sexta-feira, 29 de abril de 2011

Jorge Jesus. A alternativa a Domingos

Não é certo que Domingos Paciência seja o próximo treinador do Sporting. A extraordinária carreira do Sporting de Braga na Liga Europa faz aumentar o mercado de Domingos, ou seja, a sua força negocial. Sinal disso foi a notícia indicando que o treinador bracarense, e antiga estrela do FC Porto, impõe como condição levar para Lisboa toda a equipa técnica que trabalha consigo no Minho.
O que vale é que a realidade é dinâmica. A força de uns é a fraqueza de outros. Se Domingos está em alta, o mesmo não acontece com Jorge Jesus, o adepto sportinguista que treina o Sport Lisboa e cuja estrela deixou de brilhar em Carnide, onde tem sido alvo de críticas. Donde, a hipótese de Jorge Jesus regressar a Alvalade, agora como treinador, ganha cada vez mais adeptos entre os dirigentes leoninos.
O LEÃO DA ESTRELA sabe que Jorge Jesus poderá ser mesmo a alternativa de Godinho Lopes caso falhem as negociações com Domingos Paciência. Curiosamente, para que isso aconteça, também depende de Domingos, uma vez que, se o Sporting de Braga afastar o Sport Lisboa da final da Liga Europa, é quase certo que Jesus deixe de ter condições para continuar na colectividade vizinha do Colombo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mil-Homens afastado. Couceiro dirige Academia

A confirmar-se a novidade lançada aqui por Rui Calafate, é uma excelente notícia. Godinho Lopes afasta Pedro Mil-Homens e coloca a competência de José Couceiro a dirigir a Academia de Futebol do Sporting Clube de Portugal. Entretanto, Domingos Paciência coloca um problema à intenção de Godinho Lopes de colocar antigos atletas próximos do plantel principal, a começar por aqueles que foram prometidos na campanha. É que o treinador bracarense só aceita mudar-se para Alvalade se levar com ele toda a equipa técnica, onde se inclui Vital, curiosamente antigo guarda-redes leonino na década de 1980. Ele que é treinador de guarda-redes. E onde encaixar Nélson?... A questão não é pacífica. Será que Godinho Lopes aceitará as condições de Domingos Paciência? A seguir com atenção...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um mês de Godinho Lopes

Vamos ser claros: Godinho Lopes nunca será um Presidente carismático, até porque não tem características pessoais para isso. Parece sempre um "second man", um vice, o que ali está para ajudar a resolver os problemas com sensatez mas não para liderar multidões.

O que é certo, é que o seu primeiro mês foi bom. O Sporting estava em cacos, pela divisão dos votos e por um candidato que pretendeu ser Presidente, irresponsavelmente, pela via judicial, quando já se sabia que isso era impossível e bastava ter bom senso para não arrastar o nome do clube na lama durante esse período, algo que os sócios sensatos nunca irão esquecer.

Godinho Lopes tentou, de imediato, agregar as diversas sensibilidades, porque ninguém é dono dos votos, como bem disse na altura Pedro Baltazar, a não ser os seus.

Na sua primeira prova de fogo, em Alvalade, quando lhe prometiam manifestações contrárias (em que ninguém reparou), tirou da cartola a homenagem sempre justa a Artur Agostinho, e apresentou Moniz Pereira, Obikwelu e Naide Gomes no relvado.

Tem havido aproximação aos sócios e aos núcleos, tem-se sentido calma, falta sentir-se esperança e isso vai depender muito do que Luís Duque e Carlos Freitas têm na manga. O rei - o treinador - e os ases - os craques.

Neste período, notei apenas um erro, que advém do facto de Godinho Lopes não ser um homem da bola, algo que terá de melhorar. Demorou muito tempo a reagir à arbitragem do Porto-Sporting e se quer começar a marcar o seu caminho - e esse caminho terá de passar por divergir claramente do Benfica e do Porto - os tempos de reacção são fundamentais.

E quais serão as principais dificuldades para o futuro de Godinho Lopes? Exactamente as que foram detectadas na campanha. 

1- Repito, melhorar muito no capítulo do futebol onde é praticamente um leigo na matéria.

2 - Distanciar-se da imagem da continuidade e evitar falar de assuntos da banca. É a banca que tem de ir ao Sporting e não o Sporting a ir à banca.

3 - Manter unida uma equipa que tem muitas personalidades respeitáveis mas com muito ego, na terminologia da campanha a tal lista do saco de gatos. Que, para já, não tem mostrado sinais de fissuras e tem vindo também a trabalhar discretamente e bem. Ponho nomes:

Luís Duque e Freitas no futebol sabem da poda e vamos ver o que fazem; Carlos Barbosa com o marketing e comunicação, reeleito há pouco no ACP, é um nome de prestígio, mas já tomou uma decisão que, a meu ver é de perfil baixo e fraco, refiro-me à directora de comunicação e já escrevi sobre isso; Paulo Pereira Cristóvão, que tem estado a meter ordem na casa e a ensinar a alguns funcionários do Sporting que o clube não é a função pública, e já no terreno pela construção do novo pavilhão. Pode custar a muita gente, mas digo de antemão que este senhor vai ser o melhor vice do Sporting; Filipe Nobre Guedes, que deverá estar bastante calado pois é neste momento o que tem maior nível de rejeição entre os sócios.

