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domingo, 13 de setembro de 2009

Quando o futebol é um sacrifício...

Depois da primeira vitória da temporada, em Coimbra, onde foi melhor o resultado do que a exibição, o Sporting recebeu o Paços de Ferreira e venceu pela primeira vez em Alvalade, com um golo solitário de Liedson e mais uma exibição em que revelou a pobreza franciscana que é a imagem de marca do jogo leonino na actualidade. O Sporting ganhou, justificou o triunfo não indo além dos serviços mínimos, mas voltou para os balneários com a intranquilidade, a ansiedade e a cara sofrida com que tinha entrado. Foi uma única jogada ofensiva com princípio e fim, já aos 80 minutos, em que participaram Hélder Postiga, João Moutinho e Liedson, com este a marcar (pela centésima vez na Liga Portuguesa), que disfarçou um problema colectivo.
Ver jogar o Sporting de Paulo Bento não dá prazer nenhum. Pelo contrário, dá sono antes da hora de dormir. Este futebol não chama público aos estádios ou aos canais de televisão. Escrever sobre os jogos do Sporting é um exercício igualmente penoso, sobretudo quando sentimos a camisola verde e branca como algo com que nos identificamos desde sempre.
A verdade é que os adversários directos – que agora parecem de outra galáxia… – ganham os seus jogos marcando golos atrás de golos. E a equipa do Sporting continua a pontuar os seus jogos de modo sofrido, triste e vagaroso, procurando um golo, um mísero golo, dando a impressão de que esse golo tanto pode ser achado como não achado, que a vida continua sem que nada aconteça, como se um clube de futebol não vivesse de boas exibições e de vitórias claras. FOTO: Marcos Borga (Reuters)

domingo, 30 de agosto de 2009

O regresso às vitórias em Coimbra

E ao décimo jogo da temporada, incluindo os encontros de preparação, o Sporting lá venceu, por 2-0, em Coimbra, sobre uma Académica que não deu grande luta. Liedson regressou aos golos e o Sporting às vitórias. Foi o luso-brasileiro que abriu ao activo, aos 64’, servido por um bom cruzamento, largo, de Vukcevic. Até então, vimos um jogo fraquinho: um Sporting que parecia repetir a má exibição da jornada anterior (passes errados, lentidão, má definição dos lances), e uma Académica a revelar-se como uma das equipas mais modestas desta Liga. No fundo, o mau futebol do costume do "sistema" de Paulo Bento, que poderia ter resultado em mais um resultado negativo, não fosse a fragilidade do adversário. A única coisa boa que tinha ficado da primeira parte foi uma jogada individual de Yannick Djaló, que culminou num rematou à barra, com estrondo. O golo de Liedson virou a partida a favor do Sporting, sobretudo porque, pouco depois, a equipa de Coimbra ficou reduzida a dez elementos, deixando de ter argumentos para discutir o jogo. E foi com naturalidade que Yannick Djaló, já perto do fim, definiu da melhor forma um excelente passe de Carlos Saleiro, fixando o resultado final. Que foi muito melhor do que a exibição dos actores leoninos. FOTOS: AFP - Getty Images

