Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
Zico quer ser treinador do Sporting
Zico, antigo internacional do Brasil e ex-treinador do Olympiakos, "Sábado", 29-12-2010
Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
As férias de Natal e as compras de Inverno
Motivos para despedir
O único Benfica-Sporting de Jesus vestido de verde

e saiu aos 80'. No pior ano de sempre
do Sporting. Faz hoje 35 anos.
Dezembro. Ora aí está a data mais propícia para falar de Jesus. Por isso, nada melhor que evocar o 28 de Dezembro... Sim, sim, 28 de Dezembro, ou julgavam que estávamos a escrever sobre outra data qualquer?
Há 35 anos, em 1975, nesse tal dia 28, realizou-se o dérbi Benfica-Sporting, na Luz, para a 14ª jornada do campeonato nacional. O resultado foi o menos aliciante de todos (0-0) e este jogo podia perder-se no tempo, como muitos outros que não passaram à história por este ou aquele motivo. Podia... mas o "i" não vai deixar que isso aconteça. O excesso de curiosidades impede-o. Sobretudo se tivermos em conta que não havia um nulo entre Benfica e Sporting há 17 jogos, desde 1969, e que o leão Da Costa falhou uma grande penalidade, aos 30 minutos. Mas isto são "peanuts".
Na altura em que Da Costa marcou o penálti, já Sporting e Benfica haviam feito uma substituição cada, com as saídas de Malta da Silva - naquela tarde a defesa-direito, empurrando Artur Correia para a esquerda - e Manuel Fernandes. E um tal Jesus entrou para o lugar do Manel, aos 28'' (bem dissémos que este número era importante).
Exactamente, é mesmo assim como está a ler, o actual treinador do Benfica já jogou um dérbi, e fê-lo com a camisola do Sporting, há precisamente 35 anos. Como não há bela sem senão, Jorge Jesus saiu antes do fim.
E é aí que reside a curiosidade-mor daquela tarde: no seu único dérbi, JJ entrou (para substituir o lesionado Manuel Fernandes) e saiu (substituído por Baltasar). Ao todo, foram 52 minutos em campo, que ainda lhe garantiram elogios dos jornais desportivos de então.
De 0 a 5, o "Record" deu-lhe nota 3: "Foi de uma utilidade total. Não quebrou o ritmo da equipa e saiu esgotado pelo esforço positivo dispendido". Também "A Bola" elogiou Jesus, com nota 5, no máximo de 10. "Quando entrou, o Sporting continuou a jogar como se nada tivesse acontecido."
Nessa tarde, sem qualquer cartão exibido pelo árbitro César Correia, de Faro (outra "excentricidade"), o Sporting apagou a Luz e disso se aproveitou o Boavistão de José Maria Pedroto para se assumir como líder da liga na passagem de ano para 1976, com o 9-0 à CUF.
No final do campeonato, as contas foram outras, com o Benfica de Mário Wilson a sagrar-se campeão nacional e o Sporting de Juca a fazer a pior campanha de sempre no campeonato, com o quinto lugar que o atirou para fora das competições europeias. E Jesus, um médio mais em jeito que em força, não se impôs naquele tridente do meio-campo (Fraguito, Nélson e Valter), o que motivou a transferência para o Belenenses.
Dos 12 jogos efectuados de leão ao peito, só um foi a titular, precisamente na sua estreia oficial, em Alvalade, com o Beira-Mar (2-0), resolvido com dois autogolos. De resto, 11 presenças como suplente, uma deles a dar golo, à Académica, em Coimbra. Precisamente a cidade que viu Virgolino Jesus, pai de Jorge, lesionar-se na perna direita em Abril de 1945 e nunca mais representar o Sporting. Virgolino esse que marcou na estreia pelo Sporting dos Cinco Violinos (4-3 ao Atlético, na Tapadinha) e jogou dois dérbis com o Benfica numa época em que não havia cá substituições.
Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
Damas: sofrer 5 golos e ser o melhor em campo
Quando Eusébio chega a Portugal, em Dezembro de 1960, o Sporting é o maior clube nacional e os 10-9 ao Benfica em matéria de títulos de campeão conferem essa (ligeira) superioridade. Quinze anos depois, com a saída de Eusébio, o futebol já não era o mesmo, e o Benfica goleava o rival por expressivo 21-14. Nesse período, a táctica era bem simples: por cada três títulos seguidos de campeão dos benfiquistas, o Sporting enchia-se de brio e interrompia a saga, que calhava sempre em ano de Mundial. Foi assim em 1966, 1970 e 1974. A leitura também pode ser feita ao contrário: quando o Sporting irritava o vizinho, eram três anos de jejum. E foi precisamente o que aconteceu em 1970.Na época 1969-70, o Sporting só perdeu uma vez em 26 jornadas (0-3 em Coimbra) e foi campeão com oito pontos de avanço sobre o Benfica, segundo classificado - uma vantagem altamente dilatada e nunca antes vista entre os rivais da Segunda Circular. Na época seguinte (70-71), o Benfica foi campeão e pelo meio espezinhou o Sporting - invencível há 30 jogos para o campeonato, desde o tal atropelo em Coimbra -, com um concludente 5-1 na Luz, a 27 de Dezembro de 1970. Faz hoje 40 anos, portanto.
Eusébio abriu a conta aos 24 minutos e Artur Jorge aumentou a contagem aos 31'', na primeira parte. Após o intervalo, outro festival de golos, com Nené (50'') e Artur Jorge (57'' e 90'') a castigarem o guarda-redes leonino: Vítor Damas, de seu nome.
O que é de espantar neste dérbi não é o cabaz de Natal dos benfiquistas, nem o hat-trick de Artur Jorge. Concedemos, é meritório, mas o mais incrível destes 5-1 (estávamos tão empolgados com os golos do Benfica que nos esquecemos de mencionar o ponto de honra dos leões: José Carlos, de penálti, aos 70'') é que Damas foi eleito o melhor em campo pela imprensa desportiva, "A Bola" e "Record". Atenção que não é o melhor do Sporting, mas sim o melhor do jogo, de todos os jogadores em campo. E atenção que não foram 26, e sim 24, porque o Benfica de Jimmy Hagan não fez qualquer substituição (inglesises...).
Posto isto, é caso para perguntar como é possível sofrer cinco golos, nenhum deles de penálti, e ainda assim ser eleito o melhor em campo. Os laterais do Sporting têm a resposta na ponta da língua. O esquerdino Hilário, por exemplo, deu-se conta da evolução de Damas. "Acompanhei os treinos de captações, na Rua do Passadiço, em campos de basquetebol pelados. Os miúdos faziam torneios lá e o Damas foi por aí fora até ser meu colega de equipa. Lembro-me perfeitamente desse jogo na Luz, em que perdemos 5-1 e o Damas foi eleito o melhor em campo. Sem ele na baliza tínhamos levado muitos mais golos. Nesse dia, ele sofreu cinco golos mas fez milagres para evitar outros tantos."
Pedro Gomes não quer ficar por aqui, puxa pela memória e continua a falar de Damas. "Além de tudo o que representava na baliza, o Damas era bastante bom com os pés. Nas peladinhas que fazíamos durante a semana, notava-se uma habilidade fora do comum para um guarda- -redes. Nos tempos que correm, Damas não teria qualquer dificuldade em jogar com os pés. Estava, portanto, avançado para o seu tempo. Aliás, sei que ele chegou como avançado nos treinos de captação do Sporting. Como era o mais novo, lá foi para a baliza. O Sporting e Portugal ganharam um guarda-redes!"
Queremos interromper outra vez mas Pedro Gomes continua no túnel do tempo. "Joguei com ele e também o treinei, na era-Toshack [84-85], quando eu era adjunto do John. Conheci-o bem e ele detestava perder. Até empatar! Uma vez empatámos com a Académica [4-4, a 20 de Janeiro de 1985], em Alvalade, e ele chegou ao balneário a dizer que não queria jogar mais. ''Diga isso ao Toshack'', disse-me ele zangadíssimo. Era um jogador inconstante quando as coisas não corriam bem à equipa. Tinha receio de ser cúmplice. Alguns minutos depois falei calmamente com ele e já estava tudo bem. Foi uma irritação do momento."
Sábado, 25 de Dezembro de 2010
A esperança de Vítor Melícias
"O futebol, pela universalidade e a mobilidade de pessoas tem o poder de unir mentalidades em torno do mesmo objectivo. Há uma comunhão de interesses que devem ser orientados para os mais necessitados. Há que recuperar os valores da fraternidade e solidariedade, pois só assim será possível vivermos num mundo são e pacífico."
