terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Médio Grande Elias e os fundos


A última (até agora) contratação do Sporting foi Elias, jogador que tem suscitado mixed feelings nas hostes leoninas, por um passado recente algo atribulado no Atlético de Madrid. Pela parte ignorante que me toca, acredito que venha a fazer parte do dream team com que, passe a redundância, todos sonhamos.

Mas, questão desportiva à parte, a questão financeira suscitou também várias reacções dos adeptos, a maioria no sentido negativo ou preocupado face a uma contratação excessivamente "cara" para a capacidade do clube.

O Pedro Varela, do Bancada de Leão, levantou a ponta do véu neste post, citando um blog espanhol que sugere que Elias foi "oferecido" por um fundo de investimento, ficando o Sporting com os "direitos de utilização" do jogador e o fundo com os "direitos comerciais". Na prática, tal significaria que o Sporting apenas teria de pagar os salários e, uma vez o jogador valorizado, o fundo realizaria a sua mais-valia com uma venda superior ao valor por que o comprou.

Não havendo qualquer informação oficial sobre a operação financeira, esta questão do fundo faz sentido, se atentarmos no processo de entrada de Elias no Atletico de Madrid segundo o El País, que se pode ler aqui.

Elias foi comprado por 7,5 milhões de euros, a "meias" pelo Atlético e pelo Quality Sports Investments LP, de que é consultor o empresário Jorge Mendes. Faz pois sentido que este mesmo fundo tenha proposto, através do consultor do Sporting, o mesmo Jorge Mendes, o médio brasileiro.

Navegando sempre no campo das hipóteses, é possível que o Sporting tenha, à semelhança do Atletico, repartido o investimento com o fundo ou, como diz o blog espanhol, não desembolse nada a não ser os salários do jogador. Era giro que pudessemos compreender melhor estas operações, até para ficarmos mais descansados em relação ao equilíbrio financeiro do nosso clube.

Os "trunfos" Luís Duque e Carlos Freitas


Ando triste com o que está a acontecer ao meu Sporting Clube de Portugal, que regista o pior arranque no campeonato nacional em mais de 50 anos. Mas tenho orgulho da minha lucidez: depois da disparatada gestão de José Eduardo Bettencourt, posso dizer que, mais uma vez, tive razão antes do tempo quanto ao que aconteceu no nosso clube.
Vou publicar um texto que escrevi neste blogue em 23 de Março de 2011, sobre Luís Duque e Carlos Freitas, os "trunfos" da candidatura de Luís Godinho Lopes para o futebol do Sporting, responsáveis, não sei porquê, pela expressão eleitoral do candidato. 
Recordo o que escrevi precisamente há 6 meses na noite em que é noticiada a contratação de um brasileiro chamado Elias, por quase 9 milhões de euros, o jogador mais caro da história do Sporting, num negócio em que está metido o mesmo empresário que ainda há pouco tempo nos enfiou um barrete chamado Sinama Pongolle:

Tenho umas coisas para dizer sobre Luís Duque e Carlos Freitas, que são apresentados como os trunfos (agora todos são trunfos...) do candidato da continuidade, Godinho Lopes. Na verdade, eles não trazem nada de novo para o futebol do Sporting.
Luís Duque já demonstrou que precisa de ter muito dinheiro para desbaratar. Ele, aliás, faz o favor de confirmar, quando diz que só precisa "de um cheque e de uma vassoura" para mudar o futebol leonino, provando que a boca acaba sempre por fugir para a verdade.

Ao contrário do que se diz, não foi Luís Duque quem preparou o plantel do Sporting campeão, em 1999-2000. Ele entrou já com a temporada em andamento e foi apenas responsável por três aquisições no Inverno, graças à carteira de contactos de Freitas. E nesse Inverno foram certeiros no reforço da equipa, ganhando uma boa fama que ficou para sempre.
Quanto a Carlos Freitas, que se demitiu em 2008, não percebo a lógica de um eventual regresso, tendo em conta que tinha deixado o clube justamente na sequência de alguns negócios muito maus para o Sporting (designadamente ao ter contratado uma série de "monos" vindos do Leste, no Verão de 2007, tais como Marian Had, Purovic ou Celsinho). De resto, de milhão em milhão, de dois milhões em dois milhões, a verdade é que, com Carlos Freitas a comprar jogadores, o Sporting sempre gastou muito dinheiro para o retorno que não teve.
Curiosamente, a única época preparada totalmente pela dupla Duque/Freitas (2000-2001) revelou-se um descalabro desportivo e financeiro para o Sporting Clube de Portugal. Foi a temporada em que o Sporting mais gastou no futebol em mais de 100 anos de história. Foi a temporada em que os custos da SAD dispararam.
Com o Sporting campeão nacional, em 2000, Duque e Freitas desfizeram a equipa e compraram 15 novos jogadores, que colocaram à disposição de Augusto Inácio. E o pior é que, quando chegámos ao Natal, a equipa estava desequilibrada. E o treinador teve que pagar a factura, deixando Alvalade pela porta pequena.
Nessa altura, foram comprar Rodrigo Tello, o jogador mais caro da história do Sporting, que Carlos Freitas deixou fugir em 2007 para a Turquia. Ah!, voltando à temporada dos gastos sumptuários da dupla Duque/Freitas (2000-2011): o Sporting ficou atrás do Boavista, que nesse ano foi campeão nacional. Mas nessa altura, Godinho Lopes andava entretido com os paquetes da Expo'98 ou, de capacete enfiado na cabeça, a construir um estádio com um fosso e um centro comercial que acabou por ser vendido ao desbarato. Diz agora que votou contra esse estádio, mas não disse nada publicamente naquela altura. Há momentos em que o respeito pelas decisões colegiais é muito mau para as instituições...
O que é curioso é que, também Godinho Lopes deixa a boca fugir para a verdade. Numa entrevista ao "Público", nesta quarta-feira, diz: "Quero acabar com a incompetência no futebol...". Não sabemos se estamos perante uma crítica exclusiva à gestão de José Eduardo Bettencourt ou se a "incompetência" se refere também a anos anteriores...

Publicado no LEÃO DA ESTRELA em 23 de Março de 2011

"Duque e Freitas estão a enterrar o Sporting"


“Nunca esperei isto da dupla Luís Duque e Carlos Freitas. Estão a enterrar ainda mais o clube e nunca assisti a uma coisa destas. O Sporting só precisava de cinco reforços para posições-chave. A conclusão que tiro é que querem acabar com a Academia de Alcochete.”
João Braga, fadista, adepto do Sporting e apoiante da candidatura de Godinho Lopes, “Jornal de Notícias”, 30-08-2011

O Sporting está de volta?...


Em relação a jogadores, treinadores, direcções, árbitros, a chamada pré-época é precisamente para isso: para preparar a época. Durante a pré-época pode desculpar-se tudo. Quando a época começa, ainda se pode dar o desconto de um jogo ou outro menos bem conseguido. Mas chega uma altura em que é preciso dizer basta!
Acontece com o Sporting Clube de Portugal, o meu clube desde que me conheço e aquele por que regularmente sofro.
O jogo de domingo impõe algumas perguntas, que se orientam para vários destinatários. Vamos a elas:

- O que leva o SCP a marcar um jogo difícil da Liga para um domingo quando jogou para a Europa na quinta-feira? O Braga e o Nacional jogaram na mesma quinta-feira e só voltam a jogar na segunda; o Benfica jogou na quarta e só volta a jogar na segunda. O Porto jogou na sexta e viu o seu jogo da Liga adiado. O SCP e o Guimarães jogaram na quinta e voltaram a campo no domingo e ambos levaram, em casa, 3 golos e averbaram respectivas derrotas. O SCP não tem dirigentes que zelem pelos seus interesses? Não tem estatuto para se impor como o fizeram Braga, Benfica e Porto?

- A arbitragem nos jogos do SCP só é razoável com árbitros dos distritais. A pandilha profissional é o que se vê: golos mal anulados e penaltis por marcar. Não me venham dizer que é mera coincidência. Tanta asneira junta não é coincidência. O que é então?

