domingo, 31 de janeiro de 2010

A compra de Pedro Mendes

Pedro Mendes é jogador do Sporting. Depois de uma série de contratempos no mercado (Ruben Micael acabou por ir para o FC Porto; o portista Bolatti foi vendido à Fiorentina inviabilizando a realização de dinheiro e a satisfação pessoal de um atleta com a venda de Miguel Veloso; Manuel Fernandes foi para o Inter de Milão quando todos os sportinguistas pensavam que estaria algures em Lisboa para assinar pelo Sporting; e o defesa-central bracarense Rodriguez não psssa de um sonho de Inverno), eis que José Eduardo Bettencourt dá sinais de vida, confirmando a aquisição de Pedro Mendes, após uma novela de algumas semanas que não se justificava de maneira nenhuma. A sensação que fica é que o jogador ingressa em Alvalade porque mais ninguém o quer. E o preço diz tudo. De qualquer modo, Pedro Mendes, que já foi espremido na melhor Liga do mundo, ainda pode ser muito útil ao Sporting (podendo estimular o crescimento competitivo de Adrien Silva). Oxalá o novo reforço leonino tenha sorte e não volte a cruzar-se com lesões graves.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um Sporting muito fraquinho

O Sporting foi a Braga perder por 1-0 uma partida que teria necessidade de vencer para tentar dar a volta à má temporada. A equipa até entrou bem, rápida e agressiva sobre a bola, mas sem profundidade ofensiva. Aquilo durou 30 minutos. E a sorte esteve do lado contrário. No primeiro remate à baliza leonina, o Braga decidiu. Mas num balanço geral, é preciso dizer que a equipa bracarense, que assenta numa retaguarda muito segura, é uma das mais fortes candidatas ao título nacional. E também é preciso dizer que o Sporting esteve muito fraquinho, revelando, uma vez mais, falta de estofo para ser campeão. Assim, dificilmente ganhará algum troféu esta época.

Em Braga, mostrem o que é que isto significa...

"O Sporting só joga no relvado. Não joga em recantos esconsos, em túneis mal iluminados."
Rogério Alves, presidente da Assembleia Geral da Sporting SAD, "A Bola", 29-01-2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O túnel do Sporting

Há uns anos, os adversários do Sporting congeminavam estratégias mafiosas ao telefone, prejudicando o nosso clube e insultando distintos sportinguistas. Com a divulgação ilegal na Internet das escutas telefónicas dos processos “Apito Dourado” e “Apito Final” (a justiça portuguesa é criativa a arranjar nomes pomposos, mas é uma lástima a julgar) foi possível saber, de viva voz, o que disseram Pinto da Costa e seus “colaboradores” neste polvo enorme, que, em poucos anos, viciou impunemente a história do futebol português. Foi nessa enxurrada vergonhosa que o Sporting Clube de Portugal foi atirado para o terceiro lugar no “ranking” do futebol nacional.
Este ano, parece que os vizinhos do Sporting estão a seguir à risca algumas cartilhas do Norte, assim se explicando histórias escabrosas que se terão passado no túnel vermelho... Pelo menos, no túnel verde de Alvalade, as coisas são resolvidas a soco entre a família e as notícias saem na comunicação social minutos depois, sendo dispensável recorrer às imagens do “big brother”…
Porém, o grande túnel do Sporting é outro e bem mais motivante para um grupo de jogadores profissionais. De facto, se eu fosse jogador de futebol do Sporting Clube de Portugal estaria muito feliz com o calendário que teria agora pela frente. De 29 de Janeiro e 28 de Fevereiro, o futebol do Sporting tem um grande túnel para atravessar – talvez o túnel mais longo e mais estreito da temporada, mas também o mais estimulante –, composto por 9 jogos muito importantes, para todas as competições (I Liga, Taça da Liga, Taça de Portugal e Liga Europa), que incluem dois confrontos com o rival FC Porto, um com o líder da Liga, o Sporting de Braga, já na próxima sexta-feira, e outro com o Benfica, numa final antecipada da Taça da Liga, que se transformará num tira-teimas, depois da roubalheira da época passada ter levado o troféu para a Luz. Destaque ainda para dois jogos com o Everton, para a Liga Europa.
Vencer todos estes desafios seria um meio de sacudir de vez as más notícias de Alvalade, embalando a equipa rumo a conquistas que seriam improváveis há muito pouco tempo. Vencer os jogos que faltam na I Liga ainda poderá dar direito a celebrar o título nacional para surpresa de muitos. É difícil? Pois é. Mas para um leão nada é impossível. Nada pode ser impossível. Haja competência e profissionalismo. Nem que seja só por um mês. O resto virá por acréscimo. São túneis como este que valem a pena no nosso futebol.

O adeus de Sá Pinto

Diz o ex-dirigente leonino Ricardo Sá Pinto que "Liedson tem de rever a sua postura profissional". Lido assim, sem mais nem menos, é caso para dizer: "Olha quem fala!...". Sem uma palavra para o presidente José Eduardo Bettencourt (que terá forçado a sua auto-demissão pela madrugada...), Sá Pinto veio explicar-se através da leitura de um comunicado, sem direito a perguntas dos jornalistas. Demasiada formalidade de quem costuma ser tremendamente espontâneo e genuíno. Percebemos o incómodo.
Sá Pinto pediu desculpa à família sportinguista por ter agredido Liedson e deu o caso como encerrado. Esperemos que esteja mesmo encerrado. Acabou assim a curta aventura de Sá Pinto como dirigente desportivo ao serviço do Sporting. Ele que, enquanto jogador, ficara no coração de muitos milhares de sportinguistas.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Fernando Correia defende "Sporting de todos"...