Godinho Lopes não é especialista em bola, mas sabe de cimento. É esse cimento que manterá unida a sua equipa e, fundamentalmente, os sócios do Sporting. E uma nota final: é preciso dinheiro. E Godinho Lopes já avançou com garantias pessoais na ordem dos 2,5 milhões de euros para pagar despesas do clube. Teve um bom mês, há que elogiar.

FONTE: Rui Calafate, ex-apoiante de Pedro Baltazar, no blogue It's PR Stupid, 26-04-2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tonel, campeão na Croácia pelo Dínamo de Zagreb

"O sentimento é de grande alegria. É a primeira vez que sou campeão. Estou muito feliz. Não é o mesmo que ser campeão pelo Sporting, mas estou muito satisfeito."
Tonel, defesa-central do Sporting entre 2005 e 2010, vendido ao Dínamo de Zagreb pela dupla José Eduardo Bettencourt/Costinha, "Mais Futebol", 23-04-2011

sábado, 23 de abril de 2011

Godinho Lopes perde Alex Silva

"Não quero estar a falar mais na hipótese de me transferir para o Sporting", diz o defesa-central brasileiro Alex Silva, um dos trunfos prometidos por Godinho Lopes na campanha eleitoral que o levou à presidência do clube leonino. O jogador, que pertence aos quadros do Hamburgo, está emprestado ao S. Paulo, onde pretende continuar, contrariando a expectativa da dupla Luís Duque /Carlos Freitas. "Na próxima semana, o meu empresário terá uma reunião em Londres e explicará a situação aos dirigentes do Hamburgo. A minha vontade é ficar no São Paulo", explica o jogador, irmão do defesa-central benfiquista Luisão.
Entretanto, Godinho Lopes justificou a dificuldade em contratar o jogador com o preço inflacionado do atleta. Alex Silva é representado pelo polémico empresário Juan Figger, o mesmo que há mais de 20 anos trouxe as "unhas" de Jorge Gonçalves e que, nos primeiros seis meses de 2008, colocou em Alvalade o avançado brasileiro Rodrigo Tiuí.
"No momento de negociar, temos de ter a certeza de que os passes dos jogadores não estão a ser inflacionados e, neste caso, é isso que está a acontecer. À medida que a época se aproxima do fim, há ofertas de vários jogadores e temos de encontrar um equilíbrio entre aquilo que o Sporting precisa e aquilo que o mercado oferece", explicou o presidente do Sporting.
Será que Godinho Lopes não sabia que a publicidade feita aos jogadores negociados que, afinal, não estavam negociados iria dar nisto? Quem lhe disse para anunciar publicamente reforços negociados que, afinal, não estavam negociados, mentindo aos sócios do Sporting?...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Postiga. O primeiro reforço é de Bettencourt

Hélder Postiga vai fazer parte do plantel do Sporting na nova temporada, uma vez que José Eduardo Bettencourt e Costinha decidiram em Dezembro accionar o direito de opção que constava no contrato do jogador para que este ficasse mais uma época em Alvalade. É curioso que a notícia surja nos jornais, não apresentando Postiga como um jogador desejado pela dupla Luís Duque-Carlos Freitas (como acontece com os reforços virtuais...), mas como um fardo deixado por José Eduardo Bettencourt. É a propaganda sem carácter de Godinho Lopes a trabalhar. E por falar em Godinho Lopes, quando é que são apresentados os jogadores que prometeu?...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

João Gabriel "em defesa" do Sporting

O FC Porto-Sporting não pode ser esquecido tão cedo, porque o que se passou nesse jogo ilustra duas coisas. Em primeiro lugar, ilustra a vergonha que continua a ser a arbitragem portuguesa. Uma arbitragem que, nesse jogo em concreto, quando errou, errou sempre contra o Sporting. Em segundo lugar, a forma como o Sporting reagiu ao que aconteceu nesse jogo demonstra que, com Godinho Lopes na presidência, continua tudo na mesma. Com uma agravante: no âmbito da estratégia de guerrilha que tem alimentado com o FC Porto, o director de Comunicação do Benfica, João Gabriel, que não precisa de esperar pelos relatórios do observador da Liga e da polícia, consegue defender melhor o Sporting do que os dirigentes do próprio Sporting. Leiam aqui e confiram. É dramático. Não admira, por isso, que haja quem afirme que "a comunicação do Sporting está em 'outsourcing'".

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Rolando em desequilíbrio

Olhem para o Rolando em desequilíbrio. O jogador do FC Porto está tão desequilibrado que ainda tem forças para jogar a bola com a mão direita de modo a equilibrar o corpo... Além disso, o grande número de jogadores que estão à volta dele impedem o árbitro Artur Soares Dias de ver a jogada como deve ser...

Pinto da Costa esperava reacção de Godinho...

"Carlos Freitas não é propriamente um dirigente [do Sporting]..."

