sexta-feira, 4 de março de 2011

O negócio de Baltazar

Inédito. Sporting compra acções
a accionista e ex-administrador
para evitar processo em tribunal.

Antes de reduzir para metade o capital social da Sociedade Anónima Desportiva (SAD), no âmbito do projecto de reestruturação financeira, o Sporting deverá comprar a participação de um dos seus accionistas de referência, a Nova Expressão, dirigida por Pedro Baltazar. Tudo para compensar o empresário (e ex-administrador da SAD) e impedir que este avance com uma acção legal contra uma operação que implicará a perda de metade do seu investimento financeiro, como acontecerá, de resto, com os restantes accionistas.
Ainda que nenhuma das partes assuma a conclusão (ou sequer a existência) do negócio, os responsáveis leoninos já terão um princípio de acordo com Pedro Baltazar para adquirir os 11,667 por cento do capital social da SAD, aproximadamente 2,450 milhões de acções (0,91 euros por título ao final da sessão bolsista de ontem, em que perderam 13,33 por cento em relação a sexta-feira).
"Por enquanto, não posso dizer nada sobre isso. Essas coisas têm de ser anunciadas primeiro à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários [CMVM], já que se trata de uma participação qualificada", referiu ao PÚBLICO Filipe Nobre Guedes, administrador responsável pelo pelouro financeiro da SAD leonina.
Também a Nova Expressão, num e-mail assinado pelo seu director-geral, Manuel Falcão, não confirmou o eventual acordo: "A posição na Sporting SAD é integralmente detida pela Nova Expressão SGPS e o seu conselho de administração nunca fez qualquer declaração sobre o tema das suas questões [de uma venda ao Sporting]."
A empresa garantiu, por outro lado, que estará "representada com a totalidade da sua participação no capital social" na assembleia geral (AG) da Sporting SAD, em que será discutida e aprovada o "relatório de gestão", que implica um prejuízo de 26,461 milhões de euros, o segundo maior de sempre.
Com a aquisição desta importante participação, o Sporting reforçaria os 68 por cento que actualmente detém de forma directa (pelo clube) e por via indirecta (a SGPS que controla o grupo empresarial "leonino" e que é detido a cem por cento pelo clube), mas, acima de tudo, impediria uma acção legal por parte da Nova Expressão, pouco entusiasmada em perder metade do investimento feito em acções da SAD - o custo desta operação para o Sporting será (por causa da diminuição de capital) a perda de metade do valor pago.
Nobre Guedes garantiu ao PÚBLICO que já está ultrapassado o prazo legal de dez dias para se interpor uma providência cautelar contra a deliberação da assembleia geral da SAD de 9 de Setembro último, com a aprovação do plano para a sua reestruturação financeira - este plano, em traços gerais, implica uma redução de capital de 42 milhões de euros para 21 milhões, seguindo-se um novo aumento de capital em 18 milhões de euros e com o lançamento de um montante máximo de 55 milhões de euros em valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) em acções da SAD num prazo máximo de cinco anos.
Mas, segundo o PÚBLICO apurou, existe ainda a possibilidade de qualquer accionista poder apresentar uma acção para pedir a anulação da deliberação da AG da SAD de 9 de Setembro, já que o prazo, neste caso, é de 30 dias. Uma acção que teria o mesmo efeito de uma eventual providência cautelar.

FONTE: "Público Online", 28-09-2010
Obs. - Título e pós-título da responsabilidade do LEÃO DA ESTRELA

2 comentários:

Anónimo disse...

LdE

a empresa deste baltazar tem como maior (e quase unico...) cliente o joaquim oliveira / olivedesportos / controlinveste...

isto diz tudo.

elimina este, o godinho por motivos obvios e sobram

bruno carvalho
dias ferreira (???)
zeferino (ai)

e o abrantes.

Relva disse...

elemina este e só fica godinho lopes e dias ferreira e maybe bruno

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