domingo, 31 de julho de 2011

O que eu vi ontem do Sporting

Duas notas prévias: considero que o Presidente, Godinho Lopes, tem feito um bom trabalho desde que assumiu a direcção. Digo isto para evitar já dizerem que «lá vêm dizer mal».
Segunda nota: ficou bem claro que os sportinguistas estão unidos em torno desta equipa e com muita esperança nesta época. Mais de 48 mil adeptos presentes é muito positivo.
Mas nesta fase da época, em que todos desejamos o melhor para a equipa, o que se passou ontem é motivo de crítica e de correcção atempada para se evitarem futuros dissabores.
Há pouco tempo, fui almoçar com um amigo jornalista desportivo que tem responsabilidades editoriais. E ele antevia o seguinte e eu concordei: o Braga é o Braga e o Sporting precisa de jogar com a linha defensiva mais avançada.
Sendo assim, precisa de centrais rápidos, pois os adversários vão jogar no contra-ataque explorando as costas da defesa, e os defesas do Sporting não são muito rápidos. E acrescentava: o Polga é o melhor defesa deste sporting e não sei se isso é bom sinal. O meu amigo acertou na "mouche".
Ontem percebeu-se porque o americano nunca jogou no Milão e Carriço é um central banalíssimo. E os laterais são razoáveis.
Depois, o meio-campo foi estrangulado e notou-se falta de criatividade. Chamo a atenção que uma coisa é jogar em 4-4-2 losango, outra em 4-1-3-2. E como se viu, em losango o Izmailov é um grande jogador pois tem mais bola, ontem foi mais ala e ele não é um ala, ficando, logo, muito tempo fora do jogo. Quando entrou André Martins a equipa ganhou criatividade, algo que não teve durante 45 minutos, o que nos leva a pensar que o sistema tem de ser repensado para se integrar Matias Fernandez. Provavelmente um 4-2-3-1, com Schaars mais ao lado de Rinaudo e Matias à sua frente.
No ataque, gosto do Rubio, Postiga, como sempre, dos mais assobiados e chamo a atenção que o avançado de nome difícil que custou 5,4 milhões de euros já começou no banco.
Deixo notas de expectativa elevada para Capel, pormenores muito interessantes do Carrillo e André Martins e relembro que o central mais rápido do Sporting se chama Ilori e não jogou. E tenho muita pena que o joão Gonçalves não fique pois é um bom lateral e um produto da nossa cantera que na comparação não perde muito para o João Pereira. E vi o Valência no final do jogo ainda a trabalhar no campo para exercícios de descompressão.
Vamos a tempo, vamos continuar a confiar, mas com uma defesa daquelas vai ser muito difícil. Por isso em vez de se procurarem mais jogadores para o ataque, devia-se repensar o que está pior.
 
Rui Calafate

Um documento extraordinário

Em cima: Laranjeira, Pedro Gomes, Gonçalves, Américo Thomaz, Manaca, Marinho e José Carlos; em baixo: Vítor Damas, Chico Faria, Nélson, Fernando Peres e Dinis.

Esta imagem, que encontrei no magnífico blogue Armazém Leonino, é um documento extraordinário. Não só por mostrar uma equipa na sua maioria constituída por jogadores portugueses do Sporting Clube de Portugal, que venceram o Benfica por 4-1, conquistando a Taça de Portugal 1970-1971, mas pelo facto de nela constar o Presidente da República de Portugal, Américo Thomaz. Um caso raro em que o Presidente da República, que por tradição entrega a Taça de Portugal à equipa vencedora, participou na fotografia da equipa. Outro dado importante: pelo menos sete deste jogadores foram campeões nacionais pelo Sporting três anos depois (1973-1974), o que significa que, nesses tempos, as competências eram adquiridas à custa de um trabalho continuado, o que hoje não é possível, dada a forma como funciona o mercado de jogadores. Outra curiosidade: o jogador colocado à direita, em baixo, é Dinis, que neste sábado, 40 anos depois, regressou a Alvalade, a convite do presidente leonino, Godinho Lopes.

