sábado, 26 de janeiro de 2008

FORAM LEÕES Carlos Queiroz

O HOMEM DA TEORIA
O País caminhava na modorra habitual, em Março de 1989, quando uma selecção nacional tropeça num título mundial de juniores. Os olhos da nação viram-se para um jovem, bigode alinhado e olhar profundo. Muitos viram nele o precursor de uma nova era no futebol português, um corte com um passado que havia condenado pelo menos duas gerações de futebolistas a ‘passar ao lado de grandes carreiras’. Formado pelo ISEF em 1975, após a chegada de Moçambique, onde nasceu, Carlos Queiroz foi jogador modesto (guarda-redes em escalões jovens) e sempre preferiu a parte teórica do futebol. ‘Estagiou’ como adjunto de Mário Wilson no Estoril-Praia. Em 1987 é contratado pela FPF para a formação. Meticuloso, organizado, metódico quase à exaustão, sagra-se bicampeão do Mundo de sub-20. Chamam-lhe “o pai da Geração de Ouro”. A promoção à Selecção A foi um passo natural, mas em 1993 abandona a FPF após deixar a Selecção fora de mais um Mundial e diz ser urgente “varrer a porcaria da Federação”. Ingressa no Sporting, mas não consegue ser o D. Sebastião leonino. Deixa o País e corre Mundo. Assenta em Manchester, como braço-direito de Alex Ferguson. Pelo meio acrescenta uma mal sucedida passagem pelo Real Madrid. Há lacunas no currículo que ainda estão por preencher.
Autor: Mário Pereira, "Correio da Manhã", 19-01-2008

2 comentários:

Anónimo disse...

Um Grande Treinador e um Grande Homem a quem o Sporting muito deve!

Para os sócios que amam verdadeiramente o Clube será sempre uma PERSONA GRATA!!!

Anónimo disse...

Foi um dos muitos brilhantes trabalhos que Santana Lopes fez no demasiado tempo que esteve à frente do nosso Clube.

Durante todo o tempo de convivencia entre ambos, o principal objectivo de PSL foi minar o trabalho do Professor.

Como seria o Futebol do Sporting, se Queiroz se tem mantido no Clube...

Saudações Leoninas

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