Ricardo Sá Pinto (reconhecidamente um grande sportinguista) agrediu Liedson e abandonou a função profissional que desempenhava no futebol do Sporting.
Liedson foi agredido e continua no Sporting. No fundo foi isto que nos disseram. Mas não chega. Ou seja: não é possível punir drasticamente uma agressão, ignorando o que lhe deu origem. Trata–se de uma demissão contra uma multa pecuniária.
Sendo assim, é fundamental, fazendo fé no que chegou (rapidamente) à Comunicação Social, entender que Sá Pinto, enquanto Director Desportivo, e ainda no banco de suplentes, começou por defender o Clube, a SAD, os adeptos e a equipa no seu todo. Por isso, se insurgiu contra as ofensas que Liedson dirigiu aos sportinguistas. Depois, convocou uma reunião para o fim do encontro, no balneário, a fim de clarificar a posição que a equipa deveria assumir perante uma atitude idêntica. Tudo certo. Decisão intocável.
O que se passou a seguir (insultos e agressões) é insustentável. Mas, Sá Pinto não perdeu a razão por ter agredido Liedson. Apenas não o deveria ter feito. Ou seja: contrariamente ao que é comum dizer–se, uma pessoa não perde a razão por chegar a vias de facto. O que se lhe pede é que não o faça, por haver outros meios para resolver o assunto.
Ricardo Sá Pinto, por outro lado, percorria um caminho cheio de escolhos e de armadilhas e a sua culpa foi não se ter apercebido (a tempo) desse facto. Alguém desejava a sua saída do Sporting. Este é o ponto fulcral de toda a questão.
Então vale a pena saber quem beneficiava directamente com essa saída!?
O tempo encarregar–se–à de responder a esta dúvida e não será preciso esperar muito.
É fundamental que José Eduardo Bettencourt esteja atento e vigilante e que procure saber quem se encarrega de informar os “amigos” que tem na Comunicação Social sobre tudo (mas tudo) o que se passa no Sporting. Os jornalistas não revelam as suas fontes, até para não fecharem a torneira informativa que lhes dá imenso jeito, mas há forma de tornear essa questão. Basta, por exemplo, ter influência no meio.
O Presidente da Direcção não deve dar ouvidos a uns e fechar os ouvidos a outros e também não deve tornar o Sporting num Clube só de alguns.
Há sportinguistas cheios de bom passado e de notoriedade em diversas áreas que não são aproveitados. Pelo contrário.
Basta conhecer e respeitar os sportinguistas ligados à imprensa, televisão, cinema, teatro, rádio, internet, gestão desportiva, gestão empresarial, treino de futebol, motricidade humana, psicologia, ciências sociais e humanas, ciências políticas, direito, economia, marketing, publicidade, etc,. e que poderiam dar uma preciosa ajuda, em nome do Sporting Clube de Portugal que é paixão de todos eles!…
É suficiente ver os ex–
atletas do Sporting que são ignorados ou preteridos no desempenho de cargos para que estariam talhados!
Pela mesma razão não faz qualquer sentido que a mesma pessoa (ou pessoas), integrada na estrutura actual, desempenhe, simultaneamente, dois, três, ou quatro cargos, como se não houvesse mais Mundo Sportinguista, como se todos os outros fossem indesejáveis ou incompetentes.
É preciso fazer com que o Sporting volte a ser de todos. O Sporting que conhecemos da nossa história, da nosa vida, do nosso orgulho e do nosso ideal. E só é possível fazê–lo desde que se clarifique muito do que aqui fica anotado. Viva o Sporting!
Fernando Correia, jornalista, ex-director do jornal "Sporting", crónica no site "Sporting Apoio", 25-01-2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Liedson decididu na Trofa

"Estamos no bom caminho, a equipa está de parabéns. Fizemos um belíssimo jogo. Sabíamos que ia ser complicado. Estou sempre concentrado em marcar golos e ajudar a equipa a ganhar, e esquecer o que passou. Estou aqui para ajudar. Fui sempre apoiado pelos adeptos e sócios do Sporting, não tenho do que reclamar e quero corresponder com golos e vitórias."
Liedson, no final do jogo com o Trofense (II Liga), no qual marcou o único golo do encontro, carimbando a sétima vitória consecutiva do Sporting em todas as competições e o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga 2009-2010 :: O Sporting é a única equipa só com vitórias nesta edição da Taça da Liga Portuguesa.

O "cabelo branco" e o "atrasado mental"

Para Pinto da Costa, presidente do FC Porto, José Eduardo Bettencourt é o "cabelo branco" e o roupeiro do Sporting, Paulo Gama, é "um atrasado mental". Está tudo nas escutas telefónicas que estiveram na origem do processo "Apito Dourado", que foram colocadas no portal de vídeos YouTube, com a voz dos protagonistas de um dos escândalos mais vergonhosos do futebol português, que provou a ineficácia do sistema judicial.
O Sporting Clube de Portugal, único clube que nunca foi apanhado em conversas destinadas a comprar árbitros ou decisões favoráveis das instâncias desportivas, ainda não ainda não reagiu oficialmente. Como sempre, continua ao lado. Clique aqui para ouvir uma conversa de Pinto da Costa com Valentim Loureiro - oportunamente identificados pelo antigo presidente leonino Dias da Cunha como os dois rostos do "sistema"...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Duque: "Liedson é uma espécie de mercenário..."

“Nunca ninguém soube de incidentes que se passaram no balneário do Sporting mas a verdade é que eles aconteceram. Não são desejáveis mas parecem-me compreensíveis: os atletas estão sempre sujeitos a uma pressão enorme e às vezes zangam-se, discutem, chegam a exceder-se. Mas o grande problema é quando isso se torna público – enquanto for resolvido em casa, há pedidos de desculpa, arrependimentos, recuos, etc.. Saindo para a imprensa, os conflitos que poderiam ser resolvidos transformam-se em problemas sem solução.”

“[No Sporting] faltam liderança e competência. O clube é altamente profissionalizado para que estas situações não aconteçam. Neste caso específico [da cena de pugilato entre Sá Pinto e Liedson], tinha de estar alguém responsável no balneário e não estava. Com isso, perdeu-se um director para o futebol, vai haver consequências para o atleta, o comportamento da equipa, que estava a crescer, pode ser lesado e, no meio disto tudo, o actual treinador também não é reconhecido propriamente por ser um líder.”

