quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Espectáculo e sofrimento


O Sporting venceu a Lazio e somou a quinta vitória consecutiva. Uma vitória construída com espectáculo e sofrimento. Espectáculo na primeira parte, em que os dois grandes golos, de Wolkswinkel e Ínsua, mas em especial o primeiro, foram as duas cerejas em cima do bolo. Também houve lugar ao desacerto. E aí, Ínsua deu nas vistas ao ter sido expulso na sequência de um segundo cartão amarelo. E o Sporting actuou quase toda a segunda parte com dez. Foi a fase do sofrimento. Os italianos estiveram mesmo à beira de empatar, mas já era tempo de o Sporting usufruir de alguma estrelinha em jogos europeus. No global, deu para ver que Domingos Paciência está a fazer uma equipa que poderá ser uma grande equipa. Alvalade começa, finalmente, a conjugar o verbo ganhar. Os sportinguistas já estavam a precisar. FOTO: Getty Images

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Polga não foi para Roma em 2003. "Infelizmente", diz ele



O defesa-central leonino Anderson Polga teceu comentários sobre a preparação da equipa do Sporting para o duelo frente à Lazio, a realizar nesta quinta-feira, em Alvalade, para a Liga Europa, num confronto que o jogador brasileiro deverá abordar na posição de titular face à ausência de Alberto Rodriguez. Até que confessar que, "infelizmente", não foi para o Roma, em 2003, acabando por ingressar no Sporting Clube de Portugal. Infelizmente???... Enfim. Abrem a boca e só sai asneira.

sábado, 24 de setembro de 2011

Agora sim, o Sporting está de volta!...


O novo Sporting, que Domingos Paciência só encontrou depois de o clube ter vendido Hélder Postiga e Yannick Djaló, deu neste sábado uma demonstração cabal do seu crescimento. A vitória por 3-0 sobre o Setúbal foi muito pequena para traduzir uma exibição quase perfeita, um domínio avassalador, do primeiro ao último minuto do encontro, e muitas oportunidades de golo.
Para além da excelente exibição do Sporting estivemos perante um magnífico jogo de futebol, com golos, emoção e procura constante da baliza. Mais vezes o Sporting, enquanto o Vitória de Setúbal só tentou quando pôde. Ainda assim, a equipa sadina também rematou, aproveitando o adiantamento da defesa leonina e alguma intranquilidade de Rui Patrício na reposição da bola em jogo. DE qualquer modo, Patrício assinou duas ou três excelentes defesas e, muito importante, não sofreu golos.
Para além de um futebol vivo e com forte sentido colectivo, da vontade de ganhar demonstrada desde o apito inicial de Cosme Machado e do generoso e excelente público de Alvalade, o que mais gostei no Sporting foi um notório trabalho de balneário que fez transparecer para o público uma equipa de jogadores unidos e movidos por uma corrente positiva. Isso viu-se pelo semblante alegre dos jogadores, pela cumplicidade revelada em campo e pela forma como festejaram os golos ou reagiram às contrariedades.
A forma decidida como o Sporting procurou a vitória demonstra que, havendo vontade de ganhar, é muito mais fácil chegar ao golo e construir vitórias robustas muito cedo. É evidente que os manhosos das televisões procuram sempre explicar o sucesso do Sporting com falhas adversárias. E até ocupam o tempo a pensar que o adversário, mesmo a perder por 3-0 ao intervalo, ainda pode recuperar na segunda parte. Mas isso não conta para nada se a equipa procurar o golo com intensidade competitiva e um jogo de qualidade.
A vitória caída dos céus nortenhos, em Paços de Ferreira, revelou-se muito importante para a recuperação sensacional que o Sporting está a empreender em poucas jornadas, em função dos pontos perdidos por FC Porto e Benfica. E eis o Sporting, de novo, na luta pelo título, de igual para igual, e com motivação para impor o seu jogo em qualquer campo.
Neste momento, importa continuar a recuperação psicológica de Rui Patrício. Porque já demonstrou que tem excelentes qualidades entre os postes. Fora deles precisa de aprender a não inventar tanto. Se não consegue chutar em condições, que não chute. Mas isso é trabalho para Vital, o treinador dos guarda-redes.
Já a defesa ganhou outra robustez e outra capacidade ofensiva com a entrada de Ínsua. Prevalece alguma indefinição na dupla de centrais, residindo aí as dúvidas que terão de ser desfeitas nos próximos tempos.
O triângulo do meio-campo formado por Rinaudo, Schaars e Elias está a crescer de jogo para jogo. Carrilho é excelente no lado direito. Capel não pode sair da ala esquerda, pois não faz nada de ofensivo do lado contrário.
E Wolkswinkel, que marcou dois grandes golos, à ponta-de-lança, é o novo Liedson. Não tenham dúvidas. Agora sim, o Sporting está de volta!... FOTOS: Rafael Marchante (Reuters)

