segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Godinho traz Luís Duque e Carlos Freitas

"Fui para o Sporting em 1999, desde aí andámos sempre à frente. Estou convencido de que somos capazes de construir uma equipa vencedora, e somos capazes de reviver o momento mágico de 1999/2000. O sporting tem de pensar em ser campeao ano apos ano de forma sustentada. Que garanta de forma inequivoca que pode voltar a ser vencedor. Temos de estar, apenas, preocupados em estar no topo e tenho a certeza que vamos recolocar o Sporting no topo."

"Luís Duque e Carlos Freitas são as respostas às perguntas dos sportinguistas. É a determinação que faz a diferença, entre as demais candidaturas. Os sportinguistas podem ter a certeza de que conosco podem contar com o título de campeões nacionais."

Godinho Lopes, candidato à presidência do Sporting, "A Bola Online", 28-02-2011

Juniores do Sporting empatam com a Naval

O exemplo, bom ou mau, costuma vir de cima e a equipa de futebol de juniores do Sporting Clube de Portugal parece estar a aprender com a equipa de seniores. O que é muito mau. Neste fim-de-semana, a contar para a segunda jornada do apuramento do campeão nacional, o Sporting recebeu a Naval 1º de Maio, em Alcochete, e empatou a zero golos. A equipa da Figueira da Foz somou, assim, o seu primeiro ponto nesta fase da prova. O Sporting é terceiro classificado, com 4 pontos em 2 jogos. Braga e Guimarães lideram com 6 pontos em dois jogos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A profecia de Bettencourt

O Sporting somou mais uma derrota (0-1), na Madeira, com o Nacional. Perder é viver. Triste vida, a do Sporting Clube de Portugal. Por incrível que pareça, está a ser cumprida a profecia desse gestor de topo chamado José Eduardo Bettencourt, o ex-presidente que aumentou o pântano e fugiu. Quem tiver memória, lembra-se. Disse o gajo no princípio desta temporada inesquecível: “Vamos vender cara a derrota e seremos dignos como os campeões!..." O Alberto Cabral não diria melhor...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Couceiro substitui Paulo Sérgio

A máquina trituradora do Sporting continua a funcionar em pleno. Em mês e meio, saíram o presidente, o director do futebol, o goleador Liedson e o treinador Paulo Sérgio. O treinador acaba de ser demitido do Sporting e já não orientou o treino desta manhã. A equipa viaja para a Madeira, onde amanhã defronta o Nacional, devendo ser orientado por Alberto Cabral, uma vez que a equipa de adjuntos permanece em Alvalade, pelo menos mais umas horas, porque o novo treinador será José Couceiro, que acumulará com as funções de director-geral do clube. É só mais um caso inédito em Alvalade.
José Couceiro assume o comando técnico da equipa a partir de segunda-feira e até afinal da temporada, sendo coadjuvado por José Lima, treinador dos juniores. O Sporting já teve um treinador-jogador (António Oliveira, em 1982-1983). Agora tem um director-treinador... Inédito em Portugal.
Outra curiosidade: em apenas 15 anos, José Couceiro é o quarto treinador do Sporting que chega a Alvalade depois de ter sido treinador também no FC Porto. Recordemos: Octávio Machado, Augusto Inácio, Fernando Santos e, agora, José Couceiro. Dos quatro, só Inácio foi campeão em Alvalade. Ainda outra curiosidade: Couceiro também já foi treinador do Belenenses...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A polícia portuguesa em Alvalade

Os amigos de Paulo Futre

O Sporting Clube de Portugal está na merda (para citar o que Karl-Heinz Rummenigge, por muito menos, disse há pouco tempo sobre o seu Bayern de Munique),em parte porque os gestores da geração Roquette puseram de lado o profissionalismo e o amor ao clube e promoveram o amiguismo e o tráfico de influências nas escolhas profissionais e nas decisões de gestão que assumiram ao longo dos últimos anos. Por isso, hoje, o Sporting Clube de Portugal não é a grande instituição que está acima das pessoas que a servem. Hoje, são grupos de assalariados que estão acima do Sporting. O próprio treinador Paulo Sérgio é um exemplo vivo desse paradigma. Ele é uma parte do problema, mas não se demite porque não considera que também é responsável pela má temporada do clube.
Vem isto a propósito das notícias que têm saído sobre eventuais contratações da candidatura de Dias Ferreira, que deposita todas as esperanças no conhecimento que Paulo Futre diz ter do mercado. Ora, o que Paulo Futre está a demonstrar é que não conhece mercado nenhum. Para já, saltaram à vista duas possibilidades para treinador do Sporting: Quique Flores e Benitez. Independentemente de sabermos se o Sporting tem dinheiro para pagar a estes técnicos e independentemente daquilo que eles valem, o que é certo é que Paulo Futre não foi ao mercado. Paulo Futre foi aos amigos... E um dos treinadores até está associado a um Benfica perdedor... Ora, têm sido estas escolhas baseadas no amiguismo que têm matado o futebol do Sporting. Mais do mesmo, não, obrigado!... FOTO: Record

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Demite-te. Isto é o Sporting!...

Mais uma história triste numa semana negra de uma temporada ainda mais negra. O Sporting Clube de Portugal disse adeus à Europa do futebol. Pelo segundo ano consecutivo, a equipa leonina é eliminada da Liga Europa sem perder nas duas mãos da eliminatória. É só uma curiosidade nesta tragédia leonina. FOTO: Associated Press

E agora algo de novo...

"Sporting tem a oportunidade de escolher entre a mudança e a continuidade."

Augusto Inácio, treinador campeão do Sporting 1999-2000, candidato a vice-presidente da lista de Bruno de Carvalho

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A pior época da história do Sporting

É por isso que a SAD leonina
tem "confiança total" no treinador...

Nunca como esta época os resultados para a Liga foram tão maus em Alvalade. Em 30 pontos possíveis os leões apenas conquistaram 13. Treze pontos em 30 possíveis conquistou o Sporting, esta temporada, em casa. O número três é pequeno para contabilizar as vitórias dos leões para a Liga portuguesa em Alvalade mas grande para apontar as derrotas - V. Guimarães, P. Ferreira e Benfica. Quatro empates apenas agudizam a crise dos leões.
De facto, nem recuando até 1941/42 se encontra pelo caminho tão magro pecúlio caseiro. Nem mesmo quando em 1972/73 os leões averbavam, à passagem da 20.ª jornada, mais uma derrota no seu estádio (4) a crise era tão grande, graças às sete vitórias - mesmo com o triunfo a valer dois pontos os leões tinha nessa altura 14 pontos caseiros...
E bem pode dizer-se que é a carreira em casa que mais está a tramar o leão na presente época, pois fora os verde-e-brancos somam 20 pontos, apenas menos três que o líder do campeonato FC Porto e a um do segundo classificado Benfica.

FONTE: Nuno Raposo,
"A Bola Online", 23-02-2011
FOTO: Associated Press
TÍTULO E PÓS-TÍTULO: LEÃO DA ESTRELA

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Show. Eduardo Barroso num momento genial


Na TVI 24, o sportinguista Eduardo Barroso ouviu o treinador-adjunto do Sporting dizer que a sua equipa foi superior ao Benfica e ficou furioso com o assalariado contratado pelo antigo gestor de topo do Santander José Eduardo Bettencourt. A reacção de Eduardo Barroso foi genial. E retrata na perfeição o Sporting contemporâneo. Ora vejam, clicando na imagem.

A voz da sucata leonina

"Não fomos inferiores em nada ao Benfica, até fomos superiores em várias partes do jogo."

