sábado, 9 de maio de 2020

Bruno de Carvalho ilibado. E agora?...


Em tempos de pandemia, envio por aqui o meu forte abraço de parabéns ao ex-Presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, por ter ficado livre de todas as acusações de que era alvo no processo da invasão ao centro de treinos de Alcochete.
Depois de meses e meses em que foi acusado de tudo e mais alguma coisa, em páginas e páginas de jornais e horas e horas de programas de televisão – muitas vezes com base em informações falsas e sem o direito ao contraditório, num atentado sistemático e sem precedentes à Lei de Imprensa perpetrado por muitos meios de comunicação –, Bruno de Carvalho tornou-se numa figura mal-amada para a generalidade dos portugueses e para muitos associados do clube, que o destituíram da presidência e expulsaram de sócio.
Todos batiam no Bruno. Até a justiça, que o prendeu vergonhosamente, e indignamente, num domingo ao final da tarde, para prestar declarações três dias depois, sob o argumento de que existiria perigo de fuga, quando era o próprio ex-presidente leonino que já tinha pedido para prestar declarações no âmbito do processo de Alcochete.
Bruno de Carvalho é, talvez, a figura pública portuguesa que comeu o pão mais duro que o diabo amassou.
Dois anos depois de Alcochete, Bruno de Carvalho não esqueceu o SCP e continua por aí, disponível para regressar, mais motivado do que nunca. E os sportinguistas também não se esqueceram dele. E parecem ser cada vez mais aqueles que querem o seu regresso á presidência de um clube que entrou em decadência depois da sua saída.
Mais uma vez, os sócios do SCP serão soberanos e saberão decidir em função das novas circunstâncias, quando forem chamados a dizer o que pensam, Mas para isso é necessário que o presidente da Assembleia Geral, logo que termine o julgamento, convoque uma assembleia geral para o efeito.
Porque não há dúvidas de uma coisa: Bruno de Carvalho foi destituído e expulso do SCP porque a lavagem cerebral feita aos sportinguistas apontou o ex-Presidente como o mandante da invasão a Alcochete. Algo em que nunca acreditei.
A verdade é que o ataque a Alcochete foi o evento que despoletou a emoção popular que virou a cabeça dos sócios leoninos, e não outras questões secundárias, como as diferentes interpretações dos estatutos (das quais já ninguém se lembra).
O que emocionou verdadeiramente os sportinguistas e grande parte da sociedade portuguesa, inclusive fora do futebol, foi a exploração mediática até à náusea da invasão à Academia de Alcochete – associada às imagens simbólicas da marcha dos estúpidos de cara tapada e da cabeça rachada de Bas Dost, tendo esta sido fotografada, ao que parece, sob as ordens de Frederico Varandas, então médido da equipa de futebol. E como pano de fundo desta construção mediática, a ideia de que havia um monstro a orquestrar tudo. A justiça diz agora que Bruno é inocente!...
A questão agora é saber como é que esta tremenda injustiça poderá ser resolvida para que o Sporting Clube de Portugal reencontre o seu futuro num clima de pacificação.
Dado não existir dúvidas que Bruno de Carvalho foi expulso de sócio tendo sobre si o labéu da autoria moral da invasão a Alcochete – e no libelo acusatório de 70 pontos, sem direito ao contraditório, da Assembleia Geral de destituição do presidente, em 23 de junho de 2018, encontramos 20 pontos (entre o 11º e o 31º) que visam Bruno de Carvalho e apontam a sua responsabilidade no ataque a Alcochete –, o mínimo que os sportinguistas terão a fazer será uma assembleia geral que tenha por finalidade o debate e a votação de uma proposta da reintegração do ex-Presidente como sócio do clube. Não haverá outro caminho, sob pena de o Sporting Clube de Portugal ficar manchado para sempre.

terça-feira, 5 de maio de 2020

O ciclismo como alavanca de todas as modalidades

Joaquim Agostinho: o melhor ciclista português de todos os tempos
e um dos melhores do mundo
No mês de abril cruzam-se a vida e a morte de Joaquim Agostinho, o melhor ciclista português de todos os tempos e um dos melhores do mundo, que ficou na retina da família sportinguista como um símbolo marcante do Esforço, da Dedicação, da Devoção e da Glória do Sporting Clube de Portugal (SCP) e do ecletismo do clube fundado por José Alvalade, em 1906.

Trago à colação o nome de José Alvalade porque, na Lisboa de inícios do século XX, ele fundou o SCP – com a ajuda financeira do avô, o Visconde de Alvalade –, projetando-o de imediato como um grande clube, tão grande como os maiores da Europa. Um clube grande e eclético para os jovens praticarem diversas modalidades desportivas e não um clube de danças e festas de salão da alta sociedade, em que se tinha transformado o Campo Grande Football Club.

Este ADN eclético dos fundadores – de José Alvalade aos irmãos Gavazzo, entre outros, que abandonaram o Campo Grande para fundar o SCP – atravessou os 114 anos da história do clube, embora com épocas mais promissoras do que outras. Penso que a conhecida aposta da equipa principal de futebol na fábrica de talentos formados no clube – que é muito antiga e não começou com Alcochete –, tem a ver com essa cultura fundadora virada para a formação e integração social dos jovens através da prática desportiva.

João Rocha: um empreendedor visionário

Entre 1973 e 1986, João Rocha, um empresário visionário que nem ligava muito ao futebol antes de ser convidado para assumir a presidência do SCP, ficou na história do clube por torná-lo verdadeiramente eclético e vencedor em diferentes modalidades, por ter aumentando o património e por ter criado as bases para uma mudança de paradigma na gestão do clube.

João Rocha projetou no SCP a ideia de uma cidade desportiva com milhares de sócios e praticantes de modalidades – uma verdadeira potência desportiva em Portugal. Ele sabia que era da força dos números que viria a força das receitas económicas, o poder reivindicativo, a influência na sociedade e a capacidade de aglutinação e mobilização dos sportinguistas.

Nas décadas de 1970 e 1980, o SCP atingiu 15 mil praticantes e 100 mil sócios, que vibravam com as medalhas de Carlos Lopes, os remates de António Livramento e as pedaladas de Joaquim Agostinho da mesma maneira que celebravam as grandes jogadas e os golos de Yazalde, Keita, Manuel Fernandes, António Oliveira ou Rui Jordão.

Bruno de Carvalho tentou reconstruir um Sporting grande, influente e vencedor

Anos mais tarde, também Bruno de Carvalho trilhou este caminho de construção de um Sporting grande, influente e vencedor. Fez crescer o entusiasmo nas bancadas do Estádio de Alvalade, onde as assistências duplicaram, aumentou o número de sócios, que chegou a ultrapassar a fasquia dos 150 mil, soube contratar bons treinadores, resolveu graves problemas financeiros, aumentou o número de modalidades e criou duas estruturas de importância fundamental para a solidez e credibilidade do projeto desportivo do SCP. Refiro-me à Sporting TV, um braço mediático sonhado há muitos anos, cujas potencialidades nunca foram bem exploradas, e ao Pavilhão João Rocha.

O pavilhão foi uma conquista histórica, pois ditou o fim de um autêntico suplício para as modalidades leoninas, parentes pobres do clube, que andavam literalmente com a casa às costas, treinando e jogando sempre fora de Alvalade, com tudo o que isso acarretou de negativo em termos de rendimento desportivo e de perda de influência desportiva do clube.