E o vencedor do FC Porto-Benfica foi...


... O Sporting Clube de Portugal!... Mas, ainda falta ganhar ao Vitória de Setúbal, neste sábado, às 20h30, em Alvalade. Um estádio onde a equipa leonina, para a Liga Portuguesa, já não vence desde Abril último. Vamos ver como será neste sábado. A vitória é fundamental para relançar a equipa na prova.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sporting. Terceira vitória consecutiva 9 meses depois


A jogar de preto, o Sporting lá vai, devagarinho, para não partir, porque a coisa ainda treme muito na defesa. Desta vez, a vítima foi o Rio Ave. O Sporting venceu por 3-2, em Vila do Conde, e somou a terceira vitória consecutiva em jogos oficiais, que já não festejava desde 8 de Janeiro de 2011, quando venceu o Sporting de Braga, precisamente orientado por Domingos Paciência, por 2-1, em Alvalade. Por isso, compreende-se a alegria da nação sportinguista, cuja confiança na equipa parece estar em retoma, embora lenta. A fome de vitórias é imensa, sendo capaz de nos toldar a visão. Mas isso também faz parte da paixão.
A verdade é que a coisa ainda treme muito. Sobretudo na defesa. O que obriga a uma equipa mais ambiciosa na busca do golo, enquanto os adversários estão distraídos, procurando marcar o segundo, e depois o terceiro e depois o quarto, se for possível. O que não acontece.
Em Zurique, foi preciso sofrer, depois de facilmente ter sido atingido o 2-0. Em Vila do Conde, depois de uma entrada avassaladora, com dois golos nos primeiros três minutos, a equipa sportinguista foi saindo do jogo, até que, escandalosamente, se deixou empatar, a meio da segunda parte. É inadmissível que o ritmo e a ambição baixem depois de dois golos marcados. Já tinha acontecido contra os toscos do FC Zurique. E aconteceu o mesmo agora. Até parece que os novos jogadores aprenderam rapidamente como se jogava no ano passado.
Ao Sporting valeu a eficácia, que parece estar de volta. Desta vez com o defesa-central norte-americano Oguchi Onyewu, um herói improvável, a decidir, aproveitando-se dos seus centímetros a mais para cabecear com êxito. E Wolkswinkel dá sinais de ser um ponta-de-lança cuja eficácia poderá fazer esquecer Liedson. Nada está conquistado. Falta a quarta vitória consecutiva. A construção da equipa continua. FOTO: Getty Images

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A segunda vitória consecutiva


O Sporting conquistou a segunda vitória consecutiva. Desta vez, venceu o FC Zurique, por 2-0, na abertura da Liga Europa 2011-2012. Mais um pontapé na crise. FOTO: Reuters

