sábado, 12 de fevereiro de 2011

Paulo Cristóvão explica apoio a Godinho Lopes

“O que existiu entre mim e Rogério Alves e outros sportinguistas foi algo que não existiu anteriormente: diálogo. Depois disso chegou-se à conclusão que os objectivos e as premissas eram basicamente os mesmos em relação a muitas coisas que o Sporting precisa.”

“Não concebo que qualquer vice-presidente ou vogal de uma futura direcção não seja executivo. Posso garantir que quem integrar este projecto estará aqui para trabalhar e não para decorar. Não haverá gorduras. Tanto eu como Rogério Alves [cabeça de lista para a assembleia geral] ou Carlos Barbosa [presidente do ACP e vice-presidente com o pelouro comercial] e outros elementos centrais desta candidatura concordamos com estas directrizes.”

“Este grupo mereceu a confiança do sector económico que lhe permite estar a desenvolver um projecto, no qual tem que estar obrigatoriamente uma grande renovação geracional, que será uma realidade no clube. A ideia é fazer renascer o Sporting a nível financeiro, mas também enquanto potência desportiva no futebol e nas restantes modalidades.”

“Não se pode colocar este grupo de pessoas sob o estigma da continuidade. Quando todas as listas estiverem constituídas, veremos quem é que irá representar a dita continuidade e a ruptura. Se calhar, irá haver surpresas."

“Há pessoas, [como Filipe Nobre Guedes], que estiveram muito envolvidas em projectos financeiros cruciais para o clube, que estão a decorrer neste momento, e que terão obrigatoriamente de continuar. Não queremos uma política de terra queimada com o passado. (…) Queremos é romper com os momentos menos bons e o desnorte que ocorreu, mas nem tudo foi mau no passado.”

“[Braz da Silva] telefonou-me a dizer que contava comigo e eu, que não o conhecia, disse-lhe que provavelmente iríamos ser adversários nas eleições. Ficámos de falar posteriormente. (…) Ele entrou na corrida eleitoral com uma boa máquina comunicacional e andou um pouco a pregar sozinho no deserto, já que não tinha quem o contradissesse. Eu não acreditava naquela forma de estar. Quem quer candidatar-se de uma forma séria deverá, em primeiro lugar, falar com quem conhece a situação financeira do clube. Coisa que nem Braz da Silva, nem Bruno de Carvalho [outro candidato anunciado] fizeram.”

“Há dois anos aceitei ser o cabeça de lista do movimento ‘Ser Sporting’, porque após dois meses de almoços e jantares ninguém teve coragem de dar a cara. Fui o único. Não admito que coloquem em causa o meu carácter e ainda ninguém me disse rigorosamente nada a esse respeito. É verdade que amadureci em relação ao Sporting nos últimos meses. Compreendi, por exemplo, que é um clube com idiossincrasias muito suas, que mais nenhum clube tem. Umas boas e outras más.”

“Continuo a querer que o Sporting seja bastante mais pró-activo e interventivo, com poder e influência naquilo que são as estruturas do futebol em Portugal.”

“Gostaria que aparecessem efectivamente muitos candidatos porque estas eleições ocorrem numa encruzilhada histórica para o Sporting. Não há muito mais margem de erro e as pessoas têm de olhar para projectos e não para nomes. (…) O Sporting tem tudo para continuar a ser um ‘grande’, mas uma coisa é certa: o que aconteceu não pode voltar a acontecer. Quando temos dinheiro, sabendo que não o temos com a abundância de outros rivais, temos de ser mais sagazes nas contratações. Temos de antecipar mais rapidamente os bons negócios e voltar a investir na Academia. O dinheiro não é tudo e o clube ainda consegue ter muita força e despertar todo o tipo de paixões, embora os números digam que os adeptos estão a abandonar Alvalade e a deixar de pagar cotas.”

“]O Sporting tem condições para ser campeão nos próximos anos], mas não é sério dizer que vamos ser campeões. O que é possível dizer é que se vai reunir um conjunto de pessoas que querem reorganizar internamente, unir os adeptos e falar a uma só voz, porque só assim será possível voltar a conquistar títulos. As vitórias não se resolvem somente dentro das quatro linhas e o Sporting tem de voltar a ser um clube ouvido, respeitado e interventivo no futebol nacional. Se o nosso projecto vencer, terá à sua frente um grupo de pessoas motivadas para devolver o clube ao lugar que merece. Irá ser desenvolvido um trabalho duro, que muitas vezes não será visível para ninguém. E terá em Godinho Lopes um presidente forte, com ideias e com linhas claras para o clube.”