Sabemos que o futebol é que movimenta grandes multidões e orçamentos, mas só um SCP eclético consegue ser verdadeiramente grande, competitivo, influente e inovador na comparação com o Benfica e o FC Porto. A propósito, o ano de 2018, assinalado com títulos nacionais do SCP em todas as modalidades de pavilhão, foi verdadeiramente épico e, em certa medida, preocupante para os nossos adversários.

Vem tudo isto a propósito de Joaquim Agostinho, de quem me lembrei esta semana, porque nasceu em 7 de abril de 1943, há precisamente 77 anos, e deixou o ciclismo em 30 de abril de 1984, ao sofrer uma fratura no crânio numa queda motivada por um canídeo, na Volta ao Algarve, que era a primeira grande prova do regresso do SCP às estradas portuguesas. O ciclista ficou em coma até morrer no dia 10 de maio.

Para mim, e para milhões de portugueses no país e nas comunidades de emigrantes, foi um choque terrível. Com 41 anos, Joaquim Agostinho, que já tinha ganho tudo em Portugal e brilhado na Volta à França – que era uma espécie de Liga dos Campeões do ciclismo –, preparava-se para terminar a sua carreira em Portugal com a camisola do seu clube, então a melhor equipa portuguesa. Mas, com a sua morte, o ciclismo leonino nunca mais foi o mesmo e voltaria a desaparecer.

Bruno de Carvalho fez regressar o ciclismo leonino às estradas

De qualquer modo, é também a Joaquim Agostinho que o SCP deve o facto de ter milhares e milhares de adeptos no interior do país – nomeadamente naquelas vilas e aldeias onde, por alturas da Volta a Portugal, a única camisola verde e branca que lá chegava era a dele e a de outros ciclistas leoninos.

Curiosamente, foi também na presidência de Bruno de Carvalho que o SCP voltou a ter ciclismo. Desta vez, porém, com resultados muito modestos, dadas as condições da parceria entre o clube e a Câmara Municipal de Tavira. Uma parceria, entretanto, terminada, por desinteresse da Direção de Frederico Varandas, que não soube, ou não quis, procurar um novo parceiro estratégico para continuar com a equipa principal de ciclismo.

Julgo, no entanto, que este abandono do ciclismo profissional representa um erro estratégico e uma gritante falta de visão sobre o papel da modalidade como mola do ecletismo do SCP e da implantação nacional da militância sportinguista.

José Alvalade fundou o SCP para ser tão grande como os maiores da Europa

Num país com as características de Portugal, onde um grande clube tem adeptos espalhados por todas as latitudes, o ciclismo apresenta, de facto, muitas vantagens na promoção do clube e da sua marca e poderia funcionar como canal condutor da comunicação e do marketing do SCP. Elencando seis dessas vantagens:

1 – O ciclismo permitiria promover a marca “Sporting Clube de Portugal” em todo o país, com a respetiva exposição mediática, a começar pelos meios de comunicação do clube.

2 – O ciclismo levaria a marca “Sporting Clube de Portugal” a vilas e cidades onde o futebol normalmente não leva.

3 – Com recurso a um “camião verde” o merchandising teria mobilidade suficiente para circular em todo o país e o ciclismo seria um dos canais de contacto com a população, em especial nas vilas e cidades de arranque ou paragem das etapas da Volta a Portugal e outras provas do calendário velocipédico.

4 – O ciclismo permitiria o contacto direto de dirigentes leoninos e atletas de outras modalidades com a população e autoridades locais, aproveitando as estruturas locais dos núcleos leoninos.

5 – Nas vilas e cidades onde a caravana do SCP estivesse presente seria possível lançar campanhas de angariação de sócios e promover a venda de “gameboxes” para a temporada de futebol.

6 – O ciclismo permitiria um cruzamento permanente dos responsáveis pelas diversas modalidades e respetivos atletas mais conhecidos em projetos de expansão da marca SCP.

Com esta visão agregadora das forças leoninas, o ciclismo poderia funcionar como uma das grandes alavancas na dinâmica global do SCP. E com um projeto com esta dimensão e com estas características talvez não fosse assim tão difícil encontrar um excelente patrocinador, de modo a que todos ganhassem.

Se há modalidades que foram vitais para a gloriosa história do SCP, o ciclismo é uma dessas modalidades. Tanto mais que, como demonstrei ao longo deste artigo, se o SCP investisse a sério no ciclismo, também estaria a investir no futebol e em todas modalidades. O desígnio de fazer do Sporting "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa", expresso por José Alvalade, em 1906, também passa por aqui. E Joaquim Agostinho, esteja ele onde estiver, ficaria muito feliz.

Obs. – Artigo publicado originalmente no site de Bruno de Carvalho, em 9 de abril de 2020. Link: https://bit.ly/2xBYYoI

quinta-feira, 7 de março de 2019

Sousa Cintra: uma pegada de dúvidas


Não se sabe onde foram parar os 1,6 milhões que saíram dos cofres do #SCP para pagar a renovação de Bruno Fernandes. E agora descobrimos que, afinal, Sousa Cintra pagou Raphinha. Ou diz que pagou. Cintra só esteve três meses em Alvalade, mas deixou uma pegada de dúvidas e más decisões no mercado de transferências. E se viesse a público dar as devidas explicações?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O gato de Mamona



Quando os nossos adversários querem fazer chacota de nós, dizem que não rugimos e que só conseguimos miar. Dizem que somos uns gatinhos mansos e não uns leões bravos. 
Não queria acreditar quando vi esta imagem nas redes sociais, mas foi mesmo publicada pela comunicação do Sporting no dia do último jogo de futebol com o Sporting de Braga. Teoricamente, para animar a malta.
Acontece que a imagem foi publicada e retirada pouco depois, porque a brincadeira tinha sido de muito mau gosto. Foram buscar a imagem à conta de Instagram de Patrícia Mamona, que fotografara o seu gato, informando os fãs que o bichano estava confiante para mais uma prova da atleta leonina. Tudo bem. O que não esteve nada bem foi a comunicação leonina achar piada ao gato, publicando a imagem nas redes leoninas, numa manifestação de falta de cultura sportinguista atroz.