Mandem calar o comandante


O comandante Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico Português, decidiu disparar sobre a gestão do Sporting e sobre a aquisição de jogadores. Fê-lo ao microfone da Renascença, a tal rádio que gozou com o Sporting, sem que, da área da comunicação do clube, o sr. Carlos Barbosa e a cavalheira loura que ele contratou conseguissem um pedido de desculpas.
A minha ingenuidade já era. Levo 16 anos de comunicação e é a mesma rádio que se lembra de ir ouvir o comandante Vicente de Moura falar sobre o Sporting. Pois bem, o comandante tem direito a opinião, mas eu tenho direito também à minha opinião sobre o comandante.
Acho estranho este senhor vir falar agora e muito mais sobre contratações. Fico a depreender que o comandante preferia o Tales de Souza, o Cristiano, o Maniche, o Grimi, o Postiga e o Yannick. O Sporting reforçou-se com bons jogadores para não passar a vergonha do ano passado que, se calhar, o comandante preferia.
Mas o comandante devia preocupar-se era com os assuntos dele. Não tenho nada contra a idade dele, mas ele é o representante da "brigada do reumático" que se agarra como lapas a determinados lugares.
Se não fosse assim, o comandante tinha saído do COP depois das Olimpíadas. Já agora, agradecia que a “troika” que por cá anda fosse ver os números da gestão do COP e, por exemplo, o contrato do COP com a agência de comunicação que trabalha lá. Como foi o concurso comandante? É uma empresa amiga? Isto é uma pergunta.
E em vez de se meter com o Sporting, que diz ser o seu clube, devia preocupar-se com o próximo ciclo olímpico e dou dois factos com modalidades onde temos legítimas ambições a medalhas e largo historial.
1 - Por que é que o comandante não está preocupado com os resultados do atletismo no último mundial, a um ano das Olimpíadas, que foram fraquíssimos em vez de estar preocupado com os jogadores do Sporting?
2 - Como é que está o seu relacionamento com a Federação Portuguesa de Vela que vive neste momento graves problemas, a um ano das Olimpíadas?
É sobre isso que o sr. comandante tem de falar, pois arrisca-se a ficar na história como o Comandante Zero.
Vir falar sobre o Sporting foi servir os inimigos do clube. Infelizmente, o sr. Carlos Barbosa e a cavalheira loura que escolheu para a comunicação do clube continuam a dormir manifestando uma absoluta incompetência.
Num livro de Gabriel Garcia Marquez dizia-se “ninguém escreve ao coronel”. Neste caso é para dizer “mandem calar o comandante”. Se não o fazem, e não o vão fazer, eu digo com respeito: “Comandante Vicente de Moura, sobre o Sporting cale-se!” E vá trabalhar para o sucesso deste ciclo olímpico. É sobre ele que os sportinguistas agradecem que fale.

Rui Calafate

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O contra-ataque de Luís Duque


Luís Duque esclareceu bem e partiu bem para o contra-ataque. Eu ponho os nomes: quanto ganham Rui Costa, António Carraça, Antero Henrique, por exemplo? Comissões no Benfica e no Porto? Quem são os accionistas do Benfica Stars Fund?
Rui Calafate

Os milhões em comissões e o salário de Duque


Há muito para explicar sobre esta notícia. E não me venham dizer que a notícia de O Jogo, que é um jornal que considero muito equilibrado, é feita por inimigos do Sporting - a mesma conversa do costume como se apoiar fosse calar – pois o autor da notícia, o Jean-Paul Lares é um bom jornalista e um tipo sério.
Já sabemos que há passes que têm de ser comprados, mesmo quando os jogadores vêm a custo zero (casos Rodriguez e Arias, neste caso custou 900 mil euros e temos Cédric e João Gonçalves para a mesma posição, não esquecer), mas, meus amigos, 11 milhões em bolo global de comissões não é demais?
Quem são os cavalheiros que representam estas entidades todas que recebem comissões? Mas o futebol que é um espectáculo fantástico e honesto, pois é vivido com paixão pelos adeptos, tornou-se um negócio de vampiros comissionistas e de “off-shores” sem rosto?
Num clube que “não tem dinheiro para fazer cantar um cego”, Godinho Lopes “dixit”, 11 milhões em comissões é normal?
E que dizer do salário de Luís Duque? Vão-me dizer: é normal. Não é, não senhor. José Eduardo Bettencourt foi o pior Presidente do Sporting e também o primeiro a ter uma remuneração. Auferia na casa dos 20 mil euros, mas era muito menos do que ganhava na sua actividade profissional, honra lhe seja feita.
Agora Duque aufere sensivelmente o mesmo. Mas a pergunta simples é: mas quanto ganhava antes de vir para o Sporting?
Pois bem, entendo que quem tem paixão por um clube, naturalmente não deve perder dinheiro, mas deve ganhar sensivelmente o mesmo que ganhava na sua função anterior. Isolando o caso de Godinho Lopes, que não é remunerado, e dos activos do clube, gostava muito que estudassem a diferença entre o que os funcionários do Grupo Sporting auferiam antes de ir para lá e o que recebem agora.
Sem esquecer as cunhas e o compadrio de muita gente que está no Sporting a ganhar o que nunca ganharia a trabalhar com o currículo que tem. Depois falam de quotas suplementares para as modalidades, mas se cortarem em salários na sede social do Sporting vão ver que têm uma excelente maneira de equilibrar as contas das modalidades ditas amadoras.
Assuntos que deviam ser tratados e explicados hoje na reunião do Conselho Leonino.