"[José Mourinho] teve a iniciativa de se deslocar a Israel, estar junto de pessoas com outras mentalidades e necessidades. Teve gosto em ali estar, teve prazer em passar as suas experiências e alertou para a importância de juntar culturas e crenças diferentes em torno de um único objectivo: o de um Mundo melhor."
"A crise será ultrapassada se pararmos de olhar para o umbigo e passarmos a ser um pouco mais solidários. Faço as minhas orações para que todos possam ter um Natal feliz e que todos possam contribuir para um País melhor e mais justo. O 'fair-play' que se pede no futebol, é o mesmo que peço para a sociedade: respeitando o próximo seremos pessoas melhores."
Vítor Melícias, presidente do Secretariado da União das Misericórdias Portuguesas e membro do Conselho Leonino, "A Bola", 24-12-2010
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Couceiro traz fato discreto para Costinha
"Não venho fazer milagres nem tenho varinha mágica para virar o que está mal", assume Couceiro, mais preocupado com "a integração rápida na equipa, o conhecimento de todos os dossiês do clube e as conversas com as pessoas que fazem parte da estrutura". "Não corrigir o que ainda está mal em primeiro lugar seria prejudicial. Preocupa-me mais que sejamos uma equipa do que uma fuga para a frente", acrescenta. Outra vez com a palavra "equipa" pelo meio, que foi quase tantas vezes utilizada como os pontos que os lisboetas registam na Liga (25). Porque a ideia é mais importante nesta fase do que falar em eventuais reforços.
Têm chegado ao clube várias propostas de empresários, sobretudo do mercado brasileiro, que está nesta fase em explosão face à cadência diária de entradas e saídas. Um mercado que o próprio Couceiro conhece e até gosta particularmente. Mas existe a hipótese de nem chegar a haver reforços na reabertura de mercado. "Não há ninguém que contrate jogadores sozinho, até o nosso presidente faz depois de conversas colegiais. Nem trago nenhuma lista de jogadores, tudo depende das necessidades e da disponibilidade porque não temos cá nenhuma máquina de fazer euros", disse, antes de criticar (de forma indirecta) os clubes que investem em dois/três reforços para conseguirem ainda chegar à Champions e aumentarem as receitas, "o que leva às vezes ao engano". Ou seja, tudo o que o Sporting fez em Dezembro de 2009, com as aquisições de João Pereira e Pongolle (nove milhões) para ficar em quarto lugar. Até porque há mais um pormenor: em 2011, o clube tem de dar 27,8 milhões de euros à banca.
Na teoria, os leões querem "funcionar de forma transversal para minorar barreiras, facilitar trabalho e aumentar a transparência". Por exemplo, na contratação de um atleta, decidida pelo núcleo duro do futebol, tem de ser ouvido José Nobre Guedes, responsável pela parte financeira, e Sousa Louro, com a pasta comercial. E há algo de bom, pelo menos como se assistiu na contratação de Couceiro: o mês e meio de contactos, bem como as cinco reuniões que teve em Alvalade, nunca saíram para o exterior. Porque é isto tão vital? Porque foi apresentado como a vitória que todos mais queriam.
Sigilos à parte, o director-geral do futebol leonino, que está abaixo de Bettencourt mas acima de Costinha, fez questão de esclarecer que "não houve qualquer pasta esvaziada". Nem mesmo a do Ministro - que Couceiro diz conhecer desde os 10 anos, quando o médio era infantil do Oriental -, que assumia quase todo o protagonismo a nível do balneário. "Coloquei uma condição para aceitar: que não seria o elemento a entrar para desestabilizar. E quero ser bem aceite por todos, apesar de ter funções de chefia. A pensar individualmente é que não vamos lá, aqui não vai existir ninguém contra ninguém", assegurou, apesar das informações recolhidas pelo i e que vão no sentido contrário às mesmas. "Este espaço que vou ocupar era do presidente e não do Costinha, logo não há nenhum esvaziar".
No final, desejos de bom Natal e Ano Novo para todos. Particularmente para os associados que fizeram questão de ver a apresentação. A linguagem mais académica de Bettencourt a explicar o novo modelo organizacional passou despercebida. Já as ideias "realistas mas não fatalistas" de Couceiro tiveram aplausos. O caminho continuará a passar pela aposta na formação e foi por isso também que o ex-técnico recusou convites da Turquia e das Arábias. Agora, é só vestir o tal fato, que servirá ainda de escudo a uma estrutura do futebol já muito desgastada.