sábado, 22 de agosto de 2009

Paulo Bento no fim da linha

Estive em Alvalade e, não obstante o facto de o estádio ter registado uma assistência inferior à meia casa, pude testemunhar que não foi por falta de apoio do público que o “Sporting de Paulo Bento” perdeu com o Braga, nem tão pouco por falta de qualidade dos jogadores que formam o plantel leonino, apesar de muitas asneiras individuais pelo meio de um grande desastre colectivo. A bancada da Claque Directivo XXI até dava conta da sua legítima ambição, ao indicar o caminho numa tarja enorme: “Segundo lugar não é opção. Queremos o Sporting campeão”…
O jogo começou com o Sporting a dar excelentes indicações, porém, o Braga, no primeiro grande remate à baliza de Rui Patrício, inaugurou o marcador. Estavam decorridos 12 minutos e, a partir daí, as pilhas dos jogadores do Sporting foram perdendo a carga. Aos poucos, aquela equipa alegre, organizada e desinibida que chegou a brilhar contra a Fiorentina e que parecia ter entrado em campo contra o Braga, foi desaparecendo para dar lugar a um conjunto de jogadores desintegrados, com chumbo nas pernas, a cometerem erros primários, enfim, uma autêntica manta de retalhos.
Na segunda parte, a mesma coisa, até que, Yannick Djaló, que entrou para o lugar de Matias Fernández – alteração que gerou um coro de assobios no estádio –, arrancou um grande golo. Se o problema fosse anímico, o Sporting tinha tudo para virar o jogo: o público estava com a equipa e o golo do empate funcionaria como tónico. Mas não. Sem Matías Fernández, o Sporting deixou de ter um elo importante que desse um mínimo de sentido ao seu jogo.
O Braga, sempre muito seguro a defender e perigoso quando atacava (qualquer equipa que procure marcar ao Sporting torna-se num sério perigo em qualquer lance…) tomou conta das operações e acabou por fazer o 2-1, na sequência de um pontapé-de-canto (como sempre tem acontecido). Até final ainda havia mais de 10 minutos para jogar, mas o Sporting não deu o mínimo sinal de que queria, pelo menos, empatar o jogo. E o Braga até poderia ter feito o terceiro.
Esta partida confirmou, afinal, que este Sporting tem duas caras (uma nacional e outra europeia), facto que é verdadeiramente insustentável. Está aí um jogo muito importante com a Fiorentina. Antes disso, Paulo Bento deveria ponderar seriamente a apresentação do respectivo pedido de demissão (até para não obrigar José Eduardo Bettencourt a dar o dito pelo não dito). A sua permanência à frente do comando técnico do Sporting já começa a ser um problema.
Se havia jogo importante para vencer era este com os bracarenses, que indicaria o retomar do caminho das vitórias. Paulo Bento até escolheu a mesma equipa que alinhou com a Fiorentina. Não lhe valeu nada: voltamos a ver erros individuais clamorosos, mas vimos também um conjunto de jogadores à deriva, sem saber o que fazer à bola e sem vontade de ganhar.
No fundo, os jogadores demonstraram que não estão com o treinador e que há sérios problemas no balneário. O Sporting já não ganha há oito jogos, cinco deles oficiais. Na I Liga já perdeu cinco pontos. Para Paulo Bento é o fim da linha. FOTO: Armando França (Associated Press) e José Manuel Ribeiro (Reuters - Portugal Sport Soccer)

Já é tempo de o Sporting ganhar

No regresso às competições internas, é muito importante o jogo do Sporting com o Sporting de Braga, relativo à segunda jornada da Liga Portuguesa (hoje, às 21h15, no Estádio de Alvalade). A maior curiosidade está em sabermos se a equipa de Paulo Bento confirma, ou não, as melhoras registadas no último jogo do “play-off” de acesso à Liga dos Campeões, com a Fiorentina, onde a equipa leonina se mostrou em bom nível perante os holofotes internacionais.
Nos últimos anos, têm sido recorrentes os casos de más exibições do Sporting após boas prestações europeias, justificadas com um alegado cansaço da equipa. Não poderá ser o caso de hoje, frente ao Braga.
A alegria de jogar, o sentido colectivo e o desempenho da equipa na última terça-feira, frente aos italianos, que em alguns momentos foram brilhantes (tendo sido manchados, porém, por um árbitro faccioso e por erros infantis que o Sporting pagou muito caro), têm de ser repetidos num registo ainda superior na partida com os bracarenses. Para vermos, antes de mais, se a equipa ainda está com o treinador ou se já está farta dele. E mais: já é tempo de o Sporting ganhar. É isso que exigem os sportinguistas. Porque o contentamento com o mal dos outros, como ficou patente na jornada inaugural da Liga, não é mais do que um sinal preocupante do miserabilismo e da falta de ambição de que padece uma boa parte da nação sportinguista. FOTO: www.sporting.pt

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O problema da estatística

Frente ao Marítimo, o Benfica caiu na realidade...

