terça-feira, 21 de junho de 2011

O que é fundamental


O Sporting continua a reformulação do seu plantel, tarefa difícil, sobretudo face aos recursos disponíveis, que são escassos, muito escassos, e que não permitem ao clube contratar grandes jogadores, nem agora nem no futuro mais próximo. Obviamente que o talento é importante na construção de uma equipa, mas nunca foi decisivo para o sucesso ou para a conquista de títulos. Nenhuma equipa consegue ser campeã sem trabalho, profissionalismo, generosidade e entrega de todos. Estes é que são os aspectos fundamentais.
 É preciso que quem chega e quem já lá está se aperceba, rapidamente, que verdadeiramente importantes são a equipa e o clube. A mística é isto e não se transmite com palavras ou apelos, antes pela postura e pela prática seguida no dia-a-dia. Por todos, sem excepção.
Na realidade não vejo nada que seja impeditivo de que se crie uma equipa séria e competitiva embora, na minha opinião, a gestão das expectativas devesse ser mais realista.
Como todos os anos por esta altura repetem-se os apelos ao apoio à equipa, com os quais concordo.
Mas creio que mais importante que esse apoio, todos os dias anunciado e pedido, e antes dele, seria gostarmos dos jogadores. Gostarmos verdadeiramente deles, confiarmos neles. Dos que chegam, que são sempre vistos como os homens providenciais que vão resolver todos os problemas. São raros (e caros) os homens providenciais e este é um erro que tem sido dramático para muitos deles e um dos factores que explicam os sucessivos falhanços dos atletas que o Sporting contrata, ano após ano. E dos que vão ficar, muitos deles menosprezados, maltratados e diminuídos no seu talento e no seu profissionalismo, de forma imerecida, num processo em que são muito mais vítimas que culpados. Seria bom, se calhar, percebermos por que razão os atletas que chegam ao clube baixam o seu rendimento em relação às suas épocas anteriores e, quase invariavelmente, têm uma subida significativa nas suas prestações quando saem do Sporting. Se esta situação fosse uma excepção, claramente que a grande responsabilidade seria dos jogadores. O problema é que é a regra, o que indica que a explicação para esta “triste sina” está noutro lado.
Seria decisivo para o Sporting, particularmente para a sua equipa de futebol profissional que, sem negligenciar o que é importante, se desse prioridade ao que é fundamental.

Virgílio Lopes

1 comentário:

Jubas disse...

muitas vezes, os grandes jogadores não são os que mais dinheiro custam, ou, mais ganham...mas, os que não viram q cara à luta, os, que nas adversidades ajudam a dar coesão ao grupo...os que com naturalidade ganham...e na derrota se esfarrapam até ao último apito do àrbitro...ESSES TÊM SIDO OS JOGADORES QUE TÊM FALTADO AO SPORTING NOS ÚLTIMOS TEMPOS...e, que, mesmo, sem terem ganho grandes títulos, no tempo da passagem do amigo Virgilio pelo SCP...vendiam cara cada derrota...

Os /As sportinguistas da minha geração, nasci em 1958, habituámo-nos a ver as camisolinhas suadas no final dos jogos...e a expressão de raiva nos nossos jogadores, quando, não conseguiam ganhar...a recolherem tristes aos balneários...sem aplausos de desculpas dos jogadores ao público nas derrotas...ao melhor estilo do perdoa-me...É esse espírito que queremos que volte...perder não envergonha ninguém...quando se perde com dignidade...e assim acontece...não há tempo para palhaçadas...o que a equipa quer é que venha o próximo jogo para tentar com FOOOORÇA...retomar a senda vitoriosa!!!

E não voltar a enterrar-se, para mais uma vez repetir aquele ritual trágico-patético do PERDOA-ME QUE DOMINGO HÁ MAIS DESTA PORCARIA!!!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...