domingo, 29 de novembro de 2009

O discurso de Carvalhal

Carlos Carvalhal confessou-se "frustrado" pelo empate com o Benfica em Alvalade. É o discurso certo para um treinador do Sporting Clube de Portugal. Porque só os ambiciosos e vencedores podem sentir o sabor amargo da frustração.

sábado, 28 de novembro de 2009

Sinais animadores em Alvalade

Sporting e Benfica empataram a zero em Alvalade num jogo equilibrado, com momentos de muita intensidade, onde qualquer das equipas poderia ter ganho. Foi um bom espectáculo, com as bancadas cheias de um público vibrante. Só faltaram os golos. Desta partida, há uma ideia a retirar: ficou provado que a qualidade das duas equipas não justifica os 11 pontos de diferença na tabela classificativa. Nem as diferenças nos respectivos orçamentos.
O Sporting, que agora procura reconstruir uma equipa sob a orientação técnica de Carlos Carvalhal, já vai no 13º ponto perdido consecutivamente, em resultado de cinco empates e uma derrota nos últimos seis jogos. Mas, neste contexto, isso não é o mais importante.
O importante é sarar rapidamente as feridas do jogo leonino, para que o Sporting volte a alegrar os sportinguistas. Os sinais de Carvalhal são animadores. Com garra e atitude, a equipa parece renascida. FOTO: Francisco Leong (AFP - Getty Images)

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 3-1


Campeonato Nacional da I Divisão, 1981-1982

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Aílton Ballesteros, 1949-2009

Lembro-me perfeitamente do brasileiro Aílton Ballesteros, antigo médio leonino, que faleceu segunda-feira em S. Paulo, aos 60 anos. Sobretudo agora, que os inúmeros espaços de memória existentes na Internet (tais como o blog Armazém Leonino) nos levam a recordar nomes inesquecíveis de um futebol remoto que, curiosamente, acabam por nos ser mais familiares do que inúmeros ídolos com pés de barro muito mais recentes.
Para mim, que na década de 1970 fazia a transição da infância para a adolescência, havia jogadores mais importantes no Sporting, a começar por Manuel Fernandes, Laranjeira, Marinho, Manoel, Keita, Jordão ou Fraguito. Mas o brasileiro Ailton, que jogara no FC Porto, teve a sua utilidade no lado esquerdo do meio-campo leonino. Conquistou uma Taça de Portugal ao serviço do Sporting, em finais da agitada década de 1970. Agitada no País, por causa da revolução de 25 de Abril de 1974, e, por consequência, no Sporting, liderado por João Rocha, o último grande presidente do clube.
A notícia da sua morte foi revelada pela edição online do semanário "Grande Porto", com base em informação prestada por um amigo da família do jogador. O médio esquerdino, nascido a 20 de Outubro de 1949, chegou ao futebol português em 1975 para vestir a camisola do FC Porto, onde permaneceu durante duas temporadas, transferindo-se depois para o Sporting, onde esteve até 1979. Nas Antas, Aílton conquistou a Taça de Portugal em 1977. Em Alvalade, fez 54 jogos, marcou 4 golos e ganhou a Taça de Portugal de 1978. Depois da curta estadia em Lisboa (1977-1979), Aílton voltou ao Norte para vestir as camisolas do Boavista e do Varzim. Merece um minuto de silêncio no Sporting-Benfica do próximo fim-de-semana. IMAGEM: Capa da revista "Golo" (uma das raras publicações desportivas a cores na década de 1970)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Como esconder a derrota do Benfica...

Nesta primeira página de "A Bola", só com a ajuda de uma lupa ficamos a saber que o Benfica foi eliminado da Taça de Portugal, no Estádio da Luz, onde perdeu com o Vitória de Guimarães. Provavelmente, para os benfiquistas da Travessa da Queimada, a Taça de Portugal já deixou de ser um troféu importante.
Os sportinguistas que não se iludam. Esta primeira página verde foi o expediente que encontraram para esconder a inesperada derrota caseira do Benfica, nada animadora na semana da deslocação a Alvalade. Aliás, no canto inferior direito, num título que, para os benfiquistas, funciona como uma pequena dose de "Xanax", ainda ficamos a saber que, em futsal, o "Benfica brilha na Europa". É assim que se fazem as coisas no jornalismo português.