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, reagindo às críticas de Carlos Freitas à arbitragem do FC Porto-Sporting, RTP, 18-04-2011

domingo, 17 de abril de 2011

Roubo no Estádio do Dragão

Com o resultado em 3-2, a favor do FC Porto, o árbitro Artur Soares Dias não assinalou uma grande penalidade claríssima contra a equipa portista, já nos minutos finais, cometida pelo defesa Rolando, que seria expulso, pois já tinha visto um cartão amarelo. Não foi um erro grosseiro do árbitro. Foi um roubo. Mais um entre outros, que prejudicaram a equipa leonina ao longo desta temporada. O Sporting ficou, assim, impedido de poder fazer o empate, perdendo terreno decisivo na luta pelo terceiro lugar, ocupado pelo Sporting de Braga. Estou curioso para saber o que é que mudou no Sporting. Ou seja, estou curioso para saber o que, sobre este roubo, dirão Luís Duque, Carlos Freitas e, sobretudo, Godinho Lopes. O que fica para a história é que o Sporting perdeu o jogo e, provavelmente, o terceiro lugar. Rui Patrício não merecia.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Meia equipa do Sporting em grande na Liga Europa

Com a excepção do Sporting Clube de Portugal, o que é uma tristeza para os sportinguistas que amam o seu clube, as equipas portuguesas estão a realizar uma carreira brilhante na Liga Europa 2010-2011. De tal modo que, pela primeira vez na história, teremos uma meia-final entre duas equipas lusitanas (Sporting de Braga e Benfica), sendo igualmente possível uma final portuguesa, que também seria inédita. Excelente para o futebol português, mais a mais em ano de humilhação internacional, motivada pela entrada do FMI na gestão do País.
Mas, no que ao Sporting ainda diz respeito, o que interessa sublinhar é que uma das equipas, o Sporting de Braga, conta nas suas fileiras com três ex-jogadores leoninos que estiveram na brilhante caminhada europeia de 2005, que terminou na final de Alvalade, perdida para o CSKA de Moscovo. São eles Miguel Garcia (o herói de Alkmaar), Custódio e Hugo Viana. Mas há mais: nessa grande equipa leonina orientada por José Peseiro, começava a despontar João Moutinho, que no último defeso foi "dado" ao FC Porto. E ainda havia Carlos Martins, agora titular no Benfica. Isto para não falar em Silvestre Varela, então no quadro do Sporting.
Portanto, seis anos depois, do Sporting de 2004-2005, que foi à final da Liga Europa e discutiu o título até à penúltima jornada com o Benfica, mais de meia equipa está agora na alta roda do futebol europeu. Estamos a falar de seis jogadores portugueses, todos eles formados no Sporting Clube de Portugal. O que prova a grave crise de identidade do futebol leonino e o desastre que tem sido a sua gestão. Carlos Freitas, mais dado a comprar fora, sabe muito bem como é que cinco desses jogadores saíram de Alvalade, pois sairam no seu tempo...

Reforços garantidos que não estão garantidos

Nunca como agora tantos jogadores falaram para os meios de comunicação dizendo que estão disponíveis para jogar no Sporting. Há, porém, um problema: eles também dizem que ainda ninguém falou com eles.
"É um bom clube mas têm de falar com o Hapoel e com o meu agente", afirma o israelita Zahavi.
"Há outros clubes que manifestaram interesse no Garay mas, sim, o Sporting tem forte possibilidade de conseguir garantir a sua contratação", conta Ricardo Schlieper, empresário de Garay.
"Oficialmente ainda ninguém me passou nada, nem o Manchester, nem o meu empresário [Pini Zahavi], mas continuo feliz por saber desse interesse e poder defender o Sporting na próxima temporada será uma satisfação muito grande, um enorme prazer", afirma, por seu turno, o brasileiro Jô, que é representado por esse grande amigo do Sporting e de Carlos Freitas, o israelita Pini Zahavi, o empresário que "desviou" João Moutinho para o FC Porto.
"O meu empresário está em Lisboa e sei que vai ter uma reunião, mas ainda não sei nada", esclarece, entretanto, o brasileiro Alex Silva. 
"O processo está entregue ao meu empresário. Por vezes, as coisas andam muito depressa; depois volta tudo para trás... Não sei. Estou à espera que me diga algo", adianta o sueco Wendt.
Na campanha eleitoral, Godinho Lopes prometeu "uma política de comunicação". Mas o que está a acontecer no Sporting é verdadeiramente surpreendente. Há treinador sem haver treinador. Há jogadores sem haver jogadores. Tendo em conta a forma como Godinho Lopes ganhou as eleições, nada disto é de admirar.

domingo, 10 de abril de 2011

Rui Patrício e Yannick Djaló

O Sporting regressou às vitórias (2-0), continuando a lutar pelo terceiro lugar na I Liga Portuguesa. Frente à Académica, Rui Patrício, em excelente forma, garantiu a baliza inviolável e Yannick Djaló marcou dois bons golos que fizeram o resultado.
É bom lembrar que foram dois jogadores formados na academia leonina a fazer a diferença. Academia que foi esquecida durante toda a campanha eleitoral pela maioria dos candidatos, incluindo Godinho Lopes, para quem só havia reforços estrangeiros a contratar.
Curiosamente, fala-se agora numa eventual saída de Rui Patrício. Seria um erro grave. Agora que temos um guarda-redes formado, vê-lo sair sem dar um título ao clube seria fazer mais do mesmo, ou seja, mais daquilo que Godinho Lopes tanto criticou. Agora é que a dupla Luís Duque-Carlos Freitas tem de mostrar o que vale...