Nani e a saída

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A estratégia de Bruno de Carvalho


Numa situação inédita no futebol português, num espaço de tempo muito curto, e por motivos distintos, o Sporting Clube de Portugal poderia, com toda a legitimidade, exigir na secretaria uma derrota do FC Porto (Taça da Liga) e uma vitória sobre o Benfica (Liga). Mas seria pedir muito. Tendo em andamento o processo tendente à penalização do FC Porto com derrota na Taça da Liga, o Sporting poderia, agora, exigir a derrota do Benfica (tal como avisou em comunicado), pelo facto de o Estádio da Luz não estar em condições de segurança. O Sporting optou por aceitar um novo jogo com o Benfica. 
Estrategicamente, Bruno de Carvalho fez muito bem. Por três razões. 
1ª) Garante um relacionamento institucional de boa vizinhança com o Benfica, que é importante num momento de luta pela verdade desportiva em Portugal, que compromete Pinto da Costa e o FC Porto. 
2ª) Credibiliza o Presidente Bruno de Carvalho aos olhos dos outros clubes, numa altura em que o Sporting lançou sobre a mesa importantes reformas para o futebol português. 
3ª) Impede que, entre o povo do futebol, seja lançada a ideia de que o Sporting quer ganhar a todo o custo na secretaria porque não consegue ganhar dentro do campo. 
Por isso, nota máxima para o Presidente do Sporting Clube de Portugal!...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Benfica não conseguiu evitar a tragédia


O que a imprensa diz nem sempre é verdade. Por exemplo, ao contrário do que dizem as primeiras páginas da imprensa desportiva portuguesa, a verdade é que o Benfica não conseguiu evitar a tragédia no Estádio da Luz. Veja no link: http://bit.ly/1iFoVBJ.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Eusébio. O leão africano que mudou o Benfica

Sporting Clube de Lourenço Marques em 1959-1960. Eusébio é o terceiro, em baixo, a contar da direita

Eusébio envergando a camisola dos sportinguistas do Lourenço Marques


Entrevista polémica ao "Expresso", em Novembro de 2011

Eusébio numa das últimas vezes em que vestiu a camisola do Sporting Clube de Lourenço Marques, em 1960. Em baixo, é o segundo a contar da direita

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Eusébio começou a jogar à bola no Sporting Clube de Lourenço Marques, filial nº 6 do Sporting Clube de Portugal, em Moçambique. Foi o clube que lhe deu oportunidades, depois de ter sido recusado duas vezes no Desportivo de Lourenço Marques, a filial do Benfica naquela antiga colónia portuguesa. E, segundo reza a história, quando viajou para Portugal, seria para representar o Sporting Clube de Portugal.
Quando Eusébio chegou a Lisboa, em 1960, o Sporting tinha dez títulos nacionais, o Benfica tinha outros dez, o FC Porto cinco e o Belenenses 1. Quando saiu, em 1975, o Benfica tinha 21 campeonatos nacionais, o Sporting 14, o FC Porto 5 e o Belenenses 1. Isto significa que o futebolista Eusébio da Silva Ferreira, melhor jogador de todos os tempos do clube da Luz, foi o grande desequilibrador da balança dos títulos nacionais a favor do Benfica, concretizada nos anos sessenta, com a ajuda do presidente do Governo, Oliveira Salazar, que impediu a sua transferência para a Juventus, em 1964.
O que é verdadeiramente extraordinário é que Eusébio, quando era um simples adolescente moçambicano, foi vetado por duas vezes no Desportivo de Lourenço Marques, que era a filial do Benfica na colónia portuguesa, acabando por bater à porta do Sporting Clube de Lourenço Marques, onde começou a revelar os seus dotes de futebolista de eleição. Depois, chegou o interesse do Sporting Clube de Portugal, que acabou por ser traído por uma prudência demasiada dos seus dirigentes. O clube de Alvalade queria Eusébio à experiência, mas a Dona Elisa Anissabana, mãe de Eusébio, queria “dinêro grande”. E o Benfica lá pagou 110 mil escudos. Na época, era mesmo “dinêro grande”.
Mesmo depois de Eusébio chegar a Lisboa, ainda havia a possibilidade de ingressar no Sporting, mas o atleta foi afastado de eventuais “más companhias”, sendo colocado em casa de um benfiquista algarvio até que se resolvesse a trapalhada em que se transformaria a sua transferência para Portugal. É que, com o Sporting Clube de Portugal interessado no jogador, o Sporting Clube de Lourenço Marques não emitia a carta que libertaria Eusébio para o Benfica. Face ao impasse então verificado, até o FC Porto chegou a tentar contratar o jogador moçambicano. Em vão. Porque a Dona Elisa já tinha dado a palavra ao Benfica e não aceitava que Eusébio fosse para outro clube que não o Benfica. Provavelmente, foi um dos maiores azares da história centenária do Sporting Clube de Portugal!
Já nos últimos tempos da sua vida, Eusébio esqueceu o seu passado de jogador da filial sportinguista de Moçambique, que fez dele jogador de futebol. Numa entrevista ao “Expresso”, em 12 de novembro de 2011, o antigo craque da seleção portuguesa, num registo divisionista e ofensivo para a nação sportinguista, afirmou: “Não gosto do Sporting. No meu bairro, era o clube da elite, da polícia e dos racistas.” Ora, foi precisamente nesse clube que Eusébio começou a jogar. Na sequência daquelas declarações, Eusébio acabou por ser desmentido por um colega de equipa (ver aqui: http://bit.ly/1kkc77y).
Eusébio foi o melhor jogador e marcador do Mundial de Inglaterra 66, onde Portugal foi terceiro. Foi campeão europeu de clubes em 1962 e três vezes vice-campeão, conquistou duas "Botas de Ouro" (melhor marcador dos campeonatos europeus) e uma "Bola de Ouro" (melhor jogador Europeu). No Benfica, conquistou 11 campeonatos nacionais, distinguindo-se como melhor marcador da prova em sete ocasiões, além de ter ajudado o Benfica a conquistar cinco Taças de Portugal. Entre 1975 e 1979 jogou nos Estados Unidos e no México, tendo também representado o Beira Mar e a União de Tomar.
Vi Eusébio jogar uma vez. Foi num Sp. Braga-Beira Mar, numa tarde de domingo, na temporada 1976-1977. Desse jogo, que terminou com um empate a um golo, lembro-me da expectativa que se apoderou das bancadas do magnífico Estádio 1º de Maio quando Eusébio, vestindo a camisola do Beira Mar, foi chamado a cobrar um livre direto. A bola saiu muito pelo ar, demonstrando que Eusébio, na altura com 35 anos, estava acabado para o futebol. Morreu neste domingo, aos 71 anos, durante o sono. Foi um jogador tão grande que mudou a história do Benfica. E do futebol português.
Neste momento de dor e perda, o LEÃO DA ESTRELA endereça sentidas condolências à família de Eusébio.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A mensagem que irrita os adversários do Sporting


O Sporting ganhou 3-0 ao Belenenses, uma equipa bem orientada, que nesta Liga Portuguesa já tinha conquistado 2 pontos ao Benfica e outros dois ao FC Porto. A verdade é que, à jornada 13, estamos fortes e na liderança, como nos bons velhos tempos. Agora, o objetivo é ganhar ao Nacional. Esta linha de comunicação assente na mensagem de ter como objetivo ganhar o próximo jogo é muito forte porque é verdadeira, demonstra uma estratégia segura e tranquila, retira aos nossos jogadores a pressão de manter a liderança e agrada muito aos nossos credores, porque tem implícita uma atitude responsável. É por isso que a ideia de que somos candidatos a ganhar o próximo jogo irrita solenemente os nossos adversários. O Sporting está no rumo certo!...