Aparentemente, começou a I Liga Portuguesa 2009-2010, ainda que só uma equipa pareça ter entrado em competição. Refiro-me ao Benfica que, depois de ter ganho quatro taças de Verão na pré-temporada, fazendo furor por essa Europa fora, caiu na realidade e empatou com o modesto Marítimo, da ilha de Alberto João Jardim, em pleno Estádio da Luz. Com um orçamento um pouco mais baixo do que o AC Milan, a verdade é que a equipa madeirense esteve a ganhar grande parte do tempo, silenciando 60 mil benfiquistas que há muito esfregam as mãos de tanta ansiedade, tendo cedido o empate já na parte final. E o mais curioso é que o golo do empate benfiquista não foi obra dos milhões de Saviola, mas dos tostões de Weldon. Enfim, a vida como ela é.
Em Paços de Ferreira, o FC Porto também empatou e, segundo rezam as crónicas, a equipa de Jesualdo Ferreira jogou melhor depois de o árbitro ter removido Hulk, por acumulação de cartões amarelos.
Olhando para a classificação, ao fim da primeira jornada, verificamos que Sporting, FC Porto e Benfica estão exactamente iguais, com o mesmo número de golos marcados e sofridos e o mesmo número de pontos perdidos. É esse o problema da estatística no futebol. Basta olhar para o desempenho do Sporting nos jogos particulares e oficiais já realizados (exibições e resultados), que é o mais fraco de que há memória... FOTO: Armando França (Associated Press)

sábado, 15 de agosto de 2009

Sofrimento forever

Ao empatar a um golo no terreno do Nacional da Madeira, na jornada inaugural da I Liga portuguesa 2009-2010, o Sporting somou o sexto jogo consecutivo sem ganhar e desperdiçou os primeiros dois pontos, perante uma equipa que gasta apenas um quarto do investimento leonino. Há muito que a equipa do Sporting está mal e não dá sinais de melhorar, uma vez que falha por motivos recorrentes. O que aconteceu na Choupana foi mais do mesmo que temos visto noutras exibições estranhamente miseráveis no arranque desta temporada, que será a quinta de Paulo Bento com treinador da equipa, caso a expressão "Paulo Bento forever", proferida por José Eduardo Bettencourt, seja para traduzir à letra.
Nos primeiros minutos, um Nacional intranquilo e com receio do Sporting. Um receio infundado, porque o Sporting demonstrava estar com muito mais medo de si próprio e dos seus equívocos tácticos. Por isso, não foi preciso muito tempo para que o Nacional chegasse à frente e marcasse. Na sequência de um pontapé-de-canto, evidentemente, com oito jogadores do Sporting nas imediações da bola a serem insuficientes para tirá-la da pequena área. Miserável.
Paulo Bento, castigado por umas palavras sobre arbitragem, salvo erro em 2008 (um escândalo igual ao do mau futebol da equipa), fazia dupla triste com Miguel Ribeiro Teles num canto da bancada. O adjunto Carlos Pereira orientava a equipa e, no final, chegou a dizer que o Sporting "reagiu extraordinariamente bem". Não sei se o treinador-adjunto estava a ensaiar uma piada (à imagem de Luiz Felipe Scolari, que considera Paulo Bento "o grande reforço do Sporting"). Fiquei com a ideia de que Carlos Pereira estava a falar a sério, o que é muito mais grave. Ou estaria a falar só de Daniel Carriço, que ainda evitou o segundo golo do Nacional e uma derrota que seria certa?...
A verdade é que o Sporting não entrou bem no jogo e não soube reagir como devia. E o "capitão" João Moutinho reconheceu isso. O golo do empate, já na segunda parte, até foi marcado pelo mesmo jogador do Nacional que tinha inaugurado o marcador (João Aurélio). Uma reedição do Twente-Sporting, com uma pequena diferença: no pontapé-de-canto, apontado por Vukcevic, Rui Patrício não foi preciso, já que o jogador madeirense revelou uma eficácia tremenda.
Com este Sporting, o sofrimento dos sportinguistas é garantido. Um jogo de futebol nunca é um espectáculo, são 90 minutos de sofrimento. Forever! FOTO: Duarte Sá (Reuters - Portugal Sport Soccer)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O futebol português está perigoso

