Depois da extraordinária exibição de Liedson no jogo com o Benfica, voltou a falar-se da inclusão do jogador brasileiro do Sporting na selecção nacional. É um debate que o LEÃO DA ESTRELA recupera.
Liedson é o melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal, sendo actualmente o melhor marcador estrangeiro da história do Sporting. Apesar de ser um jogador do Sporting, não concordo que Liedson deva naturalizar-se português para ser chamado a defender a selecção nacional de Portugal, só para acudir ao desespero da Federação Portuguesa de Futebol, decorrente de a selecção marcar poucos golos e de o futebol português não conseguir formar pontas-de-lança de qualidade em quantidade suficiente.
Uma selecção nacional não é um clube a operar na indústria do futebol, sujeito a leis sociais e económicas, designadamente de ordem laboral, que é obrigada a cumprir. Uma selecção nacional é o "clube" dos melhores jogadores nascidos ou criados num País, os quais representam a identidade nacional do País (que é desportiva, mas também cultural, social, económica, etc.), e não uma selecção dos jogadores de todo o mundo que jogam num País.
Donde, como português, jamais consegui olhar para os brasileiros Deco e Pepe como jogadores legítimos da selecção de Portugal, apesar das condições diversas da sua naturalização. Vi Deco dar a Portugal uma vitória sobre o Brasil, no seu primeiro jogo pela selecção portuguesa, mas não senti essa vitória como totalmente portuguesa, mais a mais com um treinador brasileiro a orientar a nossa equipa. E jamais deixei de olhar para Deco como um estrangeiro que representa a selecção de Portugal, desde logo porque ele só passou a vestir a camisola portuguesa porque nunca teve a possibilidade de representar o "seu" Brasil. Depois, foi a vez de Pepe se naturalizar como cidadão português e de alinhar por Portugal. Agora chegou a vez de Liedson, que aos 31 anos, tem o seu processo de naturalização em curso e até já recebeu a bênção de Eusébio para entrar na selecção portuguesa.
Ou seja, a selecção de Portugal já tem um defesa-central e um médio que nasceram no Brasil e chegaram a Portugal como profissionais de futebol já em idade adulta. Poderá, em breve, ter um avançado, cuja carreira caminha para o fim, também nascido no Brasil.
O problema não está no jogador Liedson, um grande profissional do Sporting cuja disponibilidade para defender a camisola lusitana deve merecer o respeito e a gratidão dos sportinguistas e do futebol português. A questão é que, a seguir, será a vez de um guarda-redes. E, qualquer dia, a selecção portuguesa seria uma espécie de "Brasil B"… Não pode ser.
Liedson é o melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal, sendo actualmente o melhor marcador estrangeiro da história do Sporting. Apesar de ser um jogador do Sporting, não concordo que Liedson deva naturalizar-se português para ser chamado a defender a selecção nacional de Portugal, só para acudir ao desespero da Federação Portuguesa de Futebol, decorrente de a selecção marcar poucos golos e de o futebol português não conseguir formar pontas-de-lança de qualidade em quantidade suficiente.
Uma selecção nacional não é um clube a operar na indústria do futebol, sujeito a leis sociais e económicas, designadamente de ordem laboral, que é obrigada a cumprir. Uma selecção nacional é o "clube" dos melhores jogadores nascidos ou criados num País, os quais representam a identidade nacional do País (que é desportiva, mas também cultural, social, económica, etc.), e não uma selecção dos jogadores de todo o mundo que jogam num País.
Donde, como português, jamais consegui olhar para os brasileiros Deco e Pepe como jogadores legítimos da selecção de Portugal, apesar das condições diversas da sua naturalização. Vi Deco dar a Portugal uma vitória sobre o Brasil, no seu primeiro jogo pela selecção portuguesa, mas não senti essa vitória como totalmente portuguesa, mais a mais com um treinador brasileiro a orientar a nossa equipa. E jamais deixei de olhar para Deco como um estrangeiro que representa a selecção de Portugal, desde logo porque ele só passou a vestir a camisola portuguesa porque nunca teve a possibilidade de representar o "seu" Brasil. Depois, foi a vez de Pepe se naturalizar como cidadão português e de alinhar por Portugal. Agora chegou a vez de Liedson, que aos 31 anos, tem o seu processo de naturalização em curso e até já recebeu a bênção de Eusébio para entrar na selecção portuguesa.
Ou seja, a selecção de Portugal já tem um defesa-central e um médio que nasceram no Brasil e chegaram a Portugal como profissionais de futebol já em idade adulta. Poderá, em breve, ter um avançado, cuja carreira caminha para o fim, também nascido no Brasil.