A NACIONALIZAÇÃO DE FERNANDO
Na jornada 13 da I Liga Portuguesa, FC Porto e Benfica marcaram um total de 6 golos. Mas nenhum desses golos foi marcado por jogadores portugueses. Pelo contrário, o Sporting Clube de Portugal marcou 3 golos, que foram apontados por jogadores diferentes, todos portugueses e todos formados na Academia de Alcochete. É um orgulho para a escola de futebol do Sporting e uma vergonha para os nossos adversários, que querem ter jogadores na seleção nascidos em outros países e nacionalizados à pressa.
Se Fernando Gomes, presidente da FPF, defende os jogadores portugueses e os clubes formadores – e não este ou aquele agente FIFA – não pode tolerar que Fernando, do FC Porto, um jogador que há poucos meses alimentava a esperança de jogar pela seleção do Brasil (http://bit.ly/IZMfwu), venha a ser convocado por Portugal para o próximo Mundial. Estamos fartos de palhaçadas. O cidadão Fernando tem todo o direito a ser português para poder migrar no futebol europeu com mais facilidade. O que não podemos é tolerar que Portugal tenha um selecionador, que até conhece a escola sportinguista, e que admita a possibilidade de convocar o jogador portista. Penso que o Sporting deveria colocar esta questão na agenda mediática.

UMA IDEIA DE MARKETING
O Sporting vai mudar de fornecedor de equipamentos no final da presente temporada. O contrato com a Puma, que dura desde 2006, rende 600 mil euros por ano, está a terminar e não deverá ser renovado. O Sporting quer um contrato na ordem dos 2 milhões de euros, ou seja, que valha o triplo desse valor. Ainda assim, um valor que representará metade daquilo que FC Porto e Benfica recebem da Nike e da Adidas. As marcas Macron e Nike estão bem posicionadas em Alvalade. Sobre equipamentos, deixo uma ideia de marketing: o Sporting deveria apostar no lançamento de camisolas de época em homenagem aos jogadores mais importantes da sua história. Por exemplo: a camisola de Travassos ou de Peyroteo segundo o “design” das décadas de 1940-1950: a camisola de Yazalde, a camisola de Manuel Fernandes, Jordão, Vítor Damas e muitas outras glórias leoninas. Explorar esse filão comercial, para além de evocar a história do Sporting Clube de Portugal e de reforçar os seus valores e a sua identidade, daria muito mais dinheiro do que essa invenção moderna das camisolas alternativas, que não passa de mais um elemento destinado a retirar a identidade às equipas.

A AUDITORIA
Depois da auditoria da treta feita no tresloucado consulado de Godinho Lopes, o Sporting Clube de Portugal começa, agora, finalmente, a ajustar contas consigo próprio, de forma séria e rigorosa, ao ter assinado um contrato com a Mazars Portugal para a realização de uma auditoria de gestão, que foi uma das promessas eleitorais de Bruno de Carvalho.
A auditoria vai abranger o período de 1995 a 2013, ou seja, deste a presidência de Santana Lopes a Godinho Lopes, passando por José Roquette, Dias da Cunha, Filipe Soares Franco e José Eduardo Bettencourt. A auditoria a realizar pela multinacional francesa vai ter quatro vertentes: imobiliária, gestão desportiva, gestão dos bens e serviços e gestão dos recursos humanos. A auditoria de gestão, que custa 319 mil euros, tem a duração de um ano e meio.

SPORTINGUISMO DO “RECORD”
Somos líderes, mas não somos parvos. Na semana passada, o jornal “Record” dedicou várias primeiras páginas à liderança do Sporting Clube de Portugal. Na semana em que o Benfica e o FC Porto falharam um dos grandes objetivos da temporada, foram capas verdes em capítulos para entusiasmar a malta sportinguista e desviar as atenções do essencial. E o essencial é que o FC Porto e o Benfica, que investiram milhões, foram eliminados da Liga dos Campeões. Donde, o jornal de João Querido Manha deveria procurar saber quais serão os prejuízos resultantes dessa eliminação. Deveria procurar identificar os responsáveis pelo fracasso e procurar saber o que cada clube vai fazer para minimizar os enormes prejuízos. Outras perguntas deveriam ser respondidas pelo “Record”: o FC Porto e o Benfica, agora que estão fora da Liga dos Campeões, não têm craques a mais para colocar no mercado? E a bola que roubaram à estátua do Eusébio já foi encontrada? E o testamento de Pinto da Costa, o que dizia?
Sabemos que isso não interessa. O que interessava era tentar adormecer os rapazes do Sporting com o seu sucesso histórico, de modo a que cedessem pontos ao Belenenses. Para essa gente, só temos uma coisa a dizer: estamos na liderança, isso é muito bom, mas ainda não ganhamos nada.
A Liga Portuguesa é uma maratona. Por enquanto vamos na frente. Mas não entremos em euforias. O que eles querem é que mudemos o discurso e a estratégia. O nosso objetivo continua a ser o mesmo: ganhar o próximo jogo, ao Nacional da Madeira. Só assim poderemos chegar a 2014 no primeiro lugar. Uma posição “justa” como sublinhou, e muito bem, o nosso treinador, Leonardo Jardim.

A FRASE
"Se pudermos ficar em primeiro, não vamos ficar em segundo, mas vamos jogo a jogo até final do Campeonato."
William Carvalho, 08-12-2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bruno de Carvalho é atacado e isso é muito bom


O Sporting está a fazer uma excelente Liga 2013-2014, contabilizando mais 15 pontos do que na época passada, quando estão disputadas apenas 11 jornadas, liderando a classificação da Liga Portuguesa. Tirando os confrontos com Benfica e FC Porto, a equipa ainda só perdeu 2 pontos contra o Rio Ave – numa exibição pálida, é certo, mas num jogo em que a arbitragem prejudicou a equipa leonina, surripiando-lhe uma grande penalidade claríssima.
No último domingo, o Paços de Ferreira, embora pior do que há um ano, ocupando a cauda da classificação, era um adversário muito difícil, dado ser uma equipa em reconstrução, agora sob o comando técnico de Henrique Calisto. Por outro lado, muitas vezes, estes jogos são os piores ou os mais difíceis, por causa do eventual relaxamento de quem está melhor. Mas o Sporting, na semana em que foi considerado uma marca portuguesa de excelência pelos especialistas do marketing e da comunicação, encarou o adversário pacense com respeito e vontade de vencer, tendo obtido mais uma goleada, desta vez por 4-0, para gáudio das bancadas de Alvalade. E de Fredy Montero, que regressou à sua qualidade de matador implacável.
Assim, o Sporting Clube de Portugal, mesmo gastando apenas 15 milhões de euros com a sua equipa de futebol, é dono do seu caminho e do seu destino – continuando a ignorar a alegada crise dos adversários diretos, que se esforçam por acompanhar a nossa pedalada. Aliás, a preocupação dos adversários tem sido connosco. Eles é que passaram a semana passada muito preocupados com essa questão magna da bandeira de Portugal, que tinha sido levantada pelo Presidente Bruno de Carvalho no final de um almoço da família leonina do Minho. Desde João Rocha que nunca tinha visto um Presidente do Sporting a ser tão atacado, a ser tão criticado, a ser tão insultado, a ser sentenciado com vozes de prisão, mesmo sem ter cometido qualquer crime. É um sinal muito bom, porque ninguém ataca as árvores que não dão frutos.