Rui Calafate

sábado, 10 de setembro de 2011

Uma vitória que pode valer uma temporada


O Sporting ganhou, finalmente, na I Liga Portuguesa 2011-2013, em Paços de Ferreira, por 3-2, depois de estar a perder por 2-0. Foi uma grande vitória, uma vitória arrancada a ferros, construída já no último quarto de hora da partida. Foi a primeira vitória, mas foi talvez a vitória mais importante da temporada, porque, tendo em conta as circunstâncias, pode valer uma temporada, se o ciclo vitorioso tiver continuidade já na próxima jornada.
O Sporting entrou em campo a perder por 1-0, na sequência de um daqueles lances que só acontecem em jogos do Sporting: Rodriguez tocou a bola para traz, mas o passe ao guarda-redes falhou, tendo o árbitro Paulo Baptista entendido que foi um atraso ao guarda-redes. Ora, não foi atraso na direcção do guarda-redes, pois Rui Patrício teve de se deslocar alguns metros para a sua esquerda para interceptar a bola e agarrá-la. Por isso, o primeiro golo pacense teve o carimbo da equipa de arbitragem, complicando seriamente a estratégia sportinguista. O costume, com a assinatura de um palhaço que, há uns anos, também assinalou grande penalidade contra o Sporting, num jogo com o Trofense, por uma falta cometida três metros fora da área.
Sem espaço para perder mais pontos, Domingos Paciência resolveu finalmente abrir o livro dos “reforços” e renovou a equipa. Só o bom futebol não entrou em campo. O que se compreende numa equipa ainda sem automatismos. Mas deu para ver que Capel, muito voluntarioso, é um jogador de fogachos e que Bojinov continua em crise existencial. Daí que em grande parte do tempo tenha faltado quem definisse melhor o jogo leonino no último terço do campo.
Numa entrevista que deu neste sábado, o ex-avançado leonino Carlos Saleiro, que agora joga do Servette, disse uma coisa que, tendo em conta o rendimento demonstrado até agora, define na perfeição o Sporting 2011-2012: “Em qualidade, o plantel do Sporting da época passada está equiparado ao actual. Neste ano tem é mais opções.”
Muitas vezes não interessa como ganhar. Interessa é ganhar. Em Paços de Ferreira, o Sporting estava num daqueles dias em que o importante era ganhar, não importando como. A segunda parte começou mal, com a equipa a sofrer o segundo golo e a perder-se em campo. Até que, num momento de inspiração, Izmailov (sim, o russo que tinha sido proscrito por Costinha em 2010…) encontrou o caminho do golo e da viragem do resultado. Pouco depois, Elias – um toque de classe na equipa que já é notícia no Brasil – resolveu começar a fazer render o retorno do histórico investimento que implicou a sua contratação, empatando o jogo. E a seguir foi Wolfswinkel a fazer um golo ao seu estilo.
O Sporting estava, pela primeira vez, a ganhar. Como explicou Domingos Paciência, esta vitíoria ensinou os jogadores a “acreditar que é possível ganhar sempre”. É por isso que foi uma vitória muito importante. Acreditemos.