O jornalismo de investigação no seu melhor

"Após um período diretivo muito conturbado, Luís Duque e Carlos Freitas trouxeram alguma estabilidade ao seio do grupo verde e branco. A partir do momento em que Godinho Lopes venceu as eleições, os dois homens fortes do futebol sportinguista deitaram mãos ao trabalho, transmitindo confiança e motivação a um plantel que, esta época, tem vivido em constante turbulência.
Com uma integração dinâmica mas, ao mesmo tempo, progressiva, os dois dirigentes conseguiram captar, rapidamente, o respeito do grupo, o qual se sente bem mais protegido das pressões externas. Aliás, a forma como Luís Duque e Carlos Freitas trabalham surpreendeu alguns jogadores, que desconheciam a maneira enérgica com que os dois dirigentes pautam as suas ações."

FONTE: "Record", 08-04-2011

A directora de comunicação e outros modelos




Como ontem referi, o Sporting escolheu uma «especialista em transversalidade» para liderar a sua comunicação. E é um erro e vou explicar porquê.
A jornalista Irene Palma é bonita, mas desconheço-a e aos seus talentos. A sua escolha não é nada consensual por outros jornalistas desportivos. Revelo ainda que também se pensou num jornalista do Diário Económico para o cargo.
Godinho Lopes foi assessorado pela Cunha Vaz & Associados, bem assessorado pelo meu amigo, grande sportinguista e bom profissional, Miguel Morgado. A escolha de Irene Palma é uma decisão de Carlos Barbosa que vai mandar na comunicação e marketing do clube, e ninguém votou nele para isso. Logo, este vice-presidente vai fazer "as suas coisas" no clube.
Quando o Sporting, há um ano, escolheu Nuno Dias para liderar a comunicação do clube disse que era um erro tal como é um enorme erro a escolha actual. Porquê?
O Sporting cai no pequenino de escolher assessores de imprensa, uns tipos porreiros para os jornalistas, mas sem qualquer visão global do que é o Sporting enquanto Clube e Marca de elevado potencial.Um director de comunicação tem de ter outro perfil ou então escolher-se outro modelo na comunicação do clube. Um director de comunicação de um grande clube tem de ser um nome de prestígio, com experiência muito mais vasta do que apenas jornalista desportivo, tem de conhecer o mundo em que vive, conhecimentos de marketing, envolvimento com parceiros e patrocinadores, ser duro quando necessário. Dou dois exemplos e modelos para comparar.
O Benfica escolheu João Gabriel para esta área. Jornalista da SIC, com experiência na Amorim Turismo, assessor de um Presidente da República. Não gosto muito da figura, mas é competente. E dá mais nas vistas pois nem Vieira nem Jorge Jesus são comunicadores de excelência. Tem um perfil duro, sério, mesmo autoritário, dá o corpo às balas nos momentos difíceis e blindou a comunicação, que antes dele era um passador.
O Porto tem outro modelo e muito interessante. Tem um director de comunicação com experiência televisiva, o Rui Cerqueira, mas mais discreto. É apenas uma peça numa engrenagem que funciona bem e que sabe o que está a fazer. Ainda por cima Pinto da Costa e Villas Boas são bons na arena comunicacional.
Mas o Porto, tem também uma das mais fortes agências de comunicação, a LPM, na comunicação da sua Marca e nos momentos difíceis. Recorde-se que foi o próprio Luís Paixão Martins a estar envolvido na operação do Porto Canal, que será o veículo de transmissão, o canal Porto.
O Sporting, mais uma vez erra. Vai buscar apenas uma assessora de imprensa, que não blindará o balneário nem as relações com os jornalistas e não tem qualquer capacidade para pensar o universo Sporting e a sua Marca. Por exemplo, sobre o Canal Sporting, algo que escrevi durante as eleições, o que está a ser planeado? Patrocínios e merchandising o que irá acontecer? Comunicação institucional do Presidente?
O Sporting continua a pensar pequeno e mais uma vez, na área da comunicação, arranca atrás dos seus rivais. É um mau sinal.

FONTE: Rui Calafate, consultor de comunicação, Blogue It's PR Stupid, 10-04-2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A (a)normalidade das eleições do Sporting

(...) É sabido que a democracia é o melhor método, ou pelo menos o menos mau, para selecção de dirigentes; é, também, de todos conhecido que a normalidade está relacionada com o tempo e o contexto que enquadram a situação.
Assim tem sido ao longo dos tempos com o próprio conceito de democracia - a título de exemplo, em Portugal, até 1934, foi normal as mulheres não votarem.
Acresce que, se há área em que os portugueses têm "vantagem competitiva" e experiência é a das eleições, nomeadamente na vida política (com 11 eleições em apenas 10 anos e com mais uma dentro de um par de meses), pelo que o conceito de normalidade num contexto eleitoral deveria ser, por demais, conhecido dos portugueses.
Vêm estas considerações iniciais sobre normalidade a propósito das eleições no
Sporting, de onde - em minha opinião - a normalidade andou arredada. Sem qualquer pretensão de entrar por questões jurídicas, que não tenho a veleidade de pensar conhecer, o comentário que se segue é, muito mais, fruto da razoabilidade e da expectativa de ver nestas eleições um acto de completa normalidade democrática.

Antes das eleições já sabia, e não me parece que tal possa ser considerado normal que, ostentando o clube no seu próprio nome a designação "de Portugal", se obriguem os seus associados a vir a Lisboa para exercer o direito de voto. Tão pouco me parece aceitável que os sócios correspondentes não tenham direito a votar.