FONTE: Bruno Roseiro, jornal "i", 23-12-2010
Obs. - Título da responsabilidade do LEÃO DA ESTRELA
Cantatore, um treinador sem paciência...
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
Couceiro não trouxe varinhas mágicas
"É uma honra poder voltar ao Sporting e fazer parte desta equipa. Sabemos que atravessamos um momento difícil, mas um convite destes mexe com qualquer pessoa.""Já trabalhei com as maiorias das pessoas que hoje compõem esta casa. Aqueles com quem não trabalhei já os conheço há bastante tempo. Tomei esta decisão de cabeça fria, com a razão a falar mais alto. Sei que não é um momento fácil, que não existem varinhas mágicas, mas quero fazer parte de uma equipa decisiva para o futuro do Sporting."
"Agora tenho de tomar decisões e para isso tenho de falar com as pessoas que constituem o Sporting. Quero uma equipa solidária, e onde todos trabalhem como um coletivo, pois só assim poderemos ultrapassar os nossos problemas."
José Couceiro, na conferência de imprensa de apresentação como director-geral do futebol do Sporting, 22-12-2010
Bettencourt demora ano e meio a formar estrutura
"[Com a integração de José Couceiro] fica concluída a reestruturação do Sporting. Faltava um responsável pelo pelouro do futebol."
"O Sporting, como um todo, tem o seu modelo organizacional completamente definido e com total transparência. José Couceiro será o director-geral da Sporting Clube Portugal SAD, com responsabilidade na área técnica, chefiada por Paulo Sérgio, e na direcção do futebol, liderada por Costinha."
"As conversas com José Couceiro decorrem há mais de um mês. É inédito que se tenham realizado cerca de cinco reuniões aqui no Estádio [de Alvalade] sem que nada se soubesse, e congratulo-me por isso. É a prova de que é possível e foi fácil tratar de tudo com confidencialidade, sem ter pedido segredo a ninguém. O valor da marca Sporting começa a ser sentido pelos seus colaboradores."
"José Couceiro não vem fazer nenhum milagre. Ninguém neste clube faz milagres, procuramos dar o nosso melhor. O que espero é trabalho e dedicação."
"[A estrutura do clube] era curta para atingir os objectivos pretendidos."
José Eduardo Bettencourt, na apresentação de José Couceiro como director-geral do Sporting, 22-12-2010
Regresso de Couceiro surpreende Carlos Janela
"Vejo este regresso com alguma surpresa. As pessoas crescem, evoluem, consolidam pensamentos e ganham experiência. Pode ser que desta vez as coisas resultem. O tempo, às vezes, ajuda as pessoas a melhorarem princípios, filosofias, métodos e pode ser que seja este o caso."
Carlos Janela, ex-secretário técnico do Sporting, em declarações à Rádio Renascença, citado pelo "Record", 22-12-2010
A morte de Aurélio Márcio
Há mais de 20 anos, andava eu a começar no jornalismo pela "Gazeta dos Desportos" e por "O Comércio do Porto", ainda me cruzei com ele em vários estádios de futebol. Quando o futebol ainda era jogado ao domingo à tarde. Mas não me atrevia a dirigir a palavra ao "senhor Aurélio Márcio", então já idoso. Tinha por ele o enorme respeito e veneração que temos pelos mais velhos que admiramos. Foi, aliás, com ele que também aprendera a ler quando "A Bola" era a preto e branco, publicava-se três vezes por semana, sujava as mãos, mas era muito bem escrita. Um jornal onde pontificavam nomes sonantes do jornalismo português do século XX, como Alfredo Farinha, Vítor Santos, Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Homero Serpa, entre outros, além, claro, de Aurélio Márcio. Todos já falecidos.
Os despojos do dragão em Alvalade
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
José Couceiro regressa a Alvalade
Em 1997-1998 foi director-geraldo futebol do Sporting e falhou
Nessa altura, o Projecto Roquette afirmava a sua pujança económica comprando jogadores caríssimos na América do Sul (Carlos Miguel, Kmet, Bruno Ginémez, Leandro, etc.), mas a instabilidade não deixava o balneário de Alvalade. As compras não surtiam efeito e a equipa perdia-se abaixo do terceiro lugar.