“Já todos conhecem a forma de estar, o entusiasmo e o sportinguismo do Sá Pinto. Admito mesmo que isso às vezes pode levar a alguns excessos. E todos conhecemos a grande categoria do Liedson, um excelente jogador. Agora, ele é pago pelo Sporting. Liedson é uma espécie de mercenário do futebol, que nunca vai pôr os interesses do clube acima dos pessoais. Todos os jogadores têm de agradecer aos adeptos antes, durante e depois dos jogos. E quem não o faz? Deve ser uma situação resolvida internamente. Estes casos acontecem em todos os clubes. Mas com uma diferença – quanto melhor for gerida, mais acima irá acabar esse conjunto na classificação.”

“Que a liderança que não apareceu e deixou atear este fogo consiga agora apagar tudo. Porque estávamos numa altura em que os rivais mais directos aparentavam dificuldades e o Sporting conseguia somar vitórias. Repito: o que aconteceu não ajuda, mas o facto de ser público pode ainda trazer danos irreparáveis.”

“Fico contente que exista dinheiro para investir [na equipa de futebol]. Sempre achei que o problema nunca foi a qualidade do plantel e isso está agora a ser provado. Não me parece é que, a 12 pontos do líder, seja altura para investir tanto, a não ser que sejam contratações numa perspectiva futura. Acima de tudo, isto mostra os erros feitos no início da época.”

Luís Duque, presidente da SAD do Sporting em 1999-2000, responsável pelo regresso de Sá Pinto a Alvalade, de quem é amigo pessoal, como futebolista, na temporada 2000-2001, jornal "i", 23-01-2010

Lições de bola para Bettencourt

O blogue Cantinho do Morais (um excelente nome para um espaço sportinguista) analisa as últimas movimentações do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, no mercado de compra e venda de jogadores, explicando como essas movimentações visaram enfraquecer o Sporting (curiosamente o adversário interno mais forte dos portistas neste século), envolvendo os atletas Ruben Micael, Rodriguez e Miguel Veloso. Vale a pena ler aqui. São lições de bola para José Eduardo Bettencourt e, sobretudo, para o novo homem-forte do futebol leonino, Miguel Salema Garção.

Obs. - O Sporting, de facto, continua a ser uma casa aberta a toda a gente. E continua mal servido por gente ansiosa em dar notícias frescas para os jornais, com o fito de ficar bem na fotografia. Caso contrário, por que é que as estratégias do Sporting no mercado aparecem escarrapachadas nos jornais antes dos negócios se realizarem, como aconteceu na abordagem ao bracarense Rodriguez? Alguém sabe?...

Liedson condenado à multa mais pesada de sempre

Liedson vai pagar uma multa de 55 mil euros, que corresponde a cerca de 50 por cento do seu ordenado mensal líquido. É a sanção financeira mais pesada de sempre aplicada a um futebolista em Portugal. Mas Liedson é castigado porquê?... i) Porque defendeu um colega de equipa (Rui Patrício), que estava a ser assobiado pelos adeptos, sendo repreendido por um dirigente (Sá Pinto); ii) porque no final do Sporting-Mafra se recusou a agradecer a presença do público que assobiara Patrício; iii) porque, depois, no balneário, Sá Pinto, furioso com o gesto anterior do atleta, apontou-lhe o dedo ao nariz, dizendo-lhe: "Tu não mandas", ao que Liedson respondeu com a frase "Não me aponte o dedo à cara!"; iv) porque, de seguida, Liedson levou dois murros do dirigente. Moral da história: não é preciso fazer muito para apanhar uma multa de 55 mil euros...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Estamos com sorte

A cada dia que passa estou mais contente com o Sporting. Esta semana, por exemplo, tivemos uma jornada em cheio. Primeiro, passámos à eliminatória seguinte da Taça de Portugal. Depois, não o fizemos sem o susto de que sempre precisamos para nos lembrarmos das fraquezas em que ainda precisamos de trabalhar. Finalmente, livrámo-nos de Sá Pinto, cuja contratação fora apenas o maior dos muitos erros absurdos que marcaram os primeiros seis meses da gestão de José Eduardo Bettencourt.
Uma vergonha, o que se passou anteontem em Alvalade, entre o banco de suplentes, o balneário e a própria sala de conferências de imprensa? Sim. Por outro lado, estamos há muito tempo a passar vergonhas e podíamos muito bem passar mais esta, sobretudo se em favor da solução de um dos maiores problemas que ainda nos assolavam. De resto, o plantel já tem experiência para estar mais do que blindado a estas pequenas comoções. E, se a instabilidade se prolongar até ao jogo deste fim-de-semana, pois paciência: nós queremos que o Sporting ganhe sempre, mas sofrer uma derrota ou ceder um empate que dificulte a caminhada do Benfica em direcção à conquista do título é, bem vistas as coisas, um mal menor.

No essencial, está dado mais um importante passo na preparação de 2010-2011, aquele a que eu gosto de chamar (e passe a frase feita) o primeiro ano do resto das nossas vidas. De Sá Pinto, já disse quase tudo o que pensava, mas não me importo de repetir: foi um jogador razoável que apenas a Juve Leo transformou em mito – e qualquer projecto para atribuir-lhe responsabilidade seria sempre, na prática, uma contradição de termos. Para além de tudo, se as coisas efectivamente correram como foram relatadas pelos jornais, então correram bem. Liedson, há cinco anos o melhor jogador do plantel, disse: “Ou ele ou eu.” Pois deu “eu”. Deu Liedson. Excelente sinal.
Aliás, Liedson, uma personalidade indecifrável e tantas vezes acusada de individualismo no balneário, terá começado ele próprio a briga, contestando a crucificação sumária de Rui Patrício pelo director de futebol, na sequência do erro cometido pelo guarda-redes no segundo golo do Mafra. Duas coisas. Primeira: Patrício tornou-se titular cedo de mais – e talvez ainda nem sequer seja guarda-redes para o Sporting. Segunda: o relvado de Alvalade é uma vergonha – e tem de ser considerado naquela fífia. Terceira (afinal eram três): Liedson ouviu uma crítica injusta a um companheiro – e, como fazem os homenzinhos, ergueu-se em defesa dele.
Sabem o que eu penso verdadeiramente? Que devia ser Liedson o capitão desta equipa. Afinal, as coisas resolveram-se exactamente como Sá Pinto queria: ao sopapo – e, ainda por cima, ele perdeu. Entretanto, onde é que estava João Moutinho no meio de tudo isto? Estava a ensaiar a leitura da cartinha deixada por Sá Pinto aos jogadores do plantel. Mas será só a mim que isto parece uma récita do ciclo preparatório?

