O Sporting fechou em grande o desastrado mês de Fevereiro. Depois da série negra de sete jogos sem ganhar, que levou a equipa leonina a perder as hipóteses de lutar pela conquista da Liga, da Taça da Liga e da Taça de Portugal, eis que, numa semana, muito mudou em Alvalade, com duas vitórias robustas (3-0) e outras tantas exibições de encher o olho: uma frente ao Everton, que permite ao Sporting continuar na Liga Europa, e, agora, sobre o FC Porto, para a Liga Portuguesa, que serviu para salvar a honra leonina, dias depois da humilhação ocorrida no Estádio do Dragão para a Taça de Portugal. Renascido, o Sporting que não marcava golos passou a marcar três por jogo. E o Sporting que tinha sofrido goleadas, já não sofre um golo há três jogos consecutivos.O que é que mudou? Essencialmente mudou a atitude competitiva. As duas vitórias leoninas desta semana aconteceram em dois jogos intensos do conjunto de Carlos Carvalhal, pressionando no campo todo, demonstrando alegria e vontade de trabalhar, espírito de sacrifício e de conquista, uma qualidade de jogo que há muito não se via em Alvalade e, sobretudo, impondo o ritmo de jogo, fazendo o adversário correr atrás do prejuízo.
Na partida com o FC Porto, o Sporting teve sorte porque fez tudo para ter sorte. De tal maneira que os jogadores leoninos que marcaram os três golos até tiveram a participação de assistentes improváveis: Yannick Djaló foi assistido por Rolando; Izmailov foi assistido por Bruno Alves e Miguel Veloso até foi assistido por um dos postes... Portanto, a sorte veio ter com o Sporting, mas o Sporting fez tudo por merecê-la, mostrando-se uma equipa forte, coesa e muito audaz, que banalizou o seu adversário. É assim que se ganham os jogos de futebol.
Donde, Carlos Carvalhal, o treinador, que entrou no Sporting pela porta do cavalo – nem sequer foi formalmente apresentado à comunicação social... – e que tem sido um homem só num navio sem comandante – mais a mais nos últimos tempos em que se fala insistentemente na sua substituição por André Vilas-Boas – merece mais respeito e merece recolher todos os louros pelas mudanças registadas na qualidade de jogo da equipa. E merece, sobretudo, que José Eduardo Bettencourt pense bem no que disse: “Carvalhal depende dos resultados”. Bastará o quarto lugar para renovar o contrato ou será preciso vencer a Liga Europa?... FOTOS: Reuters

















