domingo, 22 de novembro de 2009

O melhor Sporting da temporada

Isto está a melhorar. O Sporting, agora de Carlos Carvalhal, conseguiu o resultado mais volumoso da época (4-1), eliminando os Pescadores da Costa da Caparica, e seguiu em frente na Taça de Portugal. Mesmo com Abel e Grimi nas faixas laterais da defesa, mas com Miguel Veloso, que esta época voltou a ser feliz no Sporting, a facturar duas vezes, estamos perante o melhor Sporting da temporada, porque foi aquele que conseguiu o resultado mais dilatado. Nesta altura do temporada, com tantas oportunidades para ganhar já desperdiçadas, temos de ser pragmáticos.
Quanto ao supercampeão Benfica, que muitos já tinham apontado como vencedor antecipado da "dobradinha" 2009-2010, começa, lentamente, a descer à terra. No último jogo para a I Liga, venceu o Naval 1º de Maio com um golo marcado em tempo de descontos. Desta vez, o jogo com o Vitória de Guimarães durou 97 minutos e dez segundos, mas nem assim conseguiram marcar um golo que fosse. Donde, os vimaranenses venceram, e com toda a justiça, por 1-0, atirando a equipa de Jorge Jesus para fora da Taça de Portugal. Ainda não chegamos ao Natal e as coisas já começam a ficar no lugar certo. FOTO: Francisco Leong (AFP Photo - Arquivo)

Paulo Bento, Sá Pinto e a guerra leonina

Ainda não tive tempo para ler todas as entrevistas de Paulo Bento aos mais variados órgãos de comunicação social. Mas, para o que está em causa, basta atender ao título que, na sexta-feira, promovia uma das entrevistas, nas páginas do "Record": "Sabia que Sá Pinto voltaria no dia em que eu saísse."
Basta ler esta frase de Paulo Bento para concluir que o Sporting é um clube balcanizado, portanto, com problemas gravíssimos para resolver ao nível da relação entre pessoas, que Carlos Carvalhal só agora está a conhecer. Porque não é de acreditar que as demissões da equipa técnica, do administrador Ribeiro Telles e do director desportivo Pedro Barbosa acabem de imediato com esta onda de crispação e desconfiança. Um clima que dura há muito tempo, mas que foi mais ou menos escondido pelas taças que Paulo Bento foi conquistando... Até agora, as partes foram andando dentro do clube, a gerir os ódios de estimação numa paz tão podre que acabou por contaminar a própria equipa de futebol, gerando a conhecida má qualidade de jogo, que levou ao afastamento dos sportinguistas dos estádios.
Tudo tem a ver com tudo. E numa equipa de futebol, em que a harmonia colectiva é essencial para haver sucesso, tudo ainda tem mais a ver com tudo. Donde, não será avisado ignorar que Paulo Bento era uma parte substancial do problema leonino.
Falar de uma estratégia concertada de alguns sectores do Sporting para derrubar três pessoas concretas (Miguel Ribeiro Telles, Pedro Barbosa e Paulo Bento) é outra tonteria de quem não tem vergonha na cara e procura enganar parolos desprevenidos. A verdade é que Paulo Bento demitiu-se porque o seu trabalho como treinador não estava a resultar. Em 22 jogos particulares e oficiais nesta temporada, o Sporting alcançou menos vitórias (8) do que empates (10) e somou 4 derrotas. Marcou 30 golos (menos de 1,5 golos por jogo) e sofreu 21 (praticamente 1 golo por jogo). E não falemos da qualidade de jogo para não estragar este texto...
Entretanto, o ex-treinador está a confirmar as suas lacunas na forma como (não) comunica para o exterior. Enquanto treinador, não sabia usar o espaço mediático a não ser para fazer a acta do jogo (na primeira parte não entrámos bem, blá, blá, blá...), para criticar a "falta de maturidade" dos jogadores ou para atacar as arbitragens (justamente, diga-se, mas sem eficácia, dando o corpo às balas, porque falava como extensão de uma liderança dirigente ausente...).
Agora, do lado de fora, Bento resolveu começar a disparar em todas as direcções e dar conselhos a José Eduardo Bettencourt, nomeadamente quanto às companhias do presidente. Onde muitos conseguem vislumbrar coragem e frontalidade, talvez estivessem mais certos se vislumbrassem demasiados erros de principiante. Não foi por acaso que Jesualdo Ferreira disse que a carreira de Paulo Bento "só agora é que vai começar"...
Sim, porque, uma dessas companhias é Rogério Alves, ex-presidente da Assembleia Geral do Clube e presidente da Assembleia Geral da Sporting SAD (e não um badameco qualquer...), também atacado pelo ex-treinador. Será que, depois disto, Bettencourt ainda considera a saída de Paulo Bento "uma perda irreparável" para o Sporting? Seria interessante saber... FOTO: Raquel Esperança, "Público Online"

sábado, 21 de novembro de 2009

Paulo Bento dispara sobre Rogério Alves...