ESCÂNDALO EM COIMBRA
No fim-de-semana falou-se muito na derrota do FC Porto, e do "estado grave" em que se encontra o futebol do clube de Pinto da Costa, mas o mais importante teria sido lembrar o "estado grave" da arbitragem portuguesa. A Académica de Coimbra foi gravemente roubada por uma equipa de arbitragem ao serviço do sistema, liderada pelo energúmeno João Capela. Uma grande penalidade por assinalar, logo no início do jogo, a favor da equipa de Coimbra, e uma grande penalidade mal assinalada, perto do fim do jogo, a favor do FC Porto. Mesmo o argumento segundo o qual se trataram de situações duvidosas não é válido. A verdade é que, nas duas vezes, o árbitro decidiu gravemente contra a Académica e a favor do FC Porto. Um escândalo!...
               
O LUCRO DO FUTEBOL
Uma excelente notícia da semana finda foi revelada pela divulgação das contas da SAD do Sporting, que indicam um lucro de 7,2 milhões no primeiro trimestre da temporada 2013-2014. A SAD "leonina" justifica os resultados em duas vertentes: a redução dos custos operacionais e mais-valias com a venda de passes de jogadores, nomeadamente Bruma e Tiago Ilori. O antigo presidente Dias da Cunha, que tem comentado tudo e mais alguma coisa, ainda não abriu a boca sobre esta matéria.

O POVO DO SPORTING NAS RUAS DE LISBOA
Nota máxima para a organização da Corrida do Sporting. Um grande evento envolvendo ativamente a família sportinguista e a comunidade de Lisboa e arredores! A valorização da marca “Sporting” também passa por eventos desta natureza, envolvendo a comunidade. São eventos destes que ajudam muitas pessoas a ter a noção exata da utilidade desportiva e social de um clube grande e popular como o Sporting Clube de Portugal.

UM SPORTING MELHOR SÓ HÁ 23 ANOS...
Para ver o Sporting Clube de Portugal com os mesmos 26 pontos desta temporada, à 11ª jornada, basta recuar a 2006-2007, a primeira temporada completa de Paulo Bento como treinador, em que lutámos pelo título até à última jornada. Mas, para ver o Sporting na liderança da classificação, é preciso recuar a 1990-1991, há 23 anos, nessa altura, com 11 vitórias seguidas, naquela que seria a melhor série vitoriosa na temporada, sob o comando técnico do brasileiro Marinho Peres. No final, o Sporting foi terceiro, com 56 pontos, menos 13 que o FC Porto, que foi campeão. Na equipa leonina pontificavam jogadores como Ivkovic, Venâncio, Luisinho, Douglas, Oceano, Paulo Silas, Fernando Gomes, Jorge Cadete, entre outros. Acabado de sair dos juniores, Luís Figo ainda sonhava com um lugar na equipa principal. Com o seu estilo apaixonado, mais em força do que em jeito, o Presidente Sousa Cintra tentava reabilitar o Sporting, após as dificuldades surgidas na segunda metade da década de 1980, na sequência da sucessão de João Rocha.

O NOSSO RONALDO QUER O SPORTING CAMPEÃO
"Vejo o Sporting bem, vejo o Sporting forte, vejo o Sporting competitivo, com um grande treinador, que é madeirense. Por isso, o que eu mais espero é que o Sporting possa ser campeão."

Cristiano Ronaldo, 03-12-2013

sábado, 23 de novembro de 2013

Conquistar Guimarães


Agora que a seleção de Portugal garantiu a presença no Mundial do Brasil 2014, por ação extraordinária e decisiva do sportinguista mais famoso do mundo, o nosso Cristiano Ronaldo, regressa o futebol da primeira Liga, com uma deslocação difícil a Guimarães. Difícil, mas ao alcance de mais uma vitória, essencial para que o Sporting retome o caminho das vitórias, continuando a fazer uma excelente primeira Liga, depois da eliminação da Taça de Portugal, por ação de uma arbitragem muito amiga do Benfica, com vários erros graves, sempre para o mesmo lado, o que não é natural.
Entretanto, nestes dias sem futebol, a imprensa colocou quase todos os nossos jogadores no mercado das transferências. Colossos europeus e não só terão estado com os radares apontados a Alvalade, só para que os nossos jornais desportivos pudessem encher as páginas com notícias que só servem para chatear o grupo de trabalho orientado por Leonardo Jardim. Mas somos fortes e sabemos resistir. Talvez o treinador do Sporting Clube de Portugal ainda tenha na Academia de Alcochete um grupo de onze leões famintos prontos para lutar por mais uma vitória. Desta vez, auguro eu, com a marca de Fredy Montero, para acabar com o jejum.

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TRÊS SELECCIONADORES EX-SPORTING – É, certamente, uma curiosidade única na história dos mundiais de futebol. Para além de um grande contingente de jogadores formados no Sporting Clube de Portugal ao serviço de Portugal, de jogadores do Sporting ao serviço de outras seleções (como poderão ser os casos do argelino Slimani e do colombiano Fredy Montero), o Mundial Brasil 2014 registará a particularidade de receber três selecionadores de nacionalidade portuguesa: Paulo Bento (Portugal), Fernando Santos (Grécia) e Carlos Queirós (Irão). Entre estes três treinadores portugueses há um ponto comum muito curioso: os três selecionadores já foram treinadores do Sporting Clube de Portugal. Duvido que haja algum clube no mundo que tenha sido treinado por três treinadores de um só país que mais tarde tenham estado numa fase final de um campeonato do mundo ao serviço de três seleções distintas. São dados como estes que ajudam um clube de futebol a construir uma imagem de referência internacional.

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ANDAMOS A PAGAR AS DÍVIDAS DE LUÍS FILIPE VIEIRA I – Os escândalos já estão tão entranhados na sociedade portuguesa que deixam de ser escandalosos. O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, terá burlado o BPN em 17 milhões de euros e o Estado – que somos todos nós –, é quem assume o prejuízo. Ou seja, são os portugueses que pagam as dívidas milionárias de Vieira. Uma empresa do presidente do Benfica e do seu sócio, Almerindo Sousa Duarte, poderá estar envolvida num esquema de burla que, revelou o “Diário de Notícias”, terá prejudicado o BPN em cerca de 17 milhões de euros. Ora, o Estado, na figura da Parvalorem, herdou esse crédito, classificado como incobrável. Confira: http://bit.ly/1dkgUTA.

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ANDAMOS A PAGAR AS DÍVIDAS DE LUÍS FILIPE VIEIRA II – “Eu gostava de ser como Luís Filipe Vieira (..,). Porque o Estado assumiu uma dívida do presidente do Benfica no valor de 17 milhões de euros. Vieira e a sua empresa deviam esse dinheiro ao BPN e parece que foi dado como incobrável. (...) Pensando melhor, isto deve ser tudo mentira, uma cabala contra o presidente do Benfica (apesar de ainda não ter visto qualquer desmentido). Porque um senhor que tem uma dívida de 17 milhões não deve poder estar à frente de uma instituição de utilidade pública que recebe dinheiros públicos. Se acaso o presidente do Sporting, do Porto ou do Braga forem também prejudicados por uma norma assim, paciência. Gosto muito do meu clube, mas gosto mais de contas bem feitas e de verdade e transparência. Se for verdade, no entanto, deixem-me gritar: ESCÂNDALO! Ao pé disto, o que se diz dos políticos é – como dizia o Berardo – 'penauts', ou, em português, amendoins. Não gozem mais com o Zé pagante, porque eu sinceramente já não aguento!”
Henrique Monteiro, jornalista, "Expresso", 22-11-2013
Texto integral: http://bit.ly/I46l8E

