domingo, 1 de julho de 2007

A importância do ciclismo no Sporting

Capa do jornal desportivo "Off-Side", de 1984, quando Joaquim Agostinho estava no hospital em estado de coma, após ter sido atropelado por um cão

O Grande Prémio Internacional de Ciclismo de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho vai para a estrada no próximo dia 11 de Julho, mas a organização da prova está a passar por momentos difíceis, por alegado afastamento de um dos principais patrocinadores. É uma prova de ciclismo cuja primeira edição, realizada em 1985, foi ganha pelo Sporting/Raposeira e que existe precisamente em memória de um grande ciclista que começou com a camisola do Sporting, que andou nas voltas à França a puxar pela auto-estima dos emigrantes portugueses e que morreu com a camisola do Sporting ao ser atropelado por um cão numa Volta ao Algarve de má memória para o desporto nacional. Ainda há poucos meses, o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, participou numa cerimónia de homenagem ao grande Joaquim Agostinho. É talvez a Joaquim Agostinho que Sporting deve o facto de ter milhares e milhares de adeptos espalhados pelo interior do país – nomeadamente naquelas vilas e aldeias onde a única camisola verde e branca que lá chegava era do Joaquim Agostinho por alturas da Volta a Portugal. Estamos, portanto, perante uma figura a quem o Sporting muito deve, mas a quem o clube ainda não prestou a devida homenagem. Essa devida homenagem seria o regresso em força do Sporting ao ciclismo. Haverá, certamente, patrocinadores interessados em investir num projecto desses, desde que o Sporting apresente um plano desportivo credível. Sabemos que os tempos não correm a favor do eclectismo. Mas há modalidades que foram vitais para a gloriosa história do Sporting e que, em nome da memória colectiva da chamada família sportinguista e em nome da projecção do Sporting no país e no mundo, deveriam ser preservadas. E o ciclismo é uma dessas modalidades. Tanto mais que, se o Sporting investisse no ciclismo, também estaria a investir no futebol. Uma Volta a Portugal em ciclismo, por exemplo, seria uma oportunidade para o clube realizar uma grande operação de marketing por todo o país, com a presença de antigas glórias do futebol e até de outras modalidades, que até poderia resultar na captação de novos sócios ou na venda de “gameboxes” para a temporada de futebol. O desígnio de fazer do Sporting "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa", expresso pelo Visconde de Alvalade, há 101 anos, também passa por aqui.

7 comentários:

joaquim agostinho disse...

Pois é Leão da Estrela.
Veja o meu post de 19 de Maio de 2006. Lá estão algumas pistas para se compreender o facto de não termos ciclismo:
Actualizo -o com duas notas
1 - João Lagos quis fazer regressar os três grandes ao ciclismo. O nosso clube recusou logo. Neste momento são as suas empresas que pagam o ciclismo do Benfica. O director desta equipa é um sócio e quadro da empresa de João Lagos que organiza a Volta a Portugal, a PAD !!!
O outro patrocínio é da AVIS cujo admnistrador é em Portugal( se já não foi afastado pelas irregularidades graves detectadas na sua gestão), nem mais nem menos que Agostinho Abade presidente do Conselho Fiscal do Sporting.
Como vê não é por falta de dinheiro que não temos ciclismo no nosso clube. O que se está a perder é mais grave. Estamos a perder a nossa alma, a cultura Sporting. Tomo a liberdade de publicar este comentário no meu blog. Abraços

Anónimo disse...

O regresso do ciclismo ao Sporting seria uma excelente medida. Parabéns pela ideia! Esperemos que tenha eco nos responsáveis do Sporting.

LEÃO DA ESTRELA disse...

Vários leitores assíduos do LEÃO DA ESTRELA têm enviado e-mails alertando para um eventual ero quando escrevi que "Joaquim Agostinho foi atropelado por um cão". Mas o verbo atropelar, que, outre mais, significa "derrubar" está correctamente utilizado. Foi um cão que derrubou a bicicleta de Joaquim Agostinho numa etapa da Volta ao Algarve. Logo, o ciclista do Sporting foi atropelado.

Anónimo disse...

Joaquim Agostinho sem dúvida, um dos maiores do Sporting. Mas é nos anos trinta que começa a epopeia com o duelo entre Trindade e o Nicolau, ciclista dos nossos vizinhos. Dizem os especialistas que foi nessa altura que Sporting e os vizinhos começaram a ter uma dimensão verdadeiramente nacional.

Anónimo disse...

Era muito bom tornar a viver grandes glórias no ciclismo português!!!

Anónimo disse...

Era muito importante não só regressar ao ciclismo como retornar o ecletismo do nosso Sporting, com o regresso de modalidades como o basket e o hóquei, que tantas glórias nos proporcionaram.

Anónimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu

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