quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Patrício ou Hildebrand. A luta pela baliza leonina

Na década de 1950, os guarda-redes Azevedo e Carlos Gomes travaram um duelo lendário pela baliza do Sporting, eterno objecto de desejo.

Em 1993, na Madeira, Robson não gostou de algumas atitudes de Ivkovic e tirou a titularidade ao então indiscutível para a dar ao suplente Sérgio, "rapaz cheio de potencial". Antes do intervalo, com o Sporting a ganhar 1-0, o jovem cedeu ao azar e partiu o braço; entrou o croata, o resultado passou para 2-4. No final da época, Ivkovic saiu, Sérgio não voltou a jogar. E a sucessão veio do Bessa, com Lemajic e Costinha. Sem guerras. Mas nem sempre foi assim: a luta entre Hildebrand e Rui Patrício pela baliza leonina é uma história com 60 anos.
"Com o Gent joga o Hildebrand. Porquê? Porque sou eu que decido", disse Paulo Sérgio. "Tem de mostrar o que pode ter a mais porque não teve nada para fazer com o Estoril. Quando chegou não havia jogos-treino, foi sempre a doer. O Tiago teve uma oportunidade em Lille e o Rui [Patrício] teve uma ou outra bola de infelicidade mas tem estado bem. Agora o Hildebrand tem oportunidade para se mostrar em dois jogos seguidos", argumentou o afirmativo treinador leonino.
Ou seja, a baliza do Sporting volta a proporcionar uma luta, fazendo lembrar uma história que começou em 1951-52 com Azevedo e Carlos Gomes. Na altura não havia agentes - como Jorg Neblung, empresário de Hildebrand que veio dizer que o alemão é muito caro para estar no banco - nem internet, muito menos Facebook, o canal através do qual o guarda-redes germânico vai partilhando emoções com milhares de fãs. E o que parecia adquirido, como o prolongamento da dinastia de Patrício, jovem da casa, começa a estar ameaçado.

AZEVEDO VS. CARLOS GOMES
Azevedo, ou o "Gato Preto", reinou na baliza do Sporting entre 1935 e 1951, em plenos Cinco Violinos. Aí cedeu o lugar a Carlos Gomes, que dominou até 1958 (esteve no tetracampeonato). A convivência entre ambos, separados por 17 anos, foi sempre má: Gomes, mais rebelde, dizia a todos que "o velho já nem vê as bolas"; Azevedo, mais experiente, respondia, numa fase final da carreira, que o rival era "um doido com a mania". Ponto em comum: nasceram no Barreiro.

CARVALHO VS. DAMAS
Carvalho, o homem da Taça das Taças, teve um longo reinado como guarda-redes até aparecer Damas, a maior referência da baliza verde e branca. Aqui a mudança foi "limpa" - não houve atritos e a transição esteve apenas relacionada com idade e qualidade. Aliás, Damas, titular desde 1968, foi para o Racing em 1978, voltou e jogou até aos 41 anos sem ninguém a fazer sombra.

STOJKOVIC VS. RUI PATRÍCIO
Vaz e Fidalgo tiveram luta interessante na baliza, houve Meszaros, o campeão Schmeichel, Ricardo - que chegou, pela conjuntura, a ser rendido por Nélson mas nunca perdeu o estatuto de número um -, o eterno suplente Tiago. Em 2007, Stojkovic chegou a Alvalade para mudar o ciclo e ainda começou como titular, mas, após fortes divergências com Bento e até com companheiros, saiu dos convocados. Foi aí que o agora seleccionador apostou em Patrício, indiscutível de Novembro de 2007 até... (só Paulo Sérgio pode completar as reticências).

10 comentários:

Anónimo disse...

Vi jogar o Carlos Gomes, mas não tenho memória desses jogos.
Vi o Caravalho e o Damas, e ambos eram eficientes, embora o Damas fôsse mais completo e mais elegante.
O Carvalho impunha repeitinho quando abordava a bola, já o Damas fazia tudo em pontas (um verdadeiro ballet na baliza).
Depois de Damas, vi outros e de facto só o Mezaros e o Schmeichel, me impressionaram.
Na miha opinião o maior e o melhor, foi o VITOR DAMAS
(os outros que me desculpem).
Com épocas tão diferentes é dificil fazer comparações, se pensarmos só na diferença das bolas dos anos 60/70 para agora (já nem se fala de 50 para trás).
As bolas de hoje atingem velocidades e efeitos maiores, não permitindo já aquelas defesas em voo (as que se agarravam com as duas mãos), por outro lado nos anos 50/60/70, era um suplício defender bolas molhadas, ao que se dizia, pareciam blocos de cimento.
Difícl comparar, e dando de barato as técnicas e métodos de aprendizagem e treino que também evoluiram.
Saudações Leoninas
Leão da Lapa

Anónimo disse...