De resto, e reforçando o comentário do meu colega António Gomes Mota em artigo recente, também não me parece normal que, num clube com nove categorias de votantes e cinco candidaturas equilibradas, no limite, fosse possível ganhar umas eleições com 21% dos votos, correspondentes, por hipótese, a 10% dos votantes.
Ainda dentro de um contexto de (a)normalidade, aquando de um recente debate promovido pelo Mestrado de Marketing e Gestão do Desporto, realizado no ISCTE-IUL, fiquei também a saber pela boca de um ex-campeão nacional de ténis de mesa e aluno da minha Escola, que, com pena, tinha deixado de ser sócio-atleta para adquirir o direito de votar!


No Sporting, e, para cúmulo da (a)normalidade: no sufrágio eleitoral, que já se previa renhido, constatei que, não obstante existirem 27 mesas de voto, cada lista concorrente às eleições do Sporting Clube de Portugal apenas podia ter três delegados presentes no recinto onde decorria o sufrágio.

Ora, sendo certo que os delegados de cada lista concorrente, em cada mesa, são o garante da isenção e transparência do acto eleitoral (aliás, é o procedimento absolutamente inquestionável em qualquer eleição política) e ao inquirir sobre a razão de tal anormalidade, o argumento foi a existência de um grande número de listas: dez.
Ironia das ironias, ainda nas Autárquicas de 2009, exactamente para a Junta de Freguesia do Lumiar, onde se situa o Estádio, concorreram nove partidos. A questão óbvia é a de saber se seria considerado normal que, nessa eleição, a mesa fosse constituída apenas por um funcionário autárquico (neste caso, foi um funcionário do Sporting que esteve sozinho em cada mesa)?

No Sporting, a contagem dos votos foi feita depois de se terem junto todas as urnas com o mesmo número de votos, impossibilitando, desta forma, a comparação urna-a-urna com os cadernos eleitorais. Seria normal, nas eleições autárquicas, juntar os votos de todas as urnas para os contar (quando sempre se faz contagens por mesa)?

No Sporting, a contagem dos votos demorou cerca de 8 horas; o cidadão comum consideraria normal que a eleição autárquica de 2009, da Freguesia do Lumiar, com mais 4.000 votantes do que os do Sporting (18.979), nove partidos e votação para três órgãos, não tivesse demorado as duas horas do costume, mas sim 8 horas, como no caso do Sporting?

Por fim, ainda no Sporting, confrontado com a necessidade de justificar a demora dos resultados, um dos responsáveis afirmou aos canais televisivos, que tudo tinha decorrido normalmente e que a demora se deveu a uma afinação nos números. É isto normal?

Espero que este modesto contributo opinativo possa ajudar na revisão estatutária e processual do Sporting, que fortaleça a necessidade de criar um novo conceito de normalidade, a bem de um clima de saudável vivência pós-eleitoral.
Em contexto pré-eleitoral, espero que assistamos, no dia 5 de Junho, a um verdadeiro sentido da normalidade, própria de um país europeu do século XXI.

Pedro Dionísio, professor de Marketing, "Jornal de Negócios", 05-04-2011

Augusto Inácio e a verdade

"O Sporting precisa de estabilidade, mas também precisa de verdade. Quando a verdade for apurada, a partir daí os sportinguistas, ganhe quem ganhar, têm de estar unidos em redor do seu presidente. Mas a verdade tem de ser um facto e não uma mera suposição. Falámos sobre isso e que parece que se passou alguma coisa. Está no ar que alguma coisa de anormal se passou. O que está no ar? Sabem que o número de votantes é maior do que o número de pessoas que foram votar. Só por aí já cheira a qualquer coisa de anormal."

"[Eventuais incómodos que a providência cautelar acarreta na gestão e na preparação da próxima época são] uma falsa questão. Bruno de Carvalho até já disse que apoiava Luís Duque na preparação."

"[Lino de Castro] tem de defender a sua dama, a sua honra: era o presidente da Mesa da AG. Mas contradiz-se em muitos pontos. Uma delas foi dizer que ninguém lhe solicitou recontagem dos votos. E agora já vem dizer que à hora que foi, que era humanamente impossível fazer a recontagem de votos. Vou esperar que as instâncias judiciais se pronunciem."

Augusto Inácio, antigo campeão do Sporting, como jogador e treinador, candidato a vice-presidente na lista de Bruno de Carvalho, "A Bola", 05-04-2011

Baltazar ainda está em campanha...

"As pessoas têm de meter na cabeça que não valem os votos que tiveram. O Bruno de Carvalho não vale os votos que teve mas sim aqueles a que tem realmente direito. O único que tem direito aos votos que teve é o presidente, pois foi ele quem foi eleito. Até o dr. Eduardo Barroso já deixou de apoiar em termos formais o Bruno de Carvalho. Ele tem de meter na cabeça que as coisas poderiam ter corrido melhor, mas tem de esperar pelas próximas eleições porque os votos não são dele, são dos sócios do Sporting."