Alberto Cabral, treinador em exercício do Sporting, após a derrota com o Benfica, "Record", 22-02-2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Eis o Sporting do Ricciardi, do BES & Companhia

José Maria Ricciardi. Sim, hoje, sobre o Sporting-Benfica, que resultou em mais uma derrota da equipa leonina e numa batalha campal nas bancadas, o mais importante seria ouvir a opinião do José Maria Ricciardi do BES (sim, com dois "cês"...), um dos principais mentores das soluções directivas do clube fundado por José Alvalade. Mentor dos que foram eleitos e, ao que parece, dos que irão ser eleitos (pois só ele e outros ilustres banqueiros, todos eles sportinguistas desde que nasceram, saberão quem serão, pois são eles quem dizem quem pode ser eleito presidente do Sporting, limitando-se os sócios a votar como carneiros). O Sporting já não é dos homens e das mulheres de Portugal. O Sporting é do Ricciardi, do BES & Companhia Limitada. Uma companhia limitada à geração Roquette, também conhecida como a geração da dívida, uma vez que tem feito do nosso clube um buraco sem fundo...

O Benfica tem uma dívida bancária muito maior que a do Sporting. Mas é o Sporting que depende do lóby bancário... Onde é que está o Ricciardi, o inventor dessa espécie de presidente chamada José Eduardo Bettencourt?... Depois desta derrota com o Benfica, deveria aparecer o Ricciardi do BES a falar pelo Sporting, dando a cara pelas compras escandalosas e pelas vendas ruinosas; dando a cara pelo que aconteceu dentro e fora do campo; dizendo alguma coisa sobre o que aconteceu nas bancadas. Mas é nestes momentos que esses tipos se escondem como ratos...

Não tivemos o Ricciardi, mas tivemos o sr. Cabral, o treinador-adjunto do Sporting, antigo jogador formado no FC Porto (a escola da nossa sucata...), que disse ao mundo que a equipa até foi superior ao Benfica. Era o que faltava ouvir para confirmar que o meu Sporting Clube de Portugal está entregue a um bando de doidos varridos.

O que valeu à equipa do Sporting é que o Benfica nem teve uma noite de grande inspiração, ou melhor, fez um jogo económico. Este Sporting não conseguiu fazer mais do que umas cócegas a Roberto. O Sporting não faz numa jogada com princípio, meio e fim...

Paulo Sérgio deveria ir mbora. Deveria ter vergonha na cara, respeitando, pelo menos, o Leão do emblema!... Ele é o grande responsável pela equipa porque não se demitiu. Se este não é o plantel dele, que se demita e que vá embora. Não se demitindo, é conivente.

O Benfica jogou a segunda parte com 10 jogadores, mas deveria ter jogado com 9, por causa da cotovelada de Cardozo no rosto de André Santos. E o Sporting, que não consegue juntar 11 jogadores de jeito, bem precisava que Cardozo tivesse sido expulso. Mas talvez nem assim conseguisse virar o jogo.

Grimi custou 4 milhões. Ainda dizem que o Sporting só investe tostões!...

Depois disto, olhamos para a longa lista de candidatos à presidência do Sporting e, até ver, não encontramos ninguém em quem confiar.

É triste, muito triste. Eis o Sporting Clube do Ricciardi, do BES & Companhia!... FOTOS: Associated Press

Hoje é dia de o Sporting oferecer o título ao FCP

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sporting ainda respira na UEFA

Confirmando que é um jogador intermitente, o chileno Matías Fernandez (de camisola branca...) mostrou o seu melhor na Escócia, ao marcar o golo do empate, no último minuto do jogo com o Glasgow Rangers, permitindo ao Sporting Clube de Portugal continuar a respirar na Europa. Olhando às circunstâncias, foi um bom resultado. Mau mesmo foi a atitude de Maniche, ao ter reagido mal à substituição, precisamente por Matías Fernandez. É o que dá assinar contratos com renovação automática com tipos sem nada na cabeça. FOTO: Reuters

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O benfiquismo de Paulo Futre


Conforme revelou o LEÃO DA ESTRELA, o antigo futebolista Paulo Futre, futuro homem-forte para o futebol do Sporting, caso Dias Ferreira vença as eleições do próximo dia 26 de Março, demonstrou no ano passado um secreto amor pelo Benfica, grande rival do emblema de Alvalade. Durante o Estoril Open de 2010, o antigo jogador do SCP, do FCP e do SLB manifestou a vontade de ver o Benfica ser campeão (o que veio a verificar-se) e incluiu-se nos "sete milhões de adeptos", que estudos afirmam que o clube da Luz tem em Portugal. Clique no vídeo para ver e ouvir as palavras do homem que quer ser vice-presidente do Sporting Clube de Portugal, na lista de Dias Ferreira.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

João Braga acusa: "Bettencourt burlou os sócios"

"Os jogadores do Sporting não estão em condições psicológicas de vencerem quem quer que seja. O presidente, indecifravelmente demissionário, burlou os sócios que nele votaram em Junho de 2009, ao convencê-los de que iria fazer a diferença, dado o auto-propagado 'amor à camisola'. Nada mais falso. Ninguém do Benfica ou do FC Porto teria feito pior."

João Braga, sócio do Sporting Clube de Portugal, "Correio da Manhã", 16-02-2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Paulo Futre, o trunfo de Dias Ferreira

"O Sporting foi a minha mãe, o meu pai. Tive que sair porque um treinador queria dispensar-me para outra equipa, mas o Sporting esteve, está e sempre estará no meu coração."

Paulo Futre, "Diário de Notícias Online", 15-02-2011

"Espero ver o Benfica campeão para o bem de Portugal. Porque dizem que, em cada 10 pessoas, somos 6 do Benfica e acho que somos 7. Portugal não atravessa um grande momento e um título do Benfica deixava o país durante algumas semanas muito bem disposto."

Paulo Futre, "Record Online", 06-05-2010

Chuva de candidatos

As eleições para os órgãos directivos do Sporting Clube de Portugal, que se realizam a 26 de Março, estão a despertar o interesse do mais variado tipo de candidatos, não obstante a necessidade de avaliamento bancário prévio, um mecanismo que é único nos clubes desportivos portugueses (outros terão as suas próprias dependências...).
Estas são, talvez, as eleições mais concorridas de sempre em número de candidatos, de possíveis candidatos e de candidatos que apresentam a candidatura nas televisões e depois acabam por desistir. É uma autêntica chuva de gente interessada no poder falido do Sporting Clube de Portugal, sendo de admitir que tamanho interesse decorra da forte possibilidade de haver algum poço de petróleo bem fundo nas imediações de Alvalade...
Ora, considerando que, em Junho de 2009, há apenas 20 meses, a situação do clube já era muito grave, só não tendo visto quem não quis ver ou quem não soube ver, pergunta-se por que é que, nessa altura, muitos dos que agora querem ser candidatos não quiseram agarrar o clube? Por que é que, há escassos 20 meses, o combate eleitoral se limitou a um passeio do "continuador" e já então desbocado José Eduardo Bettencourt em confronto com o então projecto de ruptura de Paulo Pereira Cristóvão, que, nessa altura, sozinho no espaço público, não tinha a seu lado todos aqueles que agora dizem que o Sporting Clube de Portugal precisa de mudar de vida?... FOTO: "Record"