Joel Neto, crónica no "Jornal de Notícias", 22-01-2010

A reacção de Paulo Bento

"Comentário ao sucedido? O meu comentário é que não tenho nenhum comentário a fazer."
Paulo Bento, que em 2006 dispensou Sá Pinto e disse que ele não tinha perfil para dirigente, jornal "i", 22-01-2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Salema Garção sempre a subir...

Quando alguém sai e não entra ninguém de fora para o lugar é porque já não há mais nada a fazer que valha o esforço de escolher uma alternativa fora de casa. Foi no que pensei ao saber que Salema Garção foi o escolhido por José Eduardo Bettencourt para substituir Ricardo Sá Pinto como director para o futebol profissional do Sporting.
O FC Porto tem Pinto da Costa, porque lá, quem manda, é o presidente. O Benfica tem Rui Costa. O Sporting tem Salema Garção, que se confirma como um homem cada vez mais forte na estrutura de Alvalade. Nos últimos 5 anos, Garção foi o único funcionário leonino que subiu sempre na hierarquia, sendo agora a figura de ligação entre o futebol profissional e José Eduardo Bettencourt. Não sei o que vai ser. Espero que corra tudo bem, obviamente. A verdade é que esperei muito de Sá Pinto e a desilusão foi muito grande. Vamos ver.
Se José Eduardo Bettencourt descer mais ao balneário, se José Eduardo Bettencourt assumir a presidência a tempo inteiro no sentido de estar muito mais próximo da equipa, indo para o banco de suplentes no próximo jogo, por exemplo, dando a cara pelo Sporting ao lado de Carlos Carvalhal, talvez comece a fazer aquilo que deveria ter feito a partir do momento em que ganhou as eleições. Porque um dos problemas da indisciplina do Sporting (e o "caso" Sá Pinto-Liedson é uma situação de indisciplina grave) resulta da falta de liderança. Ora, uma liderança forte começa por ser construída no terreno e pelos sinais que se dão para dentro e para fora de casa... FOTOS: "A Bola"

Liedson, líder do balneário leonino?...

Liedson, o goleador de espírito rebelde. Não é a primeira vez que o avançado "leonino" se envolve em discussões com o clube e com os colegas, daí que a sua imagem esteja conotada com golos... e com polémicas. Quase cinco anos depois, voltou a desentender-se com Sá Pinto - primeiro foi por causa da marcação de um penálti, quando os dois eram jogadores, agora devido a um golo do adversário no jogo de quarta-feira com o Mafra.
A 13 de Fevereiro de 2005, num jogo com o Rio Ave, os dois jogadores desentenderam-se depois de Sá Pinto se apoderar da bola quando o avançado luso-brasileiro se preparava para converter uma grande penalidade. Sá Pinto acabou por apontar o castigo máximo. Liedson não festejou o golo e esteve bastante tempo sem marcar penáltis. O camisola 31 fez ainda uma assistência que permitiu a Sá Pinto apontar o quarto golo dos "leões", ainda antes do intervalo, mas acabou por não regressar ao relvado no segundo tempo.

O ERRO DE RUI PATRÍCIO

Sá Pinto deixou o Sporting em 2006, e reencontrou o goleador Liedson em Alvalade na condição de director de futebol dos "leões", cargo que assumiu em Novembro de 2009. Na quarta-feira à noite, os dois voltaram a desentender-se no final do jogo da Taça de Portugal, aparentemente devido a um "frango" de Rui Patrício, que deu o segundo golo ao Mafra, equipa da II Divisão que perdeu por 4-3 em Alvalade.
No último fim-de-semana, Liedson entrou para a história do Sporting ao igualar o argentino Hector Yazalde no oitavo lugar na lista de melhores marcadores do clube, mas agora tornou-se o jogador que esteve envolvido na demissão do director de futebol da SAD.

LIEDSON: SINÓNIMO DE GOLOS E... PROBLEMAS

Os golos são a imagem de marca de Liedson, mas as polémicaS também estão associadas ao internacional português de origem brasileira, sobretudo nos momentos de pausa natalícia do campeonato, com o futebolista a registar alguns atrasos no regresso a Lisboa.
O mais marcante de todos aconteceu sob o comando de José Peseiro, quando Liedson tinha o regresso do Brasil marcado para a seguir ao Natal de 2004, mas só se apresentou em Janeiro de 2005, antes de um jogo com o Benfica. O "Levezinho" justificou o longo atraso com um problema de saúde da sua mulher, mas ainda assim viu a SAD do Sporting cortar-lhe cinco por cento no ordenado, como castigo.
Nessa ocasião, Liedson tinha visto um quinto cartão amarelo - o que à partida o afastava do jogo com o Benfica -, mas o Sporting antecipou o jogo da Taça com o Pampilhosa, no qual cumpriu o castigo, e o goleador chegaria três dias antes do jogo com as "águias". Más notícias para o Benfica, que viria a perder o jogo (2-1) e viu o brasileiro marcar os dois golos do Sporting.
Independentemente das polémicas, Liedson tem realmente o estatuto de goleador e não é por acaso que as bancadas mostram regularmente faixas em que se pode ler "Liedson resolve", realçando a importância dos golos do avançado.

O MELHOR MARCADOR DO SÉCULO XXI

O "Levezinho", alcunha que adquiriu devido ao seu corpo franzino, é também o maior goleador do campeonato português no século XXI, com 104 golos marcados, deixando o segundo melhor, Simão Sabrosa, a 28 de distância.
Liedson também se destaca nas competições europeias, com 23 golos marcados, além dos 17 conseguidos na Taça de Portugal e 8 na Taça da Liga.
Os números no campeonato permitiram ao jogador sagrar-se por duas vezes melhor marcador (2004/05 e 2006/07). Esta época, devido a algumas lesões, o seu registo não tem sido tão forte, mas no sábado, apesar de ter sido suplente, celebrou o regresso aos relvados após uma rápida recuperação de uma artroscopia ao joelho com dois golos ao Nacional (3-2). Liedson entrou aos 58 minutos para o lugar de Hélder Postiga e aos 59 já tinha marcado. Aos 71 bisou, apontando o terceiro golo do Sporting no jogo e o seu sexto golo na Liga.