O problema não está no jogador Liedson, um grande profissional do Sporting cuja disponibilidade para defender a camisola lusitana deve merecer o respeito e a gratidão dos sportinguistas e do futebol português. A questão é que, a seguir, será a vez de um guarda-redes. E, qualquer dia, a selecção portuguesa seria uma espécie de "Brasil B"… Não pode ser.
Para termos uma selecção nacional de qualidade não pode valer tudo. Se Portugal não tem avançados, a Federação Portuguesa de Futebol que invista a sério na formação, impedindo a internacionalização galopante das equipas jovens dos clubes portugueses (que é talvez o problema mais grave que está a afectar a selecção portuguesa). Não é nada contra Deco, Pepe, Liedson ou outros estrangeiros. É tudo pelo futebol português e pela dignidade da selecção nacional. FOTO: Francisco Leong (AFP - Arquivo)
7 comentários:
Tenho um ponto de vista exactamente oposto ao do texto. Para mim quem determina quem é ou não português é a Lei e a Constituição do país- e não essa corja chamada Federação Portuguesa de Futebol. Se Liedson, e quando, for português deve ser convocado para jogar pelo seu país. Repito: pelo seu país! Liedson não é menos português que eu ou do que o LdE. Seria ridiculo que se estabelecesse uma discriminação entre portugueses com direitos iguais, e é a meu ver muito perigoso o naionalismo que ressalta destas opiniões. Se não gostam das leis do vosso país, digam que querem mudá-las, e lutem por isso. O que não vale é aplicarem principios ao futebol que não valem para o resto. O que não vale é acharem que há realidades que devem estar acima das leis que regem a nossa sociedade. Se querem uma sociedade SÓ de portugueses 100% puros( que é mais ou menos o que esta questão exala, o doçe perfume do fascimo, sejamos claro), ou então conferir menos direitos a quem tem duas nacionalidades( como é o meu caso), então assumam honestamente isso. O que é abaixo de cão é defender uma discriminação pura e simples com o ar de quem está a falar da coisa mais justa do mundo.
Um abraço
Sendo Português nascido em Lisboa, cujos pais também nasceram em solo nacional, devo dizer que discordo totalmente com este post e sigo a mesma linha de raciocinio do comentário anterior.
Segundo a Constituição não existem Portugueses de primeira e Portugueses de segunda. Somos todos Portugueses. Se uma pessoa preenche o conjunto de requerimentos exigidos pela lei e adquire nacionalidade Portuguesa, passa a ter tantos direitos e deveres como aqueles que nasceram com ela. Da mesma forma que pode votar ou candidatar-se a um cargo politico o Liedson ou outro gajo qualquer na mesma situaçao tem direito a ser convocado para a Selecção Nacional, dependendo apenas do seu mérito e valor.
E este Farense e Sportinguista assina por baixio os dois comentários .
Sempre SCP
e eu tambem assino por baixo dos comentários
"leao da estrela desta vez ninguem te apoia"
Assinado por baixo dos contários abteriores.
Defendo inteiramente o comentário do 'Leão da Estrela'.
A selecção não é um negócio....
PR
Não podia estar mais de acordo com o LdE. O que está aqui em causa não são os portugueses de 1ª e de 2ª, o que está em causa é o que se quer para o futuro do futebol português e necessariamente da selecção nacional de futebol. (Como diz e bem o Luís Freitas Lobo)
Que estímulo terão os juniores, juvenis e infantis se sabem que 'por dá cá aquela palha' se recrutam jogadores ESTRANGEIROS (naturalizados portugueses) para suprir necessidades questionáveis.
Que esses 'novos' portugueses tenham todos os direitos previstos na constituição, 5 estrelas. Assino por baixo. Que joguem nas selecções nacionais de futebol, andebol, basquetebol ou berlinde.. definitivamente não.
Não longe estará o dia em que só teríamos jogadores naturalizados a defender as quinas. Belo exemplo o da selecção italiana de futsal que joga com.. 14 brasileir... ITALIANOS!..
Se não temos avançados bons, como disse e bem o LdE, que se invista na formação.
Deco a um jornal brasileiro à uns meses confessou que se pudesse ter escolhido teria jogado na selecção brasileira. Surpresa? Claro que não. Mas quantos jogadores portugueses davam o 'dedo mindinho' para ter aquela oportunidade?
Fascismo? Tenham dó.. É uma questão de lógica e bom senso.
Abraço LdE de um Benfiquista que aprecia coerência e honestidade seja às riscas horizontais, verticais ou aos quadrados...
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