada candidatura, passa pela análise dos pontos de vista de quem pretende governar. Isto acontece em qualquer eleição: numa eleição política, na escolha do presidente de um clube desportivo ou do presidente de um sindicato ou de uma associação de estudantes. Neste caso, estamos a falar em governar o Sporting Clube de Portugal, uma das maiores instituições do País.
Um debate ao vivo, cara a cara, entre os dois candidatos à presidência do clube teria sido muito importante. Feito pela televisão, um debate transforma-se numa grande montra de exposição inevitável. É sempre um grande teste para qualquer candidato, sobretudo hoje, em que quase tudo o que existe tem de passar na televisão para existir.
Conhecer os candidatos, saber como pensam e como projectam uma gestão para o Sporting: tudo isso ficaria visível nas imagens televisivas. Mesmo o que não é dito, passaria subliminarmente por expressões, posturas, entoações. O corpo dos candidatos também falaria. E falaria com uma transparência involuntária.
Com mais clareza, os sportinguistas ficariam em condições de escolher aquele que propusesse as ideias e os projectos mais convincentes. Aquele que explicasse como viabilizaria essas ideias e esses projectos. Aquele que elegesse as prioridades mais importantes para o clube. E que demonstrasse saber como fazer tudo isso.
Ao contrário do que seria de esperar, nestas eleições para a presidência do Sporting, a nação sportinguista ficou privada de um debate entre José Eduardo Bettencourt e Paulo Pereira Cristóvão. Por indisponibilidade de Bettencourt, que deu, assim, um mau sinal para o futuro, caso seja eleito presidente.
Que se saiba, o Sporting vive em grandes dificuldades. O próprio presidente cessante, Filipe Soares Franco, revelou que o clube está “tecnicamente falido”. Ora, como disse recentemente João Dória Júnior, presidente Grupo de Líderes Empresariais (uma associação brasileira formada por líderes empresariais), “é diante das dificuldades que se deve debater mais, para procurar soluções e encontrar novos posicionamentos e saídas para a crise”. “O debate é o melhor caminho para isso”, considera aquele líder dos empresários brasileiros.
Lamentavelmente, não é assim que pensa o nosso gestor José Eduardo Bettencourt – que já ousou dizer que quer ficar eternamente no poder como Pinto da Costa (sem que isso tivesse chocado minimamente os comentadores mais democráticos da nossa praça…), dando-nos a verdadeira noção que o candidato da “continuidade” tem do valor da democracia. Para além de um conjunto de desculpas esfarrapadas, entendeu que debater o Sporting com Paulo Cristóvão, o seu principal e único opositor, seria uma perda de tempo. Não contribuiu, assim, para pacificar a nação sportinguista, ao contrário do que diz. Como aliás, demonstrou a intolerância do “comentador sportinguista” Eduardo Barroso, no programa “Prolongamento”, da TVI 24, nesta segunda-feira. Quem viu o programa sabe do que estou a falar.

Sampaio quer mais organização e mais futebol

O ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, é um dos sócios mais ilustres do Sporting Clube de Portugal, em função de ter sido chefe do Estado, entre 1996 e 2006. Em entrevista ao jornal “A Bola”, vestiu a capa de “um sócio com os olhos abertos” e revelou que o Sporting precisa de “mais organização”, de “mais futebol jogado”, de “menos conversa sobre arbitragens”, de melhor aproveitamento dos jogadores e de verdade quanto ao passivo do clube. O LEÃO DA ESTRELA seleccionou o essencial:

“O Sporting perdeu jogos que não devia perder, porque jogou mal. Dentro das condicionantes, bem visíveis, a posição final na Liga é, em meu entender, a melhor possível. E há que assumi-lo assim, porque a ilusão sobre a realidade não é boa conselheira para o futuro.”

“Compete aos dirigentes escolher [quem deve ser o treinador] e dar a cara por isso, bem como pela escolha dos chamados artistas. Os serviços prestados, a honestidade e a confiança são elementos importantes para uma decisão. Mas isso não é tudo. E já agora: a capacidade e a versatilidade tácticas também são importantes [na escolha de um treinador]”.

“Conheço o dr. Bettencourt e tenho dele a melhor impressão. A sua experiência profissional é valiosa, nomeadamente para realizar o incontornável conjunto de reformas necessárias na estrutura do chamado Grupo SCP e na SAD.”