Godinho Lopes e os ladrões do Sporting


Numa sessão de esclarecimento aos associados do Sporting Clube de Portugal, o presidente Godinho Lopes (que nesta foto está a abraçar o afinador das eleições e dos fundos leoninos) afirmou que, no clube, "havia gente que roubava e que, por isso, foi despedida".
Em primeiro lugar, esta frase demonstra que Godinho Lopes, em apenas seis meses, já caiu no pântano que, há um ano, acabou por levar à demissão do inenarrável José Eduardo Bettencourt. Em segundo lugar, uma coisa destas não se diz assim. Se alguém roubava, os sportinguistas querem e merecem saber quem são os ladrões e o que é que eles roubaram.

Prejuízos do Sporting sobem para 44 milhões


O grande Sporting Clube de Portugal continua a caminhar tristemente para a falência, como demonstram os resultados financeiros no futebol, modalidade que é a mola da instituição. Maus resultados desportivos explicam prejuízos superiores a 40 milhões de euros na época transacta, revelou a SAD do Sporting. Os comissionistas que tomaram conta do nosso clube não conseguem fazer melhor, ano após ano. E no que resta de 2011 vai, provavelmente, ser muito pior, uma vez que a folha salarial aumentou, com o grande investimento realizado em craques que estão a passar por uma crise existencial...
Agora é que eu gostava de ver José Eduardo Bettencourt  nos jornais ou nas assembleias gerais do Sporting a prestar contas pela sua gestão tresloucada na presidência do clube. Mercê do trabalhinho dele, o Sporting registou um resultado negativo de 43,99 milhões de euros no último exercício, fechado em Junho deste ano, o que representa um agravamento de 56% face a 2010.
Tal evolução "reflecte a performance desportiva negativa da época", refere a SAD leonina, no comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). E não teria sido mais sério terem escrito que "revelam a incompetência dos dirigentes"?
Por outro lado, os resultados "foram agravados em relação ao que seria expectável", por ajustes contabilísticos resultantes da reestruturação financeira e da contabilização de custos relacionados com a remodelação do futebol do clube. As tais afinações que já deram cabo de muitos clubes em Portugal. Lembrem-se do Boavista...
Os proveitos operacionais "estão em linha" com os do último exercício, mesmo com a diminuição dos relativos às provas da UEFA, nomeadamente com a não ida à Liga dos Campeões. Este ano foram de 35,36 milhões de euros, mais 0,5% que há um ano.
O aumento dos custos de pessoal foi determinante para que os custos operacionais tenham crescido 25,4%, para os 52,77 milhões de euros. Nessa rubrica, pesaram essencialmente as contratações feitas na época.
Em termos de passes de jogadores, o valor da última época foi de -17,40 milhões de euros, quando fora de -6,89 milhões um ano antes, ou seja um agravamento de 152,4 por cento.
O passivo cresceu 4,5%, para 199,54 milhões de euros, ao mesmo tempo que o activo líquido da SAD aumentou 21%, para 169,89 milhões.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Les jeux sont faits e já perdemos

Compreendo, mas não posso concordar, com a opinião do meu blogmate Rui Calafate. O Sporting ficou encurralado numa posição em que, qualquer que venha a ser a decisão de apoio, sairá perdedor.
Não vale a pena demonizar Pinto da Costa (que teve mais uma jogada de mestre) nem tentar dourar a opção Seara.
A terceira opção, um candidato próprio, parece-me irrealista. Serviria apenas para alimentar um bacoco ego sportinguista. Com derrota certa dessa candidatura, seria o arredo total da Federação. Tarde demais para pensar nisso.
A estratégia, que o Sporting mais uma vez não teve, não se resolve agora com tácticas de última hora.
Les jeux sont faits, e já perdemos.