"Após o jogo com o Marítimo, [Rogério Alves, presidente da Assembleia Geral da Sporting SAD] teve declarações que não trouxeram qualquer benefício para o grupo, que não foram correctas, porque há coisas que se podem tolerar e outras que não devem ser toleraras. Uma pessoa com a responsabilidade dele, não podia, nem devia, ter dito o que disse. Quero acreditar que isso não tem a ver com o que eram os desejos e objectivos dele no clube. Depois, o Sporting é, se calhar, o único que tem uma associação de adeptos, que tem lugar no Conselho Leonino e com o seu vice-presidente atrás de uma baliza, bem vestido, a insultar os jogadores. Não me parece nada normal. Parece-me coisa de gente que se quer servir do Sporting."

"[José Eduardo Bettencourt] é inteligente para saber de quem se rodeia e vai ter de ter cuidado com alguns abutres que andam à sua volta."

"Estive quatro meses a mais por uma questão cultural, porque o futebol português não está preparado para tanta continuidade. Conseguimos fazer com que o Sporting voltasse a ganhar e a ter princípios. Mas devia ter parado no final da época, por todo o contexto que iria ser criado a seguir, para atingir o treinador, o director-desportivo e o vice-presidente. Não é normal ter gente a pressionar no início da época, quando, no caso do Twente, atingimos o objectivo. Tive o cuidado de alertar, internamente, até os jogadores, de que estava criado um cenário prejudicial. Resultou nestes quatro meses de grande pressão, criada por gente interna. Oxalá o presidente tenha coragem de os denunciar e que esta situação sirva para alguns serem descobertos."

"Nunca ouvi nenhum jogador, nem ninguém da estrutura, dizer que estava satisfeito com o segundo lugar. O nosso rendimento e resultados foram sempre desvalorizados. O Sporting era segundo porque havia demérito do Benfica, e não mérito nosso. Era a opinião da Imprensa e de muita gente do Sporting, que agora se está a revelar. Existe um complexo de inferioridade, exponenciado pelo que o Benfica está a fazer esta época."

"O Sporting tem oito títulos desde 1958, logo, o estofo foi diminuindo. Entre 1982 e 2000, não sei se existiu, sei é que não houve títulos. Depois, há os que se deprimiram por só ganharem taças. Nós tentámos que essa cultura, exigência, disciplina e rigor estivessem presentes e, por isso, conseguimos lutar com uma equipa tetracampeã e superar outra equipa, que investiu muito mais do que nós. Se calhar, foi por querermos implementar esses valores que tivemos problemas."

"Os que estão no clube e que não gostam que a SAD seja um espaço fechado, porque gostam de mandar o seu palpite, acabam por minar o trabalho da SAD. Quando a SAD tiver capacidade de calar e expor essa gente - alguns de fora e outros que estão lá dentro, como o doutor Rogério Alves, que queria um poleiro maior -, vai ter o trabalho mais facilitado."

"Os [conflitos com jogadores] que aconteceram foram resolvidos a favor dos interesses do Sporting. E depois dos jogadores. Os casos de Miguel Veloso e Vukcevic resolveram-se porque se focaram no que tinham de fazer. O mérito é deles. Depois, houve outros problemas em que os jogadores em causa, no momento da saída, tiveram as palavras que estão gravadas. O Sporting, por ser o clube dos doutores, aqui no mau sentido, é muito liberal, por todos gostarem de falar ao microfone - já disse que não são cornetos -, o que leva a mais problemas."

"Comigo, naturalmente, [Sá Pinto] não estaria no futebol. Pode dar algum respaldo, devido à imagem que tem junto a uma franja de adeptos, e alguma tranquilidade ao presidente."

"Fica a mágoa de não ter sido campeão. O pior momento foi a eliminatória com o Bayern."

Paulo Bento, "Jornal de Notícias", 21-11-2009

Malcolm Allison forever!

Tributo a Malcolm Allison, treinador do Sporting campeão e vencedor da Taça de Portugal na temporada de 1981-1982, a penúltima "dobradinha" leonina. Confira aqui grande parte de uma carreira de sucesso. O treinador inglês completou 82 anos em Setembro último. Allison, sim, forever!...

Bettencourt apanhado na rede "Face Oculta"...

...acusado de só ter trazido sucata para o futebol do Sporting!...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A despedida de Miguel Ribeiro Telles

"Dizer a João Moutinho que não iria para o Everton foi talvez o meu momento mais difícil na SAD."


"Não vou voltar ao Sporting. Não tenho mais nada a fazer no futebol."