sábado, 30 de julho de 2011

O embate com a realidade


Depois dos jogos com um índice de dificuldade menor, os sportinguisas tiveram um terrível embate com a realidade, no Estádio de Alvalade, que encheu, como não acontecia há alguns anos, com uma multidão que assistiu a uma pesada derrota ante os espanhóis do Valência, por 3-0. Mais do que o resultado foi notória a incapacidade leonina ao longo da partida para contrariar uma equipa mais sólida, que foi terceira classificada no campeonato espanhol e entrou directamente na Liga dos Campeões.
Depois da propaganda distribuída em doses maciças nos jornais desportivos, onde todos os jogadores contratados são craques de primeira qualidade prontos a explodir, fica a sensação de que, 15 milhões de euros depois, continua quase tudo na mesma em Alvalade.
A euforia que se espalhou entre a naçao sportinguista não teve correspondência no futebol produzido dentro do campo. Porque, para além das mudanças que precisam de tempo para serem assimiladas, também parece evidente que "a dupla Luís Duque-Carlos Freitas" gastou dinheiro mas não conseguiu resolver os problemas do sector defensivo, onde predomina a falta de qualidade e a lentidão. Ora, uma defesa assim não pode jogar tão subida no terreno, como gosta Domingos Paciência. Explorando essa lacuna, os espanhóis ganharam como quiseram.
No fundo, este jogo serviu para arrefecer os ânimos. O Sporting ganhador ainda não está de volta. Há muito trabalho pela frente.

domingo, 24 de julho de 2011

Rinaudo e Schaars. Patrões do novo Sporting


O Sporting venceu a Juventus por 2-1, com dois golos de Yannick Djaló, em jogo disputado em Toronto, no Canadá, que começou às zero horas deste domingo, hora de Lisboa. O Sporting está mesmo de volta. O segredo está no trabalho táctico de Domingos Paciência, que coloca a equipa a jogar futebol como quem quer ganhar o jogo, de cabeça levantada e no campo todo. E está, sobretudo, na acção dos dois patrões do meio-campo: Rinaudo, excelente nas acções defensivas, e Schaars (na foto) a pautar o ritmo das acções ofensivas. Temos equipa. FOTO: "A Bola"

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A expectativa no Sporting


Tudo na vida se gere por expectativas. No futebol também assim é.
O Sporting parte para a nova temporada com expectativas altas. Mas de diferentes formas.
Para os adeptos, todos os anos há expectativas. Este ano até são mais elevadas, pois o plantel é incomparavelmente melhor.
Para o plantel, as mesmas expectativas têm duas faces: o apoio incondicional dos adeptos que estão unidos, mas também uma maior pressão. Vamos ver se, psicologicamente, estarão preparados para a suportar.
Para a direcção, a mesma coisa. Gastou-se alguma coisa, há qualidade. Mas os sportinguistas querem títulos e não perdoarão uma derrocada como no ano passado.
Há um ponto a justificar toda esta equação: o treinador Domingos Paciência. O plantel foi feito à sua medida e a responsabilidade será dele. Se tiver a mesma a capacidade e a sorte que teve em Braga vamos ter um bom ano.
Mas eu sou mais pragmático: temos de nos mentalizar que estamos bem melhor, ninguém pode prometer o campeonato, apenas uma luta taco-a-taco com os principais rivais. E desejo, acima de tudo, boa qualidade de futebol. Algo que já não vejo desde José Peseiro.
Precisamos de sorte e alguma atenção às obscuras esferas que decidem no nosso futebol. De resto, a expectativa é alta.