FPF. A traição de Filipe Soares Franco


Gostava de ter um sportinguista na Federação Portuguesa de Futebol, mas não sou cego.
Defendi que Godinho Lopes devia ter a sua escolha para Presidente da FPF e que devia estar no processo preparatório e negocial e passado uns dias vi, com gosto, Godinho e Duque à mesa para discutirem esse mesmo processo.
A partir do momento em que o Sporting monta uma estratégia e escolhe um candidato, esse é a partir desse momento o candidato de todos os sportinguistas. Fernado Seara é do Benfica sem dúvida, mas se for essa a escolha tenho por adquirido que outras coisas foram negociadas em benefício do Sporting Clube de Portugal.
Passado um dia da liderança deste processo para a FPF, onde Godinho Lopes está no centro da decisão, surge Filipe Soares Franco, ex-presidente do Sporting com o apoio do Porto e de outros clubes na órbita de Pinto da Costa.
Temos de reconhecer que a história nos diz que o presidente do Porto é um prodígio na comunicação e na percepção dos poderes do futebol. Pinto da Costa sente que algo está a mudar e teve de se mexer. Só é pena que utilizando um ex-presidente do Sporting, que se esteve marimbando para a a estratégia do nosso clube, o que considero no mínimo ridículo.
Mas Pinto da Costa conta com o esquecimento dos escribas, mas não conta com o meu esquecimento. Relembro esta troca de galhardetes:
Soares Franco: «O Papa está a morrer.»
Pinto da Costa: «Nunca vi uma girafa dizer coisas acertadas.»
Pois ao sentir que o mundo do futebol está a mudar, os velhos inimigos aliam-se. Uma aliança Papa/Girafa que é no mínimo discutível e de duvidar. E de combater.

Rui Calafate

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O melhor presidente da história do Sporting


"José Roquette liquidou o Sporting"

João Rocha foi eleito presidente do Sporting Clube de Portugal em 7 de Setembro de 1973. Faz 38 anos nesta quarta-feira. Em 12 anos, João Rocha fez do Sporting a maior força desportiva portuguesa e um dos maiores clubes da Europa e do Mundo, tal como preconizava José de Alvalade. E não precisou de ganhar mais do que 3 campeonatos nacionais de futebol (1974, 1980 e 1982). O que prova a força da multidisciplinaridade do seu trabalho. Foi, sem dúvida, o melhor presidente da história do Sporting, que merecia uma homenagem que ficasse para sempre na memória dos Sportinguistas. Sugiro, a propósito, que o pavilhão prometido por Godinho Lopes, e sobre o qual deixou de haver notícias, seja baptizado com o nome de João Rocha.
Foi com João Rocha que Pinto da Costa, então a emergir como dirigente desportivo, lançou os primeiros ataques do FC Porto ao Sporting, na primeira metade da década de 1980. Na altura, Pinto da Costa era amigo do Benfica, liderado por Fernando Martins. Pinto da Costa foi a Alvalade buscar Paulo Futre, Eurico e Inácio. Mas João Rocha já tinha ido ao Norte buscar António Oliveira. E também respondeu à altura, contratando os internacionais portugueses Sousa e Jaime Pacheco. A luta era taco-a-taco...
O LEÃO DA ESTRELA evoca os 38 anos da tom,ada de posse de JOão Rocha como presidente do Sporting recordando o essencial da sua última grande entrevista a um jornal desportivo, o "Record", onde o antigo presidente leonico considera que José Roquette "liquidou o Sporting". Foi há apenas 5 anos, no jornal "Record". A entrevista originou um processo em tribunal que não chegou a julgamento. Eis o que disse João Rocha:

“O Sporting está a atravessar a pior crise dos seus 100 anos. Convinha, no entanto, esclarecer, até porque os mais jovens não o sabem, que quando veio a revolução [em 25 de Abril de 1974], os clubes passaram por uma crise muito grande, concretamente na altura do PREC. Eram, no fundo, ‘presas’ a tomar de assalto. Criaram-se decretos e portarias à luz dos quais os jogadores se transferiam livremente, bastando uma carta. O Sporting passou essa crise colaborando em algo que era necessário, ou seja, apostando na massificação do desporto em Portugal. Não havia ginásios nem pavilhões e o Sporting começou por ter logo 15 mil atletas, um recorde. Nenhum clube da Europa o conseguia, nem o próprio Barcelona.”

“Fizeram-se ginásios, pavilhões e compraram-se terrenos. Dinamizámos o desporto em Portugal. A ginástica foi de Norte a Sul do País com várias equipas. Promovemos as modalidades junto de entidades como os bombeiros, diversos tipos de associações, polícia, escolas, etc. Introduzimos em Portugal as artes marciais e a dinamização junto das instituições referidas foi a mesma.”