Hoje, a situação é bem mais grave, porque o Sporting apresenta uma dívida colossal, muitas divisões internas e já não se sabe o que é o famigerado Projcto Roquette. Mas há um ponto em comum: chama-se José Couceiro, que, como se de um bombeiro se tratasse, é cntratado por Jossé Euardo Bettencourt para o cargo de director-geral de futebol do Sporting, com responsabilidade sobre Costinha.
Treinador e sindicalista de futebol, José Júlio de Carvalho Peyroteo Martins Couceiro nasceu a 4 de Outubro de 1963, em Lisboa, sendo sobrinho-neto de Peyroteo, uma das maiores glórias do Sporting.
Como futebolista e enquanto defesa central teve uma carreira discreta, tendo representado, enquanto sénior, clubes dos escalões secundários como o Montijo, o Barreirense, o Atlético e o Estrela da Amadora.
Couceiro desistiu da carreira de futebolista aos 29 anos. Entretanto, já tinha iniciado a sua ligação ao Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, para o qual foi eleito presidente em 1993. Até 1997, ano em abandonou o cargo, conseguiu dar grande visibilidade ao sindicato, que até então tinha uma actuação muito apagada.
Em inícios de 1998, José Couceiro experimentou uma nova área no futebol tendo aceite o cargo de director-geral do Sporting. Apostou na contratação do treinador Carlos Manuel, mas as coisas não correram bem e acabou por sair do clube em Março do ano seguinte, numa altura em que já quase não tinha poderes de decisão.
Em Abril de 1999, assumiu o cargo de administrador no Alverca, que exerceu até pedir demissão no final da época 2001/2002, quando o clube desceu à Divisão de Honra. Contudo, acabou por ficar com poderes reforçados e assumiu a responsabilidade da orientação técnica da equipa de futebol. Enquanto treinador levou o Alverca ao segundo lugar, o que permitiu o regresso à divisão principal. Couceiro manteve-se como treinador, mas na época 2003/2004 não conseguiu evitar que o clube descesse de novo à segunda divisão.
De qualquer forma, o trabalho de Couceiro enquanto treinador ganhou destaque e acabou por ser contratado, em 2004/05, pelo Vitória de Setúbal. Apesar da equipa ter um orçamento limitado, conseguiu andar sempre entre os primeiros lugares. A meio da época Couceiro acabou por ser convidado para treinar o Futebol Clube do Porto, em substituição do espanhol Victor Fernandez, levando a equipa ao segundo lugar. Mesmo assim, no final da temporada foi dispensado. Entretanto, o Setúbal, já com outro treinador, ganhou a Taça de Portugal, título que também entra no currículo de Couceiro.
Já com a temporada 2005/06 em curso, substituiu no comando técnico do Belenenses o treinador Carlos Carvalhal. Depois assumiu o cargo de seleccionador de Sub-21 de Portugal, prosseguindo a sua carreira de treinador no estrangeiro, orientando, sucessivamente, Lituânia, Kaunas, Lituânia,Gaziantepspor e, de novo, a seleccção da Lituânia.
A morte de Pôncio Monteiro
Com a morte de Pôncio Monteiro (1940-2010) desapareceu um grande portista. Um portista sério, que se ouvia com interesse e curiosidade. E um portista a sério. Daqueles que dão gosto defrontar. Porque Pôncio Monteiro era daqueles que não precisavam de fruta ou de café com leite para estar sempre na primeira linha a defender o seu Futebol Clube de Porto. Por isso, com a sua morte, o FC Porto fica empobrecido pela perda de uma das suas vozes mais lúcidas e contundentes.Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
Paulo Sérgio vai comer o bacalhau em Alvalade
Se o adversário não pressionar muito e se não fizer marcações muito apertadas, como aconteceu dos jogos da fase de grupos da Liga Europa, o Sporting vai jogando à bola. E vai ganhando bem, como aconteceu nesta segunda-feira, em Setúbal, desta vez para a Liga Portuguesa, perante uma equipa de Manuel Fernandes que esteve uns furos abaixo do jogo de há uma semana para a Taça de Portugal. Com esta vitória, o treinador leonino Paulo Sérgio vai poder comer o bacalhau natalício mais ou menos descansado.O Sporting isolou-se no terceiro lugar, ao vencer em por 3-0, em jogo que encerrou a 14.ª jornada da Liga Portuguesa. Dois golos de Yannick Djaló (20 e 56 minutos) e um de Abel foram suficientes para a equipa leonina sair de Setúbal com os três pontos e com uma exibição que permitiu apagar a eliminação da semana passada na Taça de Portugal, igualmente frente ao Vitória sadino.
