que é "nabo e incompetente",
mas garante que não é vigarista.
Logo de início, e numa altura em que, pela primeira vez, se ouviram na sala os protestos que já vinham da rua (sempre bem "protegidos" por muitos polícias, a ponto de o contingente destacado ser semelhante ao de um jogo de alto risco, com corpo de intervenção e tudo...), ouviram-se as primeiras manifestações contra a actual administração da SAD. Mas, como era de esperar, tudo o que foi apresentado passou com maioria - por exemplo o ordenado do presidente, José Eduardo Bettencourt (Nobre Guedes, Sousa Louro e Lino de Castro serão administradores remunerados, mas o líder, questionado sobre o montante, negou-se a dar mais explicações), passará a ser 300 mil euros brutos por ano. Com uma nuance - JEB decidiu abdicar dos "variáveis", que devem passar por prémios pelos desempenhos desportivos e económico-financeiros.
Ainda assim, os accionistas presentes ficaram surpreendidos com a abstenção de Pedro Baltazar, o antigo administrador não-executivo, que detém 11,67% de acções da SAD (por via Nova Expressão) e que em breve deverá negociar todos esses "papéis" com o próprio Sporting. No final, cerca de 85% votaram a favor.
A apresentação do relatório e contas, que também passou sem a mínima dificuldade, acabou por suscitar maiores críticas, não só pelo resultado em si - mais de 26 milhões de euros de prejuízo no exercício - mas, e principalmente, pela política de contratações, pelos resultados e pelos gastos. "É uma vergonha justificar-se com o azar, senhor presidente", exclamou mesmo um dos accionistas mais críticos dentro da sala e que tocou num caso específico: Pongolle.
José Eduardo Bettencourt, numa primeira instância, chegou a dizer que havia muitos outros jogadores que foram contratados e não renderam, mas mais tarde admitiu que o francês acabou por não ter o rendimento esperado. Um pouco mais aceso, disparou: "Posso ser nabo e incompetente a nível desportivo mas sou tão ou mais sportinguista que o senhor." "Vigarista é que não sou", completou. Sobre o fundo irlandês que detém metade dos passes de Torsiglieri, Dier e Tobias, as explicações ficaram guardadas para o próximo relatório. "Os investidores pediram-nos discrição e respeitamos isso", foi explicado.
FONTE: Bruno Roseiro, jornal i, 30-09-2010













