Miguel Ribeiro Telles, "Sol", 20-11-2009

Artur Agostinho e os novos abutres

Há dias, um sportinguista que já viveu muitas das crises que ao longo dos anos têm atormentado o seu clube, confidenciou-me que a situação actual lhe fazia lembrar um caso que ele próprio protagonizara. Explicou-me que, ao aperceber-se que o seu fígado lhe dera alguns sinais menos agradáveis, decidira, finalmente, fazer o que o seu médico há muito lhe vinha recomendando. Sem que tivesse, até então, conseguido convencê-lo.
Ainda que contrariado, o nosso sportinguista avançou para uma série de análises e o resultado foi... assustador! Além de confirmar que o fígado necessitava de cuidados especiais, ficou a saber que a glicemia tinha "disparado" para valores preocupantes e que o colesterol estava acima do normal. Isto, enquanto a hemoglobina o alertava para a ameaça de uma anemia iminente. Por sua vez, as plaquetas não estavam nos conformes e o PSA denunciava que a próstata não andava a portar-se bem. Finalmente, os níveis de ácido úrico também se revelaram pouco tranquilizadores.
É lógico que, nesta altura do campeonato, o leitor pergunte o que é que isto tem a ver com a crise de um clube de futebol. Respondo que tem - e muito! - porque uma análise correcta e atempada dos factos pode levar a descobertas "interessantes", incluindo o "trabalho de sapa" de alguns oportunistas que aguardam o momento certo para se lançarem como abutres sobre um clube em crise, quem sabe se provocada até por estratégias de contornos pouco claros.
Procuram esses oportunistas conquistar, a todo o custo, as honras e mordomias com que sempre sonharam mas que, à falta de carácter e competência, só seriam possíveis com o recurso ao tráfico de influências. Em vez de servirem o clube, que dizem amar desde pequeninos, o que eles procuram é servir-se a si próprios, utilizando intrigas, traições e doses maciças de bajulação, com palmadinhas nas costas, à esquerda e à direita, sem olhar a meios para alcançar os fins.
Sabe-se hoje que essa fauna abominável utiliza métodos que constam da cartilha de alguns pseudo agentes e empresários, especialistas em fazer chegar à comunicação social nomes de jogadores e treinadores, pretensamente desejados e aliciados para representarem determinados clubes. O processo foi alargado a alguns candidatos a "dirigentes de topo" que se desdobram em pífias ações de marketing. É um facto que são experts nesse tipo de comunicação mas, quanto ao resto, já sabemos que, até hoje, apenas colecionaram flops.
Mesmo quando conseguem "encostar-se" habilidosamente a quem se presta a servir-lhes de "bengala" para subirem rapidamente e em segurança. Como sempre fizeram e farão até que alguém tenha a coragem de os desmascarar.
Uma nota final. O ex-presidente do Sporting, Soares Franco, em entrevista ao "Jornal de Negócios", disse que se tivesse permanecido à frente do clube, tomaria opções diferentes das do seu sucessor. Não me parece feliz a intervenção de quem não quis candidatar-se a novo mandato, apesar dos esforços de muitos para que o fizesse. Mais um erro de "timing" que FSF bem poderia ter evitado.
Artur Agostinho, ex-director do jornal "Sporting", em crónica no "Record", 16-11-2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A coerência de Bettencourt

Quero que o Sporting comece a jogar bem e a ganhar, rapidamente, para poder vibrar e partilhar essa alegria com os milhares de sportinguistas que consultam o LEÃO DA ESTRELA. Mesmo com aqueles que, talvez sem outro trabalho remunerado na vida e achando-se os únicos sportinguistas do mundo, só entram aqui para atacar o autor do blogue.
Mas, antes dessas alegrias, que espero ansiosamente, deixem-me destacar a coerência de José Eduardo Bettencourt. O presidente do Sporting, numa das várias demonstrações de falta de capacidade de liderança, tinha dito que, como treinador, queria "Paulo Bento forever". Quando Paulo Bento pediu a demissão, Bettencourt continuou fiel ao seu pensamento: fez questão de falar aos jornalistas ao lado do treinador autodemitido, considerando a saída de Bento "uma perda irreparável". Num processo atribulado, Carlos Carvalhal foi anunciado como treinador, mas não teve direito a conferência de imprensa de apresentação. Mais uma vez, Bettencourt foi coerente. Afinal, Paulo Bento era o seu único treinador e só ele mereceria honras públicas de apresentação ou de despedida...
No fundo, Carlos Carvalhal entra no Sporting pela porta mais pequena da Academia de Alcochete, seguindo os passos nada determinados de um presidente leonino com os olhos no chão, afectado por tantas declarações sem sentido produzidas nos últimos tempos. Não sei por que porta Carvalhal irá sair no futuro. À falta da mítica "Porta 10A", que seja pela maior porta do Estádio de Alvalade, pois seria sinal de que tinha triunfado. FOTO: "Record Online"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O salário de Carvalhal

Carlos Carvalhal vai ganhar apenas 13 mil euros líquidos por mês, ou seja, 28 por cento do que recebia Paulo Bento. Será um dos treinadores do Sporting mais baratos de sempre. Só por isso, Carvalhal merece o respeito e o apoio de todos os sportinguistas.

