Sucedem-se os casos protodisciplinares nos grandes clubes portugueses. Desta vez foi Miguel Veloso, que não abriu a boca, mas assistiu de cadeirão à operação de chantagem que vem sendo montada pelo seu empresário, Paulo Barbosa, e pelo seu pai, António Veloso, este queixando-se que o Sporting, ao colocar o filho a defesa-esquerdo, está a fazer tudo para que ele saia, e aquele revelando, como que por acaso, que há conversações adiantadas com a Fiorentina.
Do caso, retiro duas coisas. Primeiro, que o comportamento do lado do jogador, com ou sem acordo deste, não tem cabimento num futebol altamente profissional como é o futebol de hoje. O pai Veloso, que jogou toda a vida a médio, a defesa-direito e a defesa-esquerdo, sabe bem que isso é natural, mas acha – ou alguém lhe disse – que os médios-centro são mais bem pagos do que os defesas-laterais e que, por isso, ao desviarem o filho para onde dá mais jeito à equipa, fazendo-o perder brilho individual, os treinadores do Sporting estão a prejudicá-lo e a impedir uma futura transferência. Ao dizer o que disse, exerceu uma pressão inaceitável sobre quem tem de decidir, em função dos interesses da equipa, que é o treinador. E este, se errou, nem foi tanto no desvio de Veloso para o lado esquerdo da defesa, mas sim na passagem para o banco de Yannick, melhor amigo de Veloso e também representado de Paulo Barbosa.
O que nos leva à segunda conclusão: se quer ser um clube formador, o Sporting tem de gerir estes casos de balneário antes de eles chegarem a extremos. Há que temperar a linha dura de ataque às estrelinhas com uma actuação cúmplice que as dobre a bem, seja de um dos adjuntos, do director desportivo ou de um qualquer vice-presidente. Porque a não ser assim, mesmo que resolvam o problema Veloso, muitos outros se seguirão.
AUTOR: António Tadeia, jornalista, “Diário de Notícias”, 27-12-2007
Do caso, retiro duas coisas. Primeiro, que o comportamento do lado do jogador, com ou sem acordo deste, não tem cabimento num futebol altamente profissional como é o futebol de hoje. O pai Veloso, que jogou toda a vida a médio, a defesa-direito e a defesa-esquerdo, sabe bem que isso é natural, mas acha – ou alguém lhe disse – que os médios-centro são mais bem pagos do que os defesas-laterais e que, por isso, ao desviarem o filho para onde dá mais jeito à equipa, fazendo-o perder brilho individual, os treinadores do Sporting estão a prejudicá-lo e a impedir uma futura transferência. Ao dizer o que disse, exerceu uma pressão inaceitável sobre quem tem de decidir, em função dos interesses da equipa, que é o treinador. E este, se errou, nem foi tanto no desvio de Veloso para o lado esquerdo da defesa, mas sim na passagem para o banco de Yannick, melhor amigo de Veloso e também representado de Paulo Barbosa.
O que nos leva à segunda conclusão: se quer ser um clube formador, o Sporting tem de gerir estes casos de balneário antes de eles chegarem a extremos. Há que temperar a linha dura de ataque às estrelinhas com uma actuação cúmplice que as dobre a bem, seja de um dos adjuntos, do director desportivo ou de um qualquer vice-presidente. Porque a não ser assim, mesmo que resolvam o problema Veloso, muitos outros se seguirão.
AUTOR: António Tadeia, jornalista, “Diário de Notícias”, 27-12-2007
4 comentários:
Coitados destes jornaleiros de meia tijela que querem arranjar motivos para os desvarios dos pouco profissionais do ramo futebolistico.
Mas alguem acha que por o Miguel Veloso jogar a defesa esquerdo perde qualidade? Muitos desesperam por jogar...e este até se desenrrasca lá pela esquerda.
Porque não tem coragem de dizer a verdade? Que ele e o amigo Djaló se portam mal, noitadas e tal e foram afastados por isso e por mais nada?
De jornaleiros sem tomates estamos nós fartos...
Excelente artigo de António Tadeia, com quem nem sempre concordo!
Parabéns LdE, por mais este "Recorte"!
Isto é simples:
O Veloso tem de se aplicar e esforçar mais. Porque se o fizesse, jogaria melhor e seria mais bem pago! Se não o fizer, continuará a andar pelo banco de suplentes e a não ter o interesse dos clubes onde hipoteticamente poderia, um dia, vir a jogar. Ou será que ele quer sair do Sporting para uma equipa onde poderá ser visto como mais um flop? Se a proposta da Fiorentina fosse aceite, o Veloso, em Florença, não seria campeão nem ganharia nada! Voltaria, certamente, a Portugal, para jogar...no Benfica (como aconteceu com alguns outros) e só perto do fim da carreira poderia ambicionar chegar a um grande europeu, maior que o Sporting.
Ola visitei seu blog e achei um barato e gostaria de convidar para acessar o meu também, conferir a postagem desta semana: Estratégia Esportiva – Versão: A águia e a galinha. E fizemos também uma mensagem especial de fim de ano para você.
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Atenciosamente,
Sebastião Santos.
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