É absolutamente irónico que Carlos Queiroz, o treinador que mais contribuiu para a formação do futebolista português, nas décadas de 1980 e 1990, esteja agora, enquanto seleccionador de Portugal, refém do desempenho de um avançado brasileiro recém-naturalizado português...
Mostrar mensagens com a etiqueta FPF. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FPF. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O irónico destino de Carlos Queiroz
É absolutamente irónico que Carlos Queiroz, o treinador que mais contribuiu para a formação do futebolista português, nas décadas de 1980 e 1990, esteja agora, enquanto seleccionador de Portugal, refém do desempenho de um avançado brasileiro recém-naturalizado português...sábado, 5 de setembro de 2009
Liedson mantém Portugal ligado à máquina...
A selecção portuguesa de futebol não morreu em Copenhaga, mas continua em estado de coma. Curiosamente, graças ao estreante Liedson, cujo golo foi decisivo para que Portugal, nesta fase de apuramento para o Mundial da África do Sul, continue a respirar. Mal, mas a respirar. Não porque a equipa não produza oportunidades de golo suficientes, mas porque continua a revelar uma tremenda falta de eficácia ao rematar à baliza contrária.
Frente à Dinamarca, com Liedson no banco, Portugal fez uma grande primeira parte, com inúmeras oportunidades para garantir a vitória. Mas não aproveitou nenhuma delas, por vezes de forma infantil. E à beira do intervalo, no primeiro remate à baliza de Eduardo, a Dinamarca marcou. Diferenças que, em futebol, são essenciais.
Depois do intervalo, Deco baixou de rendimento e a selecção ressentiu-se. Liedson já estava em campo, mas o jogo português não era tão fluente. Até que, aos 86', o luso-brasileiro do Sporting, de cabeça, na marcação de um pontapé de canto, fez o golo do empate, mantendo a selecção portuguesa ligada à máquina... de calcular. À antiga portuguesa... FOTO: Getty Images
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Liedson na selecção: uma má notícia
Por uma questão de princípio, já explicada aqui, aqui e aqui, não concordo com a naturalização de Liedson com a única finalidade de jogar pela selecção portuguesa. Liedson não se naturalizou para viver em Portugal, mas com a finalidade específica de jogar na selecção nacional. Ainda o processo não estava concluído e já se dizia que Liedson seria convocado! Um escândalo que teve a cobertura do próprio seleccionador, Carlos Queirós - que agora até acha que um jogador em nítida má forma, que não marca golos há meses, e sem entrosamento com os colegas, serve para a selecção de Portugal... Aliás, todo este processo andou de pernas para o ar. Liedson foi um privilegiado. Eu queria ver outros cidadãos brasileiros a terem tamanhas facilidades e mordomias no processo de naturalização. Chegámos ao cúmulo de o presidente da Federação Portuguesa de Futebol ter vindo a público dizer que a naturalização estava para breve. Como se Gilberto Madaíl mandasse nas autoridades portuguesas. Que outros cidadãos teriam este privilégio?...
Em Portugal tudo é possível. E na FPF tudo é ainda mais possível. Até haver equipas que ganham campeonatos à pedrada.
Para completar esta má notícia - mais uma, depois das chamadas à selecção de Deco e Pepe - só faltava que o primeiro golo de Liedson nesta temporada fosse marcado pela selecção de Portugal... FOTO: "Record Online"
terça-feira, 14 de julho de 2009
A oportunidade perdida de Bettencourt
Mais de duas semanas depois, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) continua sem tomar decisões quanto à batalha campal que acabou com o jogo decisivo do Campeonato Nacional de Juniores A, entre o Sporting e o Benfica, na Academia de Alcochete. Um escândalo, perante o qual toda a gente encolhe os ombros. Inclusive o Sporting, o grande prejudicado deste caso à portuguesa - que começou quando a claque benfiquista "No Name Boys" entrou no recinto como quem vai para uma guerra, já com o jogo a decorrer...José Eduardo Bettencourt perdeu aqui uma grande oportunidade de afirmar uma nova liderança no Sporting, mais afirmativa na defesa dos interesses do clube e do próprio futebol. Entre um eventual peso na consciência por permitir um jogo desta natureza num campo impreparado para acolher energúmenos e talvez o medo de afrontar alguns sportinguistas que também entraram no jogo da violência, José Eduardo Bettencourt ainda foi cair nos braços da Juventude Leonina, em leno relvado, mas, depois, procurou afastar-se do caso, como se não fosse presidente do Sporting. E, assim, o caso morreu no dia em que aconteceu, com o Benfica a ser o grande beneficiado, seja em caso de derrota dos dois clubes ou em caso de não atribuição do título nacional.
Quanto à FPF, estamos perante a incompetência de sempre. Ora, impunha-se que o Sporting tivesse aproveitado este caso para se ter colocado na linha da frente do combate à violência – mesmo que isso pusesse em causa alguns meninos mal comportados que também se sentam nas bancadas de Alvalade – e do combate à incompetência que grassa nos organismos caducos da Federação Portuguesa de Futebol. Só assim se compreende que, mais de 15 dias depois, não haja previsão de uma data para uma decisão sobre este caso.
