quinta-feira, 21 de julho de 2011

A revisão dos estatutos

O Sporting está a proceder à revisão dos estatutos que regem o clube. É uma proposta que foi elaborada por uma comissão em que estiveram, em principio, representadas todas as sensibilidades existentes no universo leonino. Esta comissão é, de alguma forma, o espelho daquilo que foi a vontade expressa pelos sócios nas últimas eleições. Foi um trabalho aturado, sério e, conhecendo como conheço alguns dos membros dessa comissão, realizado a pensar sempre nos superiores interesses do clube.
No próximo sábado serão discutidos e votados em Assembleia Geral. A seriedade com que a Mesa da Assembleia Geral está a tratar da organização desta reunião magna, e o respeito que está a demonstrar pelo clube e pelos seus associados, exigem obrigatoriamente que todos os que estiveram presentes no Pavilhão Atlântico tenham a mesma atitude de respeito e de serenidade para com quem dirige os trabalhos. E além disso que tenham sempre presente que o que se discute naquela sala é a revisão estatutária e não outros aspectos da vida do clube que poderão, e deverão, ser discutidos noutros dias e noutros locais.
Aquilo que vamos debater é o resultado do consenso possível entre as diversas correntes que existem hoje no Sporting, como tem sido amplamente referido, e não as ideias do Conselho Directivo ou de qualquer uma das listas que concorreram ás eleições de 26 de Março passado.
Aquilo que vamos discutir não está perfeito, todos os envolvidos na sua elaboração o reconhecem, mas é um documento com mérito e a partir do qual se poderão começar a criar os mecanismos de defesa do clube, no sentido de que as alterações que inevitavelmente ocorrerão num futuro próximo, sobretudo na posição do Sporting na SAD e nas diversas empresas participadas, não sejam tão lesivas para o clube e não façam desaparecer, definitivamente, o Sporting tal como o conhecemos hoje. Este é o primeiro passo, outros se seguirão, mas se existir coragem, bom senso e inteligência talvez o Sporting não tenha que seguir o rumo que lhe foi traçado por alguns que, fruto da sua incompetência e do seu servilismo, o têm transformado num clube cada vez menos grande.
A relação dos adeptos com o seu clube é muito pouco racional, e não poderia ser diferente, baseando-se acima de tudo nas emoções. Mas no próximo sábado é fundamental que prevaleça a razão, ainda que temperada, aqui e ali, pela paixão que nos liga ao Sporting.
É essa razão que permitirá, a todos, ouvir o que cada um tem para dizer, sem rótulos, sem pressões, sem fantasmas e sem guerras absurdas que não se justificam nem se admitem, e decidir em consciência, sem manipulações e de forma verdadeiramente informada, ao contrário do que tem acontecido, infelizmente, em ocasiões anteriores.
E é acima de tudo um grande ocasião para os sócios do Sporting demonstrarem que sabem o que querem para o clube e qual o papel que querem desempenhar na vida desta instituição centenária.

Virgílio Lopes

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