Rui Calafate

A revisão dos estatutos

O Sporting está a proceder à revisão dos estatutos que regem o clube. É uma proposta que foi elaborada por uma comissão em que estiveram, em principio, representadas todas as sensibilidades existentes no universo leonino. Esta comissão é, de alguma forma, o espelho daquilo que foi a vontade expressa pelos sócios nas últimas eleições. Foi um trabalho aturado, sério e, conhecendo como conheço alguns dos membros dessa comissão, realizado a pensar sempre nos superiores interesses do clube.
No próximo sábado serão discutidos e votados em Assembleia Geral. A seriedade com que a Mesa da Assembleia Geral está a tratar da organização desta reunião magna, e o respeito que está a demonstrar pelo clube e pelos seus associados, exigem obrigatoriamente que todos os que estiveram presentes no Pavilhão Atlântico tenham a mesma atitude de respeito e de serenidade para com quem dirige os trabalhos. E além disso que tenham sempre presente que o que se discute naquela sala é a revisão estatutária e não outros aspectos da vida do clube que poderão, e deverão, ser discutidos noutros dias e noutros locais.
Aquilo que vamos debater é o resultado do consenso possível entre as diversas correntes que existem hoje no Sporting, como tem sido amplamente referido, e não as ideias do Conselho Directivo ou de qualquer uma das listas que concorreram ás eleições de 26 de Março passado.
Aquilo que vamos discutir não está perfeito, todos os envolvidos na sua elaboração o reconhecem, mas é um documento com mérito e a partir do qual se poderão começar a criar os mecanismos de defesa do clube, no sentido de que as alterações que inevitavelmente ocorrerão num futuro próximo, sobretudo na posição do Sporting na SAD e nas diversas empresas participadas, não sejam tão lesivas para o clube e não façam desaparecer, definitivamente, o Sporting tal como o conhecemos hoje. Este é o primeiro passo, outros se seguirão, mas se existir coragem, bom senso e inteligência talvez o Sporting não tenha que seguir o rumo que lhe foi traçado por alguns que, fruto da sua incompetência e do seu servilismo, o têm transformado num clube cada vez menos grande.
A relação dos adeptos com o seu clube é muito pouco racional, e não poderia ser diferente, baseando-se acima de tudo nas emoções. Mas no próximo sábado é fundamental que prevaleça a razão, ainda que temperada, aqui e ali, pela paixão que nos liga ao Sporting.
É essa razão que permitirá, a todos, ouvir o que cada um tem para dizer, sem rótulos, sem pressões, sem fantasmas e sem guerras absurdas que não se justificam nem se admitem, e decidir em consciência, sem manipulações e de forma verdadeiramente informada, ao contrário do que tem acontecido, infelizmente, em ocasiões anteriores.
E é acima de tudo um grande ocasião para os sócios do Sporting demonstrarem que sabem o que querem para o clube e qual o papel que querem desempenhar na vida desta instituição centenária.

Virgílio Lopes

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Investidores confiam no Sporting

O empréstimo obrigacionista lançado pela SAD do Sporting foi subscrito em 158% por mais de 2700 subscritores, informa fonte leonina. Por outras palavras, a operação foi um sucesso. Ao contrário dos técnicos da DECO, os investidores confiam no Sporting.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sportinguistas lançam nova época no Porto

Manuel Fernandes, uma das figuras leoninas presentes no Porto

O Solar do Norte, delegação sportinguista com sede na cidade do Porto, está a organizar o "lançamento da época 2011-2012 no Norte do País, num evento para toda a família", a realizar no próximo domingo, 24 de Julho, na Fundação António Cupertino de Miranda, à Avenida da Boavista. Os sportinguistas aderentes poderão participar na Tertúlia “As Grandes Glórias e o Futuro do Sporting”, com a presença de ex-capitães de várias gerações como Fernando Mendes, Manuel Fernandes e José Leal. Ao mesmo tempo, os interessados poderão tornarem-se sócios do Sporting Clube de Portugal, regularizar a sua situação enquanto associados, se for caso disso, adquirir "merchandising" oficial e participar num convívio promovido pela delegação do Sporting “Solar do Norte”, envolvendo dirigentes, núcleos, delegações, filiais e sócios de todas as idades e de várias regiões do Norte do País. Com início pelas 12h30, com o almoço comemorativo do 21º Aniversário do Solar do Norte, o convívio prossegue com a Tertúlia “As Grandes Glórias e o Futuro do Sporting”, pelas 15h00, "onde se pretende promover a partilha de experiências por parte de antigos atletas de referência e fomentar a importância da memória colectiva na construção de um futuro de sucesso", anuncia o Solar do Norte, em nota enviada ao LEÃO DA ESTRELA. Para mais informações e reservas devem consultar o Solar do Norte pela Internet, em http://www.solardonorte.org.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DECO "chumbou" Benfica. Ninguém deu a notícia...