Tudo parece estar bem porque todos assobiam para o lado: FPF, clubes, comunicação social. Para eles, tudo não passará de um episódio banal num jogo dos rapazes das camadas jovens. Esquecem-se de um pormenor importante: é que Portugal é um País exportador da matéria-prima de que vive a nossa indústria do futebol. Os jogadores, claro. E, com casos destes, o futebol português afunda-se. FOTO: "Record Online"
domingo, 28 de junho de 2009
Os vândalos do Benfica, a FPF e a justiça
Estranhamente, José Eduardo Bettencourt não disse nada sobre a onda de violência que interrompeu o Sporting-Benfica em junioresAs imagens televisivas não deixam dúvidas: o jogo Sporting-Benfica foi interrompido por um grupo de vândalos do Benfica, que só foram a Alcochete para agredir quem estava a assistir a um espectáculo de futebol, que, por sinal, decidiria o título de campeão nacional de juniores 2008-2009.
Quando Rui Costa afirma que não havia condições de segurança na Academia do Sporting, está a confirmar que os adeptos do Benfica da claque “No Name Boys” são vândalos à solta, capazes de agredir sem motivo aparente quem lhes aparecer no caminho, ao ponto de interromperem um jogo de futebol. Rui Costa, aliás, revelou-se portador do cinismo mais refinado, ao atirar responsabilidades para o Sporting e ao não ter uma palavra de censura para os vândalos do seu clube.
Perante a gravidade das imagens televisivas, a Procuradora-Geral da República tem de abrir um inquérito e tem de apurar a identidade dos malfeitores. Porque estamos perante um crime público, que dispensa relatórios da polícia. As imagens são claras. Os agressores estão lá. Só não os identifica quem não quiser. E eles só não não punidos se a justiça portuguesa não quiser. O que os “adeptos benfiquistas” fizeram foi uma sabotagem a um jogo de futebol traduzida num ataque brutal às pessoas que estavam a assistir. Não houve mortos, mas poderia ter havido.
O Sporting deve pugnar, portanto, pela intervenção enérgica da justiça portuguesa, doa a quem doer. E deve pugnar pela repetição do jogo em causa. Os rumores que já circulam não são nada animadores. Dizem que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol vai analisar o que se passou e que, provavelmente, não vai atribuir o título de campeão nacional de juniores 2008-2009. É o trabalho dos preguiçosos, daqueles que são tão incompetentes que preferem não decidir.
Ora, se a FPF não atribuir o título de campeão de juniores está a fazer uma cedência perigosa aos energúmenos que vão ao futebol (e há energúmenos em todos os clubes). Neste caso, aos do Benfica. O futebol português não pode capitular perante os vândalos. Por isso, o jogo tem de ser repetido, independentemente dos prazos da temporada futebolística. É isto que o Sporting Clube de Portugal, através do seu presidente, José Eduardo Bettencourt (até agora, estranhamente, calado), tem de defender.
Perante a gravidade do que aconteceu, o presidente da FPF, Gilberto Madaíl, não pode continuar escondido atrás de um fim-de-semana em qualquer lugar paradisíaco. Tem de vir a público dizer o que pensa. E dizer o que pensa da violência nos estádios. E o que pensa que deve ser feito neste caso. Esconder-se nos regulamentos seria meter a cabeça na areia como as avestruzes. Perante casos excepcionais, é preciso decisões excepcionais.
Quando Rui Costa afirma que não havia condições de segurança na Academia do Sporting, está a confirmar que os adeptos do Benfica da claque “No Name Boys” são vândalos à solta, capazes de agredir sem motivo aparente quem lhes aparecer no caminho, ao ponto de interromperem um jogo de futebol. Rui Costa, aliás, revelou-se portador do cinismo mais refinado, ao atirar responsabilidades para o Sporting e ao não ter uma palavra de censura para os vândalos do seu clube.
Perante a gravidade das imagens televisivas, a Procuradora-Geral da República tem de abrir um inquérito e tem de apurar a identidade dos malfeitores. Porque estamos perante um crime público, que dispensa relatórios da polícia. As imagens são claras. Os agressores estão lá. Só não os identifica quem não quiser. E eles só não não punidos se a justiça portuguesa não quiser. O que os “adeptos benfiquistas” fizeram foi uma sabotagem a um jogo de futebol traduzida num ataque brutal às pessoas que estavam a assistir. Não houve mortos, mas poderia ter havido.
O Sporting deve pugnar, portanto, pela intervenção enérgica da justiça portuguesa, doa a quem doer. E deve pugnar pela repetição do jogo em causa. Os rumores que já circulam não são nada animadores. Dizem que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol vai analisar o que se passou e que, provavelmente, não vai atribuir o título de campeão nacional de juniores 2008-2009. É o trabalho dos preguiçosos, daqueles que são tão incompetentes que preferem não decidir.
