domingo, 21 de agosto de 2011

Pura incompetência


Na época passada, com Paulo Sérgio e sem dinheiro para reforços, o Sporting empatou a um golo com o Beira Mar, no Estádio Municipal de Aveiro. Este ano, com Domingos Paciência e dinheiro que deu para contratar 14 novos jogadores, o Sporting empatou a zero golos. Portanto, em temos de resultados (e uma equipa de futebol vive de resultados) continua tudo na mesma...
Os sportinguistas de todo o País, mais uma vez, demonstraram que estão com a equipa, mas neste jogo de Aveiro o Sporting "descansou" nos primeiros 45 minutos e revelou falta de classe quando correu contra o tempo. A forma escandalosa como Capel desperdiçou um golo com a baliza praticamente aberta demonstra toda a falta de categoria de uma equipa que vive de fogachos, que se esforça, mas que não consegue decidir um jogo.
Em dois jogos desta I Liga, frente a equipas remediadas que vão lutar para não descer de divisão, o Sporting não conseguiu mais do que dois empates. No primeiro jogo, teve razões de queixa da arbitragem. Desta vez, não. E não é falta de sorte. Domingos Paciência, benévolo, falou em "displicência". Mas é pura incompetência.
De resto, aos poucos, começamos a perceber por que é que o Sporting conseguiu contratar alguns jogadores vindos de colossos europeus. Eles vieram porque, de facto, não servem para jogar em alta rotação com regularidade. E alguns desses jogadores já estão no estaleiro leonino.
Só não percebo como é que foi possível investir 5,2 milhões de euros no rapazinho holandês Ricky van Wolfswinkel. Um investimento num jogador com margem de progressão? Pois sim, continuem a gastar em margens de progressão e esqueçam a formação, que há mais de 30 anos tantos e bons jogadores tem dado ao Sporting e a muitos outros clubes portugueses e estrangeiros.
Domingos Paciência tem diante de si a maior empreitada da sua curta vida de treinador. Uma equipa de futebol é como uma empresa. É preciso qualidade profissional, mas, para haver sucesso, é preciso mais do que isso e que é um atributo invisível: é preciso uma cultura, uma identidade. O tal "entrosamento", como se costuma dizer no futebol. Ora, este Sporting é uma sociedade das nações, sem identidade e sem referências, com jogadores das mais diversas origens, sem um grupo dominante que responda por todos em tempos de dificuldade. É também por isso que as coisas não saem bem.
Finalmente, a arbitragem. Como o senhor Fernando Martins não faz parte da liga de corruptos o seu trabalho só poderia ser positivo. FOTO: Reuters

2 comentários:

Daniel disse...

Caro LPR,
já me pareceu que de futebol, nada percebia (então se compararmos com o seu colega de blog fica muito, muito longe).

Mas esta pérola está muita boa:

"A forma escandalosa como Capel desperdiçou um golo com a baliza praticamente aberta demonstra toda a falta de categoria de uma equipa que vive de fogachos, que se esforça, mas que não consegue decidir um jogo."

O Capel desperdiça um golo e isso mostra que a equipa vive de fogachos...

Está bem

Luís Paulo Rodrigues disse...

Sim, Daniel... É isso que penso. O lance em causa foi bem demonstrativo da incompetência do Sporting no momento de decidir o jogo. Ou considera que Capel esteve muito bem naquele lance?... Se calhar considera, nunca se sabe... Dito de outro modo, talvez mais positivo, o único momento de classe e competência da equipa do Sporting em 180 minutos desta Liga aconteceu quando Izmailov usou o seu talento para marcar ao Olhanense.

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