FONTE: Agência Lusa, 21-01-2010

A fragilização de Bettencourt

A cena de pugilato que terá envolvido o director desportivo do Sporting Clube de Portugal, Ricardo Sá Pinto, e o futebolista Liedson, por sinal, o melhor marcador leonino do século XXI, constitui um problema muito grave. Um problema que, mais do que colocar à prova a liderança de José Eduardo Bettencourt - presidente que bem precisa de ir à bruxa, tantos têm sido os problemas que lhe têm aparecido pela frente -, representa o corolário de uma liderança frouxa e ziguezagueante. É nos grupos fracos que emergem os pugilistas e seus apaniguados...
Mas o problema não é só de José Eduardo Bettencourt. O problema é de Bettencourt, assim como foi de Filipe Soares Franco, de Dias da Cunha, de José Roquette, de Pedro Santana Lopes, de Sousa Cintra, de Jorge Gonçalves ou de Amado de Freitas. Na verdade, João Rocha foi o último grande presidente do Sporting. O único, nos últimos 30 anos, que foi um líder forte e incontestado, em que os sportinguistas se reviam com orgulho. O único que fez crescer o Sporting Clube de Portugal. O único que ousou enfrentar o poder instalado, o adversário do Sul (Benfica) e o adversário do Norte (Pinto da Costa). O único que fez do Sporting Clube de Portugal uma força desportiva com vida própria.
Quando toda a gente estava à espera de um Sporting a crescer dentro dos campos de futebol até ao fim da temporada, eis que o impensável aconteceu, com um director desportivo desmiolado a abrir uma crise de consequências imprevisíveis. Quando pensávamos que não havia mais degraus para descer, eis que o Sporting deu um trambolhão ainda maior.
A liderança de José Eduardo Bettencourt, que já perdeu homens considerados como peças essenciais do seu projecto (designadamente o treinador Paulo Bento e os dirigentes Pedro Barbosa e Miguel Ribeiro Teles) acaba de perder o segundo director desportivo em pouco mais de seis meses. É muito para continuar tudo como está. Por outra palavras, o projecto de Bettencourt, se é que havia, parece estar ferido de legitimidade.
Porque entre mortos e feridos, emerge um clube de facções, em que a conspiração interna se transforma num modo de vida. E Bettencourt já deu provas de que não tem mão nessa rebaldaria... Donde, perante circunstâncias tão graves, que resultaram numa fragilização política directiva sem precedentes, talvez o ideal seja pensar na abertura de um novo processo eleitoral. Em que Bettencourt poderia aparecer com a sua equipa, sem os compromissos da última eleição que lhe minaram o caminho. Parece-me a via indicada para separar as águas de uma vez por todas e preparar o futuro imediato como deve ser. O tempo certo para isso é agora: a meio de uma temporada desportivamente perdida.

O "streap-tease" do costume em Alvalade

Estampa de uma "t-shirt" comercializada pela loja Cão Azul gozando com o problema dos bufos no Sporting.
> > >
Do que se passa no Sporting sabe-se tudo na comunicação social de forma quase instantânea, mesmo aquilo que acontece em zonas onde não estão jornalistas. Donde, podemos concluir que o Sporting de hoje está infestado de bufos. Os bufos de que já se queixava Paulo Bento (um problema, de resto, nunca esclarecido ou resolvido). Atentemos ao que está a acontecer nesta caso Sá Pinto-Liedson. Basta seguir com atenção os pormenores informativos que vão saindo nas edições electrónicas dos vários meios de comunicação. É o "streap-tease" do costume em Alvalade...

Sá Pinto: obviamente, demita-se!

Ainda estou em estado de choque. Depois de tantos problemas que este ano têm afectado o futebol do Sporting, Ricardo Sá Pinto esqueceu tudo o que aprendeu no curso de gestão desportiva (confirmando que há traços da personalidade que não se apagam, por muito que tentemos) e, anos depois de ter feito o mesmo na Federação Portuguesa de Futebol (ao ter dado um soco no seleccionador Artur Jorge), resolveu levar a secção de pugilismo para o balneário leonino. Não vi o que aconteceu no balneário do Sporting. Mas não é preciso saber. Um dirigente não pode descer tão baixo. Ricardo Sá Pinto só tem uma decisão a tomar: obviamente, deve demitir-se!... FOTO: "A Bola"

INFORMAÇÃO SOBRE O "CASO" SÁ PINTO-LIEDSON:

  • A Bola

  • Correio da Manhã

  • Diário de Notícias

  • Mais Futebol

  • Público

  • Record

  • RR Bola Branca

  • RTP Online

  • Sporting Clube de Portugal
  • quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

    E vão 6 vitórias consecutivas!...

    SPORTING-MAFRA, 4-3
    Sporting regista sexta vitória consecutiva e segue em frente na Taça de Portugal.