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ÁRBITROS BENFIQUISTAS E MANOBRAS DE BASTIDORES – O árbitro benfiquista Duarte Gomes teve nota negativa no Benfica-Sporting. Mas o mal está feito, por muito que o Sporting solicite cópia do relatório do observador do dérbi da Taça de Portugal e apresente uma reclamação com imagens de vídeo que evidenciam os principais erros de Duarte Gomes. Entretanto, Pedro Proença, outro benfiquista da arbitragem, que nos últimos anos tem ajudado o FC Porto para subir na sua vida internacional, veio a público confirmar o corporativismo bacoco dos árbitros portugueses, ao considerar que o desempenho do colega Duarte Gomes "foi excelente". Nem com o profissionalismo haverá bons árbitros em Portugal!...
Analisados os casos do jogo da Luz, podemos concluir que o Sporting foi muito prejudicado por Duarte Gomes, ao ponto de podermos afirmar que foi eliminado pelo árbitro e não pelo Benfica. Mas por que é que as decisões que fazem os resultados, mesmo quando não há dúvidas, são sempre contra as camisolas verdes e brancas? As contas são fáceis de fazer. Quem é o presidente da FPF? É Fernando Gomes, antigo vice-presidente de Pinto da Costa. Quem foi um dos grandes entusiastas da candidatura de Fernando Gomes à FPF, ao lado de Pinto da Costa? Foi Luís Filipe Vieira. Enquanto os apoios de bastidores servirem para resolver situações duvidosas dentro do campo o futebol português continuará a ser uma mentira.


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COMO FALAR AOS JORNALISTAS – Quando chegou à concentração da seleção de Portugal, por sinal no seu primeiro dia na equipa principal portuguesa (o que seria um bom tema de conversa), William Carvalho foi interceptado por um jornalista, certamente sem assunto, que lhe pediu uma opinião sobre o “frango” de Rui Patrício no dérbi da Taça de Portugal com o Benfica. William Carvalho, ou "Williams", segundo Jorge Jesus, remeteu-se ao silêncio. Foi uma excelente resposta do jovem craque. 
Para um jornalista com páginas para encher, nada melhor do que um jogador de futebol que fale bem e que tenha opinião sobre tudo. Se tiver 15 minutos de conversa escorreita com um jogador destes, o jornalista pode encher uma ou duas páginas com muita facilidade. Mas há jornalistas que se apresentam mal preparados e que fazem perguntas sem nexo ou sem propósito. Outros ainda lançam “cascas de banana” para ver se o entrevistado escorrega. 
A relação entre jogadores e jornalistas nem sempre é fácil. Mas cabe aos jogadores imporem respeito. Aqui, é muito importante a ação pedagógica do próprio clube, porque os jogadores, assim como treinam para jogar melhor, também devem aprender a falar com os jornalistas. Se todos os jogadores respondessem a todas as perguntas parvas com o silêncio de William, os jornais estariam mais limpinhos. Os jogadores têm de aprender uma coisa: para um jornalista não há nada pior do que o silêncio como resposta a uma pergunta. E o silêncio pode ser manifestado educadamente. Dizendo, por exemplo: “Não respondo a essa pergunta.” Porque um entrevistado tem sempre o direito de não responder. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A tropelia de Rúben Semedo


O defesa-central do Sporting Rúben Semedo foi apanhado a conduzir sem carta de condução e foi detido pela polícia. O jogador, de 19 anos, foi detido na madrugada de quarta-feira, na Amadora, depois de ter sido interceptado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) quando conduzia sem carta de condução, cerca das 2h30 da madrugada. Mas os problemas do talento leonino não terminaram na polícia. 
Pela voz do treinador Leonardo Jardim, soubemos que “o comportamento incorrecto” do jovem Semedo tem moldura “penal” nos regulamentos internos do clube. “De acordo com os nossos regulamentos será punido em termos desportivos e vai passar para equipa B. Ele tem de ser um exemplo para toda a Academia e tem de perceber isso. Nas próximas três semanas vai trabalhar na equipa B”, informou o treinador. Para além da despromoção à equipa B, o jogador será multado.
É evidente que temos de compreender a imaturidade do rapaz. E compreendemos. Mas temos de ser implacáveis perante situações que comprometem a organização sportinguista no seu todo. Rúben Semedo vai para a equipa B e quando regressar à equipa principal será, certamente, mais homem e mais jogador. A sua tropelia faz parte do crescimento.

sábado, 2 de novembro de 2013

Retomando o caminho das vitórias

Depois da derrota no Porto era importante ganhar. E ganhámos! Vencendo o Marítimo por 3-2, num jogo emotivo, o fundamental é que o Sporting Clube de Portugal retomou o caminho das vitórias, mantém o segundo lugar e continua a depender de si próprio para conseguir a melhor classificação possível na Liga Portuguesa 2013-2014. Este Sporting é um querido!...

domingo, 27 de outubro de 2013

Futebol do Sporting no rumo certo


FC Porto e Sporting proporcionaram um excelente jogo de futebol. Um jogo de líderes. O 3-1 a favor dos portistas é exagerado, mas faz a diferença entre uma equipa construída com milhões e uma equipa feita com tostões. Uma diferença que foi muito notada, por exemplo, na forma ingénua como o defesa-central brasileiro Maurício abordou o lance em que cometeu a falta que ditou a grande penalidade que começou a definir o desfecho da partida logo no começo. De qualquer modo, tendo William Carvalho como uma das suas estrelas mais cintilantes, o Sporting demonstrou bom futebol, impôs respeito no clima hostil do Dragão, pelo que está no rumo certo, continuando a fazer uma excelente Liga Portuguesa 2013-2014.
Na época passada, à 8ª jornada, o Sporting era 13º classificado, com apenas 7 pontos, e já tinha 13 pontos de atraso para o primeiro lugar. Este ano, é segundo classificado, a 5 pontos do primeiro classificado, o mesmo FC Porto, que até tem mais 2 pontos do que há um ano. São 5 pontos que resultam do empate leonino com o Benfica e desta derrota com o FC Porto. A vida continua no próximo jogo.

"Comando C", um novo blog sportinguista


Chama-se COMANDO C. É o mais recente blog sobre o Sporting Clube de Portugal. Porque um Leão só baixa a cabeça para beijar o símbolo que traz na camisola. Confira no link: http://comandoc.com.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A surpresa de Leonardo Jardim