“Começámos a ter um património invejável. Pagámos as dívidas do passado e sempre com dirigentes que nunca ganharam nada. Foram centenas de pessoas a participar neste projecto de servir o Sporting gratuitamente. O clube tem de estar grato a esses dirigentes que pagavam, inclusivamente, hotéis, e passes dos jogadores das modalidades de forma desinteressada. Com tudo isto, o Sporting passou a ter a primazia do desporto em Portugal e a ser a maior força desportiva nacional.”

“De tal forma que nos primeiros 10 anos após a revolução, o Sporting tinha 22 modalidades e ganhou 1.210 títulos nacionais e 52 Taças de Portugal. Conquistámos 8 taças europeias em 7 anos, tínhamos 105 mil sócios e, no futebol, entre campeonatos, Taças e Supertaças, o Sporting conquistou 8 títulos contra 10 do Benfica, 6 do FC Porto e 3 do Boavista. Conseguimos reconquistar o estatuto vivido, por exemplo, no tempo dos ‘Cinco Violinos’. Finalmente, juntando provas nacionais e europeias de alta competição, ganhámos 47 títulos contra 20 do Benfica e 13 do FC Porto, ou seja, mais do que os dois rivais juntos. Acrescente-se que mandámos uma equipa de ciclismo à Volta a França. Nenhuma equipa europeia com futebol o fez por duas vezes como nós. Foi importantíssimo para o país.”

“Quando saí, deixei o clube sem dívidas, com passivo zero, jogadores valorizados zero, estádio valorizado zero, tudo a preço zero e nada reavaliado. Além disso, 300 mil metros quadrados de construção aprovada, o que em termos actuais e se o Sporting tivesse sido administrado como deve ser, faziam dele hoje um dos maiores clubes da Europa. Só nesses 300 mil metros quadrados tinha um valor de 120 milhões de contos.”

“Eu saí. Não podia ficar, porque tinha uma doença grave. Nos últimos dois anos, já assistia deitado às reuniões da direcção. Só bebia leite e um médico americano disse-me que eu tinha de decidir entre a morte e o Sporting. Eu queria viver mais alguns anos e saí. Depois, o passivo foi aumentando ao longo dos anos, até que chegou José Roquette com o seu projecto.”

“O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Ninguém soube o que era o projecto, porque ele não dizia. Sabia-se, apenas, que era uma dezena de sociedades, dirigentes e funcionários superiores a ganhar centenas de milhares de contos. O projecto foi reduzir os sócios de mais de 100 mil para pouco mais de 30 mil, foi acabar com as modalidades amadoras, foi vender património, foram dezenas e dezenas de milhões de contos de prejuízo que não aparecem nos resultados, porque parte deles foram executados pelo Sporting. No caso da SAD deram-se informações falsas aos associados e à própria CMVM para a entrada na bolsa.”

“O que lhe posso dizer é que era tudo tão bom que ele próprio, José Roquette, ia subscrever capital e a primeira coisa que fez quando saiu foi vender todas as acções da SAD que tinha comprado. Isto levou os sócios a perderem quase 14 milhões de contos só na subscrição e nos resultados negativos.”

“Numa assembleia da SAD e para defender os interesses do Sporting, lembrei que ao abrigo do Artº 35, a Sociedade tinha de acabar, mas havia uma possibilidade que era a reavaliação dos jogadores, repondo capital necessário na SAD para esta não ser extinta.”

“O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Disso já não restam dúvidas. Queria gerir o clube ditatorialmente e a primeira coisa que fez foi fechar as portas aos jornalistas nas assembleias gerais. No meu tempo, havia uma bancada só para os jornalistas. Não tínhamos receio de nada.”

“Quando José Roquette entrou, o clube estava numa situação caótica, mas ele aceitou um passivo de 4 milhões de contos e, actualmente, ascende a 60 milhões de contos. É uma diferença enorme. Mas esse não é o grande problema. É preciso ter em conta os prejuízos, os quais foram colmatados com a venda de património e a reavaliação de todo o activo, incluindo jogadores. Esses prejuízos não foram contabilizados.”

