A ESTRATÉGIA DO SPORTING
A revolução operada neste defeso no plantel do Sporting é só mais um facto demonstrativo da falta de uma estratégia de longo prazo com objectivos bem definidos, de que padecem os clubes do futebol português.
A revolução operada neste defeso no plantel do Sporting é só mais um facto demonstrativo da falta de uma estratégia de longo prazo com objectivos bem definidos, de que padecem os clubes do futebol português.
É bom recordar um facto: depois de o Sporting, com uma equipa dominada por jovens jogadores portugueses formados no próprio clube, ter conquistado a Taça de Portugal e ter lutado até ao último minuto pela vitória na Liga 2006-2007, ao lado de um FC Porto muito mais rico, Soares Franco falou no sonho de um dia conquistar a Liga dos Campeões com uma equipa maioritariamente constituída por jogadores oriundos da formação da Academia de Alcochete.
Porém, mal abriu o mercado, essas palavras foram arrastadas pelo vento dos euros e dos dólares. É certo que também o FC Porto e o Benfica viram os seus plantéis modificados para lá do que seria previsível. O caso do Sporting é, no entanto, mais preocupante para o clube e para o futebol português, uma vez que estamos a falar daquela que é considerada a melhor escola de formação nacional e uma das melhores do mundo. O que não se confirma no plantel principal.
A verdade é que saíram dez jogadores, que representavam quase metade do plantel de 2006-2007, sete dos quais portugueses. E desses dez que saíram, incluem-se o guarda-redes da selecção nacional portuguesa e cinco atletas formados em Alvalade. Para os seus lugares deverão entrar apenas dois portugueses, Paulo Renato e Adrien Silva, dois produtos da formação, sendo que o segundo deverá ficar adstrito ao plantel júnior, não entrando nenhum deles, para já, nas contas do “onze” principal.
Isto não significa que o Sporting 2007-2008 não seja mais forte. O problema reside na falta de uma estratégia clara. Não é aceitável preconizar uma equipa baseada na formação do clube, ou perder jogadores sob esse pretexto (caso de Rodrigo Tello), e depois constituir um plantel reforçado no mercado do Leste europeu. A ser assim, convém saber, desde já, qual será a estratégia para daqui a um ano. Paulo Bento iria agradecer.
2 comentários:
Caros Sportinguistas, também eu fico um pouco apreensivo com a viragem (talvez excessiva) a leste em detrimento de jogadores portugueses, mas é preciso ter em conta diversos factores:
1 - nem todos os anos é possível formar jogadores com qualidade suficiente para "pegarem de estaca" no plantel principal e daí a necessidade de rodarem noutros clubes (carlos saleiro, tiago pinto, etc..)
2 - o sporting teve uma proposta irrecusável pelo nani. foi muito bem vendido
3 - o ricardo foi uma pechincha, mas vai ganhar um ordenado muito chorudo e o sporting não pode lutar com isso
4 - o mercado de leste já nos deu muito bons jogadores no passado e alguns reforços parecem ter qualidade e foram baratos(izmailov, vukcevic e stojkovic). Os outros ainda têm muito que mostrar
5 - os outros jogadores portugueses que saíram não entravam nas contas de paulo bento e também não integraram a equipa que nos maravilhou no final da época passada (carlos martins e custódio)
Por tudo isto, acho que deviamos esperar para ver e torcer para que o nosso sporting tenha uma época de sucesso com uma equipa dentro das nossass possibilidades
Kronos, não diria melhor, aliás, penso que este blog está cada vez mais anti-Soares Franco, indirectamente anti-sportinguista. Mesmo admitindo que podem ter existido muitos erros nesta pré-época (para mim a gestão tem sido correcta), onde estão as virtudes desta gestão de pré-época? Será que está tudo mal?
Saudações Leoninas.
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