Pedro Baltazar, ex-candidato à presidência do Sporting, "A Bola", 07-04-2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Godinho Lopes e as auditorias

Godinho Lopes anunciou que vai avançar a prometida auditoria às contas do universo empresarial do Sporting Clube de Portugal. Para que não houvesse dúvidas da sua boa-fé, seria lógico que tivesse definido um caderno de encargos e decidido lançar um concurso público internacional para definir qual a empresa que irá realizar a auditoria. Nada disso, pois talvez fosse demasiado transparente.
Godinho começou por chamar os candidatos que perderam as eleições para combinarem a metodologia. Como Bruno de Carvalho foi, na verdade, o candidato mais votado em 26 de Março, só lá foram Dias Ferreira, Pedro Baltazar e Sérgio Abrantes Mendes.
Estes, juntamente com Godinho Lopes, irão definir um prazo, o âmbito da auditoria e as empresas que podem concorrer. Fácil será concluir que estaremos perante uma espécie de auditoria. A não ser que, entretanto, venha a público o resultado de uma auditoria interna, essa feita nos tempos de Filipe Soares Franco, que envolveu os processos de construção do novo estádio e da academia, e que ficou na gaveta.
Quem quiser saber mais que pergunte pelos seus resultados ao ex-presidente. Seria talvez uma forma expedita de poupar tempo e dinheiro. Mas é improvável que isso aconteça. Quem sabe da existência dessa auditoria dos tempos de Soares Franco diz que o problema seria deixar que a informação sobre ela fosse do conhecimento público. Sobretudo agora que o Sporting tem um novo presidente...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Lino de Castro, o afinador-mor

Eis uma figura que eu não sabia que existia: Lino de Castro, presidente da assembleia geral cessante e organizador do vergonhoso processo eleitoral do Sporting Clube de Portugal, em 26 de Março de 2011. Numa entrevista publicada hoje no jornal "A Bola", este indivíduo revela todas as suas qualidades, dividindo ainda mais a nação sportinguista. Diz ele que Bruno de Carvalho "tem mau perder".
É preciso ter em conta que Lino de Castro ocupava um lugar - a presidência da assembleia geral - que era suposto representar todos os sportinguistas. Por outras palavras, ocupava um lugar em que não poderia tomar partido. Mas sempre se comportou como líder de uma facção. Um líder fraco, mas um líder, afinal, o que havia disponível para o serviço da noite eleitoral.
Dias depois, e sabendo da guerra civil que divide os sportinguistas, Lino de Castro continua a comportar-se como líder de uma facção - a facção que, pela madrugada, à pressa e sem dignidade, foi empossada como gestora do clube de José Alvalade.
Ora, o Sporting Clube de Portugal, o verdadeiro Sporting Clube de Portugal, dispensa estes afinadores eleitorais, que são a nossa vergonha colectiva, transformando o nosso clube num palco de violência e num motivo de gargalhada nacional...

Providência cautelar não afecta Sporting SAD

“Mais do que tudo, o Sporting precisa de um presidente que saia de umas eleições legítimas, sem dúvidas e sem irregularidades, inconformidades ou manipulações. E foi o que aconteceu. Esta providência entra para segurar os direitos do Sporting Clube de Portugal, dos seus sócios e adeptos, contra umas eleições que, já está mais do que visto, não correram da forma que deveriam ter corrido.”
“Uma das grandes preocupações das pessoas é saber se esta providência vai impedir de preparar a próxima época. A providência é sobre o Sporting Clube de Portugal, foi aí que fomos a eleições, e não sobre a SAD. Portanto, a SAD não pára. O que acontece é que, sendo providência diferida, voltam a tomar conta do Sporting as pessoas que já lá estavam.”
“Temo muito mais que o Sporting seja conhecido por ter um presidente que advém, porque é isso que se diz, não é isso que eu digo, de umas eleições fraudulentas e de vigarice. Prefiro muito mais que se diga que no Sporting se procura defender muito mais a verdade do que sermos conhecidos por um clube que tem um presidente que não é legítimo. Não há dúvidas quanto a isso. Se me perguntar se, para mim, claro que era muito mais cómodo estar a ver esta Direcção a afundar-se, porque não tem outro remédio, e apenas colher os louros dos 36,15 por cento dos votos sem ter de cumprir qualquer promessa, pois não fui eleito. Mas tive mais quase 1600 pessoas a votar em mim e toda a gente dizer que serei presidente agora ou dentro de pouco tempo... Afinal, eu era um mafioso e vigarista, devia a tudo e a todos, e agora já vem Godinho Lopes pedir desculpa e quer muito trabalhar comigo, portanto agora já sou um excelente gestor...”
“Os restantes candidatos não foram prejudicados nestas eleições, é lógico! Pensa que se eu tivesse um por cento, oito por cento ou dezasseis por cento iria impugnar as eleições, mesmo que soubesse o que se passou? Vinha cá fora e contava o que se passou. Estamos a falar de três mil votos. Acrescente três mil votos a cada um desses candidatos. Ganhava? Não. Acrescente três mil votos a mim. Ganhava? Ganhava! E por muitos! Sou o único que tenho legitimidade para pedir, independentemente de Dias Ferreira já ter confirmado irregularidades, através de um comunicado. Mas agora já foi pressionado a escrever outro a dizer que aceitava. Mas a verdade é que o disse.”
“Vou explicar como se processa umas eleições. A pessoa chega ao primeiro guichet, apresenta o cartão e a pessoa diz que não pode votar. Sabe porquê? Ou porque é sócio-correspondente, eu vi um, ou porque só tinha 18 anos, que alarvidade! Mas o sócio-correspondente, e está nos estatutos, pode votar. Mas como não há regulamento eleitoral, não pode... Mas havia um terceiro que não podia caso não tivesse as quotas pagas. Pagava-as e, nesse momento, o sistema informático permite que ele vote. Voltava ao processo normal, mostra o cartão e, sim senhora, vá votar. Não pode haver desconformidades nos sistemas informáticos. Não pode!”
Bruno de Carvalho, candidato à presidência do Sporting, derrotado depois de ter sido dado como vencedor, sobre a providência cautelar e a impugnação das eleições, “A Bola”,  03-04-2011 FOTO: Imagem da edição Lisboa de "O Jogo", 27-03-2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Até tu, Brunus?