Ora, se a FPF não atribuir o título de campeão de juniores está a fazer uma cedência perigosa aos energúmenos que vão ao futebol (e há energúmenos em todos os clubes). Neste caso, aos do Benfica. O futebol português não pode capitular perante os vândalos. Por isso, o jogo tem de ser repetido, independentemente dos prazos da temporada futebolística. É isto que o Sporting Clube de Portugal, através do seu presidente, José Eduardo Bettencourt (até agora, estranhamente, calado), tem de defender.
Perante a gravidade do que aconteceu, o presidente da FPF, Gilberto Madaíl, não pode continuar escondido atrás de um fim-de-semana em qualquer lugar paradisíaco. Tem de vir a público dizer o que pensa. E dizer o que pensa da violência nos estádios. E o que pensa que deve ser feito neste caso. Esconder-se nos regulamentos seria meter a cabeça na areia como as avestruzes. Perante casos excepcionais, é preciso decisões excepcionais.
Entretanto, a Sporting SAD divulgou, na tarde deste domingo, um comunicado defensivo e repleto de justificações perante as acusações do Benfica. Eis o documento na íntegra:
"Relativamente ao comunicado emitido pelo Sport Lisboa e Benfica (SLB), acerca do jogo disputado na tarde de sábado, entre o Sporting e o Benfica a contar para o Campeonato Nacional de Juniores, na Academia Sporting, a Sporting, SAD esclarece o seguinte:1 – Não recebeu, em circunstância alguma, nenhuma comunicação do SLB manifestando qualquer preocupação sobre as condições da Academia Sporting, para a realização deste jogo;2 – Desconhece, em absoluto, que o SLB o tenha feito junto da Federação Portuguesa de Futebol. Se o fez, a FPF nunca o referiu junto da Sporting, SAD;3 – Todos os dirigentes do SLB presentes encontravam-se no local mais seguro para assistir ao jogo já que se tratava de um local fechado, com janelas de vidro e de fácil acesso a uma zona sem visibilidade do exterior;4 – Lamenta que o SLB não se demarque de adeptos do seu Clube quando estes próprios declararam às forças policiais terem ido à Academia apenas para “acabar com o jogo”;5 – Aguarda que as instituições reguladoras do Futebol analisem os factos com isenção que se lhes exige e que, depois dos períodos negros que o Futebol tem passado, não entremos na era dos campeonatos ganhos à “pedrada”."
sábado, 27 de junho de 2009
Polícia portuguesa muito distraída
A batalha campal que interrompeu o “jogo do título” do campeonato nacional de juniores 2008-2009, entre o Sporting e o Benfica, na Academia de Alcochete, que registava lotação esgotada, significa, em primeiro lugar, que a polícia portuguesa anda muito distraída. A segurança de um jogo que era de alto risco foi entregue a um número insuficiente de militares da GNR, que foram impotentes para travar os desacatos... Afinal, e ao contrário do que nos dizem, as forças de segurança (que nos jogos mediáticos estão sempre à frente dos microfones para falar sobre as medidas preventivas tomadas...) não dispõem de um serviço de informações que lhes permita acompanhar os passos das "claques organizadas" (um eufemismo que esconde muitos energúmenos) de modo a antever um caso destes, nomeadamente num jogo dos escalões jovens. Rezam as primeiras notícias que tudo começou quando a claque benfiquista entrou no recinto. "Ao chegar, a claque do Benfica terá atirado objectos aos adeptos presentes numa bancada. Alguns ripostaram outros invadiram o campo e foram pedir explicações a Rui Costa", relata o jornal "Record". "No momento em que a claque do Benfica "No Name Boys" chegou ao recinto iniciou-se uma batalha entre adeptos dos dois clubes, com o arremesso de pedras de parte a parte", informa o "Público".
O encontro deverá ser reatado no prazo de 72 horas, não se sabendo se decorrerá novamente no campo do Sporting ou se, por causa da confusão, terá de ser realizado em terreno neutro, como convém aos benfiquistas. FOTO: "Record Online"
quarta-feira, 4 de março de 2009
Liedson e a selecção portuguesa
Depois da extraordinária exibição de Liedson no jogo com o Benfica, voltou a falar-se da inclusão do jogador brasileiro do Sporting na selecção nacional. É um debate que o LEÃO DA ESTRELA recupera.
Liedson é o melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal, sendo actualmente o melhor marcador estrangeiro da história do Sporting. Apesar de ser um jogador do Sporting, não concordo que Liedson deva naturalizar-se português para ser chamado a defender a selecção nacional de Portugal, só para acudir ao desespero da Federação Portuguesa de Futebol, decorrente de a selecção marcar poucos golos e de o futebol português não conseguir formar pontas-de-lança de qualidade em quantidade suficiente.