Paulo Pereira Cristóvão, apoiante e membro da candidatura de Godinho Lopes à presidência do Sporting, “Público”, 12-02-2011

9 comentários:

António Sousa disse...

Caro LdE,

Permite que te pergunte directamente: o que consideras destas declarações?

Antes de mais devo indicar que apesar de não ter gostado do projecto de PPC no passado, não sou daqueles que considera que PPC trai o que quer que seja quando diz o que diz nesta entrevista.

Considero que pode perfeitamente se integrar na lista que ele considera a solução após um processo de cedências mutuas no que se refere aos mais variados aspectos.

Não penso que traia quem o apoiou no passado, apenas se integra num projecto em que acredita e que pode de facto lá chegar e mudar algo.

Pessoalmente não gosto de Godinho Lopes por razões associadas aos seus negócios no passado. No entanto analisarei o projecto como qualquer outro pois considero que tem uma equipa que poderá ser bastante boa.

Anónimo disse...

Acho que estamos mesmo todos curiosos para saber a opinião do caro Leão da Estrela. Mas admira-me que algumas frases não estejam, como habitualmente, em negrito, como por exemplo estas:

"Este grupo mereceu a confiança do sector económico"

"Há pessoas, [como Filipe Nobre Guedes], que estiveram muito envolvidas em projectos financeiros cruciais para o clube, que estão a decorrer neste momento, e que terão obrigatoriamente de continuar. Não queremos uma política de terra queimada com o passado"

Leão da Estrela, então? O teu querido vendeu-se? A tentação do poleiro é terrível... Não te vais vender também, pois não? :)

Anónimo disse...

Mais um "artista".
Da cambalhota.
Ulisses

VG'76 disse...

É A LISTA DA VERGONHA!

BASTA DE BARÕES! BASTA DE ROQUETISMO!

Pedro Góis Nogueira disse...

JOÃO ROCHA JR.

Luis Magalhães Pereira disse...

Boa noite,

Como um dos co-autores do Programa da lista SER SPORTING elaborada a partir de uma série de pressupostos (princípios, valores e ética) que devem sempre nortear a vida institucional do clube e quem o serve, quero só dizer que é absolutamente lamentável o posicionamento assumido pelo Paulo Cristóvão.

No entanto, tal posicionamento não é completamente surpreendente, dado que o Paulo Cristóvão já me tinha desiludido numa fase posterior às eleições de 2009. Esta atitude de agora só vem confirmar que, apesar do nosso amor ao Sporting não ter preço, ainda existem pessoas que, infelizmente, continuam a ter um preço e vêem o SCP como um projecto pessoal.

Lamentável, de facto. Mas o clube é e será sempre superior a quem não compreende a sua história e a quem não respeita o seu legado. Apesar da imunda teia de interesses em que o Sporting se tornou continuará a haver gente que entende o verdadeiro significado de "Sporting Clube de Portugal".

João Marques disse...

É uma lista que é um misto de vendidos e de reciclados.
As "idiossincracias muito suas" não podem servir de desculpa para se tomar uma posição contrária ao que se defendeu no passado e estar ao lado de pessoas com um ideal e uma perspectiva e conceito de Clube totalmente diferente, responsaveis pelo estado a que o Clube chegou.
Quando a tentação do tacho é maior do que os valores e os prícipios, a desilusão e a tristeza tomam os lugares que deviam ser da esperança e da alegria.

Tiago disse...

Era mesmo interessante saber a opinião do LdE sobre isto...

Ace Ventura disse...

Então ele diz que nem Braz da Silva e nem Bruno de Carvalho são sérios candidatos porque não falaram com pessoas do clube, para ficarem a conhecer a realidade do mesmo. Mas começa o discurso a justificar a sua "transferência" para a lista do corrupto, com o facto de existir diálogo, coisa que no passado não existiu. O que me leva a crer que no passado, a candidatura dele não foi séria... E agora já é? Então o Nobre Guedes, que é um morto-vivo de Alvalade, precisa assim de tanto tempo para concluir o (des)projecto financeiro que tanto se prega?

Não me convence...

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