O novo presidente da assembleia geral do Sporting, Dias Ferreira, foi agredido durante o processo pré-eleitoral, numa altura em que o próprio ponderava avançar com uma candidatura à presidência do clube. De candidato a candidato à presidência, Dias Ferreira acabou como candidato à presidência da assembleia geral da lista do "consenso", para surpresa de muitos, a começar por Rogério Alves...
Agora, no Benfica, o candidato a candidato José Eduardo Moniz - que desistiu de se candidatar - foi ameaçado quando também ponderava avançar contra Luís Filipe Vieira. Isto acontece em Lisboa. Já no Porto, ninguém ousa enfrentar Pinto da Costa... É caso para dizer que o futebol português está perigoso.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Benfica e as televisões

Não sei o motivo, mas calculo que tenha algo a ver com o "efeito-Benfica TV": dois dos candidatos à presidência do Benfica são directores de duas televisões. Bruno Carvalho é director e accionista do Porto Canal e José Eduardo Moniz, candidato a candidato que tem o apoio de José Veiga, é director da TVI. E Luís Filipe Vieira também tem a sua televisão, pois, como se sabe, é o patrão do Benfica TV, talvez o único canal em que os benfiquistas, neste período pré-eleitoral, podem acreditar.
Sobre os candidatos, como sportinguista, tenho a dizer que o melhor é deixar o Benfica como está, ou seja, nas mãos de Luís Filipe Vieira. Quem, em dois anos, gasta 60 milhões de euros na compra de grandes craques e só consegue ganhar uma Taça da Liga roubada ao Sporting pela equipa de arbitragem, só pode ser um grande presidente do Benfica na perspectiva de um sportinguista que se preze. Sobre José Eduardo Moniz, não obstante a sua força mediática, não tenho opinião formada, uma vez que não sei que efeito é que é os "Morangos Com Açúcar" teriam no Estádio da Luz, apesar das cores dos dois ingredientes.
Quanto a Bruno Carvalho, não tenho dúvidas em afirmar que não queria vê-lo na presidência do Benfica. O rapaz respira Benfica por todos os poros, é um bom gestor e, caso fosse eleito presidente do Benfica, seria uma grande ameaça para o Sporting. Por isso, contas feitas, o melhor é apoiarmos todos o Luís Filipe Vieira. Nada melhor do que ter um adversário com os pneus gastos... FOTOMONTAGEM: www.vermelhices.com

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Os segredos do FC Porto

José Eduardo Bettencourt anunciou que iria aplicar no Sporting Clube de Portugal um modelo de gestão do futebol inspirado no FC Porto. E o presidente leonino não é o único rendido à organização do clube nortenho. Ainda há dias, Toni, treinador que já foi campeão pelo Benfica e que é um símbolo do clube da Luz, apontou o FC Porto como um exemplo a seguir. Então, o que é que está atrás das vitórias portistas nos últimos anos, para além daquilo que vemos nos estádios? Pois bem, o “Diário de Notícias” mergulha hoje na realidade portista criada por Pinto da Costa no início da década de 1980. O trabalho é assinado por Francisco J. Marques, um jornalista conhecedor dos meandros portistas. Siga os links abaixo para conhecer os bastidores do FC Porto. Leia e deixe o seu comentário. FOTO: Getty Images