Com este triunfo, e após o deslize do Vitória de Guimarães, que perdeu em Aveiro com o Beira-Mar, o Sporting continua a lutar por um lugar de acesso à Liga Europa, isolando-se no terceiro posto com 25 pontos, menos 13 que o líder FC Porto e menos cinco que o Benfica, segundo classificado. FOTO: "Reuters"
A culpa não é de Paulo Sérgio
Esta noite, se o Sporting voltar a perder em Setúbal (oxalá consiga ganhar...), desta vez para a Liga Portuguesa, a culpa não será do treinador Paulo Sérgio (que muitos, como Judas, se preparam para crucificar na praça pública). Marco Torsiglieri (defesa-central)
Mexer (defesa-central);
Nuno André Coelho (defesa-central);
Maniche (médio);
Matías Fernandez (médio);
Miguel Angulo (médio);
Zapater (médio);
Tales (médio);
Felipe Caicedo (avançado);
Sinama Pongolle (avançado).
Talvez na próxima reabertura do mercado, em Janeiro, haja mais nomes para juntar à lista...
Domingo, 19 de Dezembro de 2010
Wilson Eduardo decide no Beira Mar
Se o avançado Wilson Eduardo (na foto), formado no Sporting e emprestado ao Beira Mar, marca golos e dá vitórias aos aveirenses, então poderá ser dispensado em definitivo pelo clube de Alvalade. Tal como Silvestre Varela e outros - como João Moutinho, vendido ao FC Porto por menos de metade da cláusula de rescisão, passando de "maçã podre" a excelente profissional depois de ter deixado Alvalade... -, também Wilson Eduardo pode ser capaz de não servir os interesses de um Sporting rico, ambicioso e competitivo. Sábado, 18 de Dezembro de 2010
Salário de Maniche aumenta 20%
Ao ter participado em 20 jogos desta temporada, mesmo sem ter cumprido os objectivos, o veterano Maniche viu o seu contrato de 1 milhão de euros anuais renovado automaticamente com o Sporting. Um contrato de 1 milhão de euros com um aumento de 20 por cento, segundo revela o jornal "i". Na próxima época, Maniche estará mais velho e, muito provavelmente, ainda vai correr menos. Mas isso dá-lhe um aumento de ordenado. O País aperta o cinto e até corta nos ordenados, como acontece na função pública. No Sporting, continua o regabofe.Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Frente e verso

Turismo de Inverno na Bulgária...
Ouvi dizer que o Sporting esteve esta semana na Bulgária para jogar com o Levki de Sofia, em jogo a contar para a Liga Europa. E que até perdeu por 1-0. Mas eu não vi o Sporting a jogar. Vocês viram? Será que alguém viu o Sporting a jogar para contar como foi? Ou será que o Sporting foi à Bulgária só para fazer turismo de Inverno?... FOTO: "Record"Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
Os falsos sportinguistas
Quando o Sporting joga com o Porto, o Benfica, o Setúbal ou o Carcavelinhos, quero que jogue melhor e ganhe. Não me importo muito que jogue pior e ganhe. Não gosto é de perder, nem de ganhar com truques extra quatro linhas. E mesmo dentro das quatro linhas não gosto de árbitros que se “enganem” premeditadamente. Sou ferrenho, mas tenho “fair play”.
Este ano tenho-me abstido de comentar a péssima carreira do meu clube. Limito-me a não pagar as cotas há uns meses. É o meu protesto. Acho que se têm cometido asneiras a mais, mas enfim… Chegou, porém, a hora de explodir. Quando vejo um senhor chamado Maniche, que eu conheci como jogador do Benfica e do Porto, e que chegou em fim de carreira ao Sporting, dizer que há muitos “falsos sportinguistas” a dizerem mal do clube, não resisto mais. A seguir, logo no dia imediato, vejo um senhor chamado Costinha, a quem chamam “Ministro” não sei porquê (será uma ofensa, já que ninguém parece gostar de políticos neste país?), e que eu conheci como destacado centro campista do FCP, dizer a Sousa Cintra que se “deve meter na sua vida” e deixar de comentar questões do Sporting, aí chegou-me a mostarda ao nariz.