SPORTING NO PAÍS Portimão


Clique na imagem para ver.

domingo, 15 de novembro de 2009

O que Carvalhal significa

A contratação de Carlos Carvalhal (independentemente do valor técnico do treinador) e o interesse demonstrado no novel treinador André Villas-Boas (revelação na Académica ao fim de dois ou três jogos) significam que o Sporting Clube de Portugal não tem estratégia nenhuma no futebol português e continua a reboque dos interesses do FC Porto.
Toda a gente sabe que tanto André Villas-Boas como Carlos Carvalhal são extensões “de Pinto da Costa” ou “do FC Porto”, no sentido em que fizeram carreira sob o manto tutelar do presidente portista. Carlos Carvalhal até tem um livro em que Pinto da Costa escreve o prefácio… É com essa gente espalhada nos vários clubes do País que o FC Porto tem ganho títulos sobre títulos, nas últimas três décadas.
Neste desastrado processo de escolha do sucessor de Paulo Bento, José Eduardo Bettencourt perdeu a grande oportunidade de afirmação de uma nova liderança no Sporting. E desiludiu os sportinguistas.
Houve um tempo em que o futebol do Sporting, em momentos de crise e quando não encontrava uma solução técnica julgada da dimensão do clube, recorria aos homens da casa, aos treinadores sportinguistas. É curioso verificar que o Sporting contou com o precioso trabalho desses homens na maioria dos últimos cinco títulos nacionais (e títulos são campeonatos, para que não haja confusões): Mário Lino, em 1974, Fernando Mendes, em 1980, e Augusto Inácio, em 2000.
Neste sentido, seria razoável que, neste período de grave crise em Alvalade, Paulo Bento tivesse como sucessor um treinador como Manuel Fernandes, capaz de relançar a equipa e de fazer a reconciliação com a massa associativa, à boleia da grandeza simbólica do antigo número "9" de Alvalade no seio da nação sportinguista.
Eu sei que Manuel Fernandes não tem grande imprensa, nem deve ter grande nome junto dos empresários que enchem os bolsos de muitos comissionistas. Não tem, sobretudo, quem lhe desenhe uma carreira que o seu talento e a sua dimensão mereceriam. Infelizmente, estamos num tempo em que qualquer rapazinho que trabalhe com José Mourinho fica talhado para ser mais um “special one”. E, depois, há aqueles que têm os amigos nos lugares certos, à hora certa...
Falhado André Villas-Boas, Bettencourt ficou desesperado, pois até já tinha despedido os adjuntos de Paulo Bento e estava na iminência de ter de anular o despedimento por alguns dias... Só assim se entende que o Sporting, depois de uma semana a procurar ingloriamente uma "grande surpresa", tenha optado com rapidez por outra extensão de Pinto da Costa. No fundo, o presidente do Sporting escolheu para treinador o pé que estava mais à mão…
Agora, resta esperar para ver. E, como sportinguistas, apoiar. Prejudicado por ser segunda ou terceira escolha, Carvalhal, que tem saltitado muito nos clubes portugueses, não tem currículo (à excepção do trabalho feito no Leixões), nem dimensão, mas isso nem sempre é o mais importante. Para já, o treinador leonino conta com o apoio dos analistas do "sistema". Como quando abrimos um melão, o fruto até pode ser saboroso. O problema é que isso é raríssimo.
Neste momento de grande incerteza, inclino-me muito mais para acreditar na ironia do grande sportinguista Lauro António, quando ele diz que a contratação de Carlos Carvalhal, além de não ser surpreendente, torna a equipa do Sporting mais homogénea, sobretudo depois de Bettencourt ter contratado Caicedo e Angulo no Verão... FOTO: Ricardo Jorge Carvalho - Público Online

Os "cretinos" de Alvalade

Há uns "cretinos" no Sporting (ora aí está a presidência de Bettencourt a contribuir, pelo menos, para enriquecer o nosso vocabulário..), daqueles que estão tão informados que só podem estar lá dentro, que tentam, a todo o custo, atirar para cima de Ricardo Sá Pinto a responsabilidade pelo falhanço da contratação do treinador André Villas-Boas. É evidente que estamos perante uma enorme cretinice. Como é uma cretinice colocar nos jornais informações de uma eventual recusa de Jorge Costa a um convite leonino, tendo também Ricardo Sá Pinto na jogada em nome do Sporting. Ora, Sá Pinto disse claramente que não seria o responsável pelo pelouro das contratações. Donde, o antigo "capitão" leonino, agora na pele de executivo da SAD, tem de ter atenção redobrada no labirinto que é o futebol de Alvalade, pois está a pisar um campo minado. A verdade é que, pelas notícias já vindas a público, em escassos dias, a ideia com que ficamos é que há cretinos que querem queimar Ricardo Sá Pinto. Não em lume brando, mas numa fogueira.

