O momento mais extraordinário do ex-director financeiro do Sporting, Rui Meireles, na sua entrevista ao “Correio da Manhã” publicada no último sábado, foi quando abriu a porta a uma eventual candidatura à presidência do Sporting. “Admite candidatar-se?”, perguntou o jornalista Nuno Miguel Simas. “Não, mas o futuro a Deus pertence”, respondeu Rui Meireles, um dos subprodutos do Sporting idealizado por José Roquette e companhia. Os 500 mil euros de indemnização, que foi quanto custou à SAD do Sporting o afastamento do gestor que um dia procurou meter-se no futebol com o sucesso que todos conhecem e que ficou conhecido como um dos homens do BES em Alvalade, devem ter-lhe subido à cabeça. Com tanta intensidade que lhe toldaram a lucidez e o discernimento. Só assim se percebe que tenha considerado como “um acto irresponsável” os despedimentos de funcionários ocorridos no Sporting, que estavam previstos num projecto de reestruturação alegadamente elaborado pelo próprio. De resto, as suas críticas à gestão de Soares Franco, por muito certeiras que algumas sejam, acabam por cheirar a roupa muito suja. É o que acontece quando todos estão metidos no mesmo saco.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
O candidato Rui Meireles
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domingo, 30 de dezembro de 2007
RECORTES LEONINOS Rui Meireles
(…) Rui Meireles foi uma figura cinzenta escura ao longo dos doze anos que serviu o Sporting, numa área administrativa, mas com salário de futebolista mediano, beneficiando de uma posição estratégica ao serviço do presidente José Roquette, o homem que introduziu no Sporting o conceito de clube empresa em que, num quadro de autêntico caos orgânico, acabaram por florescer os conceitos administrativos e multiplicar-se as empresas e serviços, um prometido paraíso de gestão que redundou no agravamento do quadro geral das finanças do clube, em consequência dos resultados negativos acumulados por toda essa actividade improdutiva, parasita do futebol.
Conhecido como o ‘homem do BES’ nos ‘mentideros’ do clube, cultivou o “low profile” característico da rapaziada das finanças, mas não deixou de sentir o apelo do futebol, já na gestão de Dias da Cunha, quando a equipa leonina ficou nas mãos da linha burocrática. Sem sensibilidade desportiva, cometeu o erro fatal de abandonar um jogo marcante, quando a equipa perdia copiosamente, em Paços de Ferreira, deixando os jogadores e o treinador José Peseiro à mercê da fúria dos adeptos.
Esse erro de cálculo foi-lhe fatal, bem como o alinhamento com o candidato Abrantes Mendes, derrotado nas eleições que se seguiram à demissão de Dias da Cunha. O seu profundo conhecimento da crítica condição financeira do clube permitiu-lhe manter o emprego durante mais dois anos e agora ameaça prolongar-se como uma sombra da reestruturação empreendida por Soares Franco.
O presidente do Sporting veio anunciar uma redução do défice na ordem dos 28,5 milhões de euros, mas o ex-director financeiro desmente-o e ainda levanta suspeitas sobre o destino de mais 24 milhões resultantes da venda do património imobiliário.
Sem as consequências dramáticas, inclusive para a estabilidade económica do clube, de um possível confronto entre Liedson e Paulo Bento, as alegações de Rui Meireles lançam uma nuvem de descrédito sobre uma instituição cotada em bolsa, com custos irreparáveis sobre a sua imagem, aos olhos dos investidores.
Quando Meireles foi afastado, embora negando a indemnização milionária que tanto indispusera os membros do Conselho Leonino, o presidente Soares Franco elogiou o profissional e desmentiu a ideia de um confronto entre as partes, resultante do alinhamento declarado dele com uma lista opositora, no processo eleitoral. Percebe-se agora a fragilidade dessa cordialidade, em contraste com as ameaças de procedimento cível e de expulsão de sócio. Outro clamoroso erro de cálculo, com um lesado único: o Sporting.
João Querido Manha, “Correio da Manhã”, 29-12-2007
FOTO: Pedro Ferreira, "Record"
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
O despedimento de Rui Meireles
recebe 500 mil euros
Com o acordo entre o Sporting e o ex-funcionário superior Rui Meireles, Filipe Soares Franco está de parabéns, pois resolveu um caso insustentável. Nos últimos dias, Rui Meireles, que já foi director financeiro de uma série de empresas do universo leonino, parecia o antigo jogador Afonso Martins, em finais da década de noventa, que esteve um ano a treinar à parte do plantel por ter cometido o pecado de ter sido contratado pelo Sporting! Tudo porque Meireles, contratado por José Roquette e cuja permanência no Sporting era incómoda, ganhava 12 mil euros mensais e, para sair, exigia ao clube uma verba de 650 mil euros (menos 20 mil euros do que as suas contas iniciais), a título de indemnização. Filipe Soares Franco, por seu turno, não estaria disponível a dar mais do que 300 mil euros. Foi por isso que Rui Meireles gozou férias e regressou ao posto de trabalho. Mas a situação era insustentável. E o acordo com o funcionário, que no tempo de Dias da Cunha terá chegado a ganhar mais do que muitos profissionais de futebol, acabou por acontecer, com o Sporting a aproximar-se das suas exigências financeiras. Segundo apurou o LEÃO DA ESTRELA, o despedimento de Rui Meireles, assinalado em conferência de imprensa e com a promessa do próprio de que jamais falará mal do Sporting, custou ao clube 500 mil euros, que serão pagos em suaves prestações nos próximos tempos, talvez para evitar que o ex-dirigente não volte a jantar tão cedo com Sérgio Abrantes Mendes, opositor de Franco.
O que é lamentável é que estejamos perante um caso de falta de transparência, que é típica no futebol português. O que se passou é que Soares Franco classificou como “pura mentira” os “valores exorbitantes” que foram anunciados como indemnização de Meireles. Mas não revelou os números verdadeiros. Nem a imprensa especializada procurou saber. Ao ocultar os números do acordo, Filipe Soares Franco assumiu um papel que não tem lugar no futebol moderno, mais a mais num clube com uma sociedade cotada na Bolsa. Os sócios do Sporting e os accionistas da SAD leonina teriam o direito de saber oficialmente os verdadeiros contornos deste acordo. Até para ficarmos a saber quanto custa o silêncio de Rui Meireles.
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