Um dirigente do Sporting critica a arbitragem e as virgens ofendidas decretam greve. Todos os outros dirigentes multiplicam-se em críticas e nada lhes acontece. Nem uma virgem se sente maculada. Não há ninguém que ponha cobro a esta vergonhosa dualidade de critérios? No futebol não há justiça?

- O Sporting em 3 jogos perdeu 7 pontos. Se não fossem os árbitros poderia ter perdido apenas 2. Sim, o futebol praticado pelo Sporting não é bom. Os 16 novos reforços até agora não trouxeram nada nem de novo, nem de reforço. Aceito que precisam de tempo para se ambientarem. Talvez o mesmo tempo que Coentrão levou a adaptar-se ao Real Madrid, para só dar um exemplo português. Mas no Sporting tudo é diferente, para tudo voltar a ser igual. Compraram pinheiros encorpados para a defesa, mas estes não conseguem dar meia volta, no caso do americano, ou vêm tocados pelo míldio. São ainda Polga e Carriço os melhores da companhia, depois de muitas experiências malogradas. Mas os golos continuam a entrar por alto, como antigamente.

- Um jogador do Sporting remata e, logo a seguir, vai para o balneário a torcer-se com dores. O que se passa? Não serão muitos os casos clínicos para uma equipa que fez sete jogos a sério? Não serão demasiados os jogadores vindos de fora a precisarem de cuidados médicos? Por que será que alguns grandes clubes vendem certos jogadores a preços módicos? Era bom saber o que se passa, pois as coincidências são muitas também aqui.

- A equipa de futebol do Sporting precisa urgentemente de aconselhamento psicológico. Não basta dizer, antes da época começar, que vai ser campeã, quando à terceira jornada já deixou pelo caminho todas as hipóteses de o ser. Teve, na apresentação aos sócios, uma casa cheia para ver o Valência marcar 3 e tudo leva a crer que, a partir de agora, só os masoquistas do costume voltem a Alvalade. O Sporting joga mal, tem os árbitros como inimigos especiais, e a pouca sorte como companheira semanal. O Sporting voltou sim, para atirar ao poste e falhar golos de baliza aberta. A crise de confiança é total, a perca de bolas uma constante, os passes transviados o pão-nosso de cada jornada.

- O Sporting não tem Messis nem Ronaldos, mas tem alguns bons jogadores que ficaram e alguns novos que prometem. Mas falta organização à equipa, falta estofo de vencedores, falta a fibra de lutar contar a sorte e contra os árbitros, falta uma “equipa”. Assim, arrisca-se a lutar com o Vitória de Guimarães contra a descida de divisão.

Eu, que sou um sportinguista sofredor e dos sete costados, não exijo um Sporting campeão. Exijo apenas um Sporting que lute de igual para igual, que pratique bom futebol e que não humilhe os seus sócios e simpatizantes sempre que sobe a um relvado. E que não seja humilhado por árbitros sem categoria. Não é exigir muito. Apenas o razoável.

Lauro António, no blogue Lauro António Apresenta, 30-08-2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A loucura


O Sporting joga mal? Venha mais um reforço!...
O Sporting empata? Vamos ao mercado!...
O Sporting perde? Vamos comprar o reforço número não sei quantos...
A loucura está instalada no Sporting!...

domingo, 28 de agosto de 2011

A Paciência está a esgotar-se


Há 15 dias, a propósito do empate com o Olhanense, em Alvalade, na primeira ronda da Liga, escrevi aqui que continua tudo na mesma em Alvalade. Muitos reagiram com indignação na caixa de comentários. Hoje, após uma derrota escandalosa com o Marítimo (2-3, em Lisboa), está toda a gente a colocar em causa os reforços que a dupla Luís Duque-Carlos Freitas, sob a tutela de Luís Godinho Lopes, arranjou para o Sporting.
Reforços que se lesionam mesmo antes de jogar, que se lesionam a marcar golos, porque os músculos cedem, ou que jogam e deixam de jogar com uma facilidade incrível. Daí uma equipa que não consegue ser uma equipa.
Não há muito mais a dizer. Não há nenhuma vontade de dizer mais alguma coisa perante mais este murro no estômago. A Paciência está a esgotar-se.

A comunicação de Godinho Lopes


Na campanha eleitoral que o levou à presidência do Sporting Clube de Portugal, Godinho Lopes prometeu “uma política de comunicação” para o clube. Que, de facto, não havia. Para dar corpo ao seu propósito, Godinho escolheu Carlos Barbosa, antigo patrão do "Correio da Manhã", para vice-presidente leonino responsável pela comunicação. O tal que diz o que não deve quando abre a boca, que gosta do microfone e que insultou milhares de sportinguistas durante a campanha, chamando-lhes burros.
Ora, a “política de comunicação” prometida por Godinho Lopes aí está nas páginas de hoje do “Record”, um jornal do grupo Cofina, onde o reforço lesionado Luís Aguiar conta tudo sobre as suas maleitas. A gente não sabia que “uma política de comunicação” passava por contar tudo aos jornais, sobretudo aos da Cofina. Ou seja, continua a não haver “uma política de comunicação” em Alvalade. Se calhar é preciso mais reforços.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Evaldo e André Santos quebram enguiço


Já perto do fim de mais uma noite de sofrimento e de muitos golos falhados, o Sporting lá conseguiu eliminar os dinamarqueses com nome esquisito, com dois golos marcados já no fim da partida, da autoria dos improváveis André Santos e Evaldo, curiosamente dois dos poucos jogadores que resistiram à vassourada de Luís Duque. Até parece que o Sporting está a ser vítima da maldição da vassoura. É que os inúmeros reforços ainda não marcaram golos nos quatro jogos oficiais.
Não esteve em causa o domínio leonino neste "play-off" de acesso à Liga Europa (o jogo de Alvalade foi de sentido único em direcção à baliza nórdica), mas a ineficácia atacante, que tem sido a grande bandeira do "novo" Sporting, ia complicando as coisas e dando cabo da paciência. O Nordsjaelland ainda marcou o tento de honra, mas o jogo já estava no fim, pelo que o Sporting pôde festejar a primeira vitória oficial da época.
Esperemos agora que esta vitória sossegue os espíritos leoninos, dentro e fora do campo. É preciso classe e discernimento no momento de chutar à baliza. Só assim o Sporting pode ter êxito, não só nas competições, mas também na guerra justa contra a arbitragem, outra frente em que a presidência de Godinho Lopes não pode ceder. FOTO: Associated Press

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sete lições de comunicação para Irene Palma

Escrevo de forma pedagógica e construtiva, com alguma experiência, para que a directora de comunicação do Sporting possa aprender, com esta singela contribuição, como se faz comunicação, vou dividir por pontos.
1 – Primeiro factor e o mais importante. A pessoa com quem trabalhamos tem de confiar plenamente em nós, para que a nossa palavra seja a decisiva nos territórios da comunicação. Tem de se criar uma relação de dependência para que a nossa posição seja incontestada e a nossa opinião a mais válida. Isto é uma regra na comunicação política, institucional, de produto, nos clubes ou numa gestão de crise.
2 - Conhecer o universo onde nos movemos, não só os “media” tradicionais mas também os "new media", porque é aí, por exemplo, que sentimos a temperatura e o pulsar diário da família sportinguista. Além disto é preciso conhecer "mundo" e ter cultura abrangente. É tão importante saber quem é o Rinaudo como o Michelangelo Antonioni, Tolstoi ou Vermeer (um realizador de cinema, um grande escritor e um enorme pintor, por exemplo). Quanto mais abrangente o conhecimento do universo mediático, melhor estamos preparados para o terceiro ponto.
3 - Escolher o momento, sentir o pulsar das coisas e comandar o momento, dominar a agenda mediática. Porque há “timings” e “timings”.
4 - Convencer a pessoa com quem trabalhamos de que é este o momento de surgir e depois construir a mensagem. Nós devemos fazer o "soundbyte" e construir o conteúdo da mensagem que deve ser simples e eficaz, pois torna-se mais contundente.
5 - Se optarmos pela “Lusa”, o melhor meio para massificar a mensagem sem ofender nenhum jornal ou meio em particular, escolher a hora certa para que os meios digitais apanhem a mensagem.
6 - Agarrar no telemóvel e mandar um sms para os meios que nos acompanham chamando a atenção para o “soundbyte” criado. Isso é a parte de assessoria mediática pura.
7 - À tarde quando vemos o nosso trabalho nos meios digitais e na manhã seguinte nos jornais, rádios ou televisões sentimos a nossa missão cumprida. É giro trabalhar em comunicação.
Mas para isso temos de ser credíveis, mais temidos do que amados, e respeitados pelos jornalistas com quem trabalhamos. Quando isso não acontece, meu amigo, mais vale pôr a viola no saco. Pois quando for o caso de termos de dar a cara – imaginem numa conferência de imprensa dura contra os árbitros - sermos credíveis na mensagem que propagamos.
Infelizmente a actual directora de comunicação do Sporting não tem os sete pontos atrás adiantados e não tem força mediática junto dos meios. É uma pena, mas tinha-o dito quando foi escolhida. Nada me move contra ela mas há coisas que são gritantes e espero que possa aprender alguma coisa com este meu contributo.
Confesso-lhes que o maior culpado é o sr. Carlos Barbosa (não sei se já voltou das férias na Croácia) que a escolheu, ela é jovem e pode evoluir na sua carreira. Sinceramente, é o que desejo. FOTO: Academia de Talentos