domingo, 13 de fevereiro de 2011

João Rocha desmente "CM" e mantém tabu

João Rocha Jr., um dos fundadores da Juventude Leonina e possível candidato à presidência do Sporting Clube de Portugal, na sequência de um movimento surgido no Facebook, desmente informações publicadas pelo "Correio da Manhã", reservando "para posterior data o anúncio" da sua decisão em relação às eleições leoninas que estão marcadas para 26 de Março. Eis o teor do comunicado:
"A marcação de eleições para os novos órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal, suscitou um natural movimento para eventuais Candidaturas, entre as quais, em número surpreendentemente elevado, surgiu o meu nome.
Sobre essa eventual Candidatura, tenho mantido um absoluto silêncio, pois não é de meu timbre alimentar especulações, e como tal, reservo para posterior data o anúncio da minha decisão.
Ao ver serem publicadas notícias sobre o meu pensamento relativo à futura estrutura do futebol profissional do S.C.P., que considero graves, por não terem sido proferidas por mim, ou tão pouco por aqueles que me são mais próximos, sou forçado a publicamente refutar em absoluto tais declarações, por carecerem de qualquer tipo de fundamento.
É um dos princípios que prezo como mais caro, o de que as decisões só podem ser tomadas em sede própria, com quem tem esse poder e capacidade, depois de devidamente ponderadas.
Não faz parte da minha personalidade enviar recados, de forma leviana e irresponsável, e considero ainda mais grave o facto de este tipo de “innuendos” poder desestabilizar ainda mais a nossa actual estrutura do futebol, numa fase em que considero essencial promover a tranquilidade e paz da nossa equipa desportiva.
Pelo exposto, e porque reafirmo que essa notícia não é verdadeira, venho por esta via, solicitar que seja feita a devida rectificação da notícia publicada na edição de hoje do jornal “Correio da Manhã”, sob o título «João Rocha Jr. quer técnico português». Cumprimentos, João Rocha"

Liedson defende aposta em Carlos Saleiro

"O Sporting deve apostar no Saleiro, pois trata-se de um avançado jovem e com um futuro promissor."

Liedson, em entrevista à RTP, citado no "Correio da Manhã", 13-02-2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Tem sido fácil roubar o Sporting

Sem Liedson, Postiga reapareceu com dois golos em Olhão, ainda que o primeiro tenha sido em posição de fora-de-jogo. Mas não chegou para ganhar. Em poucos minutos a vantagem foi desbaratada e até Carriço colaborou com um golo na própria baliza. Resultado: 2-2. Postiga poderia ter marcado um terceiro golo (o que pode significar que, afinal, Liedson era um eucalipto que secava tudo à volta...), não fosse Olegário Benquerença, a espécie de árbitro que apitou o jogo, ter assinalado um fora-de-jogo inexistente. Tem sido demasiado fácil roubar a equipa leonina em momentos decisivos. E com a fragilidade colectiva da equipa que tem sido mais evidente do que nunca, começa a ser difícil manter o terceiro lugar. Na próxima jornada o Benfica joga em Alvalade...

Defesas para dar e vender

Ao ver o Olhanense-Sporting, olhei para as defesas das duas equipas e conclui: o Sporting é mesmo um clube rico. Tem dívidas acumuladas de muitos milhões de euros, mas isso deve ser culpa dos sócios, que não pagam as quotas. Porque os gestores do futebol são de topo, são mesmo do melhor que há.
Indo ao assunto: o Sporting gastou mais de 12 milhões de euros para ter nas suas fileiras defesas medianos como João Pereira, Torsiglieri, Grimi e Evaldo. Mas não ficaram por aqui os investimentos do Sporting. Também no Olhanense se nota a obra leonina. A defesa dos algarvios, que é uma das melhores da I Liga (tem menos cinco golos sofridos que o Sporting!...), é formada por dois atletas (50 por cento do sector defensivo) que poderiam estar em Alvalade (tendo em conta o que têm feito os que lá estão e que custaram muitos milhões, ao contrário do que se diz): João Gonçalves foi formado em Alcochete e Mexer foi comprado pelo Sporting em Moçambique (600 mil euros), para dar competitividade ao plantel (segundo o sábio relatório de contas da SAD leonina), mas acabou a rodar por aí. Enfim, o Sporting tem defesas para dar e vender. O Sporting é um clube muito rico. E ninguém é chamado a assumir responsabilidades por esta gestão dos recursos humanos.

Paulo Cristóvão explica apoio a Godinho Lopes

“O que existiu entre mim e Rogério Alves e outros sportinguistas foi algo que não existiu anteriormente: diálogo. Depois disso chegou-se à conclusão que os objectivos e as premissas eram basicamente os mesmos em relação a muitas coisas que o Sporting precisa.”

“Não concebo que qualquer vice-presidente ou vogal de uma futura direcção não seja executivo. Posso garantir que quem integrar este projecto estará aqui para trabalhar e não para decorar. Não haverá gorduras. Tanto eu como Rogério Alves [cabeça de lista para a assembleia geral] ou Carlos Barbosa [presidente do ACP e vice-presidente com o pelouro comercial] e outros elementos centrais desta candidatura concordamos com estas directrizes.”

“Este grupo mereceu a confiança do sector económico que lhe permite estar a desenvolver um projecto, no qual tem que estar obrigatoriamente uma grande renovação geracional, que será uma realidade no clube. A ideia é fazer renascer o Sporting a nível financeiro, mas também enquanto potência desportiva no futebol e nas restantes modalidades.”

“Não se pode colocar este grupo de pessoas sob o estigma da continuidade. Quando todas as listas estiverem constituídas, veremos quem é que irá representar a dita continuidade e a ruptura. Se calhar, irá haver surpresas."

“Há pessoas, [como Filipe Nobre Guedes], que estiveram muito envolvidas em projectos financeiros cruciais para o clube, que estão a decorrer neste momento, e que terão obrigatoriamente de continuar. Não queremos uma política de terra queimada com o passado. (…) Queremos é romper com os momentos menos bons e o desnorte que ocorreu, mas nem tudo foi mau no passado.”

“[Braz da Silva] telefonou-me a dizer que contava comigo e eu, que não o conhecia, disse-lhe que provavelmente iríamos ser adversários nas eleições. Ficámos de falar posteriormente. (…) Ele entrou na corrida eleitoral com uma boa máquina comunicacional e andou um pouco a pregar sozinho no deserto, já que não tinha quem o contradissesse. Eu não acreditava naquela forma de estar. Quem quer candidatar-se de uma forma séria deverá, em primeiro lugar, falar com quem conhece a situação financeira do clube. Coisa que nem Braz da Silva, nem Bruno de Carvalho [outro candidato anunciado] fizeram.”

“Há dois anos aceitei ser o cabeça de lista do movimento ‘Ser Sporting’, porque após dois meses de almoços e jantares ninguém teve coragem de dar a cara. Fui o único. Não admito que coloquem em causa o meu carácter e ainda ninguém me disse rigorosamente nada a esse respeito. É verdade que amadureci em relação ao Sporting nos últimos meses. Compreendi, por exemplo, que é um clube com idiossincrasias muito suas, que mais nenhum clube tem. Umas boas e outras más.”

“Continuo a querer que o Sporting seja bastante mais pró-activo e interventivo, com poder e influência naquilo que são as estruturas do futebol em Portugal.”

“Gostaria que aparecessem efectivamente muitos candidatos porque estas eleições ocorrem numa encruzilhada histórica para o Sporting. Não há muito mais margem de erro e as pessoas têm de olhar para projectos e não para nomes. (…) O Sporting tem tudo para continuar a ser um ‘grande’, mas uma coisa é certa: o que aconteceu não pode voltar a acontecer. Quando temos dinheiro, sabendo que não o temos com a abundância de outros rivais, temos de ser mais sagazes nas contratações. Temos de antecipar mais rapidamente os bons negócios e voltar a investir na Academia. O dinheiro não é tudo e o clube ainda consegue ter muita força e despertar todo o tipo de paixões, embora os números digam que os adeptos estão a abandonar Alvalade e a deixar de pagar cotas.”

“]O Sporting tem condições para ser campeão nos próximos anos], mas não é sério dizer que vamos ser campeões. O que é possível dizer é que se vai reunir um conjunto de pessoas que querem reorganizar internamente, unir os adeptos e falar a uma só voz, porque só assim será possível voltar a conquistar títulos. As vitórias não se resolvem somente dentro das quatro linhas e o Sporting tem de voltar a ser um clube ouvido, respeitado e interventivo no futebol nacional. Se o nosso projecto vencer, terá à sua frente um grupo de pessoas motivadas para devolver o clube ao lugar que merece. Irá ser desenvolvido um trabalho duro, que muitas vezes não será visível para ninguém. E terá em Godinho Lopes um presidente forte, com ideias e com linhas claras para o clube.”