A voz da nação sportinguista.
Blogue Cacifo do Paulinho

"Escrevo-te enquanto o Sporting joga à bola. Para sublinhar o simbolismo da tua iniciativa. Há dois Sportings – e não me refiro à tua bizarra distinção entre o Sporting e o Sportem, o primeiro dos sócios e o segundo dos que estão no poder dentro do clube, uma teoria parva e desmentida pela existência de gente como Sousa Cintra, Paulo Bento ou o sr. da mercearia da minha rua. Há dois Sportings porque há o clube que joga à bola e o clube que gere o jogo da bola.
O clube que joga à bola está ali, a dar na TV. (E esta, do Carriço a trinco, gostas?) E eu estou aqui, a perder tempo com o clube que gere o jogo da bola. Primeiro, porque o Sporting joga mal à bola. Segundo, porque para jogar bem à bola precisa que haja competência na sua gestão. E paz. Este é o conflito, o dilema insanável, para mim, na tua iniciativa. 
Tenho dúvidas sobre a tua competência, mas votei em ti de olhos fechados. E, para mim, ganhaste. Moralmente, és o presidente do Sporting, porque tiveste mais votantes que o presidente empossado. O sistema dos votos “aditivados” está errado. Mas eram as regras do jogo, que também te podiam ter beneficiado, se tivesses sabido fazer uma campanha mais “adulta”. Se tivesses sido mais convicente sobre a tua competência.
Não tenho dúvidas sobre a falta de paz que trouxeste ao clube. Isso não é necessariamente mau. O Sporting estava num estado que precisava de uma boa guerra: de ideias, propostas, projectos, atitudes, personalidades. Mas não teve nada disso. Teve uma guerra intestina. Nisso não estás inocente, mas os outros são muito mais culpados.
Portanto, não garantes competência e não trazes paz. Precisavas de ter ganho por goleada, para contornar estas duas questões. E para aguentares o terrorismo que se ia seguir à tua tomada de posse. Não conseguiste (este Postiga continua em grande, ficavas com ele no clube?).
Li as entrevistas todas de hoje. Sobre o que se passou há uma semana, as tuas revelações deviam ter sido feitas no dia seguinte. Aí, erraste. Porque deixaste que o Godinho e os seus capangas cristalizassem a “vitória” sem contraditório (a tua convicção na violência subsequente é ingénua). Sobre a contestação jurídica, deixas-me desiludido. Não dizes o fundamento, não falas em factos, falas em versões e desmentidos. Eu acho que tens razão. Mas “acho”. Não sei. A discrepância entre os votos registados e os finais já foi explicada. Eu não acredito, mas foi explicada e seria (será?) explicada em tribunal. Fica sujeita à interpretação e credibilidade. (já viste o golo que o Djaló falhou, incrível não é?)
Eu quero paz e respeito pelo clube. O recurso aos tribunais não traz nem paz, nem respeito. Trará justiça? Duvido. Vai parar o clube (essa de quereres que o Duque fique se o resultado das eleições for suspenso é ridícula, ó Bruno, então só suspendes o que te interessa?), vai atrasar a próxima época e vai continuar a fazer do clube uma piada nacional.
Mas o que querias então que fizesse? Oiço-te perguntar de forma silenciosa. Aquilo que, suspeito, vais acabar por fazer. Mudar por dentro. Ires a uma AG, dar força à palavra dos teus sócios (agora com a garantia de a mesa ser tua), mudares as regras inquinadas do jogo, servires de (penalty!) de oposição coerente, de vigilância activa, preparares a tua ascensão ao poder. Sem guerras, mas numa paz intensa e rica. 
(Golo! Ganda Matias! Tenho tantas saudades do Sporting, da bola, percebes?)
Espero que não te deixes inquinar pela tua própria ambição. Eu não gosto do Godinho, preferia que estivesses lá tu, não gosto do Domingos, preferia que fosse o Van Basten (ou, melhor, o preparador físico que vinha com ele), não gosto do poder da banca, preferia que fossem os russos. Mas não me importo com o Duque (como tu, pelos vistos), nem com o Manuel Fernandes (como tu, imagino), por exemplo.
E, sobretudo, não me importo de me preocupar exclusivamente com o que se passa ali na TV. Estou cansado de levar o Sporting demasiado a sério. Não leves a mal, mas eu preciso do Sporting para me entreter nos intervalos da minha vida a sério, que já me dá muito trabalho, demasiado até. Percebes isso, não percebes? Torço por ti, sou um “carvalhista”, mas acima de tudo sou um cidadão, um contribuinte, um profissional por conta de outrem, um filho, um neto, um amigo, um namorado (sem ordem de prioridades). E, para o que interessa aqui, um sportinguista. Isto tudo vem à tua frente. E não quero que até tu, Brunus, me tires o Sporting que eu preciso. O Sporting que joga à bola. Olha, vou ali ver o livre do Matias… (ahhhh… quase… ele é que é o maior!). Abraço, deste que te preza."

