domingo, 14 de dezembro de 2008

Os reforços de Inverno

É evidente que, ao contrário do que diz Filipe Soares Franco, o Sporting precisa mesmo de ir ao mercado no mês de Janeiro. Este ano mais do que nunca. Só que não é bem ao mercado de jogadores. O futebol do Sporting precisa de ir ao mercado da alegria, ao mercado da cultura sportinguista e ao mercado do amor à camisola.
Hoje, ver um jogo de futebol da equipa de Sporting não é assistir a um espectáculo. É um exercício de masoquismo garantido. Em mais de 30 anos de amor ao clube, nunca senti o que sinto agora: olhar para o relógio, confirmar que ainda só estão jogados 20 minutos de jogo e sentir que o jogo nunca mais acaba. O problema não é só meu, porque não há sportinguista que se cruze comigo e que me diga que o futebol do Sporting está bem e recomenda-se, sendo motivo de alegria e felicidade para todos.
A própria sondagem feita por Rui Oliveira e Costa para saber os motivos da alegada "falta de militância" da nação sportinguista – cuja divulgação pública dos resultados é também outro exercício masoquista – confirma este divórcio, não entre os sportinguistas e o Sporting, mas entre os sportinguistas e a sua equipa de futebol. E, no entanto, chegámos ao Natal, fomos longe na Liga dos Campeões e temos tudo em aberto na Liga Portuguesa e respectiva Taça da Liga. Até nos dizem que as contas da SAD estão saudáveis, levando Soares Franco a insinuar-se como o grande salvador do clube para justificar a sua recandidatura. O que promete muito mais do mesmo.
Por tudo isto, neste Inverno, os grandes reforços do Sporting e da sua equipa de futebol não estão no mercado do costume. Paulo Bento parece ter identificado um dos problemas e já deu o mote: “É importante que os jogadores não se iludam. Devem saber que contamos com eles para a temporada inteira e não apenas para seis meses.” Resta saber se consegue fazer o resto.

2 comentários:

Anónimo disse...

Absolutamente de acordo.
Não estão em causa os resultados,que se aceitam ,e ,nalguns casos,até ultrapassam as expectativas,mas sim o cinzentismo das actuações, o hipercalculismo que leva a que assim que chega o 1-0,fique todo o mundo a olhar para o relógio á espera do apito final no meio de um futebol de aflitos,de credo na boca,na esperança de que os 3 pontos não se escapem num qualquer remate á baliza.
E não há necessidade como dizia o outro,este ano até temos equipa para fazer melhor.
Uma nova mentalidade precisa-se,com gosto e alegria pelo trabalho,neste caso pelo futebol jogado

Anónimo disse...

Não percebo a vantagem de mandar bocas e recados para a equipa através da comunicação social. É esta a forma que Paulo Bento tem de afirmar a sua autoridade? A roupa suja lava-se dentro de casa. E, depois, se os jogadores não prestam -- ou não lhe obedecem -- porque não os despacha ou põe defintivamente com dono? Fazer queixinhas e ameaças pelos jornais é que não resolve nada. Pior: complica e agrava tudo. Penso eu de que.

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