Uma selecção nacional não é um clube a operar na indústria do futebol, sujeito a leis sociais e económicas, designadamente de ordem laboral, que é obrigada a cumprir. Uma selecção nacional é o "clube" dos melhores jogadores nascidos ou criados num País, os quais representam a identidade nacional do País (que é desportiva, mas também cultural, social, económica, etc.), e não uma selecção dos jogadores de todo o mundo que jogam num País.
Donde, como português, jamais consegui olhar para os brasileiros Deco e Pepe como jogadores legítimos da selecção de Portugal, apesar das condições diversas da sua naturalização. Vi Deco dar a Portugal uma vitória sobre o Brasil, no seu primeiro jogo pela selecção portuguesa, mas não senti essa vitória como totalmente portuguesa, mais a mais com um treinador brasileiro a orientar a nossa equipa. E jamais deixei de olhar para Deco como um estrangeiro que representa a selecção de Portugal, desde logo porque ele só passou a vestir a camisola portuguesa porque nunca teve a possibilidade de representar o "seu" Brasil. Depois, foi a vez de Pepe se naturalizar como cidadão português e de alinhar por Portugal. Agora chegou a vez de Liedson, que aos 31 anos, tem o seu processo de naturalização em curso e até já recebeu a bênção de Eusébio para entrar na selecção portuguesa.
Ou seja, a selecção de Portugal já tem um defesa-central e um médio que nasceram no Brasil e chegaram a Portugal como profissionais de futebol já em idade adulta. Poderá, em breve, ter um avançado, cuja carreira caminha para o fim, também nascido no Brasil.
O problema não está no jogador Liedson, um grande profissional do Sporting cuja disponibilidade para defender a camisola lusitana deve merecer o respeito e a gratidão dos sportinguistas e do futebol português. A questão é que, a seguir, será a vez de um guarda-redes. E, qualquer dia, a selecção portuguesa seria uma espécie de "Brasil B"… Não pode ser.
Liedson é o melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal, sendo actualmente o melhor marcador estrangeiro da história do Sporting. Apesar de ser um jogador do Sporting, não concordo que Liedson deva naturalizar-se português para ser chamado a defender a selecção nacional de Portugal, só para acudir ao desespero da Federação Portuguesa de Futebol, decorrente de a selecção marcar poucos golos e de o futebol português não conseguir formar pontas-de-lança de qualidade em quantidade suficiente.
Uma selecção nacional não é um clube a operar na indústria do futebol, sujeito a leis sociais e económicas, designadamente de ordem laboral, que é obrigada a cumprir. Uma selecção nacional é o "clube" dos melhores jogadores nascidos ou criados num País, os quais representam a identidade nacional do País (que é desportiva, mas também cultural, social, económica, etc.), e não uma selecção dos jogadores de todo o mundo que jogam num País.
Donde, como português, jamais consegui olhar para os brasileiros Deco e Pepe como jogadores legítimos da selecção de Portugal, apesar das condições diversas da sua naturalização. Vi Deco dar a Portugal uma vitória sobre o Brasil, no seu primeiro jogo pela selecção portuguesa, mas não senti essa vitória como totalmente portuguesa, mais a mais com um treinador brasileiro a orientar a nossa equipa. E jamais deixei de olhar para Deco como um estrangeiro que representa a selecção de Portugal, desde logo porque ele só passou a vestir a camisola portuguesa porque nunca teve a possibilidade de representar o "seu" Brasil. Depois, foi a vez de Pepe se naturalizar como cidadão português e de alinhar por Portugal. Agora chegou a vez de Liedson, que aos 31 anos, tem o seu processo de naturalização em curso e até já recebeu a bênção de Eusébio para entrar na selecção portuguesa.
Ou seja, a selecção de Portugal já tem um defesa-central e um médio que nasceram no Brasil e chegaram a Portugal como profissionais de futebol já em idade adulta. Poderá, em breve, ter um avançado, cuja carreira caminha para o fim, também nascido no Brasil.
O problema não está no jogador Liedson, um grande profissional do Sporting cuja disponibilidade para defender a camisola lusitana deve merecer o respeito e a gratidão dos sportinguistas e do futebol português. A questão é que, a seguir, será a vez de um guarda-redes. E, qualquer dia, a selecção portuguesa seria uma espécie de "Brasil B"… Não pode ser.