Paulo Pereira Cristóvão, apoiante e membro da candidatura de Godinho Lopes à presidência do Sporting, “Público”, 12-02-2011

A entrevista de Carlos Pereira

Muito mais importante que as trapalhadas que têm dominado a vida do Sporting Clube de Portugal é a entrevista explosiva de Carlos Pereira, presidente do Marítimo, ao jornal "A Bola". A entrevista, publicada neste sábado, tem tudo a ver com o Sporting. Com os nós cegos que Pinto da Costa tem dado ao clube fundado por José Alvalade. Tem, por isso, tudo a ver com os amigos daqueles que mandam no Sporting, que estão no FC Porto. Quem quiser a continuidade e o fim do Sporting usa este entrevista como uma chiclete: lendo-a e deitando-a para debaixo do tapete. Quem não quiser, lê, reflecte e fica revoltado. Levanta-te. Tu és o Sporting!...

João Rocha Jr., o candidato da ruptura

Filho de João Rocha não quer
dirigentes da "geração Roquette"


João Rocha Júnior vai anunciar a candidatura às eleições do Sporting na última semana de Fevereiro e já tem definidas as linhas de força do seu projecto, nomeadamente para o futebol profissional. O futuro candidato quer um treinador português e, sabe o CM, já estabeleceu contactos.
O filho do antigo presidente dos leões (1973-1986) quer, ainda, romper completamente com a chamada ‘era do Roquetismo’, pelo que não vai ter nos órgãos sociais qualquer elemento ligado à gestão do Sporting nos últimos 18 anos. De acordo com as fontes contactadas, Godinho Lopes (ex--‘vice’ de José Roquette) tentou falar com João Rocha Jr., mas o futuro candidato recusou.
No futebol, pretende ter como director desportivo um ex-jogador do clube e já decidiu que não vai recorrer a fundos para contratações.
Na direcção, Rocha deverá contar com um elemento ligado à Banca para ser interlocutor junto das duas entidades financeiras credoras do Sporting – BES (100 milhões) e BCP (140 milhões).
O projecto de João Rocha Jr. é a dois anos e propõe-se fazer do Sporting um clube novamente respeitado em Portugal e na Europa. Tal como o pai, pretende fazer do eclectismo uma das bandeiras do clube. No plano financeiro, o empresário irá avançar com uma auditoria externa às contas consolidadas dos leões.
De acordo com as mesmas fontes, a candidatura de Rocha, um dos fundadores da Juve Leo, ainda não foi formalizada porque este aguarda que o pai se restabeleça de um problema de saúde que o tem afectado nos últimos dias.

FONTE:
"Correio da Manhã", 12-02-2011

José Eduardo. O único com projecto para o SCP

"É uma vergonha queimar Barbosa,
Sá Pinto, Salema Garção, Costinha..."
Alvalade tudo normal, talvez demasiado. A vida segue tranquila pelo Alvaláxia, meio vazio, onde apenas uns velhotes se passeiam e uns miúdos estudam. Isto não é o Egipto, José Eduardo Bettencourt bem diz que o poder não caiu na rua. Vamos ao encontro de José Eduardo, um daqueles que sente a crise bater-lhe forte. Foi campeão, treinado por Malcolm Allison, jogou ao lado de Jordão (antes partiu-lhe a perna) e viveu outros tempos. Aí está a entrevista.

Como é que começou?
Tarde, no Domingos Sávio. Depois joguei no Atlético, numa equipa óptima. Tínhamos todo aquele ambiente, os dérbis com o Belenenses, às vezes ganhávamos no Restelo e depois perdíamos na Tapadinha... aquilo era a Lisboa boémia, a vida de bairro que hoje passa ao lado de muita gente – não houve uma senhora que morreu e só a descobriram oito anos depois? Isto não é possível!

E Portimão?
Joguei com o pai do João Moutinho, o Nélson Moutinho. É terra de pescadores, quando lhes caímos no goto adoram-nos. Quando ia ao cais ofereciam-me peixe, até chegava a ter vergonha.

Já ganhava dinheiro?
Ganhava, mas se lhe disser quanto você ri-se. Quando estava no Atlético ganhava dez contos por mês, o que era uma fortuna! Tinha o meu carro, era independente, solteiro... ouça! Em Famalicão treinava e ia para as aulas do ISEF, no Porto – sempre pensei que ia ser treinador. Tinha a primeira aula (natação) e o sacana do professor, sabendo que jogava futebol, punha-me a fazer piscinas. Deixava-me num estado lastimável! Mas tinha algum dinheiro, andava de carro e dava boleias. No final da época os meus colegas fizeram um jantar para me agradecer as boleias. Eu era solidário, tinham pouco dinheiro e ia almoçar com eles na cantina. Sabe como são as cantinas! Passava uma fome! Parecia um pau, magro, mas andava lá com gosto!

Que equipa era essa no Famalicão?
Vítor Oliveira, Jaques e Tibi, que lá no Norte se dizia "Tivi". O primeiro guarda-redes – dizia ele com piada – que socava a bola com a mão direita e com a mão esquerda.

É nessa época, 78/79, que parte a perna ao Jordão. Como é que fez isso?
Quantas vezes é que já jogou à bola, quis dar uma cacetada num tipo e não conseguiu? E quantas vezes acabou por dar sem querer? Foi uma coisa incrível, tenho tudo gravado na cabeça. Pensei que o Jordão estava a fazer fita e ainda o insultei quando ele estava no chão. "Levanta-te meu maricas, meu pane..."; levanta-te lá, estás a fazer a ronha!" Depois gerou-se aquilo tudo: o treinador do Sporting saiu do banco, deu a volta ao campo e veio insultar-me, tinha o estádio todo contra mim...

Pois, o jogo era em Alvalade.
Foi do lado da bancada sul, antigo peão! O resto do jogo foi a equipa do Sporting a tirar de esforço comigo. Lembro-me do Keita, num canto, a ver se me pisava. No final do jogo os sócios assobiavam, faziam-se aos jornalistas. O falecido Neves de Sousa, que teve o azar de dizer que o lance lhe pareceu sem intenção, acabou por ver a cabine de rádio invadida. Tomei banho, tinha o meu pai à minha espera na porta 10 A, mas lá fora estava um ambiente de cortar à faca. Pego no meu pai, avanço e abrem-se alas... Oiça! Naquela altura bastava um tipo dar-me um toque e eu era linchado ali, bastava o clique! Quando chego à porta do autocarro, o treinador do Famalicão [Mário Imbelloni, um argentino que até treinou o Sporting em 1959/60 – estreou-se com um 6-1 ao Porto] passou à minha frente e levou com uma pedra que lhe abriu a cabeça! Aquilo era para mim. Entrámos no autocarro e eu, armado em campeão, sentei-me no lugar do guia. Campeão do mundo! Chegamos à churrasqueira [do Campo Grande] e o autocarro parou, com polícia atrás e à frente, veio um velhote com um miúdo (depois vim a saber que era o avô e o neto) e bateu na porta do autocarro. Disse ao motorista para abrir, porque o senhor queria falar – eu é que estava a dirigir aquela orquestra toda! – e a polícia de choque dá-lhe com o cassetete nas costas. O homem cai de joelhos e diz: "Eu sou de Famalicão, só queria apoiar a equipa!" E o miúdo a chorar! Arrancámos, pedrada de malta que estava atrás das árvores e eu ali à frente. No dia a seguir estava doente, não me conseguia mexer com os nervos. Aguento muito bem o stresse, mas isso paga-se mais tarde, no dia a seguir.