A máquina de ganhar do FC Porto

Os homens do presidente que também dão vitórias

Jogadores só pensam em futebol

Uma revolução chamada Visão 611

domingo, 24 de maio de 2009

A época frouxa do Sporting

O Sporting 2008-2009 apresentou-se com a firme desejo de ser campeão nacional. Não cumpriu a promessa. A equipa de Paulo Bento, que tinha andado muito para trás em 2007-2008, melhorou o seu rendimento em 11 pontos, mas foi insuficiente para bater o desempenho anual do FC Porto, que há muito estabilizou nos setenta pontos (69 em 2007, 69 em 2008 e 70 em 2009). O Sporting, que realizara 68 pontos em 2007 e descera para 55 pontos em 2008, realizou 66 pontos nesta época, mas não chegou. E ficou, pela quarta vez consecutiva, no segundo lugar.
O Sporting foi mais longe na Liga dos Campeões, mas acabou humilhado logo que saiu da fase de grupos. Perdeu a Taça da Liga para o Benfica por um erro de arbitagem e incompetência na marcação de grandes penalidades e saiu prematuramente da Taça de Portugal derrotado em Alvalade pelo FC Porto, também por incompetência no desempate por grandes penalidades. Ou seja, só ao falhar a marcação de grandes penalidades, o Sporting perdeu dois troféus. Valeu, contudo, a vitória da Supertaça 2008. Nos três anos completos com Paulo Bento com treinador, esta foi a época mais frouxa em termos de resultados desportivos.
Entretanto, há um aspecto que tem sido ignorado pela comunicação social especializada: nunca como este ano se avolumaram as lesões de jogadores do Sporting no último terço da temporada. Haverá alguma explicação para isso? Ou não passará de uma coincidência?...

sábado, 16 de maio de 2009

À medida de Liedson

Num jogo de fim de estação, o Sporting, com o segundo lugar definido, venceu o Marítimo, na Madeira, por 2-1, com Liedson a marcar os dois golos leoninos. Assim o avançado brasileiro do Sporting continua de olho no título de melhor marcador. Em causa está ultrapassar o seu compatriota Nené, do Nacional da Madeira, que se desloca a Alvalade na última ronda. Liedson tem 17 golos e Nené 19. Não é fácil, mas é possível. E Liedson, que é um exemplo de dedicação colectiva, merecia a glória pessoal. FOTO: AFP - Getty Images (Arquivo)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A hegemonia do FC Porto

O FC Porto ganhou mais um campeonato, o quarto consecutivo, e deu mais um passo para ultrapassar rapidamente o Benfica em número de títulos nacionais conquistados em toda a história do futebol português. Está à vista, por isso, uma troca de posições histórica ao nível dos títulos conquistados, uma "obra" de Pinto da Costa impensável há 25 anos, que pode acontecer dentro de um ou dois anos. Uma hegemonia que chegou a ser do Sporting Clube de Portugal, mas só até finais da década de 1950 e à chegada de Eusébio a Lisboa, então desviado para a Luz.
O FC Porto voltou a ganhar porque apresentou a melhor equipa na maior parte das jornadas do campeonato, porque foi mais competente no chamado “treino invisível” dos seus jogadores, mas também porque, em momentos de aperto, contou com a preciosa ajuda dos árbitros para empurrar a equipa na direcção de vitórias robustas. É preciso não esquecer isto. Como é preciso não esquecer que o clube de Pinto da Costa continuou a beneficiar, também, do défice de ambição e exigência do futebol do Sporting e da desorganização de um Benfica que ainda não deixou a fase de atirar dinheiro aos problemas.
Se têm dúvidas quanto à influência positiva da arbitragem em mais esta conquista do FC Porto, revejam os vídeos de todos os jogos da Liga. Mas não revejam só as imagens que a Sport TV cede aos outros canais de televisão, que são aquelas que todo o País, afinal, consegue ver. Revejam os 90 minutos de cada jogo. Aqueles lances idênticos em que uns são sancionados com um cartão vermelho, outros com um amarelo e outros ainda nem com um vermelho, nem com um amarelo. São pormenores. Mas em futebol todos os pormenores contam. E muito.
Já agora, revejam os 90 minutos de cada jogo do Sporting. Assim, como sportinguista, que viu golos legais do Sporting terem sido anulados sem motivo e que viu penáltis claríssimos na área do FC Porto terem sido ignorados pelos árbitros, só por boa educação é que me apetece dar os parabéns ao FC Porto e aos portistas pelo título conquistado. FOTO: AFP - Getty Images