    terça-feira, 19 de janeiro de 2010

    O SCP e a protecção aos clubes formadores

    O futebol é uma indústria que movimenta muito dinheiro. Produz futebolistas para o espectáculo de um jogo que apaixona multidões, sempre ávidas de festejar golos, vitórias e títulos. O Sporting Clube de Portugal é uma das empresas dessa indústria planetária. Uma empresa com infra-estruturas adequadas e reconhecida em todo o mundo pela sua qualidade na formação de jovens talentos. Não é hoje, porém, reconhecida como uma máquina de produzir títulos. Mas essa é outra conversa...
    Num mundo globalizado, os ricos tornam-se facilmente mais ricos e os pobres têm tendência a ficar mais pobres. É que o que está a acontecer hoje em Portugal, com o atrofiamento financeiro da chamada classe média e com os salários e lucros cada vez mais altos dos quadros de topo e das empresas que dominam a economia, designadamente as do sector bancário. O mesmo fenómeno está a verificar-se no futebol mundial, com os jovens talentos de vários pontos do mundo a serem adquiridos pelos maiores clubes europeus, onde estão os mais ricos e melhor preparados para rendibilizar devidamente esses talentos. Arsenal, Barcelona e Manchester United são três exemplos desses clubes ricos que atraem miúdos de todo o mundo, geralmente em prejuízo dos clubes de origem.
    O Sporting é um clube com excelentes condições para a formação, e com provas dadas, mas é um clube limitado por pesados compromissos financeiros com a banca e, portanto, sem capacidade para investir na contratação de futebolistas de qualidade indiscutível, que no auge das suas carreiras têm propostas mais tentadoras em outras latitudes. E está num país pobre, cujo futebol não conta para o “totobola” europeu, não obstante o excelente nível alcançado pelas selecções nacionais nos últimos anos – mercê, também, do trabalho leonino na formação. Só que, essa formação não tem trazido para o clube os dividendos desportivos e financeiros que seriam de esperar: o Sporting não é a máquina de fabricar títulos que é, por exemplo, o FC Porto, e está mergulhado em dívidas, apesar de ter formado e vendido futebolistas como Luís Figo, Simão Sabrosa, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Emílio Peixe, Nani e muitos outros.

    UM MERCADO SELVAGEM

    Neste quadro, o trabalho do Sporting como clube formador e usufrutuário dessa aposta estratégica, através do aproveitamento do talento dos jovens futebolistas na equipa principal durante um período de tempo razoável, corre sérios riscos de fracassar, caso não haja, como não há, uma política de protecção dos clubes formadores de talentos, quer face a empresários mais dados ao lucro fácil, quer face ao poder de atracção dos clubes mais ricos. E a procura de talentos juvenis em outros continentes, que o Sporting tem promovido ultimamente, não parece ser a resposta adequada, a não ser em situações excepcionais, como comprovaram os casos dos jovens brasileiros Ronny e Yannick Pupo, que não conseguiram impor-se na equipa principal, apesar de terem sido rotulados de “craques” quando chegaram para a equipa de juniores. Além disso, essa prospecção internacional colocaria o Sporting a concorrer directamente com os maiores clubes do mundo...
    Conforme o cenário está montado, e de acordo com o modo como este mercado selvagem funciona à escala global, os miúdos tanto aterram hoje no Sporting como, no ano seguinte, saem de Alcochete e são desviados para Espanha, Itália ou Inglaterra. Sem que o clube formador, atrofiado pela absoluta necessidade de dinheiro, seja devidamente compensado.
    Ainda há relativamente pouco tempo, os jogadores Adrien Silva, Fábio Ferreira e Ricardo Fernandes, então nos Juniores B do Sporting, “fugiram” para Londres, seduzidos pelo Chelsea. Adrien Silva, que acabou por prolongar o seu vínculo com o clube, com a intervenção da família, reflectiu e voltou a Alcochete. Os outros dois não voltaram.

    A CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE

    Neste quadro, e tendo em vista dar protecção aos clubes formadores, o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, poderia encetar um caminho inovador, tanto mais agora que as cláusulas milionárias parecem também estar comprometidas. Como acontece em qualquer indústria, há produtos que obtêm a chamada certificação de qualidade, a qual obedece a diversos critérios. Ora, também no futebol faria todo o sentido criar a certificação internacional de qualidade para distinguir os clubes que investem na formação daqueles que apenas aproveitam o trabalho formativo feito por outros.
    Neste sentido, o Sporting – que até formou Cristiano Ronaldo, que é considerado o mais completo jogador da actualidade – poderia emergir como defensor dos clubes formadores, lançando uma campanha mundial junto da FIFA pela criação de mecanismos legais que possibilitem esta certificação, que também poderia ser justificada pela globalização da economia e pelo imperativo de sobrevivência dos clubes mais pequenos, sem os quais continuará a aumentar o fosso entre os mais pobres e os mais ricos, prejudicando a indústria do futebol.
    Se o Sporting Clube de Portugal é uma empresa da indústria futebolística que cria talentos para o futebol (e eles têm de ser criados sob pena de o futebol acabar como indústria lucrativa) e se o Sporting teve de investir em determinada estratégia, construindo uma Academia de Futebol, para ser uma empresa formadora de qualidade, então, a FIFA tem obrigação de defender as empresas que lhe dão a matéria-prima, ou seja, os jogadores, sem os quais não existe a indústria do futebol, concedendo certificações internacionais aos clubes que tenham determinadas condições consideradas essenciais para serem considerados “clubes formadores”.

    VANTAGENS DA CERTIFICAÇÃO

    O que é que o Sporting Clube de Portugal ou outros clubes formadores ganhariam com isso? É muito simples: um jogador que fizesse a sua formação num clube certificado internacionalmente como formador não poderia ser transferido antes dos 23 anos de idade, a não ser por acordo mútuo, mediante determinadas contrapartidas, nomeadamente cláusulas de rescisão mais altas, aumentando o peso negocial dos pequenos clubes, dando efeitos práticos às cláusulas de rescisão. Uma protecção deste género seria uma forma de compensar os clubes vocacionados para a formação, pois não só teriam a possibilidade de obter rendimento desportivo dos seus talentos na equipa principal durante, pelo menos, cinco anos, como afastaria dos clubes e dos jogadores as tentações inflacionistas dos empresários, assim como permitiria um amadurecimento programado e coerente de cada jogador formado. Por outro lado, ao serem compensados devidamente pela venda de jovens talentos, os clubes formadores teriam meios financeiros para ir ao mercado.

    segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

    O líder é o Braga, não se esqueçam disso...