Para termos uma selecção nacional de qualidade não pode valer tudo. Se Portugal não tem avançados, a Federação Portuguesa de Futebol que invista a sério na formação, impedindo a internacionalização galopante das equipas jovens dos clubes portugueses (que é talvez o problema mais grave que está a afectar a selecção portuguesa). Não é nada contra Deco, Pepe, Liedson ou outros estrangeiros. É tudo pelo futebol português e pela dignidade da selecção nacional. FOTO: Francisco Leong (AFP - Arquivo)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
A demissão de Mesquita Machado
Mesquita Machado, que, além de autarca de Braga há mais de 30 anos, é presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), tinha feito umas revelações estranhas sobre o que se tinha passado nos bastidores com a nomeação do árbitro Paulo Baptista para o último Benfica- Braga – onde a equipa de Jorge Jesus perdeu por acção directa do árbitro. A partir daí, Mesquita Machado colocou-se numa situação insustentável, dado que, como presidente da Assembleia Geral da FPF, tem o dever da equidade, não podendo, por isso, tomar partido contra ou a favor dos seus associados, nem pôr em causa os organismos que tutelam o futebol português.Depois da arbitragem escandalosa verificada na Luz, o Sporting de Braga voltou a ser roubado no jogo com o FC Porto – que agora lidera a Liga. Pelo meio, Vítor Pereira disse uns disparates – “quem não acredita no futebol que não vá ao futebol” – e o Sporting, acertadamente, pediu a demissão do presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, depois de ter exigido um inquérito às polémicas declarações de Mesquita Machado.
Quem acaba, em primeiro lugar, por se demitir, é precisamente Mesquita Machado, que, agora, livre do tal dever de equidade, promete “dizer umas verdades”. O que se espera é que o autarca de Braga diga tudo. E espera-se, também, que Vítor Pereira não continue a fazer disparates como presidente dos árbitros. O que, obviamente, só poderá acontecer se apresentar, também, a sua demissão… É que, ao cabo da primeira volta, não foram as equipas ou os jogadores as figuras centrais da Liga Portuguesa. Foram os árbitros. Desde a primeira jornada, em que o tal Paulo Baptista, em Alvalade, obrigou o Sporting a sofrer o primeiro golo da prova à custa de um penálti arrancado dois ou três metros fora da área. E depois, os árbitros ainda anularam três golos limpos ao clube de Alvalade, frente à União de Leiria, ao Rio Ave e ao Guimarães.
É certo que o Sporting também ganhou um jogo à custa de um fora-de-jogo do tamanho de um campo de futebol, em Vila do Conde, para uma Taça da Liga que nada decidia naquele jogo. Mas isso só confirma o futebol português como um circo interminável, em que uns escândalos são silenciados com outros escândalos e em que todos ralham e todos têm razões de queixa ou razões para não falar muito. Tudo isto até que a classificação reponha a verdade desportiva do “sistema”… É evidente que isto não pode continuar assim.
Que Mesquita Machado tenha a coragem para começar a deitar a casa abaixo, revelando as tais “verdades”. Conhecimentos sobre o pântano a que chegou o futebol em Portugal não lhe faltam. A não ser que a sua demissão seja um acto de propaganda destinado a esconder fragilidades políticas decorrentes do desgaste provocado por mais de 30 anos como autarca de Braga...
Etiquetas:
FPF,
Liga de Clubes,
Liga Portuguesa
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A madrugada brasileira
A goleada histórica sofrida por Portugal no Brasil (6-2) é mais uma prova de que os futebolistas, por muito profissionais que sejam, não são de ferro e têm de ir cedo para a cama. Jogar depois da meia-noite, a dez mil quilómetros (ou muito mais no caso de Danny e outros...), no dia seguinte a uma viagem intercontinental, ou seja, sem a mínima adaptação a um novo fuso horário, não lembrava ao maior inimigo da selecção portuguesa. Mas foi disso que se lembraram Carlos Queirós e a Federação Portuguesa de Futebol. É certo que a maioria dos brasileiros também viajaram para Brasília a partir da Europa. Mas eles são brasileiros, estavam em casa, puxados pelo seu público, no fuso horário em que nasceram... Para Portugal, foi a desagregação de uma selecção pela madrugada. Em directo. Para todo o mundo!... FOTO: Silvia Izquierdo (AP Photo)sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Liedson na selecção? Não, obviamente!...
O tema do momento tem Liedson como protagonista. Não só pelos dois bons golos que deram as últimas duas vitórias ao Sporting, garantindo ao avançado brasileiro um regresso estrondoso à competição, mas também pela sua anunciada naturalização como cidadão português, que lhe abre as portas da selecção de Portugal.
Que Liedson é o melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal e um dos melhores da história do Sporting parece não haver dúvidas. Agora que o jogador deva ser chamado a defender a selecção nacional de Portugal – num sinal de desespero da Federação Portuguesa de Futebol, só porque a selecção não marca golos e o futebol português não consegue formar pontas-de-lança de qualidade em quantidade suficiente – já não é tão pacífico.
Uma selecção nacional não é um clube a operar na indústria do futebol, sujeito a leis sociais e económicas, designadamente de ordem laboral, que é obrigado a cumprir. Uma selecção nacional é o “clube” dos melhores jogadores nascidos ou criados num País, os quais representam a identidade nacional do País (que é desportiva, mas também cultural, social, económica, etc.), e não uma selecção dos jogadores de todo o mundo que jogam num País.