Rui Calafate

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Os árbitros podem esperar sentados


Depois do Luís Sobral, que ainda não vi pedir desculpa ao Sporting, mas também ainda não vi a direcção do clube e especialmente a sua área de comunicação declarar embargo noticioso e proibir a circulação do mesmo Luís Sobral e do seu site “Mais Futebol” nas instalações de Alvalade (talvez por uma profissional lá ter trabalhado e deve estar com medo de enfrentar o ex-patrão), agora vêm os árbitros exigir desculpas.
Era só o que faltava! Repito o que escrevi: onde estavam os árbitros a exigir desculpas ao Benfica e ao Porto depois de gravíssimas conferências de imprensa realizadas o ano passado?
Aliás, leio na notícia que linkei que vários árbitros estão contra esta posição de alguns árbitros. É natural. Sabem porquê? Porque é uma vergonha para árbitros ditos de primeira categoria verem o senhor Fernando Idalécio Martins e mais dois barrigudos chegarem a Aveiro com gosto no que fazem, sem tecnologias e realizarem um trabalho honesto e que dignificou o futebol.
Meus amigos, pelo que vi em Aveiro, prefiro árbitros isentos que têm gosto no que fazem e que tentam dignificar o futebol e que sejam dos regionais do que ter os mesmos que se enganam sempre contra o Sporting.
Ontem, Bruno Ribeiro, treinador do Vitória de Setúbal, atacou a arbitragem e disse que há árbitros de terceira categoria que são melhores do que alguns de primeira. Pergunta: também vão exigir desculpas ao Vitória de Setúbal?
Por isso, como já escrevi, o Sporting e Godinho Lopes não têm de pedir desculpa a ninguém. Têm de continuar a trabalhar, conseguir que haja bom futebol, bom desempenho em campo, vitórias, e continuar vigilantes para contra-atacar quando o Sporting for prejudicado.
E está na hora do Sr. Vitor Pereira começar a pensar em apresentar a demissão da chefia da arbitragem. Isto tem sido uma bandalheira e ele é o rosto da culpa.

Rui Calafate

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Luís Sobral vai ter de pedir desculpa ao Sporting!


Já chega! O Sporting tem sido o clube mais roubado pelos árbitros portugueses. Foram anos de injustiças e de um poder no futebol, nas trevas, que poucos conhecem e que influencia a verdade desportiva.
Godinho Lopes demorou seis dias reagir ao escândalo da primeira jornada, mas reagiu bem. Apresentou um documento para melhorar as condições da arbitragem no futebol e respondendo a questões disse o evidente: “que há árbitros incompetentes” e que sente “que o Sporting é menos respeitado pelos árbitros do que os outros clubes”. Falou no seu estilo ponderado e racional com verdade.
Pois bem, assistimos a este triste espectáculo dos árbitros que agora recusam apitar o Beira-Mar - Sporting. E Luís Sobral, no “Mais Futebol, diz que “Godinho Lopes tem de pedir desculpa aos árbitros”. Mas era só o que faltava!

Vamos a factos concretos:

1- João Gabriel faz uma conferência de imprensa no ano passado a queixar-se da arbitragem do Vitória de Guimarães-Benfica.
Pergunta: onde está o texto de Luís Sobral a exigir desculpas a Luís Filipe Vieira em relação aos árbitros? Mais grave: onde é que aconteceu a jornada de solidariedade dos árbitros contra o ataque do responsável do Benfica? Algum árbitro se recusou a desempenhar a sua função no jogo seguinte do Benfica?

2 - Antero Henrique dá uma conferência de imprensa, no ano passado, contra a arbitragem.
Pergunta: onde está o texto de Luís Sobral a exigir desculpas a Pinto da Costa em relação aos árbitros? Mais grave: onde é que aconteceu a jornada de solidariedade dos árbitros contra o ataque do responsável do FC Porto? Algum árbitro se recusou a desempenhar a sua função no jogo seguinte do FC Porto?

Mais um facto:

Pedro Proença foi agredido no Colombo – uma atitude lamentável –, segundo as palavras do próprio ao “Correio da Manhã” por “um adepto benfiquista”.
Pergunta: então e a solidariedade dos outros árbitros? Porque é que não fizeram uma jornada de luta?

Pois é Luís Sobral, você vai ter de pedir desculpa ao Sporting Clube de Portugal. E sabe porquê: porque foram os árbitros e outras pessoas como você que puseram esta época a ferro e fogo.

Caro Presidente Godinho Lopes, há guerras justas. E os árbitros declararam guerra ao Sporting. O lado bom das guerras justas é que mobilizam milhões de voluntários. Tenho a certeza que os sportinguistas estão ao seu lado. Não tergiverse, não tenha medo. O futebol português precisa de verdade, não tem de pedir desculpa a ninguém.

Foram muitos anos tímidos e de brandos costumes para os lados de Alvalade, está na hora de dizer BASTA! Semearam a tempestade, colhem a tempestade.

Post Scriptum 1 - E faço um desafio a Luís Sobral. Faça o seu trabalho, é jornalista, por que é que não se dedica a investigar quem são os accionistas do Benfica Stars Fund que anda aí a a comprar e vender jogadores em barda? Vá lá, tenha coragem, investigue e escreva.

Post Scriptum 2 - Uma pessoa do Sporting telefonou-me a avisar que um jornalista do “Mais Futebol” tinha ido na comitiva oficial do Sporting e ficou no seu hotel, na Dinamarca. Quero dar uma sugestão ao sr. Carlos Barbosa – não sei se já regressou das férias na Croácia – e à senhora directora de comunicação do clube: embargo noticioso e proibição de frequentar as instalações do Sporting a Luís Sobral e aos jornalistas do “Mais Futebol”. Que vão aprender a brincar com quem se metem.

Rui Calafate

domingo, 21 de agosto de 2011

Análise SWOT: Beira-Mar 0-0 Sporting



FORÇAS: Contratações de inequívoca qualidade, como Stijn Schaars, Fabián Rinaudo, Diego Rubio, Jeffrén Suárez e... Domingos Paciência.
A tentativa de reabilitação de um activo como Yannick Djaló, metendo-a a jogar na sua posição de raiz, na ala (de preferência na esquerda). Renovação de contracto e voto de confiança dado a Marat Izmailov e a aposta em Matías Fernández, dois dos melhores jogadores do plantel e da Liga Portuguesa.