Agora sim, a belenização do Sporting!

Se não estiver enganado, e espero estar, temos aí a belenização do Sporting em todo o seu esplendor. Carlos Carvalhal é o novo treinador do Sporting. Um treinador que Pinto da Costa não teria nenhum interesse em desviar para o Porto (por motivos óbvios, a começar pelas 2 vitórias em 17 jogos oficiais do Marítimo), apesar de o presidente portista lhe ter escrito o prefácio do livro "No treino de rendimento superior a recuperação é... muitíssimo mais que 'recuperar'" (um título estranhíssimo), talvez para ajudar na carreira. Estou sem mais palavras.

sábado, 14 de novembro de 2009

O "team manager" de Alvalade

O Sporting pode não ter organização ou dinheiro para convencer um jovem candidato a treinador. Mas não tem falta imaginação para cargos pomposos. Miguel Salema Garção, para não ficar perdido no balneário, será "team manager", na dependência de Sá Pinto, ou do presidente, ou de quem quer que seja. O importante é que o Sporting já tem "team manager". Seja lá o que isso for. FOTO: "A Bola"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O aborto do treinador

O aborto das negociações entre o Sporting e o treinador da Académica André Villas-Boas é mais uma derrota para José Eduardo Bettencourt, neste arranque de mandato muito mais atribulado do que seria de esperar – mais a mais tratando-se do primeiro presidente do Sporting profissional e bem pago. É também mais uma vergonha para os sportinguistas (o clube nem consegue contratar um treinador de 32 anos de idade que é uma incógnita, quanto mais uma estrela…). No fundo, um retrato do pântano a que chegou o Sporting Clube de Portugal, no qual o “o profissional” José Eduardo Bettencourt tem mostrado o amadorismo mais puro.
Um pântano ao nível da comunicação. Como é possível deixar os jornais, rádios e televisões darem André Villas-Boas como treinador, para que, agora, Bettencourt tenha de explicar o fracasso, deixando para o treinador que vier o estigma da segunda escolha? Não está ninguém no departamento de comunicação?...
Um pântano financeiro. Segundo notícias divulgadas pela rádio, a Académica de Coimbra pretendia uma verba entre 1 e 2 milhões de euros para liberar o seu treinador. O Sporting recusou. O mesmo Sporting que teve 3 ou 4 milhões para um defesa como Grimi; que teve 2,5 milhões por 50 por cento do inconsequente Hélder Postiga; que está a pagar não sei quantos milhares de euros por mês a um jogador como Caicedo, que se revela no melhor defesa das equipas contrárias; que teve 650 mil euros para dar por Rodrigo Tiuí, e por aí fora.
Independentemente disto, é evidente que o Sporting terá um novo treinador antes do próximo jogo com o Benfica. Em última instância, temos Ricardo Sá Pinto (se continuarem a ignorar Manuel Fernandes, agora uma segunda escolha...). Sá Pinto que, na entrevista ao jornal "Sporting", fez questão de lembrar que tem o curso de treinador. Um pormenor revelador que escapou a muita gente... FOTO: Raquel Esperança - Público Online

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

As últimas de Alvalade

André Villas-Boas como treinador do Sporting é uma incógnita. Mas é um risco calculado. A equipa de futebol do Sporting não vai, com toda a certeza, piorar. Por outro lado, Villas-Boas, apesar de não se cansar de imitar José Mourinho, merece o benefício da dúvida. E merece o apoio de todos os sportinguistas, evidentemente. O que queremos é que ponha a equipa a jogar à bola com alegria, qualidade e ambição.
Ricardo Sá Pinto no futebol (não na gestão do futebol) é uma excelente escolha. O balneário do Sporting precisava que o seu futebol estivesse entregue a quem de lá veio (Pedro Barbosa veio de lá mas cedo se transformou em alguém que nunca de lá tinha vindo). Sá Pinto não vai ser responsável pelas contratações. É bom que isso fique nas mãos do presidente. Se Bettencourt é presidente a tempo inteiro tem que ser responsável pelas grandes decisões, libertando a pressão de outros agentes.
Até agora falámos de nomes do futuro que têm futuro. Agora, os nomes do passado. Miguel Salema Garção a trabalhar com Sá Pinto não se entende muito bem. Dirigir a comunicação do Sporting Clube de Portugal, ainda que cometendo erros de palmatória, é mais importante do que andar metido no balneário a mostrar a gravata sem ter sido jogador da bola. De resto, nos meandros de Alvalade toda a gente sabe que Garção tem anti-corpos, pois é o rosto da má comunicação leonina nos últimos anos e esteve demasiado envolvido no processo de transição de José Peseiro para Paulo Bento, em 2005. Mas Bettencourt lá sabe o que está a fazer (ou o que pode), certamente melhor do que nós. Aliás, se Salema Garção não trocar os defesas do Sporting pelos defesas do Benfica quando for esperar os jogadores brasileiros ao aeroporto (como já aconteceu com o funcionário do balneário leonino Eurico Gomes), a evolução já será notória.
Nobre Guedes na SAD, no lugar de Miguel Ribeiro Teles, é mais uma extensão do BES em Alvalade. Nada a dizer, portanto, uma vez que manda quem pode. Neste caso, manda o credor. Ponham a casa em ordem, porque estamos fartos disto. Queremos o Sporting a jogar à bola e a ganhar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Octávio Machado e o balneário leonino

