quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sete lições de comunicação para Irene Palma

Escrevo de forma pedagógica e construtiva, com alguma experiência, para que a directora de comunicação do Sporting possa aprender, com esta singela contribuição, como se faz comunicação, vou dividir por pontos.
1 – Primeiro factor e o mais importante. A pessoa com quem trabalhamos tem de confiar plenamente em nós, para que a nossa palavra seja a decisiva nos territórios da comunicação. Tem de se criar uma relação de dependência para que a nossa posição seja incontestada e a nossa opinião a mais válida. Isto é uma regra na comunicação política, institucional, de produto, nos clubes ou numa gestão de crise.
2 - Conhecer o universo onde nos movemos, não só os “media” tradicionais mas também os "new media", porque é aí, por exemplo, que sentimos a temperatura e o pulsar diário da família sportinguista. Além disto é preciso conhecer "mundo" e ter cultura abrangente. É tão importante saber quem é o Rinaudo como o Michelangelo Antonioni, Tolstoi ou Vermeer (um realizador de cinema, um grande escritor e um enorme pintor, por exemplo). Quanto mais abrangente o conhecimento do universo mediático, melhor estamos preparados para o terceiro ponto.
3 - Escolher o momento, sentir o pulsar das coisas e comandar o momento, dominar a agenda mediática. Porque há “timings” e “timings”.
4 - Convencer a pessoa com quem trabalhamos de que é este o momento de surgir e depois construir a mensagem. Nós devemos fazer o "soundbyte" e construir o conteúdo da mensagem que deve ser simples e eficaz, pois torna-se mais contundente.
5 - Se optarmos pela “Lusa”, o melhor meio para massificar a mensagem sem ofender nenhum jornal ou meio em particular, escolher a hora certa para que os meios digitais apanhem a mensagem.
6 - Agarrar no telemóvel e mandar um sms para os meios que nos acompanham chamando a atenção para o “soundbyte” criado. Isso é a parte de assessoria mediática pura.
7 - À tarde quando vemos o nosso trabalho nos meios digitais e na manhã seguinte nos jornais, rádios ou televisões sentimos a nossa missão cumprida. É giro trabalhar em comunicação.
Mas para isso temos de ser credíveis, mais temidos do que amados, e respeitados pelos jornalistas com quem trabalhamos. Quando isso não acontece, meu amigo, mais vale pôr a viola no saco. Pois quando for o caso de termos de dar a cara – imaginem numa conferência de imprensa dura contra os árbitros - sermos credíveis na mensagem que propagamos.
Infelizmente a actual directora de comunicação do Sporting não tem os sete pontos atrás adiantados e não tem força mediática junto dos meios. É uma pena, mas tinha-o dito quando foi escolhida. Nada me move contra ela mas há coisas que são gritantes e espero que possa aprender alguma coisa com este meu contributo.
Confesso-lhes que o maior culpado é o sr. Carlos Barbosa (não sei se já voltou das férias na Croácia) que a escolheu, ela é jovem e pode evoluir na sua carreira. Sinceramente, é o que desejo. FOTO: Academia de Talentos

Rui Calafate

5 comentários:

Gnitrops disse...

Sinceramente não tenho acompanhado o trabalho da senhora.

Tem sido assim tão mau?

Algum exemplo de alguma coisa que tenha feito menos bem?

SL

Joaquim Varela disse...

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzz

(outra vez isto?)

artnis disse...

LEIAM!

http://www.sportingapoio.com/o-sporting-e-a-birra-dos-arbitros-por-ze-diogo-quintela/

Reflitam, tirem as vossas conclusões!

E pensem porque que será que os vossos paineleiros, Dias 'escarcéu' Berreiro e Ruim 'votei contra as escutas' Bosta, estão SEMPRE de mão dada aos andruptos.

ACF disse...

Com o devido respeito, eu desde algumas semanas que deixei de acreditar que a Irene Palma seja verdadeiramente a Directora Geral de Comunicação do clube, quero com isto dizer que eu não acredito que ela tenha 100% de autonomia ou que seja uma verdadeira LÍDER dentro da estrutura.

Não faz sentido tentar imputar-lhe culpas pelo que correu ou irá correr menos bem, e não sendo ela a "comandar", também não faz nem fará sentido tentar ajudar a mesma.

Boa sorte para a Irene. Na sua globalidade a COM SCP está "presa" em 1995, mas admito sem qualquer problema que em muitos aspectos está MUITO melhor do que há 1 ano atrás.

Se a Irene quer ser respeitada pelos jornalistas e pelos adeptos então ela tem que assumir-se como líder, tem que assumir responsabilidades sem receios.

Saudações Leoninas.

Fernando Vale disse...

A instituição Sporting tem de ter uma política de comunicação baseada nos seus valores, no seu historial. Não pode haver uma "comunicação Godinho Lopes", "Bettencourt" ou "Soares Franco", ainda que cada um imponha o seu estilo. E isto, como no resto, só se consegue com uma identidade e organização fortes, profissionalizada, onde cada um saiba o que fazer e com que propósito. O Sporting existe para ganhar títulos desportivos e não para distribuir prebendas. Tudo deve ser sacrificado ao sucesso desportivo. O resto vem por acréscimo e não o contrário. E enquanto não metermos isto na cabeça, não vamos lá!

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