sábado, 9 de maio de 2009

Na rota da Liga dos Campeões

Com o empate caseiro do Benfica com o Trofense (2-2) e a vitória leonina (2-1) sobre o Vitória de Setúbal, o Sporting garantiu o segundo lugar na Liga Portuguesa e colocou-se na rota da Liga dos Campeões 2009-2010. Assim, “acabou” a temporada para o Sporting, que, pela quarta vez consecutiva, vê o Fc Porto ser campeão nacional, não vai além do segundo lugar e deixa o Benfica para trás.
Agora, faltam apenas dois jogos (Marítimo, no Funchal, e Nacional, em Alvalade) para dignificar a camisola verde e branca e trabalhar para Liedson. É que a única conquista em aberto é pessoal, pois falta saber se Liedson será ou não o melhor marcador da Liga - repetindo os sucessos de 2005 (25 golos) e 2007 (15 golos).
Como facturou dois golos ao Vitória de Setúbal – tendo sido decisivo para resolver um jogo mal conseguido pelo Sporting –, Liedson ficou com 15 golos marcados, menos quatro do que Nené, do Nacional da Madeira. Por aquilo que Liedson tem feito pela equipa, ele, que é um exemplo de profissionalismo e espírito colectivo, bem merecia que, nos próximos dois jogos, todos trabalhassem para os seus golos. FOTO: Marcos Borga (Portugal Sport Soccer - Reuters)

sábado, 2 de maio de 2009

Nulidade leonina em Coimbra

De forma prosaica, a coisa pode ser analisada assim: uma equipa que, em dois jogos, ou em 180 minutos de futebol, não consegue marcar um único golo à Académica de Coimbra, jamais poderá ser campeã nacional, mesmo em Portugal. Em Coimbra, o Sporting foi uma nulidade. Ao empatar 0-0 com a Académica, disse adeus, quase em definitivo, ao título nacional. Para o ano há mais. Que não seja mais do mesmo. FOTO: Nacho Doce (Reuters - Portugal Sport Soccer)

sábado, 25 de abril de 2009

Desperdício leonino

O Sporting venceu mais um jogo, desta vez por 2-1, sobre o Estrela da Amadora, cumprindo a sexta vitória consecutiva - a melhor série de jogos ganhos pela equipa leonina nesta Liga, facto que confirma mais uma boa ponta final. da equipa e, em particular, de Lidson, que voltou a ser decisivo.
Só é pena que o atraso em relação ao FC Porto seja tão grande. E esse atraso é grande, também pelo desperdício de alguns pontos, em particular na primeira volta. Uma tendência para o desperdício que o Sporting também revelou nesta partida com o Estrela da Amadora, pois não marcou uma série de golos, tendo passado ao lado de uma goleada. E por não ter acabado com o jogo mais cedo, foi preciso sofrer até ao fim. Isto num jogo com uma arbitragem, mais uma vez, provocatória, tendo ficado na retina, pelo menos, três faltas sobre o massacrado Liedson, susceptíveis, inclusive, de sanção disciplinar, mas face às quais o homem do apito fez vista grossa. Vista grossa que não teve para mostrar um cartão amarelo a Anderson Polga, tão injusto como a magem mínima da vitória, numa partida lenta, que o Sporting poderia ter resolvido com mais golos, uma vez que, sempre que a equipa de Paulo Bento acelerava, era quase certa mais uma oportunidade de golo. Pena é que o conjunto não tenha acelerado muito.

O FC Porto e a protecção dos jogadores criativos

E sobre esta patada na coxa de João Moutinho, no Sporting-FC Porto para a Liga 2007-2008, em Alvalade, pela qual o árbitro Carlos Xistra só viu motivo para um cartão amarelo a Bruno Alves, a SAD do FC Porto emitiu algum comunicado em defesa dos jogadores criativos?...