O pior é que se tornou colega do Jordão!
Meses depois era jogador do Sporting. Na noite da lesão do Jordão cheguei a casa e disse à minha mulher: Sporting acabou-se, agora só Benfica ou FC Porto. Era sportinguista mas tinha as portas fechadas, de Rio Maior para cima era um tipo fantástico, daí para baixo era um bandido. Bom, hoje o Jordão é um dos meus irmãos. Quando cheguei, nos primeiros treinos estávamos sempre lado e éramos fotografados juntos. O Jordão era um senhor e é um grande amigo.

Como foi o primeiro dia no Sporting?
Estava nervosíssimo, nos testes médicos... Sabe que a coisa não é nada como agora, um reforço chega e é um herói! Eu não era ninguém, tive direito a uma notícia pequena n"A Bola".

Quem é que o contratou?
Recebi um telefonema de um vice-presidente do Sporting, Sousa Marques. Não me espalhei por sorte, porque pensei que era um dos sacanas dos meus amigos a gozar comigo. Pedi-lhe o número de telefone e liguei de volta, só depois percebi que era da empresa do João Rocha. "Afinal isto não é brincadeira!" Lá fui, mas completamente impreparado.

Porquê?
Porque não tinha formação, comecei a jogar tarde. Ouça! Comecei a jogar com 16 ou 17 anos, depois entrei no Sporting sem experiência e ainda por cima envergonhadíssimo. Chego, começo, o treinador era o professor Rodrigues Dias (79/80) e os três laterais na altura eram o Inácio, Artur e eu. O Inácio e o Artur, ambos da selecção! O Rodrigues Dias pega em mim, põe-me a titular, Artur à esquerda e Inácio no banco. Na cabine, o russo – o Artur! Grande jogador! – protestava porque não queria jogar à esquerda, o Inácio falava porque era da selecção e não podia estar no banco. E eu... envergonhado, fiquei na minha. Se fosse hoje teria dito qualquer coisa. Saí da equipa e amuei, o que é erradíssimo!

Como era o Sporting que encontrou?
Uma equipa de guerreiros. Duas estrelas – Manuel Fernandes e Jordão – e nove tipos a lutar que nem uns cães, à Sporting, que é o que agora defendo no meu projecto. Só quem vive isto é que sabe. "Pressing" alto, luta constante pela posse de bola, muito sofrimento, saber rasgar, saber aparecer e não ter medo de passes de ruptura – agora toda a gente tem medo. Era uma equipa de lutadores. Eurico, Inácio, Artur... grande equipa! Artistas? Não, mas uma equipa competitiva, como acho que deve ser o Sporting. O estilo do Benfica já não é assim, o do FC Porto também é outro. Perdemos o estilo devido a uma miscelânea e a uma falta de liderança, porque as pessoas não sabem o que é o clube. As equipas não funcionam só com orçamentos. A questão dos 50 milhões [nestas eleições], o dinheiro... o Sporting nos últimos tempos gastou 38 milhões e resolveu alguma coisa? Podemos ir buscar um Liedson, um Hulk, um Jordão, isso ajuda mas não é tudo. Ou então ir buscar um Oliveira...

Já vamos às eleições, mas fale-nos primeiro da época 1981/82, a do último título antes do jejum, em que chegam Oliveira e Meszaros, treinados por Malcolm Allison. Era o Sporting de vitórias e noitadas em Paris.
E noitadas na Bulgária...

Como foi essa?
Ouça! Um jogador de futebol quanto tem 20 anos tem direito a tudo, ontem, hoje e amanhã! Quem disser o contrário não sabe do que está a falar.

Pelo menos enquanto ganha jogos ninguém o critica.
Sim, claro, mas faz parte! Aos 20 anos, atleta, com uma perspectiva narcisista da vida, faz-se tudo... Esse ano do Allison foi fantástico mas joguei muito pouco, porque não o consegui perceber. Amuei com os métodos diferentes porque tinha a mania que percebia daquilo. Allison até trouxe um tipo para nos ensinar a dançar, um bailarino, bom... não era para dançar, era para nos dar expressão corporal e equilíbrio.

Mas era um preparador físico?
Não, não, dançava. Era o Mr. Lenny [Hepple]... pouca gente se lembra disto, Lenny... mas para um jogador da bola, um indivíduo daqueles...

Uma coisa nada máscula.
É bicha! Ouça! Malta nova que só pensa em namoradas... aquilo era uma coisa muito cor-de-rosa! Bom, eu não estava preparado para aquilo, no ano seguinte é que percebi que aquele treinador estava a romper com todos os cânones, com aquilo que eu sabia e como sou de aprender fui ter com ele e pedir desculpas.

Allison aceitou-as?
Sem ressentimentos! O Allison era um senhor, ia para a conferência de imprensa com um charuto e uma flute de champanhe. Neste Portugal pequenino não se percebia! Creio que num jogo com o FC Porto ele deu uma volta ao campo a pedir o apoio dos adeptos! Isto não se fazia, éramos uns salazarentos! Depois, nas férias fui treinar para o Gerês, para me apresentar em forma na temporada seguinte. Lembro-me de o Allison dizer: "Olha, o reforço é o Zé Eduardo". Começou a pôr-me a jogar até ir-se embora.

Malcolm Allison saiu mal.
Saiu mal com aquela história da Bulgária, culpa de um artista, de alguém que estava cá dentro.

Acusado de copos e noitada.
Meu amigo, quando não queremos algo acusamos todos os tipos de defeitos.

António Oliveira disse numa entrevista que a cama de Allison já estava feita para vir Jozef Venglos.
Mas a cama foi feita pelo Oliveira! Quem substituiu Allison foi o Oliveira [Venglos veio mais tarde]! Denunciei isso num jornal. Isto é importante só para dizer uma coisa: esse erro de estratégia que destruiu uma equipa levou 18 anos a ser curado. Estivemos 18 anos sem um título. Tínhamos uma equipa que ia todas as segundas-feiras almoçar ao Faroleiro, bebíamos champanhe, depois íamos jantar, acabávamos nas Caves Mundial, todos, TODOS, até às seis da manhã! No outro dia íamos treinar e dávamos tudo. Havia uma máxima: "Vives como um leão mas tens de jogar como um leão!" Quando se fez a importação de jogadores do Porto acabou-se com esse espírito e começou a cavar-se a travessia do deserto. 18 anos.

Então o balneário não tolerou bem a chegada do Oliveira.
Aos 55 anos já não faço ajustes de contas com ninguém, mas é sabido que na altura o Oliveira, um jogador genial, do melhor que já vi, tinha... outras características que não o ajudaram a projectar-se como a qualidade indicava. Mas não quero falar nisso.

O José Eduardo sai do Sporting como?
Nunca fui um jogador de topo, como Oliveira, Manuel Fernandes ou Jordão. Quando as coisas começam a correr mal os jogadores parecem piores do que são, aliás, como acontece hoje no Sporting, porque a equipa não é tão má como parece. No meu tempo gerou-se aquela desagregação, vieram jogadores do Norte... eu também contribuí para a saída porque a determinada altura já sabia que ia ser dispensado. Como acontece agora com o Abel – já saiu uma notícia a dizer que vai ser dispensado, mas isto não pode acontecer! Muito menos quando é um indivíduo que faz bom balneário! A cultura de uma equipa não é só aquilo que joga. O ambiente, a brincadeira, tudo isso é importantíssimo. O Venglos chegou antes de acabar a época e eu já estava condenado; começou a agarrar-me, a elogiar-me, mas de um momento para o outro deixou de me falar. Percebi que tinha recebido a dica da cima. Mas eu também tive culpa.

Não é daqueles que diz que nunca se arrepende do que fez.
Só se fosse burro. Então não há tanta coisa que poderia ter feito melhor? Tantos erros de análise! Com o tempo temos de aprender, perceber isso e melhorar.