A associação de defesa do consumidor DECO desaconselhou o investimento na SAD do Sporting Clube de Portugal e o clube de Alvalade reagiu com surpresa, face ao estranho veredicto de uma organização que Rui Calafate, com grande oportunidade, classificou como a “primeira agência de ‘rating’ portuguesa”. No fundo, o que a DECO disse foi o seguinte: não invistam no Sporting porque o Sporting é “lixo”, estando "quase em falência técnica".
Já não é a primeira vez que a DECO analisa os investimentos nos clubes de futebol, aconselhando os seus associados e o público em geral. Como faz, aliás, em relação ao investimento no mais variado tipo de produtos. Desta vez, a DECO emitiu um parecer sobre o empréstimo obrigacionista lançado pela SAD do Sporting, considerando que as obrigações leoninas – que prometem uma rendibilidade de 9,25% ao ano – são de risco elevado, desaconselhando, por isso, a sua subscrição. Afinal, como, responsavelmente, alerta o próprio Sporting, na campanha de publicidade que lançou para divulgar o produto financeiro, “rentabilidades mais elevadas podem importar riscos mais elevados”.
Curiosamente, em 2010, a mesma DECO chegou à mesma conclusão ao não recomendar a compra de títulos de dívida da Benfica SAD, as quais prometiam um rendimento de 4,8% ao ano até 2013. “Não recomendamos”, foi o veredicto dos técnicos da DECO, justificando que “a Benfica SAD tem um passivo excessivo e o endividamento à banca tem um peso considerável na estrutura da empresa”.
Então o que é que mudou? Em apenas um ano, a DECO demonstrou a mesma opinião negativa sobre dois produtos financeiros semelhantes de dois clubes de futebol, desaconselhando a sua compra. A única diferença é que, enquanto o parecer negativo sobre o investimento no Benfica foi escondido por baixo do tapete das redacções dos jornais (não tendo sido notícia nos meios de comunicação de grande audiência), já o parecer negativo sobre o investimento do Sporting mereceu a maior cobertura noticiosa, porque houve alguém que agora teve a atenção que antes faltara.
Não acredito que estas más práticas jornalísticas, que contribuem para o descrédito do jornalismo, sejam fabricadas de propósito para prejudicar ou beneficiar este ou aquele clube. Mas a verdade é que estamos perante mais um caso em que a imprensa portuguesa, perante a mesma situação, usou pesos e medidas diferentes, sendo de admitir que a cor das camisolas tenha tido influência decisiva. Só assim se explica mais uma notícia negativa sobre o Sporting Clube de Portugal.

sábado, 16 de julho de 2011

Acosta. “O Paulinho vibrava mais do que nós”


Ao serviço do Sporting Clube de Portugal, entre 1999 e 2001, o internacional argentino Acosta,  o grande Beto Acosta, ou simplesmente Matador, para os adeptos leoninos, ganhou um campeonato nacional e uma Supertaça portuguesa. Fez 99 jogos e marcou 48 golos. Deixou a sua marca. Em Alvalade não há quem não se lembre dele. Hoje dá uma entrevista ao jornal “i”. Eis o que importa reter sobre a excelente passagem por Alvalade:

“[Ao ingressar no futebol europeu aos 32 anos] queria provar a mim próprio que estava bem. E o Sporting pareceu-me o desafio ideal. Está no meu coração, é um clube com uma história riquíssima e uns adeptos muito especiais. A começar no Paulinho, o roupeiro. Ele vibrava mais que nós...”

“Havia tanta boa gente... (…) Além dos argentinos Duscher, Quiroga, Hanuch e Kmet, o Beto, o Rui Jorge, o Barbosa, o Nuno Santos, que era o terceiro guarda-redes. Era jovem mas tinha carisma. E o César Prates, não me poderia esquecer dele. Ele simplesmente ria-se de tudo e mais alguma coisa. Até nos jogos. Às vezes falhava um cruzamento, eu olhava para ele e já o via a recuar para o seu lugar com uma cara de menino traquinas, que tinha feito uma asneira mas que não queria que lhe dissessem nada. Que figura!” 

“A verdade é que a segunda época [1999-2000], a primeira completa, foi um sonho tornado realidade. Pelos golos, pelo ambiente à volta da equipa e pelo título de campeão. Que luxo, hein? E olha que eu era o homem sortudo da equipa… Não ouvia o Schmeichel a gritar (…). Que figura. Muito profissional. (…) Ele é dinamarquês. As pessoas do Norte da Europa são mais distantes que os latinos, e estes são mais apaixonados que qualquer outro povo.”