    O Sporting de Braga é líder da I Liga Portuguesa de Futebol. Mas olhando diariamente para as primeiras páginas de "A Bola", fica a sensação de que o líder é o Benfica. Na primeira página de hoje, diz "A Bola", numa referência escondida ao Sporting de Braga, que "o líder não desarma". Era suposto desarmar?...

    domingo, 17 de janeiro de 2010

    O parceiro inglês

    Parece que os responsáveis do Sporting não ficaram saciados com o barrete chamado Felipe Caicedo e querem aprofundar ainda mais as relações com esse colosso dos dinheiros do petróleo e afins chamado Manchester City. Sendo o Sporting um clube que não tem nenhum petróleo a não ser aquele que resulta da efectiva qualidade da matéria-prima da sua formação, o acordo que se anuncia com os ingleses do City é mais uma daquelas decisões que não podem ser levadas a sério. A propósito, que é feito da parceria com o outro Manchester, o United? Já acabou ou continua em vigor? Que balanço fizeram dela? Quem perdeu e quem ganhou? Alguém no Sporting se dá a esse trabalho?...
    Uma parceria efectiva implica interacção e reciprocidade. Não parece ser o caso. O Manchester City está disposto a uma parceria com o Sporting Clube de Portugal, porque já está de olho em alguns dos melhores jogadores leoninos das camadas jovens. Ora, não consta que os homens da prospecção leonina estejam interessados em algum atleta do Manchester City ou que conheçam algum que possa ser interessante para o Sporting. FOTO: Blog Dia-a-Dia de um Estagiário

    Masturbações mentais de um ex-sócio do FC Porto

    "O Benfica não tem fronteiras físicas, não é do Sul ou do Norte, é nacional. É uma das poucas referências portuguesas conhecidas em todo o mundo e que o tornam universal. Nunca fomos, nem seremos um factor de divisão do País, porque verdadeiramente somos o País, nós somos Portugal."
    Luís Filipe Vieira, dircursando durante um jantar com adeptos do Benfica na qualidade de presidente do clube, 16-10-2010

    Os totós de Lisboa

    A contratação do médio português Ruben Micael pelo FC Porto de Pinto da Costa (pretenso aliado leonino a Norte...), depois de várias semanas namorado pelo Sporting (que até fez questão de anunciar ao mundo que tinha 15 milhões de euros para investir em novos jogadores), e no dia seguinte a um repasto que pretendeu simbolizar o restabelecimento das relações institucionais entre o Sporting e o Nacional da Madeira de um indivíduo chamado Rui Alves, só quer dizer uma coisa: os dirigentes do Sporting, mesmo profissionais, continuam a ser os totós do costume... A não ser que respondam à altura ou que assumam que jamais quiseram comprar Ruben Micael...
    Obs. - Um totó é alguém que demonstra falta de habilidade, sensatez ou desembaraço.

    sábado, 16 de janeiro de 2010

    Quinta vitória consecutiva com selo de Liedson

    SPORTING-NACIONAL, 3-2 (I Liga Portuguesa, 16ª jornada).
    FOTOS: Francisco Leong (AFP - Getty Images)

    sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

    A lei da televisão

    Carlos Carvalhal queria mais um dia para poder preparar como deve ser o próximo jogo do Sporting com o Nacional da Madeira (a contar para a 16ª jornada da Liga Portuguesa, a primeira da segunda volta), nomeadamente ao nível da recuperação física dos jogadores, sobretudo depois da desgastante jornada da Taça da Liga, em Leiria, quarta-feira à noite, num campo que mais parecia de batatas (os tempos de exigência do Euro 2004 já lá vão...). Mas a televisão, que financia os clubes, impõe as suas regras, ou a sua lei, mesmo prejudicando as equipas no plano desportivo e, portanto, os próprios telespectadores (porque é admissível uma qualidade mais fraca dos jogos). Por isso, o jogo com o Nacional disputa-se no sábado, em Alvalade, com a nação sportinguista à espera de comemorar a quinta vitória consecutiva em todas as competições, o que aconteceria pela primeira vez nesta temporada. A Carlos Carvalhal resta a consolação de poder contar com Liedson, para jogar ao lado de Carlos Saleiro (afastando assim o ineficaz Hélder Postiga), pois o luso-brasileiro foi dado como fisicamente apto para o jogo.

    quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

    O bom hábito de jogar e ganhar

    U. LEIRIA-SPORTING, 1-2
    Taça da Liga Portuguesa; Golos de João Pereira, Miguel Veloso e Carlão.

    terça-feira, 12 de janeiro de 2010

    É disto que o Sporting precisa

    "Sinto o clube porque sou sportinguista."
    Carlos Saleiro, notícia "breve" de "A Bola", 12-01-2010

    sábado, 9 de janeiro de 2010

    Uma vitória em Alvalade, mais de 3 meses depois

    SPORTING-LEIXÕES, 1-0 (Golo de Tonel, 84'). I Liga Portuguesa, 15ª jornada. O Sporting confirmou os bons sinais deixados anteriormente na partida com o Braga, para a Taça da Liga, vencendo o Leixões com um golo marcado por Tonel, na sequência de um pontapé de canto, já nos minutos finais do encontro. Foi o regresso do Sporting às vitórias em Alvalade, mais de três meses depois. A última tinha sido obtida frente ao Olhanense (3-2), em 21 de Setembro de 2009.
    De qualquer modo, foi uma vitória justa do conjunto leonino, que não viu traduzido em golos o domínio exercido ao longo do encontro, porque a equipa (sem Miguel Veloso e Liedson) revelou uma enorme falta de eficácia, não só dentro da área, como ao nível dos remates de meia-distância. Além disso, os avançados do Sporting encontraram pela frente um guarda-redes Diego cuja inspiração tornou a baliza leixonense muito pequena...
    Este Sporting de Carlos Carvalhal está cada vez mais distante (para melhor) daquele Sporting triste, abúlico, monocórdico e sem ideias inovadoras dentro do campo que vigorou dos tempos de Paulo Bento. Os jogadores mostram-se mais desinibidos, com mais liberdade de movimentos, o que gera uma boa dinâmica colectiva. A equipa melhorou a qualidade do passe, procura jogar no campo todo, exibindo-se, em alguns momentos, com brilhantismo. Faltam mais vitórias que aumentem os níveis de confiança. E falta também um relvado com qualidade mínima. Na verdade (e quem já jogou futebol sabe do que estamos a falar...), não é justo avaliar uma equipa que actua num relvado tão mau. Porque não sabemos até que ponto falhanços incríveis como os de Izmailov ou Hélder Postiga tiveram ou não a ver com o piso de jogo.
    Referência para a excelente estreia de João Pereira. Vai pegar de estaca. Traz qualidade e experiência à ala direita. Finalmente, o Sporting encontrou uma boa solução para o sector. O francês Pongolle (que, num mau alívio, esteve mais perto de marcar na própria baliza do que na baliza contrária...) entrou na segunda parte. Mostrou boa movimentação, mas não deu para ver muito mais.
    Em bom nível estiveram também jogadores da escola leonina como Rui Patrício, Daniel Carriço, Adrien Silva, João Moutinho e Carlos Saleiro. Isto é algo de que nenhum dos adversários directos do Sporting se pode orgulhar... A exibição do guarda-redes Rui Patrício foi excelente porque evitou o pior. Fez duas defesas enormes. Se o guarda-redes não estivesse lá com a qualidade evidenciada, certamente não estaríamos agora a falar sobre uma vitória que será muito importante para empurrar a equipa leonina para patamares futebolísticos bem superiores.
    Pelo contrário, Hélder Postiga continua a revelar-se um peso morto dentro do campo. E Vukcevic precisa de aprender a partilhar um pouco mais a bola com os colegas. Sobretudo, precisa de aprender a largá-la no momento certo. Todos ganhariam com isso. A começar pelo próprio. O Sporting está no bom caminho e ainda está a tempo de rugir nesta temporada... FOTO: Nacho Doce (Reuters)