Daqui a uns anos, quando quiser ser presidente do Sporting, também poderá melhorar o projecto que agora colocou à disposição dos candidatos.
Tem toda a razão. O projecto é feito à luz dos meus conhecimentos, fi-lo em dois meses, ou melhor, em 35 anos e dois meses. Admito que possa melhorá-lo.

Vamos insistir: admite ter a expectativa de ser presidente do Sporting? E que este projecto lhe dá uma boa almofada para poder candidatar-se no futuro?
Ainda agora recebi uma mensagem [pega no telemóvel e começa a ler um sms]. "Muita gente a pedir José Eduardo a presidente; até já se fala num movimento de apoio a José Eduardo". Mas isto não chega. O que eu mais desejo é que o próximo presidente do Sporting se mantenha vinte anos no clube, é sinal que eu depois não sou preciso. Mas é evidente que para irmos à vindima as uvas têm de estar maduras e eu, neste momento, estou a amadurecer a minha perspectiva de clube. Encaro como uma eventualidade o enorme prazer e orgulho de ser presidente do Sporting, mas o meu desejo é que isso não aconteça.

Braz da Silva saiu de cena e ganha peso o movimento dos barões, de Godinho Lopes. Alguém o contactou?
Tenho excelente relação com a maioria das pessoas que fazem parte dessa última tendência, não me revejo é no projecto. Não é o modelo de estrutura que sirva o Sporting e mais uma vez, se os sócios forem por aí, julgo que estarão iludidos. Temos dois patamares, o de 26 e o de 27 de Março. No dia 26 é preciso ganhar as eleições e isso é relativamente fácil; no outro dia é preciso uma equipa para começar a trabalhar, mas qual é a equipa? O problema do Sporting é tão grave que é preciso gente para trabalhar. Isto não é só chegar aqui, como nos dois últimos títulos, acertar em dois ou três jogadores e ganhar o campeonato. Esses títulos deixaram-nos de pantanas, o problema financeiro do Sporting vem desde essa altura. Nunca como agora houve tantas condições para explicar aos sócios qual é a realidade.

E o que acha que vai acontecer nestas eleições.
Não sei... Há um candidato novo, Bruno de Carvalho, que ninguém sabe bem quem é. Estava disponível para falar com Braz da Silva, estou disponível para falar com Godinho Lopes, com Bruno Carvalho, com Dias Ferreira ou Rogério Alves, se vierem a combate. Dar-lhes-ei o meu ponto de vista, mas acho que este não é o caminho.

Um dirigente como Costinha vestia o perfil que idealizou para a sua estrutura?
Ah, não vamos por aí! No último ano e meio foram quatro personalidades diferentes que ocuparam esse cargo e não acredito que nenhuma delas não tivesse talento. As pessoas, mesmo as que se julgam preparadas para isto, são trituradas e imoladas pela estrutura, submersas pelos problemas, queimadas por esta fogueira de talentos. É uma vergonha queimar Pedro Barbosa, Sá Pinto, Salema Garção, Costinha...

Mas é possível chamar as pessoas para Alvalade sem lhes garantir um "dream-team"?
É. E não se pode ceder ao populismo. Não acho que seja decisivo um presidente ter dinheiro – aqui o dinheiro não resolve nada, o clube tem um passivo de 300 ou 400 milhões, não há ninguém que o cubra, e o fundamental é ter juízo e um plano financeiro. As pessoas têm de acordar para a realidade e perceber que o clube está numa encruzilhada dramática, em risco de... falir? Só um cruzamento de interesses, na banca, evita que o clube vá à falência. O espectáculo é mau? Temos de melhorá-lo!

Ainda faltam 40 dias para as eleições. Este é o momento mais grave do clube?
Tivemos uma fase muito preocupante, também, com Jorge Gonçalves. Mas neste momento corremos o risco de isto começar a ser dominado pelas finanças; quando isso acontecer, perdemos o nosso valor intrínseco, o valor desportivo. Temos de ser racionais, por isso proponho uma equipa com apenas 20 elementos, apoiada numa equipa B competitiva, como fazem o Barcelona e o Villarreal. Mas isto só se faz se desde os escalões de formação houver integração no sistema de jogo, à Sporting, para não falharem quando são chamado à equipa principal. Depois precisamos de um treinador com perfil adequado, que não é o que tem acontecido.

Há treinadores em Portugal para isso?
Há, mas tem de ser um treinador que se adapte ao perfil do clube. Em Portugal há bons treinadores, como Jesus ou Villas-Boas. Talvez seja altura de ir buscar um estrangeiro. Quem conhecia Malcolm Allison ou Eriksson? É preciso estudar isto, perceber, não pode ser apenas porque é amigo deste ou daquele empresário. No Sporting, isto tem de ser feito agora, a pensar na próxima época. Por fim, importantíssimo: a gestão do orçamento. Só podemos gastar 25 milhões? Então não saímos daí! Aparece oportunidade de se contratar um jogador, um Messe, vamos propor a operação! Há possibilidade, excelente! Não há, paciência.

O seu projecto também tem nome para um novo treinador?
Tem, mas não posso dizer. Pode ser que o projecto vá para cima da mesa de algum candidato.

FONTE: Filipe Duarte Santos, jornal i, 12-02-2011
Obs. - Título do LEÃO DA ESTRELA

Moniz Pereira critica dirigentes do Sporting

"Se alguém conhece o Sporting, sou eu, e pouca gente mais. Muitos [dos dirigentes] que lá estão a trabalhar sabem muito de contas, de bancos, de contratos, mas de desporto não.”

"O futebol sempre foi uma das modalidades mais importantes, mas não pode ser só o futebol. Um milhão para o futebol não é nada e para o atletismo não há 100 mil euros, mesmo que sejamos campeões da Europa.”, desabafa.

"[Nas eleições], se aparecer uma pessoa que diz ‘eu só quero o futebol aqui’, eu peço a demissão de sócio logo, isso não é comigo.”

Moniz Pereira, vice-presidente demissionário do Sporting, "Agência Lusa", 10-02-2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mário Moniz Pereira, 90 anos

A história da sua vida, noventa anos "bem vividos", confunde-se com a do atletismo, que ama como ninguém, e também com a do fado. Ao fazer "quatro vezes vinte mais dez", como gosta de dizer, Moniz Pereira mantém o sorriso de felicidade e cita o refrão do fado que o celebrizou: "Valeu a Pena".
O ritmo de trabalho já não é tão frenético, necessariamente. Tem mais tempo para ouvir música, como o fado, de que é talentoso cultor. Um dos seus sucessos é o “Valeu a Pena”, que Maria da Fé celebrizou.
"Sempre fiz o que gosto com muita felicidade. Enquanto tiver saúde, podem contar comigo", assegura aquele que Manuel Sérgio chamou de “maior treinador de todos os tempos”. E o caso não é para menos: "fez" oito campeões de nível mundial e olímpico, a começar pelo lendário Carlos Lopes.
Mário Moniz Pereira, nascido a 11 de Fevereiro de 1921, em Lisboa, é a referência do atletismo no pós-guerra, especialmente depois do 25 de Abril. Sempre ao serviço do Sporting, de que é sócio número 2, e muitas vezes com a “camisola das quinas”. Mas fazendo da defesa do atletismo uma constante, próxima da intransigência.
Pelo Sporting foi, sucessivamente, atleta, seccionista, treinador e, por fim, vice-presidente, desde a direção de Santana Lopes.
Acabado o Liceu, entrou para o INEF, actual Faculdade de Motricidade Humana. Já depois da II Guerra Mundial, dava aulas como assistente e iniciava os primeiros passos como treinador no clube. O contacto com o estrangeiro, a partir de 1948, dá-lhe experiência. Aprender, sempre, é o seu lema.
A consagração só veio depois de 1974, após muitos anos de luta e quando já centenas de atletas lhe tinham passado pelas mãos. Conseguiu para os seus atletas a dispensa de meio dia de trabalho e isso foi o arranque para uma verdadeira “avalanche” de sucessos, com destaque para os títulos olímpicos e os recordes mundiais.
Duro e exigente no dia-a-dia, a ponto de ganhar fama de obstinado e fanático, tem sido venerado por quase todos que com ele trabalharam. Uma coisa não se lhe nega: o empenho militante com que defende os interesses da modalidade, em contraposição com o futebol.
Portugal vive numa “ditadura futebolística”, diz para quem o quiser ouvir... ele que até foi preparador físico da seleção nacional e muitas vezes é visto na tribuna da direção "leonina", a assistir a jogos do “desporto-rei”.
Irónico, mordaz, espírito vivo, apadrinhou iniciativas como a Associação de Amizade Portugal-Portugal, uma humorada “resposta” às associações de amizade que profileram a seguir à "revolução dos cravos".
O comando direto do atletismo do Sporting deixou-o após Barcelona´92. Mas o “Senhor Atletismo” - como já era chamado - não esqueceu a sua velha paixão. No seu gabinete na sede do "leão", continua a preencher os seus caderninhos de registo de resultados, instrumento de trabalho inseparável desde há décadas. E a seguir tudo o que se passa na modalidade.
De vez em quando, desce à pista, afasta com diplomacia o treinador e dá o treino, cronómetro na mão, como nos velhos tempos. E nos bastidores, tudo passa por ele e analisa ao pormenor os adversários do Sporting, decidindo em última instância quem compete.