“Conheci lugares sensacionais. [O Bossio, guarda-redes do Benfica] levava-me sempre ao ‘Barbas’ [na Costa da Caparica]. O Barbas. Meu Deus. Aquilo é pior que jogar no Estádio da Luz. Entrava de cabeça baixa para não repararem em mim. Sempre muito bem tratado. Pelo dono e pelos clientes. Sinto que deixei uma boa impressão em Portugal. Gosto muito do teu País.  Ainda por cima fui campeão nacional. [Foram] dias muito loucos, entre a derrota com o Benfica em Alvalade e a vitória sobre o Salgueiros lá em cima. Tudo acabou em bem, com uma festa descomunal.”

“[Com Materazzi] havia o problema da língua, claro, mas isso não explica tudo. Ele falava italiano e transmitia as suas ideias ao Ayew, que tinha jogado em Itália [Lecce]. O Ayew explicava em português para uns, em castelhano para os outros e em inglês para o Schmeichel. Reforço a ideia, o problema da língua não explica tudo. Eu não falo quase nada inglês e entendia-me muito bem com o Schmeichel, por exemplo. Dentro do campo, a linguagem do futebol é só uma. Com o Materazzi, o Sporting simplesmente não funcionou com as suas ideias, pronto. Cada um seguiu o seu caminho, chegou o Inácio e fomos campeões.”

“[O cancro na tiróide] foi um sofrimento, o jogo mais difícil da minha vida. Imagina-te com 44 anos a receber uma notícia daquelas. Só ouvir a palavra ‘operação’ já me assustou. O mundo desabou. Caiu-me tudo. Em 20 anos de carreira nunca fui operado. E depois isto. Já está tudo ultrapassado. Passei alguns dias no hospital a seguir um tratamento, que me fez engordar uns sete, oito quilos, e que me fez ver a série "Lost" de uma ponta a outra, mas estou óptimo de saúde e até já voltei a jogar futebol.”

O futebol ao domingo à tarde


Depois das tresloucadas declarações feitas na última campanha eleitoral, em que insultou os sportinguistas, o vice-presidente do Sporting Carlos Barbosa, que é responsável pela pasta do marketing e comunicação do clube, parece ter voltado ao bom senso. Em declarações ao jornal A Bola”, revela que quer lutar contra os novos tempos, defendendo a realização dos jogos nas tardes de domingo, como antigamente. “É um problema em Portugal que tencionamos resolver com a Olivedesportos: temos de voltar a ter jogos domingo à tarde. Famílias inteiras têm de voltar ao estádio. Na minha infância vinha sempre com o meu pai ou o meu tio; já sabíamos, domingos às 16 horas. Alvalade era o programa do dia. E não creio que seja isso que vá retirar audiências às televisões e dar prejuízo a quem tem os direitos televisivos. Vamos tentar que tal seja possível ainda neste mandato”, afirma Carlos Barbosa.
A ideia é recuperar adeptos, embora essa recuperação se faça, principalmente, com vitórias, títulos e bom futebol. O que Carlos Barbosa diz faz todo o sentido. Um jogo disputado com luz natural até significa menos despesa para a organização. Menos despesa e, potencialmente, mais assistência, logo, maior propaganda do futebol junto de eventuais novos adeptos, e mais receita de bilheteira. Mas para atender a isso é preciso que Joaquim Oliveira perceba que ganhará mais com a transmissão dos jogos do Sporting do que com a transmissão dos jogos das Ligas Inglesa ou Italiana. Basta que o Sporting reassuma uma cultura de vitória e conquiste títulos para que isso possa acontecer. Antes disso, muito dificilmente Oliveira deixará de fazer o que achar melhor para o seu negócio.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sporting e Benfica taco a taco na Internet

