No estranho caso da ausência de Carlos Paredes é enssurdecedor o silêncio do Sporting. O que se sabe resulta de recados mandados para os jornais, rádios e televisões apontando a falha do atleta e eventuais consequências, que poderão passar por uma multa, um processo disciplinar ou pela resciusão do contrato. Mas o jogador não se defende, pois está em parte incerta, incontactável. O empresário diz que também não sabe de Paredes e até se demarca do seu cliente, o que é curioso. Do Sporting, que se saiba, ninguém diz nada, a começar pelo conselho de administração, que deveria emitir um comunicado sobre o caso. Afinal, está em causa o jogador mais bem pago do Sporting, tendo em conta a relação entre o que ganha e o que rende em campo. Na página do clube na Internet, a grande notícia dá conta de um pedido de desculpa pelo facto de ter sido reenviada uma SMS aos associados convocando-os para um jogo da Taça de Portugal que já se realizou há um ano!...
Na comunicação social, porém, em três ou quatro dias de faltas aos treinos multiplicam-se as notícias que fazem de Carlos Paredes um mercenário da pior espécie, aos olhos dos sócios, dos accionistas e dos simpatizantes. E, afinal, há outra versão. Segundo a irmã do antigo internacional paraguaio, Carolina Paredes, o médio do Sporting está autorizado pela SAD para chegar mais tarde a Portugal e, inclusive, procurar um clube no qual possa dar sequência à sua carreira. Segundo o "Record", Carolina, em declarações ao jornal "Diário Popular”, do Paraguai, até fala do Sporting como uma espécie de república das bananas: “Os que falam nada sabem. Os que têm peso no clube estão de férias e foram esses que lhe deram a autorização.” Se isto for verdade, anda tudo doido.