Para os sportinguistas, já não interessa saber o que está em causa no conflito judicial entre o búlgaro Yordanov e os burocratas do Sporting Clube de Portugal. Digo burocratas, porque não acredito que Filipe Soares Franco – que foi vice-presidente do Sporting nos tempos em que Yordanov era um dos símbolos do clube – esteja consciente do espectáculo deprimente e desprestigiante que esta história constitui para o clube fundado pelo Visconde de Alvalade. Uma história digna de um clube sem memória e, portanto, sem história. Ora, não é o caso do Sporting. Portanto, vai sendo tempo de recolocar Yordanov no lugar a que tem direito na família do Sporting Clube de Portugal. Yordanov foi um exemplo de trabalho e de dedicação ao clube durante uma década. Respeitado pelo balneário, foi “capitão” sem se colocar em bicos de pés. Chegou da Bulgária muito jovem, no início dos anos noventa, contratado por Sousa Cintra, e marcou uma geração. Foi talvez dos últimos estrangeiros cujo nome ficará para sempre na nossa memória à conta de tantos anos que vestiu a camisola do Sporting. Por isso, merece o respeito e admiração de todos os sportinguistas. Sobretudo agora que são contratados jogadores de outros países que não sabem honrar as camisolas que envergam e que passam pelos clubes como autênticos meteoritos…
6 comentários:
recebi o leão de prata das mãos dele no iate ben em carcavelos.
não merece isto. mas tambem não percebo porque se poe num contrato um jogo de despedida. não percebo.
Penso que ambas as partes têm as suas razões. Um jogo, agora, seria inoportuno.
E porque não um jogo de homenagem a todos os capitães do Sporting? Podia ser com uma grande equipa, no início da próxima época, e integrar a passagem de um vídeo dos que já não estão entre nós (como Hollywood faz muito bem ).
Excelente post!
Claro que não há dinheiro para o Yordanov, que foi capitão do Sporting e suou a camisola, mas para o Rui Meireles foi só pedir e passar o cheque e este só suou as mãos a meter para o bolso.
Também se arranjou uma boa comissão para o vigário Lima de Carvalho. Para os jogadores, aqules que nos dão alegria e fazem aumentar os indices de adrenalina, que morram à fome.
A isto chama-se falta de respeito.
Concordo completamente com o post e acho vergonhoso o que fazem aos jogadores que durante anos defenderam um clube que nem sequer é do seu país. Mais um episódio parecido com o de Cerbakov, esse infeliz jogador que marcou um dos golos mais bonitos que eu vi em toda a minha vida: depois de um canto um remate à baliza sem deixar a bola cair no chão, salvo erro no último jogo de um campeonato qualquer.
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