Depois da primeira vitória da temporada, em Coimbra, onde foi melhor o resultado do que a exibição, o Sporting recebeu o Paços de Ferreira e venceu pela primeira vez em Alvalade, com um golo solitário de Liedson e mais uma exibição em que revelou a pobreza franciscana que é a imagem de marca do jogo leonino na actualidade. O Sporting ganhou, justificou o triunfo não indo além dos serviços mínimos, mas voltou para os balneários com a intranquilidade, a ansiedade e a cara sofrida com que tinha entrado. Foi uma única jogada ofensiva com princípio e fim, já aos 80 minutos, em que participaram Hélder Postiga, João Moutinho e Liedson, com este a marcar (pela centésima vez na Liga Portuguesa), que disfarçou um problema colectivo.Ver jogar o Sporting de Paulo Bento não dá prazer nenhum. Pelo contrário, dá sono antes da hora de dormir. Este futebol não chama público aos estádios ou aos canais de televisão. Escrever sobre os jogos do Sporting é um exercício igualmente penoso, sobretudo quando sentimos a camisola verde e branca como algo com que nos identificamos desde sempre.
A verdade é que os adversários directos – que agora parecem de outra galáxia… – ganham os seus jogos marcando golos atrás de golos. E a equipa do Sporting continua a pontuar os seus jogos de modo sofrido, triste e vagaroso, procurando um golo, um mísero golo, dando a impressão de que esse golo tanto pode ser achado como não achado, que a vida continua sem que nada aconteça, como se um clube de futebol não vivesse de boas exibições e de vitórias claras. FOTO: Marcos Borga (Reuters)





