O sítio oficial do Sporting Clube de Portugal é o segundo espaço de clubes desportivos portugueses mais consultado na Internet, tendo sido objecto de 686 mil visitas e 3 milhões de “pageviews”, durante o mês de Junho de 2011, o que dá uma média diária de 22 mil consultas.
Estes dados são revelados pelo barómetro Marktest-Weborama, a que o LEÃO DA ESTRELA teve acesso. O barómetro Marktest-Weborama é um sistema “site centric” de medição de acessos à Internet, sendo considerado o mais importante sistema de medição de audiências digitais existente em Portugal, pelo qual se guiam responsáveis conteúdos e agências de publicidade.
Esta tabela é liderada pelo sítio oficial do Benfica, com 790 mil visitas e 2,8 milhões de “pageviews” durante o mês de Junho. O espaço benfiquista revela, por isso, uma ligeira vantagem em número de visitas, face à página “online” leonina, mas ficando aquém dos três milhões de “pageviews” do sítio sportinguista.
Em terceiro lugar está o sítio oficial do FC Porto, que de acordo com o barómetro da Marktest registou 617 mil visitas e 2,1 milhões de “pageviews”. A página portista foi a menos consultada dos considerados três grandes do futebol português, mesmo depois de o clube de Pinto da Costa ter ganho títulos em Portugal e na Europa.

Uma música arrepiante para tocar em Alvalade


Eis uma música para ouvir em Alvalade em todos os jogos. É um hino ao Sporting Clube de Portugal arrepiante, que o Mercado Verde e Branco descobriu no Youtube.

Uma goleada para começar


O Sporting começou a temporada a vencer por 8-0 no seu estágio holandês, em jogo com os amadores do Presikhaaf. Independentemente do adversário, nesta fase, o que interessa é ganhar. Só assim uma equipa ganha a embalagem necessária para uma temporada longa e exigente. E com tantos jogadores novos e com hábitos e culturas distintas, o treinador Domingos Paciência, também ele novo em Alvalade, vai ter muito que trabalhar. FOTO: "A Bola"

domingo, 10 de julho de 2011

Mais de 5.200 seguidores no Facebook


O blogue LEÃO DA ESTRELA tem, finalmente, um espaço no Facebook em que é ilimitado o número de pessoas que podem acompanhar as novidades e os comentários sobre o futebol do Sporting Clube de Portugal. Isto aconteceu porque o perfil de amigos foi transformado em página de fãs, com a migração automática dos amigos para a nova página. Neste momento, o LEÃO DA ESTRELA é seguido por mais de 5.200 pessoas. O endereço é este: www.facebook.com/leaodaestrela.

sábado, 9 de julho de 2011

As equipas são como os melões

Não é bota-abaixismo nem pessimismo militante. É realismo, é preocupação genuína com o clube que amamos. Infelizmente, foram em maior número as vezes que o “realismo” do LEÃO DA ESTRELA acertou em cheio naquilo que iria acontecer ao Sporting. Ter razão antes do tempo custa muito, pois gera incompreensões, em particular naqueles que não conseguem ver para além do seu nariz ou aquilo que está fora de campo da sua visão natural.
Ora, tudo o que quero é ter motivos para festejar as vitórias do Sporting para deixar de ser enxovalhado pelos amigos quando se fala de futebol e da nossa equipa. E dói muito, por estarmos diante de um caso de enorme desperdício, termos a consciência de que o Sporting é um grande clube que, nos últimos anos, tem sido tão mal dirigido, ao ponto de ser atirado para a falência técnica.
Vem esta observação a propósito de alguns comentários politicamente orientados, suscitados por este “post” sobre a surpreendente intervenção cirúrgica de Luís Aguiar, logo após a assinatura do contrato. São os mesmos comentários dos que em tempos vinham cá defender com unhas e dentes as descisões tresloucadas de José Eduardo Bettencourt que conduziram o clube para o centro do caos.
Para estes “rapazes”, quando as críticas são fundamentadas e têm todo o sentido, não há outra leitura a fazer: quem faz uma crítica é inimigo do Sporting, não é sportinguista ou quer um lugar na “estrutura”. Não há pachorra para essa gente. São uns pobretanas da cabeça aos pés, mas em especial na cabeça!...
É também por causa desta gente e desta mentalidade que o Sporting já não ganha o título nacional desde 2002. E a última taça foi conquistada em 2008, já lá vão três anos!... Já são três anos em branco!... Felizmente, Godinho Lopes parece genuinamente apostado em mudar as coisas. Ele e alguns elementos da sua equipa, os quais têm dado provas do seu voluntarismo na luta por dias melhores em Alvalade.
Godinho Lopes ainda não contratou nenhum dos jogadores que prometeu durante a campanha eleitoral, o que significa que não falou verdade aos associados e aos meios de comunicação para conquistar os votos que o ex-presidente da Assembleia Geral considerou necessários para que ele pudesse ganhar as eleições.  
Agora, resta abrir os "melões" contratados e ver como serão por dentro. É sempre assim, seja na formação de um Governo, seja na formação de uma equipa de futebol. As equipas são como os melões. E há competências invisíveis, como numa empresa, que demoram tempo a funcionar ou que nem sequer chegam a funcionar. Outro problema é quando alguns melões têm de ser abertos por motivos forçados. Quando vamos ao mercado da fruta, se o melão não está em condições, só o trazemos para casa se estivermos distraídos.
O caso concreto de Luís Aguiar (que o FC Porto contratou em 2007, mas logo emprestou…) até pode ser um desses casos em que uma operação simples resolve um problema físico. E espero que seja esse o caso. O problema é que se trata de um jogador que não vinga por onde passa. Em 8 anos já vai no décimo clube da sua carreira. Ninguém procurou saber porquê?...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Luís Aguiar vai ser operado. Está tudo maluco?