Donde, como português, jamais consegui olhar para os brasileiros Deco e Pepe como jogadores legítimos da selecção de Portugal. Vi Deco dar a Portugal uma vitória sobre o Brasil – salvo erro num jogo particular em que fez a sua estreia pela selecção portuguesa –, mas não deixei de sentir que foi uma vitória estranha, pois não deixei de olhar para Deco como um estrangeiro que representa a selecção de Portugal. Depois, foi a vez de Pepe se naturalizar como cidadão português com direito a ser convocado para a selecção de Portugal. Agora chegou a vez de Liedson, que aos 30 anos tem o seu processo de naturalização em curso e até já recebeu a bênção de Eusébio para entrar na selecção portuguesa.
Ou seja, a selecção de Portugal já tem um defesa-central e um médio que nasceram no Brasil e chegaram a Portugal como profissionais de futebol já em idade adulta. Poderá, em breve, ter um avançado, cuja carreira caminha para o fim, também nascido no Brasil.
O problema não está no jogador Liedson, cuja disponibilidade para defender a camisola lusitana deve merecer o respeito e a gratidão do futebol português. A questão é que, a seguir, será a vez de um guarda-redes. E qualquer dia a selecção portuguesa seria uma espécie de “Brasil B”… Não pode ser. Se Portugal não tem avançados, a Federação Portuguesa de Futebol que deixe de brincar ao futebol e que invista a sério na formação. Não é nada contra Deco, Pepe ou Liedson. É tudo pelo futebol português e pela dignidade da selecção nacional.
Que Liedson é o melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal e um dos melhores da história do Sporting parece não haver dúvidas. Agora que o jogador deva ser chamado a defender a selecção nacional de Portugal – num sinal de desespero da Federação Portuguesa de Futebol, só porque a selecção não marca golos e o futebol português não consegue formar pontas-de-lança de qualidade em quantidade suficiente – já não é tão pacífico.
Uma selecção nacional não é um clube a operar na indústria do futebol, sujeito a leis sociais e económicas, designadamente de ordem laboral, que é obrigado a cumprir. Uma selecção nacional é o “clube” dos melhores jogadores nascidos ou criados num País, os quais representam a identidade nacional do País (que é desportiva, mas também cultural, social, económica, etc.), e não uma selecção dos jogadores de todo o mundo que jogam num País.
Donde, como português, jamais consegui olhar para os brasileiros Deco e Pepe como jogadores legítimos da selecção de Portugal. Vi Deco dar a Portugal uma vitória sobre o Brasil – salvo erro num jogo particular em que fez a sua estreia pela selecção portuguesa –, mas não deixei de sentir que foi uma vitória estranha, pois não deixei de olhar para Deco como um estrangeiro que representa a selecção de Portugal. Depois, foi a vez de Pepe se naturalizar como cidadão português com direito a ser convocado para a selecção de Portugal. Agora chegou a vez de Liedson, que aos 30 anos tem o seu processo de naturalização em curso e até já recebeu a bênção de Eusébio para entrar na selecção portuguesa.
Ou seja, a selecção de Portugal já tem um defesa-central e um médio que nasceram no Brasil e chegaram a Portugal como profissionais de futebol já em idade adulta. Poderá, em breve, ter um avançado, cuja carreira caminha para o fim, também nascido no Brasil.
O problema não está no jogador Liedson, cuja disponibilidade para defender a camisola lusitana deve merecer o respeito e a gratidão do futebol português. A questão é que, a seguir, será a vez de um guarda-redes. E qualquer dia a selecção portuguesa seria uma espécie de “Brasil B”… Não pode ser. Se Portugal não tem avançados, a Federação Portuguesa de Futebol que deixe de brincar ao futebol e que invista a sério na formação. Não é nada contra Deco, Pepe ou Liedson. É tudo pelo futebol português e pela dignidade da selecção nacional.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O mistério das grandes selecções
O futebol das selecções está cada vez mais equilibrado em todo o mundo ou há factores inerentes ao desenvolvimento da indústria futebolística nos últimos anos que estão a prejudicar o desempenho competitivo dos vários países, em particular daqueles que exportam jogadores para as principais ligas mundiais? O que é que está a prejudicar as grandes selecções de futebol cujos países são, sobretudo, exportadores dos melhores futebolistas do mundo?
Luiz Felipe Scolari tinha razão quando fez da selecção portuguesa “um clube”, convocando sempre os mesmos jogadores e criando um “ambiente de família”, respondendo, assim, à “dispersão” (pelos mais variados motivos) dos atletas-emigrantes?
Vem isto a propósito do empate a zero golos entre Portugal e a Albânia, outro resultado negativo da selecção comandada por Carlos Queirós nesta campanha rumo (ou não) ao Mundial da África do Sul, que estará a impulsionar o negócio das calculadoras (dada a necessidade de Portugal fazer muitas contas para sonhar com um apuramento), para gáudio do ministro da Economia...
