“Sabemos que não fizemos nos primeiros três jogos oficiais exibições que levem a que os sócios e simpatizantes possam estar satisfeitos. Sabemos que não ganhámos nenhum desses jogos, mas também é verdade que não perdemos nenhum. Também é verdade que numa eliminatória alcançámos o objectivo, senão não estávamos agora aqui a discutir esta. Sabemos também que jogámos o primeiro jogo do campeonato não fazendo a melhor exibição possível em casa do quarto classificado [da temporada passada]. Ao fim da primeira jornada temos os mesmos pontos dos outros candidatos ao título. Quando olhamos à volta nada disto parece verdade.”
“Os objectivos que tínhamos para alcançar até aqui foram atingidos. Com muita dificuldade, mas com justiça. Porque quando se fala de sorte por termos marcado um golo na Holanda [na segunda “mão” da pré-eliminatória de acesso] ao minuto 93 ou 94, deveria falar-se também do azar por sofrer um golo no primeiro minuto quando o adversário ainda nada tinha feito para o merecer, ou então por termos falhado um penálti, na primeira mão, que nos dava vantagem em superioridade numérica.”
"Temos consciência que não estamos a jogar bem em termos ofensivos, mas continuamos a ser uma boa equipa defensivamente."
"A equipa jogou de uma forma diferente no jogo com o Nacional do que tinha feito nos dois jogos com o Twente. Fomos uma equipa mais organizada, que continuou a demonstrar boa disponibilidade e capacidade mental para reagir a dois momentos adversos: o golo do Twente logo no primeiro minuto, e a situação de desvantagem na Madeira. Temos capacidade e motivação para fazer um bom jogo e jogar melhor [com a Fiorentina], e a convicção que podemos fazer um resultado que nos permita continuar a discutir a eliminatória em Florença."
"A vitória é sempre o melhor resultado."
"O empate sem golos também será positivo, mas, o Sporting nunca joga em casa para empatar."
“O Sporting não precisa de um milagre [frente à Fiorentina]. Precisa, sim, de organização, talento, coragem, convicção e, naturalmente sorte, que faz parte do jogo. Posso garantir que não fui a Fátima pedir o que quer que seja.”
"A única coisa em que acredito é no talento dos meus jogadores e não em muito mais coisas."
“[A Fiorentina] é uma equipa com qualidade, com uma organização colectiva muito boa, com princípios de jogo muito fortes, muito coesa defensivamente e com jogadores com talento. Temos de ter cuidado, porque, muitas vezes, quando se joga contra equipas italianas pode-se ser dono da bola, mas não se é dono do jogo. Temos de saber o que temos de fazer com a bola e estar prevenidos para o momento da perda da bola que é normalmente uma arma das equipas italianas: terem de fazer pouco para alcançarem um golo e obrigarem os adversários a trabalhar muito para marcarem.”
Paulo Bento, na conferência de imprensa de lançamento do jogo Sporting-Fiorentina, da primeira mão do “play-off” de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, que se disputa nesta terça-feira, às 19h45, no Estádio de Alvalade
FOTO: "Record Online"