Durante o périplo pela África do Sul, o Presidente Bruno de Carvalho foi porta-voz da ambição do Sporting Clube de Portugal, afirmando aos jornalistas: "Estamos com vontade de ganhar todos os jogos, o campeonato, a Taça de Portugal e a Taça da Liga."
Analisando bem estas palavras do presidente, e ao contrário do que certa imprensa pretende especular, nada se altera em relação aos objectivos traçados no início da temporada. Afinal, o Sporting está em todas as competições “com vontade de ganhar”. Assim como o treinador Leonardo Jardim está a trabalhar no Sporting, certamente, com vontade de ganhar. E tendo vontade de ganhar pode conquistar os títulos em disputa. Foi isso que Bruno de Carvalho disse ou quis dizer.
Quando questionado acerca das declarações do Presidente, Leonardo Jardim revelou-se surpreendido. O que foi surpreendente. E não estava a ironizar. Disse o treinador: “O Sporting tem um discurso único. Fico surpreendido com o presidente ter dito isso, a mim não me disse nada. Continuamos de acordo com aquilo que organizámos e definimos no início da época.
A partir destas declarações, a imprensa começa agora a falar na existência de dois discursos em Alvalade. Não é verdade, mas a surpreendente reacção de Leonardo Jardim abriu caminho a essa interpretação abusiva, que agora será explorada pelos inimigos do Sporting Clube de Portugal.
Antes de responder aos jornalistas, o treinador sportinguista, que é inteligente, deveria ter em conta uma coisa elementar: quando a voz vem de cima, tem sempre razão. Mesmo quando não tem. Ora, nem sequer é o caso. O Presidente Bruno de Carvalho falou e falou bem. Não me parece que tenha saído da rota traçada por ter dito que o Sporting tem vontade de ganhar. Pelo contrário. Só com essa vontade de ganhar é que o Sporting poderá recuperar o terreno perdido.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O novo rumo do Sporting


Foi há um ano. O dia 15 de Outubro de 2012 transformou-se numa data histórica na vida centenária do Sporting Clube de Portugal, pois ficou a marcar o início de uma caminhada dos associados André Patrão e Miguel Paím que provocaria a queda da direção do clube – apenas e só com a força de sócios e adeptos anónimos e com todos os obstáculos colocados pelo sistema de dentro e fora do Sporting Clube de Portugal. Um caso pouco comum.
Godinho Lopes só não foi destituído porque se demitiu. Com a realização de eleições no primeiro semestre de 2013, que deram a vitória ao presidente Bruno de Carvalho, terminou o regime roquettista no Sporting Clube de Portugal, dependente da banca e dos adversários diretos. Com liderança, amor e profissionalismo, o clube renasceu das cinzas.
Agora, o Sporting Clube de Portugal recupera dos estragos de muitos anos, em particular financeiros e patrimoniais – aguardando-se com expectativa os resultados da anunciada auditoria.
Os primeiros resultados da mudança são extremamente positivos. Voltámos a ter um rumo, voltámos a ter orgulho nos nossos dirigentes e atletas e o Sporting Clube de Portugal voltou a ser um clube temível e respeitado. Mas o trabalho de recuperação ainda está a começar. Para já, é tempo de agradecer. Muito obrigado ao movimento Dar Rumo ao Sporting!...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Já tinha saudades de uma segunda-feira verde!...


O Sporting Clube de Portugal começou a Liga Portuguesa 2013-2014 com uma goleada de 5-1 sobre o Arouca. Foi uma grande exibição e uma excelente vitória do Sporting. Mas é fundamental manter os pés no chão. Não pensem no título. Pensem em continuar a lutar por um lugar na Liga Europa. É melhor assim, com humildade, fazendo um caminho próprio, fechado a influências exteriores, mas com a consciência de que tudo pode acontecer.
Uma curiosidade: ao vencer o Arouca por 5-1, o Sporting já marcou neste campeonato tantos golos como nas primeiras cinco jornadas da temporada passada. O colombiano Fredy Montero foi o herói da grande jornada leonina, ao ter marcado três golos.
O Benfica, riquíssimo, cheio de vedetas internacionais, perdeu com o Marítimo (2-1, na Madeira). O Sporting, pobre mas honrado, sendo o único clube português que paga os seus impostos a tempo e horas e que forma a maioria dos seus jogadores, ganhou por uma goleada das antigas. A prova de que o dinheiro não é tudo. O amor e a competência no trabalho podem fazer milagres.
Só uma coisa continua igual ao passado: o FC Porto foi levado ao colo pela arbitragem, em Setúbal, onde começou a virar o resultado de um jogo que estava a perder com uma grande penalidade inexistente, seguida de uma expulsão do guarda-redes setubalense – justa mas na sequência de uma decisão capital grave do árbitro, que destruiu a estratégia da equipa sadina. A roubalheira mostra a sua raça logo na primeira jornada. Apesar disso, estamos a viver uma segunda-feira verde. E eu já estava com muitas saudades de uma segunda-feira verde!...

sábado, 17 de agosto de 2013

Com amor e competência vamos lá


Desde a temporada 2008-2009 que o Sporting Clube de Portugal não vence na primeira jornada da Liga Portuguesa. Curiosamente, foi no Verão de 2008 que o Sporting conquistou o seu último título oficial, a Supertaça Cândido Oliveira. Em 16 de Agosto de 2008, no Estádio do Algarve, faz agora cinco anos, o Sporting conquistou a sétima e última Supertaça Portuguesa de futebol da sua história, vencendo o FC Porto, por 2-0, com dois golos do então jovem avançado Yannick Djaló. De então até hoje, o clube leonino está em jejum total de títulos. "É sempre bom marcar numa final. Mas, acima de tudo, estou feliz por ajudar o Sporting a conquistar mais uma Supertaça", referiu Yannick, no final do encontro, então à procura da sua "época de afirmação", acabando, mais tarde, por se perder como futebolista de primeiro nível. Resumindo e concluindo, uma vitória clara sobre o novo primodivisionário Arouca, em Alvalade, significaria, para o Sporting, o melhor arranque dos últimos cinco anos na Liga Portuguesa. O sonho é possível. Com amor e competência vamos lá. Força, Sporting!... Foto: Paulo Duarte (AP Photo)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A maldição do Estádio Alvalade XXI