Mas o problema dos resultados negativos não é só português – o que justifica plenamente esta reflexão global sobre o futebol das selecções e não exclusivamente sobre Portugal e o seu fatalismo histórico. O Brasil, essa grande potência do futebol mundial, que exporta jogadores para todo o mundo, empatou no mítico Maracanã com a frágil selecção da Colômbia, também a zero. E a selecção de Dunga, que no Brasil há quem assemelhe a uma “casa de prostituição”, já regista seis pontos de atraso em relação ao Paraguai... E que dizer do modesto Chile (com menos um ponto que os brasileiros), que ganhou à poderosa Argentina, com quem discute palmo a palmo um lugar na África do Sul?...
Luiz Felipe Scolari tinha razão quando fez da selecção portuguesa “um clube”, convocando sempre os mesmos jogadores e criando um “ambiente de família”, respondendo, assim, à “dispersão” (pelos mais variados motivos) dos atletas-emigrantes?
Vem isto a propósito do empate a zero golos entre Portugal e a Albânia, outro resultado negativo da selecção comandada por Carlos Queirós nesta campanha rumo (ou não) ao Mundial da África do Sul, que estará a impulsionar o negócio das calculadoras (dada a necessidade de Portugal fazer muitas contas para sonhar com um apuramento), para gáudio do ministro da Economia...
Mas o problema dos resultados negativos não é só português – o que justifica plenamente esta reflexão global sobre o futebol das selecções e não exclusivamente sobre Portugal e o seu fatalismo histórico. O Brasil, essa grande potência do futebol mundial, que exporta jogadores para todo o mundo, empatou no mítico Maracanã com a frágil selecção da Colômbia, também a zero. E a selecção de Dunga, que no Brasil há quem assemelhe a uma “casa de prostituição”, já regista seis pontos de atraso em relação ao Paraguai... E que dizer do modesto Chile (com menos um ponto que os brasileiros), que ganhou à poderosa Argentina, com quem discute palmo a palmo um lugar na África do Sul?...
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
A maldição de Alvalade
Há uma espécie de maldição em Alvalade que está a afectar gravemente a selecção portuguesa de futebol. Foi no estádio do Sporting que, há um ano, na campanha de apuramento para o Europeu’2008, Portugal empatou com a Sérvia e Luiz Filipe Scolari perdeu a cabeça ao agredir o defesa sérvio Dragutinovic. Agora, a deslumbrada selecção de Carlos Queiroz, habituada a jogar bem e a golear selecções de terceiro plano, não conseguiu gerir a vantagem de um golo sobre a Dinamarca, que deteve por duas vezes, desperdiçou golos feitos e acabou por perder 2-3, sofrendo os três golos nos últimos minutos. Mais uma vez, Portugal perdeu a cabeça no final. Convinha que Queiroz fizesse as pazes com Filipe Soares Franco ou vice-versa. Talvez, assim, acabe a maldição de Alvalade... FOTO: AFP - Getty Images
sábado, 6 de setembro de 2008
A malta de Queiroz soma e segue
A malta de Portugal, agora orientada por Carlos Queiroz, soma e segue, com nove golos marcados e nenhum sofrido em apenas dois jogos. Depois de um ensaio promissor com as Ilhas Feroé (5-0), a selecção portuguesa abriu oficialmente a sua campanha rumo ao Mundial'2010 da África do Sul com uma vitória, agora por 4-0, sobre a selecção de Malta, em La Valletta. Uma vitória robusta que confirma o novo ciclo de que fala Carlos Queiroz, traduzido num tempo de mudança capaz de levar a selecção portuguesa ao topo mundial. É certo que Portugal é nono no "ranking" da FIFA e a Malta ocupa a 133ª posição. Mas isso não diminui os três pontos conquistados. Uma vitória por 4-0, nos gtempos que correm, mantém devidamente as distâncias e confirma uma selecção de Portugal a trilhar o caminho da excelência. O problema é quando o resultado não tem nada a ver com o "ranking", por culpa de um favorito que não puxa pelos galões. Neste caso, pelos golos. Basta lembrar o apuramento sofrido para o último Europeu... Dinamarca (na Hungria) e Suécia (na Albânia!...), dois dos principais adversários no grupo de Portugal, já perderam os dois primeiros pontos. Venham os dinamarqueses. Cá os esperamos, quarta-feira, em Alvalade!... FOTO: Reuterssexta-feira, 25 de julho de 2008
As fantasias do "sistema"
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Sessão de cumprimentos
Carlos Queirós foi apresentado como o novo treinador de Portugal, com responsabilidade sobre o futebol de todas as selecções nacionais. É possível que não lhe tenham feito todas as perguntas. Uma delas seria esta: quando é que o prof. Carlos Queirós vai a Alvalade apresentar cumprimentos ao Conselho Directivo liderado por Filipe Soares Franco?...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Carlos Queirós, a porcaria e Soares Franco...
