sábado, 6 de agosto de 2011

O feito histórico de Paulo Cascavel


O brasileiro Paulinho Cascavel chegou a Portugal em meados da década de 1980 para jogar no ataque do FC Porto. Tapado por Fernando Gomes, não vingou e acabou por se mudar para o Vitória de Guimarães, onde conquistou o título de melhor marcador, em 1986-1987, com 22 golos em 30 jogos. No ano seguinte, estava em Alvalade para fazer esquecer a saída do histórico goleador Rui Jordão. Voltou a confirmar as suas qualidades, marcando 24 golos em 34 jogos, o que lhe deu, de novo, o título de melhor marcador em Portugal. Isto resultou num feito histórico: Cascavel foi o único jogador na história do futebol português a sagrar-se melhor marcador do campeonato nacional por duas equipas em épocas seguidas.
Chama-se Paulo Roberto Bacinello, mas ficou conhecido por Paulinho Cascavel. Segundo conta o jornalista Rui Miguel Tovar, que hoje entrevista o antigo futebolista no jornal “i”, a alcunha foi-lhe atribuída muito antes de os seus atributos viperinos dentro da área se tornarem claros. Cascavel é o nome da sua terra natal. Mas no imenso Brasil há três cidades assim denominadas. No Ceará, na Bahia e no Paraná. Foi nesta última, no Sul do Brasil, que Paulinho nasceu a 29 de Setembro de 1959. Aos 51 anos, vive em Portugal, como o filho Guilherme, avançado do Penafiel. Eis algumas passagens da entrevista de Paulinho Cascavel ao jornal “i”, onde ressaltam críticas a Sousa Cintra:

“[Nesses tempos do Sporting, morava] no Lumiar, na Quinta do Lambert. Às vezes ia a pé para os treinos. Grandes tempos... Porque o presidente, Jorge Gonçalves, quis mesmo fazer do Sporting uma equipa forte. Contratou internacionais brasileiros, como o Silas, o Luisinho, o Douglas. Simplesmente, FC Porto e Benfica eram mais fortes.”

“Houve desentendimentos [com Sousa Cintra]. Durante uns tempos, fui encostado. Nem podia treinar com os meus companheiros. Andei a treinar sozinho, equipava-me sozinho... Só muito tempo depois é que os advogados das duas partes se entenderam e saí do Sporting. Magoado. Não com o clube nem com os dirigentes ou com os jogadores, mas com Sousa Cintra.”

“[No Sporting-Nápoles], o Maradona deu-nos um tratamento espectacular. Antes do jogo bateu à porta do nosso balneário e perguntou-nos se estávamos bem, se queríamos alguma coisa. Depois do jogo bateu-nos outra vez à porta para pagar os 100 dólares da aposta com o Ivkovic. Vestimo-nos todos e fomos para uma sala, onde ficámos a falar. Foi então que conheci o Careca e o Alemão, internacionais brasileiros do Nápoles. Fantástico.”

1 comentário:

artnis disse...

TAMBÉM ACHO!

Também acho, que o 'bom rapaz' do Paulo Bento chegou à conclusão, que para ter trabalho neste País de opereta, cheio de personagens de 'Ópera Bufa', a todos os níveis e no futebol em particular tem de alinhar no sistema implantado pela
'CosaNorte'.

Eu juro que não quero falar da convocação do Nuno Golos ou da 'Maria Alice' não me estraguem o penteado ou na substituição (só por estar de saída ... ?!) do Beto, Berto ou a pata que o pôs, SUPLENTE do FQP, pelo Jaquim vai 'cadamãe' às costas, só por que a este ainda lhe dói a ferida.

Eu juro que nem quero falar dum tal Castro, a quem pessoalmente também deve dar um certo jeito ser internacional da selecção da 'fpf'
e da 'CosaNorte'.

O que acho estranho é a NÃO convocação do MELHOR CENTRAL DO MUNDO que melhor joga a bola com as mãos dentro da sua área, após se ter OFERECIDO EM DIRECTO ( e a pasquinada?! O Costume, caladinhos que nem ratos...!) e a cores ao 'Chelsy'.

Ao que parece a 'CosaNorte' alterou
o 'modus operandi', substituiu a vulgar ameaça do 'tiro no joelho' pela urbana 'Caldeira...da' de vida negra.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...