Gosto mais do termo competência,e qualidade,e parece-me que Hildbrand nos dará isso.
Não importa os pontos que o Patrício tem dado pois é para isso que lá está,o que me preocupa são os que nos tem tirado.

CARTUNES disse...

Muito bom o artigo.
Espero que o Hildebrand honre essa luta e que tenham a maior das sortes para o jogo de hoje ;)

Se puderem, dêem uma olhadela no blog dos meus cartoons
http://cartunesblog.blogspot.com
http://www.zazzle.com/cartune*

Obrigado e um abraço.

MaximinoMartins disse...

Ainda me recordo vagamente do Carlos Gomes ...
Era um grande guarda-redes, com uma grande dose de "loucura" à mistura...

Anónimo disse...

Se tivesse sido o Rui Patrício a sofrer aquele frangão esta noite, seria aqui cruxificado sem apelo nem agravo pelos inteligentes do bota-abaixo do costume. Como foi o contratado cheio de credenciais, parece que nem aconteceu nada... Que tendes a dizer, coveiros do Rui Patrício, que ninguém vos vê por perto?1:::

Anónimo disse...

Para o anónimo defensor do Rui Patrício, eu gostava de saber como teria sido se o episódio no Dragão tivesse acontecido com ele em vez do Stojkovic. É que até agora ainda não vi a direcção ou o treinador aproveitarem-se de uma falha do Patrício para o enterrarem publicamente o que podia ter acontecido por exemplo no jogo com o Beira Mar. E vamos lá ver se à custa da falha de ontem do Hildbrand, o Patrício não fica com a titularidade indiscutível por mais duas epocas.

NA EQUIPA DO SPORTING NÃO TEM QUE HAVER LUGAR PARA CUNHAS NEM PARA PROTEGIDOS COMO O PATRICIO!

Anónimo disse...

Ò jovem ,o coveiro do Patrício é o próprio pois tem dado com cada galinha.Faz um apanhado e contabiliza.
Aquilo a que chamas frango foi um ressalto infeliz da bola na perna do jogador.
Abre os olhos.

Rui do Patos disse...

Esse Pato Rui transmite aquele PÂNICO no olhar aos companheiros. Frangos (patos) têm sido mais que muitos, só que ninguém tem coragem para o mandar para o banco que é o lugar dele e dar a titularidade ao Tiago (outro perigo).

Timo tem que ser titular, e não é por uma falha que deixa de merecer confiança. Se repararem, ele corrige a falha e coloca a mão sobre a bola que depois é pontapeada pelo jogador adversário.

Anónimo disse...

Aquilo que acontece no Sporting com o Rui Patrício poderia ser um caso patológico, mesmo um caso de estudo, se os ataques descabidos ao guarda-redes neste blog fossem provenientes de muitos associados...o que acontece é que com toda a probabilidade há por aqui um ou dois tipos a fazer múltiplos ataques ao Rui Patrício com nomes supostos, como se fossem muitos. Pelo menos, no universo de verdadeiros sportinguistas que frequento, ninguém critica tão ferozmente o jogador como se lê por aqui. Pelo contrário, salvaguardando uma ou outra crítica de tempos a tempos, perfeitamente natural, ninguém acha que o Rui Patrício seja assim tão mau como aqui o pintam. E realmente, não deixando o Timo de ser um magnífico guarda-redes, se fosse o Rui Patrício a sofrer aquele golo de ontem, o(s) crítico(s) de serviço aqui da caixa de comentários do blog hoje não faziam mais nada senão encher isto de cobras e lagartos contra o rapaz...

Anónimo disse...

Não posso comentar sobre esse golo pois não vi o jogo,mas a verdade é que o rui Patrício levou muitos frangos nas épocas todas,já era para ter mais calo,mas quanto a mim que já não sou criança tenho no meu coração o grande Vítor Damas,ele hoje tirava a titularidade a qualquer guarda redes sem dúvida, morre o homem mas fica a fama,grande Damas.

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