Luís Filipe marcou o primeiro golo do novo Estádio no jogo em que CR7 convenceu Ferguson a comprá-lo. Não sabíamos, mas ambos foram maus presságios para o Sporting
"Quarenta e cinco minutos antes do encontro com o Manchester United, agendado para as 21h30, tem então lugar a inauguração do Estádio José Alvalade. Jorge Sampaio corta a fita, descerra uma placa e dará a ordem para o início do espectáculo multimédia – é então dado o gigantesco salto em direcção ao Sporting do séc. XXI." Foi assim que o "Record" de 6 de Agosto de 2003 celebrava a inauguração do Alvalade XXI, a nova casa verde-e-branca.
A entrada do Sporting no seu 'novo século' faz hoje dez anos, quando uma "festa apartidária e aclubística para todo o sempre recordar" marcou a inauguração do novo Estádio. Esta infra-estrutura prometia uma nova vida ao Sporting, os adeptos responderam em massa e de um ano para o outro as receitas de bilheteira dispararam: os 4,5 milhões de euros conseguidos na última época do José de Alvalade passaram a mais de 10 milhões na primeira época no Alvalade XXI. "Embora a performance desportiva tenha ficado aquém das expectativas (...) foi possível registar um incremento nos proveitos de 6,9 milhões. A este facto não estão alheias as condições do novo Estádio, o qual tem despertado interesse crescente", refere o próprio clube no fecho de contas da época 2003/04.
Para o Sporting, a estreia com o United foi "o grande momento" da primeira década de vida do Estádio, como se lê no site do clube: "É um estádio futurista que recebeu jogos do Euro-04 e uma final europeia, da Taça Uefa (...) No entanto, o grande momento aconteceu a 6 de Agosto, o dia da sua inauguração." Não fosse aquela derrota a 18 de Maio de 2005 com o CSKA e o grande momento do estádio seria outro.
Da inauguração, ficam dois registos. Luís Filipe foi o primeiro jogador a marcar um golo no Alvalade XXI e a exibição de Ronaldo fez com que o United poucos dias depois o comprasse por 15 milhões. Nestes dois registos, ironicamente, encontramos dois sinais do futuro próximo que esperava os adeptos. À imagem da carreira de Luís Filipe, também a carreira desportiva do Sporting desde a inauguração do Alvalade XXI ficou marcada pela irregularidade. O clube conquistou duas Taças de Portugal e foi uma vez finalista vencido, e ainda não festejou qualquer campeonato no novo estádio – vivendo agora o segundo maior jejum de sempre. Em comparação, e nos últimos dez anos de vida do antigo Estádio, o Sporting celebrou dois campeonatos e duas Taças – e foi finalista vencido por três vezes.
Em termos de troféus, os primeiros dez anos do novo Estádio ficaram assim abaixo da última década de vida do antigo estádio, algo que ficou particularmente evidente na última época, com os leões a registarem a pior posição de sempre, fruto de um aproveitamento de apenas 46,7% dos pontos possíveis no campeonato – na última vez que foi campeão (2001/02), aproveitamento do Sporting chegou aos 74%.
Quanto à venda do (ainda) jogador mais caro do mundo por apenas 15 milhões poucos dias depois da inauguração do Estádio, parece que assinalava a entrada do SCP num período conturbado em termos de negócios e contas. Lado a lado com a queda desportiva, as contas entraram em deterioração, especialmente nos últimos anos, levando a uma queda gradual nos bilhetes vendidos e na valorização de jogadores. Esta queda nos níveis exibicionais e nas contas aliás, obrigou mesmo o clube de Alvalade a engolir em seco e a precisar de recorrer ao rival FC Porto para conseguir retirar o maior valor possível de uma das últimas jóias consagradas da Academia: falamos de João Moutinho, que precisou de passar pelo Dragão antes de ser um jogador digno de render 25 milhões.
Ao olhar para o passado do Sporting há um detalhe final a destacar na entrada do clube na segunda década do estádio: quando inaugurou o Alvalade XXI, o Sporting tinha muito a perder, já que havia sido campeão duas vezes nas quatro temporadas anteriores, resultados que, em conjunto com o novo estádio, alimentavam a esperança do fim dos jejuns e o regresso de vitórias regulares nas maiores competições. Agora, o SCP entra na segunda década de vida do Alvalade XXI com tudo a ganhar e pouco a perder, culpa da última época. Talvez a inversão comece por aqui.

Fonte: Filipe Paiva Cardoso, “i”, 06-08-2013, http://migre.me/fGliL
Obs. – Título da responsabilidade do LEÃO DA ESTRELA

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A transformação do Sporting


“Os sportinguistas já perceberam que o meu trabalho é para transformar o Sporting num grande clube. Quando assim o é, temos de ter atenção a pequenas coisas e más-criações é daquelas coisas com as quais não compactuamos”
Bruno de Carvalho, sobre o corte de relações com o FC Porto, “Record”, 18-07-2013

Nelson Mandela e o Sporting

Ser do Sporting Clube de Portugal é ser de um grande clube em Portugal e no mundo. Nelson Mandela, que completou 95 anos nesta quinta-feira, é o associado nº 31.118 do Sporting Clube de Portugal. Em comunicado, o clube português parabenizou o prestigiado político sul-africano, "um eterno exemplo de esforço, dedicação, devoção e glória”, pode ler-se no comunicado sportinguista. Mandela é sócio do Sporting desde 1997.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O essencial sobre a Bruma destes dias


"Estas situações só mostram que os clubes não estão defendidos perante meia de dúzia de sanguessugas. O Sporting tem de fazer exposição à UEFA e à FIFA. Algo tem de ser feito. É essencial que se proíba os empresários de fazerem contratos com jovens da formação."
Paulo de Andrade, antigo dirigente do Sporting, sobre o "caso" Bruma

domingo, 7 de julho de 2013

A história incrível de Salim Cissé


“Para mim é um sonho estar aqui. O Sporting é o Sporting. Estou muito contente e vou dar o meu melhor. Não prometo golos, mas quero trabalhar muito para estar sempre disponível para o treinador.” Estas foram as primeiras palavras, sábias, por sinal, do avançado Salim Cissé, de 20 anos, ex-Académica, após assinar um contrato de cinco temporadas com o clube de Alvalade.
Cissé já entrou para a história do Sporting Clube de Portugal ao ter sido fixada em 60 milhões de euros a sua cláusula de rescisão, pois é a maior da história do clube. São números tão incríveis quanto a sua história, desde Kindia, na Guiné-Conacri, onde nasceu, em 24 de Dezembro de 1992, até revelar qualidades como jogador de futebol na Académica de Coimbra, que levaram o Sporting a contratá-lo para terrenos que já foram de jogadores como Hector Yazalde, Manuel Fernandes, Jordão, Fernando Gomes, Juskowiak, Jorge Cadete, Balakov, Beto Acosta, Mário Jardel, Liedson, Wolfswinkel e muitos outros.
Na temporada 2012-2013, Salim Cissé ficou colocado na 25ª posição da lista dos marcadores da I Liga Portuguesa, com 6 golos marcados nos 25 jogos em que participou, com a camisola da Académica de Coimbra, o que dá uma média de 1 golo de quatro em quatro jogos. Para um atleta tão novo, o grau de exigência de um clube maior, mais a mais sedento de vitórias e títulos, poderia assustar. Mas Cissé já ultrapassou dificuldades bem maiores na sua vida pessoal. Ele fugiu de África como muitos outros jovens, em busca de uma vida melhor na Europa.
Acabou em Itália, ao cabo de uma viagem aventureira ao lado de nigerianos e camaroneses, apresentando-se num centro de acolhimento de estrangeiros. Em Itália ganhava ao dia, trabalhando a limpar quartos, a fazer as camas, deixando tudo pronto para os turistas que iam depois ocupar os apartamentos. Também ajudava a carregar as malas. Segundo contou ao “Mais Futebol”, foi nesses tempos difíceis, em que o futebol profissional era uma miragem, que conheceu Franco Anzalone, diretor do Arezzo, cuja ação mudou para sempre o rumo da sua vida. Uma vida de sacrifícios e perseverança. A sua hora parece ter chegado. Confira no link: http://migre.me/fmcul.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Daniel Sampaio. A reserva ética e moral do Sporting



Com o Presidente da Direção do Sporting Clube de Portugal, Godinho Lopes, escondido atrás da sua incompetência incorrigível, o presidente da Assembleia Geral em exercício, Daniel Sampaio, emerge como reserva ética e moral do clube. Até 9 de fevereiro, data da Assembleia Geral que o crime organizado que domina o clube quer impedir nos tribunais, Sampaio vai ser vítima de pressões duríssimas, perpetradas por aqueles que não querem debater a situação grave em que meteram o Sporting ao longo de vários anos de gestão danosa. Exercendo as suas funções com Esforço, Dedicação, Devoção e Glória – o lema do Sporting Clube de Portugal –, Daniel Sampaio merece, por isso, o incentivo e a solidariedade de todos os Sportinguistas!...
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