O comandante Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico Português, decidiu disparar sobre a gestão do Sporting e sobre a aquisição de jogadores. Fê-lo ao microfone da Renascença, a tal rádio que gozou com o Sporting, sem que, da área da comunicação do clube, o sr. Carlos Barbosa e a cavalheira loura que ele contratou conseguissem um pedido de desculpas.
A minha ingenuidade já era. Levo 16 anos de comunicação e é a mesma rádio que se lembra de ir ouvir o comandante Vicente de Moura falar sobre o Sporting. Pois bem, o comandante tem direito a opinião, mas eu tenho direito também à minha opinião sobre o comandante.Acho estranho este senhor vir falar agora e muito mais sobre contratações. Fico a depreender que o comandante preferia o Tales de Souza, o Cristiano, o Maniche, o Grimi, o Postiga e o Yannick. O Sporting reforçou-se com bons jogadores para não passar a vergonha do ano passado que, se calhar, o comandante preferia.
Mas o comandante devia preocupar-se era com os assuntos dele. Não tenho nada contra a idade dele, mas ele é o representante da "brigada do reumático" que se agarra como lapas a determinados lugares.
Se não fosse assim, o comandante tinha saído do COP depois das Olimpíadas. Já agora, agradecia que a “troika” que por cá anda fosse ver os números da gestão do COP e, por exemplo, o contrato do COP com a agência de comunicação que trabalha lá. Como foi o concurso comandante? É uma empresa amiga? Isto é uma pergunta.
E em vez de se meter com o Sporting, que diz ser o seu clube, devia preocupar-se com o próximo ciclo olímpico e dou dois factos com modalidades onde temos legítimas ambições a medalhas e largo historial.
1 - Por que é que o comandante não está preocupado com os resultados do atletismo no último mundial, a um ano das Olimpíadas, que foram fraquíssimos em vez de estar preocupado com os jogadores do Sporting?
2 - Como é que está o seu relacionamento com a Federação Portuguesa de Vela que vive neste momento graves problemas, a um ano das Olimpíadas?
É sobre isso que o sr. comandante tem de falar, pois arrisca-se a ficar na história como o Comandante Zero.
Vir falar sobre o Sporting foi servir os inimigos do clube. Infelizmente, o sr. Carlos Barbosa e a cavalheira loura que escolheu para a comunicação do clube continuam a dormir manifestando uma absoluta incompetência.
Num livro de Gabriel Garcia Marquez dizia-se “ninguém escreve ao coronel”. Neste caso é para dizer “mandem calar o comandante”. Se não o fazem, e não o vão fazer, eu digo com respeito: “Comandante Vicente de Moura, sobre o Sporting cale-se!” E vá trabalhar para o sucesso deste ciclo olímpico. É sobre ele que os sportinguistas agradecem que fale.
Rui Calafate