FONTE: Agência Lusa, 10-02-2011

Primárias no Sporting. Barões 1, Braz da Silva 0

"The times they are a-changin''." A frase ficou imortalizada pela voz de Bob Dylan, mas não conhece eco em Alvalade no século XXI. José Roquette chegou à presidência do clube (fundado pelo seu avô) em 1996, sucedendo a Pedro Santana Lopes, o primeiro líder a implementar o chamado "Projecto Roquette". A partir daí todos os líderes do clube - Dias da Cunha, Soares Franco e José Eduardo Bettencourt - têm seguido o discurso da continuidade, de um projecto que não trouxe o saneamento financeiro nem os prometidos títulos de dois em dois anos.

Fast forward para Fevereiro de 2011. Bettencourt está demissionário e Braz da Silva, o primeiro a assumir-se como candidato, desiste da intenção de ir a votos. "Para outros, este acto eleitoral era uma batalha de vida ou de morte. Não quero outra coisa que não seja servir o Sporting num momento difícil, mas parece que, contra o que se podia julgar, afinal não é preciso", explicou o empresário de 50 anos em conferência de imprensa. Mas como todas as boas histórias esta também tem outra versão. Ou um final alternativo, uma espécie de "Você Decide" televisivo dos anos 90. Algo fez recuar Braz da Silva, que passou do destemido sr. 100 milhões (o valor que prometera investir no clube) a um dos mais rápidos ex-candidatos à presidência, em apenas duas semanas. "Incomodou os poderes instituídos no Sporting, que começavam a ver nele uma ameaça. Tem família e negócios para gerir, por isso achou por bem desistir da candidatura", afirmou ao i fonte da candidatura do empresário. Foi este o principal motivo para abdicar de ir a votos, garantem, pois já tinha "apoios e os investidores garantidos".

AMEAÇA NÃO IDENTIFICADA


O recuo de Braz da Silva esteve longe de surpreender os adversários. Fonte próxima da candidatura de Godinho Lopes tem vindo a dizer ao i, desde a semana passada, que o líder da Finertec acabaria por sair de cena. "Não é candidato quem quer, é quem pode." Mais distante de Godinho Lopes, outro interessado nas eleições leoninos ria-se, ontem, perante a decisão de Braz da Silva: "Qual é a novidade? Estava na cara que não tinha condições."

São conhecidas as ligações de Braz da Silva ao PSD, nomeadamente a Miguel Relvas, amigo e administrador da Finertec. O i sabe que, dentro do maior partido da oposição, a candidatura não era vista com bons olhos, devido à proximidade do empresário com o braço-direito de Passos Coelho. Braz da Silva recusou comentar este cenário, focando-se apenas nos entraves que terá encontrado junto das grandes figuras do Sporting. "Deve haver petróleo em Alvalade para as pessoas quererem continuar agarradas ao poder", desabafou o empresário ao i. Sérgio Abrantes Mendes, antigo candidato à presidência, vincou a mesma ideia: "Há um conjunto de senhores que não admitem que apareçam candidaturas fora do seu contexto social e económico. Comportam-se como se o Sporting fosse uma verdadeira monarquia, mas são eles que têm levado o clube à ruína."

Braz da Silva tinha prometido ajudar José Eduardo Bettencourt, mas a demissão do presidente leonino fê-lo avançar. Os barões não gostaram. Em entrevista, José Roquette alertou para o perigo dos "mecenas", enquanto as principais figuras do clube se foram unindo em torno de Godinho Lopes, com o objectivo de criar uma candidatura de consenso que impedisse a vitória de Braz da Silva. Dias da Cunha, Nobre Guedes, Rogério Alves, Carlos Barbosa ou Paulo Pereira Cristóvão são nomes que vão aparecer ao lado do antigo vice-presidente.

Sendo praticamente certo que Godinho Lopes apresentará oficialmente a candidatura na próxima semana, resta saber se nomes como Dias Ferreira ou Zeferino Boal também avançam. Mas, a mês e meio das eleições (26 de Março), o caminho parece aberto para a continuidade. Candidaturas de ruptura, como Bruno de Carvalho, dificilmente roubarão protagonismo a Godinho Lopes.

O único candidato oficial, Bruno de Carvalho, tem reunido com a banca e promete novidades para breve. A equipa com quem vai trabalhar, os apoios e a parte financeira serão divulgados na próxima semana.

FONTE:
jornal i online, 11-02-2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Duelo de gigantes em Alvalade

As eleições para a presidência do Sporting, agendadas para 26 de Março, vão colocar frente a frente dois gigantes do negócio da comunicação em Portugal. Luís Paixão Martins, o líder da LPM Comunicação, que também trabalha para o FC Porto, está a fazer a comunicação da campanha de José Braz da Silva. Godinho Lopes, que ainda não falou, mas está prestes a anunciar a sua candidatura, já tem a trabalhar consigo António da Cunha Vaz, líder da Cunha Vaz & Associados, um sportinguista que já fez a comunicação do Benfica.

Os peixes continuam a morrer pela boca

Costinha foi hoje despedido do Sporting. O conselho de administração que gere o futebol leonino entende que Costinha "violou, enquanto funcionário, regras básicas ao falar publicamente sobre questões do foro interno da SAD e do clube, agravadas pelos termos em que o fez e que consubstanciam intolerável falta de solidariedade". Elementar. Os peixes continuam a morrer pela boca.

O desabafo de Eduardo Barroso

"Não nos envergonhem mais."

Eduardo Barroso, "A Bola", 09-02-2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A fuga dos ratos

Há tantos ratos a fugir ou em transmutação que apetece ser solidário com Costinha, o pirómano. Ao que chegou o Sporting Clube de Portugal!...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Costinha: "Venda de Liedson foi negócio ruinoso"

“Eu não decidi a saída do Liedson. Soube do negócio só na parte final. Foi um negócio vantajoso a nível financeiro mas a nível desportivo o Sporting fica a perder. Foi um negócio ruinoso. O Liedson saiu e não entrou ninguém. Se o Sporting precisa de um ponta-de-lança, não entendo porque Liedson saiu."