Octávio Machado (60 anos) divide a sua vida entre a agricultura e a política autárquica, em Palmela, onde falhou a reeleição como vereador ao candidatar-se à presidência da Câmara Municipal pelo CDS/PP. Jogou futebol no Vitória de Setúbal e no FC Porto, tendo sido internacional, nos anos setenta do século XX. Entre 1983 e 1994 foi o homem que blindou o balneário do FC Porto, tendo sido adjunto de sucessivos treinadores nas décadas de 1980 e 1990. Em 1995, na ressaca do consolado de Carlos Queirós, foi contratado pelo Sporting e conquistou uma Supertaça ao FC Porto (vitória por 3-0 numa finalíssima disputada em Paris). Esteve em Alvalade até 1997-1998, sendo o primeiro de três treinadores do Sporting ao longo da época, antes de Vicente Cantatore e Carlos Manuel. Saiu sem glória, mas deixou saudades entre alguns sectores da massa associativa leonina. Voltou a recolher aos campos agrícolas de Palmela, regressando ao FC Porto em 2001-2002, onde não foi feliz como tinha sido no passado. Deixou o futebol voltando apenas para lançar um livro onde denuncia os "podres" do chamado "sistema". Em entrevista ao "Correio da Manhã", elogia Paulo Bento e manda recados para os gestores do futebol de Alvalade e para o balneário sportinguista. Eis algumas frases:

"Os jogadores têm de ser mais corajosos, têm de arriscar mais. Alguns começam a esconder-se; nota-se pela maneira como tocam na bola. Andam a enrolar, a fugir às responsabilidades. É preciso perguntar no balneário quem quer estar no grupo a 100 por cento. Quem não quiser que saia em Janeiro. (..) Muitos jogadores não têm estrutura psicológica para suportar dificuldades e críticas. É preciso um grande safanão. O Sporting não é um clube de eventos sociais, como algumas pessoas tentam fazer crer. É um clube que contrata jogadores para darem rendimento a alto nível. (...) Os jogadores têm de viver a sua profissão e não outra. Têm de perceber que estão ali para jogar e dar rendimento, nada mais."

"Na minha altura havia grandes vozes de comando. O Marco Aurélio, o Oceano, o Pedro Barbosa, o Iordanov. Era gente com muita influência, símbolos de resistência e carregadores da mística leonina."

"Os adeptos movem-se por simpatias e calam-se com bons resultados. O problema do Paulo Bento foi ter a imagem completamente desgastada de tanto se colocar na linha da frente quando houve confusão. Sei bem o que isso é. (...) Estou a dizer que os adeptos se atiraram ao treinador porque só ele aparecia na praça pública a fazer o trabalho que outros lá dentro poderiam fazer. Não é fácil treinar, representar o clube, resolver problemas disciplinares, dar a cara em tudo. (...) O Paulo é sério e competente. Gosto particularmente dele por não ser dependente dos jogos dos empresários. Se fosse como outros treinadores, se calhar teria vida mais fácil."

Octávio Machado, "Correio da Manhã", 07-11-2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um empate consentido

