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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mandem calar o comandante


O comandante Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico Português, decidiu disparar sobre a gestão do Sporting e sobre a aquisição de jogadores. Fê-lo ao microfone da Renascença, a tal rádio que gozou com o Sporting, sem que, da área da comunicação do clube, o sr. Carlos Barbosa e a cavalheira loura que ele contratou conseguissem um pedido de desculpas.
A minha ingenuidade já era. Levo 16 anos de comunicação e é a mesma rádio que se lembra de ir ouvir o comandante Vicente de Moura falar sobre o Sporting. Pois bem, o comandante tem direito a opinião, mas eu tenho direito também à minha opinião sobre o comandante.
Acho estranho este senhor vir falar agora e muito mais sobre contratações. Fico a depreender que o comandante preferia o Tales de Souza, o Cristiano, o Maniche, o Grimi, o Postiga e o Yannick. O Sporting reforçou-se com bons jogadores para não passar a vergonha do ano passado que, se calhar, o comandante preferia.
Mas o comandante devia preocupar-se era com os assuntos dele. Não tenho nada contra a idade dele, mas ele é o representante da "brigada do reumático" que se agarra como lapas a determinados lugares.
Se não fosse assim, o comandante tinha saído do COP depois das Olimpíadas. Já agora, agradecia que a “troika” que por cá anda fosse ver os números da gestão do COP e, por exemplo, o contrato do COP com a agência de comunicação que trabalha lá. Como foi o concurso comandante? É uma empresa amiga? Isto é uma pergunta.
E em vez de se meter com o Sporting, que diz ser o seu clube, devia preocupar-se com o próximo ciclo olímpico e dou dois factos com modalidades onde temos legítimas ambições a medalhas e largo historial.
1 - Por que é que o comandante não está preocupado com os resultados do atletismo no último mundial, a um ano das Olimpíadas, que foram fraquíssimos em vez de estar preocupado com os jogadores do Sporting?
2 - Como é que está o seu relacionamento com a Federação Portuguesa de Vela que vive neste momento graves problemas, a um ano das Olimpíadas?
É sobre isso que o sr. comandante tem de falar, pois arrisca-se a ficar na história como o Comandante Zero.
Vir falar sobre o Sporting foi servir os inimigos do clube. Infelizmente, o sr. Carlos Barbosa e a cavalheira loura que escolheu para a comunicação do clube continuam a dormir manifestando uma absoluta incompetência.
Num livro de Gabriel Garcia Marquez dizia-se “ninguém escreve ao coronel”. Neste caso é para dizer “mandem calar o comandante”. Se não o fazem, e não o vão fazer, eu digo com respeito: “Comandante Vicente de Moura, sobre o Sporting cale-se!” E vá trabalhar para o sucesso deste ciclo olímpico. É sobre ele que os sportinguistas agradecem que fale.

Rui Calafate

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Os milhões em comissões e o salário de Duque


Há muito para explicar sobre esta notícia. E não me venham dizer que a notícia de O Jogo, que é um jornal que considero muito equilibrado, é feita por inimigos do Sporting - a mesma conversa do costume como se apoiar fosse calar – pois o autor da notícia, o Jean-Paul Lares é um bom jornalista e um tipo sério.
Já sabemos que há passes que têm de ser comprados, mesmo quando os jogadores vêm a custo zero (casos Rodriguez e Arias, neste caso custou 900 mil euros e temos Cédric e João Gonçalves para a mesma posição, não esquecer), mas, meus amigos, 11 milhões em bolo global de comissões não é demais?
Quem são os cavalheiros que representam estas entidades todas que recebem comissões? Mas o futebol que é um espectáculo fantástico e honesto, pois é vivido com paixão pelos adeptos, tornou-se um negócio de vampiros comissionistas e de “off-shores” sem rosto?
Num clube que “não tem dinheiro para fazer cantar um cego”, Godinho Lopes “dixit”, 11 milhões em comissões é normal?
E que dizer do salário de Luís Duque? Vão-me dizer: é normal. Não é, não senhor. José Eduardo Bettencourt foi o pior Presidente do Sporting e também o primeiro a ter uma remuneração. Auferia na casa dos 20 mil euros, mas era muito menos do que ganhava na sua actividade profissional, honra lhe seja feita.
Agora Duque aufere sensivelmente o mesmo. Mas a pergunta simples é: mas quanto ganhava antes de vir para o Sporting?
Pois bem, entendo que quem tem paixão por um clube, naturalmente não deve perder dinheiro, mas deve ganhar sensivelmente o mesmo que ganhava na sua função anterior. Isolando o caso de Godinho Lopes, que não é remunerado, e dos activos do clube, gostava muito que estudassem a diferença entre o que os funcionários do Grupo Sporting auferiam antes de ir para lá e o que recebem agora.
Sem esquecer as cunhas e o compadrio de muita gente que está no Sporting a ganhar o que nunca ganharia a trabalhar com o currículo que tem. Depois falam de quotas suplementares para as modalidades, mas se cortarem em salários na sede social do Sporting vão ver que têm uma excelente maneira de equilibrar as contas das modalidades ditas amadoras.
Assuntos que deviam ser tratados e explicados hoje na reunião do Conselho Leonino.

Rui Calafate

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

FPF. A traição de Filipe Soares Franco


Gostava de ter um sportinguista na Federação Portuguesa de Futebol, mas não sou cego.
Defendi que Godinho Lopes devia ter a sua escolha para Presidente da FPF e que devia estar no processo preparatório e negocial e passado uns dias vi, com gosto, Godinho e Duque à mesa para discutirem esse mesmo processo.
A partir do momento em que o Sporting monta uma estratégia e escolhe um candidato, esse é a partir desse momento o candidato de todos os sportinguistas. Fernado Seara é do Benfica sem dúvida, mas se for essa a escolha tenho por adquirido que outras coisas foram negociadas em benefício do Sporting Clube de Portugal.
Passado um dia da liderança deste processo para a FPF, onde Godinho Lopes está no centro da decisão, surge Filipe Soares Franco, ex-presidente do Sporting com o apoio do Porto e de outros clubes na órbita de Pinto da Costa.
Temos de reconhecer que a história nos diz que o presidente do Porto é um prodígio na comunicação e na percepção dos poderes do futebol. Pinto da Costa sente que algo está a mudar e teve de se mexer. Só é pena que utilizando um ex-presidente do Sporting, que se esteve marimbando para a a estratégia do nosso clube, o que considero no mínimo ridículo.
Mas Pinto da Costa conta com o esquecimento dos escribas, mas não conta com o meu esquecimento. Relembro esta troca de galhardetes:
Soares Franco: «O Papa está a morrer.»
Pinto da Costa: «Nunca vi uma girafa dizer coisas acertadas.»
Pois ao sentir que o mundo do futebol está a mudar, os velhos inimigos aliam-se. Uma aliança Papa/Girafa que é no mínimo discutível e de duvidar. E de combater.

Rui Calafate
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