FRAQUEZAS: Falta um defesa central de qualidade indiscutível e com capacidade para verticalizar o jogo através do passe longo (Anderson Polga ‘despeja’ e Daniel Carriço só sobe em progressão, o que pouco interessa quando se está empatado ou a perder e é preciso apostar em transições mais rápidas). Falta um lateral canhoto que possa dar uma capacidade de penetração superior a 55 metros.
Falta (por agora) um "9" que dê garantias para o 4-3-3. Ao fim de 6 jogos seguidos sem ganhar acima de tudo começa a faltar (entre os adeptos) paciência e... tranquilidade, agora mais do que nunca a estrutura directiva deve cerrar fileiras e evitar exteriorizar sinais de nervosismos. Poucos devem falar, e os que o fizerem devem saber "comunicar".

OPORTUNIDADES: ‘Missdirection’: Há que dar tranquilidade à equipa até à próxima quinta-feira (mal vai o Sporting quando tantas ‘fichas’ estão apostadas numa ‘simples’ vitória caseira Vs Nordsjaelland), aqui urge a necessidade de chamar a atenção da massa adepta para aspectos mais positivos da vida do clube.
Porque não marcar uma conferência de imprensa para apresentar o novo Organigrama que os adeptos anseiam por conhecer desde o passado dia 1 de Julho? Ricardo Sá Pinto nos Juniores, José Lima nos Juvenis A, Telmo Costa nos Iniciados A, Pedro Rebocho regressou do Braga para o scouting SCP, etc, etc, etc. O clube poderia aproveitar este período de menor fulgor futebolístico para apresentar oficialmente a estrutura aos adeptos. Há que focar no positivo, TUDO na vida empresarial são "relações públicas".

AMEAÇAS: O Futebol Clube do Porto com naturalidade já vai 4 pontos na frente e possui um plantel mais equilibrado e que dá mais garantias de não haverem quebras de rendimento.
Debilidades clínicas, pouco a pouco a enfermaria de Alcochete começa a assemelhar-se aos historiais clínicos de Robin van Persie, Marius Niculae e Arjen Robben.

CONCLUSÃO: A mesma que tinha no ‘Day One’ da pré-época, a percepção de que este Sporting tem um plantel com valor para lutar por um 3º lugar ‘forte’ (em oposto a um ‘3º lugar patético’ como na época anterior) no campeonato, e potencial para disputar o 2º lugar na classificação.
A minha aposta continua a ser de que esta equipa só irá começar a carburar lá para finais de Outubro, ainda por cima, tendo em conta a integração tardia de Matias Fernández e de Luís Aguiar, e a mudança(sensata) de sistema que temos vindo a verificar de modo a acomodar aquele que é potencialmente um dos melhores valores do clube, "Matígol".

André Carreira de Figueiredo
Imagem: D.R.

Pura incompetência


Na época passada, com Paulo Sérgio e sem dinheiro para reforços, o Sporting empatou a um golo com o Beira Mar, no Estádio Municipal de Aveiro. Este ano, com Domingos Paciência e dinheiro que deu para contratar 14 novos jogadores, o Sporting empatou a zero golos. Portanto, em temos de resultados (e uma equipa de futebol vive de resultados) continua tudo na mesma...
Os sportinguistas de todo o País, mais uma vez, demonstraram que estão com a equipa, mas neste jogo de Aveiro o Sporting "descansou" nos primeiros 45 minutos e revelou falta de classe quando correu contra o tempo. A forma escandalosa como Capel desperdiçou um golo com a baliza praticamente aberta demonstra toda a falta de categoria de uma equipa que vive de fogachos, que se esforça, mas que não consegue decidir um jogo.
Em dois jogos desta I Liga, frente a equipas remediadas que vão lutar para não descer de divisão, o Sporting não conseguiu mais do que dois empates. No primeiro jogo, teve razões de queixa da arbitragem. Desta vez, não. E não é falta de sorte. Domingos Paciência, benévolo, falou em "displicência". Mas é pura incompetência.
De resto, aos poucos, começamos a perceber por que é que o Sporting conseguiu contratar alguns jogadores vindos de colossos europeus. Eles vieram porque, de facto, não servem para jogar em alta rotação com regularidade. E alguns desses jogadores já estão no estaleiro leonino.
Só não percebo como é que foi possível investir 5,2 milhões de euros no rapazinho holandês Ricky van Wolfswinkel. Um investimento num jogador com margem de progressão? Pois sim, continuem a gastar em margens de progressão e esqueçam a formação, que há mais de 30 anos tantos e bons jogadores tem dado ao Sporting e a muitos outros clubes portugueses e estrangeiros.
Domingos Paciência tem diante de si a maior empreitada da sua curta vida de treinador. Uma equipa de futebol é como uma empresa. É preciso qualidade profissional, mas, para haver sucesso, é preciso mais do que isso e que é um atributo invisível: é preciso uma cultura, uma identidade. O tal "entrosamento", como se costuma dizer no futebol. Ora, este Sporting é uma sociedade das nações, sem identidade e sem referências, com jogadores das mais diversas origens, sem um grupo dominante que responda por todos em tempos de dificuldade. É também por isso que as coisas não saem bem.
Finalmente, a arbitragem. Como o senhor Fernando Martins não faz parte da liga de corruptos o seu trabalho só poderia ser positivo. FOTO: Reuters

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A arbitragem portuguesa está podre


O militar João Ferreira, coitado, não resistiu à pressão do presidente do Sporting, Godinho Lopes, e anunciou que desistiu de arbitrar o Beira Mar-Sporting, a contar para a 2ª jornada da I Liga Portuguesa. Não me lembro de semelhante atitude. E os artistas do costume, reunidos na APAF, associação corporativa que só sabe proteger a merda que os árbitros fazem no futebol português, já vieram a público prestar-lhe solidariedade. São os mesmos que se calaram quando o mesmo João Ferreira validou um golo do Paços de Ferreira marcado com a mão, em Alvalade, que roubou ao Sporting o título 2006-2007.
Ao ter desistido de apitar o Beira Mar-Sporting, João Ferreira só revela uma coisa: estava com a consciência muito pesada, mesmo antes do jogo começar. Portanto, não estava disponível para mais um trabalhinho... A sua desistência revela também muita falta de coragem. E dá razão às queixas da nação sportinguista. A arbitragem portuguesa está podre.

Comunicação e pressão sobre os árbitros


Godinho Lopes reagiu 6 dias depois ao sucedido no jogo Sporting-Olhanense. Reagiu, e repito o verbo reagir porque não agiu, apenas reagiu, no seguimento da apresentação de um documento para melhorar a arbitragem.
Reagiu bem, mas tardiamente. Naquele sábado, no final do jogo, devia ter chamado os jornalistas e devia ter dito apenas isto: "Meus amigos, comigo a brincadeira com o Sporting Clube de Portugal acabou." A pressão seria forte e ancorada na imagem de Presidente do Sporting.
Depois, como já deve saber, e é fundamental, o trabalho de influência sobre os verdadeiros mecanismos que controlam o futebol deve ser realizado nas trevas. É no poder das trevas que se decidem os sortilégios do nosso campeonato e é nas trevas que se deve agir e aí contará com a preciosa colaboração de Luís Duque.
Mas falo da comunicação, das suas debilidades para me focar noutro aspecto. Em Abril de 2003 uma pessoa disse-me o seguinte: "Rui, assessores do possível há milhares, assessores do impossível contam-se pelos dedos das mãos."
O que eu quero dizer é que ser director de comunicação de um clube não é sentar-se ao lado treinador e dizer: "Boa noite vai iniciar-se a conferência de imprensa" e no final dizer "Boa noite, obrigado". Isso qualquer robot de baixa qualidade faz.
Um director de comunicação tem de conhecer o universo Sporting, conhecer os seus activos e promovê-los. Querem um exemplo: o melhor central do campeonato de sub 20 chama-se Nuno Reis. E é do Sporting, mas infelizmente alguns elementos não o sabem como também não sabiam que o Wilson Eduardo era emprestado ao Olhanense.
Hoje, e noutros dias, vejo notícias do Tiago Ferreira e do Roderick (espreitem o "Correio da Manhã") e o central que é o pilar da equipa, juntamente com o avançado Nélson Oliveira, não aparece nas trutas blindadas com elevadas cláusulas de rescisão.
Um bom director de comunicação já teria o perfil do jogador feito, a sua história de vida, a sua ligação ao clube e as presenças em representação da nossa selecção. E sabem porquê? Porque é um activo do clube e devemos promovê-lo, bem como é inacreditável que não tenha sido chamado a estágio e merecia depois da sua magnífica prestação treinar com os seniores para Domingos o ver.
Auguro que o responsável de comunicação do clube - o sr. Carlos Barbosa que se encontra em gozo de férias na Croácia - nunca viu o Nuno Reis jogar, e além disso ele foi o único e exclusivo responsável pela contratação da directora de comunicação que é bonita, mas não tem experiência nem currículo para o cargo que desempenha e que ainda não percebeu que o Sporting é uma grande instituição, com activos que precisam de ser valorizados e promovidos e não um palco para a exibição dos seus deliciosos vestidos verdes.
Se lerem o meu "post", e eu sei que lêem, agradecia que amanhã algum jornal desportivo trouxesse um perfil e merecido destaque para o Nuno Reis. O Sporting e a Marca Sporting agradecem.

