terça-feira, 22 de março de 2011

Artur Agostinho, 1920-2011

O Sporting Clube de Portugal está de luto. Morreu esta terça-feira o jornalista, locutor e actor Artur Agostinho, um rosto que fica ligado na memória popular à rádio, à televisão, ao desporto em geral e ao futebol em particular. Artur Agostinho, de 90 anos, estava internado há cerca de uma semana, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.O Sporting colocou a sua bandeira, no Estádio de Alvalade, a meia haste, em sua homenagem. Jornalista desportivo, locutor, apresentador de televisão e actor, Artur Agostinho trabalhou para a Emissora Nacional e dirigiu o diário desportivo “Record” entre 1963 e 1974. Trabalhou na televisão quando a RTP começou a emitir e fez depois parte do departamento desportivo da Rádio Renascença e esteve na Rádio Comercial. Dirigiu também o jornal do Sporting, ele que era conhecido por ser adepto sportinguista. No jornal “Record” assinava uma crónica semanal, onde, nos últimos tempos, foi um crítico assumido da gestão do Sporting Clube de Portugal, clube de que era sócio desde 1949.
Em Dezembro passado, Artur Agostinho havia sido condecorado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, num dia que classificou como “um dos mais felizes” da sua vida.
No cinema, participou em filmes como “Capas Negras” (1947), “O Leão da Estrela” (1947), “Cantiga da Rua” (1949), “Sonhar É Fácil” (1951), “Dois Dias no Paraíso” (1957), “O Tarzan do 5.º Esquerdo” (1958) e “Encontro com a Vida” (1960). Mais recentemente, na televisão, vinha participando em telenovelas.
No início deste mês tinha apresentado o livro “Flashback”, no qual faz o relato na primeira pessoa das dificuldades vividas no período revolucionário do pós-25 de Abril.
Nascido em 25 de Dezembro de 1920, Artur Agostinho era um dos sportinguistas mais antigos do País. Registou uma longevidade activa impressionante, tendo, nos últimos anos, participado em telenovelas e dirigido o jornal “Sporting”. Teve uma vida de comunicador multifacetado, embora os mais velhos o recordem mais como homem da rádio e da televisão. Por vezes, vemos Artur Agostinho bem mais novo, naquelas imagens muito antigas, ainda a preto e branco, como repórter desportivo da RTP, acompanhando a brilhante campanha portuguesa no Mundial de Inglaterra, em 1966.
Como actor de cinema, Artur Agostinho participou em nove filmes, tendo um deles sido “O Leão da Estrela” – título inspirador deste blogue. "O Leão da Estrela" é um clássico de 1947 – uma época dourada do cinema português e do Sporting Clube de Portugal, com os seus "Cinco Violinos".
O LEÃO DA ESTRELA apresenta sentidas condolências à família de Artur Agostinho.

5 comentários:

gavazzo disse...

Grande Sportinguista e grande Português, Artue Agostinho era uma referência da cultura e da vida portuguesas. De verbo fácil, com uma personalidade cativante, marcou uma época e o seu nome fica gravado com letras de ouro na grandiosa História do Sporting.

Espero que a bandeira do Clube esteja a meia haste em Alvalade.

PoucOriginaL disse...

Um Homem muito digno e um ser humano especial.
Creio ter tido uma vida cheia e feliz e será sempre lembrado.Paz à sua alma.

Natálio Santos disse...

As minhas sentidas condolências a toda a sua família e aos sportinguistas em geral, pois o sr Artur Agostinho era também um dos últimos grandes Sportinguistas...!!!

Luis Magalhães Pereira disse...

Um grande homem, um grande comunicador, um grande ser humano e um enorme Sportinguista.

Paz à sua alma.

Anónimo disse...

Um grande homem. Só tenho a mágoa de a última vez que o vi ter sido na sessão de propaganda dos milhafres no Coliseu.

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