"Na minha opinião, o Sporting ainda tem alguma coisa a ganhar, e perdemos prestígio. A decisão partiu da administração do clube. Decidiram que era um bom negócio. O Paulo Sérgio também soube na mesma altura que eu. Atualmente, tudo o que corre mal no Sporting, o responsável é o Costinha e o Paulo Sérgio.”

Costinha, "Sport TV", 07-02-2011

Bruno de Carvalho, uma lufada de ar fresco

Bruno de Carvalho, apresentado publicamente como empresário, presidente da Fundação de Solidariedade Social Aragão Pinto e antigo membro das claques sportinguistas Juventude Leonina e Torcida Verde, é o segundo candidato à presidência do Sporting Clube de Portugal. Carvalho elege 93 medidas para que o Sporting se assuma como "a maior potência desportiva nacional e uma das maiores da Europa".
Desde que comecei a editar o blogue LEÃO DA ESTRELA, em 23 de Agosto de 2006, que me cruzo com Bruno de Carvalho na Internet. Primeiro no “site” Centenário Sporting e, depois, através da Fundação Aragão Pinto e nas redes sociais. Isto para dizer que estamos perante alguém que ama o Sporting Clube de Portugal. É, por isso, um excelente candidato à presidência do Sporting Clube de Portugal. Pode não ser suficiente. Mas pode fazer a diferença. Nestes tempos muito difíceis para a nação sportinguista, Bruno de Carvalho é, pelo menos, uma lufada de ar fresco.

As macacadas de um presidente demissionário

Mesmo demissionário, José Eduardo Bettencourt continua a fazer macacadas em prejuízo do Sporting Clube de Portugal. Não se importou de vender Liedson por uns míseros 2,1 milhões de euros. Liedson que era o jogador mais importante da equipa, um dos melhores avançados do futebol português e da história do Sporting, que deveria ter acabdo em Alvalade, como qulquer símbolo que se preze de um grande clube. Descartar um jogador destes foi, por isso, encarado como um mero acto de gestão corrente.
Entretanto, o ainda presidente do Sporting veio agora dizer que a questão do treinador, essa sim, deve ser resolvida pelo próximo presidente. Ou seja, para José Eduardo Bettencourt, as prioridades da temporada foram vender os melhores jogadores Miguel Veloso, João Moutinho e Liedson, por menos dinheiro do que o Benfica realizou com a simples venda do defesa David Luiz...
Outra prioridade, sabemos agora, é manter o treinador Paulo Sérgio, mesmo que se revele incapaz como treinador da equipa. Pior não seria possível. Contado por antecipação ninguém acreditaria. É o trabalhinho dos nossos gestores de topo, ao que parece, sportinguistas desde pequeninos!...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Momentos de Liedson

Os milhões de Bettencourt

Os reforços contratados por José Bettencourt para a equipa de futebol em 20 meses de presidência custaram 39 milhões de euros, verba que inclui passes, ordenados e prémios de assinatura, apurou o CM junto de fonte leonina, que pediu para não ser identificada. O líder demissionário do Sporting gastou mais de 25 milhões só em contratações, desde que foi eleito (Junho de 2009): Matías Fernández, Pongolle, Torsiglieri, João Pereira, Evaldo, Pedro Mendes, Valdés e Paulo Sérgio.
Além do dinheiro gasto em passes, há ainda os ordenados de alguns futebolistas, que geraram mal-estar entre os dirigentes, casos de Maniche e Hildebrand (o guarda-redes alemão termina contrato no final da época e não vai renovar). Chegaram ambos a custo zero, mas entre salários e prémios de assinatura a SAD desembolsa cerca de dois milhões de euros/ano. Outro jogador que alguns dirigentes também têm focado nos bastidores de Alvalade é Marco Caneira: não faz parte do plantel e custa 850 mil/ano.
O CM apurou, ainda, que o futebol do Sporting representa uma despesa por temporada que ronda os 30 milhões de euros. Só em salários, são gastos 22 milhões com os futebolistas. Já Liedson, que renovou na presidência de Bettencourt, custou, em ano e meio, cerca de 2,7 milhões em salários. E tinha 600 mil de prémios em atraso.

FONTE: "Correio da Manhã", 06-12-2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Os comentadores e o funeral do Sporting

Os comentadores de futebol da nossa comunicação social peroram agora sobre a crise do Sporting nos jornais, nas rádios e nas televisões. Curiosamente, são os mesmos analistas que não tiveram olhos para a decadência, lenta, mas consistente, que, bem vistas as coisas, em termos do reforço da equipa de futebol, já decorre desde os últimos tempos da gestão de António Dias da Cunha, em 2005. Dias da Cunha que, é bom lembrar, em 2004, cerca de um ano antes de ter sido escorraçado de Alvalade, nomeara Pinto da Costa e Valentim Loureiro como os rostos do sistema corrupto em vigor no futebol português...
Agora, os comentadores que elogiavam o discurso miserabilista dos tempos de Filipe Soares Franco e Paulo Bento, quando o objectivo era conquistar o segundo lugar na Liga, sempre atrás do "amigo" Futebol Clube do Porto, são os mesmos que agora fazem o funeral do Sporting Clube de Portugal como grande clube do desporto português.
Está na hora de a nação sportinguista mudar este estado de coisas, para que o Sporting saia do pântano em que o meteram. O Sporting não é o Boavista. Tem dimensão nacional e internacional. Adormecida, mas existe. Ainda não sei como, pois só há um candidato no terreno, que gera mais desconfiança do que simpatia. Mas espero que a manhã do dia 27 de Março de 2011 seja a primeira de muitas manhãs de sol em Alvalade!... FOTO: "Record Online"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma noite e várias desilusões em Alvalade

Mais um jogo em Alvalade e mais uma desilusão para a nação sportinguista. É a sina desta época horrível, em que tudo acontece ao Sporting Clube de Portugal. Hoje, não foi só a desilusão pelo empate (3-3) ante o Naval, último classificado na Liga Portuguesa, que mais parecia uma equipa das nossas andanças. Hoje, foi também a desilusão pela saída de Liedson, que agora vai marcar golos para o Brasil, deixando um enorme vazio na equipa. Liedson que hoje foi, mais uma vez, o salvador leonino, inventando mais dois golos.
Sabemos que Liedson está perto do fim da sua carreira e que já não tem sido o Liedson de outros tempos. É verdade. Só que Liedson é mais do que um jogador. Liedson garantiu, por direito próprio, o estatuto de símbolo do Sporting. Ora, os símbolos não podem ser descartados, sobretudo em momentos de grave crise, de grandes dificuldades e de muita incerteza quanto ao futuro, como aqueles que o clube de Alvalade atravessa.
A não ser que seja verdade que a venda de Liedson se destina a obter dinheiro para pagar salários em atraso, pondo a nu a escandalosa gestão de José Eduardo Bettencourt, essa espécie de presidente que a banca arranjou e que agora vai embora. Seria bom que algum responsável do clube viesse a público explicar isto.
Liedson sai e o Sporting fica com um conjunto de jogadores que não servem para fazer uma equipa capaz de cumprir os objectivos propostos pelo conselho de administração do clube. Quem entra é Cristiano, um extremo de 27 anos que fez uns jogos no Paços de Ferreira, mas que não teve sorte quando emigrou para a Grécia, acabando no desemprego. O que nos vale é que temos ainda Paulo Sérgio, um antigo forcado que agora é treinador e que, mesmo sem Liedson e sem o pinheiro que desejava, afirma ser homem de "encarar o touro de frente".
Haja coragem, porque o Sporting é muito grande e vai, certamente, aguentar estes desmandos todos. Entretanto, sábado e domingo, a equipa vai estar em período de folga, segundo revelou um porta-voz leonino na conferência de imprensa após o jogo. E a gente a pensar que também tinha folgado nesta sexta-feira. FOTO: Francisco Leong (AFP - Getty Images)
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