Rui Calafate

Bichezas




Ontem não pude acompanhar o jogo com os dinamarqueses. Mas pelo que leio hoje, o Schaars engoliu um insecto e os adeptos engoliram (mais um) sapo.



Sobre os ombros de Domingos


O Sporting de Domingos Paciência, o tal Sporting que dizem estar de volta mas que nunca mais volta, está a conseguir piores resultados do que o Sporting de Paulo Sérgio, um forcado de má memória. No comentário ao jogo com o Olhanense, escrevi que tudo estava na mesma em Alvalade. Evidentemente, quem sabe ler português percebeu que me referia aos resultados absolutos e à questão da arbitragem. Agora, depois do pobre empate a zero com os dinamarqueses do Nordsjælland, posso dizer que o Sporting ainda está pior do que há um ano.
Os factos não deixam dúvidas. O Sporting continua sem ganhar e a jogar pouco futebol. Por isso, a equipa revela muita dificuldade em criar futebol ofensivo de qualidade e marcar golos. Há cinco jogos que o Sporting não ganha. E os últimos dois foram oficiais. É muito tempo sem ganhar. É o equivalente a um sexto da Liga Portuguesa sem vitórias.
Com o Olhanense empatámos, para a Liga lusitana, em Alvalade, tal como no ano passado. Um péssimo resultado. Na primeira mão do “play off” de acesso à Liga Europa, no ano passado, o Sporting ganhou 1-0 ao mesmo Nordsjælland, na Dinamarca, com um golo marcado por Vukcevik. No segundo jogo, em Alvalade, o Sporting ganhou por 2-1. Este ano, com o mesmo Nordsjælland, na Dinamarca, o “novo” Sporting que nunca mais volta fez um jogo frouxo e empatou a zero golos, adiando o desempate para a segunda mão, em Alvalade. Um mau resultado, sobretudo tendo em conta a fragilidade da equipa dinamarquesa.
O grupo de jogadores à disposição do treinador é pior? Não, parece ser melhor, embora haja ainda jogadores que não justificaram a contratação, não se sabendo se algum dia irão justificar. O problema do “novo” Sporting é que o futebol praticado e os resultados não condizem com as promessas e com os objectivos.
Domingos Paciência, que ainda está em estado de graça, tem que dar a resposta nos próximos jogos. É certo que ele não tem culpa dos falhanços incríveis de Hélder Postiga, mas a responsabilidade de controlar a situação, colocando o Sporting a jogar bom futebol, está sobre os seus ombros. O estado de graça não dura sempre. Está na hora de o treinador leonino justificar a sua contratação. Os sportinguistas querem o Sporting de volta no Estádio Municipal de Aveiro, onde a equipa tem de jogar como se estivesse numa final. Porque ganhar é fundamental.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Portugal na final de Sub-20. São jovens sem futuro


A selecção de Portugal venceu a França (e logo a França...) por 2-0 e está apurada para a final do Mundial de Sub-20, em futebol, que se realiza na Colômbia. Há 22 anos, a selecção portuguesa tinha sido vitoriosa na Arábia Saudita, na altura, um feito equiparado a algo de sobrenatural, que lançou Carlos Queirós como treinador de futebol e criou a chamada "geração de ouro" que nas últimas duas décadas brilhou no futebol internacional. Há 20 anos foi em Lisboa. Na altura, o sucesso de Portugal no futebol internacional inspirou a comunicação dos governos de Cavaco Silva, que apontava futebolistas emergentes como Luís Figo, Rui Costa e João Vieira Pinto como exemplos dos novos portugueses de sucesso preparados para pedalar no pelotão da frente da Europa. Era o sonho europeu, entretanto desfeito, como é sabido.
Agora, o futebol jovem de Portugal volta a dar cartas no mundo. É uma boa notícia para levantar o astral de um País demasiado mergulhado na crise. Mas não estou a ver Pedro Passos Coelho a apontar estes jovens futebolistas portugueses como modelos a seguir por todos. Tanto mais que os jovens actualmente na selecção de Sub-20 não têm lugar nos grandes clubes portugueses, ao contrário do que acontecia há 20 anos. O País, talvez por ser demasiado rico, não lhes dá oportunidades e prefere comprar no estrangeiro para iludir bancadas ávidas de sucesso rápido. Basta olhar para a constituição dos grupos profissionais do Sporting Clube de Portugal, do FC Porto e do Benfica. Ainda com a honrosa excepção leonina, é preciso uma lupa para encontrar um português. Donde, os jovens portugueses que agora brilham na Colômbia talvez tenham futuro na ilha de Chipre... [FOTO: Raul Arboleda/AFP/Getty Images]

Obs. - Este "post" pode ser lido no blogue Comunicação Integrada

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Hélder Postiga e o Beziktas


Carlos Carvalhal, um dos treinadores que o Sporting tem exportado para o estrangeiro, actualmente a orientar o Beziktas, está interessado na contratação de Hélder Postiga, considerando-o "a primeira opção" para reforçar o ataque da equipa turca. Para o Sporting, estamos perante aquilo que se pode considerar como uma excelente oportunidade de negócio. Se o Sporting não toma a iniciativa de vender o perdulário avançado, que também é propriedade do FC Porto, ao menos, o Beziktas que o compre. Abençoada ligação Lisboa-Porto-Istambul, sob a batuta de Jorge Mendes. FOTO: Reuters

João Ferreira. O escolhido para a "missão Aveiro"...


Depois doe ter sido vítima dos erros graves da arbitragem de Carlos Xistra, que influenciaram o resultado no jogo inaugural da I Liga 2011-2012, frente ao Olhanense, em Alvalade, o Sporting desloca-se a Aveiro, na segunda ronda, para defrontar o Beira Mar, num jogo que terá como árbitro o militar João Ferreira, o tal que ajudou o Benfica a macar o primeiro golo da temporada, no Estádio Municipal de Barcelos. É um árbitro de quem os sportinguistas não têm boas recordações. Antes pelo contrário. Foi a arbitragem de João Ferreira que, em 2006-2007, validou um golo do Paços de Ferreira, que o brasileiro Ronny marcou com a mão, em Alvalade, o que impediu o Sporting de ser campeão nacional. Desta vez, como vai ser?...

domingo, 14 de agosto de 2011

Tudo na mesma na I Liga Portuguesa

Começou a I Liga Portuguesa 2011-2012, mas continua tudo na mesma. O Sporting (prejudicado pela arbitragem em lances capitais) e o Benfica (beneficiado na marcação do primeiro golo) continuam a perder pontos que os campeões não podem perder. E o FC Porto, mesmo com um treinador que não tinha mercado e que ninguém conhecida, continua a ganhar, desta vez em Guimarães, num estádio onde ganhar significa mais do que conquistar três pontos. Não houve golos em futebol corrido, mas houve uma grande penalidade, por sinal duvidosa, a favor do FC Porto, que se revelaria providencial. E aí está o Pinto da Costa Futebol Clube bem lançado para mais um título. Já o Sporting Clube de Portugal pode protagonizar lances merecedores da marcação de grande penalidade a seu favor ou marcar golos legais, mas o facto de a camisola leonina ser verde alarga muito o critério das equipas de arbitragm. Não faltam provas científicas disso mesmo. Por isso, continua tudo na mesma na I Liga Portuguesa.