Eu sei que hoje em dia todos são “profissionais” e mudam de clube por dá cá aquele milhão de euros. Tudo bem, é assim a vida. Mas ver esses “profissionais” chegarem a um novo clube, que lhes paga bem, e confessarem que são “sportinguistas” desde o berço, é algo que não me cai bem. Não gosto de ver o Coentrão dizer que é “sportinguista” desde que se conhece e que ir para o Sporting é o sonho da sua vida, e depois ir para o Benfica, nem me soa muito bem ver o Maniche estar “agora no clube do seu coração”.
São “profissionais”? Então calem-se. Recebam o ordenado, joguem o melhor que possam a defender as cores do seu patrão, mas esqueçam o clubismo. Calem-se! Se se sentem mal com os “falsos sportinguistas”, mudem de clube, vão embora, que não fazem falta nenhuma. Eu sei que o Sporting é um “ninho de vespas” (como acontece em todos os clubes), mas há as vespas sportinguistas e há as vespas que voam de colmeia em colmeia. As vespas sportinguistas até podem dizer muito disparate, mas quase sempre querem o melhor para o clube.
Já agora, mais uma questão: o senhor “Ministro” Costinha afirma que o senhor Sousa Cintra deve estar calado, porque senão ainda torna pública uma papelada que tem em seu poder. Ora bem, isto é muito grave e não deve ficar por aqui: o senhor “Ministro” Costinha insinua que tem em seu poder algo de comprometedor sobre a gestão do senhor Sousa Cintra. Nesta altura do campeonato, o senhor “Ministro” Costinha só tem uma atitude a tomar: revelar o que sabe ou demitir-se. Esta insinuação é muito grave para o clube e os sócios têm obrigação de saber o que se passa.
Eu sei que, “nesta altura do campeonato”, os sócios são a última das preocupações das direcções e das SAD, muito mais interessadas nos bancos e na CMVM. Os sócios são o verbo-de-encher. Mas era bom que de vez em quando tivessem algum respeito por eles, como neste caso, e esclarecessem de vez esta questão.
Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
Dicionário diz que os sportinguistas são lagartos
O jornalista da SIC António Cancela referiu-se a Paulo Sérgio como "treinador dos largartos". Foi o suficiente para que grande parte da nação sportinguista tivesse motivos para se sentir insultada ou enxovalhada. Porém, o jornalista, que já foi editor de Desporto da SIC, aparentemente, não cometeu nenhum lapso (ao contrário do que a própria SIC admitiu, depois, num pedido de desculpas à comunidade leonina).
O dicionário de Língua Portuguesa da Priberam (www.priberam.pt), disponível na Internet, dá um significado "informal" de lagarto como sendo "adepto do Sporting Clube de Portugal", que, por sua vez, é igual a "sportinguista". Algo que o departamento de comunicação do Sporting parece desconhecer, como se deduz da leitura da nota oficial divulgada no sítio do clube na Internet. Ler aqui.
O Sporting Clube de Portugal, em defesa da marca leonina, deveria, por isso, queixar-se à equipa científica que elaborou o dicionário e não à estação de televisão SIC. Tanto mais que estamos perante uma significação apenas informal, que não é justificada por qualquer fundamentação de ordem cultural ou histórica e que carrega uma conotação negativa sobre a instituição Sporting Clube de Portugal, o que não é mencionado no referido dicionário. Seria como considerar que "galinha" ou "gaivota" significam "adepto do Sport Lisboa e Benfica". Ou considerar que "porco" significa "adepto do Futebol Clube do Porto". Nestes dois casos também estaríamos perante significações informais...