sábado, 18 de abril de 2009

Vitória contra tudo e contra todos em Guimarães

Por força de um Guimarães muito aplicado e de uma arbitragem de Bruno Paixão que roubou um golo limpo no fim da primeira parte, quando as equipas ainda estavam empatadas a zero, o Sporting ganhou contra tudo e contra todos no Estádio D. Afonso Henriques, mantendo a pressão sobre o FC Porto e, sobretudo, mantendo o Benfica à distância de quatro pontos (se os encarnados conseguirem ganhar ao Vitória de Setúbal).
A primeira parte do Sporting foi muito boa, não terminando com a vantagem leonina no marcador porque o árbitro Bruno Paixão, que até estava a fazer uma boa arbitragem, anulou um golo limpo a Daniel Carriço, já no período de descontos. Foi só mais um golo limpo que este ano foi anulado ao Sporting, a juntar a outros, um deles contra o mesmo Vitória de Guimarães, em Alvalade, na primeira volta.
Desta vez, Bruno Paixão viu o lance entre Carriço e o defesa vimaranense (uma disputa de bola dentro da área em que os dois jogadores levantam o pé à mesma altura dentro do aceitável), nada viu de anormal (como se vê nas imagens televisivas) e só anulou apitou para assinalar uma pretensa falta do atleta do Sporting depois de ele ter dado dois ou três passos e ter rematado para o fundo da baliza. Um golo invalidado de forma escandalosa, que poderia ter custado três pontos ao Sporting.
A equipa leonina recolheu aos balneários depois de uma primeira parte afirmativa, com grande atitude, fazendo um jogo de sentido único em direcção à baliza vimaranense na maior parte do tempo. Pecou apenas na finalização, em particular nos primeiros minutos, que foram muito fortes. A sorte também não quis nada com os jogadores leoninos, que viram dois remates devolvidos pelo poste e pela barra da baliza minhota. Do lado contrário, em dois remates perigosos (num deles na sequência de um contra-ataque que apanhou a equipa leonina de surpresa), o jovem guarda-redes Rui Patrício esteve à altura das exigências realizando duas excelentes intervenções.
No segundo tempo, o Guimarães inaugurou o marcador aos 56’, por Roberto, num golpe de cabeça, aproveitando a passividade dos defesas leoninos. Era o corolário de um Vitória de Guimarães mais rápido sobre a bola, enquanto o meio-campo sportinguista se afundava. O Sporting demorou a reagir e a equipa, não obstante procurar empurrar o Guimarães para trás, revelava deficiências na definição dos lances no último terço do campo. Pelos 65’, Paulo Bento protestava de uma decisão de Bruno Paixão (que, aos 47’, mostrara um cartão amarelo sem motivo a João Moutinho) e era expulso.
Sem o treinador em campo, a equipa foi batalhando, até que, a entrada de Ronny para o lugar de Caneira acabou por ser providencial, pois partiram dos pés do jovem brasileiro alguns lances perigosos, um dos quais, aos 80’, proporcionou um golo a Derlei. O Vitória de Guimarães só defendia e dava sinais de esgotamento. Antes do apito final, Derlei e Liedson inventaram a reviravolta. Uma vitória contra tudo e contra todos, num jogo em que o Sporting começou bem, dando sinais de que estava ali para ganhar, e acabou melhor. FOTO: (AFP - Getty Images)

sábado, 11 de abril de 2009

Três pontos e dois golos para Liedson

Ao ter empatado no Dragão a zero golos, na jornada 20, o Sporting perdeu a sua grande oportunidade de conquistar quatro pontos ao FC Porto e de manter a equipa portista sob forte pressão até à última jornada. De então para cá, Sporting e FC Porto têm ganho os seus jogos, mantendo-se uma diferença pontual de cinco pontos favorável aos nortenhos, que se torna cada vez mais difícil de anular à medida que a Liga avança para a sua ponta final.
Com o FC Porto isolado no comando da classificação – posição confirmada com a vitória sobre o Estrela da Amadora por 3-0 – e embalado pela motivação de mais um “tetra” e de uma boa campanha na Liga dos Campeões, o interesse da Liga Portuguesa, no que diz respeito aos chamados “grandes”, parece estar confinado ao “campeonato na Segunda Circular”. E aí o Sporting leva vantagem sobre o Benfica, aliás ampliada nesta jornada 24, em função da vitória leonina sobre a Naval 1º de Maio (3-1) e a derrota encarnada, na Luz, com a Académica de Coimbra (0-1).
Deste modo, o Benfica parece estar irremediavelmente afastado da luta pelo primeiro lugar, cabendo apenas ao Sporting manter acesa a chama do título – na esperança de uma hecatombe imprevisível do líder. De resto, será essa a melhor forma de garantir o segundo posto.
Nesta 24ª jornada, o Sporting venceu a Naval 1º de Maio num jogo pobre, em que o essencial, mas nada espectacular, aconteceu na primeira meia hora de jogo. Pereirinha abriu o activo (13’), mas logo de seguida (16’) Miguel Veloso imitou o portista Bruno Alves em Manchester e a equipa da Figueira da Foz empatou. Depois apareceu Liedson, que estivera na jogada do primeiro golo e que marcou o segundo (27’), num golpe de cabeça a desviar um livre apontado por João Moutinho. Na segunda parte, dois momentos de interesse que dizem tudo sobre o jogo: o golo da Académica, na Luz (que animou as bancadas de Alvalade, que não chegaram a acolher 20.000 pessoas), e o golo de Liedson, no último segundo dos descontos.
Valeu pelos três pontos e pelos dois golos de Liedson, que agora regista 10 marcados nesta Liga (uma média de 0,5 golo por jogo), estando a cinco do líder, o seu compatriota Nené, do Nacional. FOTO: Hugo Correia (Reuters Portugal Soccer)