    A revolução leonina

    Em seis meses, mudou tudo. Só sobrou o leão no símbolo do Sporting. Do presidente ao treinador, da SAD à própria filosofia, houve uma viragem em Alvalade.

    José Eduardo Bettencourt trouxe a versão mais populista da linhagem Roquette na presidência do Sporting. Os lisboetas ganharam uma nova alma mas, três meses depois, os emails dos adeptos estavam inundados de imagens e mensagens provocadoras dos amigos rivais. No início de Novembro, circulava até um desenho do leão a abandonar, em passo vagaroso, o símbolo do clube. Tal como Paulo Bento. Ou Pedro Barbosa. Ou Ribeiro Teles. As alterações não chegaram a esse ponto mas, contas feitas, o actual Sporting só manteve o símbolo. Tudo o resto mudou, incluindo a filosofia de contenção de custos nas contratações. Com ou sem resultados, logo se verá.
    Da cabeça aos pés, a viragem teve arranque na presidência, em Junho. Os cabelos grisalhos de Soares Franco deram lugar à farta cabeleira branca de Bettencourt, o primeiro líder remunerado (embora ainda não tenha recebido nada porque continua à espera da aprovação da assembleia-geral da SAD). O ex-vice-presidente assumiu mais de perto o futebol e tem revelado maior aproximação à equipa, às modalidades e aos sócios. Talvez por isso, nem os maus resultados travaram aquele que foi um dos principais pontos para Franco não se recandidatar - a aprovação do projecto de restruturação financeira. A perda da maioria do capital social da SAD, como era desejo do antecessor, não avança, mas o "sim" da assembleia-geral já desbloqueou uma situação que se arrastava há vários meses. E permitiu até dar o passo seguinte: investir mais a sério no futebol, com antecipação de receitas. Neste projecto esteve já envolvido José Nobre Guedes, um dos escolhidos para ocupar as vagas deixadas em aberto na SAD com as saídas de Ribeiro Teles e Rita Figueira. No Verão, a "pasta", como definiu, foi toda gasta em Matías Fernández (3,6 milhões); agora, em Janeiro, já vai nos 9,7 milhões investidos. Mas não ficará por aqui.
    João Pereira e Sinama-Pongolle já têm o crivo de uma nova nomenclatura que lidera o futebol verde-e-branco, com Carlos Carvalhal a dirigir, Sá Pinto a coordenar e Jorge Mendes a dominar. Paulo Bento, que era "forever", reconheceu que esteve quatro meses a mais em Alvalade. Até agora, as críticas ficam sempre nas entrelinhas, mas nota-se a amargura do outrora Ferguson do Sporting, que começou a perceber que algo estava mal quando, após apuramento milagroso para o play-off da Champions, já tinha contestatários à espera no aeroporto. A saída era inevitável (...), mas nem por isso foi mais surpreendente do que o nome do sucessor: nem Pekerman, Aragonés ou Villas Boas, o eleito foi Carvalhal. O treinador, que estava no desemprego após passagens infelizes pela Grécia e pelo Marítimo, tem menos estatuto e ordenado, mas acabou por assinar até Junho e tudo aponta para que renove, pelo menos, por mais uma época.
    Com a troca de equipa técnica, mudaram os métodos de trabalho, o teor das palestras e, sobretudo, o modelo táctico. O célebre losango ainda não está extinto, mas as bases para um novo esquema já estão lançadas e com inovações também nos intérpretes: Tonel tirou o lugar a Polga, Grimi está a ganhar estatuto de indiscutível, Adrien assumiu-se no meio-campo, Veloso foi para a esquerda e Saleiro ganhou veia goleadora.
    Em paralelo, a própria estrutura responsável transfigurou-se. Pedro Barbosa, que foi sempre criticado pelos adeptos, deixou o cargo de director-desportivo e foi rendido por Sá Pinto, o ídolo das bancadas (que só é director do futebol), e uma nova figura, a do team manager (assumida por Salema Garção). Nas contratações, confiança total em Jorge Mendes, o empresário de João Pereira que ajudou também à vinda de Pongolle e que assegurará mais reforços. E tudo o tempo mudou. Só em seis meses.

    Autor: Bruno Roseiro, "I Online", 10-01-2010

    quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

    A propósito de Pedro Mendes...

    Há quase dois anos, Pedro Mendes, agora no Glasgow Rangers, era considerado neste blogue como uma "hipótese interessante" para reforçar o plantel leonino. Mas o Sporting, então, preferiu encher o meio-campo com o brasileiro Fábio Rochemback... Com os resultados que se conhecem... Contratar agora Pedro Mendes, na ressaca de uma lesão grave, só se compreende no quadro da preparação do plantel do Sporting 2010-2011...
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