Costinha grosseiro com Sousa Cintra
Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
A insustentável renovação de Maniche
Maniche é um jogador em fim de carreira. Foi contratado pelo Sporting porque é amigo de Costinha, porque é representado por Jorge Mendes e porque não tinha mercado. E não pela sua experiência. Muito menos pelo seu exemplo e pelo seu profissionalismo. Aliás, a sua experiência em atitudes anti-profissionais só tem prejudicado a equipa do Sporting. Em menos de metade da temporada já regista duas expulsões, uma das quais decisiva para o descalabro da equipa de Paulo Sérgio, no jogo frente ao Vitória de Guimarães, em que o Sporting perdeu três pontos de forma escandalosa. A preocupação de João Rocha
Maniche a lutar pela renovação automática
Domingo, 12 de Dezembro de 2010
O aprendiz de dirigente ainda não se demitiu
Quando entrou no Sporting Clube de Portugal para dirigir o futebol leonino, depois de ter sido vetado como jogador pelo treinador Carlos Carvalhal e dias depois de ter pendurado as botas em Itália, disse que vinha para Alvalade para conjugar o verbo ganhar. Mas até agora ainda só conjugou o verbo perder. Na ápoca passada havia uma desculpa: não tinha sido ele a preparar a temporada. Tudo bem. Para este ano teve todo o tempo do mundo. Teve até tempo demais para armar trapalhadas com vários jogadores, levando-os a deixar Alvalade, como se o Sporting fosse um clube rico que pudesse desperdiçar recursos. O valor da equipa que ele descaracterizou está à vista de todos. Ainda não chegamos ao Natal e já estamos afastados da Taça de Portugal e a 13 pontos do primeiro lugar da Liga Portuguesa, ao fim de apenas 13 jornadas. Entretanto, já se preparam para ir ao mercado corrigir os erros que fizeram no Verão. Costinha, o aprendiz de dirigente de que estamos a falar, ainda não se demitiu. Ai se fosse no FC Porto, o que seria do Costinha com esta folha de serviços!...
Sábado, 11 de Dezembro de 2010
Sporting afastado da Taça de Portugal
O Sporting da dupla Bettencourt-Costinha já tinha sido afastado da luta pelo título nacional de futebol. Hoje, foi eliminado da Taça de Portugal, perdendo (2-1) no terreno do Vitória de Setúbal do nosso "Leão" Manuel Fernandes. Ainda não chegamos ao Natal. Só falta mesmo saber até onde vamos na Taça da Liga. Este é o tal "Sporting muito forte" prometido por José Eduardo Bettencourt. Pinto da Costa deve estar a rir às gargalhadas. Enquanto estivermos neste impasse que nos conduz até à morte, o FC Porto só tem que se preocupar com o Benfica. Vamos a caminho do terceiro ano consecutivo sem ganharmos um único título.Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
Domingo, 5 de Dezembro de 2010
A vitória por 3-1 foi melhor do que a exibição
Se há vitórias por 1-0 que nos deixam muito satisfeitos com a nossa equipa, depois de uma vitória por 3-1 deveríamos ficar ainda muito mais satisfeitos. Mas nem sempre é assim. Com é sabido, no futebol, há momentos em que os números são relativos. É o que acontece com a vitória do Sporting sobre o Portimonense, por 3-1, no Estádio do Algarve, para a 13ª jornada da Liga Portuguesa. Sábado, 4 de Dezembro de 2010
Oceano: "SCP não sabe aproveitar figuras do clube"
“O presidente [José Eduardo Bettencourt] terá as suas convicções e ideias, mas penso que se devia tentar trazer para dentro do clube pessoas que já jogaram no Sporting. Mas não o fazer por fazer, mas sim pelo que essas pessoas podem captar em termos de mobilização.”
“[Costinha] tem capital de experiência grande que construiu na carreira como jogador, mas está num cargo novo e ainda a aprender. Pode fazer muitas coisas ao serviço do Sporting. Tudo vai depender dos resultados.”
“Tenho saudades do Sporting, é uma casa que me irá marcar para sempre, mas nunca vou desejar o mal de ninguém em proveito próprio. Quando acontecer o meu regresso, e se acontecer, será de forma natural.
“Moutinho fez muitos jogos pelo Sporting e não há que falar mal dele como capitão. O Carriço conheço bem. Treinei-o nos sub-21, tem liderança, é respeitado e representa bem a mística do Sporting. A idade não tem nada a ver com a atribuição de uma braçadeira. Fui capitão e sei que essa condição não tem nada a ver com a escolha de campo antes de um jogo. É preciso raça, entrega e ser capaz de empurrar a equipa para a frente, puxar pelos colegas e dar exemplo. O Carriço reúne esses predicados.”
“No tempo de Jorge Gonçalves como presidente. Havia ordenados em atraso, podia ter rescindido e tive uma proposta concreta de Pinto da Costa. Agradeci, mas entendi que seria uma traição, ainda para mais num momento de fragilidade do clube.”
Oceano Cruz, antigo internacional do Sporting e “capitão” de equipa nos períodos 1984-1990 e 1994-1998 e ex-seleccionador nacional de Sub-21, “Correio da Manhã”, 04-12-2010









