terça-feira, 28 de agosto de 2007

RECORTES LEONINOS Jorge Coroado

O CASO DA JORNADA
"Hélder Postiga dominava a bola, Polga, surpreendendo-o, surgiu rápido chutando a bola para zona onde estava Tonel, que deixou passar o esférico para o seu guardião que, podendo rechaçá-la, optou por a agarrar. O passe ao guarda-redes é entendido quando aquele que o efectua está de posse da bola, é ele quem a domina, tem bem melhores condições para a endossar certeiramente. O sucedido no Dragão foi OBJECTIVAMENTE um corte porque não era o defesa visitante quem estava de posse do esférico.
PS: Lei XII – Decisão 3 do International FA Board: Em conformidade com os termos de Lei 12, um jogador pode efectuar um PASSE para o guarda-redes da sua equipa, mas unicamente com a cabeça, o peito ou o joelho, etc.. O texto é claro, não fala em JOGAR, TOCAR ou CORTE da bola para o guarda-redes. Equívocos todos têm, temos ou tivemos; não cai bem é justificarem-se erros ludibriando a ignorância dos leigos.

OS LANCES DUVIDOSOS

33’ (Expulsão) - Quaresma, que chegou atrasado à disputa da bola, apresentou-se de sola na frente de Miguel Veloso atingindo-o na curva do pé, lance perigosíssimo que pode causar dano terrível. A bola já lá não se encontrava. O jovem portista protagonizou conduta violenta. Impunha-se exibição de cartão vermelho, nunca o amarelo que foi mostrado.

42’ (Expulsão) - Pedro Emanuel saltou para, supostamente, disputar a bola com a cabeça a Derlei. Levando o braço direito arqueado, o capitão azul procurou o local onde atingir o adversário. O contacto não foi violento, contudo, porque se tratou de uma cotovelada e é exigido erradicação de lances do género, o cartão vermelho impunha-se.

90’ (Expulsão) - Sancionado por falta sobre Pedro Emanuel, Derlei dirigiu-se ao árbitro assistente reclamando da intervenção daquele. Os propósitos com que o fez não foram os mais cordatos. A advertência, que seria a segunda e portanto expulsão, impunha-se. Admitir que um jogador conteste intervenção de um assistente é atribuir a este a desconsideração que todos lhe tributam."

Autor: Jorge Coroado, ex-árbitro internacional, "O Jogo", 28-08-2007

11 comentários:

Unknown disse...

Depois de ler isto, que aliás já tinha visto no estádio, é incrível o silêncio dos dirigentes máximos do Sporting. E logo eles que, por casos injustificáveis, já quiseram mandar repetir jogos... É incrível que Paulo Bento esteja tão só.

SCP Sempre! disse...

Não é possível ouvir a opinião da brasileira Ana Paula Oliveira?
A propósito, parabéns ao leão da Estrela pelas fotos dela aqui no blog.

Unknown disse...

Se ninguém do Sporting defende o Sporting, pelo menos que seja um jornal do Porto e o jornalista Rui Santos, no Record de hoje, a defenderem-nos!

Anónimo disse...

Fui ver o jogo ao Dragão! Estava muito perto do relvado do lado que o Sporting estava a defender, na altura do lance fiquei com a sensação que nao tinha sido um atraso, mas depois a ver melhor vÊ-se que foi um corte! Mais uns pontos roubados (que espero não nos façam falta mais para a frente com fizeram os pontos que perdemos com o Paços de Ferreira naquele golo escandaloso com a mão).
Digamos que esperava uma possição mais forte da Direcção do Sporting!
Andam muitos calados, infeliamente...
Saudações leoninas

Anónimo disse...

É interessante que o Sr. Coroado esteja agora que está retirado a defender o Sporting...já lhe deve ter passado a azia :D

Anónimo disse...

Para acabar de vez com esta treta:
1º É impossivel ter a certeza se foi corte ou passe.
2º Portanto subsiste a dúvida.
3º Em caso de dúvida não se marca a falta (in dubio pró réu).
4º Portanto o árbitro errou (e sabia que estava a errar porque tinha a sua defesa garantida pela dúvida)
5º Preparem-se para mais "actos de coragem" deste tipo. O professor tem de sorrir!

O Anti Lampião disse...

Regressamos !

O 7 Maldito disse...

É um lance que suscita dúvidas a todos. NPelo sim pelo não, Stojkovic (ou o Moretto dos balcãs, como já lhe chamaram no meu blogue...), devia ter despachado a bola. Não o fez. Lixámo-nos. Agora não vale a pena chorar sobre o leite derramado.

Abraço Impróprio para Cardíaco

Peyroteo disse...

Até o Jornal deles e pela boca dum velho árbitro nosso conhecido!

Arbitragem, ao Raio X, José Leirós
No F. C. Porto-Sporting aconteceu um lance e uma decisão do árbitro Pedro Proença que tiveram influência no resultado. Polga faz um corte da bola, Tonel deixa-a passar para o guarda-redes Stojkovic que a agarra. Proença considera atraso deliberado e marca livre indirecto. A Lei 12 - Faltas e Comportamento Antidesportivo - diz que um pontapé livre indirecto será concedido à equipa adversária do guarda-redes que, dentro da grande área, cometa uma das quatro faltas seguintes manter a bola em seu poder durante mais de seis segundos; tocar uma nova vez a bola com as mãos depois de a ter soltado, sem que ela tenha sido tocada por outro jogador; tocar com as mãos uma bola vinda directamente de um lançamento lateral efectuado por um colega de equipa; tocar a bola com as mãos vinda de um passe atirado deliberadamente com o pé por um colega de equipa. Ora, não foi isso que aconteceu no Dragão. Polga fez um corte, não atrasou deliberadamente a bola para Stojkovic. O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga deve agir e explicar se esta e outras decisões foram correctas, como fez Keith Hackett, responsável pelos árbitros em Inglaterra, que afastou o juiz Rob Styles das jornadas seguintes e ambos reconheceram o erro no Liverpool-Chelsea (penálti mal assinalado). Proença falhou demasiado técnica e disciplinarmente e deve sair da equipa. Assim, os amantes do futebol perceberão que árbitro errou e que os erros têm consequências. Até para que os objectivos da Liga - mais espectáculo, mais espectadores, mais credibilidade e mais ética - não sejam colocados em causa.

Anónimo disse...

@anti-lampião

regressamos ou regressámos?

Anónimo disse...

Adoro a tese "em caso de dúvida bico par longe".
Mas será que era uma jogada de dúvida? Penso par qualquer pessoa isenta, que vê futebol todos os dias e sabe as Lei do Jogo, aquela não é uma jogada de dúvida.
Outra tese:"não havia dúvida mas ele pôs-se a jeito para o arbitro inventar(roubar)". A pensar assim os defesas deixam de disputar os lances dentro da área para não se porem a jeito dos vigaristas marcarem pénalti.
Temos de impor a verdade e desmascarar a poeira que vão atirando para os olhos da opinião publica.
Saudações leoninas

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