Em Vila do Conde vi um Sporting mais dinâmico e a jogar para ganhar, na primeira parte, período em que até marcou dois golos sem resposta - inédito nesta temporada - e um Sporting desligado do jogo, a remeter-nos para filmes vistos e revistos durante o consolado de Paulo Bento, deixando-se empatar nos primeiros minutos do segundo tempo, com o lateral-direito Pedro Silva a mostrar toda a sua incapacidade competitiva no lance que deu o primeiro golo do Rio Ave. Depois, a expulsão de Carriço tornou as coisas mais difíceis. Ainda assim, houve energia para retomar a vontade de ganhar. Mas o encorpado Felipe Caicedo, que dizem valer 9 milhões de euros, com o guarda-redes no chão e a baliza à sua frente, não soube o que fazer à bola para decidir a jogo a favor da equipa leonina. E, assim, foram mais dois pontos à vida. FOTO: Miguel Vidal (Reuters - Portugal Sport Soccer)

domingo, 8 de novembro de 2009

Futre e outros nomes para o futuro do Sporting

Como não poderia deixar de ser, José Eduardo Bettencourt dá prioridade à recomposição do conselho de administração da Sporting SAD. Quem escolher para substituir Miguel Ribeiro Teles? Carlos Freitas? Não, seria regressar a um passado muito recente que conduziu à crise em que o clube está mergulhado, pese embora o actual gestor do futebol do Sp. de Braga tenha sido o primeiro a abandonar o Sporting por iniciativa própria, o que só joga a seu favor. Paulo Futre na SAD? Uma excelente hipótese. E para o lugar de Pedro Barbosa? Sá Pinto? É capaz de não haver melhor no universo leonino. Tanto Paulo Futre como Ricardo Sá Pinto, em outro contexto, já foram apontados aqui como nomes para um grande Sporting. E com Manuel Fernandes como treinador, teríamos o futebol leonino entregue a sportinguistas competentes. FOTO: "El País"

A demarcação de Manuel Fernandes

O treinador do Vitória de Setúbal, o sportinguista Manuel Fernandes, que levou a União de Leiria à I Liga e está, agora, a encetar a recuperação dos sadinos, demarcou-se ontem de uma eventual sucessão a Paulo Bento no Sporting: "A minha cabeça está concentrada no Vitória. Tenho aqui muito trabalho." Uma página na rede social Facebook, criada há dias pelo blogue LEÃO DA ESTRELA, intitulada "Manuel Fernandes a treinador do Sporting", já regista perto de uma centena de fãs sportinguistas.

sábado, 7 de novembro de 2009

Há coisas fantásticas, não há?...

Primeira página de "A Bola", de 25 de Março de 2008. Desta, nem Vítor Serpa se lembrou na edição de hoje...

O "Mourinho" que o Sporting procura

Não faltam nomes para suceder a Paulo Bento no comando técnico do Sporting. André Villas-Boas, Co Adriaanse, Luiz Felipe Scolari, Manuel Machado. Por mim, não esquecendo que, noutro contexto, já defendi Luiz Felipe Scolari, gostaria de ver Manuel Fernandes, pelas razões também já apontadas neste blogue, ou outro nome que conheça profundamente o futebol português.
Atendendo ao estado a que o futebol da equipa leonina chegou, nem será disparatado dizer que qualquer treinador serve. Até Leonel Pontes, se a equipa começar a jogar e a ganhar jogos, como estou seguro de que vai acontecer, já em Vila do Conde.
Mas também simpatizo muito com a hipótese de o treinador da Académica, André Vilas-Boas, rumar a Alvalade. É uma incógnita como era José Mourinho, quando, no ano 2000, foi vetado pelos sócios do Sporting mais ruidosos. O estilo do mestre não lhe falta. E o jogo da Académica já mostrou qualidade. Talvez esteja aí o “Mourinho” que o Sporting procura. Nestas coisas nunca se sabe por antecipação…
Entretanto, é preciso ver o que se vai passar ao nível directivo, em função da onda de demissões, que fragilizaram José Eduardo Bettencourt, pois não podemos esquecer que Miguel Ribeiro Teles foi um nome fundamental na candidatura do presidente leonino. Mais do que a escolha do treinador, será decisivo o que vier a acontecer na estrutura dirigente, não estando de parte, inclusive, a possibilidade de realização de novas eleições. FOTO: www.maisfutebol.iol.pt

Bettencourt, as dúvidas e as certezas

Se ouvi bem, José Eduardo Bettencourt disse hoje que tem no Sporting pessoas que não têm dúvidas e que só têm certezas absolutas sobre tudo o que diz respeito ao clube e à SAD (1). Não sei o que dizer perante tamanha revelação. Afinal, a culpa dos problemas que colocam em causa a sobrevivência do Sporting como potência do futebol português não é só de Paulo Bento. Nem só de Pedro Barbosa ou Miguel Ribeiro Teles…
Mais: ao ter considerado a saída de Paulo Bento “uma perda irreparável”, José Eduardo Bettencourt começou por estragar o caminho ao futuro treinador e mostrou que não tem mesmo uma única ideia capaz de mobilizar o Sporting e os sportinguistas, desbaratando, diariamente, uma maioria esmagadora de 90 por cento dos sócios que participaram nas últimas eleições internas.

A demissão de Miguel Ribeiro Teles

A demissão de Paulo Bento

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