Tudo na mesma em Alvalade


Começou a Liga 2011-2012, mas os sportinguistas ainda não conseguiram pôr a vista em cima do prometido Sporting novo. É sabido que Garay, Wendt, Hugo Almeida, Zahavi, Alex Silva e Bobô ainda não foram contratados pela dupla Luís Duque-Carlos Freitas, ao contrário do que Godinho Lopes tinha garantido. Mas vieram outros jogadores. Não tão bons, mas vieram. E ao que parece, estão a revelar uma enorme capacidade de integração na atmosfera de sofrimento e de incapacidade de jogar bem que, há muito tempo, está instalada em Alvalade.
Na semana em que o Sporting trocou de médico – Gomes Pereira foi substituído por Frederico Varandas –, o seu futebol continua doente. Na verdade, parece continuar tudo como dantes: o tipo de futebol exasperante e inconsequente, a corrida lenta atrás do prejuízo, a mesma dificuldade para marcar um golo, as asneiras da equipa de arbitragem (destaco um penálti por assinalar a favor do Sporting, ainda na primeira parte, e eventual expulsão do defesa que jogou a bola com a mão, por segundo cartão amarelo), enfim, tudo já visto no passado recente.
Até o excelente golo do Olhanense, ao ser marcado por Wilson Eduardo, um avançado formado no Sporting, indicou-nos que continua tudo na mesma. No fundo, é a continuidade em todo o seu esplendor. Até a divisão de pontos no jogo inaugural (o empate a um golo com o Olhanense) foi exactamente igual à verificada na época passada (empate a zero golos), a tal época terrível, sob os comandos da “troika” formada por José Eduardo Bettencourt, Costinha e Paulo Sérgio. Até Domingos Paciência já parece Paulo Sérgio a encontrar justificações. Portanto, continua tudo na mesma em Alvalade. É triste. É muito triste.
O Sporting abriu a Liga 2011-2012 contra um adversário em cuja equipa estão jogadores formados em Alvalade e outros que os craques da prospecção leonina fizeram o favor de encontrar em África. Estou a falar de Mexer, o internacional moçambicano, que não serve para a defesa do Sporting mas serve perfeitamente para anular os avançados do Sporting, em particular o desastrado Hélder Postiga. E estou a falar de João Gonçalves, o lateral-direito que é chamado a Alvalade no Verão mas acaba sempre por ser dispensado. Esses dois jogadores representam 50 por cento da defesa do Olhanense. Uma defesa que foi eficaz face a um Sporting que só teve classe e clarividência no momento em que Izmailov (quem diria!...) marcou o golo do empate.

sábado, 13 de agosto de 2011

Xistra a mais para Sporting a menos



Começo um bocado xistre do Sporting no campeonato. Desequilíbrio entre árbitro e equipas. Um golo anulado, penalti por marcar ... nada de novo. A equipa tem de saber vencer neste eterno paradigma. Vamos em frente pois.

A Bolsa de Valores Interna


Tiago Ilori veio jogar para o Sporting Clube de Portugal no escalão de Infantis A (Sub-13) em 2005/06, e exceptuando a época de Iniciados A em que esteve emprestado ao Grupo Desportivo Estoril Praia (na qual foi orientado sob a batuta do Mestre António Prazeres), tem estado sempre no Sporting, começando agora a sua 6ª época competitiva ao serviço dos verde-e-brancos.

O jovem central está ainda muito "cru", mas é inegável que teve uma evolução fantástica durante o seu primeiro ano de júnior em 2010/11, diria mesmo que excedeu as expectativas que eu pessoalmente tinha em relação ao atleta, mas todo este aparato e atenção mediática em seu redor não o irá ajudar a focar-se no aperfeiçoamento da sua arte, embora Ilori seja um jovem de carácter sólido e com um bom suporte familiar à sua volta.

Acima de tudo Ilori precisa de tranquilidade, e se nos próximos 10 meses evoluir tão bem como o fez no último ano, poderá tornar-se uma aposta muito interessante. Esta época a aposta desportiva a nível da equipa principal é fortíssima, ganhar e só ganhar interessa, não há espaço para apostas de risco nem para apostar excessivamente em jovens, agora não é o tempo dos ‘putos’ mas sim dos ‘cobras’.

Um jovem inserido numa equipa perdedora ou sem estabilidade pode perder tempo e ‘unidades de trabalho’ preciosas para a sua evolução, não vale a pena comprometer o futuro - que se espera brilhante - de Tiago Ilori.

Iuri Medeiros. Este jovem é um MUITO bom ‘projecto de jogador’ caso tenha cabeça. Já o conheço há mais de 6 anos, e por vezes a sua.... ‘exuberância juvenil’ infelizmente não o tem ajudado a queimar etapas no seu desenvolvimento enquanto futebolista, mas o que lhe falta em maturidade sobra-lhe em talento e garra, pois é um extremo esquerdo com uma velocidade, raça e uma vontade de vencer fora do comum.

Detesta perder e tem mau feitio quando perde um lance (quanto mais um jogo). Tanto pode vir a ser um jogador de qualidade mundial (sem qualquer exagero) como vir a perder-se e só "despertar" daqui por 10 anos quando tiver maturidade suficiente para tirar partido (tarde demais) do seu considerável talento.

O potencial para Iuri "rebentar" está lá desde que "alguém" (Domingos Paciência) o consiga "domesticar" como em tempos Lazslo Boloni fez com o "Mustang" Ricardo Quaresma, embora Iuri seja um jogador com características diferentes do "cigano", menos tecnicista mas mais aguerrido. Se tiver oportunidades os adeptos vão ficar irritados com o seu individualismo e com a sua imaturidade em campo, mas vão "amar" a raça que ele emprega em cada lance.

As faculdades mentais (e aqui falo sobretudo do processo maturacional no final da adolescência) são sempre as mais difíceis de prever sobre como poderão evoluir ou afectar a mentalidade de um jovem jogador, daí jogadores como Iuri, ao contrário de João Mário Eduardo, de Ricardo Esgaio e de Alberto Coelho "Betinho" (todos eles mais maduros e ‘serenos’) são mais complicados de antecipar como poderão vir a comportar-se apenas baseado no seu atleticismo e talento.

Uma voz amiga para com ele pode fazer a diferença, e essa voz amiga terá de vir das bancadas de Alcochete e de Alvalade, seguramente esse "respaldo" fará maravilhas, especialmente quando se fala de um jovem que está a 3000 kms da família e que não queremos que se perca em distracções supérfluas.

Tal como há exactamente 10 anos atrás, o maior receio do Mister ou dos adeptos para com Iuri será o mesmo que Boloni tinha para com o seu Mustang, o medo de pedir e consequentemente poder ouvir "não consigo, não sou capaz". Com mestria, com "paciência" (no pun intended) e com apoio, esperemos que Iuri possa nos próximos 24 meses dar o salto qualitativo e que possa ser moldado no grande jogador que ele pode vir a ser. O potencial é inegável, se ele se perder será uma tragédia para o futebol leonino.