João Lagos critica eleição de Godinho Lopes

"Foi com tristeza e surpresa que encontrei o processo eleitoral do Sporting perfeitamente antiquado. Não me passava pela cabeça que, no século XXI, na era das novas tecnologias, num clube com o prestígio do Sporting essas questões mais básicas da vivência democrática ainda não estejam resolvidas. É impensável que os sócios se dirijam às urnas e esperem horas a fio para votar. É pré-histórico. E tenho muita pena que não haja uma segunda volta. É o mínimo que se exigia."

"Custa-me a aceitar que o candidato eleito não se tenha disponibilizado para uma segunda volta. Seria um processo mais correcto."

João Lagos, apoiante de Pedro Baltazar, sócio do Sporting há mais de 50 anos, "Diário Económico", 04-04-2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Godinho sabia que o fundo estava caducado

"Concerteza que sabia", diz ele,
denunciando que não falou verdade

O presidente do Sporting confirmou ao i que sabia da suspensão do fundo na CMVM, ao contrário do que afirmou durante a campanha eleitoral.
Após a notícia da suspensão do fundo de jogadores para o Sporting, criado pela direcção de José Eduardo Bettencourt, Godinho Lopes confirmou ontem ao i que vai "reactivar" o investimento a breve prazo. Com a renúncia da entidade gestora - Espírito Santo Activos Financeiros, SA (ESAF) - à autorização da CMVM para a constituição do fundo, só com um novo processo o clube poderá ter luz verde do organismo regulador.
Questionado se tinha conhecimento da suspensão (no dia 8 de Fevereiro) ainda antes de tomar posse como presidente do Sporting, Godinho Lopes respondeu desta forma: "Com certeza. Mas não vou alterar nada nesse fundo."
No entanto, o líder leonino chegou a afirmar em debates e entrevistas, durante a campanha eleitoral, que o fundo estava em "banho-maria". Ora, afinal, já desde 8 de Fevereiro que estava suspenso. E a sua reactivação não é possível, devido às regulamentações da CMVM. A entidade reguladora explicou ao i que, quando uma autorização é cancelada, o processo tem de começar do zero.
No entanto, o fundo criado pela anterior direcção serve de base para a constituição de um novo mecanismo de investimento. É por isso que o novo presidente do Sporting está confiante que o encaixe financeiro possa ser feito a breve prazo, isto porque, segundo explicou ao i, não serão feitas alterações nas avaliações dos jogadores.
"Não sei quando o processo estará concluído, porque isso agora depende da CMVM". José Eduardo Bettencourt, antigo presidente do Sporting, chegou a criticar os valores pelos quais os atletas leoninos foram avaliados, segundo ele abaixo do previsto. Mas esses valores (Carriço, por exemplo, será cifrado em 6 milhões de euros, enquanto ex-juniores do Benfica, como Roderick e Nélson Oliveira, chegaram aos 8 milhões cada um) são para manter. "Vou reactivar o fundo e está previsto manter tudo como estava anteriormente: os valores, os jogadores...", insistiu Godinho Lopes.
Desta forma, o Sporting fará um encaixe na ordem dos 15 milhões de euros, que poderá ser importante na preparação da próxima época. Recorde-se que tinham sido associados oito jogadores à candidatura de Godinho Lopes como possíveis reforços (Alex Silva, Garay, Rodríguez, Wendt, Zahavi, Bobô, Hugo Almeida e Jô), enquanto o treinador em 2011/12 será Domingos Paciência, actual técnico do Sporting de Braga (que agora, curiosamente, terá recebido uma proposta de renovação para se manter mais dois anos no Minho).
À margem disto, a vida segue normal em Alvalade. Depois da tomada de posse de Godinho Lopes na segunda-feira e de uma conversa com o plantel leonino, ontem foi a vez de Luís Duque se deslocar à Academia. O vice-presidente para o futebol esteve no balneário e subiu depois ao relvado na companhia de José Couceiro. A mensagem a passar aos jogadores é de incentivo, para que o Sporting consiga terminar a temporada no terceiro lugar, o objectivo possível neste momento.

FONTE: Pedro Miguel Neves, jornal i, 01-04-2011

Godinho Lopes começa cedo...

A voz da nação sportinguista.
Blogue Sporting na Mente

"Godinho Lopes ainda ontem foi eleito como novo Presidente do Sporting e já hoje começou a dar o dito por não dito.
Na campanha eleitoral, ele era Garay, Alex Silva e Rodriguez, todos defesas centrais, passando pelo lateral Wendt, o médio Zahavi e o avançados Hugo Almeida, Bobo e Jô.
Hoje, um dia depois de ter sido eleito, "a probabilidade dos reforços virem terá de ser estudada". Sinceramente, na minha opinião, estes 8 jogadores até nem podem ser considerados reforços, já que não são jogadores por aí além... Agora ter prometido uma coisa e a seguir vir logo desmenti-la, mostra bem do que esta lista vale.
Para ajudar à festa, o nome de Domingos Paciência, que nem me agrada muito, também já é cada vez mais discutido, vindo agora à baila o nome de... Rui Vitória! Isto promete..."

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