“Fez-se a Academia e o estádio, mas nada disso é do Sporting. Mesmo que se venda aquilo que se está a propor vender, ainda vamos continuar a dever o estádio, que é fruto de compromissos com a banca e do contributo de alguns sócios que ajudaram em muitos milhares de contos, comprando lugares cativos.”

“Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Era mesmo inqualificável. Insurgi-me num Conselho Leonino e numa assembleia geral. Era um projecto gravíssimo que só podia sair da cabeça de um indivíduo sem responsabilidades. José Roquette dizia que era um projecto válido, porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões.”

“Não digo mais nada sobre isso. Foi falado no Conselho Leonino (…). (…) O resumo do acordo com o FC Porto devia ser gravado de tão grave que era, porque talvez fosse necessário que essa gravação viesse a ser pública na defesa dos interesses do Sporting e dos seus sócios. Não vejo o desporto assim."

João Rocha, Presidente do Sporting Clube de Portugal entre 1974 e 1986, entrevistado pelo jornalista João Pedro Abcasis, “Record”, 15 de Fevereiro de 2006

domingo, 4 de setembro de 2011

Cristiano Ronaldo e os assobios


"(...) Gosto do Cristiano Ronaldo. Dele, do seu futebol, da família, das namoradas, do filho encomendado, de tudo. Mas do que mais gosto é de o ver em campo. Não há nada mais incentivador para um jogador do que os assobios da bancada. Ele sabia, nós sabíamos, que ele acabaria por os mandar calar e a dar-lhes autógrafos. Mal esboçou a finta do segundo golo, todos sabíamos que a bola já só parava lá dentro. Depois ainda se deu ao requinte de, com uma arrancada no fim do jogo, acabar de destruir a defesa, incluindo o guarda-redes, do Chipre. As respostas aos assobios dão-se em campo. Pode ser que as nossas Marias Amélias aprendam alguma coisa com ele."

sábado, 3 de setembro de 2011

Portugal só goleou depois de Postiga sair


Portugal goleou em Chipre por 4-0. Mas só carimbou a goleada no último quarto de hora, depois de Hélder Postiga (agora no Saragoça, de Espanha) ter saído do campo. Até então, a selecção de Paulo Bento só tinha marcado uma vez e de grande penalidade, quase no fecho da primeira parte. Como é possível que um jogador como Postiga, que é um avançado que não marca golos, tenha lugar numa selecção como a portuguesa?... Mesmo assim, o empate a quatro golos do jogo da primeira volta foi esquecido. E a selecção portuguesa soma e segue rumo ao Euro 2012.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Esta manhã em Nice


Djaló já esteve esta manhã nos treinos. Acho que já posso ir almoçar.

Obrigado, Yannick Djaló!


No momento em que Yannick Djaló parte para outras paragens, não faltarão sportinguistas a suspirar de alívio, pois já não suportavam a estagnação do atleta. Pela minha parte, não esqueço tudo aquilo que Yannick Djaló fez de bom e a aquilo que o jogador significa para a escola de formação leonina, que cada vez tem menos espaço na equipa profissional.
Provavelmente, Yannick Djaló foi vítima da crise permanente em que o Sporting vive, a qual já dura há muito tempo, tendo transformado o clube num movimentado cemitério de jogadores, treinadores e dirigentes. Yannick subiu à primeira equipa em 2006-2007 e, surpreendentemente, com apenas 18 anos, formou uma excelente dupla com Liedson na melhor temporada do Sporting dos últimos anos. De então para cá, não cresceu como futebolista. Como nenhum futebolista cresceu no Sporting, depois de Nani, também em 2006-2007.
O problema não é de Yannick. Como não foi de Silvestre Varela e de muitos outros. Veremos, certamente, o melhor futebol de Yannick Djaló a brilhar noutros estádios e com outras camisolas. Ele ainda vai a tempo de fazer uma boa carreira, agora nos franceses do Nice.
Entretanto, rendeu 4,5 milhões de euros aos cofres leoninos. Por isso, devemos estar-lhe gratos. Obrigado, Yannick Djaló!...
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