André Carreira de Figueiredo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Duque e a bola a rolar


Luís Duque deu ontem entrevista simples à RTP-N. Abordou alguns assuntos de maneira simpática e saiu-se bem. Foi a actualidade do futebol que alguns queriam saber, mas o mais importante é quando diz que em Alvalade a «revolução continua».
Significa em bom português que há muito ainda a fazer. Gostei que dissesse que havia «muitos acomodados» em Alvalade. É bem verdade.
Eu neste blog já dei a sugestão construtiva à direcção para que efectue significativos cortes salariais em muitos "lugarzinhos" de favor e em gente que por ali anda com pouco por fazer e com salários que não são compagináveis com o seu curriculum. Sei que a ideia foi benquista pela direcção, mas todos os sócios aguardam essa tesourada nos funcionários bem pagos e que nada fazem no Sporting.
Luís Duque foi um dos trunfos mais fortes na candidatura de Godinho Lopes. Muita gente votou em Duque, é verdade, mas realço que hoje o universo leonino pode dizer sem problemas que, para já, Godinho Lopes tem feito o melhor possível e que o elo mais fraco da direcção se chama Carlos Barbosa, a quem desejo sinceramente que reveja o seu posicionamento e que cale a boca sobre futebol, pois percebe tanto de futebol como eu de chaminés.
O Sporting, dentro das suas possibilidades, reforçou-se para o campeonato que hoje começa. Há em todos nós o desejo e o sonho, mas também tem de haver os pés assentes na terra de quem vê a violência da realidade.
Desejamos ser campeões, mas o pragamtismo da realidade leva-me a desejar que o Sporting, primeiro, jogue bom futebol; segundo, continue com a união dos adeptos em torno da sua equipa, fazendo-se críticas construtivas quando tiverem que ser feitas.
O Sporting tem nesta época obrigação de encurtar distâncias para os outros rivais e lutar com galhardia dentro de campo. O Sporting, infelizmente, está à vista de todos, ainda não tem as mesmas armas de Carnide e das Antas.
Mas tem a obrigação de combater, de lutar, de deixar tudo em campo. S. Paulo dizia «combatei, combatei sempre, mas combatei o bom combate».
E o combate dos jogadores do Sporting é o melhor de todos: é o combate pelos milhões de adeptos que amam o seu clube, que choram, gritam e que vivem com ele no seu coração.


Rui Calafate

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Godinho arrefece os ânimos e pede mais sócios


Mensagem do presidente do Sporting Clube de Portugal, Godinho Lopes, enviada hoje aos sócios do clube:
"Dia  14 vai dar início a época 2011-2012, afinal, a primeira temporada que preparei  com a equipa enquanto Presidente do Sporting Clube de Portugal. 
Tal  como referi na carta que lhe escrevi no dia 1 de Abril de 2011, tenho o mais  profundo respeito pela massa associativa leonina e foi para vós que procurei  dirigir o máximo de atenção até agora.
Foi  nesse contexto, também, que nos primeiros quatro meses lançámos o desafio da  revisão dos Estatutos, iniciámos a auditoria prometida, conseguimos com  grande sucesso a subscrição do empréstimo obrigacionista, reestruturámos a  Sporting SAD e a Academia, introduzimos alterações importantes na gestão do  nosso Clube e iniciámos, quer através do site quer no Auditório Artur Agostinho, um novo processo de comunicação e de aproximação convosco.
Ao  mesmo tempo, contratámos uma nova equipa técnica para o futebol, e  revolucionámos o Plantel com a contratação de, até agora, catorze novos  jogadores. Nunca  vivi com euforias desmedidas, mas também nunca fiquei deprimido por resultados negativos pontuais. A construção de uma equipa com sustentabilidade e firmeza tem que ser feita passo a passo.
Durante  esta época nós faremos o nosso trabalho com consistência e determinados, o  que lhe pedimos é que de forma também entusiástica e determinada colabore na angariação  de um novo sócio. É este o desafio que lhe deixo. Viva o Sporting!"

domingo, 7 de agosto de 2011

Haverá Paciência?


A nova direcção do Sporting Clube de Portugal reuniu em Alvalade matéria-prima em qualidade e quantidade para permitir a Domingos Paciência construir uma boa equipa, mas seria insensato esperar que essa equipa esteja pronta para dar "show" já no dia 13. Uma vitória, mais ou menos sofrida, mais ou menos "sortuda", seria muito bem vinda numa altura em que várias dúvidas ainda devem persistir na mente do "mister".
Jogar em 4-1-3-2 (desdobrando-se em 4-2-4 ofensivo) com apenas dois médios-centros (Stijn Schaars e Fábian Rinaudo) para assim poder jogar com 4 unidades declaradamente ofensivas (Diego Capel, Jeffrén Suárez, Hélder Postiga e Ricky von Wolfswinkel), sistema esse que tem evidenciado défice de "fantasia" no miolo e também (expectavelmente) falta de rotinas de jogo no último terço do terreno, ou alterar o esquema para um 4-3-3 com Matias Fernandez à esquerda de Schaars e com Capel e Jeffren a flanquear von Wolfswinkel ou alternativamente Diego Rubio?
Na mente do treinador deverá estar a ideia de jogar em ambos os sistemas ao longo da época, pois pouco sentido faria ter ido buscar Luís Aguiar e manter Matias no plantel para depois jogar sem um "10" ou para os "enfiar" nos corredores laterais. Uma coisa é certa, seja em 4-1-3-2 ou em 4-3-3 o Sporting irá felizmente flanquear muito o seu jogo esta época.
A jogar só com um "9" a escolha teria que recair em von Wolfswinkel ou Diego Rubio, pois Postiga não tem essas características. O holandês custou muito dinheiro, só tem 22 anos, e tem "pinta" de "homem de área" e precisa que os extremos sejam "amigos", mas até agora está a ter uma adaptação difícil, enquanto Diego Rubio tem excedido as expectativas e não me surpreenderia se fosse titular no eixo ofensivo de um 4-3-3, a verdade é que se esquecermos a sua data de nascimento, não podem haver quaisquer dúvidas de que o jovem chileno é o melhor avançado-centro no plantel.
Na defesa persistem as dúvidas. Esta equipa joga com menos espaço entre os sectores do que a do ano passado, mas joga com uma defesa mais subida do que qualquer outra equipa do Sporting pós-José Peseiro, embora a actual equipa (ainda) não desenvolva um caudal ofensivo ao nível da equipa de 2004/05. Falta-lhe um trinco mais posicional como Custódio, e tal como em 2004/05 faltam defesas-centrais rápidos, capazes de jogar com 40 metros nas suas costas. Por mim, a escolha recairia em Alberto Rodríguez e Anderson Polga, que com a sua mescla de bom jogo aéreo e de veterania são o que o Sporting precisa no dia 13, de ganhar, de iniciar uma sequência de vitórias que dê espaço à equipa para crescer.
Este plantel tem potencial, tem mais valor a médio-longo prazo do que o plantel do Benfica (por exemplo), mas por agora é um plantel e não uma equipa, precisa de tempo, precisará de 10-15 jogos para encontrar a sua identidade e assim poder começar a ganhar regularmente. A questão que resta é quantos pontos e jogos irá esta equipa perder durante esse "período de aprendizagem"? Tempo, paciência e tudo o resto era o que não faltava a Domingos no Braga, mas por mais promissor que o "mister" ou o plantel possam ser, é incontornável que se não começa a ganhar no imediato, não haverá 15 jogos de espaço de manobra.
Bom treinador, bom plantel, potencial para um 11 titular razoavelmente forte, excelente dinâmica social a empurrar a equipa, mas as vitórias têm que aparecer já no dia 13 ou a depressão e a "irracionalidade" instalar-se-ão nas bancadas. E e partir daí veremos se o "Edifício do Futebol" treme ou não.

André Carreira de Figueiredo

Domingos. Preocupação sem motivos

As derrotas e as pálidas exibições do Sporting nesta pré-temporada não são motivos para alarme. O treinador Domingos Paciência está preocupado, mas não tem motivos para estar preocupado. É preciso ter em conta que os jogadores Garay (que ontem jogou pelo Benfica frente ao Arsenal), Wendt (agora no Borussia M'Gladbach), Hugo Almeida (Besiktas), Zahavi (Palermo), Alex Silva (Flamengo), Jô (Internacional de Porto Alegre) e Bobô (Besiktas), todos garantidos por Godinho Lopes para a nova temporada, em notícias plantadas na imprensa durante a sua campanha eleitoral, ainda não jogaram pelo novo Sporting. Não sei quando chegam a Alvalade, até dizem que jamais chegarão, mas a verdade é que ainda não jogaram. Também é por isso que o verdadeiro Sporting ainda não está de volta. Resta-nos apoiar a equipa e confiar que melhores dias virão. Assim como os reforços que nos disseram que estavam garantidos.