domingo, 5 de abril de 2009

Obrigação cumprida em Matosinhos

Numa jornada em que o FC Porto consolidou a sua liderança, vencendo categoricamente em Guimarães, e o Benfica precisou outra vez da arbitragem para ganhar ao Estrela da Amadora, o Sporting foi ao Estádio do Mar vencer o Leixões por 1-0, cumprindo a sua obrigação com toda a justiça. Um adversário que, na primeira volta, vencera em Alvalade pelo mesmo resultado, pelo que, não fosse esse desaire e, nesta altura, o Sporting poderia estar na luta pelo título com apenas menos um ponto de atraso em relação ao FC Porto.
Em Matosinhos, o Sporting foi competente, demonstrando segurança defensiva e, sobretudo, determinação e força colectiva. Atributos que, somados à eficácia traduzida no golo solitário de Derlei (13’) foram decisivos para conquistar a vitória e alimentar a esperança leonina num trambolhão inesperado do FC Porto.
Com os impedimentos, por lesão, de Izmailov e Vukcevic, e em função das substituições, duas delas provocadas pelas lesões de Romagnoli e Rochemback, o Sporting terminou a partida com o Leixões com nove jogadores portugueses, oito dos quais formados em Alvalade. Se isto tivesse sucedido naturalmente, e não tivesse sido motivado por ausências forçadas, haveria motivos para falar do Sporting como um excelente exemplo na valorização dos jovens jogadores portugueses. É um bom exemplo, sem dúvida, mas está distante de ser um exemplo perfeito. E poderia ser. A questão é que os jovens aparecem apenas como soluções de recurso, que regressam ao banco quando os donos do lugar voltam a ficar disponíveis...
O apagamento de Yannick Djaló, que iniciou a temporada de modo fulgurante, e inconstância de Adrien Silva na equipa principal parecem ter a ver com isso. Até Daniel Carriço parece que continua na equipa titular porque o regresso de Tonel nos jogos com o Bayern de Munique correu demasiado mal...
Em Matosinhos, Paulo Bento veio lembrar que o meio-campo leonino que terminou o jogo tinha menos de 85 anos de idade. Pelo modo como falou, não pareceu estar orgulhoso de uma circunstância que nenhum treinador concorrente pode exibir (pois falou nisso no sentido em que teria sido mais uma dificuldade a somar às ausências forçadas de outros jogadores). Mas o treinador leonino deveria estar orgulhoso e deveria ter um discurso positivo e motivador para os jovens que lhe garantiram a vitória.
Nota final para o caso do jogo: dizem que ficou por assinalar uma grande penalidade contra o Sporting, por corte de Abel com a mão (51’), naquela que seria a única ocasião de golo do Leixões em toda a partida. Anda assim, o árbitro Pedro Proença merece o benefício da dúvida: o remate é feito muito perto do jogador leonino que, aliás, já está em queda no momento do corte, não sendo claro se tem a intenção de desviar a bola ou de defender o rosto. Uma coisa é certa: se em todos os jogos do Sporting fosse seguido o critério do árbitro que assinalou dois penáltis a favor do Benfica na Reboleira, nesta altura, talvez a equipa leonina estivesse na liderança da Liga e pudesse encomendar as faixas… FOTO: Miguel Vidal (Reuters - Sport Soccer)
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