sábado, 29 de janeiro de 2011

Fundo de 100 milhões para mudar o Sporting

O empresário José Braz da Silva está a criar um projecto para o Sporting que consiste na criação de um fundo de investimento privado de 100 milhões de euros para "salvar o clube da agonia" e contratar jogadores. Agostinho Abade, actual presidente do Conselho Fiscal dos leões, faz parte do projecto, como o próprio o confirmou ao DN. "O Sporting, como todas as empresas, tem ciclos e Braz da Silva pode ser um grande presidente. Ele faz-me lembrar João Rocha, para mim o melhor presidente até hoje", disse.
O projecto passa por duas fases. Na primeira, uma emissão privada de 50 milhões de euros, cada investidor terá de entrar com pelo menos um milhão. Depois, para atingir o dobro desse valor, os 100 milhões finais, haverá uma segunda emissão de participação mais baixas. "Para ser competitivo é preciso ter activos de qualidade. Por isso estamos a pesar um projecto credível e transparente que consiste em criar um fundo de 50 milhões, numa primeira fase, e mais 50 milhões já com o projecto em andamento a ser aberto a todos os sócios", explica o próprio ao DN. O projecto deverá ser anunciado para a semana.
Este sócio dá a cara pelo projecto inovador, mas não quer para já revelar quem está com ele. Nem se isso passa por uma candidatura à presidência do clube. O DN sabe que se trata de um grupo de empresários portugueses e angolanos, com negócios nos dois países, que são sportinguistas e pretendem investir no futebol. O objectivo é claro: "Obter liquidez para investir em jogadores." Sobre se o projecto é uma bandeira para a campanha eleitoral ou se é candidato à presidência do Sporting, Braz da Silva deixa tudo em aberto. "Tenho todas as condições para ser candidato. Sou sócio, adoro o Sporting e tenho uma vida profissional que me permite assumir um compromisso dessa natureza, mas ainda não é a altura certa para revelar isso. O que importa é o projecto, que pode ser a última ou uma das últimas oportunidades de devolver o equilíbrio financeiro ao clube", diz.
Braz da Silva tem uma certeza: "O presidente deve servir o clube, por amor, não pode é servir-se do clube e ser remunerado por algo que devia fazer por gosto." Assim, "não faz sentido pedir alguma coisa aos sócios sem oferecer algo primeiro", diz, justificando que o presidente "deve ser um subscritor do fundo". Além de contactos em Portugal e Angola, existem abordagens a empresários noutros países.
E que retorno esperam ter desse investimento? "O futebol é uma indústria e nós temos de o considerar como tal, só assim é possível potenciar um dos melhores e mais rentáveis produtos do País. Portugal faz mais dinheiro com a venda de jogadores do que com outro produto. Ganham os clubes, ganham os jogadores e ganha o Estado, com o pagamento de IVA e outros impostos", responde Braz da Silva, gestor da Finertec, empresa com interesses na área da energia em Angola, Cabo Verde e Portugal, que controla a Construtora do Tâmega. O gestor deu o exemplo de como o antigo Estádio José de Alvalade foi construído. "O clube entrou com 50 milhões provenientes das receitas e um grupo de 40 associados contribuiu com 1,2 milhões e ainda serviram de avaliadores para mais 50 milhões que o clube pediu aos bancos, e assim se fez o estádio."

FONTE:
"Diário de Notícias", 29-11-2011

2 comentários:

BMFS disse...

Quero lá saber se o dinheiro vem de Angola ou da China...quero é o Sporting novamente a ganhar e a lutar de igual para igual com lampiões e andrades. Afinal de contas, se já somos do BES, qual o problema de passarmos a ser destes, desde que eles reponham a nossa grandeza?...Mal já nós estamos com a gestão dos importantes que temos tido...

Anónimo disse...

Li e ouvi em vários sítios que era 50 milhões, agora já vai em 100???
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Não há fome sem fartura...

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