“Não tenho o gosto de conhecer o Dr. Paulo Cristóvão. Nestes dias, pelo menos, lançou a discussão interna, o que é sempre útil e permitirá uma escolha mais ampla aos sócios.”

“[O Sporting precisa de] mais organização, mais futebol jogado e… menos conversa sobre arbitragens. E, claro está, também: gestão acutilante e rápida quanto aos jogadores, os tais activos (sem esquecer Alcochete, a melhor coisa que se fez). Às vezes é preciso arriscar, dentro das possibilidades, para valorizar depois. São muitos os casos. Lembro-me do Pepe, que veio da Madeira à experiência e foi mandado regressar à Região Autónoma. Sabe-se o que aconteceu depois… E o Varela, que o FC Porto foi buscar e de que alguns se esqueceram. Só falta ver, além do mais, o que vai acontecer ao Saleiro, que quer regressar (costuma marcar golos).”

“Já agora: era bom que se estabilizasse, para todos, o montante do passivo, do chamado universo Sporting. Estamos todos muito cansados de ouvir as mais desencontradas versões. Só pode haver uma e é indispensável que seja assumida por todos.”

Jorge Sampaio, “A Bola”, 01-06-2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O exemplo de Bruno Alves e os casos leoninos

Algumas atitudes em campo menos próprias de um profissional com ética e desportivismo (como no lance que a imagem documenta, em que João Moutinho, no chão, foi brindado com uma patada numa coxa), levam-me, como sportinguista e adepto do futebol, a embirrar com o defesa-central do FC Porto Bruno Alves. Não obstante isso, reconheço-lhe virtualidades, não só técnicas como de postura perante a sua entidade patronal.
Vem isto a propósito das suas declarações sobre a possibilidade de sair do FC Porto neste defeso, para um emblema europeu de maior projecção desportiva e financeira. Embora admitindo que lhe agradaria sair do Porto nesta altura, foi claro ao afirmar que o seu futuro está nas mãos do FC Porto, aceitando de bom grado aquilo que o clube decidir. Disse isto não esquecendo que deve ao clube de Pinto da Costa aquilo que é como futebolista e como homem. E mais: afirmou que se sente bem no FC Porto, embora também tenha admitido com naturalidade a ambição de evoluir noutras paragens.
Não obstante estas declarações, o mais provável é que o jogador acabe mesmo por deixar o Dragão, proporcionando mais um bom negócio ao FC Porto. Mas o seu nome ficará para sempre no coração dos adeptos, que um dia mais tarde irão lembrar-se que Bruno Alves dissera que estava bem no FC Porto e que depositara o seu futuro nas mãos de Pinto da Costa. Deixará saudades e candidata-se a um final de carreira tranquilo e compensador no clube de origem, depois de ganhar dinheiro e prestígio em Ligas mais competitivas. Tem sido assim o trajecto de muitos jogadores que emergiram no FC Porto ao longo dos últimos 20 anos.
Comparar este caso com a “novela" do sportinguista Miguel Veloso, por exemplo, é um exercício impossível. Ora, mais do que reforçar a equipa principal com jogadores de nomeada internacional, o Sporting precisa, em primeiro lugar, de resolver este problema doméstico, de modo a rendibilizar devidamente os produtos da sua formação, tanto no plano desportivo como financeiro.
O Sporting precisa de ensinar os seus jogadores a respeitar o clube, que investiu na sua formação e na sua promoção como profissionais de futebol. E precisa de mostrar aos jogadores que está no mercado de forma activa, que sabe qual o melhor momento de valorizar o colectivo leonino e que não se esquece de promover e valorizar a carreira individual de cada jovem jogador do clube. A tal gestão dos egoísmos de que tem falado Bettencourt, sem explicar como fazer essa gestão.
Quando os jogadores do Sporting falam nos sentidos mais diversos (mesmo sobre questões internas, como aconteceu na saída para férias) e quando não assumem claramente que aquilo que o clube decidir por eles estará bem decidido é porque ainda não têm a confiança necessária na instituição que representam.
A questão entronca com o processo eleitoral em curso. E como José Eduardo Bettencourt já definiu quem são os três homens com quem irá decidir tudo no mais alto sigilo sobre o futebol leonino (Miguel Ribeiro Telles, Pedro Barbosa e Paulo Bento), a pergunta que devemos fazer neste momento é se será possível mudar de paradigma contando exactamente com as mesmas pessoas que nos últimos anos têm sido incapazes de controlar a situação.
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