Luís Aguiar assinou contrato como reforço do Sporting e a primeira coisa que vai fazer é uma intervenção cirúrgica. Ou os espiões de Pinto da Costa continuam a trabalhar à vontade em Alvalade ou continua tudo maluco no futebol do Sporting. Exigem-se explicações por parte do responsável ou dos responsáveis por esta estranha contratação. É o mínimo. E ainda não falamos de outros ditos reforços considerados atreitos a lesões...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Falar verdade no Sporting


O que deseja um sportinguista todos os anos? Ganhar. Ganhar em todas as modalidades, pois somos ecléticos e somos o 2º maior clube do mundo em títulos, e, naturalmente, ganhar, ser campeão no futebol. Todas as épocas, por esta altura, esperamos os reforços que metem golos e enchem o estádio, que nos fazem sonhar e falar entre amigos.
O Sporting quer ser campeão. Só podia ser assim. Nós, sportinguistas, e ultrapassado o tempo pouco racional das eleições, devemos estar solidários com esta direcção e deixá-la trabalhar. Estar atentos e apontar erros quando for caso disso, numa óptica construtiva. Os primeiros 100 dias de Godinho Lopes foram, na generalidade, bons, pequenos erros – a maior parte deles de comunicação – mas deixarei essa análise para outro “post” a escrever ainda esta semana.
Falando então da nova época: tem sido visível o esforço levado a cabo por Luís Duque e Carlos Freitas. Alguns bons jogadores (destaco Bojinov, Rodriguez, Rinaudo e Luís Aguiar), algumas incógnitas, o central americano, Schaars e Van Wolfswinkel; e apostas em promessas com potencial, Turan, Arias, Diego Rubio e Carrillo.
Mas, para falar verdade, somos mesmo candidatos ou apenas desejamos ser candidatos?
Falando claramente verdade a todos os sócios e simpatizantes, a direcção deve assumir a ambição, o desejo de ser campeão, trabalhar bem e manter agregado o universo leonino, mas devemos ter a noção de que ainda não dispomos das mesmas armas dos rivais.
Estamos a fazer esforços para melhorar, dentro das nossas contingências financeiras, a nação verde está unida e expectante e espera alegrias, mas devemos ser pragmáticos nos nossos objectivos.
A racionalidade deve levar-nos a pensar que estamos mais bem apetrechados do que o ano passado, a meu ver, porém, precisamos do factor sorte e de uma presença dura, nomeadamente de Duque, junto das estruturas que comandam o futebol; sem ela, seremos vítimas uma vez mais dos poderes podres que controlam o nosso futebol.
Mas o futebol é o campo da irracionalidade, por vezes da paixão cega. Seremos melhores quanto mais racionais formos. Penso que o melhor desta pré-época tem sido a construção de uma estrutura coesa no futebol, a blindagem do nosso balneário, esse é um caminho muito importante para a construção de um futuro vitorioso.

Rui Calafate
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