Dali foi para o Sporting, na sua primeira experiência como treinador de clubes, tendo conquistado uma Taça de Portugal (1995) e ajudado a ganhar uma Supertaça ao FC Porto, no ano seguinte, ao forçar os portistas a um terceiro jogo, então já com Octávio Machado a erguer o troféu, em Paris.
Quase 15 anos depois, e reabilitado no Manchester United, Queirós regressa à selecção portuguesa pela porta grande. Não sabemos se a porcaria já foi removida da FPF. Aparentemente continua por lá. Seria bom que Carlos Queirós dissesse alguma coisa sobre o assunto.
Entretanto, o LEÃO DA ESTRELA dá as boas-vindas ao professor Queirós, independentemente de ter sido decretado "persona non grata" pelo actual Conselho Directivo do Sporting. Como é lembrado pelo antigo dirigente federativo António Boronha, com grande sentido de oportunidade, Filipe Soares Franco (e o mesmo vale para Carlos Queirós...) tem uns trabalhinhos diplomáticos para desenvolver nos próximos dias. Em nome do Sporting e em nome do BES, banco que também controla os sócios da selecção portuguesa...
quinta-feira, 10 de julho de 2008
A vitória de Freitas do Amaral
terça-feira, 8 de julho de 2008
O pântano da FPF
Uma nota sobre Dias Ferreira: de um sportinguista que tem acesso a diversos fóruns de opinião e de debate sobre o futebol português em representação do clube não esperamos opiniões jurídicas. Esperamos opiniões políticas em defesa do Sporting Clube de Portugal. É, por isso, errático o seu desempenho mediático, mais parecendo que quer disputar com Guilherme Aguiar o lugar de defensor das teses do FC Porto e de outros acossados do "sistema".
terça-feira, 24 de junho de 2008
O marketing da FPF
A selecção nacional, por exemplo, poderia ser patrocinada por grandes empresas multinacionais, gerando muito mais receitas para a FPF. Se Portugal tem jogadores que são conhecidos à escala planetária, a selecção nacional deveria tirar os devidos proveitos financeiros dessa situação única.
O motivo deste apontamento é mais comezinho e tem a ver com a Taça de Portugal, prova organizada pela FPF. Afinal, é nos pormenores que ficamos a saber o mais importante. Esta fotografia da equipa do Sporting, na final da Taça de Portugal 2007-2008, por exemplo, mostra-nos um Estádio Nacional praticamente vazio atrás dos jogadores leoninos. Mas a imagem foi captada num estádio que estava cheio, antes da última final entre o Sporting e o FC Porto, como se vê na outra fotografia.
Agora, imaginando esta equipa do Sporting de costas para a tribuna do bonito Estádio Nacional, ou em posição oblíqua em relação à tribuna, em vez de um estádio vazio com umas pessoas empoleiradas numa pequena bancada improvisada, teríamos um estádio cheio de gente. Ou seja, uma imagem que seria um bom meio de propaganda do futebol português.
Do mesmo modo, também as imagens das transmissões televisivas no Estádio Nacional deveriam ser feitas no lado oposto ao da tribuna, nem que para isso fosse necessário montar uma estrutura móvel para esse efeito. Ganharia a televisão, ao mostrar um jogo com o estádio cheio de gente, e ganharia o futebol português. Mas não haverá ninguém na FPF que pense nestes pormenores... FOTOS: Sporting Clube de Portugal
Etiquetas:
FPF,
Taça de Portugal
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O naufrágio de Scolari
A participação do Portugal vitorioso no Euro 2008 terminou na noite da vitória sobre a República Checa e logo que Luiz Filipe Scolari anunciou ao País e ao mundo que iria treinar o Chelsea. Depois do murro no sérvio Dragutinovic, durante um apuramento sofrido, Scolari dava assim um murro fatal na selecção portuguesa.
A verdade é que depois desse maldito anúncio, e para tristeza de milhões de portugueses que seguiram a equipa com a paixão dos mais fanáticos, Portugal nunca mais ganhou no Europeu, humilhando-se perante a Suíça e caindo aos pés de uma Alemanha que andou sempre à frente no jogo.
A questão é que Scolari impôs-se como seleccionador de Portugal fazendo da selecção uma família da qual ele era o grande pai que protege os filhos de todos os perigos e de todos os inimigos externos. Um pai que dava a vida pelos filhos e vice-versa. Era a "família Scolari". Portugal era um por todos e todos por um. Foi essa a receita do sucesso de Luiz Filipe Scolari na selecção portuguesa.
Ora, ao anunciar que abandonaria o barco com o Euro ainda a meio, Scolari abriu as portas do naufrágio. Porque ao revelar que iria sair antes de acabar a sua missão como seleccionador estava a trair os princípios de uma família que tinha feito dele o melhor seleccionador de Portugal de todos os tempos!
As falhas defensivas de Portugal e os remates ao lado ou por cima da baliza alemã foram apenas o corolário lógico da saída pouco elegante do treinador brasileiro. FOTO: Oliver Lang (AFP - Getty Images)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