sábado, 6 de agosto de 2011

O feito histórico de Paulo Cascavel


O brasileiro Paulinho Cascavel chegou a Portugal em meados da década de 1980 para jogar no ataque do FC Porto. Tapado por Fernando Gomes, não vingou e acabou por se mudar para o Vitória de Guimarães, onde conquistou o título de melhor marcador, em 1986-1987, com 22 golos em 30 jogos. No ano seguinte, estava em Alvalade para fazer esquecer a saída do histórico goleador Rui Jordão. Voltou a confirmar as suas qualidades, marcando 24 golos em 34 jogos, o que lhe deu, de novo, o título de melhor marcador em Portugal. Isto resultou num feito histórico: Cascavel foi o único jogador na história do futebol português a sagrar-se melhor marcador do campeonato nacional por duas equipas em épocas seguidas.
Chama-se Paulo Roberto Bacinello, mas ficou conhecido por Paulinho Cascavel. Segundo conta o jornalista Rui Miguel Tovar, que hoje entrevista o antigo futebolista no jornal “i”, a alcunha foi-lhe atribuída muito antes de os seus atributos viperinos dentro da área se tornarem claros. Cascavel é o nome da sua terra natal. Mas no imenso Brasil há três cidades assim denominadas. No Ceará, na Bahia e no Paraná. Foi nesta última, no Sul do Brasil, que Paulinho nasceu a 29 de Setembro de 1959. Aos 51 anos, vive em Portugal, como o filho Guilherme, avançado do Penafiel. Eis algumas passagens da entrevista de Paulinho Cascavel ao jornal “i”, onde ressaltam críticas a Sousa Cintra:

“[Nesses tempos do Sporting, morava] no Lumiar, na Quinta do Lambert. Às vezes ia a pé para os treinos. Grandes tempos... Porque o presidente, Jorge Gonçalves, quis mesmo fazer do Sporting uma equipa forte. Contratou internacionais brasileiros, como o Silas, o Luisinho, o Douglas. Simplesmente, FC Porto e Benfica eram mais fortes.”

“Houve desentendimentos [com Sousa Cintra]. Durante uns tempos, fui encostado. Nem podia treinar com os meus companheiros. Andei a treinar sozinho, equipava-me sozinho... Só muito tempo depois é que os advogados das duas partes se entenderam e saí do Sporting. Magoado. Não com o clube nem com os dirigentes ou com os jogadores, mas com Sousa Cintra.”

“[No Sporting-Nápoles], o Maradona deu-nos um tratamento espectacular. Antes do jogo bateu à porta do nosso balneário e perguntou-nos se estávamos bem, se queríamos alguma coisa. Depois do jogo bateu-nos outra vez à porta para pagar os 100 dólares da aposta com o Ivkovic. Vestimo-nos todos e fomos para uma sala, onde ficámos a falar. Foi então que conheci o Careca e o Alemão, internacionais brasileiros do Nápoles. Fantástico.”

Derrota com Udinese. Nem a marcar penaltis


O Sporting empatou (2-2) com os italianos da Udinese, mas acabaria por perder no desempate por grandes penalidades. Assim, a equipa leonina parte para os jogos a doer segurando na mão o último lugar no Trofeo Ramón Carranza. Este torneio serviu para arrefecer ainda mais o entusiasmo dos sportinguistas. Esperemos que tenha servido também para o treinador Domingos Paciência perceber o que tem a fazer a partir de agora. Por enquanto, só tem dado Diego Rubio (hoje facturou os dois golos leoninos) e pouco mais.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Diego Rubio. Fixem este nome


Há uma semana, na apresentação aos sócios e adeptos, em Alvalade, o Sporting deixou uma péssima imagem perante os espanhóis do Valência. Agora, em Espanha, no prestigiado Trofeo Ramón Carranza, o Sporting, que este ano tem jogadores de 13 nacionalidades, voltou a decepcionar, frente ao 11º classificado da Liga espanhola, perdendo por 3-1. Uma primeira parte muito fraca, em que a equipa leonina não teve defesa, não teve meio-campo, nem ataque, ditou a segunda derrota consecutiva, uma semana antes do arranque da Liga Portuguesa.
O Sporting tem muitos jogadores novos e a integração das competências de todos demora o seu tempo. Por isso, ainda é cedo para tirar grandes conclusões. De qualquer modo, os seis golos encaixados nos últimos dois jogos com equipas espanholas, e sobretudo a forma como foram sofridos (as falhas de marcação foram evidentes), são motivo de apreensão. E desta vez, Domingos Paciência deu ouvidos ao antigo internacional do clube Pedro Venâncio, que há dias tinha afirmado que Rodriguez e Onyewu deveriam jogar juntos no centro da defesa. Pelo que Daniel Carriço ficou de fora. Mas sem sucesso. Tanto mais que subsistiram os problemas nas laterais, onde João Pereira e Evaldo (juntos custaram 6 milhões de euros no tempo de José Eduardo Bettencourt) não têm qualidade para um Sporting que dizem estar de volta.
Fixando o que este jogo teve de bom para a equipa de Domingos Paciência, destaque para a figura de Diego Rubio (muito mais possante e presente em jogo do que o holandês Wolfswinkel). Rubio apontou o golo sportinguista e deixou pormenores que poderão fazer dele um ponta-de-lança de referência nesta equipa. Se a defesa, mais uma vez, causou motivos de apreensão, o chileno Rubio, que não parece ter apenas 18 anos, deixou um forte sinal de esperança. Fixem o nome dele.

A leoa e o artista


São duas das imagens do momento. Um artista e dono de um jardim zoológico decide viver cinco semanas dentro de uma jaula com uma leoa. Acontece na Ucrânia. O ucraniano Alexander Pylyshenko vai conviver com a leoa durante 35 dias dentro da jaula dos animais no seu zoológico particular, em Vasylivka. Ele pretende arrecadar dinheiro para conseguir manter o zoo e chamar a atenção do público para as más condições que vivem os animais nos zoológicos particulares na Ucrânia. FOTOS: Gleb Garanich (Reuters)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A apresentação de Jeffren


Jeffren, que vem do Barcelona, a melhor equipa do mundo da actualidade, é apresentado à comunicação social nesta quarta-feira, em Alvalade, já perto da meia-noite. O horário é estranho, sobretudo quando o clube pugna pelo futebol disputado à tarde. Será mais um horário imposto pela Sport TV de Joaquim Oliveira?... Fora isso, o Sporting está de parabéns pela grande contratação. O que sobra a um clube como o Barcelona tem qualidade em qualquer parte do mundo.

Contradição de termos



Um extremo é hoje o tema central no Sporting.

E eu extremamente cansada de andar a saltitar do site da Bola para o do Record.

As fontes de informação no futebol serão sempre um mistério. A fonte "ao que o jornal apurou" continua a ser uma das favoritas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A carne de frango está muito cara


Se o Sport Lisboa e Benfica vendeu o guarda-redes Roberto aos falidos do Saragoça por 8,6 milhões de euros, obtendo um lucro de cem mil euros, podemos concluir que o preço da carne de frango está atingir níveis assustadoramente elevados.

A dispensa de Diogo Salomão


Tudo tem uma explicação, mas, por mais que a procure, não consigo perceber por que razão o Sporting emprestou Diogo Salomão aos espanhóis do Desportivo da Corunha. De todas as operações leoninas no mercado, é aquela que não consigo compreender. Salomão é um jovem promissor, um extremo - e fazem falta extremos no plantel... - um jogador que desequilibra, daqueles que rasgam um jogo ou que podem decidir uma contenda. E mesmo assim recebeu guia de marcha para rodar na II Divisão espanhola. Sendo o Sporting um clube cheio de dívidas, não se entende esta opção.
As primeiras notícias desta nova temporada dão contam daquilo que estava à vista de todos: Diogo Salomão está a encantar os espanhóis. Não faltará quem argumente que Salomão não cumpriu o que dele era esperado na época passada. Ora, por essa ordem de ideias, teriam de ser dispensados quase todos os jogadores. Outros poderão argumentar que o jogador tem muito para aprender. Mas, a ser assim, jogadores igualmente inexperientes não deveriam ter sido contratados.
Oxalá possamos ver em Alvalade, dentro de pouco tempo, o futebol alegre e criativo de Diogo Salomão.
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